Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após reunião com Lula Senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, após evento no Planalto, nesta segunda (17/11) ! Foto: Evandro Éboli/MyNews JORNAL MYNEWS

Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após reunião com Lula

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Senador afirma que decisão foi tomada em comum acordo para priorizar sua defesa nas investigações do caso Banco Master

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado nesta quarta-feira (24), após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o parlamentar, os dois decidiram, em comum acordo, que ele deixaria o cargo para concentrar esforços em sua defesa no caso Banco Master.

Em nota publicada nas redes sociais, Wagner afirmou que sua prioridade agora é provar sua inocência. Além disso, disse que continuará trabalhando pela reeleição de Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e pela própria candidatura ao Senado em 2026.

Jaques Wagner resiste e ainda vai ao STF para tentar anular ação da PF

Mudança busca reduzir desgaste político

A troca ocorre em um momento de pressão sobre o governo. Nos bastidores, aliados de Lula avaliavam que a permanência de Wagner na liderança aumentava o desgaste provocado pelas investigações da Polícia Federal.

Com a saída, o Planalto tenta reduzir a pressão política. No entanto, o caso continua gerando impactos, já que Wagner integra o núcleo histórico do PT e mantém uma relação de décadas com o presidente.

O que investiga a Polícia Federal

A Polícia Federal apura suspeitas de favorecimento ao grupo do empresário Daniel Vorcaro durante discussões sobre mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Além disso, os investigadores citam a negociação de um apartamento avaliado em cerca de R$ 25 milhões. Segundo o relatório, um empresário ligado ao grupo teria comprado o imóvel para o senador.

Por outro lado, Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. Ele afirma que a negociação ocorreu de forma legal e que faria o pagamento posteriormente. Também rejeita qualquer relação entre o imóvel e vantagens indevidas.

Defesa tenta anular operação

Antes de deixar a liderança, Wagner recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa pediu a anulação da operação da Polícia Federal e alegou falhas na investigação.

Ao mesmo tempo, os advogados afirmam que o senador nunca participou de articulações para favorecer interesses do Banco Master. Segundo eles, Wagner também não atuou para aprovar a chamada “Emenda Master”.

Governo acompanha próximos desdobramentos

Apesar da saída da liderança, Jaques Wagner seguirá exercendo o mandato no Senado. Além disso, pretende disputar a reeleição em 2026.

Enquanto isso, o governo acompanha os próximos passos da investigação. O caso ainda pode produzir novos desdobramentos políticos e jurídicos nas próximas semanas.

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