Arquivos dólar - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/dolar/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 03 Feb 2025 18:25:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Novas tarifas de Trump começam amanhã e mundo teme guerra comercial https://canalmynews.com.br/noticias/tarifas-trump-mundo-guerra-comercial/ Mon, 03 Feb 2025 18:25:28 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50580 Impostos de 10% sobre a China e de 25% sobre Canadá e México entram em vigor na terça- feira (4); em resposta, dólar opera em alta, chegando a R$ 5,90

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, decidiu taxar os três principais parceiros comerciais de seu país, China, Canadá e México. As tarifas de 10% sobre os produtos chineses e de 25% sobre importações do Canadá e do México — com exceção do petróleo canadense que será taxado em 10% — devem entrar em vigor na terça-feira (4).

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Em retaliação, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou, na noite de sábado (1º), imposição de tarifas de 25% sobre produtos norte-americanos, enquanto a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que estuda possíveis medidas, tarifárias e não tarifárias, para defender os interesses do país.

A China, por outro lado, acusou as novas tarifas de Trump de “violarem seriamente” as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), afirmando que contestará a taxação por meio da entidade. Mas, em comunicado publicado no domingo (2) pelo Ministério do Comércio chinês, pediu aos EUA que “se envolvam em um diálogo franco e fortaleçam a cooperação”.

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Diante de uma possível guerra comercial, o dólar operou em alta nesta segunda-feira (3), chegando a R$ 5,90, e as bolsas de valor no Brasil, Europa e Ásia encerraram em queda.

Segundo a BBC, os investidores se preparam para um período de turbulência no mercado internacional, que pode afetar os ganhos das grandes empresas e reduzir o crescimento econômico global.

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Entenda como a inteligência artificial chinesa ameaça a hegemonia norte-americana:

*Sob supervisão de Leonardo Cardoso

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Dólar cai para R$ 5,94 e fecha em menor nível desde o fim de novembro https://canalmynews.com.br/noticias/dolar-cai-para-r-594-e-fecha-em-menor-nivel-desde-o-fim-de-novembro/ Thu, 23 Jan 2025 17:34:54 +0000 https://localhost:8000/?p=50334 Moderação nas tarifas comerciais trouxe alívio ao mercado cambial, mas bolsa de valores não seguiu tendência positiva e registra sua primeira queda

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A moderação nas tarifas comerciais prometida pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxe alívio ao mercado cambial. O dólar recuou para abaixo de R$ 6, alcançando o nível mais baixo desde o final de novembro. Por outro lado, a bolsa de valores não seguiu a mesma tendência positiva e registrou sua primeira queda após três altas consecutivas.

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O dólar comercial encerrou n quarta-feira (22) vendido a R$ 5,946, com recuo de R$ 0,085 (-1,4%). A cotação caiu durante toda a sessão e passou a operar abaixo de R$ 6 a partir das 10h50. Na mínima do dia, por volta das 14h, chegou a R$ 5,91.

A moeda norte-americana está na menor cotação desde 27 de novembro. Em 2025, a divisa tem queda de 3,79%.

O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 122.972 pontos, com queda de 0,3%. O indicador alternou altas e baixas durante toda a sessão, mas consolidou a tendência de baixa perto do fim da tarde, puxado por mineradoras.

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Sem notícias relevantes na economia brasileira, o dólar foi influenciado pelo mercado internacional. A ausência de anúncios de elevação de tarifas comerciais para a América Latina pelo presidente Donald Trump beneficiou os países emergentes. O novo presidente norte-americano anunciou uma sobretaxa de 10% para os produtos da China e de 25% para os do México e do Canadá a partir de 1º de fevereiro.

Além da falta de menções à América Latina, os percentuais abaixo do esperado diminuíram as pressões sobre a inflação norte-americana. Isso diminui a necessidade de o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) congelar ou elevar os juros neste ano. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu tarifas mais altas sobre os produtos chineses.

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Taxas de juros menos altas em economias avançadas beneficiam países emergentes, como o Brasil. Isso porque os juros elevados da economia brasileira atraem capitais financeiros, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa.

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Gabriel Galípolo diz não ver ataque especulativo em alta do dólar https://canalmynews.com.br/noticias/gabriel-galipolo-diz-nao-ver-ataque-especulativo-em-alta-do-dolar/ Thu, 19 Dec 2024 21:21:02 +0000 https://localhost:8000/?p=49532 Segundo o diretor, o termo ataque especulativo não resume corretamente o movimento de alta na moeda americana, que chegou a valer R$ 6,30 nesta manhã

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O diretor de Política Monetária e próximo presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira (19) não ver um ataque especulativo como justificativa para a alta do dólar nos últimos dias. Segundo o diretor, o termo ataque especulativo não resume corretamente o movimento de alta na moeda americana, que chegou a valer R$ 6,30 esta manhã, mas recuou diante dos leilões de venda de US$ 8 bilhões pelo BC.

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Para Galípolo, não é correto tratar o mercado como uma coisa só, um bloco monolítico, e que sempre haverá posições contrárias com alguém vendendo ou comprando ativos.

“Quando o preço de ativo [como o dólar] se mobiliza em uma direção, têm vencedores e perdedores. Ataque especulativo não representa bem como o movimento está acontecendo no mercado hoje”, explicou Galípolo durante entrevista coletiva para detalhar o relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira.

Na terça-feira (17), circularam em redes sociais informações falsas envolvendo a política monetária. Na rede X, foi identificada uma série de postagens com falsas declarações de Galípolo sobre o BC. As alegações foram desmentidas pelo banco, mas ganharam repercussão em perfis de analistas econômicos, o que acabou impactando na cotação do dólar.

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Nesta quinta-feira a Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários informaram que vão investigar um possível crime de manipulação contra o mercado de capitais. A investigação vai ocorrer a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ao explicar a alta do dólar, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a instituição registrou um movimento atípico na alta do dólar e que a variação no valor da moeda está relacionada a disfuncionalidades sistêmicas.

“A gente entende que o princípio da separação é fundamental, ou seja, que política monetária é para juros, macroprudencial para estabilidade financeira, e que o câmbio é flutuante. Que o Banco Central deve agir no câmbio quando entende que tem algumas disfuncionalidades no fluxo, por alguma operação pontual, saída extraordinária ou fator de mercado”, esclareceu.

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Campos Neto disse que a instituição registrou a saída atípica de dólares no fim do ano, que incluiu o pagamento de taxas de dividendos, remessas de pessoas físicas e operações em plataformas e que, diante da constatação, o BC decidiu agir, vendendo dólares.

“Entendemos que começou a ter, através do que a gente vinha levantando com o mercado, uma saída maior, uma saída atípica no fim do ano. A parte de dividendos estava acima da média, e o fluxo financeiro estava bastante negativo”, disse.

Segundo Campos Neto, diante da constatação, o BC trabalhou para identificar o tamanho do fluxo e em fazer uma intervenção fatiada para contrabalancear o movimento de alta.

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“A gente fatia esse volume que é razoável para suprir essa liquidez em alguns dias”, explicou. “Hoje fizemos um leilão e a demanda foi muito maior do que esperávamos e decidimos fazer uma outra intervenção e de novo: tendo um volume na cabeça e entendendo que é para fazer fatiado. Não tem nenhum desejo do Banco Central de proteger nenhum nível de cambio”, defendeu.

Campos Neto disse que a decisão de fatiar a intervenção foi tomada com cuidado para evitar uma contaminação na taxa de juros. Ainda de acordo com Campos Neto, o BC segue monitorando o fluxo do dólar, mas a tendência é de arrefecimento na alta do dólar, especialmente na próxima semana, devido à diminuição nas transações em razão das festas de final de ano.

“O Banco Central tem muita reserva e vai atuar se for necessário e a gente entende que nesse fim de ano tem um fluxo atípico muito grande”, disse.

Taxa Selic

Ao comentar a decisão do BC de aumentar a taxa Selic em um ponto percentual e sinalizar que vai manter o ritmo de aumento nas duas próximas reuniões.

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Segundo ele, além do aumento recente na taxa de câmbio e da inflação corrente, também foi determinante para decisão a percepção negativa do mercado sobre o pacote de corte de gastos do governo e o cumprimento da meta fiscal.

“A sinalização com essa elevação é um passo importante para mostrar que o Banco Central está comprometido em atingir a meta, que entende que a gente tem uma incerteza maior que a usual e que algumas incertezas se tornaram certezas”, disse.

“No final o nosso objetivo é ganhar o máximo de credibilidade, fazendo com que a gente tenha o máximo de convergência nas expectativas, da forma mais suave possível”, avaliou.

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Campos Neto disse ainda que durante o processo de transição da presidência, Galípolo e os novos diretores do banco passaram a ter um peso maior nas decisões do BC, especialmente nas duas últimas reuniões, sendo determinantes para o aumento na Selic.

“Essa foi a tônica das duas últimas reuniões. O peso deles foi sendo cada vez maior que o meu. O que eu quero dizer é que o peso deles foi sendo cada vez maior que o meu, culminando na última reunião. Não entendíamos que isso facilitava a passagem de bastão”, disse.

Recesso

Nesta sexta-feira (20), na prática, será o último dia de Campos Neto à frente do BC, já que a instituição entrará em recesso até o próximo ano. A partir de janeiro, Galípolo já responderá pelo comando do banco.

Galípolo disse que Campos Neto foi “generoso” durante o processo de transição. “Na verdade ela foi uma transição entre amigos, e ele foi muito generoso ao longo desse processo de passagem de bastão, de dar liberdade, de falar: é importante que o Gabriel tenha um peso diferente na fala, nas decisões”, comentou.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de quinta-feira (19):

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Dólar começa a quarta-feira (22) cotado a R$ 5,11, em alta de 0,23% https://canalmynews.com.br/noticias/dolar-comeca-a-quarta-feira-22-cotado-a-r-511-em-alta-de-023/ Wed, 22 May 2024 03:00:00 +0000 https://localhost:8000/sem-categoria/dolar-comeca-a-quarta-feira-22-cotado-a-r-511-em-alta-de-023/ O euro, por sua vez, começa o dia cotado a R$ 5,56

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O dólar começou esta quarta-feira (22) cotado a R$ 5,12, após encerrar o último pregão em leve alta de 0,23%. Ao longo do último dia, o câmbio rondou a estabilidade, com alternações entre altas e baixas.

Na avaliação de analistas do mercado financeiro, os investidores seguem com cautela, na expectativa de divulgações de indicadores econômicos mais relevantes no Brasil e no exterior.

O euro, por sua vez, começa o dia cotado a R$ 5,56.

Os dados são da companhia Morningstar.

Pixel Brasil 61

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Semana começa com dólar estável, cotado a R$ 5,10 https://canalmynews.com.br/noticias/semana-comeca-com-dolar-estavel-cotado-a-r-510/ Tue, 21 May 2024 03:00:00 +0000 https://localhost:8000/sem-categoria/semana-comeca-com-dolar-estavel-cotado-a-r-510/ Expectativa para divulgação dos dados da balança comercial, das transações correntes e da arrecadação fiscal de abril, mantém estabilidade da moeda — segundo especialistas de mercado

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Expectativa para divulgação dos dados da balança comercial, das transações correntes e da arrecadação fiscal de abril mantém estabilidade da moeda, segundo especialistas de mercado

A cotação do dólar comercial começou a semana a R$ 5,10. No último fechamento, a moeda americana desvalorizou 0,05 % em relação ao real. O euro, por sua vez, começa a semana cotado a R$ 5,54 — com leve queda de 0,35%.

Segundo especialistas, a estabilidade do dólar tem a ver com a expectativa de divulgação dos dados da arrecadação federal do mês, que ainda não tem data prevista. Além disso, no Congresso, esta semana está prevista a votação do projeto sobre a desoneração da folha de pagamento de 17 setores importantes da economia e dos municípios. E o ministro Haddad já adiantou que deve apresentar nos próximos dias as estimativas de impacto e as medidas compensatórias da medida.

O dólar turismo começa terça-feira (21) a R$ 5,32.

Os dados são da companhia Morningstar.

 

Pixel Brasil 61

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Dólar inicia a semana cotado a R$ 5,10, depois de queda de 0,55% https://canalmynews.com.br/noticias/dolar-inicia-a-semana-cotado-a-r-510-depois-de-queda-de-055/ Mon, 20 May 2024 23:36:45 +0000 https://localhost:8000/?p=43161 Analistas acreditam que a valorização de commodities, como o minério de ferro, que tende a favorecer o câmbio de países exportadores, como o Brasil, e a alta dos juros futuros contribuíram para a queda da moeda estadunidense

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O dólar comercial inicia esta segunda-feira (20) cotado a R$ 5,10. No último fechamento, a moeda estadunidense caiu 0,55% em relação ao real. Analistas acreditam que a valorização de commodities, como o minério de ferro, que tende a favorecer o câmbio de países exportadores, como o Brasil, e a alta dos juros futuros contribuíram para a queda do dólar.

O euro também se desvalorizou em relação à moeda brasileira. Fechou o último pregão cotado a R$ 5,54, depois de subir 0,49%.

O dólar turismo caiu de 0,28% — e inicia a semana custando R$ 5,32.

Os dados são da companhia Morningstar.

Pixel Brasil 61

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Bolsa sobe quase 1% e atinge maior nível desde julho de 2021 https://canalmynews.com.br/economia/bolsa-sobe-quase-1-e-atinge-maior-nivel-desde-julho-de-2021/ Tue, 21 Nov 2023 09:22:31 +0000 https://localhost:8000/?p=41329 Após duas altas consecutivas, dólar teve forte queda e chegou ao menor valor desde o início de agosto

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Em meio ao otimismo no mercado internacional, a bolsa subiu quase 1% e atingiu o maior nível desde julho de 2021. Após duas altas consecutivas, o dólar teve forte queda e chegou ao menor valor desde o início de agosto.

O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta segunda-feira (20) aos 125.957 pontos, com alta de 0,95%. O indicador foi impulsionado pelo avanço das commodities (bens primários com cotação no mercado internacional), principalmente do minério de ferro e da recuperação do petróleo.

O indicador está no maior nível desde 28 de julho de 2021. O recorde da bolsa foi registrado em 7 de junho de 2021, quando o Ibovespa fechou aos 130.776 pontos.

No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pelo otimismo. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,852, com forte recuo de R$ 0,054 (-1,11%). A cotação operou com estabilidade na primeira hora de negociação, mas despencou após a abertura dos mercados norte-americanos.

A moeda norte-americana está no menor valor desde 2 de agosto, quando a cotação fechou a R$ 4,806. A divisa acumula queda de 3,75% em novembro e de 8,11% em 2023.

Por causa do feriado do Dia da Consciência Negra em vários estados, inclusive Rio de Janeiro e São Paulo, o volume de negociações foi baixo, com o mercado dominado pelo cenário externo. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do planeta, provocou o recuo do dólar em todo o mundo. As taxas dos papéis norte-americanos têm caído após a divulgação de que a inflação nos Estados Unidos caiu em outubro.

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Dólar sobe para R$ 5,04 após fala de Haddad sobre meta fiscal https://canalmynews.com.br/brasil/dolar-sobe-para-r-504-apos-fala-de-haddad-sobre-meta-fiscal/ Tue, 31 Oct 2023 09:51:25 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40984 Moeda norte-americana, que caía em outubro, voltou a subir no mês, com alta acumulada de 0,4%. Em 2023, a divisa cai 4,42%

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O mercado financeiro teve mais um dia de turbulências. Após abrir com otimismo, o dólar e a bolsa inverteram o movimento após uma entrevista coletiva do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre as dificuldades em cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2024.

ebc.pngO dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,047, com alta de R$ 0,034. A cotação iniciou o dia em baixa, chegando a R$ 4,98 por volta das 10h30. No entanto, após a entrevista de Haddad, passou a subir, até encerrar próxima das máximas do dia.

Com o desempenho, a moeda norte-americana, que caía em outubro, voltou a subir no mês, com alta acumulada de 0,4%. Em 2023, a divisa cai 4,42%.

No mercado de ações, o índice Ibovespa teve comportamento semelhante. Após iniciar o dia em alta, o indicador fechou aos 112.532 pontos, com recuo de 0,68%. No menor nível desde 1º de junho, a bolsa também foi influenciada pelo cenário externo, com ações de petroleiras caindo porque a cotação internacional do petróleo caiu, e os investidores decidiram vender papéis para embolsar os ganhos dos últimos dias.

Quanto ao câmbio, houve um descolamento entre o real e o mercado externo. Enquanto as principais moedas de países emergentes se valorizaram perante o dólar, o real se depreciou após a entrevista coletiva de Haddad, que confirmou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dadas na última sexta-feira (27), de que o governo dificilmente cumprirá a meta de déficit zero no próximo ano.

A Agência Brasil está publicando notícias sobre o fechamento do mercado financeiro apenas em ocasiões extraordinárias. A cotação do dólar e o nível da bolsa de valores não são mais informados todos os dias.

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Dólar volta a fechar acima de R$ 4,90 com juros altos nos EUA https://canalmynews.com.br/economia/dolar-volta-a-fechar-acima-de-r-490-com-juros-altos-nos-eua/ Fri, 22 Sep 2023 11:51:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39930 Bolsa cai 2,15% e atinge menor nível em duas semanas

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A perspectiva de que os juros nas economias avançadas fiquem altos por mais tempo que o previsto fez o mercado financeiro global ter uma quinta-feira (21) de turbulência. O dólar voltou a fechar acima de R$ 4,90, e a bolsa de valores (B3) atingiu o menor nível em duas semanas.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,935, com alta de R$ 0,055 (+1,13%). A cotação operou em alta durante toda a sessão. Embora tenha desacelerado para R$ 4,91 no menor nível do dia, por volta das 12h, a moeda norte-americana ganhou força durante a tarde, até fechar perto da máxima.

A cotação está no maior nível desde o último dia 12, quando atingiu R$ 4,95. Com o desempenho de hoje, a divisa acumula alta de 1,36% em setembro, mas cai 6,52% no ano.

No mercado de ações, o dia também foi tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 116.145 pontos, com recuo de 2,15%. O indicador fechou no nível mais baixo desde o último dia 8, com destaque para ações de bancos, petroleiras e mineradoras.

Os investidores reagiram à reunião dessa quarta-feira (20) do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Embora tenha pausado a alta de juros, a autoridade monetária dos Estados Unidos indicou que pode elevar os juros da maior economia do planeta antes do fim do ano ou no início de 2024, caso a inflação não ceda.

Inflação
Nas últimas semanas, um novo choque nos preços internacionais do petróleo voltou a pressionar a inflação nas economias avançadas. O preço do barril do tipo Brent, que estava em torno de US$ 73 em junho, saltou para US$ 93 este mês. Isso induz os principais bancos centrais do planeta a manter os juros elevados por mais tempo, o que estimula a fuga de recursos em países emergentes, como o Brasil.

O dia também foi turbulento no mercado internacional. O índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 1,08%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 1,64%. O Nasdaq, das companhias de tecnologia, perdeu 1,82%.

A Agência Brasil está dando as matérias sobre o fechamento do mercado financeiro apenas em ocasiões extraordinárias. A cotação do dólar e o nível da bolsa de valores não são mais informados todos os dias.

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Dólar cai para R$ 4,87 após anúncios de estímulos econômicos na China https://canalmynews.com.br/economia/dolar-cai-para-r-487-apos-anuncios-de-estimulos-economicos-na-china/ Fri, 15 Sep 2023 11:50:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39680 Bolsa sobe 1,93% e atinge maior nível desde início de agosto

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Beneficiado pelo anúncio de medidas de estímulo econômico na China, o mercado financeiro teve um dia de ganhos. O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em setembro. A bolsa de valores superou os 119 mil pontos e atingiu o maior nível desde o início de agosto.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 4,873, com recuo de R$ 0,036 (-0,91%). A cotação chegou a abrir estável, mas passou a despencar ainda na primeira hora de negociação. Na mínima do dia, por volta das 13h, a moeda chegou a ser vendida a R$ 4,86.

A divisa está no menor nível desde 30 de agosto, quando tinha fechado em R$ 4,869. Com o desempenho desta quinta, o dólar praticamente zerou a alta no mês, acumulando valorização de apenas 0,08% em setembro. Em 2023, a divisa cai 7,71%.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, emendou a quarta alta seguida e fechou aos 119.392 pontos, com avanço de 1,93%. A bolsa brasileira foi beneficiada por ações de petroleiras e mineradoras, que subiram após o governo chinês, grande comprador de commodities (bens primários com cotação internacional), anunciar novas medidas de estímulo. O indicador está no maior nível desde 4 de agosto.

Em desaceleração há vários meses, a economia chinesa tem enfrentado ameaças de crise no mercado imobiliário, o que tem trazido turbulência para o mercado financeiro de países emergentes, como o Brasil. No entanto, a tensão foi contida nos últimos dias, com medidas para impulsionar o consumo e reduzir os juros de hipotecas na segunda maior economia do planeta. Os juros altos no Brasil também continuam atraindo capitais estrangeiros.

A Agência Brasil está divulgando matérias sobre o fechamento do mercado financeiro apenas em ocasiões extraordinárias. A cotação do dólar e o nível da bolsa de valores não são mais informados todos os dias.

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Dólar sobe para R$ 5,27 com tensões no Brasil e no exterior https://canalmynews.com.br/economia/dolar-sobe-para-r-527-com-tensoes-no-brasil-e-no-exterior/ Fri, 10 Feb 2023 12:40:18 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35855 Moeda está no valor mais alto desde 5 de janeiro

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O agravamento das tensões no Brasil e no exterior fez o mercado financeiro ter um dia de turbulências. O dólar aproximou-se de R$ 5,30, e a bolsa caiu quase 2%.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (9) vendido a R$ 5,279, com alta de R$ 0,082 (+1,58%). Por alguns momentos durante a manhã, a cotação operou em baixa, mas firmou a tendência de alta durante a tarde até fechar perto da máxima do dia.

A moeda norte-americana está no valor mais alto desde 5 de janeiro, quando estava sendo vendida a R$ 5,35. Com a alta desta quinta, a divisa zerou a queda acumulada em 2023.

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 108.008 pontos, com queda de 1,77%. O indicador chegou a operar em estabilidade no início das negociações, mas desabou no restante do dia.

Tanto fatores internos como externos influenciaram o mercado hoje. No Brasil, o acirramento das tensões entre o governo e o Banco Central (BC) agravou-se, com cada vez mais parlamentares da base aliada defendendo a convocação do presidente do órgão, Roberto Campos Neto, para explicar-se sobre os juros básicos atuais, em 13,75% ao ano.

A possibilidade de que a meta de inflação seja aumentada na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no próximo dia 16, contribuiu para as tensões. O BC não se pronunciou sobre notícias de que Campos Neto teria concordado com a alteração da meta.

No exterior, o dia começou com otimismo, com o dólar em queda perante as principais moedas internacionais. O clima, no entanto, inverteu-se durante a tarde, com a alta das taxas dos leilões de títulos do Tesouro norte-americano, o que fez as bolsas dos Estados Unidos fecharem em queda. Considerados os investimentos mais seguros do mundo, os títulos públicos norte-americanos ficam mais atrativos com taxas mais altas, provocando a fuga de recursos de todo o planeta para os bônus do Tesouro da maior economia do planeta.

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Não existe projeto de moeda única entre Brasil e Argentina, diz Haddad https://canalmynews.com.br/economia/nao-existe-projeto-de-moeda-unica-entre-brasil-e-argentina-diz-haddad/ Tue, 24 Jan 2023 12:19:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35552 Divisa comum entre os dois países seria apenas para trocas comerciais, segundo o ministro da Fazenda

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O projeto de uma moeda única entre Brasil e Argentina que substitua o real e o peso não existe, disse nesta segunda-feira (23) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em evento com empresários dos dois países em Buenos Aires, o ministro declarou que o que está em estudo é a viabilidade de uma moeda digital comum que seria usada apenas em trocas comerciais, para reduzir a dependência em relação ao dólar.

Mais uma vez, o ministro esclareceu que a eventual moeda comum não substituiria as atuais correntes e que a ideia é diferente da apresentada pelo governo anterior.

“Recebemos dos nossos presidentes uma incumbência de não adotar uma ideia que era do governo anterior, que não foi levada a cabo, da moeda única. O meu antecessor, Paulo Guedes, defendia muito uma moeda única entre Brasil e Argentina. Não é disso que estamos falando. Isso gerou uma enorme confusão, inclusive na imprensa brasileira e internacional”, declarou Haddad.

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De acordo com o ministro, a moeda comum ainda será discutida por um grupo de trabalho, ao longo de vários anos. Para Haddad, a ideia dinamizaria o comércio entre os países latino-americanos de forma melhor que outros instrumentos usados no passado, como o pagamento em moedas locais dispensando o dólar e os Convênio de Pagamento e Créditos Recíprocos (CCR), tipo de câmara de compensação entre os países do continente, abolidas pelo Brasil em 2019.

“Não se trata da ideia de uma moeda única. Trata-se de avançarmos nos instrumentos previstos e que não funcionaram a contento, nem pagamento em moeda local e nem os CCRs dão hoje uma garantia de que podemos avançar no comércio da maneira como pretendem os presidentes”, esclareceu o ministro.

Metas de inflação
Em entrevista coletiva após o evento, Haddad disse que uma eventual mudança na meta de inflação deve ser discutida com “sobriedade”. O ministro procurou explicar uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse em entrevista a uma emissora de televisão na semana passada que a atual meta de inflação, de 3,25% para 2023 (com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo), atrapalha o crescimento da economia.

Ao lado do ministro da Economia argentino, Sergio Massa, Haddad disse ver a discussão com tranquilidade. Ele acrescentou que uma inflação baixa é sempre o cenário mais desejável, sobretudo para diminuir a perda de renda das camadas mais vulneráveis da população.

“Tudo isso [a mudança da meta de inflação] tem que ser ponderado, com sobriedade, e olhando para o mercado, olhando qual é o comportamento dos preços, qual a chance de a gente convergir pra uma inflação mais baixa, que é sempre o mais desejável, sobretudo pensando na parte mais vulnerável economicamente da população”, disse. “É ter tranquilidade para enfrentar esse tipo de discussão”, declarou Haddad.

Com base na meta de inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide a taxa Selic (juros básicos da economia). Nas atas mais recentes do Copom, no entanto, o órgão informou que está mirando a conversão da inflação para o centro da meta em 2024, não este ano.

Em dezembro, o órgão previa que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminaria 2023 em 5%, acima do intervalo superior da tolerância da meta, que é de 4,75%. Uma eventual elevação do centro da meta para 3,5% ou 4%, mantendo a tolerância de 1,5 ponto percentual, faria a inflação de 2023 ficar dentro da banda superior.

Segundo Haddad, é necessário olhar não apenas para o centro da meta, mas para os limites superiores e inferiores. “Tem chance de a gente pelo menos a gente estar dentro da banda, que é relativamente alta no Brasil, que é 1,5 [ponto percentual para mais ou para menos]”, acrescentou.

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Dólar chega a R$ 5,32 e atinge maior valor em cinco meses https://canalmynews.com.br/economia/dolar-chega-a-r-532-e-atinge-maior-valor-em-cinco-meses/ Sat, 02 Jul 2022 10:34:36 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31066 A cotação está no maior nível desde 4 de fevereiro, quando também estava em R$ 5,32. Bolsa de valores sobe 0,42% e tem leve recuperação.

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Em mais um dia de tensões domésticas e internacionais, o dólar superou a barreira de R$ 5,30 e fechou no maior valor desde o início de fevereiro. Após três quedas consecutivas, a bolsa de valores teve leve recuperação e conseguiu subir no acumulado da semana.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (1º) vendido a R$ 5,321, com alta de R$ 0,086 (+1,65%). A cotação chegou a ficar abaixo de R$ 5,30 no início da tarde, mas a tendência de subida se consolidou perto do fim das negociações, com o aumento do pessimismo no mercado financeiro.

A cotação está no maior nível desde 4 de fevereiro, quando também estava em R$ 5,32.

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O mercado de ações teve um dia menos tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 98.954 pontos, com alta de 0,42%, sustentado pela compra de ações que ficaram muito baratas nos últimos dias. Os ganhos de hoje fizeram o indicador encerrar a semana com alta de 0,29%, a primeira valorização após quatro semanas seguidas de queda.

A sexta-feira foi turbulenta tanto no mercado interno quanto no externo. No plano internacional, o dólar voltou a subir ante as principais moedas do planeta, apoiado em temores de que os Estados Unidos e diversas economias avançadas entrem em recessão por causa do aumento dos juros para conter a inflação global.

No Brasil, os investidores repercutiram a aprovação, na quinta (30), pelo Senado da proposta de emenda à Constituição que aumenta benefícios sociais e cria auxílios para lidar com os efeitos da alta dos combustíveis. Mudanças de última hora elevaram o impacto fiscal do texto de R$ 38,75 bilhões para R$ 41,25 bilhões apenas no segundo semestre.

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Em queda, dólar é cotado em R$ 4,84, menor valor em quase dois anos https://canalmynews.com.br/economia/em-tendencia-de-queda-dolar-e-cotado-em-r-484-menor-valor-em-quase-dois-anos/ Wed, 23 Mar 2022 20:56:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26853 Dólar registrou recuo de 1,45% nesta quarta-feira (23). Aumento do fluxo estrangeiro no mercado doméstico e altas na taxa de juros e commodities são as principais razões para o fenômeno.

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Seguido a tendência de queda, o dólar abriu e fechou o pregão desta quarta-feira (23) em baixa. A moeda estadunidense anotou um recuo de 1,45%, sendo cotada a R$ 4,84, menor valor desde abril de 2020.

A principal razão para esse cenário continua sendo a entrada de fluxo estrangeiro no mercado brasileiro, tendo em vista o aumento no valor das commodities, as ações domésticas mais baratas e o aumento da taxa básica de juros.

A dimensão desse fluxo é tradicionalmente divulgada às quartas-feiras. No entanto, devido ao movimento de reivindicação de reajuste salarial e reestruturação de carreira feito pelos funcionários do Banco Central, esse número deve ser divulgado somente na sexta-feira (25).

Outro fator que contribuiu para a queda do dólar foi o anúncio do presidente russo Vladimir Putin sobre sua pretensão de não aceitar as moedas norte-americana e europeia como forma de pagamento para o gás produzido em território russo.

Dólar fecha em R$ 4,84 nesta terça-feira, 23.

Dólar fecha em R$ 4,84 nesta terça-feira, 23. Foto: Reprodução

Dólar e aumento na Selic

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, durante participação em um seminário sobre regras fiscais organizado pelo TCU e pela Fiesp, afirmou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no Brasil, atingirá seu pico no acumulado de 12 meses em abril, e disse ainda que espera um aumento generalizado dos preços mais forte do que o inicialmente previsto.

Apesar da conjuntura adversa, Campos Neto ressaltou que o país tem se diferenciado de outros Banco Centrais ao realizar um aperto monetário mais agressivo.

 

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Operando em queda, dólar rompe a barreira dos R$ 5,00 https://canalmynews.com.br/economia/operando-em-queda-dolar-rompe-a-barreira-dos-r-500/ Wed, 09 Mar 2022 23:08:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26326 Cenário macroeconômico deve fazer com que Banco Central norte-americano suba os juros acima das expectativas. Valorização das commodities impulsiona mercado brasileiro.

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A conflito no Leste Europeu já traz desdobramentos concretos à economia global. O maior deles diz respeito à principal matriz energética: nesta terça-feira (8), o barril do petróleo Brent, referência para o comércio mundial da commodity, chegou a romper os US$ 130, indo às máximas desde 2008.

As consequências, no entanto, não param por aí: a guerra entre Rússia e Ucrânia deve provocar uma inesperada revisão nos planos do Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) para os juros e desvalorizar ainda mais o dólar ante o real.

Diversos bancos e casas de análise já falam que o Fed, além de subir os juros norte-americanos na próxima reunião, em março, como já era esperado, irá impor cinco ou mais altas ao longo de 2022. E quanto ao câmbio, há projeções em que a moeda estadunidense, à vista, poderá cair ainda mais, atingido o patamar de R$ 4,80.

Variação do dólar em 2022.

Variação do dólar em 2022. Foto: Reprodução (MyNews)

Nesta quarta-feira (9), por um breve momento no pregão, os investidores brasileiros presenciaram um fato que não era visto desde julho de 2021: o dólar furou a bolha dos R$ 5,00 e atingiu a mínima do dia, registrando R$ 4,98 por volta das 11h – por fim, a variação foi de -0,84%, com a moeda cotada em R$ 5,01.

A operação em queda aconteceu em um dia marcado pela recuperação nos mercados externos após o tombo de terça, dia em que os EUA e o Reino Unido confirmaram a proibição da importação de petróleo e derivados provenientes da Rússia.

Mercado doméstico

De fevereiro para cá, o cenário não sofreu grandes alterações. A entrada de fluxo estrangeiros no mercado brasileiro e o panorama macroeconômico permanecem praticamente os mesmos, ainda favorecendo a queda do dólar.

A escalada do conflito, entretanto, beneficiou moedas de países exportadores de petróleo, metais, milho e trigo – entre outras commodities –, uma vez que os temores de interrupção das ofertas desses itens capitais impulsionaram os preços a máximas em vários anos.

Assim, apesar das oscilações provocadas pela guerra, desde dezembro do ano passado há um movimento de valorização da moeda brasileira, caracterizado por:

  • Ações baratas na Bolsa;
  • Real desvalorizado em relação ao dólar;
  • Taxa de juros alta (que vem atraindo investidores estrangeiros ao mercado financeiro doméstico).

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Invasão russa à Ucrânia provoca queda nos mercados globais https://canalmynews.com.br/economia/invasao-russa-a-ucrania-provoca-queda-nos-mercados-globais/ Thu, 24 Feb 2022 16:14:49 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24595 Bolsas mundo afora operaram em baixa na manhã desta quinta (24), refletindo as apreensões frente ao conflito no Leste Europeu. Produção e fornecimento de gás natural e petróleo também foram afetadas.

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Horas após o início da invasão russa ao território ucraniano na madrugada desta quinta-feira (24), os mercados globais já refletem a apreensão proveniente do conflito armado. Quedas expressivas nas Bolsas de Valores, alta generalizada do dólar e escassez de produtos capitais como petróleo e grãos são alguns dos efeitos primários.

Como esperado, os mercados globais amanheceram em baixa nesta quinta. Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite já cai mais de 20% em relação a seu pico recorde de fechamento de novembro passado – pela manhã o indicador econômico registrava baixa de 104,7 pontos, indo a 12.932,80. O Dow Jones, na abertura, recuou 0,91%, ficando em 32.830,33 pontos, caindo mais de 10% ante pico de fechamento recorde de 4 de janeiro. Já o S&P 500 abriu em baixa de 1,65%, a 4.155,77 pontos.

Bolsas globais operam em queda após ataque russo à Ucrânia.

Resultado entre meio-dia e uma hora (pm) – Bolsas globais operam em queda após ataque russo à Ucrânia. Foto: Reprodução

Na Europa o cenário segue a tendência baixista: na Alemanha, Frankfurt perdeu mais de 5%, seguida por Milão e Paris (-4%) e Madrid e Londres, com perda de mais de 3%. O mercado de ações de Moscou caiu mais de 25%, e a moeda russa, o rublo, atingiu seu mínimo histórico em relação à moeda estadunidense (89,98 por dólar), antes da intervenção do Banco Central russo.

A movimentação russa também mexeu com os ânimos do mercado brasileiro, que amarga queda de cerca de 2% – meio-dia, o Ibovespa marcava 109.943 pontos, com perda de mais de 2.000.

Gás e Petróleo

Na Europa, a guerra também influencia diretamente o preço do gás natural. O produto com entrega marcada para março, no início desta manhã de quinta-feira, chegou a 113 euros por MWh, o que representa um aumento de 29,14% em relação à cotação do dia anterior. Desde o dia 7 de janeiro o preço não passava de 100 euros, mas a cotação chegou a 180 euros no fim do ano passado com o aumento da demanda chinesa e seguiu com o início da tensão na Ucrânia.

Isso acontece porque a Rússia é a principal fornecedora de gás natural para a Europa e, segundo a gigante francesa do setor, TotalEnergias, não existe alternativa para importação. “Se o gás russo não chegar à Europa, temos um problema real com os preços do gás na Europa”, disse o presidente do grupo, Patrick Pouyannée, em Paris. Ele participou nesta quinta do fórum da Federação Nacional de Obras Públicas (FNTP) e ressaltou que o gás russo representa 40% do mercado europeu.

Os preços do petróleo, que já vinham de altas mediante a escalada de tensões no Leste Europeu, também dispararam. O brent, referência comercial para o mundo, subiu acima de US$ 105 o barril pela primeira vez desde 2014.

A Rússia é o terceiro maior produtor da commodity energética e o segundo maior exportador. Devido aos baixos estoques e à diminuição da capacidade ociosa, o mercado de petróleo não pode arcar com grandes interrupções no fornecimento.

Giovanni Staunovo, analista do UBS, afirma que “as preocupações com a oferta também podem estimular a atividade de estocagem de petróleo, o que sustenta os preços.”

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Após ata do Copom, dólar opera em alta https://canalmynews.com.br/economia/apos-ata-do-copom-dolar-opera-em-alta/ Tue, 08 Feb 2022 23:15:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23591 Mercado brasileiro compreende que Banco Central pode continuar com política de ajustes mais agressiva

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Ata do Copom: O dólar avançou contra o real nesta terça-feira (8), enquanto os investidores ainda digeriam a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que elevou a taxa básica de juros a 10,75%, optando, apesar da sinalização discreta para uma diminuição dos ajustes, por não mencionar a magnitude de suas próximos correções na Selic.

Além de monitorar a movimentação doméstica, os players do mercado também acompanhavam a alta global do dólar, cujo índice avançava 0,3% já pela manhã, acelerando os ganhos em relação ao início do pregão.

Dólar avança após ata do Copom.

Dólar avança após ata do Copom. Foto: Reprodução

Às 10:30, após o lançamento da ata, o dólar à vista avançava 0,49%, a R$ 5,28 na venda. A moeda oscilou entre R$ 5,29 no pico do pregão (+0,63%) e R$ 5,25 na mínima (-0,04%). Na B3, às 10:30, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,34%, a R$ 5,30.

Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, afirmou que a ata do Copom reforça a perspectiva de altas nos juros “nas próximas reuniões”. Analistas dizem que o documento também sugere um viés da taxa básica inclinado para cima, fazendo com que os principais riscos sejam os custos dos empréstimos acabarem em um patamar mais alto do que o atualmente projetado.

Vale ressaltar que boa parcela do mercado brasileiro compreende os juros mais altos como positivos para a moeda nacional, uma vez que elevam o retorno oferecido nos ativos da Renda Fixa. No entanto, o Banco Central coloca um alerta para os riscos fiscais, fator responsável por manter a cautela entre investidores.

Questão fiscal

Yihao Lin, analista macro da Genial Investimentos, ressaltou que a ata do Copom reforça que políticas fiscais com impulso adicional na demanda podem elevar prêmios de risco”. E complementou: “Nesse contexto a aprovação da PEC [Proposta de Emenda Constitucional] dos combustíveis impõe uma pressão adicional para que a Selic avance ainda mais além do cenário base de 12% do BC.”

Rumores sobre a PEC que prevê a redução de alíquotas que incidem sobre os combustíveis (com possível capacidade de arrecadar entre R$ 54 bilhões e R$ 100 bilhões anualmente) têm ligado os alertas do mercado nos últimos dias.

Investidores apontam para os impactos do projeto sobre a credibilidade fiscal do país, que já foi abalada em 2021 com a aprovação da PEC dos Precatórios.

O senador Carlos Fávaro (PSD), autor da PEC dos Combustíveis, justifica a proposta: “Por se tratar de medida extraordinária, com duração até dezembro de 2023, financiada com fonte própria que nunca foi utilizada para realização de nenhuma despesa primária, não faz nenhum sentido estar subordinada ao teto de gastos, nem a qualquer outra medida de limitação de realização de despesas, seguindo o mesmo princípio adotado para o Auxílio Emergencial”.

 

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Íntegra do programa MyNews Investe desta terça-feira (8):

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Resposta à questão “A Culpa é Minha?” do presidente Bolsonaro https://canalmynews.com.br/voce-colunista/resposta-questao-a-culpa-e-minha-bolsonaro/ Sat, 27 Nov 2021 18:27:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/resposta-questao-a-culpa-e-minha-bolsonaro/ Os seguidos reajustes dos combustíveis no Brasil têm relação com a política de preços adotada pela Petrobras. Bolsonaro tem culpa sobre esta questão?

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Como de praxe, eu gosto de contextualizar, historicamente, todo o processo de evolução dos problemas econômicos brasileiros até chegar à crítica à atual política adotada pelo governo. Durante o governo do presidente Lula e da presidente Dilma, a política de preços vigente para os combustíveis não dependia da variação do dólar e do preço do barril do petróleo, uma vez que, desde a exploração do Pré-Sal, o Brasil passa a ser um país autossuficiente em petróleo, o que justifica a ação de independência externa tomada pelo governo Dilma.

Contudo, por conta desta medida, seu governo passa a ser acusado de “interferência política” na Petrobras, especialmente para o controle da inflação nacional. Com essa manobra, ambos os governos conseguiram manter o preço dos combustíveis abaixo do mercado, o que favorece a população, não apenas no transporte, mas, uma vez que o combustível afeta os preços dos transportes, então favorecia consequentemente todo o mercado.

Quando aplicado o golpe na ex-presidente Dilma, o então presidente Michel Temer, convida Pedro Parente para assumir a presidência da Petrobras e este declara a “independência” da empresa. Para eles, o mecanismo de ajuste passa a ser, justamente, a variação do câmbio e dos preços do barril de petróleo, que assim não haveria interferência qualquer do governo vigente, com apenas reajustes mensais nos preços.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Preço dos combustíveis no Brasil tem a flutuação do dólar como referência, seguindo a cotação internacional do barril de petróleo/Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

Contudo, em um curto período de tempo, mais precisamente um ano depois, foi avaliado que a empresa não estava conseguindo acompanhar a volatilidade do câmbio e determinaram que os reajustes deveriam ser feitos com maior frequência. Levando então, como resultado do rápido aumento dos preços dos combustíveis em 2018, à maior greve dos caminhoneiros até o momento. Esse histórico de mudança de política nos preços é mais detalhado (recomendo a leitura) no artigo “A Cronologia da Crise do Diesel, do Controle de Preços de Dilma à Greve dos Caminhoneiros”, da jornalista Bruna Moura na BBC.

Assim, vamos entender e definir esses dois componentes da política de preços desenvolvida no governo Temer e que continua até os dias atuais. A definição de taxa de câmbio é a relação entre moedas de dois países, por exemplo e o mais usual no Brasil, quantos reais são necessários para comprar um dólar. De modo geral, os bancos centrais conseguem, por meio de política monetária, controlar essa relação, vendendo ou comprando Títulos e através da determinação da taxa de juros básica na economia (no Brasil, a Selic).

De modo geral, quando se vende os títulos, o Banco Central tem por intenção recolher parte da moeda nacional em circulação, com a intenção de valorizar a moeda nacional perante a moeda em comparação. Por meio da escassez de moeda nacional, o contrário ocorre com a compra dos títulos, que tem por intenção injetar moeda na sociedade. Outro mecanismo ocorre através da reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), que determina a taxa básica de juros, Selic, que é considerado o principal instrumento de controle da inflação por parte do Banco Central.

No entanto, estes não são os únicos mecanismos de controle da taxa de câmbio. A escassez ou abundância de moeda estrangeira também afeta essas relações, além do poder de criação ou destruição de moedas por parte dos bancos comerciais. Contudo, vale a pergunta: a taxa de câmbio depende, então, apenas do Banco Central? A resposta é não, pois ações externas à política monetária também afetam essa taxa, tais como: alterações no cenário econômico local e internacional e acontecimentos políticos. Nessa coluna, vamos olhar esses dois últimos efeitos.

Mas antes disso, vamos agora definir como se analisa o preço do barril do petróleo. O barril de petróleo é uma commodity mundial cotada em dólar, a oscilação do seu preço obedece a lei da oferta e da demanda, ou seja, quanto mais escasso ou quanto maior a dificuldade de extração do mesmo, maior o preço desse bem. É amplamente conhecido que o Oriente Médio se destaca entre as demais regiões do mundo com relação a detenção de reservas de petróleo e, assim, quaisquer problemas, sejam políticos ou não, que ocorram naquela região, afetam drasticamente o valor do barril no mundo.

Mas não devemos, de modo algum, culpá-los pela variação do preço. A América do Sul e a África também detêm parte significativa das reservas de petróleo, especialmente o Brasil com o Pré-Sal. Assim, existem países autossuficientes dessa commodity, entre eles o Brasil, e com isso não há justificativa plausível para o país manter o preço do seu barril para uso próprio dependente da oscilação preço do barril internacional (isso apenas valeria para os casos de exportação), que junto com a oscilação do câmbio formam a atual política de preços de combustíveis no Brasil.

Essa política de preços, desde Temer, tem sido mantida até a presente data nesta coluna. Medida esta, que com todo o desastre econômico, ambiental e sanitário causado pelo atual governo, tem se mostrado cada vez mais rígida e impositiva para a desvalorização cambial, alavancando os preços dos combustíveis a níveis absurdos, que historicamente não foram verificados no Brasil.

Devemos lembrar que, um dos principais fatores que afetam as relações internacionais e com isso, o câmbio, são as boas relações diplomáticas entre os países. Contudo, o Brasil, desde 2019, ou até mesmo antes, quando o então deputado Jair Bolsonaro atacava as principais relações comerciais do Brasil, especialmente a China, tem gerado uma deterioração dessas relações.

Com isso, as relações comerciais e empresariais entre o Brasil e os demais países do mundo passaram a se desgastar, além de enfraquecer a capacidade diplomática do Brasil perante as maiores potências mundiais. Hoje, o então presidente não só ataca a China, mas com a mudança de presidente nos Estados Unidos, ataca também o presidente norte-americano Joe Biden, além dos representantes das principais potências europeias, como a Alemanha e França.

Esse isolamento social e econômico do Brasil foi, recentemente, refletido pela cúpula do G20, em Roma, quando Bolsonaro não conseguiu se incluir em nenhuma das rodas de conversas dos representantes ali presentes. Esse fardo, que hoje afeta a vida do brasileiro, tem como um de seus resultados a oscilação cambial, que afeta também o preço do barril de petróleo, aumentando assim o valor dos combustíveis na bomba.

Como desculpa, Bolsonaro tenta agredir os governadores e, falaciosamente, culpá-los através do ICMS, não sei se por má fé ou falta de conhecimento. O presidente não se atém ao fato de que essa cobrança é a mesma porcentagem desde antes do seu governo e em nada é responsável pelo brutal aumento do combustível. Ela apenas incide como uma parcela no valor do combustível.

Assim, o aumento da arrecadação através dessa tributação é devido ao aumento do preço do combustível por conta da política de preços adotada e não por alguma interferência dos governos de estados (ex.: supondo que a alíquota do estado seja de 28% e o preço inicial do combustível 1 real, temos o aumento do preço do combustível para 1,1 real, logo: 10,28=0,28 e 1,10,28=0,308).

Respondendo, então, à pergunta do presidente, a culpa é sim sua e do ex-presidente Michel Temer, que corroboram com essa política de preços atual da Petrobras. E não adianta aparecer com um discurso de que prometeu não interferir na petroleira, mas querer privatizá-la também é interferência.

A sua responsabilidade, como presidente, é se ater aos problemas da sociedade e solucioná-los. Sabendo que entre esses problemas, um dos mais graves é o combustível, então deveria ater-se a trabalhar para que essa política de preços fosse mudada, podendo assim controlar e até subsidiar valores para que a população pudesse voltar a consumir decentemente e podendo, então, buscar conter a inflação atual.

Não me venha também dizer que isso feriria o teto de gastos, pois este já foi condenado pelo senhor mesmo, tendo como principal instrumento um calote nacional que é a PEC dos Precatórios. Em especial, reavalie a posição do Sr. Paulo Guedes e Sr. Roberto Campos Neto, que apenas lucraram com a desvalorização do câmbio que causou todo esse problema que hoje vivemos.

Podemos ver, para alguns desde o início e para outros demoraram dois anos, que o lema do senhor “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” deveria ser “Brasília acima de tudo e Deus que salve a população”, pois em breve, penso eu, até Ele o senhor estará culpando pelos erros que comete.


Quem é João Gabriel de Araujo Oliveira?

João Gabriel de Araujo Oliveira é doutorando em Economia Política pela Universidade de Brasília. Mestre em Economia Regional, com ênfase na pesquisa sobre “Distribuição de Renda e Orientação Política”. Formado em Ciências Econômicas pela UEL.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Paulo Guedes mantém administração de offshore milionária em paraíso fiscal, diz revista https://canalmynews.com.br/politica/paulo-guedes-mantem-administracao-de-offshore-milionaria-em-paraiso-fiscal-diz-revista/ Mon, 04 Oct 2021 14:40:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/paulo-guedes-mantem-administracao-de-offshore-milionaria-em-paraiso-fiscal-diz-revista/ Embora não seja ilegal, a manutenção dos recursos no exterior coloca Guedes em posição de conflito de interesse

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Documentos aos quais o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos teve acesso revelam que o ministro da Economia, Paulo Guedes, mantém a administração de uma offshore milionária em um paraíso fiscal. A Dreadnoughts Internacional foi criada nas Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe, em 24 de setembro de 2014, momento em que o dólar sofria oscilações em função da possibilidade de reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. Embora não seja ilegal, a manutenção desses recursos traz conflitos de interesses tendo em vista que Guedes toma decisões que possam impactar em seus recursos.

Paulo Guedes possui offshore milionária em paraíso fiscal.
Paulo Guedes possui offshore milionária em paraíso fiscal. Foto: Edu Andrade (Ascom/ME)

No Brasil, é permitido manter dinheiro em paraísos fiscais desde que declarado à Receita Federal e ao Banco Central. A manobra é utilizada com frequência para driblar a taxação. No caso de servidores públicos, no entanto, o Código de Conduta da Alta Administração veda em seu artigo 5º a manutenção de aplicações financeiras, no país ou fora, passíveis de serem afetadas pelas decisões que toma. As pena para quem descumpre a determinação passam por uma simples advertência ou, até mesmo, a recomendação de demissão. Em geral, em casos como esses, as autoridades costumam se afastar da administração dos recursos, transferindo-a para outras pessoas.

Passados cinco anos da abertura da offshore, Paulo Guedes aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para comandar toda a política econômica do governo e, assim, passou a influenciar em decisões que poderiam impactar diretamente no investimento. A reforma tributária proposta pelo Ministério da Economia, por exemplo, previa a taxação de ganhos de capital no exterior, incluindo investimentos em paraísos fiscais. A ideia acabou derrubada pelo congresso. 

Suas decisões também são capazes de influenciar o dólar. Quando criou a offshore, Paulo Guedes transferiu US$ 9,5 milhões, o equivalente a R$ 23 milhões de acordo com o câmbio da época. Hoje, o mesmo valor equivale a R$ 51 milhões. Desde que Guedes assumiu, o dólar teve uma valorização de 39%. De acordo com a revista, situação semelhante de conflito de interesse ocorre em outros três países, segundo os documentos: Cazaquistão, Gana e Paquistão.

Paulo Guedes disse à revista ‘Piauí’ que declarou os recursos à Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência assim que assumiu o ministério, em janeiro de 2019, como determina a regulamentação. A Comissão, no entanto, levou dois anos e meio para analisar o caso, não fez nenhuma recomendação ao ministro, e decidiu arquivar o caso. Na gestão Bolsonaro, a CEP tem sido criticada por tomar apenas decisões favoráveis ao governo. Em 2020, um dos conselheiros, Erick Vidigal, pediu afastamento do colegiado por esse motivo.

Assim como Guedes, presidente do BC também usou offshore

De acordo com a revista, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Netto, também possuiu um offshore. A Cor Assets S.A. foi criada em 2004 no Panamá, com aporte de US$ 1,09 milhão, algo próximo de R$ 3 milhões no câmbio da época. Se fossem repatriados hoje, equivaleriam a R$ 5,8 milhões. Campos Neto manteve a administração dos recursos quando assumiu o posto no governo, em fevereiro de 2019, mas a fechou no ano seguinte. A decisão foi aprovada pelos acionistas em 12 de agosto de 2020.

Procurado pela Piauí, Paulo Guedes ignorou as 18 perguntas feitas pelos repórteres e afirmou que sua atuação privada foi declarada à Receita Federal e demais órgãos competentes.

Campos Neto respondeu o seguinte: “As empresas estão declaradas à Receita Federal e foram constituídas há mais de 14 anos com rendimentos obtidos ao longo de 22 anos de trabalho no mercado financeiro, decorrentes, inclusive, de atuação em funções executivas no exterior. Não houve nenhuma remessa de recursos às empresas após minha nomeação para função pública. Desde então, por questões de compliance, não faço investimentos com recursos das empresas. Questões tributárias não são atribuição da minha função pública.”

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta segunda-feira (04), que abordou a administração do ministro Guedes de offshore em paraíso fiscal

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Aumento da taxa Selic é tentativa de conter a inflação no país https://canalmynews.com.br/mynews-investe/aumento-selic-tentativa-conter-inflacao/ Thu, 23 Sep 2021 22:44:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/aumento-selic-tentativa-conter-inflacao/ Reajuste da Selic não tem sido eficaz, pois a inflação no Brasil não é decorrente do aumento no consumo das famílias, mas de fatores internacionais, agravados pelo cenário de instabilidade política

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Em entrevista ao MyNews Investe, a economista e professora do Insper Juliana Inhasz avaliou como o aumento da taxa básica de juros (Selic) impacta na economia e como as expectativas em relação a esse reajuste não estão sendo alcançadas. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou nesta quinta (23) o reajuste de um ponto percentual na taxa Selic, que passou de 5,25% para 6,25 ao ano. Este é o quinto aumento consecutivo e o maior patamar da Selic desde julho de 2019.

A decisão do Copom, que foi unânime, já era esperada pelo mercado, e dá sequência a uma tentativa de conter a inflação no país, que já está na casa dos dois dígitos. Para a professora Juliana Inhasz, a medida pretende a redução do consumo, a partir do aumento dos preços dos produtos. Entretanto, como a inflação no Brasil não é decorrente do aumento do consumo interno, mas de uma recuperação mais rápida da economia de outros países, num cenário pós-pandemia, o reajuste da taxa básica de juros não tem sido suficiente para conter a inflação.

Além de questões referentes à economia internacional, um cenário de aumento da cotação do dólar e desvalorização do real, torna os produtos brasileiros mais baratos no mercado internacional – estimulando as operações de exportação, especialmente de commodities, reduzindo a oferta de produtos dentro do país – ocasionando o reajuste de preços. Outro efeito deste cenário é a valorização dos importados – produtos prontos e matérias-primas – o que encarece também as cadeias produtivas que dependem de importação de insumos do exterior.

Juliana Inhasz pondera que aumentar a taxa de juros não é a única forma de baixar o câmbio. “O risco político no país está alto e isso influencia diretamente. Então o ideal seria baixar o risco político também, para ajudar a baixar o câmbio”, pontua.

Pelo menos por enquanto, a indicação do Copom é de manter a mesma estratégia. Em nota divulgada no anúncio da nova taxa Selic, o Comitê informou que “antevê outro ajuste da mesma magnitude”, ou seja, na reunião de outubro podemos esperar mais um aumento na taxa básica de juros do Brasil. A expectativa de investidores e analistas financeiros é que a Selic chegue ao final de 2021 em 8,5%.

MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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Vai ficar mais fácil e barato enviar dinheiro para o exterior https://canalmynews.com.br/mynews-investe/vai-ficar-mais-facil-e-barato-enviar-dinheiro-para-exterior/ Fri, 10 Sep 2021 18:04:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/vai-ficar-mais-facil-e-barato-enviar-dinheiro-para-exterior/ Mudanças na regulamentação cambial também valem para quem vive no exterior e quer enviar dinheiro para o Brasil. Alterações foram publicadas pelo Banco Central

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) fizeram uma revisão e aperfeiçoaram a regulamentação cambial e de capitais internacionais. As novas regras vêm com uma série de novidades, desde mudanças na forma de transferir dinheiro para o exterior, até a entrada de novos players no mercado de câmbio.

De acordo com o BC, essas mudanças vão “aumentar a competição, a inclusão financeira e a inovação no setor”. As medidas também atendem à prioridade conferida pelo G20 para a melhora dos pagamentos internacionais no que se refere a custos, tempo, transparência e acesso. Também se inserem na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para que seus países membros proponham iniciativas para diminuir os custos das transferências pessoais.   

Todas as alterações foram publicadas na Resolução CMN nº 4.942 e pela Resolução BCB nº 137.

A primeira mudança diz respeito às remessas de dinheiro para outros países. A partir do dia 1 de outubro, será permitida, por meio da sistemática de eFX fornecida por instituição autorizada pelo Banco Central, a realização de transferências pessoais e de transferências de recursos entre contas de um mesmo titular de até US$ 10 mil. Além disso, transferências de valores menores vão poder ser feitas pelo cartão de crédito.

A lógica é a mesma de qualquer compra internacional feita pelo cartão. Se o banco oferecer o serviço, o cliente pode transferir o dinheiro pelo cartão de crédito, pagando o câmbio do dia. O valor creditado na conta de destino vai ser cobrado na fatura mensal do cartão. Com isso, o banco não precisa fazer uma operação de câmbio para cada remessa concluída.

O caminho contrário também é possível. Um brasileiro que esteja no exterior pode enviar dinheiro ao Brasil, desde que tenha uma conta vinculada ao cartão para que o dinheiro seja creditado.

Maior concorrência no mercado de câmbio

Essa não é a única novidade no mercado de câmbio. Outra nova regra diz que instituições de pagamento podem entrar nesse mercado a partir de setembro de 2022. Para isso, precisam pedir uma autorização no BC. No entanto, as IPs só poderão atuar em meios eletrônicos, para transações digitais; não podem operar com dinheiro em papel.

As instituições de pagamento também se juntam a outras modalidades que já tinham autorização para operar com câmbio e que agora vão poder realizar pagamentos e transferências internacionais usando contas no exterior de titularidade própria. Essa possibilidade era restrita a bancos, agora vale para corretoras de títulos e valores mobiliários, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, corretoras de câmbio e IPs.

Para o sócio da Monte Bravo, Rodrigo Franchini, essas mudanças democratizam o acesso ao mercado financeiro e podem reduzir os custos das transferências internacionais, já que aumentam a competitividade. “Quanto mais opções, melhor. Esse movimento financeiro de globalização de mercados vai ser cada vez mais constante, uma evolução inevitável, e ao mesmo tempo isso traz maior facilidades, mais entrantes no mercado e, consequentemente, menor custo para quem opera e para quem utiliza esse serviço”.

Facilidade para exportadores brasileiros

As novas regras também criam uma facilidade para o produtor brasileiro que exporta sua produção. Vai ser possível receber receitas de exportação, pagamentos, em conta mantida em seu nome em instituição financeira no exterior.  

Outra novidade beneficia estrangeiros e empresas não residentes. Foi criada a possibilidade de ter contas de pagamento pré-pagas em reais para efetuar pagamentos e recebimentos no Brasil, desde que a conta seja mantida em instituições autorizadas a operar em câmbio. O limite é de R$ 10 mil por transação.

Remessas de brasileiros no exterior batem recorde

O Banco Central divulgou números que mostram que no primeiro semestre de 2021, os brasileiros que vivem no exterior bateram o recorde de envio de dinheiro para o Brasil. O total de remessas chegou a US$ 1,89 bilhão.

Esse dinheiro veio principalmente dos Estados Unidos, do Reino Unido e de Portugal. São pessoas que se beneficiaram do real mais fraco para comprar imóveis ou fazer outro tipo de investimento aqui.

Veja a íntegra do MyNews Investe desta sexta-feira (10), com apresentação de Gabriela Lisbôa, no Canal MyNews

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Dólar pode cair mais? Entenda porque risco Brasil deve segurar queda do câmbio https://canalmynews.com.br/mynews-investe/dolar-pode-cair-mais-entenda-porque-risco-brasil-deve-segurar-cambio/ Sat, 04 Sep 2021 00:17:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/dolar-pode-cair-mais-entenda-porque-risco-brasil-deve-segurar-cambio/ Depois de atingir os R$5,80 em março deste ano, o dólar encerrou agosto aos R$5,17. Para gestor, incerteza política deve segurar baixa maior da moeda

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O cenário externo e as incertezas locais têm gerado um efeito de montanha-russa no dólar. A moeda americana, que em março deste ano encostou nos R$ 5,80, chegou meses depois, em junho, perto dos R$ 4,90. Em agosto, a volatilidade continuou. O dólar comercial – medida para as trocas econômicas – foi aos R$ 5,42. No fechamento do mês, passou a acumular queda mensal de 0,34%, valendo R$ 5,17.

Em entrevista ao MyNews Investe, Vanei Nagem, responsável pela Mesa de Câmbio da Terra Investimentos, explica que a queda recente do dólar foi influenciada principalmente por fatores externos. “Essa melhora nos países em relação a pandemia, com a vacinação e a evolução das economias, fez com que no mundo a moeda desse algum refresco”, explica ele.

Apesar da queda do dólar no mundo, Nagem explica que o movimento no Brasil de baixa poderia ter sido maior. Não foi, segundo ele, pelos riscos políticos e incertezas fiscais, que seguram o valor do câmbio. “Ele vem caindo aliado ao pacote de moedas emergentes, que é o nosso comparativo mais direto. No Brasil, só não caiu mais pelo nosso momento político, com incertezas”, acrescenta.

Para ele, a perspectiva é que o dólar continue pressionado no Brasil nos próximos meses. “Eu acho que a virada de 2021 para 2022, principalmente no decorrer do ano de 2022, vai ser um ano muito difícil para a moeda. Você tem ano de eleição com uma instabilidade muito grande do que pode acontecer, principalmente no mercado externo sobre o Brasil”, diz ele.

Nagem explica que mesmo a alta dos juros, com a taxa básica de juros no país podendo fechar o ano acima dos 7,5%, pode ser insuficiente para levar a uma desvalorização significativa do dólar.

“Quando a gente fala de juros, você fala que aumentar juros costuma diminuir um pouco a pressão no câmbio, mas não tem sido assim aqui por causa do risco do Brasil. Os investidores têm avaliado muito risco no momento, nossa inflação, um pouco de instabilidade, o governo que não tem passado para o mercado externo uma segurança muito grande e essa incerteza política de eleição”, explica.

Sobre a imagem externa do Brasil nesse momento, ele destaca que o cenário é de desconfiança. “A gente faz reuniões diárias [com investidores estrangeiros] e a pergunta que sempre fazem é se existe alguma chance disso [golpe]. Por mais que a gente tente passar uma certeza de que não vai acontecer, o investidor estrangeiro tem muita dúvida sobre o mercado brasileiro hoje”, acrescenta.


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Que fatores influenciam o preço final da gasolina? https://canalmynews.com.br/economia/fatores-influenciam-preco-final-gasolina/ Mon, 30 Aug 2021 21:10:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fatores-influenciam-preco-final-gasolina/ A gasolina chegou a R$ 7 em alguns estados e está pesando no bolso do brasileiro. Mesmo para quem não tem carro, o preço do combustível tem impacto no transporte de produtos e alimentos e acaba influenciando diversos setores da economia

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A gasolina chegou a R$ 7 em alguns estados e está pesando no bolso do brasileiro. Mesmo para quem não tem carro, o preço do combustível tem impacto no transporte de produtos e alimentos e acaba influenciando diversos setores da economia. A gasolina abastece pelo menos 60% dos carros que circulam no país e, apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, a política de preços adotada pela Petrobras desde julho de 2017 segue a flutuação do barril de petróleo no mercado internacional e a variação cambial do dólar americano.

Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março.
Preço da gasolina já foi reajustado nove vezes em 2021. Alta tem impacto no índice de inflação do país (Agência Senado).

Então, toda vez que o dólar sobre ou o preço do petróleo internacional sobem, a gasolina no Brasil também sofre um reajuste. A política adotada pela estatal brasileira recuperou as contas da Petrobras, mas tem afetado diretamente a economia do país e o custo de diversos produtos – incluindo alimentos e itens de primeira necessidade. Apenas em 2021, a gasolina aumentou 51% nas refinarias e já foram nove reajustes aplicados ao produto, resultando num preço final 27,6% mais alto do que em dezembro de 2020.

Também influenciam o preço do combustível os impostos. São 15% de Cide, PIS/Pasep e Cofins e em média 29% de ICMS, dependendo do estado. Em Santa Catarina o imposto sobre combustíveis é 25%, enquanto no Rio de Janeiro, é 34%. Além disso, também pesam também a alta do preço do etanol anidro – que no Brasil é adicionado à gasolina na proporção de 27%; o custo do transporte, a logística para o produto chegar aos postos de combustíveis em todo o país e os custos e os lucros das distribuidoras e dos postos.

Assista ao vídeo sobre a composição do preço da gasolina no MyNews Explica, com Gabriela Lisbôa, no Canal MyNews

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Dólar salta 2% e fecha em R$5,37, enquanto Bolsa tem terceiro dia de queda https://canalmynews.com.br/mynews-investe/dolar-salta-2-e-fecha-aos-r537-enquanto-bolsa-tem-terceiro-dia-de-queda-entenda-por-que/ Thu, 19 Aug 2021 00:23:48 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/dolar-salta-2-e-fecha-aos-r537-enquanto-bolsa-tem-terceiro-dia-de-queda-entenda-por-que/ Riscos fiscais e sinalização do FED influenciam câmbio. Entenda por que o movimento acontece e como proteger seus investimentos

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Com incertezas fiscais no Brasil e a sinalização de aperto na política de estímulos nos Estados Unidos, o dólar disparou 1,99% nesta quarta-feira (18) e encerrou o dia cotado a R$5,37 – o maior patamar desde 4 de maio. Com o resultado, a moeda americana já acumula alta de 3,17% no mês. No acumulado do ano, o avanço é de 3,62%.

O resultado de hoje acabou pressionado – além dos temores envolvendo as contas públicas – pela divulgação da ata do Federal Reserve, o Banco Central americano.

O FED confirmou nesta quarta que deve iniciar ainda este ano a redução de estímulos monetários, que vêm injetando liquidez no mercado americano. A política da autoridade monetária de compra de títulos públicos teve início na pandemia, como forma de responder à crise, e vinha impulsionando também os mercados globais.

“Olhando para o futuro, a maioria dos participantes observou que, desde que a economia evolua amplamente como eles anteciparam, eles julgaram que pode ser apropriado começar a reduzir o ritmo de compras de ativos neste ano”, diz o documento. A sinalização levou os principais índices da bolsa de Nova York às mínimas, pressionado para baixo o desempenho do Ibovespa e piorando a inclinação do preço do dólar.

O que pesa para o mercado?

No noticiário doméstico, as incertezas fiscais são o principal fator de insegurança para os investidores. O mau-humor acabou abastecido nesta quarta com a aprovação, na Câmara dos Deputados, da retirada de pauta do projeto que modifica as regras para o Imposto de Renda. Esse foi o segundo adiamento do texto, em meio a pressão de Estados e municípios por modificações no texto, o que pode levar a perdas na arrecadação.

O temor sobre as contas do governo é influenciado ainda pelo debate sobre adiamento do pagamento das dívidas da União reconhecidas na Justiça, os precatórios. A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) enviada ao Congresso prevê o parcelamento em 10 anos de dívidas acima de R$ 66 milhões. A ideia é que o adiamento das despesas possa abrir espaço no Orçamento para a criação do Auxílio Brasil, versão repaginada do Bolsa Família.

“O que a gente sabe claramente é que os riscos associados à moeda brasileira estão subindo, e não caindo”, avalia em entrevista ao MyNews Investe, o gestor da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira. Ele afirma que a percepção de fiscal no Brasil tem se deteriorado.

Na terça-feira (17), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que os “ruídos” em relação ao cenário fiscal têm afetado as previsões de inflação e o desempenho do dólar. Segundo Campos Neto, o “barulho fiscal” contribui também para aumentar uma volatilidade já alta do mercado de câmbio.

Como proteger seus investimentos da volatilidade do dólar?

Uma das maneiras de proteger recursos da oscilação da moeda americana é o investimento em fundos cambiais. “Essa é a maneira mais prática e a mais indicada para quem não tem tempo de ficar acompanhando e operando nas plataformas de investimento”, explica Pedro Paulo.

O fundo cambial tem como principal característica o investimento em moedas estrangeiras, como dólar ou euro. Como outros tipos de fundo, os ativos são administrados por gestores. “O gestor é o cara que está ali, é o profissional do assunto que está 48 horas com a obrigação de entregar o retorno do fundo exatamente na obrigação que você assinou com ele”, afirma.

Um levantamento da SmartBrain exclusivo para o MyNews Investe mostra quais os fundos cambiais que têm o melhor desempenho no acumulado do ano:

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Por que o dólar saltou dos R$4,90 para R$5,25 em algumas semanas? https://canalmynews.com.br/mynews-investe/por-que-dolar-saltou/ Tue, 20 Jul 2021 21:08:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/por-que-dolar-saltou/ Temor sobre variante delta, risco político no Brasil e inflação nos EUA fizeram dólar voltar para o patamar dos R$5,20

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Depois de chegar ao menor valor em um ano, no dia 24 de junho, aos R$4,90, o dólar voltou a ter alta intensa no início desta semana. Os temores do mercado financeiro envolvendo a variante delta do novo coronavírus fizeram a moeda disparar 2,63% na segunda-feira (19), cotada a R$5,25 no fim do dia — o maior valor para fechamento desde 8 de julho.

O salto do câmbio aconteceu em menos de quatro semanas. Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, explica que o momento de baixa do dólar no fim de junho veio em meio a dados positivos sobre a economia americana e também com a queda de juros no Brasil.

“Aquele momento era de euforia. O mercado se animou com uma recuperação vinda dos Estados Unidos, um aumento da taxa de juros aqui  no Brasil e também a possibilidade da vacinação ser mais rápida no Brasil”, explica ela. Em junho, o Copom elevou para 4,25% a Selic, taxa básica de juros, e indicou a intenção de nova alta de juros nas próximas reuniões.

Fernanda explica que o tom nos mercados mudou com a incerteza em relação a uma alta de juros nos Estados Unidos para conter o avanço da inflação no país. “Com o aumento da taxa de juros nos EUA, a tendência é de uma redução da liquidez nos mercados emergentes”, diz ela.

Disparada do dólar

Além da mudança no cenário externo, a alta da moeda americana no início de julho veio também na esteira do risco político. No dia 6 de julho, o cenário negativo levou o dólar a subir 2,39%, aos R$5,20. O movimento fez o câmbio recuperar a perda acumulada de 4,81% em junho, no momento em que se intensificaram as denúncias contra o governo Bolsonaro sobre a compra de vacinas.

“Especificamente nos últimos dias surgiu também a variante delta, que tem um contágio muito mais rápido e que deixou o tom de cautela nos mercados. Um novo problema em relação ao coronavírus, com uma nova variante, exige novas medidas de restrição e por tanto há uma perspectiva de recuo da atividade econômica. Houve um estado de alerta geral e por tanto as taxas de câmbio de todos os países emergentes subiram”, explica Consorte.

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Ibovespa e Dólar com leve queda, LDO aprovada e varejo em disputa https://canalmynews.com.br/mynews-investe/ibovespa-e-dolar-com-leve-queda-ldo-aprovada-e-varejo-em-disputa/ Fri, 16 Jul 2021 19:51:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ibovespa-e-dolar-com-leve-queda-ldo-aprovada-e-varejo-em-disputa/ Este é o quadro do MyNews Investe que apresenta um compilado diário com as principais novidades do mercado financeiro

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Cai cai de Ibovespa e Dólar 

Ibovespa zera ganhos depois de abrir em alta nesta sexta-feira, com um movimento influenciado pelo dia de vencimento de opções. No radar, destaque para as vendas no varejo da maior economia do mundo, os Estados Unidos, que cresceram 0,6% em junho, acima do esperado. Investidores continuam monitorando noticiário sobre inflação americana também. 

Às 15h30 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha variação negativa de – 0,72%, a 126.556 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial opera com leve queda de – 0,04% a r$ 5,1134 na compra e a r$ 5,1139 na venda. 

LDO aprovada 

O Congresso Nacional aprovou ontem a Lei de diretrizes orçamentárias (LDO) de 2022. 

Dois pontos pegaram mal nessa aprovação, o primeiro foi a aprovação de um mega fundo eleitoral de 5,7 bilhões de reais para 2022, mais que o dobro do fundo de 2020. Outra notícia não muito boa sobre a LDO é que ela mantém as “emendas do relator-geral do Orçamento”, dando mais autonomia ao relator do Orçamento que controlará a distribuição de dinheiro para obras indicadas pelos parlamentares da base aliada. 

Varejo em disputa 

Ontem comentamos aqui no Giro do Dia a compra da Kabum! do ramo de games, pela Magazine Luiza. Foi a maior transição no comércio eletrônico já realizada. Isso intensifica a competição e aquece o movimento de aquisição no varejo brasileiro. 

Ao todo, Magazine Luiza já desembolsou 4,62 bilhões de reais em suas novas aquisições, comprando 21 empresas de diferentes setores desde janeiro de 2020. Segundo fontes ouvidas pelo jornal Valor Econômico, a empresa ainda tem planos de realizar mais compras de empresas em áreas já consolidadas

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Economista aposta em “casa arrumada” para frear volatilidade do dólar https://canalmynews.com.br/economia/economista-aposta-em-casa-arrumada-para-frear-volatilidade-do-dolar/ Thu, 15 Jul 2021 22:01:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/economista-aposta-em-casa-arrumada-para-frear-volatilidade-do-dolar/ Em entrevista ao Café do MyNews, Cristiane Quartaroli afirma que o Brasil precisa de estabilidade política para atrair investidores externos

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O cenário político brasileiro atual aliado a uma economia fragilizada em consequência da pandemia de coronavírus contribuem para uma moeda instável e para o aumento do risco-país. E segundo a economista do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli,  somente após a “casa arrumada” é que haverá a retomada de investimentos externos no País e uma melhora expressiva no mercado financeiro.

Cristiane Quartaroli, economista Banco Ourinvest
Economista Cristiane Quartaroli em entrevista ao programa ‘Café do MyNews‘ desta terça-feira (13).
Foto: Reprodução (MyNews)

“O investidor olha pra cá e não vê o Brasil como um país seguro. Tanto que se a gente comparar a nossa moeda com a dos demais [países] emergentes, o real foi uma das moedas que mais se desvalorizou desde o início da pandemia”, explica Quartaroli. “O quadro pandêmico precisa melhorar com o avanço da vacinação, precisamos da “casa arrumada” para começar a ver uma melhora na economia, até lá a gente acredita que vá ter muita volatilidade no câmbio”, acrescentou.

Cristiane ressalta ainda que o cenário político conturbado e o envolvimento de membros do alto escalão do governo na CPI da Pandemia gera “uma aversão ao risco ao nosso país”. E o dólar, querendo ou não, é uma medida de risco. “Então o investidor olha pra cá e não vê com bons olhos”, enfatiza.

Além disso, segundo ela, a economia americana está se recuperando e a sua moeda está forte. “Então o investidor vai olhar pra uma economia mais robusta que é a americana, com perspectiva de aumento de juros, e onde vai alocar seus investimentos? Em um lugar que tem a perspectiva de melhor rendimento e com uma economia mais segura”, observou.

Para Cristiane, somente após o Brasil se estabilizar politicamente é que o dólar irá cair a um patamar inferior aos R$ 5,00, e como consequência, deve atrair novos investidores.

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Dólar fecha a semana no menor valor desde junho de 2020 https://canalmynews.com.br/economia/dolar-fecha-a-semana-no-menor-valor-desde-junho-de-2020/ Sat, 05 Jun 2021 17:06:25 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/dolar-fecha-a-semana-no-menor-valor-desde-junho-de-2020/ Moeda norte-americana fechou a semana em queda, mas tendência para os próximos meses ainda não está clara

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Nos últimos dias, o dólar engatou uma tendência de queda e a morda, que chegou a R$ 5,79 no dia 29 de março, fechou a sexta-feira cotada a R$ 5,03. A queda na semana foi de 3,38%. É o menor valor desde junho de 2020, quando um dólar chegou a valer R$ 4,88.

Essa queda é o resultado de uma sequência de dados positivos que impactaram a dinâmica da bolsa local. As contas públicas tiveram um superávit recorde no mês de maio e a dívida pública chegou a 86,7% do PIB, além disso, a previsão do PIB subiu de 3,2% para 3,5%, acima das expectativas. Isso fez com que o índice Ibovespa batesse a marca dos 130 mil pontos

De acordo com Fábio Passos, CIO da Indosuez, existem dois movimentos que devem ser observados em relação ao câmbio. O primeiro é uma valorização do Real impulsionada por fatores como a alta das commodities e a entrada de fluxo de empresas locais que tinham caixa fora do Brasil.

O segundo é um movimento de desvalorização do dólar frente às moedas emergentes, esse movimento é impulsionado por dados não tão positivos divulgados nos últimos dias nos Estados Unidos. Um deles é a baixa criação de empregos, o que frustrou as expectativas. Esse cenário reduz a possibilidade de aumento dos juros norte-americanos no curto prazo e, segundo Passos, “se os estímulos se mantêm, se a política monetária mais frouxa se mantém, ou seja, se o dólar mais fraco se mantém no resto do mundo, outras moedas emergentes acabam se apreciando e o Real está incluso nesta cesta”.

Sobre a possibilidade dessa tendência de queda se manter nos próximos dias, Passos analisa o cenário com os pés no chão.  Apesar das previsões que colocam a moeda abaixo dos R$ 5,00 nos próximos meses, ele diz que vê esse movimento com certo cuidado, primeiro por conta da velocidade: “não é razoável a gente ver um movimento tão forte e tão rápido. A gente não pode esquecer que até pouco tempo atrás o dólar estava a R$ 5,80 e a gente estava discutindo se ele ia para R$ 7,00 ou R$ 8,00, então não é razoável pensar que existe uma bipolaridade tão grande”. Passos também lembra que, mesmo que os riscos fiscais tenham diminuído, ainda existem muitos riscos no Brasil e o crescimento para o ano que vem não parece tão robusto, “e a gente não pode esquecer que 2022 é um ano de eleição, então eu iria devagar com o andor”, afirma.

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Dólar dispara e Banco Central age para segurar aumento https://canalmynews.com.br/economia/dolar-dispara-e-banco-central-age-para-segurar-aumento/ Tue, 02 Mar 2021 21:19:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/dolar-dispara-e-banco-central-age-para-segurar-aumento/ Moeda dos EUA opera em forte alta após mudanças em políticas de preços de combustíveis

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O dólar comercial fechou em alta nesta terça-feira (2) e é comercializado por R$ 5,67, uma alta de 1,284%. A moeda estadunidense chegou a atingir o pico de R$ 5,7349, mas recuou após intervenção do Banco Central.

Após o BC vender dólares, a disparada do dólar foi suavizada.

A volatilidade da moeda dos Estados Unidos ocorre após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) trocar o comando da Petrobras e decidir zerar os impostos federais sobre diesel e gás de cozinha. Por meio da medida provisória Nº 1.034, o Governo Federal também determinou o aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) de bancos e retirou a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para pessoas com deficiência comprar carros acima de R$ 70 mil

O Euro acompanhou a tendência de alta do dólar e fechou o dia cotado em R$ 6,853, uma alta de 1,57%. Já a Bovespa fechou com alta de 1,09% e está com 111.539 pontos.

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Dólar fecha em alta com mudança na Petrobras https://canalmynews.com.br/economia/dolar-fecha-em-alta-com-mudanca-na-petrobras/ Mon, 22 Feb 2021 21:05:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/dolar-fecha-em-alta-com-mudanca-na-petrobras/ Moeda americana subiu 1,26%, a R$ 5,455. Banco Central interveio e amenizou elevação

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O dólar comercial encerrou em alta nesta segunda-feira (22), primeiro dia de negociações após a indicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a troca do comando da Petrobras.

A moeda americana subiu 1,26%, a R$ 5,455. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,533.

Dólar opera em forte alta.
Dólar opera em forte alta. Foto: Pixabay (Reprodução).

Com o avanço, o Banco Central interveio e vendeu US$ 1 bilhão em novos contratos de swap cambial tradicional, além de outras operações no câmbio. As medidas amenizaram a alta.

Na sexta-feira, o dólar havia fechado em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,387. Acompanhando a tendência, o euro subiu 1,67% cotado a R$ 6,634.

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Dólar opera em forte alta, acima de R$ 5,50 https://canalmynews.com.br/economia/dolar-e-negociado-em-forte-alta-refletindo-queda-da-bolsa-brasileira/ Mon, 22 Feb 2021 14:45:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/dolar-e-negociado-em-forte-alta-refletindo-queda-da-bolsa-brasileira/ Na sexta, a moeda fechou cotada a R$ 5,387. Alta acontece após mudanças na Petrobras

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O dólar comercial está sendo negociado em forte alta nesta segunda-feira (22), primeiro dia de negociações após a indicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a troca do comando da Petrobras.

Às 11h, a moeda americana subia 2,63%, cotada a R$ 5,526.

Dólar opera em forte alta.
Dólar opera em forte alta. Foto: Pixabay (Reprodução).

Na sexta-feira, o dólar fechou em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,387, acumulando um aumento de 0,25% na semana.

Acompanhando a tendência do dólar, o euro opera em alta de 2,97% cotado a R$ 6,717.

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Copom e cenário internacional levam dólar a menor patamar desde junho https://canalmynews.com.br/economia/copom-e-cenario-internacional-levam-dolar-a-menor-patamar-desde-junho/ Fri, 11 Dec 2020 12:30:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/copom-e-cenario-internacional-levam-dolar-a-menor-patamar-desde-junho/ Expectativa pela vacina também tem influenciado o mercado, de acordo com economista

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O dólar atingiu na quinta-feira (10) seu menor valor de fechamento desde 10 de junho, cotado em R$ 5,03.

Para Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, essa redução se deve a uma série de fatores no cenário internacional que trouxeram bom humor aos mercados, basicamente por reflexo do cenário internacional — como o vitória de Joe Biden na eleição presidencial e a chegada da vacina contra a Covid-19 no Reino Unido.

“Isso foi muito positivo para o mercado e gerou um apetite maior a risco, e como estamos em um cenário de muita liquidez mundial trouxe a taxa de câmbio de países emergentes [como o Brasil] para patamares mais baixo” disse ela ao Morning Call desta sexta-feira (11).

Além dos fatores externos, Fernanda citou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa Selic em 2% ao ano como outro elemento que ajudou a puxar para a baixo a cotação da moeda americana.

“O mercado já esperava uma manutenção da taxa básica de juros em 2%, mas o comunicado pós-reunião foi numa linha de que deve ter alta da taxa de juros nos próximos meses. Isso acabou acelerando a queda do dólar no pregão de ontem”.

Cotação do dólar atingiu menor patamar desde junho.
Cotação do dólar atingiu menor patamar desde junho.
(Foto: Pixabay)

Os mesmos fatores que derrubaram a cotação do dólar também ajudaram no resultado positivo da Bovespa no fechamento de quinta-feira, com alta de 1,88%.

“A Bolsa teve um extra que foram os dados de vendas do varejo, mostrando que essa parte segue bastante aquecida, a despeito dos demais serviços estarem balançados pela crise”, disse a economista.

Expectativa por vacinas

Fernanda explica que as discussões e decisões em torno das vacinas contra Covid-19 seguem influenciando no mercado. O Brasil tem mais de 6 milhões de casos registrados da doença e 179 mil óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo ela, há dois cenários se desenhando a partir de janeiro: um mais otimista, com a vinda rápida de uma vacina, ou a necessidade de medidas mais duras de isolamento social para conter o avanço do vírus —em uma visão mais pessimista. E caso esse cenário adverso se confirme as consequências devem ser ruins para o Brasil.

“Possivelmente a gente deve virar o ‘patinho feio’ dos emergentes, porque isso vai acabar pegando mal para investidor e os recursos vão acabar saindo do país. Por outro lado, se tivermos uma vacina, vamos permanecer com o dólar perto de R$ 5, e aí outros fatores internos devem ganhar mais peso”, afirma a economista do Ourinvest.

Entre tais fatores domésticos estão as reformas tributária e administrativa, o Orçamento para 2021 e a inflação.

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