Erika Hilton durante a escolha de seu nome para presidir a Comissão da Mulher da Câmara | Foto: Evandro Éboli/MyNews
Deputada acusa partido de privilegiar novos nomes na divisão dos recursos de campanha; direção rebate críticas e tenta conter desgaste interno.
A deputada federal Erika Hilton abriu uma crise interna no PSOL ao questionar publicamente a divisão do fundo eleitoral para as eleições de 2026. Segundo ela, o partido descumpriu acordos internos e favoreceu novos nomes na repartição do dinheiro de campanha. Além disso, a parlamentar defende que candidatos com maior potencial eleitoral devem receber prioridade.
Nas críticas, Hilton mencionou o que chamou de “privilégio branco” e citou candidaturas como a de Manuela D’Ávila. De acordo com a deputada, a direção da legenda prioriza alguns nomes enquanto reduz o espaço de candidaturas como a dela e a do vereador Rick Azevedo. Além disso, Hilton argumenta que precisa investir mais em segurança por ser uma mulher trans.
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Por sua vez, a direção do PSOL afirmou que ainda define os critérios para repartir os recursos. Integrantes da legenda defendem que o partido deveria discutir o tema internamente. Mesmo assim, a manifestação pública da deputada gerou desconforto entre diferentes grupos da sigla e ampliou divergências que já existiam nos bastidores.
Ao mesmo tempo, o episódio recolocou em debate o papel do fundo eleitoral nas campanhas brasileiras. A legislação repassa mais recursos aos partidos que possuem bancadas maiores no Congresso. Por isso, críticos do modelo afirmam que o sistema dificulta a renovação política e fortalece candidaturas que dependem das estruturas partidárias tradicionais.