Arquivos Google - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/google/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 02 May 2023 12:38:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Flávio Dino diz que vai pedir apuração sobre campanha do Google contra PL das Fake News https://canalmynews.com.br/politica/flavio-dino-diz-que-vai-pedir-apuracao-sobre-campanha-do-google-contra-pl-das-fake-news/ Tue, 02 May 2023 12:38:32 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37379 Ministro disse que vai acionar a Secretaria Nacional do Consumidor

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Após relatos sobre uma campanha que estaria sendo promovida por plataformas de busca na internet e de redes sociais contra o Projeto de Lei da Fake News (PL 2630/20), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, publicou nesta segunda-feira (1º), no Twitter, que a pasta irá apurar a possível ocorrência de práticas abusivas pelas empresas.

Ao fazer o anúncio em sua conta oficial, o ministro compartilhou uma publicação da organização de combate à desinformação Sleeping Giants Brasil, segundo a qual a empresa Google estaria “usando a própria plataforma para atacar a PL e, o Twitter deslogando a conta das pessoas para atrapalhar”.

Inquérito Administrativo
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) escreveu, no Twitter, que irá pedir abertura de inquérito no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), “por possível infração contra a ordem econômica (Lei 12.529/12) por abuso de posição dominante”. “Solicitarei ao Cade, cautelarmente, a remoção do conteúdo, abstenção de reiteração de práticas análogas e fixação de multa no valor máximo de 20% do faturamento bruto, além do bloqueio cautelar nas contas bancárias do Google”, acrescentou.

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Votação
O PL das Fake News tem previsão de ser votado nesta terça-feira (2) na Câmara, após os deputados terem aprovado na última terça-feira (25) o regime de urgência para a matéria. Ainda resta dúvida, contudo, sobre se há consenso entre líderes partidários para que a matéria seja de fato chamada para votação.

O relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), também acusou nesta segunda (1º) as grandes empresas de tecnologia de “ação suja” contra o projeto que busca regulamentar as redes sociais no país. A declaração foi dada a jornalistas em São Paulo, após tradicional ato das centrais sindicais pelo Dia do Trabalhador, no Vale do Anhangabaú. “Nunca vi tanta sujeira em uma disputa política. O Google, por exemplo, usa sua força majoritária no mercado para ampliar o alcance das posições de quem é contra o projeto e diminuir de quem é favorável ao projeto”, disse o deputado.

Em paralelo, um relatório publicado pelo NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Mídias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta o que seria, por exemplo, um enviesamento dos resultados de busca no Google para privilegiar conteúdos críticos ao projeto de lei.

“Reunimos evidências de que o Google vem apresentando resultados de busca enviesados para usuários que pesquisam por termos relacionados ao projeto de lei, insinuando que as buscas são por “PL da Censura”, que é o nome usado pela oposição contra a regulamentação das plataformas, e não pelo nome oficial “PL 2630” ou o nome usado pela imprensa ‘PL das Fake News’”, diz o estudo.

O relatório, disponível online, também aponta denúncia de influenciadores e youtubers, que disseram ter recebido comunicados da plataforma YouTube afirmando que teria menos recursos para monetizar canais em caso de aprovação do PL das Fake News.

Nesta segunda-feira, o Google fixou em sua página oficial a seguinte um link com a seguinte mensagem: “O PL das fake news pode aumentar a confusão sobre o que é verdade ou mentira no Brasil”. Ao clicar, o usuário é remetido a um texto do diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google Brasil, Marcelo Lacerda, com críticas ao projeto.

A Agência Brasil tentou contato com o Google para obter um posicionamento sobre as acusações, por e-mail de atendimento à imprensa e por mensagens enviadas à assessoria da empresa, mas até o momento não houve retorno.

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Redes sociais têm 72 horas para mostrar ao MJ medidas contra violência https://canalmynews.com.br/brasil/redes-sociais-tem-72-horas-para-mostrar-ao-mj-medidas-contra-violencia/ Fri, 14 Apr 2023 14:31:20 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37045 Ideia é restringir conteúdos que possam ameaçar segurança nas escolas

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As plataformas digitais terão até 72 horas para explicar ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que medidas estão adotando para restringir conteúdos que incitem violência em instituições de ensino. O prazo começará a contar a partir do recebimento das notificações emitidas nesta quinta-feira (13) pelo secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous.

O pedido de notificações ocorre um dia após o ministro da Justiça, Flávio Dino, assinar uma portaria que obriga as empresas a retirarem imediatamente conteúdos que promovam violência após pedido das autoridades competentes. As plataformas também terão de promover a moderação ativa de conteúdos e de contas e adotar um sistema contínuo de avaliação de riscos para evitar novas ameaças a escolas.

A portaria também determina que as plataformas informem à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça as regras dos algoritmos de recomendação de informações. Segundo secretário, as redes sociais não são neutras em relação aos conteúdos publicados nelas, ao determinarem o alcance das publicações, sugerir postagens e contas, além de definirem o que pode ser moderado.

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Damous explica que a Senacon tem competência para notificar as redes porque a própria portaria reforça que a moderação de conteúdos envolve as relações de consumo entre o usuário e a rede social. O secretário advertiu que, neste momento, as próprias redes poderão regulamentar a retirada de publicações que incitem a violência em seus termos de uso, mas não descartou a possibilidade de o Ministério da Justiça determinar a exclusão das postagens caso as plataformas as mantenham no ar.

Em caso de descumprimento dos pedidos feitos pela Senacon, as empresas estarão sujeitas a multas e até a suspensão das atividades. A punição será determinada conforme a gravidade da infração.

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Google (não faz mais que a sua obrigação) e anuncia que dados sobre visitas a clínicas de aborto serão deletados https://canalmynews.com.br/juliana-macedo/google-nao-faz-mais-que-a-sua-obrigacao-e-anuncia-que-dados-sobre-visitas-a-clinicas-de-aborto-serao-deletados/ Mon, 18 Jul 2022 13:56:55 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31677 Após a Suprema Corte Americana se posicionar contra o direito do aborto legal no país, a empresa declara que as informações relacionadas a este deslocamento serão deletadas logo em seguida.

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No texto publicado em no último dia cinco – A usuária da experiência ou a experiência da usuária? – mencionei que os tribunais americanos podem solicitar dados de empresas de tecnologia e utilizá-los como prova em julgamentos contra mulheres que tenham realizado aborto. Dias depois, o jornalista Bruno Natal – do podcast Resumido – comentou sobre o posicionamento Google sobre o armazenamento de informações sobre a localização de usuários que visitarem: Clínicas de aborto, centros de aconselhamento, abrigos para violência doméstica, centros de fertilidade, instalações de tratamento de dependências, clínicas de perda de peso, clínicas de cirurgia estética, e outros. 

“Estamos anunciando que, se nossos sistemas identificarem que alguém visitou um desses lugares, excluiremos as entradas de histórico de localização logo após a visita.” afirmou Jen Fitzpatrick, vice presidente de experiências e sistemas do Google. 

A empresa também comunicou que vai incluir no aplicativo do seu dispositivo Fitbit, a função “Deletar todo o histórico de ciclo menstrual”. Como diria o Bruno Natal, “Dados esses que nem deveriam ser armazenados, pra início de conversa”. 

Afinal, mesmo antes da suprema corte americana oficializar a decisão revogando a lei de direito ao aborto, parlamentares solicitaram ao Google a garantia de sigilo das informações àqueles que procurassem este tipo de serviço, além de parar de coletar e armazenar dados de localização desnecessários ou não agregados que poderiam ser usados ​​para identificar pessoas que buscam aborto. 

Não ficou claro se o pedido será plenamente atendido, pois Jen afirma que, esta responsabilidade é compartilhada por muitas instituições: “Dado que esses problemas se aplicam a provedores de saúde, empresas de telecomunicações, bancos, plataformas de tecnologia e muito mais, sabemos que as proteções de privacidade não podem depender apenas de empresas agindo individualmente”.

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MyNews é selecionado para fazer parte do Google Destaques https://canalmynews.com.br/mais/mynews-selecionado-no-projeto-google-destaques/ Thu, 02 Jun 2022 17:02:30 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=29003 Em parceria com a Google, MyNews passa a oferecer conteúdo para o app Google Notícias. Esta é uma das apostas da gigante da tecnologia para incentivar o jornalismo de qualidade.

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A partir dos próximos dias, quem baixar o aplicativo do Google Notícias vai ter acesso ao conteúdo do site do MyNews. É o projeto Google Destaques, do qual o canal é o novo integrante.

mara luquet e antonio tabet my news

Mara Luquet e Antônio Tabet são os fundadores do canal MyNews. Foto: Divulgação

De acordo com Fabio Coelho, presidente do Google Brasil, “todas as pessoas deveriam ter acesso a notícias de alta qualidade e com pontos de vista variados. Nosso objetivo no Google é conectar o leitor a diversas fontes de informação e perspectivas para ajudar a entender melhor o mundo no seu dia a dia. Além de apoiar a indústria de notícias globalmente por meio de tecnologia, parcerias, programas e, assim, contribuir para a construção de um futuro melhor para o jornalismo”.

O Google tem um histórico de incentivo a veículos de comunicação no Brasil. Mais de 16 mil jornalistas já participaram de treinamentos e 450 publicações já receberam algum tipo de apoio por meio da Google News Initiative. Durante a pandemia de Covid-19, a bigtech ajudou de modo emergencial as pequenas e médias empresas de notícias. O Google Destaques é mais uma forma de apoio ao jornalismo de qualidade. Os mais de 100 veículos participantes recebem uma quantia mensal para exibir conteúdos em painéis no Google Notícias e no Discover. Os links direcionam os leitores para os artigos completos nos sites das editoras, ajudando-os a aprofundar o relacionamento com os leitores.

O Brasil foi um dos primeiros países a lançar o Google Destaques, em outubro de 2020. Desde então, o Google trabalha com um número crescente de jornais, revistas, rádios, TVs e sites jornalísticos de todo o país com o objetivo de oferecer mais cobertura nacional, regional e local. O objetivo é dar aos brasileiros uma experiência de notícias mais profunda e com curadoria sobre os assuntos mais importantes do dia.

Os veículos que participam do projeto são de todos os tamanhos e com base em 19 estados e no Distrito Federal, o que faz do Google Destaques um dos maiores programas de remuneração por notícias do Brasil. Globalmente, o Google já é um dos maiores apoiadores do jornalismo, por meio de serviços e do financiamento direto de organizações de notícias.

Além do Brasil, o Destaques está presente em outros 15 países comoJapão, Alemanha, Portugal, Áustria, Reino Unido, Austrália, República Tcheca, Itália, Colômbia e Argentina. São mais de 1.400 publicações contempladas em todo o mundo.

Novos parceiros no Brasil

Além do MyNews, outros veículos brasileiros também entraram no programa a partir desta quinta-feira (2). Entre eles, Nexo JornalMetrópoles.

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Web Stories: novas formas de fortalecer os produtores de conteúdo https://canalmynews.com.br/tecnologia/web-stories-novas-formas-de-fortalecer-os-produtores-de-conteudo-jornalistico/ Wed, 02 Mar 2022 14:49:27 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24529 Em parceria com a Google, o MyNews oferece conteúdos no formato de WebStories. Essa é a aposta da gigante da tecnologia para o consumo de jornalismo em 2022.

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Nos últimos dois anos, todos nós vimos mudar o modo como realizamos atividades cotidianas. Desde novas formas de trabalhar, estudar, se locomover, organizar a vida financeira, cuidar da saúde mental e, claro, a forma como consumimos informação. Agilidade, interatividade, movimento, imagens, vídeos e novos formatos foram surgindo transformando o modo como uma história pode ser contada até chegar à sua audiência.

CONFIRA AQUI OS WEBSTORIES DO CANAL MYNEWS

No Google, desenvolvemos produtos, programas e parcerias com o objetivo de contribuir para um futuro sustentável para o jornalismo. Por isso no ano passado lançamos um novo projeto de colaboração e treinamento para veículos jornalísticos digitais da América Latina, chamado Storytelling Innovation Program. Por meio dessa iniciativa, 70 grupos de mídia digitais da região foram introduzidos a um novo formato chamado Web Stories.

Web Stories oferece um formato visual de alta qualidade, ágil e que permite que publicações se conectem com seu público de novas maneiras. Não tem segredo: acessível de qualquer dispositivo (mobile ou desktop), basta tocar ou deslizar por cards com informações, imagens, vídeos e dados para avançar e explorar novas histórias. No Brasil, é possível descobrir novos conteúdos em Web Stories na Busca e no Discover.

Modelos de WebStories do Google. Foto: Reprodução (Google)

O interessante deste novo programa é que ele foi feito em parceria com líderes regionais em jornalismo e criatividade. A formação, idealizada e promovida por nós, foi implementada pela Fundação Gabo, que em conjunto com a plataforma Creators LLC proporcionou formação técnica e editorial aos responsáveis ​​pelos meios digitais selecionados, bem como aconselhamento e boas práticas para a rentabilização deste novo forma de contar histórias.

Vemos que esta é uma iniciativa que já está dando frutos. Atualmente, mais de 71 veículos nativos digitais (ou seja, que já nasceram na internet) da região estão publicando histórias regularmente e, até fevereiro de 2022, mais de 780 Web Stories já haviam sido produzidas neste formato.

O MyNews é um exemplo de veículo brasileiro explorando o novo formato desde outubro de 2021 – veja aqui um exemplo. De lá para cá, os Web Stories já contam por cerca de 10% das visualizações do site. “Este é um formato totalmente novo para nós. Avaliamos que a experiência está sendo muito positiva e estamos apostando nesse formato para aumentar a audiência do site. Para isso, fizemos algumas mudanças na estrutura da homepage e criamos uma área específica para as Web Stories terem mais destaque, logo abaixo da manchete”, conta a diretora do canal MyNews, Gabriela Lisbôa.

Outros exemplos de WebStories produzidos pelo Canal MyNews. Foto: Reprodução (MyNews)

Fauna News diz que conseguia alcançar 5 mil usuários ativos, em tempo real, apenas com os acessos a seus Web Stories no Google Discover – esse número saltou para 40 mil em poucos dias. O Nonada Jornalismo, por sua vez, conseguiu aumentar em 30% as visitas em seu portal e a Agêncial Mural já tem cinco dos dez artigos mais lidos dos mês entre aqueles que são publicados no Web Stories. Outros veículos brasileiros que já estão trabalhando com a ferramenta incluem Aos FatosAgência PúblicaAzMinaO Joio e o TrigoOpera Mundi e Consultor Jurídico.

Projeto Colabora é mais um que adotou o novo formato em outubro para conteúdos originais e também adaptando reportagens anteriores ao novo formato. Em três meses, as Web Stories passaram a contar por 30% da audiência total do site. “A experiência com Web Stories para o #Colabora está sendo vantajosa e desafiadora”, diz Yuri Fernandes, responsável por Web Stories no Projeto Colabora. “Vantajosa pois passamos a oferecer para o nosso leitor uma outra opção de formato de notícias, trazendo assim um novo público acostumado com conteúdos mais rápidos e visuais. E desafiadora porque estamos em constante aprendizado, melhorando as técnicas e as narrativas. É um projeto que estamos apostando e torcendo para a continuidade”.

Após esta experiência piloto de sucesso, inicialmente focada na Argentina, Colômbia e Brasil, queremos levar esta iniciativa de treinamento de Web Stories para outros países da região até o fim do ano. Por meio da Google News Initiative, seguiremos buscando novas formas de fortalecer o jornalismo digital, especialmente o jornalismo local neste momento, algo essencial para contribuir para uma democracia mais forte, plural e diversificada.

Artigo originalmente publicado no Blog do Google Brasil e escrito pela gerente de Parcerias de Produtos do Google Bel Curado.

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Google lança programa de aceleração para empreendedoras da América Latina https://canalmynews.com.br/economia/google-lanca-programa-aceleracao-empreendedoras-america-latina/ Wed, 01 Sep 2021 19:29:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/google-lanca-programa-aceleracao-empreendedoras-america-latina/ O LAC Women Founders Accelerator é um programa de incentivo ao crescimento de startups das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, lideradas por mulheres da América Latina e Caribe

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O Google, em parceria com o laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID Lab) e com o Centraal, hub de empreendedorismo mexicano, abriu inscrições para o LAC Women Founders Accelerator – programa de incentivo para empreendedoras de startups das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática – com o objetivo de promover o desenvolvimento do empreendedorismo e dos ecossistemas de inovação latino-americanos.

As inscrições podem ser realizadas até 12 de setembro de 2021, pela plataforma do WeXchange. Serão selecionadas 20 startups da América Latina para o programa – que será online.

Google e BID Lab abrem seleção para startups lideradas por mulheres
Google e BID Lab abrem seleção para startups da América Latina e Caribe lideradas por mulheres/Foto: Pixabay

Para participar, as startups precisam ter, pelo menos, uma mulher como fundadora ou em cargo de liderança, sede e operação em um país na América Latina ou Caribe, e utilizar a tecnologia como ponto de partida para o negócio. Além disso, as empresas precisam estar em estágio avançado de desenvolvimento, com produto ou serviço já disponíveis no mercado e com tração nos negócios, considerando faturamento comprovado ou rodada de investimentos realizada.

O programa virtual é composto por 10 encontros, incluindo workshops sobre tecnologia, marketing digital, liderança, cultura corporativa e captação de recursos, além de sessões de mentoria individuais com investidores e especialistas do Google, WeXchange/ BID Lab e Centraal.

A programação inclui a participação num Dia de Demonstração, durante o fórum WeXchange, entre os dias 1 e 2 de dezembro de 2021, em formato virtual, onde poderão apresentar as empresas para possíveis investidores. No Brasil, apenas 4,7% das startups foram criadas somente por mulheres e 90% foram fundadas exclusivamente por homens, segundo o Relatório Female Founders, realizado pelo Distrito em parceria com a Endeavor e B2Mamy, em 2021.

Saiba mais sobre a parceria entre Google e o BID Lab

Desde 2013, mais de 2.500 empreendedoras e 500 pessoas mentoras e investidoras internacionais participaram das atividades do WeXchange – plataforma do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que tem investido no empreendedorismo feminino na América Latina e Caribe. Já o Google, trabalhou com mais de 3 mil empreendedores da América Latina nos últimos seis anos.

* Com informações do Google


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O trabalho híbrido e o que Google tem a desensinar https://canalmynews.com.br/francisco-saboya/o-trabalho-hibrido-e-o-que-google-tem-a-desensinar/ Wed, 25 Aug 2021 17:52:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-trabalho-hibrido-e-o-que-google-tem-a-desensinar/ Ao reduzir salários, Google ressuscita o velho conflito entre capital e trabalho do século 19 nas empresas de serviços tecnologicamente avançados

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A discussão sobre a reconfiguração dos espaços de trabalho, sejam casas ou escritórios, segue acesa. O tema foi assunto da coluna passada, e volta aqui por demanda de uns poucos leitores e pela importância do assunto nesse momento de retomada econômica.

O movimento das big techs há tempos tornou-se balisa para a organização do trabalho em empresas intensivas em tecnologia. De pufes coloridos a mesas de bilhar em ambientes grafitados, tudo ali parece mais leve e sedutor para o trabalhador do conhecimento. Foram pioneiras na adoção do home office no início da pandemia, e agora surpreendem pela maneira crua como vêm articulando o retorno às atividades presenciais. Google à frente, causou surpresa a proposta de redução de salários para quem morasse em lugares cujo custo de vida médio fosse mais baixo. A escolha do local de trabalho (se escritório ou domicílio) é democraticamente compartilhada, mas haveria uma tabela de parametrização dos novos salários. 

'Sala Maracanã' no escritório do Google em São Paulo, capital.
‘Sala Maracanã’ no escritório do Google em São Paulo, capital. Foto: Guilherme T. Santos (Flickr)

A reconhecida capacidade de inovação tecnológica e criatividade na gestão de negócios das big techs só não é maior do que sua ambição. Dominar o mundo parece tudo, mas é apenas uma das facetas do propósito corporativo. A disputa narcísica pela condição de ser ‘A’ maior em qualquer coisa leva essas empresas a situações bisonhas. Desde cenas infantilizadas de dois dos maiores executivos da atualidade disputando pra ver quem brinca primeiro de gravidade zero, até propostas indecentes de redução de salários para empregados em home office.

Neste último caso, não tem nada de infantilidade (o outro também não, por trás; embora pareça, pela frente). Trata-se da busca natural pela maximização dos resultados financeiros dos negócios. É preciso estar ali nos top 10 da Forbes a qualquer custo. Faz parte da narrativa que suporta a construção de imaginários de poder e sucesso na sociedade digital. (A propósito, o formato fálico do New Shepherd de Bezzos foi mais comentado do que as propriedades aerodinâmicas do foguete em si).

Aparentemente, há um paradoxo nas estratégias de gestão de pessoas em empresas como Google. Enquanto expoentes da chamada nova economia, essas empresas são intensivas em capital humano qualificado – por definição mais criativo, questionador, autônomo e escasso. E, em tese, deveriam estar mais atentas aos riscos de fuga de talentos e às dificuldades de formação de novas equipes como consequência de medidas que não estão centradas no bem estar do trabalhador.

É fato que as grandes companhias lutam continuamente contra o engessamento e burocratização de seus mecanismos de gestão e processos decisórios. Mas nem sempre – ou quase nunca – conseguem. Uma vez no topo, suas estratégias alternam de uma posição ofensiva, de liderança tecnológica, para uma postura defensiva, de manutenção da posição de mercado. Isso ocorre trocando-se o risco da experimentação do novo pela segurança dos processos já estabilizados.

A intensidade da inovação, nesses casos, é administrada na medida justa do necessário para a garantia do desempenho superior. Nesse momento, as empresas passam a ser centradas nos resultados, e nisso Google não é diferente de outras da economia da informação, onde a disputa pela manutenção de padrões vencedores empurra o capitalismo de volta para modelos monopolistas de organização de mercados, deslocando a concorrência cada vez mais rala para o plano promissor das startups, que, exceções à parte, logo serão adquiridas pelos incumbentes supercapitalizados.

A despeito da decisão que ao final venha a tomar, a postura de Google traz onboard uma questão maior, que remete à ideia original da coluna: a opção pelo trabalho híbrido. Essa possibilidade está presente na nova política da empresa. Apenas propõe uma precificação diferente, inusitada, para o valor da força de trabalho. Por incrível que pareça, Google ressuscita o velho conflito entre capital e trabalho do século 19 nas empresas de serviços tecnologicamente avançados.

Ao reduzir salários, Google não apenas não disfarça esse propósito, como escancara o interesse de se apropriar de parte extra do esforço produtivo dos empregados (transferindo para eles o custo da estruturação e manutenção do ambiente de trabalho), ao mesmo tempo em que também se apropria integralmente da redução dos seus próprios custos. (Antigamente isso tinha nome: extração bruta de mais-valia. Mas deixa pra lá…).

A apreciação do caso Google aqui nesse pequeno espaço é menos por ele em si e suas consequências para o trabalho no universo das empresas de tecnologia do que pelos impactos nos ambientes físicos de criação de riqueza. O escritório está para a economia de serviços assim como a fábrica para a economia industrial clássica. Aí veio a pandemia, o uso intensivo de plataformas de cloud meeting, experiências de trabalho remoto em escala, novas métricas de eficiência produtiva e, sobretudo, uma nova consciência quanto a possíveis arranjos alternativos de trabalho.

Qual seria o novo locus de trabalho da economia de serviços modernos no mundo pós-pandemia? Vamos ter que voltar ao tema na próxima coluna.

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Cinco lições de vida que aprendi no Vale do Silício https://canalmynews.com.br/fabio-la-selva/cinco-licoes-de-vida-que-aprendi-no-vale-do-silicio/ Tue, 01 Jun 2021 18:57:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cinco-licoes-de-vida-que-aprendi-no-vale-do-silicio/ Morei e trabalhei no Vale do Silício pelo Google de 2017 a 2019, liderando uma operação de atendimento a parceiros de publicidade de todas as Américas

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Muito honrado pelo convite para escrever pela primeira vez aqui no MyNews, resolvi consultar amigos para pedir conselhos sobre qual assunto deveria compartilhar neste espaço. Resolvi seguir aquele que me sugeriu compartilhar aprendizados do Vale do Silício que transmito em minhas mentorias de carreira. 

Apenas como breve contexto, morei e trabalhei no Vale do Silício pelo Google de 2017 a 2019, liderando uma operação de atendimento a parceiros de publicidade de todas as Américas. E considero esta uma experiência de vida única, que me concedeu aprendizados valiosos, que humildemente compartilho. 

Um alerta importante: quando menciona-se “aprendizados do Vale do Silício”, é natural esperarem lições de inovação, tecnologia, produtividade ou criatividade. E por isso, preciso frustrar-lhes desde já, pois o que compartilho aqui, nada tem a ver com esses temas naturais do local. Na realidade, o Vale do Silício é apenas um mero detalhe dentre os aprendizados que tive, uma vez que se dissesse que foram experiências adquiridas na Argentina, Camboja ou interior de São Paulo, teriam o mesmo efeito. O Vale foi simplesmente o local em que tudo aconteceu. Dito isso, vamos aos aprendizados, que são cinco: 

1. Exercer genuína empatia: 

Muito tem se falado sobre a importância da empatia nas corporações e nos relacionamentos. Sobre pensar além do próprio umbigo e se colocar no lugar do outro. No entanto, no Vale percebi que tinha subestimado o poder da cultura. Lá, com pessoas do mundo inteiro se encontrando em um só local, nada mais normal que vivenciar um tremendo choque de cultura. E descobri que se colocar no lugar do próximo não é se imaginar como você se comportaria na pele do seu interlocutor, é ir além; é imaginar justamente como ele se sente considerando sua própria bagagem e vivência. O que é um desafio incrível quando se conhece pouco o outro, e muito menos a cultura de onde vem. Quando ignoramos este fato, a empatia acaba dando lugar ao julgamento. 

2. Alimentar o entusiasmo: 

O conhecimento técnico sobre sua função é importante. A experiência que você adquiriu ao longo dos anos também é importante. Mas tanto conhecimento e experiência não fazem cócegas, se não demonstrarmos atitude. O “fazer acontecer”. E o grande combustível da atitude é o entusiasmo. Em um ambiente altamente competitivo, indivíduos que alimentam e mantêm saudavelmente seu entusiasmo, impactam significativamente mais o seu entorno. É comum confundir este estado com a motivação, mas o entusiasmo vai além. Entusiasmo é aquela energia que quando você veste, os outros ao seu redor sentem e são impactados positivamente com isso. 

3. Praticar a ‘modelagem’ de talentos: 

Em um ambiente com profissionais incríveis e respeitáveis, escolha um que você realmente admire. Agora, observe. Observe seu comportamento. A sua fala. Como esta pessoa trata os

outros. Como soluciona um problema. Como encara um problema. Observe cada detalhe e depois, anote. Faça uma lista mesmo. O que essa pessoa faz que a torna um profissional excelente? E comece a fazer o mesmo, a “modelar” esta pessoa. A PNL, programação neurolinguística, vem há muito tempo estudando o comportamento humano e ensinando que a modelagem é eficiente em todos os campos, desde o mundo corporativo e relacionamentos interpessoais, até nos esportes. Garanto a você que a aplicação é simples e os resultados podem ser surpreendentes, basta observar e praticar. 

4. A importância da gratidão: 

Este é outro conceito muito abordado hoje em dia. Confesso que antes encarava a gratidão como papo de livro de auto-ajuda. Até que um dia, no Vale, tive a oportunidade de fazer um curso sobre a Psicologia Positiva. Fizemos um exercício de “diário da gratidão”, onde todos os dias, antes de dormir, os alunos teriam que listar 5 coisas que eram gratos por terem acontecido naquele dia. No início, admito que era chato e me sentia um pouco tolo em fazê-lo. Mas, em pouco tempo, a chatice se transformou em um hábito de reflexão prazeroso, e hoje estou há 4 anos praticando o exercício, sem pular um dia sequer. Me impressiono ao reparar como ele ajudou a mudar a minha percepção do mundo em que vivo. Hoje não preciso mais esperar o fim do dia para sentir a sensação de gratidão nas experiências que vivencio. Ela está presente comigo a todo momento naturalmente. 

5. Lapidar a inteligência emocional com a Auto-hipnose: 

Aprendi a importância de cuidarmos de nossa saúde mental. Sinto que é comum nos preocuparmos com os cuidados do nosso corpo, como ir à academia frequentemente, por exemplo. Mas pouco damos atenção às necessidades da nossa mente. Em um ambiente de pressão intensa e estresse constante, descobri que existem técnicas que nos auxiliam a encarar e administrar tamanha pressão. Meditação, mindfulness, respiração ritmada são algumas delas. Mas foi na auto-hipnose onde mais encontrei esse refúgio de renovação de energia. Através dessa prática, consegui melhorar meu foco e concentração, além de elevar minha inteligência emocional e resiliência. 

Estas são experiências muito pessoais. Lições que me transformaram a ser um profissional e uma pessoa melhor. Espero que elas tragam algum valor para você também. Ou que pelo menos te inspirem a se observar, e te auxiliem no seu próprio caminho de busca do autoconhecimento. 


Quem é Fabio La Selva

Fabio La Selva é mentor de carreiras e co-fundador da Cortex Academy

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Mudança em anúncios é equilíbrio entre privacidade e serviço, diz presidente do Google no Brasil https://canalmynews.com.br/economia/mudanca-em-anuncios-e-equilibrio-entre-privacidade-e-servico-diz-presidente-do-google-no-brasil/ Thu, 18 Mar 2021 23:35:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudanca-em-anuncios-e-equilibrio-entre-privacidade-e-servico-diz-presidente-do-google-no-brasil/ Com a desativação do rastreio por meio de cookies, o Google pretende oferecer uma experiência na internet menos “intrusiva” e que ofereça novas possibilidades de serviços. A avaliação é de André Coelho, presidente do Google no Brasil. O gigante do Vale do Silício anunciou que vai retirar o suporte a cookies de terceiros de seu […]

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Com a desativação do rastreio por meio de cookies, o Google pretende oferecer uma experiência na internet menos “intrusiva” e que ofereça novas possibilidades de serviços. A avaliação é de André Coelho, presidente do Google no Brasil.

O gigante do Vale do Silício anunciou que vai retirar o suporte a cookies de terceiros de seu navegador, o Chrome. Na publicação em que anunciou a medida, a companhia citou uma pesquisa do Pew Research Center, realizada nos Estados Unidos, com dados sobre a preocupação com a privacidade de usuários da internet. De acordo com o levantamento, 72% dos entrevistados afirmou acreditar que tudo ou quase tudo o que fazem na internet é rastreado por anunciantes, empresas de tecnologia ou outras empresas.

Logo do Google

“O fato do Google estar saindo dessa política de cookies significa que a gente acredita que pode encontrar uma solução melhor para o ecossistema de parceiros desenvolvedores”, diz Coelho. “Nós temos capacidade de usar esses dados para entender como você pode criar uma experiência melhor. E, obviamente, essa experiência não pode ser intrusiva, não pode ser uma experiência que você se sinta sendo stalkeado o tempo todo. Esse é o nosso objetivo.”

Ainda de acordo com o presidente da companhia, as novas diretrizes estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e representam um “bom equilíbrio entre privacidade e a possibilidade de você prestar melhor serviço”.

No quarto trimestre de 2020, a Alphabet, empresa controladora do Google, faturou US$ 56,89 bilhões e teve lucro líquido de US$ 15,23 bilhões. Coelho afirma que “não está autorizado” a compartilhar a contribuição da parcela brasileira da empresa para o faturamento global, mas diz que o Google tem cerca de 1.300 funcionários em solo brasileiro.

“Em termos de usos de produtos, o Brasil é um dos 5 principais mercados do Google em relação à quantidade de pessoas que usam o buscador, o YouTube, o Mapas, o Chrome, o Android e todas essas plataformas”, diz o presidente do Google no Brasil.

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Google vai parar de vender anúncios com base nos seus dados de navegação https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/google-vai-parar-de-vender-anuncios-com-base-nos-seus-dados-de-navegacao/ Mon, 08 Mar 2021 20:55:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/google-vai-parar-de-vender-anuncios-com-base-nos-seus-dados-de-navegacao/ Medida é resposta às crescentes preocupações dos usuários com questões relacionadas à privacidade

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Nesta semana o mundo da tecnologia voltou os olhos para a notícia: o Google não vai mais usar os dados de navegação dos seus usuários para venda de publicidade.

Se você entendeu o que isso significa, sabe que a notícia impacta bastante esta indústria. 

Se isso não está claro, vou contextualizar com base em algumas experiências que provavelmente você já viveu para entender a decisão de uma das maiores empresas de publicidade digital do mundo.

O que significa usar dados de navegação de usuários para venda de publicidade?

Se você já notou que estava vendo anúncios de um produto que acabou de procurar na internet, saiba que não era coincidência. Trata-se de tecnologias que rastreiam a navegação de perfis de usuários em sites enquanto estão na internet e que combinam estes dados para venda de anúncios mais eficientes.

Isso garante que tanto a publicidade seja mais eficiente ao mostrar anúncios para pessoas certas, quanto você veja produtos que estejam mais alinhados com os seus interesses.

Por que o Google está mudando esta abordagem?

A tecnologia para entrega de anúncios evoluiu muito ao longo dos anos e trouxe a proliferação de inúmeras práticas para uso de dados. Por maior que fosse o cuidado para realização de práticas seguras por algumas empresas, os escândalos com uso indevido de dados levaram a um problema de confiança na internet. 

Segundo dados do Pew Research Center divulgados pelo próprio Google, 72% das pessoas sentem que quase tudo o que estão fazendo na internet está sendo monitorado, enquanto 81% entendem que o potencial risco enfrentado ao expor seus dados não valem os benefícios que encontram na internet.

A resposta do Google está em usar tecnologias que analisem os hábitos de navegação dos usuários em seus dispositivos e permite que os anunciantes tenham como alvo grupos agregados de usuários com interesses semelhantes, em vez de usuários individuais. Por enquanto, a mudança não afeta ferramentas de anúncios e identificadores exclusivos para aplicativos móveis, vale apenas para sites.

O que isso indica para o mercado?

Isso pode acelerar uma revolução da indústria da publicidade digital como conhecemos hoje por dois motivos principais. 

O primeiro é que este aceno ao mercado veio de uma empresa de peso, o Google foi responsável por 52% dos gastos globais com publicidade digital do ano passado. Ao adotar esta postura, ele pressiona toda uma cadeia que sustenta parte da publicidade que conhecemos hoje e que movimenta bilhões de dólares anualmente que é composta, inclusive, por seus concorrentes.

O segundo é que ao firmar este posicionamento ele reitera o compromisso com uma internet que atenda às crescentes preocupações que as pessoas têm sobre suas privacidades. Firmando um caminho sem volta rumo à segurança de dados e maior responsabilidade. 

Ao dar este passo, fica evidente que a privacidade cada vez mais se sobrepôs à má gestão e uso dos dados individuais que vêm sendo feitos na internet como conhecemos hoje. Ufa! Que mais e mais posicionamentos nesta magnitude venham nos próximos meses. 

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As big tech e a disputa no campo das notícias https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/as-big-tech-e-a-disputa-no-campo-das-noticias/ Fri, 26 Feb 2021 11:28:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/as-big-tech-e-a-disputa-no-campo-das-noticias/ Parlamento australiano adotou lei que obriga empresas a pagarem pela publicação de conteúdos noticiosos

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O uso das notícias passará a ser cobrado das gigantes de tecnologia na Austrália. A decisão, firmada nesta quarta-feira (24) pelo parlamento, retoma a discussão antiga trazida em diversos países: afinal, os produtores de conteúdo deveriam ser remunerados por notícias que aparecem nas plataformas de empresas como Facebook e Google?

A decisão estabelece um precedente global na regulamentação das relações existentes entre as partes e pode ecoar em locais que já levantam esta bandeira. Vamos compreender melhor esta questão com três pontos importantes:

Como ocorre a remuneração dos veículos de notícia hoje?

A remuneração dos veículos de notícia ocorre de diversas formas, uma das mais comuns na relação com as big tech é a disponibilização de espaços para publicidade ao longo do conteúdo.

Você já está acostumado, são os anúncios que aparecem quando navegamos pelos sites.

Desta forma, marcas que estejam dispostas podem pagar para ter exposição ali. Quanto maior for o volume de acessos às páginas, mais o veículo poderá lucrar.

Foto: produção – Canal MyNews

Qual é a briga?

A remuneração ao veículo de notícia ocorre quando você acessa o site, neste tipo de monetização.

Então, se ao navegar no seu feed de notícias de uma rede social você apenas ler o título da notícia e a imagem ou até um trecho do conteúdo sem acessar o site, a remuneração não necessariamente acontece para o veículo, porque você não precisou acessar o site.

Com o Google a dinâmica é semelhante. Ao tentar responder as perguntas dos usuários complementando a parte superior do resultado de busca com imagens e textos frequentemente extraídos de sites, ele torna menos necessário que os usuários cliquem em um link. Com isso, o produtor de conteúdo deixa de ser remunerado porque, novamente, o site não foi acessado.

No exemplo abaixo, você não precisa acessar o site para ver as dicas sobre como declarar o imposto de renda. Se o site usa publicidade para ser remunerado pelo Google, ele não será neste caso.

Foto: produção – Canal MyNews

Enquanto isso, as empresas podem monetizar a atenção e o engajamento gerado pelo acesso com seus próprios anúncios e outros produtos.

O conteúdo deveria ou não ser pago?

Os veículos de comunicação entendem que manchetes, imagens e trechos do conteúdo são frutos do seu trabalho e que ao serem exibidos, devem ser remunerados. As leis sobre o tema variam de acordo com cada país, mas nos EUA estes trechos só podem ser exibidos mediante uma taxa de licenciamento pela lei de direitos autorais. 

Já as empresas de tecnologia como Google e Facebook declaram que ajudam os produtores trazendo tráfego ao site por divulgarem seus conteúdos, dando relevância que dificilmente alcançariam sem suas tecnologias.

Há claramente um desequilíbrio de forças uma vez que as empresas de tecnologia possuem papel imprescindível na distribuição de conteúdo das notícias e ganho de relevância destes produtores.

Qual caminho seguir?

E o meio do caminho e postura diplomática parece ser o melhor sinal para avançar de forma equilibrada. Enquanto o Facebook bloqueou por dias o compartilhamento de notícias na Austrália em resposta ao parlamento australiano, o Google fez um acordo global com a News Corp, controladora do The Wall Street Journal, para licenciar o seu conteúdo e lançou sua plataforma de publicação de notícias em que paga empresas de jornalismo.

Ambas possuem iniciativas incríveis para fortalecimento dos canais de notícias, como por exemplo o Google News Initiative ou Facebook Journalism Project. E esta sim é a resposta necessária: busca por crescimento conjunto que leve a um futuro mais sustentável para o ambiente digital e democratização da informação.

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Analista do Google prevê aceleração de ecossistema de startups em 2021 https://canalmynews.com.br/economia/analista-do-google-preve-aceleracao-de-ecossistema-de-startups-em-2021/ Thu, 11 Feb 2021 18:03:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/analista-do-google-preve-aceleracao-de-ecossistema-de-startups-em-2021/ Enquanto setores tradicionais da economia sofreram com a pandemia do Covid-19, o ambiente digital trouxe oportunidades para inovação.

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Uma análise feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mostrou que no segundo trimestre de 2020, 75% das startups foram impactadas negativamente pela pandemia. Com queda de receita, perda de clientes e até mesmo demissões, apenas 25% cresceram dentro desse cenário e foram se ajustando ao longo do ano.

A crise aconteceu após um ano recorde para o mercado das startups brasileiras. Segundo a Associação Brasileira de Startups, o país fechou 2019 com 12 empresas de inovação avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares. O investimentos nas empresas também atingiu valor recorde de 2,3 bilhões a mais que em 2018. Até outubro de 2020, o número já era de 2,5 bilhões de dólares captados por startups.

O diretor do Google for Startups para América Latina, André Barrence, avalia que o crescimento foi grande para um ano de crise e arrisca alguns possíveis motivos para esse aumento.

“Os fundos de investimentos já haviam sido captados para investir em startups nos anos anteriores. Eles apostaram e reinvestiram para que as empresas tivessem fôlego financeiro para passar por esse período de adaptação dentro de cada modelo de negócio, de produtos”, afirma.

Outra questão apontada por Barrence é que os investidores enxergaram que alguns habitos se consolidaram durante a pandemia.

“Haviam startups já bem posicionadas que precisavam desta ingestão de capital para conseguirem acelerar sua trajetória de crescimento. Outro ponto tem a ver com a questão mais macroeconômica: a questão cambial. O capital de fora, investido no Brasil, teve um redimento maior em função da relação dólar e real”, diz Barrence.

Para 2021, Barrence tem uma visão bem otimista. “Quem passou por 2020, saiu muito mais forte como empreendedor e como startup. Todo mundo testou sua capacidade de anti-fragilidade e isso traz para 2021 uma perspectiva que é de voltar a tracionar crescimento, e de fato, consolidar essa aceleração de ecossistema de startups no Brasil. Já em janeiro vimos a continuidade da atividade de investiimento sendo captado por startups, de maneira bastante expressiva”.

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Como se comunicar melhor em videoconferências? https://canalmynews.com.br/mais/como-se-comunicar-melhor-em-videoconferencias/ Tue, 09 Feb 2021 21:12:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-se-comunicar-melhor-em-videoconferencias/ Especialista em comunicação e audiovisual, a fonoaudióloga Leny Kyrillos dá dicas de como melhorar a comunicação no dia a dia

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No último réveillon, o WhatsApp bateu recorde de ligações feitas no aplicativo em um único dia: foram cerca de 1,4 bilhão em todo o mundo — 50% a mais do que em 2019. Já o Google Meet, uma das principais ferramentas para videoconferência, fez tamanho sucesso que até inaugurou possibilidades de clicar em um botão para solicitar a palavra e de embaçar o cenário antes de a reunião começar. Frente à alta das videochamadas e a tantas novidades, uma das perguntas que fica é: como se comunicar melhor?

Videoconferências: como se comunicar melhor em reuniões?
Como se comunicar melhor em videoconferências? Fonte: Chris Montgomery / Unsplash

Mesmo que permitam que as interações se deem diretamente do conforto de casa, as videoconferências alteram significativamente a forma de se comunicar e demandam que as pessoas, principalmente aquelas que têm reuniões corporativas frequentes, se reorganizem para isso. Essa demanda ocorre porque as videochamadas limitam as possibilidades de expressão pelos gestos, tornam mais difícil o timing para intervir na fala de alguém e fazem com que outros fatores se tornem alvo de preocupação (como a conexão de internet).

Como se comunicar melhor em videoconferências?

Apesar das dificuldades, é um equívoco pensar que a comunicação nas videochamadas não pode ser melhor trabalhada. Em entrevista ao Almoço do MyNews, a fonoaudióloga Leny Kyrillos, ressaltou que o conjunto de respostas e reações que cada um obtém depende da percepção gerada no receptor.

“Quando nós nos comunicamos, nós emitimos sinais. As pessoas leem esses sinais e reagem a nós”, explicou. Com isso, trabalhar bem a forma de se comunicar pode ser, ao mesmo tempo, refinar a maneira com que a mensagem chega ao ouvinte e obter melhores respostas. Antes de saber como fazer isso, só é importante ter ciência do que condiciona a forma como as pessoas se comunicam. 

O que determina a forma como as pessoas se comunicam?

Para a fonoaudióloga, existem três grandes dimensões que determinam a forma como as pessoas se comunicam:

  • Dimensão física, que tem a ver com estrutura corporal;
  • Dimensão psicoemocional, que diz respeito a características de personalidade;
  • Dimensão sociocultural, que tem a ver comunidade ao entorno.

“Quando a gente lida numa condição profissional, que exige determinada postura, nós podemos claramente melhorar os sinais emitidos. Isso acontece porque nossa comunicação foi aprendida no decorrer da vida. E todo comportamento aprendido é passível de mudança”, ressaltou.

Quais são as dicas para melhorar a comunicação em videochamadas?

Segundo Leny Kyrillos, as principais dicas para se comunicar melhor em interações por videoconferências são:

  • deixar claro aos ouvintes o que se espera deles antes começar a falar — se é uma discussão sobre o tema ou uma reunião meramente informativa, por exemplo;
  • não utilizar palavras complicadas que dificultam a compreensão;
  • privilegiar frases mais curtas;
  • adotar pausas na fala — principalmente para dar espaço para perguntas e outros tipos de interação;
  • usar um tom de voz um pouco mais alto que o habitual;
  • articular as palavras de forma mais clara, para facilitar o entendimento do outro.

As dicas acima são de melhorias na forma de falar. Já do ponto de vista não-verbal, as dicas da fonoaudióloga são:

  • cuidar do cenário ao fundo, principalmente levando em consideração o público com quem a videoconferência será feita;
  • optar por roupas confortáveis;
  • manter a base do corpo firme, com o peso dividido igualmente;
  • transmitir gestos naturais com a mão para auxiliar na mensagem passada;
  • manter o rosto exposto com clareza;
  • tentar manter o olhar direcionado à câmera enquanto está falando.

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Marcas e eventos online: como elevar a experiência no ambiente digital https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/marcas-e-eventos-online-como-elevar-a-experiencia-no-ambiente-digital/ Fri, 01 Jan 2021 15:02:02 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/marcas-e-eventos-online-como-elevar-a-experiencia-no-ambiente-digital/ Mais do que transportar atividades do presencial para o digital, é necessário traduzi-las em um novo cenário

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Já é sabido: a pandemia impactou a forma como interagimos com o ambiente digital, seja para consumo de produtos, fonte de informações e educação ou entretenimento. Dentre as várias frentes, o destaque hoje vai para o consumo de vídeos ao vivo por usuários, as tão famosas lives, e como as marcas podem usar este canal como forma de se aproximar de seus públicos.

Com a restrição à circulação de pessoas, a modalidade livestreaming ganhou voz ainda mais expressiva no campo musical em 2020, diversos artistas encontraram neste formato uma maneira de se conectar aos seus públicos e oferecer lazer diante da rotina de confinamento. 

Assim, assistimos shows ao vivo de artistas de vários lugares e magnitudes fazendo com que as lives conseguissem navegar em um cenário caótico e dinâmico. O pico de buscas deste termo aconteceu entre abril e maio no Google, mostrando a resposta positiva da audiência. Além disso, números impressionantes foram alcançados, segundo o Google, mais de 3 milhões de pessoas assistiram simultaneamente no YouTube à live de Marília Mendonça, uma das grandes artistas da música nacional.

Fonte: Google

Com isso, as lives acabaram se consolidando como um dos principais marcos de 2020 no digital. No entanto, o entretenimento não foi o único que conseguiu dançar no caos da pandemia. As interações por meio de lives transbordaram para outros cenários e as marcas viram ali a oportunidade para ressignificar sua relação com clientes por meio de estratégias adaptadas ao digital considerando dois motivos bastante simples: uma das poucas formas possíveis de estabelecer contato com seu público-alvo, além de ser segura.

Tendo em mente que a relação usuário e marca se afirma também pelo fator emocional, a grande questão foi: como se conectar com emoções antes sentidas no offline, agora no ambiente online?

Computador, live, Covid, pandemia
Pandemia impactou a forma como interagimos com o ambiente digital.
(Foto: Unsplash)

Neste sentido, as lives podem e devem ir além de uma mera transmissão de conteúdo que vai do emissor ao seu público-alvo. Há recursos técnicos hoje que possibilitam uma mão dupla em que a resposta da audiência em tempo real pode ser utilizada como combustível para conteúdos durante o próprio evento, aumentando engajamento e valor percebido das marcas.

O Facebook Connect, um dos maiores eventos anuais em inovação digital, entendeu o potencial e como tirar proveito disso. Por conta da pandemia, as atividades foram transportadas totalmente para o campo virtual e o foco na interação com o público durante o evento foi um dos seus grandes pilares. Por meio de questionários, “recompensas” e outras interações ao vivo, foi possível criar uma experiência humana coletiva e elevar o entusiasmo da audiência.

Via de regra, qualquer live pode ser assistida em outro momento que não seja ao vivo, mas o valor da interação durante o evento, desloca o usuário do papel de mero espectador. Isso gera conexão emocional e sustenta um dos pilares centrais da relação marca e público, dado que o mundo competitivo em que estamos inseridos faz com que atributos intangíveis sejam cruciais na criação de valor.

 Novas formas de interação digital não se tratam apenas de espelhar relações do mundo offline para o online. Trata-se de construir caminhos inovadores que possam comportar todos os novos elementos presentes nesta relação, seja a interação em tempo real, a possibilidade do uso de dados ou a dinamismo para uma direção completamente nova. As opções para quem quer navegar nesses mares não são muitas: trata-se de adaptação ou adaptação, mas os frutos gerados com certeza são inúmeros e a longo prazo.

Aproveitar o momento para impulsionar compras, feedback em tempo real ou receber sugestões são formas de usar a interação para construção de cenários onde há mais troca e construção conjunta com clientes. Diretrizes que, com certeza, conversam com o futuro multiconectado que o usuário, e não a marca, é o centro da atenção.

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Sabemos como lidar com a nossa dependência das big techs? https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/sabemos-como-lidar-com-a-nossa-dependencia-das-big-techs/ Fri, 18 Dec 2020 12:22:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sabemos-como-lidar-com-a-nossa-dependencia-das-big-techs/ O mundo foi para o Google pesquisar o que fazer quando o Google deixa de funcionar. Ficamos sem resposta

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Não há dúvidas de que a tecnologia ajudou a construir uma nova realidade em meio à pandemia digitalizando ainda mais o mundo.

Aprendemos a consumir vídeo online em outra escala. O setor de educação se reinventou por meio do homeschooling. Seis em cada dez organizações aceleraram suas transformações digitais neste ano, segundo um estudo da IBM.

Tantos outros passos que seriam dados ao longo de anos foram possibilitados pelos recursos oferecidos por empresas que contamos na ponta dos dedos: Amazon, Google, IBM, Facebook, Zoom e mais uma meia dúzia.

Google é uma das big techs com forte presença em nosso cotidiano
Google é uma das big techs com forte presença em nosso cotidiano.
(Foto: Unsplash)

Foram diversas conquistas e poucos atores que pavimentaram tecnicamente estes caminhos. E mais, em meio ao furacão, nem nos demos conta disso.

Como seres humanos, tendemos a notar a presença e dependência de algo em nossas vidas na escassez deste recurso e, via de regra, buscamos alternativas somente no momento da crise.

Em 2018, a greve dos caminhoneiros alertou o país para a alta dependência que a economia tem do transporte rodoviário de carga. O que parte da população fez? Buscou alternativas. Ainda que muito aquém do poder de resolução do problema, o uso de bicicletas compartilhadas aumentou em diversas capitais como forma de lidar com a crise de abastecimento de combustíveis trazida pelo movimento.

Avançando para o setor de tecnologia, quando a justiça ameaçou bloquear o WhatsApp por 72h, em 2016, diversas pessoas logo buscaram outras formas para poderem se comunicar. O Telegram surgiu como nova possibilidade batendo seus recordes de buscas nos últimos 5 anos, de acordo com os dados do Google Trends.

E foi assim que o mundo todo renovou o seu olhar sobre este tema no dia em que os serviços do Google ficaram fora do ar por pouco tempo: 45 minutos, segundo a empresa.

Escolas deixaram de funcionar, empregados de trabalhar, vídeos online de serem consumidos. Isso para não falar dos tantos outros impactos que afetaram não apenas um país, mas o globo. O mundo foi para o Google pesquisar o que fazer quando o Google deixa de funcionar. Ficamos sem resposta.

Falhas assim ocorrem com alguma frequência. Em novembro deste ano, quando os servidores da Amazon ficaram fora do ar, parte da internet também foi comprometida, atingindo até o site do metrô de Nova Iorque. Problemas com a tecnologia da IBM também causaram impactos no setor financeiro há poucos dias no Brasil.

Quando este sintoma é exposto, voltam com força os argumentos dos órgãos que regulam a concorrência neste segmento. As big techs são constantemente alvo de acusações de monopólio e práticas anticompetitivas. Todas elas, em alguma instância, respondem nos tribunais em uma luta de pesos pesados.

De um lado, são acusadas de violar as práticas que garantem a saúde do mercado em que se inserem, por outro, se defendem alegando que as acusações são infundadas, possuem viés político e que o uso das tecnologias é uma escolha do usuário e não obrigação.

Um fato inegável é que estas tecnologias caminharam numa velocidade muito superior a qualquer regulamentação ou compreensão dos seus papéis em nossas vidas. Os jovens empreendedores do Vale do Silício cresceram, e muito, mudando o centro gravitacional do que entendemos por tecnologia.

Assim, à medida que a conversa amadurece e compreendemos as possibilidades de cada caminho, avançamos com ações mais concretas. Um paralelo tem acontecido com o uso de dados feito por estas mesmas empresas. Anos e anos amadureceram a questão, trouxeram mais regulamentações e uma sociedade mais consciente sobre o tema. O mesmo com as Fake News.

Ambos são temas bastante controversos, mas são estes atritos e uma sociedade mais versada sobre o tema que ajuda a modelar o percurso da indústria para caminhos sustentáveis e saudáveis, tanto para sociedade como para as empresas.

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