Troca de comando

Nova troca de comando na PF gera preocupação com “ingerência política”, diz Transparência Internacional

Recém-empossado no Ministério da Justiça, Anderson Torres anunciou Paulo Maiurino como novo diretor-geral da PF
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Empossado na manhã desta terça-feira (6) como ministro da Justiça, Anderson Torres anunciou hoje o delegado Paulo Maiurino como novo diretor-geral da Polícia Federal. Ele irá substituir Rolando de Souza, que estava no cargo desde maio do ano passado. Essa é a quarta troca no comando da PF desde o início do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). 

A mudança acontece um ano depois da crise, em abril de 2020, com a demissão do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro, que acusou Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal.

Para Bruno Brandão, diretor no Brasil da Transparência Internacional, existe “uma preocupação real de ingerência política na Polícia Federal”. Ele avalia, no entanto, que a volatilidade no comando da instituição é “em si mesmo um problema do ponto de vista organizacional”.

Em entrevista ao Dinheiro Na Conta, Brandão destaca que é necessária uma  estabilidade institucional para garantia dos trabalhos da Polícia Federal em grandes operações de combate ao crime organizado ou de combate à corrupção. 

As trocas constantes, segundo ele, enfraquecem a instituição. “O agente precisa ter segurança de que vai haver apoio da direção. Ele precisa criar laços de confiança com a direção. Quando você tem quatro diretores em quatro anos essa volatilidade institucional gera insegurança”, diz o especialista.


Ao anunciar o novo diretor da PF, Torres agradeceu pelas redes sociais aos trabalhos de Rolando Souza, que deixa o cargo, e afirmou que iniciaria nesta terça-feira (06) o processo de transição do posto para Paulo Maiurino. Na sequência, o ministro da Justiça anunciou também Silvinei Vasques como novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Vasques era até então superintendente da PF no Rio de Janeiro. Paulo Maurino, agora no comando da PF,  trabalhou como secretário de Segurança do STF e já foi secretário estadual do governo de São Paulo. 

Maurino chegou a ser cotado para o cargo no ano passado, quando o ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspendeu a indicação de Alexandre Ramagem para o cargo. Na época, o ministro do Supremo entendeu que havia indícios de desvio de finalidade na escolha de Ramagem, nome próximo da família Bolsonaro. 

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