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Investigação sobre infiltração do PCC no sistema de transporte apura possível vazamento de informações, além de documentos, dinheiro e uma lista de nomes encontrados em imóvel ligado ao ex-vereador
A Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas empresas de ônibus de São Paulo, deixou uma série de questões ainda em apuração envolvendo o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite. Preso após se entregar à polícia em Mogi das Cruzes, Leite é investigado por possíveis relações com o esquema e teve diversos endereços vasculhados durante a operação.
Milton Leite se entrega à polícia após ser alvo de operação que investiga ligação com o PCC
Entre os pontos que chamaram a atenção dos investigadores está um escritório em Santo Amaro que não constava nos mandados de busca e apreensão. O imóvel, ligado a uma empresa registrada em nome de Milton Leite e de seu filho, só teve sua relação com a família confirmada depois da entrega das chaves por um advogado. Dias depois, o local foi invadido e teve equipamentos de segurança furtados. Durante a ocorrência, a polícia encontrou R$ 19.261 sobre um sofá e uma planilha com nomes e valores supostamente pagos pela empresa. O contexto dos pagamentos e uma eventual relação com políticos ainda são investigados.
Outro ponto sob apuração é a possibilidade de ter ocorrido vazamento de informações sobre a operação. Milton Leite não foi encontrado nos endereços procurados pela polícia e permaneceu foragido por mais de 30 horas, até se entregar. O delegado responsável afirmou que a hipótese será investigada, mas ressaltou que não é possível afirmar, neste momento, que houve vazamento. A defesa do ex-vereador, que pediu habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, sustenta que a prisão se baseou em citações feitas por terceiros e afirma que aguarda acesso integral aos autos para demonstrar a inocência de Leite.