Em novo endereço, mas com os mesmos compromissos desde 2008 BALAIO DO KOTSCHO

Em novo endereço, mas com os mesmos compromissos desde 2008


Antes de mais nada, preciso agradecer aos milhares de leitores que me enviaram mensagens de apoio e carinho por todas as plataformas, tantas que eu e minha neta Laurinha perdemos as contas. Não sabia que o Balaio tinha tantos e tão fiéis leitores. Muito obrigado de alma e de coração a todos, e a cada um.

Como eu ia dizendo na última coluna quando me despedi do UOL, em breve estaria publicando o Balaio do Kotscho em novo endereço. Eu gosto muito de escrever, de dizer o que penso e sou teimoso. Faz apenas duas semanas.

E cá estou, graças ao convite da amiga Mara Luquet, jornalista de muito prestígio, para continuar publicando a coluna aqui no MyNews, novo espaço do jornalismo independente, inaugurado faz apenas cinco anos e que teve 9,7 milhões de views e 65.272 mil compartilhamentos em julho.

O Balaio é mais antigo. Já vai completar 15 anos no próximo dia 11 de setembro (vale uma festinha…), passando por outros endereços, mas mantém até hoje os mesmos compromissos desde a estreia: ser absolutamente fiel aos fatos e aos leitores, a sua razão de ser, e nunca brigar com a notícia, mesmo que ela me desagrade.

Foto: divulgação

Bem-vindos, novos e antigos leitores, alguns que me acompanham desde os tempos do velho Estadão, na rua Major Quedinho, na década de 1960, onde iniciei minha carreira na grande imprensa, vindo de jornais de bairro de Santo Amaro.

Pelo Balaio já passaram 5 presidentes (Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula de novo) e aconteceu de um tudo de bom e de ruim nesse período, chegando a colocar em risco nossa jovem democracia no governo passado.

Mas o Brasil venceu, e vivemos novamente um tempo de paz e normalidade institucional, embora os perigos ainda não tenham acabado e a cada dia surjam novos esqueletos insepultos do bolsonarismo, cada vez mais cercado pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal em dezenas de inquéritos.

Apesar de declarado inelegível até 2030 pelo TSE, novas revelações diárias sobre a organização criminosa que se instalou nos palácios de Brasília, na definição da PF e do STF, continuam assombrando os brasileiros e impedindo que o país volte à plena normalidade.

Ainda ontem ficamos sabendo do caso do blogueiro e influenciador bolsonarista Welligton Macedo, um dos três réus acusados de planejar o atentado a bomba no aeroporto de Brasília, na véspera do último Natal, que estava foragido no Paraguai e tentou se credenciar para cobrir a posse do novo presidente daquele país, Santiago Peña, em cerimônia com a presença do presidente Lula.

Ex-assessor da ministra Damares Alves, foi Macedo quem dirigiu o carro que levava os terroristas para colocar a bomba na traseira de um caminhão estacionado próximo ao aeroporto. Avisado pelo governo brasileiro, o cerimonial paraguaio negou-lhe a credencial, mas estranhamente não o prendeu.

Mas não era disso que eu queria falar hoje na nossa primeira conversa na nova casa, neste reencontro do Balaio com seus leitores. Era justamente para dizer que precisamos mudar de assunto, tratar de coisas da vida real e deixar o que sobrou do bolsonarismo em frangalhos aos cuidados da Justiça. Isso virou uma praga, um encosto.

Sete meses e meio após a posse, o governo de Lula 3 já colocou na mesa e apresentou ao país seus planos econômicos e programas para a reconstrução nacional. E é para isso que precisamos voltar nossas atenções, discutindo como essas medidas podem afetar nosso dia a dia e olhando para o futuro, deixando o passado para trás, mas sem anistia.

Nada é para sempre e sempre devemos procurar novos caminhos nos encontros e reencontros da vida. Nessa nova etapa do Balaio, gostaria de estabelecer uma relação mais interativa e afetiva com os leitores, não só na área de comentários, mas antes de escrever a coluna.

Conto com a participação dos leitores na escolha da pauta. Nos assuntos que serão tratados na coluna, preciso saber o que realmente os preocupa e interessa ler, quais são as suas opiniões e estabelecer um debate de ideias, de reflexões sobre a nossa vida e o nosso país.

A vida não é feita só de política e economia, não se resume apenas a fatos. Envolve sentimentos, desejos, sonhos, ollhares diferentes sobre o sentido das coisas.

Vamos nessa? Serão bem-vindas críticas e sugestões de pauta sobre qualquer assunto que possa interessar aos leitores. Não custa tentar. Eu já estava achando repetitivas minhas últimas colunas, tratando sempre dos mesmos personagens, e esquecendo da vida real que pulsa novamente neste país e pede passagem. Basta abrir os olhos e as janelas e deixar o sol entrar, como diz a canção.

Vida que segue.

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