Em entrevista ao MyNews, Peña defendia estabilidade política e combate à corrupção no Paraguai Santiago Peña. Foto: reprodução

Em entrevista ao MyNews, Peña defendia estabilidade política e combate à corrupção no Paraguai

Há três anos, presidente afirmava que país oferecia segurança jurídica a investidores; governo chegou ao fim em meio a uma crise financeira envolvendo banco do qual foi sócio

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  • Em 2023, logo após assumir a Presidência, Santiago Peña concedeu entrevista ao MyNews, ressaltando estabilidade política e segurança jurídica no Paraguai.
  • O presidente afirmou que o combate à corrupção era prioridade e que a cooperação com os Estados Unidos permaneceria, apesar da vigilância de Washington.
  • Peña destacou a responsabilidade fiscal, citando a menor dívida pública da América Latina e um ambiente macroeconômico atrativo para investidores estrangeiros.
  • Três anos depois, sua gestão encerra-se em meio a uma crise financeira que abalou o cenário político paraguaio.

Em entrevista concedida ao MyNews em 2023, pouco depois de assumir a Presidência do Paraguai, Santiago Peña apresentou o país como um ambiente de estabilidade política e segurança jurídica para investidores. Na ocasião, o presidente também destacou o combate à corrupção como uma das bandeiras de seu governo. Três anos depois, sua gestão chega ao fim em meio a uma crise financeira que abalou o cenário político paraguaio.

Durante a conversa, Peña afirmou que o Paraguai tinha um ambiente macroeconômico e político estável. Segundo ele, essas condições tornavam o país uma plataforma atrativa para negócios e investimentos internacionais. O presidente também ressaltou a importância da responsabilidade fiscal e disse que o Paraguai tinha a menor dívida pública da América Latina.

Ao abordar a relação com os Estados Unidos, o então presidente também afirmou que o combate à corrupção era uma das bandeiras de sua administração. Peña reconheceu que Washington acompanhava de perto a situação paraguaia, mas disse que a cooperação entre os dois países continuaria. Na entrevista, ele ainda defendeu que o país oferecia condições para atrair investimentos estrangeiros.

A renúncia foi anunciada nesta quinta-feira (5), após a crise envolvendo o Ueno Bank, instituição que teve a intervenção do Banco Central paraguaio por descumprir exigências mínimas de solvência. A instituição tinha cerca de 3 milhões de clientes e administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos. Peña foi sócio do grupo controlador do banco até março de 2025 e enfrentou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. Ele nega irregularidades.

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