Foto: Folha de São Paulo
Em entrevista ao MyNews, governador de Minas Gerais rejeita perfil legislativo, promete unir a direita e reforça o combate ao petismo como motor de sua trajetória política
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), descartou qualquer possibilidade de disputar uma vaga no Senado Federal. Dessa forma, ele confirmou a manutenção de sua pré-candidatura à Presidência da República. Durante entrevista à rádio MyNews VIP FM, o gestor mineiro rechaçou rumores sobre uma mudança de rota estratégica. Além disso, ele garantiu que seu nome estará nas urnas para o Palácio do Planalto. Zema justificou essa escolha porque considera sua trajetória voltada para o Poder Executivo.
Perfil de gestão prática
Ao abordar seu projeto nacional, Zema enfatizou que seu histórico empresarial o credencia para resolver problemas práticos de administração. Por isso, ele rejeita a atuação parlamentar. O governador relembrou seu trabalho na iniciativa privada para fundamentar sua aptidão ao comando do país. Nesse sentido, ele argumentou que o Brasil precisa de gestores focados em entregas concretas. Consequentemente, ele apontou seus dois mandatos em Minas Gerais como a principal prova de sua capacidade de liderança.
Rejeição ao Legislativo
“Não há essa possibilidade, até porque eu não tenho perfil de legislativo. A minha vida toda, eu presidi uma empresa, fiz ela crescer. E a minha vida sempre foi colocar a mão na massa. Eu deixo essa nobríssima missão para aqueles que têm mais esse perfil de ficar lá debatendo, de ficar lá avaliando propostas. Eu sou aquela pessoa que faz acontecer”, declarou Zema ao responder sobre o Senado.
Oposição declarada ao PT
No campo ideológico, Zema manteve um tom incisivo de oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ele se posicionou, assim, como uma das principais vozes do antipetismo no país. Durante a conversa, ele relembrou a crise em Minas Gerais quando assumiu o Estado em 2019. O governador atribuiu os problemas fiscais mineiros às administrações petistas anteriores. Por causa disso, ele reforçou que o combate a esse modelo de governo virou o pilar de sua atuação pública.
União no segundo turno
Por fim, Zema minimizou as divisões no campo da direita durante o primeiro turno eleitoral. O governador defendeu que a diversidade de nomes conservadores e liberais mostra a força do grupo. Em contrapartida, ele criticou a esquerda por depender de poucas lideranças. Portanto, o pré-candidato do Novo projetou a união das forças de centro e de direita no segundo turno. Além disso, ele demonstrou otimismo na decisão tardia do eleitor para subir nas pesquisas.