Moraes mantém prisão de 354 investigados por atos antidemocráticos Golpistas invadindo os Três Poderes no DF (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) POLÍTICA

Moraes mantém prisão de 354 investigados por atos antidemocráticos

Ministro do STF colocou 220 investigados em liberdade

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  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, manteve, em 18 de abril, a prisão preventiva de 354 investigados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
  • Concedeu liberdade a 220 suspeitos mediante medidas cautelares, mantendo a custódia apenas para garantir ordem pública e a efetividade das investigações.
  • Moraes considerou que os acusados tentaram impedir o funcionamento dos poderes constitucionais por meio de violência e grave ameaça.
  • As informações sobre os presos são centralizadas no CNJ; a revisão das prisões segue até 20 de abril, após cerca de 1,4 mil detenções desde os atos.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (18) manter a prisão preventiva de 354 acusados de participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O ministro também decidiu colocar 220 investigados em liberdade, mediante medidas cautelares.

Ao transformar a prisão temporária dos acusados em preventiva, por tempo indeterminado, o ministro entendeu que as prisões são necessárias para garantir a ordem pública e a efetividade das investigações.

Moraes considerou que os acusados tentaram impedir o funcionamento dos poderes constitucionais constituídos por meio de violência e grave ameaça.

Os investigados que serão soltos deverão colocar tornozeleira eletrônica, estão proibidos de sair de suas cidades e de usar redes sociais. Além disso, eles terão os passaportes cancelados e
os documentos de posse de arma suspensos.

Após as prisões realizadas em 8 de janeiro, Alexandre de Moraes delegou as audiências de custódia para juízes federais e do Tribunal de Justiça do DF. As informações sobre os presos são centralizadas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e remetidas ao ministro, a quem cabe decidir sobre a manutenção das prisões.

Cerca de 1,4 mil pessoas foram presas após os atos. A análise das prisões pelo ministro vai até sexta-feira (20).

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