Durigan critica juros a 13,75% e defende revisão de gastos do governo Dario Durigan, Ministro da Fazenda. Foto: CBIC

Durigan critica juros a 13,75% e defende revisão de gastos do governo

Ministro afirma que taxa é prejudicial à economia e cita mudanças em benefícios e despesas para alcançar superávit em 2027

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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a Selic em 13,75 % ao ano como “muito ruim” para a economia, em declaração na quinta‑feira (5).
  • A fala ocorreu um dia após o Banco Central interromper cinco cortes consecutivos e manter a taxa, decisão unânime do Copom com voto do presidente Gabriel Galípolo.
  • Durigan afirmou que o governo deve criar condições estruturais, revisando benefícios e despesas públicas, para viabilizar redução sustentável dos juros.
  • O objetivo é retomar superávit fiscal a partir de 2027, com possibilidade de anunciar medidas de ajuste ainda neste ano.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou nesta quinta-feira (5) a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano como “muito ruim” para a economia. Segundo ele, o patamar prejudica todos os setores, inclusive o financeiro. A declaração ocorreu um dia após o Banco Central (BC) interromper a sequência de cinco cortes consecutivos e manter os juros no mesmo nível.

Durigan evitou comentar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que aprovou a manutenção da taxa por unanimidade, incluindo o voto do presidente do BC, Gabriel Galípolo. O ministro afirmou, porém, que o governo precisa criar condições estruturais para permitir uma redução sustentável dos juros no país.

Entre as medidas em discussão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Durigan citou a revisão de benefícios e despesas públicas. O objetivo, segundo o ministro, é fazer o governo voltar a registrar superávit fiscal a partir de 2027. Ele também deixou em aberto a possibilidade de anunciar medidas de ajuste ainda neste ano, mas não indicou uma data.

O Copom justificou a manutenção da Selic pela piora das expectativas de inflação, pelos efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e pelo aumento das incertezas econômicas. O ciclo de cortes havia começado em março, quando a taxa estava em 15% ao ano. A ata da reunião será divulgada na próxima terça-feira (10).

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