Arquivos Café do MyNews - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/cafe-do-mynews/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 06 Oct 2022 17:52:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Felipe Souto e Mara Luquet conversam sobre desafios da economia https://canalmynews.com.br/economia/felipe-souto-e-mara-luquet-conversam-sobre-desafios-da-economia/ Thu, 06 Oct 2022 17:42:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34112 CEO e fundador da Blox Investimentos participou do Café do MyNews e falou sobre mercado de capital no Brasil

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Foto: Steve Buissinne por Pixabay

No Café do MyNews desta quinta-feira (06/10), o papo foi sobre economia. Mara Luquet recebeu o empresário Felipe Souto, CEO e fundador da Blox Investimentos, plataforma pioneira em investimentos alternativos no Brasil. Mara mencionou o que esperar das propostas para a Economia (pelo que foi visto até agora) de cada candidato à presidência – Lula tem como planos recriar um ministério para micro e pequenas empresas.

Ao ser questionado sobre o que o próximo presidente precisa fazer com relação ao mercado, ele explicou: “Temos um ecossistema que já está pronto. No final do dia, há uma confluência de fatores. Naturalmente, o próximo governo, se não atrapalhar o arcabouço regulatório dos mercados de capitais, estamos prontos para o Brasil decolar. Mas isso independe do governo, eu diria que é um tripé. Temos um cenário macroeconômico, que aqui no Brasil não está fácil, que são as políticas econômicas”.

Confira a entrevista completa com Souto, que é autor do livro “Investidor de Sucesso 4.0 – Do Tradicional ao Alternativo”:

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“Perdemos o direito de questionar os políticos?”, diz Priscila Lapa https://canalmynews.com.br/politica/perdemos-o-direito-de-questionar-os-politicos-diz-priscila-lapa/ Wed, 14 Sep 2022 20:41:25 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33711 Cientista política pela UFPE e professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda participou do Café do MyNews

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Priscila Lapa é Doutora em Ciências Políticas pela UFPE e professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO) – Foto: Arquivo pessoal

“A democracia está indo por uma linha perigosa, será que perdemos o direito de questionar os políticos?”. A fala é de Priscila Lapa, Doutora em Ciências Políticas pela UFPE e professora da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). A cientista política participou do Café do MyNews nesta quarta-feira (14/09) com Mara Luquet.

Na pauta, a dupla comentou o ataque sofrido pela jornalista Vera Magalhães por parte do deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos-SP), nos bastidores do debate promovido pela TV Cultura na última terça-feira. Vera é colunista do jornal O Globo, comentarista da rádio CBN e apresentadora do programa Roda Viva. Ela já foi atacada outras vezes por políticos e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro – e pelo próprio presidente.

“O que as pessoas ganham quando tentam descontruir um jornalista? Se aquilo que eles levantam contra determinado governo na esfera pública não procede, há meios de contradizer isso. De devolver com resultados, como informação. Isso é dever dos governantes, não é um favor. Esse desconforto é próprio do conflito intrínseco nessa relação. Mas a vida inteira na democracia foi assim”, explicou a cientista política.

“Vale dizer que os limites também são preceitos democráticos. A grande pergunta que a sociedade deveria estar fazendo é: por que o questionamento incomoda tanto? Precisamos falar sobre o direito de questionar esses políticos”, concluiu Priscila.

Para conferir a entrevista completa, assista o Café do MyNews desta quarta-feira:

 

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Senado aprova PL que delega ao Executivo pagamento de perícias judiciais do INSS https://canalmynews.com.br/politica/senado-aprova-pl-que-delega-ao-executivo-o-pagamento-de-pericias-judiciais-do-inss/ Thu, 31 Mar 2022 16:22:03 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27107 Projeto é válido para casos em que o cidadão contestou judicialmente o parecer do INSS. Desde setembro de 2021 o Judiciário não tem orçamento para arcar com os custos.

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O Senado Federal aprovou Projeto de Lei 4491/2021, que altera a responsabilidade pelo pagamento das perícias em processos judiciais contra o Instituto Nacional de Seguro Social. O PL estabelece que o custeio não deve mais ser pago pelo poder Judiciário mas sim pelo Executivo. 

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O texto inicial, que foi aprovado no Senado em fevereiro, estabelecia que o Executivo fosse o responsável pelos honorários até 2024. Quando chegou na Câmara, o PL foi aprovado com a mudança de que o governo federal se tornasse o pagador vitalício, não somente pelos próximos dois anos. 

Segundo o relator do projeto no Senado, o líder do PSD Nelsinho Trad (MS), o PL “veio justamente para legalizar, através do Executivo Federal, um caminho para se desatar esse nó que a gente observa estar acontecendo no âmbito do Judiciário brasileiro”. 

Para a aprovação no Senado, o relator explicou ao MyNews que fez concessões à base governista com o objetivo de garantir a sanção do presidente. A principal foi o estabelecimento da quantidade de perícias custeadas pelo Executivo, fixada em duas. Antes disso, não existia um limite. Para o senador, isso foi importante para evitar um custo muito alto para o orçamento da União.  

Entrave por falta de orçamento

Quando uma pessoa dá entrada no INSS para pedir benefício por deficiência ou por alguma doença surgida no ambiente de trabalho, ela passa por uma perícia médica para avaliar se aquela questão de saúde é de fato incapacitante.

Caso o perito do órgão considere que as condições de saúde não são incapacitantes, ou seja, que o indivíduo pode trabalhar, é possível recorrer judicialmente da decisão. O PL é para esses casos judiciais em que o INSS é uma das partes do processo.

Nessas situações, a pessoa que se considera inválida para a atividade laboral passa por outra perícia, desta vez uma judicial, não mais a do INSS. 

Na forma que a lei está hoje, quem perde o processo deve custear a perícia, mas até o fim da ação é o poder Judiciário que deve pagar os custos. Isso também vale caso o indivíduo que processou o INSS e perdeu não  tenha condições financeiras de arcar com o valor.

Desde o estabelecimento do teto de gastos, em 2017, o Judiciário ficou sem orçamento para pagar todas as perícias. Os peritos judiciais ficaram vários meses com atraso nos pagamentos. Em 2019 foi aprovado um outro Projeto de Lei que colocou, por dois anos, o poder Executivo como o responsável pelo pagamento dos honorários. Com a chegada do fim desse prazo de dois anos – em setembro de 2021 – surgiu um novo impasse sobre o tema. 

O senador Nelsinho Trad afirmou que o projeto deve acelerar processos que estão parados desde o ano passado pela falta de orçamento.

A expectativa agora é que, se aprovada pelo presidente, as novas regras desafogue a fila dos que esperam por uma solução judicial. Afinal, quem chegou à contestação de uma perícia do órgão já passou por muita espera. Em janeiro, segundo Boletim Estatístico de Previdência Social, 460 mil pessoas aguardavam pelo parecer interno do INSS. 

Assista à entrevista completa com o relator do projeto no Café do MyNews desta quinta (31):

 

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Veja o que muda nas regras do home office com MP do Teletrabalho https://canalmynews.com.br/sem-categoria/veja-o-que-muda-nas-regras-do-home-office-com-mp-do-teletrabalho/ Tue, 29 Mar 2022 20:15:50 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27061 Enquanto Medida Provisória, regras valem por até quatro meses enquanto aguardam avaliação do Congresso.

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) aprovou na sexta (25) uma Medida Provisória (MP) com mudanças para o trabalho à distância, que inclui a formalização do regime híbrido: quando uma atividade acontece algumas vezes por semana de forma presencial e outras remotamente. De acordo com o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Bruno Dalcolmo, a MP veio para dar mais segurança jurídica ao teletrabalho, previsto na lei desde a reforma trabalhista de 2017.

Uma MP tem duração de até quatro meses e vale como lei de forma temporária, até que o Congresso vote a proposta. Se aprovada, se torna uma lei oficial. Para entender as principais mudanças para a lei trabalhista, o MyNews entrevistou a advogada e mestra em Direito do Trabalho pela Universidade de São Paulo (USP) Ursula Cohim Mauro. 

Jornada x produção 

A Medida Provisória estabelece que o modelo híbrido pode ser caracterizado por qualquer quantidade de dias presenciais e remotos. Por exemplo, é possível caracterizar como híbrido ainda que esteja no contrato somente uma ida ao espaço físico da semana. Também proíbe que o funcionário que faz o home office em algum nível tenha abatimento no salário por trabalhar em casa sem a sua permissão ou acordo prévio. As contribuições previdenciárias se mantêm as mesmas do modelo presencial. 

A MP possibilita a contratação de um funcionário para o trabalho à distância sob duas formas: por jornada ou produção. Até então a lei não previa o pagamento de horas extras para atividades em home office. Isso segue válido para a contratação por produção, em que o contrato não é feito com base nas horas trabalhadas, mas sim, na entrega de um resultado ou produto. Na contratação por jornada, que se baseia no modelo conhecido de horas trabalhadas, fica obrigatório o pagamento de horas extras. 

A advogada trabalhista explica que desde a reforma trabalhista se tornaram comum denúncias na Justiça contra empregadores que controlavam as horas trabalhadas mas não pagavam hora extra. “Nesse aspecto a Medida Provisória foi muito boa, para tentar ‘moralizar’ esse tipo de desvirtuamento que existia antes – de empresa colocar o empregado em teletrabalho só para não pagar hora extra”, disse a especialista. 

Ursula Cohim Mauro é sócia de Orizzo Marques Advogados e mestra em Direito do Trabalho pela Universidade de São Paulo. Ainda é pós-graduada em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Direito Empresarial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foto: arquivo pessoal

Ursula Cohim Mauro reforçou que na contratação por produção, o empregador não pode controlar os horários do funcionário, nem cobrar que ele esteja disponível num momento específico. 

Ainda em relação à contratação, ao brasileiro que quer morar ou mora em outro país mas que trabalha numa empresa brasileira ou com sede no Brasil, aplica-se a legislação brasileira. “Salvo o que determina a lei do expatriado, em que uma das disposições é que se na lei estrangeira a lei trabalhista foi mais benéfica para o empregado que a brasileira, vai prevalecer a estrangeira”, explicou a especialista. 

Benefícios 

Segundo a advogada, a MP não traz nitidez para a questão dos benefícios alimentares, apesar de o secretário Bruno Dalcolmo mencionar, em pronunciamentos sobre o texto base, a permanência em relação ao vale-refeição e alimentação. O porta-voz falou especialmente sobre supostos desvios do benefício para pagamento de streamings e academia, o que não deve mais acontecer a partir da medida. 

Segundo Ursula Cohim Mauro, a legislação anterior à MP sobre esses valores fala a respeito da necessidade de garantir segurança alimentar para os funcionários – independente do espaço em que estejam trabalhando. A interpretação feita por empresas, ao longo da pandemia, de que era permitido cortar esses benefícios para quem trabalha home office pode ser facilmente contestada na Justiça do Trabalho, de acordo com a especialista. 

Já o auxílio transporte deve ser pago somente nos dias em que for combinado o trabalho presencial. 

As novas regras não incluíram um apoio financeiro para a estrutura necessária ao desenvolvimento de atividades profissionais fora do ambiente da empresa. “Perdeu-se a oportunidade de regulamentar o ‘kit home office’ […] o empregador é obrigado a preservar a saúde e segurança do trabalhador. Se ele trabalha em casa, querendo ou não, é obrigação da empresa cuidar da saúde daquele trabalhador onde quer que ele trabalhe, inclusive em casa, durante o período em que ele estiver trabalhando”, comentou. 

Diante disso, o ‘kit home office’ se enquadra no que a Constituição exige para manter a saúde do empregado, de acordo com Cohim Mauro. Ela ainda explica que “o kit home office não pode apenas abranger uma internet potente, notebook e telefonia. Tem que abranger também cadeiras ergonomicamente projetadas, a empresa tem o dever de orientar o empregado sobre as posturas – distanciamento do olho da tela, altura de apoio de braço e etc”. 

No entanto, ela afirmou que em casos de trabalho híbrido ou em que o próprio trabalhador escolheu o modelo remoto mesmo com a infraestrutura que a empresa já oferece nas suas dependências, é muito importante um acordo para entender o papel do empregador. 

Atenção ao acordado no contrato de trabalho

É essencial que o trabalhador fique atento ao que está no contrato, já que a MP não cobre detalhes como o que acontece quando uma das partes deseja mudar o modelo de remoto para presencial ou vice-versa, se há exigência em relação a só trabalhar na cidade/estado/país em que reside o empregado no momento da contratação, em quais condições atividades presenciais podem ser cobradas pelo contratante. 

Para Cohim Mauro, é positivo que a legislação trabalhista seja genérica, que traga diretrizes, já que cada função tem sua especificidade e seria impossível abranger todas elas. 

Assista à entrevista completa no Café do MyNews desta terça (29):

 

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Ciro Gomes está ‘perdido’ nas estratégias digitais, diz especialista https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-esta-perdido-nas-estrategias-digitais-de-campanha-afirma-especialista/ Mon, 14 Feb 2022 18:43:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23826 Especialista analisou as estratégias digitais dos presidenciáveis. Segundo Alexandre Inagaki, Sergio Moro encontra dificuldades em se tornar popular, enquanto Lula e Bolsonaro encontram desafios em mídias diferentes.

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No Café do MyNews desta segunda-feira (14), o especialista em estratégias digitais Alexandre Inagaki analisou as ações dos presidenciáveis nas redes sociais. Para ele, a atual estratégia do presidenciável Ciro Gomes (PDT) nas plataformas não é suficiente para conquistar eleitores e se consolidar como principal nome da terceira via.

Inagaki já trabalhou diretamente com o planejamento de estratégias digitais em campanhas presidenciais e comentou sobre os nomes que melhor pontuaram nas pesquisas de intenção de voto até o momento.

Com o marqueteiro João Santana na equipe, que foi responsável pela campanha Dilma-Temer de 2014, Ciro Gomes investe fortemente na construção de uma identidade digital e num contato próximo com os jovens. Nas redes sociais, Ciro tem opinado sobre pautas econômicas, políticas e sociais, mas também faz memes com adversários políticos. As cutucadas vão desde tweets simples até reacts de entrevistas dos oponentes. 

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Nas lives “Ciro Games”, programa fixo no seu canal do YouTube, Ciro traz uma estética gamer e outros conteúdos além dos reacts. Ele entrevista políticos, influencers e intelectuais e também transmite games que aproveita com a família. Na avaliação de Alexandre Inagaki, falta uma “linha mestra” na comunicação do pedetista para unir todos os nichos que ele visa alcançar.

“O desafio da campanha do Ciro é de fato se consolidar como uma terceira via. A gente ainda não viu, nas pesquisas mais recentes, algum candidato que tenha conseguido ultrapassar a barreira dos dois dígitos. E não vai ser com vídeo de react, com vídeo de gameplay, que isso vai acontecer”, afirmou Inagaki. 

Ciro Gomes em evento. Foto: José Cruz (Agência Brasil).

A escolha de João Santana também foi questionada pelo especialista. Segundo ele, Santana tem a capacidade de criar peças comunicacionais que se popularizam, mas o trabalho com redes sociais é diferente. Alexandre Inagaki também lembrou que o marqueteiro é colocado como o responsável por ataques difamatórios à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva na disputa de 2014. 

A contratação de Santana é vista como um impedimento para uma maior aproximação de Marina à chapa cirista. “Até que ponto vale realmente você investir um dinheiro – que está longe de ser pouco – em um marqueteiro que até atrapalha articulações políticas?”, questionou Inagaki. 

Terceira via nas redes 

O ex-ministro Sergio Moro (Podemos) aparece empatado com Ciro Gomes nas duas pesquisas eleitorais divulgadas na semana passada, Genial/Quaest e XP/Ipespe – 7% e 8%, respectivamente. Na presença digital, segundo o levantamento da Agência em Dados MAP, Moro sai na frente com 2% contra 0,53% de Ciro Gomes. Apesar disso, na avaliação de Alexandre Inagaki, também falta para Sergio Moro uma mensagem central – que não fique somente na pauta de combate à corrupção.

Moro chegou oficialmente ao páreo presidencial em novembro do ano passado. Desde então, existe um trabalho em torno da melhoria da imagem do ex-juiz da Lava Jato, não só na dicção e na forma como ele apresenta fisicamente, mas nas publicações das suas redes sociais. Inicialmente, Moro estava administrando seus perfis online por conta própria, mas desistiu depois de publicar um vídeo com uma edição amadora que se transformou num meme. 

Publicação de dezembro de 2021 viralizou pelo amadorismo e dificuldade na fala de Sergio Moro (Podemos).

No começo deste mês, o marqueteiro Pablo Nobel foi anunciado como o novo responsável pela campanha do lavajatista e, em entrevista à coluna Painel da Folha de S. Paulo, disse que o foco de Moro é filiar ex-bolsonaristas. Tornar o ex-juiz mais informal e próximo do povo também faz parte da estratégia da campanha.

Para Inagaki, falta a Moro uma maior proximidade com o ambiente digital. “Quando a gente fala em comunicação, e principalmente comunicação digital, você precisa estar imerso na linguagem digital. Você precisa entender que quando opta por seguir um perfil no Twitter, no Instagram, quer alguém que se comunique com você, alguém que poderia estar trocando ideia numa mesa de bar. Precisa ter uma linguagem mais objetiva e direta. Esse é um desafio que Moro vai precisar enfrentar para consolidar a candidatura”. 

O ex-ministro do governo Bolsonaro precisa enfrentar esse desafio em meio a uma corrida contra o tempo. Enquanto Lula, Bolsonaro e Ciro Gomes trabalham a presença nas redes há muito tempo, Moro chegou ao páreo recentemente. “Beleza, ok. Já entendemos que você é anticorrupção. Mas e a economia, por exemplo. O que você vai fazer para se diferenciar? […] Você precisa dar uma mensagem de esperança”, analisou Inagaki. 

Os desafios de Bolsonaro e Lula 

É inegável que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem uma forte base de apoio nas redes sociais. Toda comunicação dele é feita por ele e pelos filhos. Para a campanha deste ano, a ideia é que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) continue no comando da parte digital, enquanto o marqueteiro do Partido Liberal, Duda Lima, é cotado para fazer a campanha offline, mas até então tem resistido a assumir esse papel. 

A pesquisa Genial/Quaest da última semana mostrou que as pessoas que se informam sobre política através da televisão tendem a desaprovar mais o governo Bolsonaro, enquanto quem se informa pelas redes sociais, tende a desaprovar menos. O especialista Alexandre Inagaki lembrou que a consolidação de Bolsonaro nas redes sociais é fruto de um trabalho de anos. O mesmo não acontece com a imagem do presidente nas mídias tradicionais.

Diante disso, aparecer mais nesses meios offlines pode ajudar na popularidade do chefe do executivo? Inagaki respondeu que “comunicação é importante, mas não faz milagre”. O especialista acredita que essa rejeição na mídia tradicional vem do desgaste político de ações do próprio Bolsonaro, como ser contrário à vacinação. 

Presidente Jair Bolsonaro em live semanal. Foto: Reprodução (Redes sociais).

Enquanto isso, o ex-presidente Lula (PT) é o candidato preferido entre quem se informa pela televisão, segundo a Genial/Quaest. Já no digital, a próxima aposta do PT é a estratégia “Cada Celular um Comitê”, em que devem se criar núcleos digitais a partir do engajamento de filiados do partido. A ideia é a criação de comitês populares a partir do compartilhamento de informações que é possível através de um celular.

O especialista em estratégia digital comenta que o PT está mirando em nichos específicos, em especial, o dos eleitores evangélicos. Esse público é visto hoje como uma das bases de apoio de Bolsonaro, que tem alianças com lideranças evangélicas conhecidas pelo extremismo. 

Inagaki lembrou, ainda, que a essa altura tudo é estratégia. Ele comentou como os conteúdos online da socióloga Rosângela da Silva, Janja, noiva de Lula, aproximam o ex-presidente dos usuários das redes sociais.

“No caso da presença da Janja, é importante no sentido de humanizar o candidato, torná-lo mais próximo. Quando a gente fala em redes sociais, é aquilo: você não quer acompanhar um perfil muito engessado, que fale só sobre proposta de campanha, que mostre agenda. É preciso ter em mente que quando você tem um perfil no Instagram, no Twitter, você quer saber dos bastidores, dos extras do DVD, da vida pessoal”, afirmou o especialista.

A foto relacionada à política mais comentada em 2021 foi publicada por Janja. Na imagem, aparecem ela e Lula abraçados numa viagem ao Ceará. 

Assista à entrevista completa com Alexandre Inagaki

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Meirelles não fecha as portas para chapa com Lula em 2022 https://canalmynews.com.br/juliana-braga/meirelles-nao-fecha-portas-para-chapa-com-lula-em-2022/ Sat, 06 Nov 2021 00:57:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/meirelles-nao-fecha-portas-para-chapa-com-lula-em-2022/ Meirelles diz não trabalhar com hipóteses, mas que analisaria na oportunidade, caso convite fosse feito por Lula

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O secretário de Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo, Henrique Meirellles, não fechou as portas para uma eventual composição de chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao Café do MyNews, Meirelles disse não trabalhar com hipóteses e relatou só ter aceitado o convite para presidir o Banco Central quando ele foi formalizado. “Se acontecer [o convite], será analisado na oportunidade”, afirmou.

O ex-ministro da Fazenda, hoje filiado ao PSD, anunciou nesta quinta-feira (4) sua candidatura ao Senado pelo estado de Goiás. Segundo ele, o objetivo é eleger-se senador justamente porque lá é onde a agenda econômica está emperrada.

Ele mencionou a reforma tributária e a administrativa como as agendas fundamentais para decidir o destino da economia brasileira e a taxa de crescimento do país. “É um momento do Parlamento, momento no qual de fato o Brasil precisa de aprovação de reformas fundamentais e de uma atuação de quem tem essa experiência na economia, de quem já foi presidente do Banco Central, ministro da Fazenda, [experiência} falando com o mercado internacional”, pontuou.

O ex-dirigente do BC, Henrique Meirelles, e o ex-presidente Lula durante o 2º Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, em 2010
O ex-dirigente do BC, Henrique Meirelles, e o ex-presidente Lula durante o 2º Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, em 2010. Foto: Renato Araujo (ABr)

Lula chegou a acalentar a expectativa de ter Meirelles como vice em sua chapa à presidência. O ex-ministro tem o perfil prioritário para a composição petista: um economista, respeitado pelo mercado, para sinalizar responsabilidade fiscal e estabilidade na economia. Recentemente, chegou a declarar ter muita gratidão. “Vamos ver o que vai acontecer. Como o mundo é redondo, a gente pode dar a volta e pode se encontrar outra vez”, insinuou.

Questionado se aceitaria fazer parte dessa chapa, o ex-ministro não negou. “Hoje o que tem de concreto é: eu sou secretário da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo, estou executando o meu trabalho com todo empenho e estou construindo minha candidatura ao Senado. O que acontecer além disso, se acontecer, será analisado na oportunidade”, respondeu.

Meirelles e Lula, uma parceria antiga

O secretário enfatizou que não trata de hipóteses e, para dar “um exemplo concreto”, relatou o convite feito pelo ex-presidente para assumir o Banco Central. Ele contou ter sido sondado ainda no meio do ano, em 2002, por interlocutores do petista, solicitando que abandonasse uma candidatura à Câmara dos Deputados. Ele não abandonou e foi procurado novamente em dezembro, com Lula já eleito.

“Discutimos aí na base concreta. Ele me perguntou o que era possível fazer, eu mostrei que era possível sim. Ele me perguntou quais seriam as condições de trabalho, o que eu queria para assumir o cargo. Eu disse que queria autonomia funcional do banco, expliquei como funcionava em outros países, ele aceitou e eu aceitei o convite”, detalhou.

Meirelles também comentou as alterações em debate na Câmara ao teto dos gastos, criado quando ele comandava o Ministério da Fazenda na gestão de Michel Temer. A PEC dos Precatórios foi aprovada em primeiro turno na última quarta-feira (3), em placar bastante apertado, e precisa ser analisada novamente pelos deputados.

Pelo texto, a regra para o cálculo do teto muda e passa a considerar a inflação de janeiro a dezembro do ano anterior, impondo dificuldades técnicas. “Nós só vamos saber de fato qual será o teto para despesas de 2022 em janeiro de 2022, já mais para o final do mês de janeiro, quando nós saberemos de fato qual terá sido a inflação de 2021.”

Ele criticou também a solução adotada de parcelar os precatórios, dívidas criadas por decisões judiciais. Na sua avaliação, trata-se de um calote técnico, mesmo com base jurídica e aval do Congresso Nacional.

Ele comentou ainda o desempenho do ministro da Economia, Paulo Guedes, que recentemente o acusou de não ter feito nada enquanto estava no governo. “Nós fizemos em pouco tempo o que ele não fez, e eles não fizeram nada até agora. Nós aprovamos o teto e eles estão correndo o risco de nem conseguir manter:, afirmou, lembrando que a gestão Temer teve apenas dois anos.

Assista ao Café do MyNews, de segunda a sexta, no Canal MyNews, com apresentação de Juliana Braga

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TSE divulgará edital para teste público de verificação das urnas eletrônicas até o fim da semana https://canalmynews.com.br/politica/tse-edital-teste-publico-urnas-eletronicas/ Thu, 26 Aug 2021 14:11:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tse-edital-teste-publico-urnas-eletronicas/ Secretário de Tecnologia do TSE explica que qualquer brasileiro com idade acima de 18 anos pode se inscrever para participar

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O assunto aparentemente foi encerrado, ou pelo menos adiado, com a votação no plenário da Câmara dos Deputados, mas como informação nunca é demais, o ‘Café do MyNews‘ convidou o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, para esclarecer dúvidas e conversar sobre o sistema eleitoral brasileiro. Segundo Valente, o TSE deve divulgar até o final desta semana o edital com os requisitos para que pessoas físicas e jurídicas que queiram participar do teste público de verificação do sistema eleitoral brasileiro possam se inscrever. O processo é aberto a qualquer pessoa brasileira acima de 18 anos.

Segundo Júlio Valente, a Justiça Eleitoral fornecerá as urnas eletrônicas para que as pessoas possam tentar quebrar e invadir os mecanismos de segurança. “Esse processo é muito importante para testar e corrigir qualquer questão antes do pleito e está aberto a todas as pessoas interessadas”, explica.

Qualquer pessoa acima de 18 anos, brasileira, pode se inscrever para participar do teste público da urna eletrônica realizado pelo TSE/Foto: José Cruz/Agência Brasil

Previstas por legislação desde a década de 1930, as “máquinas de votar” demoraram cerca de 60 anos para se transformarem em realidade no país e o principal objetivo para a implementação das urnas eletrônicas foi garantir a segurança do processo de votação e apuração das eleições brasileiras.

“Foi um processo genuinamente brasileiro e é considerado bem-sucedido no Brasil e em várias partes do mundo. O sistema eletrônico de votação do Brasil é referência, assim como o sistema de segurança bancária do país. Tínhamos previsão no arcabouço legal brasileiro de máquinas de votar desde a década de 1930. O que aconteceu é que nas décadas de 1970 e 1980 – com o retorno do brasileiro às urnas – observou-se a existência de fraudes nas eleições; tanto no momento da votação, quanto no momento da apuração. Temos registros históricos que mostram que quando algumas urnas de lona eram abertas já tinha um conjunto de cédulas amarradas com uma liga de borracha”, explica Júlio Valente – lembrando que existem vários exemplos de fraudes documentadas quando a votação acontecia em cédulas de papel.

Entre os casos citados pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE está uma situação ocorrida em 1992, numa recontagem de votos no estado de Sergipe. Segundo Valente, a recontagem levou meses e quando algumas das urnas de lona foram abertas, os cupins haviam comido várias cédulas e o procedimento foi prejudicado. “Também temos registros de gente que engoliu cédulas de votação na hora da apuração porque não queria que aqueles votos fossem totalizados. Existem inúmeros riscos no retorno do papel como mecanismo de segurança do sistema eleitoral”, explica.

Júlio Valente acrescenta que o objetivo da informatização foi tornar as eleições mais seguras e que a aceleração na totalização dos resultados foi uma consequência desse aprimoramento, que envolveu diversas instituições, incluindo a Justiça Eleitoral, partidos políticos, as Forças Armadas, universidades e diversas instituições da sociedade brasileira.

Mecanismos de segurança adotados pelo TSE garantem confiabilidade do sistema eleitoral

Atualmente, existem 16 mecanismos de auditoria, 16 mecanismos de segurança e 15, de transparência, do sistema eleitoral brasileiro. Esse processo de verificação, que antes começava seis meses antes das eleições, por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, será iniciado um ano antes a partir de 2021. Os procedimentos incluem a abertura dos códigos-fontes das urnas e testes públicos de segurança – com participação de especialistas e da sociedade civil.

Valente explica que as urnas eletrônicas não têm possibilidade de se conectarem com a internet, pois a única conexão de cada urna é com a rede elétrica. As informações registradas em cada urna são protegidas por um tipo de lacre digital e se houver qualquer tentativa de alteração, as urnas são programadas para desligarem automaticamente. Ele acrescenta que não existe possibilidade também de alteração do resultado nos servidores do TSE porque, na prática, os resultados já são conhecidos assim que votação é encerrada, às 17h do dia da eleição, e os boletins de urna são impressos em cada seção eleitoral.

“Toda urna emite o resultado da seção eleitoral, que é o boletim de urna, com no mínimo cinco cópias, em todas as seções eleitorais. Qualquer brasileiro pode ler essa cópia e processar o resultado. O que acontece no TSE é a somatória dessas informações que estão em todos os boletins de urna. Se por acaso o sistema sofresse um ataque, poderíamos recorrer aos boletins e teríamos o resultado da eleição”, explica.

Mais de 100 entidades podem atuar na fiscalização das eleições. Entre elas estão todos os partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Tribunal de Contas da União (TCU), os departamentos de informática das universidades que queiram participar, entre outras instituições. “Gostaríamos de uma participação mais ativa, inspecionando o código fonte e acompanhando o processo. Através dos diversos atores políticos é que conseguimos garantir a segurança do processo eleitoral brasileiro”, finaliza Júlio Valente.


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“O Brasil não vai entrar numa aventura fora da democracia” https://canalmynews.com.br/politica/o-brasil-nao-vai-entrar-numa-aventura-fora-da-democracia/ Wed, 04 Aug 2021 14:29:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-brasil-nao-vai-entrar-numa-aventura-fora-da-democracia/ Em entrevista, Marcelo Ramos endossou a fala de Mourão, criticou Bolsonaro e diz que está se preparando para encaminhar o pedido de impeachment

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O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara, conversou com a jornalista Gabriela Lisbôa no programa ‘Café do MyNews‘ desta sexta-feira (23), e reiterou sua posição em relação à ameaça dos militares contra a democracia. Para ele, “quem decide se, quando e como tem eleição, não são os militares, é a Constituição Federal”.

Deputado Marcelo Ramos
Vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), no Café do MyNews desta sexta-feira (23). Foto: Reprodução/MyNews

A declaração de Ramos se pautou pela notícia de que o ministro da Defesa, general Braga Netto, teria condicionado a realização das eleições de 2022 à aprovação do voto impresso pelo Congresso. Segundo o deputado, “é bom que tenha acontecido a esta altura do campeonato, para que o general Braga Netto ouça o que disse o general Mourão: o Brasil não é uma república de bananas, o Brasil não vai entrar numa aventura fora da democracia.”

O parlamentar também afirmou que a tendência é que a PEC do voto impresso não seja aprovada na Câmara, e ressaltou que é “absolutamente contra” essa mudança nas eleições.

Sobre o presidente Jair Bolsonaro, Marcelo Ramos manteve o tom das críticas que vem fazendo desde que foi acusado pelo chefe do Executivo de ser o responsável pela “casca de banana” de R$ 5,7 bilhões do fundo eleitoral na Lei de Diretrizes Orçamentárias. “Ele não sabe governar. E ele é bem destemperado, então ele precisa a todo momento criar essas crises pra tentar justificar ele estar sentado na cadeira de presidente”, contextualizou.

Impeachment

Ao ser questionado sobre porque resolveu analisar o superpedido de impeachment contra o presidente somente após ter sido responsabilizado por ele pela aprovação do fundo eleitoral, o deputado justificou que “a partir daquele episódio foi ficando claro que chegou a hora de estabelecer um limite ao presidente Jair Bolsonaro”.

E acrescentou: “Ele [Jair Bolsonaro] não tem respeito pelas instituições. Efetivamente a Câmara, o Senado, o STF, precisam riscar uma linha na esplanada pra que ele saiba que dali não pode passar. Então o objetivo foi esse: foi ele entender que ele não vai avançar sobre o parlamento brasileiro”.

Mas para dar prosseguimento ao impeachment, o vice-presidente da Câmara tem se calçado de subsídios legais: “A minha dúvida jurídica e política – e eu faço essa análise com muita serenidade -, é se cabe, na interinidade, decidir sobre o pedido de impeachment. Eu quero tá preparado pra isso, se isso acontecer. Por isso tô lendo, tô consultando os juristas, tô consultando pessoas, tô consultando líderes partidários”, finaliza.

Íntegra do ‘Café do MyNews’ desta sexta-feira, com a entrevista completa com o deputado federal Marcelo Ramos.

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CPIs deixam legado de investigação e repercutem na realidade do país https://canalmynews.com.br/politica/cpis-deixam-legado-repercutem-realidade-do-pais/ Mon, 02 Aug 2021 13:38:53 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cpis-deixam-legado-repercutem-realidade-do-pais/ Mesmo as CPIs que acabaram em “pizza” marcaram a política do país e fazem parte da história brasileira

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia trouxe de volta o debate sobre como elas acabam: CPI é sinônimo de pizza? O MyNews voltou alguns anos para recapitular os resultados de algumas CPIs que marcaram a história política do Brasil na intenção de responder essa pergunta. Integrantes dos colegiados e especialistas afirmam que há impactos, mesmo naquelas que acabaram sem relatório. O Café do MyNews debateu nesta segunda (2) o tema e trouxemos aqui um debate para refletirmos na véspera do reinício dos trabalhos da CPI da Pandemia: existe o resultado ideal de uma CPI?

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva da diretora técnica da Precisa Medicamentos, empresa que representa a Bharat Biotech no Brasil e que teria feito intermediação nas negociações para compra da vacina Covaxin/Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Toda CPI depende da conjuntura política de cada época, como afirma o consultor de risco político e colunista do MyNews, Creomar de Souza: “As CPIs são uma resposta do parlamento a uma demanda da sociedade, que está irritada por algum escândalo”. E quando o escândalo tem a ver com o governo, cada um tem uma maior ou menor capacidade de se defender do que será investigado.

Assim como a atual CPI investiga a atuação do governo federal e pode ter impacto direto nas eleições do ano que vem, algumas comissões passadas também ocorreram perto de ano eleitoral, geraram crises no governo de cada época, mudaram a imagem de muitos políticos e criaram tendências que permanecem até hoje, muitos anos depois. Mas para o senso comum, elas acabaram em pizza. Seja porque ninguém foi preso, ou porque não houve aprovação do relatório final, a ideia de que não deu em um resultado concreto é muito popular. Mas por que? Vamos relembrar alguns desses casos.

CPI Mista do Mensalão gerou consequências no Poder Judiciário

A CPMI do Mensalão foi uma das comissões que não aprovou um relatório final. O ano de 2005 foi marcado por três CPIs no Congresso Nacional. De uma fita VHS com o registro do dirigente dos Correios Maurício Marinho recebendo R$ 3 mil de propina em nome do então deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, surgiram duas comissões. A primeira, a CPMI dos Correios, para investigar delitos de agentes da estatal. Derivada dela, a CPI do Mensalão, após Roberto Jefferson revelar em depoimento que existia um esquema de compra de votos de parlamentares da base de apoio ao governo para aprovar projetos de interesse do governo.

O ex-deputado federal Roberto Jefferson foi depor na CPMI dos Correios com um olho roxo no dia 30 de junho de 2005. Neste depoimento, falou sobre a existência de compra de votos para conseguir aliados no Congresso. A partir da denúncia, a CPI do Mensalão foi instaurada/Foto: Márcia Kalume/Agência Senado

Após 10 meses de trabalho, o colegiado chegou a 23 nomes envolvidos no esquema. Mas as conclusões e o pedido de investigação ao Ministério Público Federal estão num relatório parcial, já que os trabalhos da Comissão foram encerrados sem a aprovação de um parecer final. As consequências e condenações vieram por parte do Judiciário, sete anos depois.

Os apontados como agentes das ilegalidades foram julgados em 2012 pelo Supremo Tribunal Federal. Marcos Valério, publicitário que deteve o foco das investigações no Congresso, foi condenado a 37 anos por corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Está preso desde 2013 e cumpre agora pena domiciliar, em razão da pandemia. Já o outro alvo, o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, chegou a ser condenado, mas teve as penas anuladas pelo próprio STF.

Outros envolvidos, como o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema – que teve o mandato cassado em 2005 – e Duda Mendonça, publicitário da campanha que elegeu Lula em 2002, também tiveram as penas anuladas.

Apesar de não ter sido o foco do relatório do Mensalão, o então deputado federal e ministro da Casa Civil José Dirceu ganhou protagonismo no escândalo de corrupção a partir do cruzamento de informações da CPI dos Correios, o que repercutiu no julgamento do caso em 2012. Ele foi condenado a sete anos e onze meses de prisão pelo STF, mas posteriormente teve a pena anulada. No entanto, nunca saiu dos noticiários, nem do Judiciário: depois foi condenado pela Lava Jato e, maio em 2019, voltou pela quarta vez à prisão. O ex-ministro foi solto em novembro do mesmo ano e alega que o indiciamento pela Lavo Jato é fruto de perseguição política.

Diante da ligação entre os envolvidos com PT e o próprio presidente, o escândalo do Mensalão gerou uma crise para a imagem do governo. Para o ex-senador Sibá Machado (PT-AC), a Comissão teve o “objetivo de derrubar o Lula” e sobre a ausência de um relatório final, ele afirma que “foi só um espetáculo midiático” e que “nunca se falou de fato em combater a corrupção”.

CPMI do Cachoeira: 5 mil páginas e nenhum indiciado

Em 2012, uma CPMI teve relatório final, mas o documento não foi aprovado: A CPMI do Cachoeira. Essa Comissão investigou a exploração de caça-níqueis em Goiânia (GO) e a relação do do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramo, o Carlinhos Cachoeira, com políticos da região. O relator, o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), construiu um parecer com cerca de 5 mil páginas, que atestava a existência de organização criminosa comandada por Cachoeira e que, para além do jogo ilegal, atuou entre vários órgãos públicos de Goiás. Fraude em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e contravenção foram crimes identificados pela Comissão.

Apesar de o relatório final apontar os crimes cometidos, o texto final do documento não foi aprovado. Os parlamentares recusaram a peça final de Odair Cunha e aprovaram um relatório alternativo, do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) – que encerrou oito meses de trabalhos em duas páginas que não pediam indiciamentos. Pitiman justificou que as investigações demandavam mais tempo para chegar a conclusões concretas e recomendou que os trabalhos feitos fossem enviados para o Ministério Público Federal (MPF) e para a Polícia Federal (PF). Ele afirma que ficou com a consciência tranquila, já que “não absolvi culpados e, em condições ainda piores, não culpei inocentes”.

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira: deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) e o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), durante votação do relatório final dos trabalhos do colegiado/Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Carlinhos Cachoeira já havia sido citado no relatório da CPI dos Bingos, em 2005, por cometer crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, crime contra o procedimento licitatório e improbidade administrativa. Em 2012, mesmo já preso por causa de investigações da Polícia Federal, ganhou uma CPI para chamar de sua e parou até na mídia internacional com o nome de “Charlie Waterfall”.

Entre as cinco mil páginas rejeitadas pelos parlamentares, o deputado Odair Cunha listava entre os envolvidos no esquema o então governador do Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o ex-prefeito de Palmas (TO), Raul Filho (PT), e propunha uma série de projetos de lei para alterar a legislação e endurecer as penas em relação à improbidade administrativa, ao uso de laranjas e formação de organização criminosa. Cachoeira já havia sido preso pela Polícia Federal. Outro envolvido, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) teve seu mandato cassado.

Encerrada na metade, CPMI da Petrobras deixou conclusão das investigações em aberto

Já a CPMI da Petrobras, aconteceu em 2014, em ano de eleição, e tinha a candidata à reeleição, A presidente Dilma Rousseff, num dos eixos de investigação. A Comissão buscava apurar irregularidades relativas à Petrobras ocorridas entre os anos de 2005 e 2014.

A CPI investigou o processo de aquisição da Refinaria de Pasadena no Texas (EUA) – ocorrida na época em que Dilma Rousseff presidia o Conselho Administrativo da Petrobras e concluiu que a compra ocorreu dentro das condições possíveis à época, sem acusações ou indiciamentos para a então presidente do Brasil.

Posteriormente, em 2017, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a uma conclusão diferente em relação à atuação de outras autoridades envolvidas no caso. Apontou o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o ex-diretor da Área Internacional da Estatal, Nestor Cerveró, como responsáveis por problemas nos trâmites da compra da refinaria americana, que causaram prejuízo aos cofres da Petrobras.

A Comissão viu irregularidades em outros eixos de investigação: indícios de superfaturamento na construção de refinarias e envolvimento de funcionários com esquema de corrupção. Isso resultou em pedidos de indiciamento de agentes privados e públicos, com destaque para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, José Sérgio Gabrielli e o então gerente-executivo da companhia, Pedro Barusco. Todos foram condenados por inquéritos da Operação Lava Jato, anos depois.

Veja a íntegra do Café do MyNews desta segunda (2). O programa é transmitido de segunda a sexta, a partir das 8h30, no Canal MyNews

O relator da CPMI da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), cita logo no início do relatório final, de 900 páginas, alguns percalços enfrentados pela Comissão: ter ocorrido em paralelo a inquéritos judiciais – o que acabou causando desencontro em alguns momentos e atraso das investigações, em outros. Ele pontua que na esfera judicial foram utilizadas delações premiadas, às quais os parlamentares da CPMI não tiveram acesso. Os trabalhos da comissão parlamentar foram encerrados, segundo Maia, porque a Legislatura chegou ao fim e não porque foi concluída a investigação a que se destinou.

Através de acordos de delação premiada com pessoas físicas e jurídicas, a Justiça conseguiu recuperar até agora mais de R$ 5 bilhões aos cofres da Petrobras.


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Voto impresso x Urna eletrônica: qual contagem é mais falha? https://canalmynews.com.br/politica/voto-impresso-urna-eletronica/ Thu, 29 Jul 2021 19:13:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/voto-impresso-urna-eletronica/ Em entrevista ao Café do MyNews, Diogo Rais avalia que a pressa pela mudança no sistema de votação pode levar a um colapso

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O debate sobre o voto impresso está longe de terminar e o Café do MyNews desta quinta-feira (29) abordou o tema de forma técnica, desapaixonada, sem entrar no mérito político. A jornalista Juliana Braga conversou com o consultor jurídico em Direito Eleitoral Diogo Rais, que é diretor-geral do Instituto Liberdade Digital, e ele falou sobre as possíveis falhas nos processos de contagem de votos e demonstrou preocupação com a pressa pela mudança do sistema eleitoral brasileiro em um prazo tão curto – para as eleições de 2022 -, o que poderia levar a um “colapso eleitoral.”.

Diogo Rais
Especialista em Direito Eleitoral, Diogo Rais falou das vantagens e desvantagens do voto impresso. Foto: Reprodução/MyNews

Segundo Diogo, houve uma evolução até se chegar ao modelo atual de votação, foram anos de testes, e “implantar uma mudança tão radical em 100% da eleição brasileira, com mais de 140 milhões de eleitores, de forma tão rápida pra uma próxima eleição, seria adequado?” – questionou. E complementou: “Nenhuma mudança foi em 100% das urnas, então imagina esta, que seria a mais drástica de todas”.

Sobre o modelo de voto impresso proposto no Brasil, o consultor jurídico esclarece que o voto continuaria sendo digitado em uma urna eletrônica, mas a novidade seria a impressão do voto e a possibilidade do eleitor poder conferi-lo. “O voto é impresso conferido pelo eleitor, sem qualquer contato manual, e cai em uma urna. E a partir de então, depois, pode-se checar se o papel que caiu na urna é idêntico ao que está [digitado] na urna eletrônica”, explicou o consultor jurídico.

O especialista acredita que há vantagens e desvantagens deste modelo e cita como maior vantagem a “sensação de segurança que ele passa”. “Porque a gente tá acostumado a ver papel, a contar papel, qualquer um pode fazer isso. Então quando você olha o papel lá e olha ele caindo, você fala ‘ninguém vai poder deletar esse papel, tá lá’”, justificou.

Veja a íntegra do Café do MyNews, apresentado pela jornalista Juliana Braga. O programa vai ao ar de segunda a sexta, às 8h30, no Canal MyNews

Quem vai guardar o voto impresso e com que segurança?

Quanto às desvantagens, Rais questiona: “Quem vai guardar essas urnas? Quem vai ficar fiscalizando quem conta? Como a gente vai ter certeza que aquele papel representa exatamente o que está na urna, se de repente a urna falhou e o eleitor não viu? Ou se de repente alguém vai contar e pula um, ou por fraude mesmo? Some com uma urna, ou deixa a urna armazenada próxima ao sol e estraga todos os papeizinhos?”.

Mesmo com todos estes questionamentos, Diogo Rais avalia como positivo este momento de discussão, porque demonstra que o eleitor está preocupado com a segurança do seu voto e “quanto mais segurança o eleitor tiver, mais a sério ele leva a democracia”. E ressalta que há outras alternativas além da impressão do voto, como “um registro digital do voto num software independente, ou uma votação paralela”. E finaliza: “será que a contagem de papel, a contagem humana, não é mais falha do que a contagem digital?”.


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“Pro Bolsonaro, guerra é paz” https://canalmynews.com.br/politica/pro-bolsonaro-guerra-e-paz/ Fri, 16 Jul 2021 16:06:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pro-bolsonaro-guerra-e-paz/ A jornalista e cientista política Deysi Cioccari analisou 27 anos de discurso do presidente, e segundo ela, Jair Bolsonaro sempre foi pautado pelo embate

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“Quando eu analisei todos os discursos dele [presidente Jair Bolsonaro], a coisa que mais me chamava atenção era justamente esse embate, sempre tinha alguma briga” – explica a jornalista e cientista política Deysi Cioccari ao falar sobre os 27 anos de documentos que pesquisou para o seu trabalho de pós-doutorado em Comunicação e Política.

Deysi Cioccari, jornalista e cientista política
Deysi Cioccari participou do Café do MyNews desta sexta-feira (16). Foto: Reprodução/Canal MyNews

A jornalista decidiu estudar os discursos do então deputado federal Jair Bolsonaro em 2014, e lembra que naquele ano teve uma briga entre Bolsonaro e a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). “Eu tava fazendo meu doutorado e eu sempre estudei a sociedade do espetáculo, que é quando as coisas se potencializam através das imagens. E me chamou a atenção que um deputado, até então desconhecido, tomou as manchetes dos jornais pela situação da briga, e as pessoas começaram a chamar ele de mito. Aí eu percebi que ali tinha uma movimentação na política que até então a gente não tava vendo” – pontua Deysi.

Ela avalia que a linguagem e o comportamento de Bolsonaro seguiram um padrão durante todos esses anos, mas esse padrão começou a mudar este ano. “Com o Lula readquirindo os direitos eleitorais, Bolsonaro acabou indo pra uma seara que não é a dele, um campo que não é o dele, que é as ruas, e ele nunca foi bom nas ruas. Ele sempre foi bom nas redes sociais”, ressalta.

Mas o discurso do embate não mudou, e foi aí que, segundo a cientista política, o presidente perdeu a “guerra”. “Quando ele vai pras ruas, ele segue provocando o embate. Mas ele nunca foi ao encontro das pessoas, e a rua é uma arena da esquerda, e o que a gente vê: ele mostra que não entende as ruas. E perde essa guerra pra esquerda”, contextualiza.

Deysi Cioccari critica a postura de Bolsonaro, e na sua avaliação, ele não tem chances na eleição de 2022: “Bolsonaro não conhece nem a si mesmo, nem ao inimigo, então ele tá completamente fadado ao fracasso. Se a alguns meses atrás a gente cogitava a hipótese dele ir pro segundo turno, hoje eu acho isso cada vez mais difícil”. E finaliza: “Bolsonaro não é um político de fato, é alguém que esteve lá pela própria sorte.”

Íntegra do programa Café do MyNewsdesta sexta-feira (16), com a participação de Deysi Cioccari.

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Economista aposta em “casa arrumada” para frear volatilidade do dólar https://canalmynews.com.br/economia/economista-aposta-em-casa-arrumada-para-frear-volatilidade-do-dolar/ Thu, 15 Jul 2021 22:01:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/economista-aposta-em-casa-arrumada-para-frear-volatilidade-do-dolar/ Em entrevista ao Café do MyNews, Cristiane Quartaroli afirma que o Brasil precisa de estabilidade política para atrair investidores externos

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O cenário político brasileiro atual aliado a uma economia fragilizada em consequência da pandemia de coronavírus contribuem para uma moeda instável e para o aumento do risco-país. E segundo a economista do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli,  somente após a “casa arrumada” é que haverá a retomada de investimentos externos no País e uma melhora expressiva no mercado financeiro.

Cristiane Quartaroli, economista Banco Ourinvest
Economista Cristiane Quartaroli em entrevista ao programa ‘Café do MyNews‘ desta terça-feira (13).
Foto: Reprodução (MyNews)

“O investidor olha pra cá e não vê o Brasil como um país seguro. Tanto que se a gente comparar a nossa moeda com a dos demais [países] emergentes, o real foi uma das moedas que mais se desvalorizou desde o início da pandemia”, explica Quartaroli. “O quadro pandêmico precisa melhorar com o avanço da vacinação, precisamos da “casa arrumada” para começar a ver uma melhora na economia, até lá a gente acredita que vá ter muita volatilidade no câmbio”, acrescentou.

Cristiane ressalta ainda que o cenário político conturbado e o envolvimento de membros do alto escalão do governo na CPI da Pandemia gera “uma aversão ao risco ao nosso país”. E o dólar, querendo ou não, é uma medida de risco. “Então o investidor olha pra cá e não vê com bons olhos”, enfatiza.

Além disso, segundo ela, a economia americana está se recuperando e a sua moeda está forte. “Então o investidor vai olhar pra uma economia mais robusta que é a americana, com perspectiva de aumento de juros, e onde vai alocar seus investimentos? Em um lugar que tem a perspectiva de melhor rendimento e com uma economia mais segura”, observou.

Para Cristiane, somente após o Brasil se estabilizar politicamente é que o dólar irá cair a um patamar inferior aos R$ 5,00, e como consequência, deve atrair novos investidores.

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Pazuello pode ser indiciado por mentir mesmo com habeas corpus, diz senador https://canalmynews.com.br/politica/pazuello-pode-ser-indiciado-por-mentir-mesmo-com-habeas-corpus-diz-senador/ Thu, 20 May 2021 14:11:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pazuello-pode-ser-indiciado-por-mentir-mesmo-com-habeas-corpus-diz-senador/ Alessandro Vieira tambémdefende que CPI analise a preferência do governo Bolsonaro em ouvir especialistas que não são especialistas e corroboraram tese de “tio do WhatsApp”

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O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) defendeu nesta quinta-feira (20) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia se debruce sobre as colaborações feitas por pessoas sem formação na área médica no combate ao coronavírus. Em depoimento à CPI, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello relatou, por exemplo, o auxílio do empresário da área de educação, Carlos Wizard. Para Vieira, o governo do presidente Jair Bolsonaro preferiu dar espaço para pessoas que exercitaram “teorias conspiratórias”.

Senador Alessandro Vieira em entrevista ao 'Café do MyNews' - 25/05.
Senador Alessandro Vieira em entrevista ao ‘Café do MyNews’ – 25/05. Foto: Reprodução (MyNews).

“Aparentemente, esse governo, em nenhum momento, pensou ou se preocupou em chamar os especialistas na área de epidemiologia, saúde pública, funcionamento do SUS, nada. Saiu pinçando pseudo-especialistas para formalizar um entendimento prévio que é político e ideológico, no sentido de que não pode parar o país, tem que ter algum tratamento para essa doença, quando não existe tratamento para doença”, sustentou Vieira.

Para Vieira, Wizard está na categoria de curioso, já que não tem experiência, nem formação na área médica. O senador avalia como grave pessoas sem formação estarem exercendo funções cruciais para o enfrentamento à pandemia. “A  gente está vendo pessoas que ocupam cargos cruciais exercitando teorias conspiratórias de tio de WhatsApp, de que tem um complô mundial e que os países deixam os seus cidadãos morrerem porque não querem usar um remédio que a ciência tupiniquim descobriu em alguma garagem. É surreal imaginar que o Brasil está submetido a essa qualidade de gestão”, criticou.

Vieira explicou ainda que, mesmo com o habeas corpus, Pazuello pode ser indiciado por mentir à CPI. Em seu depoimento na quarta-feira, o ex-ministro foi confrontado em algumas ocasiões com versões dadas aos senadores. Ele afirmou, por exemplo, que o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou não comprar a vacina da Pfizer. O tribunal emitiu nota ainda durante a oitiva negando a versão.

“Na medida em que optou por não exercer o direito de ficar calado, mas, sim, passar para a população e para a CPI informações que não correspondem à verdade, ele deve ser ao final do processo indiciado por falso testemunho, senão por outros crimes mais relevantes, e vai responder por isso em mais um processo na justiça”, sustentou.

Para o senador, Pazuello preferiu fazer ilusionismo para as redes sociais, como se existisse um mundo na internet e outro na vida real.

Íntegra da entrevista com o senador Alessandro Vieira no programa ‘Café do MyNews‘.

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“Incitação à violência não pode ter lugar na democracia”, diz gerente do Sou da Paz https://canalmynews.com.br/mais/incitacao-a-violencia-nao-pode-ter-lugar-na-democracia-diz-gerente-do-sou-da-paz/ Thu, 15 Apr 2021 15:07:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/incitacao-a-violencia-nao-pode-ter-lugar-na-democracia-diz-gerente-do-sou-da-paz/ Natália Pollachi vê com preocupação declarações de Bolsonaro e diz que STF e Congresso não podem se deixar intimidar

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A gerente de Projetos do Instituto Sou da Paz, Natália Pollachi, defendeu nesta quinta-feira (15) em entrevista ao Café do MyNews que as declarações do presidente Jair Bolsonaro com incitação à violência não podem ter lugar na democracia. Diante do cenário, Natália afirma ser importante que o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) não se deixem intimidar. 

Segundo ela, ao contrário do discurso adotado pelo governo, a liberação e ampliação de acesso a armas não é a vontade da maioria da população e, sim, de no máximo um quarto que “mais aderente” a Bolsonaro. A liberação de armas, aliada a um discurso de incitação à violência gera preocupação, segue Natália, considerando as falas do presidente. Ela cita a a reunião ministerial de abril de 2020, quando o presidente pressionou pela edição de novos decretos, dizendo ser importante armar a população para dar condições de reagir a ordens dos governadores.

Entrevista com Natália Pollachi, gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, no programa Café do MyNews.
Entrevista com Natália Pollachi, gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, no programa Café do MyNews. Foto: Reprodução (MyNews).

“A gente vê com muita preocupação esse contexto em que está se liberando armas, sem preocupação com a segurança coletiva, com os danos que isso vai trazer pra todos nós, e que coloca armas nas mãos de uma parcela muito específica da população, aderente a esse tipo de discurso. E nesse momento em que há um confronto por controles constitucionais feitos por outros Poderes é ainda mais importante que o Congresso e o STF não se deixem intimidar e reafirmem a validade do controle feito pelas outras instituições”, sustentou.

Na última quarta-feira (14) Bolsonaro voltou a dizer que o país está diante de uma crise, sob um “barril de pólvora” e que pedem a ele para “fazer alguma coisa”, mas que ele aguarda um sinal da população. Para Natália, “esse tipo de incitação à violência não pode ter lugar na democracia”.

Natália analisou os últimos decretos editados por Bolsonaro para ampliar o acesso a armas. A ministra Rosa Weber suspendeu trechos dessa legislação, mas parte dela entrou em vigor na última terça-feira. Na avaliação do Instituto Sou da Paz, as normas não fazem um balanço adequado de direitos e não buscam mitigar os riscos que trazem à coletividade.

Dos pontos em vigor, a gerente do Sou da Paz destaca a autorização para policiais utilizarem armas privadas durante o serviço. Além dos problemas administrativos envolvendo o Estado abrir mão de dar os recursos adequados para profissionais de segurança trabalharem, o instituto vê problemas nas fiscalização da violência policial, que atinge mais jovens, negros e moradores da periferia. “Quando um policial é autorizado a usar uma arma pessoal, fica ainda mais difícil controlar se ele deu um disparo naquela ocorrência ou não, se ele apresentou a arma que efetivamente usou”. 

Ao suspender trechos da legislação, a ministra Rosa Weber enviou o processo para o plenário virtual, modalidade de votação na qual os ministros têm até 20 dias para protocolarem seus votos por escrito no sistema. De acordo com a jornalista Vera Magalhães, do jornal O Globo, o ministro Kassio Nunes deve pedir para a análise ser feita pelo plenário e, assim, pedir vista do processo. Para Natália, a medida seria prejudicial porque impede que os demais itens sejam debatidos e permite que continuem em vigência no país.

Íntegra da entrevista com Natália Pollachi no ‘Café do MyNews’ desta quinta-feira (15).

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“Quebrou o cristal”, diz Kajuru sobre relação com Bolsonaro https://canalmynews.com.br/juliana-braga/quebrou-o-cristal-diz-kajuru-sobre-relacao-com-bolsonaro/ Tue, 13 Apr 2021 15:05:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/quebrou-o-cristal-diz-kajuru-sobre-relacao-com-bolsonaro/ Senador rebate também Flávio Bolsonaro e diz que filho do presidente é quem tem que se explicar no Conselho de Ética

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O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou nesta terça-feira (13) que a sua relação com o presidente Jair Bolsonaro acabou. O parlamentar publicou em uma rede social um diálogo com o presidente no qual ele pressiona para inclusão de governadores e prefeitos na CPI da covid. Em entrevista ao Café do MyNews, Kajuru diz que “quebrou o cristal”. 

Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) em entrevista para o programa 'Café do MyNews'.
Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) em entrevista para o programa ‘Café do MyNews’. Foto: Reprodução (MyNews).

“Não vou ser oposição a ele, não sou rancoroso. Vou continuar defendendo as coisas certas que ele fizer, criticando as coisas erradas, sem nenhum rancor com ele. Agora, relacionamento não. Isso é igual a casamento. Trincou, acabou. Quebrou o cristal”, afirmou. Kajuru diz ter ficado decepcionado com a posição de Bolsonaro, “logo com ele”. “Comigo ele não poderia agir dessa forma.”

O parlamentar rebateu também o senador Flávio Bolsonaro, que protocolou uma representação contra ele pela divulgação da conversa. Ele diz rir porque dos 81 senadores, foi Flávio, investigado por um suposto esquema de rachadinhas, quem fez a representação. “Eu pedi a ele pra ele ir também, no mesmo dia meu, para ele explicar para o Brasil o que ele fez com dinheiro público, porque ele é acusado de crime de corrupção. Eu não. Quem tem que dar explicação é Flávio Bolsonaro”, disparou. Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro não respondeu se o senador gostaria de se manifestar.

Vídeo do senador Flávio Bolsonaro, que protocolou no CEDP do Senado uma representação contra Kajuru. Vídeo: Reprodução (MyNews).

Kajuru explicou também que a motivação para ter gravado a conversa com o presidente foi a insatisfação com a forma como Bolsonaro estava generalizando os senadores, chamando todos de canalha e afirmando que todos queriam fazer um “relatório sacana”. O senador goiano defendeu ainda a realização de duas CPIs, uma voltada apenas para prefeitos e governadores, para não correr o risco de as investigações nos estados tirarem o governo federal do foco.

Por fim, o senador respondeu às críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal que teriam afirmado, sem se identificar, acreditar se tratar de um jogo de cena. E defendeu o seu pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, relatado pelo ministro Kassio Nunes, mas ressalvou a possibilidade de Moraes ser salvo pelo corporativismo.

“[Kassio Nunes] tem ligações com o presidente Jair Bolsonaro? Tem. O presidente quer ver ministros do ‘impeachmenados’? Quer. Eu apresentei o pedido de impeachment há dois meses junto com um abaixo assinado com quase 3 milhões de assinaturas. Vamos aguardar, para mim, não tem discussão. Mas é um colega dele que vai julgar. E corporativismo a gente vê em todo lugar.”

Íntegra do programa ‘Café do MyNews’ desta terça-feira, com a entrevista completa com o senador Kajuru.

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‘Café do MyNews’ é a novidade do MyNews desta terça-feira https://canalmynews.com.br/mais/cafe-do-mynews-e-a-novidade-do-canal/ Fri, 12 Feb 2021 12:53:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cafe-do-mynews-e-a-novidade-do-canal/ Apresentado por Juliana Braga e Gabriela Lisbôa, o novo programa abordou com dinamismo as principais notícias de política e economia

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O Canal MyNews passa a entregar ainda mais informações para o seu dia a dia. O novo programa do canal é o ‘Café do MyNews’, que vai ao ar de segunda à sexta, às 8h30.

De volta da licença-maternidade, a especialista em política Juliana Braga apresenta o jornal diário ao lado da jornalista Gabriela Lisbôa.

No programa de estreia, Braga comentou o resultado das eleições presidenciais na Câmara e no Senado, geridos agora por simpatizante do presidente Jair Bolsonaro. A jornalista elucidou os possíveis desdobramentos ocasionados pela nova administração, que possui poder de influência direta sobre, por exemplo, um processo de impeachment do chefe do Executivo.

Entre as principais pautas do dia, Ganriela Lisbôa explicou o atual cenário do maior país do sudeste asiático, Mianmar, que sofreu um golpe militar. A apresentadora contou sobre as prisões políticas feitas pelo grupo militar que tomou o poder. Entre os detidos está Daw Aung San Suu Kyi, a controversa vencedora do Nobel da Paz.

A dupla, então, é responsável por trazer as notícias do momento, tendências dos mercados nacional e internacional, análises especiais de Brasília e todas as informações que você precisa para iniciar o dia bem informado, por dentro dos principais assuntos.

As tradicionais conversas do ‘Morning Call’ foram mantidas dentro do ‘Café’, em um quadro do programa. Assim, a opinião prática e explicativa do setor financeiro continua te acompanhando diariamente. Afinal, por aqui, a notícia nunca para.

De segunda a sexta, às 8h30, o Café do MyNews te espera!

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