Moraes leva julgamento de réu do 8 de janeiro ao plenário físico Foto: Divulgação EXTREMISTAS

Moraes leva julgamento de réu do 8 de janeiro ao plenário físico

Até o destaque, o único ministro que também havia votado foi Cristiano Zanin, que acompanhou o relator, embora atribuindo uma pena menor

00:00
  • O ministro Alexandre de Moraes (STF) retirou do plenário virtual o julgamento de Eduardo Zeferino Englert, réu dos atos de 8 de janeiro, e o enviou ao plenário físico para novo debate oral.
  • Moraes votou pela condenação de Englert a 17 anos de prisão e pediu destaque; o único outro voto foi de Cristiano Zanin, que sugeriu 15 anos.
  • O julgamento virtual, previsto até 23h59 da terça‑feira (7), incluía cinco réus adicionais acusados pela PGR de associação criminosa armada, golpe de Estado e outros crimes.
  • A PGR apresentou mais de 1,300 denúncias sobre os atos de 8 de janeiro; cerca de 1,100 acusações menos graves foram suspensas para avaliação de acordos de não persecução penal.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu tirar o julgamento de um dos réus dos atos golpistas de 8 de janeiro do plenário virtual e levar a análise do caso para o plenário convencional, em que há debate oral entre os ministros.

Moraes já havia votado por condenar Eduardo Zeferino Englert a 17 anos de prisão por seu envolvimento nos atos golpistas, mas em seguida fez o pedido de destaque, instrumento que leva o caso ao plenário físico. O ministro não justificou a medida.

Até o destaque, o único ministro que também havia votado foi Cristiano Zanin, que acompanhou o relator, embora atribuindo uma pena menor, de 15 anos de prisão, ao réu. Agora, o julgamento deverá ser retomado do zero no plenário físico. Não há data marcada para o julgamento.

No plenário virtual, Englert estava sendo julgado junto a outros cinco réus, em sessão marcada para durar até as 23h59 desta terça-feira (7). Todos foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de associação criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado.

Ao todo, a PGR apresentou mais de 1,3 mil denúncias relacionadas aos atos antidemocráticos do 8 de janeiro. A maior parte, cerca de 1,1 mil, diz respeito a acusações menos graves e tiveram o andamento suspenso por Moraes para que o Ministério Público avalie, no caso a caso, a possibilidade de fechar acordos de não persecução penal.

Relacionados