Com Jaques Wagner na mira da PF, caso Banco Master reforça alcance suprapartidário do esquema investigado Senador Jaques Wagner (PT) desistiu de concorrer ao governo da Bahia. Foto: José Cruz (Agência Brasil)

Com Jaques Wagner na mira da PF, caso Banco Master reforça alcance suprapartidário do esquema investigado

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Investigação cita nomes de diferentes correntes políticas e amplia pressão sobre o líder do governo no Senado, que resiste a deixar o cargo antes de conversar com Lula

A operação da Polícia Federal que atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA) adicionou um novo capítulo ao caso Banco Master e ampliou a percepção de que o esquema investigado alcançou políticos de diferentes partidos e campos ideológicos. Além do petista, reportagens e documentos da investigação mencionam outras lideranças nacionais, reforçando o caráter suprapartidário das suspeitas relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro.

Jaques Wagner resiste à pressão para deixar a liderança do governo no Senado. Segundo relatos de bastidores, o senador pretende aguardar uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de tomar qualquer decisão. A nova fase da investigação aumentou o desgaste político do petista ao reunir indícios de benefícios que ele teria recebido. Wagner nega irregularidades e afirma que os recursos apreendidos têm origem legal.

Entenda como o escândalo de Jaques Wagner pode afetar o PT e Lula

Os investigadores apontam um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões e valores em espécie apreendidos durante a operação como elementos relevantes da apuração. A Polícia Federal também analisa supostos repasses ligados ao grupo investigado. Apesar das suspeitas, a Justiça ainda não julgou o caso e não existe conclusão definitiva sobre as acusações.

O avanço das apurações reforçou a avaliação de que Vorcaro construiu relações com lideranças de diferentes espectros políticos. Reportagens relacionaram nomes como Flávio Bolsonaro, Davi Alcolumbre, Ciro Nogueira e Hugo Motta ao caso, embora cada situação tenha características próprias. Todos negam irregularidades ou apresentam versões distintas sobre os fatos. Enquanto isso, Jaques Wagner pretende permanecer na liderança do governo até conversar pessoalmente com Lula nos próximos dias.

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