‘Não haverá teto de gastos no nosso governo’, diz Lula em encontro com reitores Lula é pré-candidato pelo PT às eleições presidenciais de 2022. Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil) PRÉ-CANDIDATO

‘Não haverá teto de gastos no nosso governo’, diz Lula em encontro com reitores

Ex-presidente e pré-candidato participou de evento nesta quarta (11), em Juíz de Fora (MG).

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  • Lula afirmou, em encontro com reitores em Juiz de Fora (MG) na quarta‑feira (11), que não haverá teto de gastos se for eleito presidente.
  • Defendeu que a redução da relação gasto da União/PIB deve vir do crescimento econômico, não de cortes no orçamento.
  • Argumentou que o teto limita investimentos do Estado e que a educação é um “ativo rentável” prioritário.
  • O teto de gastos foi criado pela Emenda Constitucional nº 95, aprovada pelo Congresso em 2016.

O ex-presidente Lula (PT) afirmou, em um evento com reitores de universidades brasileiras realizado em Juíz de Fora (MG), nesta quarta-feira (11), que não haverá teto de gastos caso seja eleito. Em seu discurso, o petista defendeu que a redução na quantidade de gastos por parte da União em relação ao PIB pode acontecer com o crescimento econômico e não com cortes no orçamento.

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“Não haverá teto de gastos no nosso governo. Não que eu vá ser irresponsável, gastar para endividar o futuro da nação. Nós vamos ter que gastar naquilo que é necessário, na produção de ativos rentáveis. E a educação é um ativo rentável, é a coisa que dá o retorno mais rápido para que a gente possa produzir”, afirmou o ex-presidente.

O pré-candidato à presidência disse, ainda, que o teto limita a capacidade de investimento por parte do Estado.

O teto de gastos foi estabelecido pela Emenda Constitucional nº 95, aprovada pelo Congresso em 2016. A medida, que entrou em vigor durante o governo de Michel Temer, limita o crescimento das despesas da União à variação da inflação. Para que a medida seja alterada ou revogada, é preciso que haja uma nova alteração constitucional.

O principal adversário de Lula na corrida pelo Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL), tem afirmado em entrevistas que pretende discutir mudanças no teto de gastos.

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