Senador Jaques Wagner (PT) terá seu futuro decidido nesta semana, após conversa com Lula Foto: José Cruz (Agência Brasil)
Líder do governo no Senado pede ao STF que anule operação da PF, nega apoio à “emenda Master” e diz que dinheiro encontrado em sua casa tem “origem lícita”
Jaques Wagner resiste no cargo de líder do governo no Senado após a operação da Polícia Federal, da semana passada, que revelou seu envolvimento com o esquema de Daniel Vorcaro, segundo as investigações. O petista foi apontado como beneficiário direto dessa relação, na qual teria recebido suposto imóvel de Augusto Lima, ex-sócio do Master, entre outras benesses.
Wagner entrou com um recurso no STF nesta segunda para tentar anular a decisão que autorizou a operação da PF de busca e apreensão em sua residência. Segundo seu advogado, Pablo Domingues, há “erros graves” na decisão do ministro André Mendonça.
Na peça ao STF, o senador garante que jamais atuou no Congresso para favorecer o Banco Master. E cita que o relator PEC sobre o FGC, senador Plínio Valério (PSDB-PA), se manifestou que nunca recebeu qualquer pressão de Wagner sobre a “emenda Master”, apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI).
“Além disso, o senador se posicionou contra a ‘Emenda Master’, apresentada por outro parlamentar, no âmbito da PEC 65/2023. Todos esses posicionamentos e atuações do senador Jaques Wagner são públicos. O próprio relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), reforçou em nota jamais ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do assunto”, diz a defesa de Jaques Wagner em nota.
Sobre o montante de cerca de meio milhão de reais encontrado em suas residências em Brasília e Salvador, Wagner repetiu se tratar de dinheiro com origem lícita e comprovada: “parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular. Não há nada a ocultar. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens”.
E encerra afirmando que a defesa confia que o Supremo Tribunal Federal “corrigirá os equívocos e reafirma a tranquilidade do senador quanto à sua conduta”.