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Rodrigo Prando afirma que a sequência de crises envolvendo aliados e a família Bolsonaro ajuda a explicar o crescimento de Lula nas pesquisas
A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 46% das intenções de voto contra 36% de Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno. Com isso, o levantamento reacendeu o debate sobre a disputa presidencial. Para o cientista político Rodrigo Prando, a vantagem de Lula está diretamente ligada ao desgaste vivido pelo bolsonarismo nas últimas semanas.
Flávio supera Lula em engajamento nas redes, aponta levantamento
Durante entrevista à MyNews VIP FM, Prando afirmou que pesquisas eleitorais representam um retrato do momento. No entanto, ele destacou que a sucessão dos levantamentos forma um “filme” da campanha. Segundo ele, esse filme tem sido desfavorável para Flávio Bolsonaro.
O cientista político lembrou episódios recentes que desgastaram o grupo político. Entre eles, estão a operação envolvendo Ciro Nogueira, as revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro e as contradições do senador ao comentar o caso. Além disso, ele citou a visita de Flávio ao empresário durante a prisão domiciliar, a viagem aos Estados Unidos e os vídeos divulgados por Michelle Bolsonaro.
Para Prando, essa sequência de acontecimentos reduziu a força da candidatura de Flávio. Por isso, ele utilizou uma metáfora do futebol para explicar o cenário. Segundo o cientista político, Lula não precisou aumentar o volume de jogo para abrir vantagem. Em vez disso, os próprios problemas enfrentados pelo bolsonarismo favoreceram o presidente.
Na avaliação dele, o crescimento de Lula ocorre menos pelos méritos do governo e mais pelo desgaste do principal adversário. Assim, o cenário atual indica uma vantagem para o presidente em um eventual segundo turno.
Questionado sobre uma possível substituição de Flávio Bolsonaro, Prando afirmou que essa hipótese existe. Ainda assim, considera o cenário pouco provável. Isso porque, segundo ele, Flávio continua sendo o nome mais competitivo da direita nas pesquisas.
Por fim, o cientista político avaliou que a família Bolsonaro busca preservar sua liderança nesse campo político. Dessa forma, o grupo tende a manter uma candidatura própria, mesmo diante das dificuldades atuais, em vez de abrir espaço para outro nome da direita ganhar protagonismo.