O hantavírus é uma doença infecciosa que pode provocar sintomas graves e evoluir rapidamente para complicações respiratórias. Os primeiros sinais costumam parecer com uma gripe forte: febre alta, dores no corpo, cansaço intenso, dor de cabeça e mal-estar. Em casos mais severos, a infecção pode atingir os pulmões, causando falta de ar, dificuldade respiratória e queda na oxigenação, o que exige atendimento médico imediato.
A transmissão acontece, na maioria das vezes, pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres contaminados. O vírus pode ficar suspenso no ar em partículas microscópicas e ser inalado por humanos, principalmente em locais fechados, empoeirados ou sem ventilação adequada. Ambientes rurais, galpões, depósitos e áreas abandonadas costumam concentrar maior risco de exposição.
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Segundo a CNN Brasil, a cepa envolvida no recente surto em um cruzeiro é a variante Andes, considerada a única forma conhecida do hantavírus capaz de ser transmitida entre pessoas. De acordo com o infectologista Alberto Chebabo, da UFRJ, essa transmissão acontece principalmente em contatos próximos e prolongados, em ambientes fechados e com pouca circulação de ar.
Apesar do alerta, especialistas afirmam que o risco para a população em geral segue baixo. Ainda assim, a hantavirose preocupa pela gravidade: a taxa de letalidade pode variar entre 25% e 50%. Médicos reforçam que procurar ajuda logo nos primeiros sintomas é fundamental para aumentar as chances de recuperação.
