Governo publica MP que proíbe cobrança diferenciada por transações em Pix Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - 20/12/2024 FORMA DE PAGAMENTO

Governo publica MP que proíbe cobrança diferenciada por transações em Pix

Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibilizará canal digital para recebimento de denúncias de ilícitos e crimes contra a relação de consumo

00:00
  • Governo federal publicou, nesta quinta‑feira (16), no Diário Oficial da União, medida provisória que proíbe cobrança de tributos ou valores adicionais em pagamentos via Pix.
  • A MP considera abusiva a exigência de preço superior ou encargo extra por parte de fornecedores, seja em lojas físicas ou virtuais.
  • Infratores podem ser penalizados conforme a legislação de defesa do consumidor; o Ministério da Justiça criará canal digital para denúncias.
  • O texto afirma que pagamento à vista com Pix equipara‑se a pagamento em espécie e não gera imposto, taxa ou contribuição.

O governo federal publicou, nesta quinta-feira (16), no Diário Oficial da União, a medida provisória (MP) que proíbe a cobrança de tributos e valores adicionais em pagamentos e transações via Pix. O texto classifica como prática abusiva a exigência, pelo fornecedor de produtos ou serviços, em estabelecimentos físicos ou virtuais, de preço superior, valor ou encargo adicional em razão da realização de pagamentos por meio de Pix à vista.

Leia mais: Haddad x Nikolas: Governo recua medidas do Pix após vídeo de deputado

A prática, de acordo com a publicação, sujeita o infrator às penalidades previstas na legislação do direito do consumidor. “Fornecedores de produtos ou serviços, em estabelecimentos físicos ou virtuais, deverão informar os consumidores, de forma clara e inequívoca, sobre a vedação de cobrança de preço superior, valor ou encargo adicional para pagamentos por meio de Pix à vista.”

Ainda segundo o texto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública vai disponibilizar um canal digital de orientação e recebimento de denúncias de ilícitos e crimes contra a relação de consumo.

“O pagamento realizado por meio de Pix à vista equipara-se ao pagamento em espécie. Não incide tributo, seja imposto, taxa ou contribuição, no uso do Pix”. A medida provisória entra em vigor na data da publicação.

Revogação

Diante da onda de fake news (notícias falsas) em torno da modernização da fiscalização do Pix, a Receita Federal revogou nesta quarta-feira (16) o ato normativo que estendia o monitoramento das transações aos bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciaram a revogação da instrução normativa e a edição da medida provisória.

Segundo o governo, a MP reforça princípios garantidos pela Constituição nas transações por Pix, como o sigilo bancário e a não cobrança de impostos nas transferências pela modalidade, além de garantir a gratuidade desse meio de pagamento para pessoas físicas.

“Essa revogação se dá por dois motivos: tirar isso que tristemente virou uma arma nas mãos desses criminosos e inescrupulosos. A segunda razão é não prejudicar a tramitação do ato que será anunciado [a medida provisória]”, explicou Barreirinhas.

Leia mais: Haddad afirma que governo discute punição contra fake news sobre Pix

Com a edição da MP, nenhum comerciante pode cobrar preços diferentes entre pagamentos via Pix e em dinheiro, prática que começou a ser detectada nos últimos dias. Para Haddad, a medida provisória deve extinguir a onda de fake news em relação à taxação do Pix, que tomou conta das redes sociais desde o início do ano.

Clique neste link e seja membro do MyNews — ser inscrito é bom, mas ser membro é exclusivo!

Assista abaixo ao Segunda Chamada de segunda-feira (13):

Relacionados