Entenda o que diz a Polícia Federal sobre o esquema de Bolsonaro no caso das joias JOIAS BOLSONARO

Entenda o que diz a Polícia Federal sobre o esquema de Bolsonaro no caso das joias

Afonso Marangoni, Alan Rios, André Borges e Maurício Rands analisam o relatório da Polícia Federal que indiciou Bolsonaro e mais 11 pessoas pelo envolvimento com as joias sauditas

00:00
  • Em 4 de julho, a Polícia Federal indiciou o ex‑presidente Jair Bolsonaro e mais 11 pessoas por participação em esquema de apropriação e venda de joias recebidas durante seu mandato.
  • Entre os investigados estão Marcelo da Silva Vieria, Bento Albuquerque, Júlio César Vieira Gomes, os advogados Fábio Wajngarten e Frederick Wassef e o ex‑ajudante Mauro César Barbosa Cid.
  • Bolsonaro afirmou que retirou as joias para evitar leilão que poderia gerar crise diplomática com países árabes e constrangimento internacional ao Brasil.
  • O ex‑presidente foi acusado de associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato, com advogados indicando alta probabilidade de condenação.

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 11 pessoas, no dia 4 de julho, por envolvimento no esquema de apropriação e venda de joias milionárias recebidas pelo então Chefe do Executivo.

Entre os investigados, o relatório da PF indiciou: Marcelo da Silva Vieria, chefe do gabinete de Documentação História da Presidência da República durante o governo Bolsonaro; Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro; Júlio César Vieira Gomes, auditor-fiscal e ex-secretário da Receita Federal. Além dos advogados Fábio Wajngarten e Frederick Wassef e do ex-ajudante de ordens Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronal do Exército.

De acordo com André Borges, a Polícia Federal revelou que, quando questionado sobre o motivo de querer retirar as joias do país, Bolsonaro disse que, por acreditar que os kits seriam leiloados, queria evitar uma crise diplomática com os países árabes e o constrangimento internacional do Brasil. O ex-presidente foi indiciado por associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (que ocorre quando alguém se aproveita do cargo para se apropriar ou desviar bens públicos).

Leia mais: Bolsonaro descartou um dos presentes sauditas, revela jornalista

Na visão do advogado e ex-deputado Maurício Rands, a condenação de Bolsonaro é muito mais provável. “Eles [ministros do Supremo Tribunal Federal] teriam muita dificuldade técnica, processual, para absolver o ex-presidente Bolsonaro com o que já foi levantado, e a instrução penal, na ação penal que vai se seguir a denúncia do Ministério Público da Procuradoria-Geral da República, pode até levantar mais dados”, afirmou durante participação no Segunda Chamada desta terça-feira (9).

Veja a análise completa:

 

Relacionados