CRISE EM MANAUS

Alexandre Padilha: Bolsonaro deixou Manaus sem oxigênio, sem vacina e sem renda

Bolsonaro e seu Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sabiam da tragédia que estava prevista para acontecer em Manaus
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Conheço Manaus, vivi e trabalhei na Amazônia como médico, e nada me deixa mais indignado que a omissão de Bolsonaro e daqueles que o apoiam diante da tragédia que vive o seu povo. Manaus é o maior exemplo de que a economia e emprego não se recuperam com irresponsabilidades no controle da pandemia e na defesa da vida.

Alexandre Padilha: Bolsonaro deixou Manaus sem oxigênio, sem vacina e sem renda
Alexandre Padilha: Bolsonaro deixou Manaus sem oxigênio, sem vacina e sem renda. Fonte: Arquivo pessoal

A tragédia que vive a cidade provou que colocar contraponto entre defesa da vida e da economia leva à morte. Em um mês, Bolsonaro se negou a ajudar Manaus em garantir oxigênio, renda e vacina. Esta irresponsabilidade se alastra para a Amazônia e para os estados onde pacientes tiveram que ser encaminhados, sem uma vigilância por parte do Ministério da Saúde.

Bolsonaro e seu ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sabiam da tragédia que estava prevista para acontecer em Manaus e ao invés de garantir mais oxigênio para salvar vidas, orquestraram uma força tarefa para dispensação de cloroquina. Mais de 300 pacientes que estavam hospitalizados em Manaus por Covid-19 tiveram que ser remanejados para outros estados por falta de estrutura da cidade para combater a doença.

Mesmo após o colapso, o Ministério da Saúde não planejou um plano para conter a nova cepa da Covid-19 descoberta no estado. Bolsonaro é um genocida e estimula a política da morte. Pazuello não é um gestor, é um articulador do caos.


Quem é Alexandre Padilha

*Alexandre Padilha é médico, professor universitário e deputado federal (PT-SP). Foi Ministro da Coordenação Política de Lula e da Saúde de Dilma e Secretário de Saúde na gestão Fernando Haddad na cidade de SP.

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