TSE proíbe pesquisa eleitoral que afundou Flávio Bolsonaro Foto: Pedro França (Agência Senado)

TSE proíbe pesquisa eleitoral que afundou Flávio Bolsonaro

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Decisão atende pedido do PL e abre debate sobre os limites das pesquisas eleitorais no Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu uma pesquisa do instituto AtlasIntel que apontava queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios que mostravam sua proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão atendeu a um pedido do PL, que alegou possível indução dos entrevistados por causa da ordem e da formulação das perguntas.

O caso chamou atenção porque, tradicionalmente, restrições a pesquisas eleitorais costumam ocorrer por problemas de registro ou falhas burocráticas. Desta vez, porém, a suspensão ocorreu por questionamentos relacionados ao conteúdo do questionário. O ministro Cássio Nunes Marques argumentou que algumas perguntas poderiam influenciar as respostas dos entrevistados, especialmente após a exibição de informações negativas sobre o pré-candidato.

A AtlasIntel afirmou que respeitará a decisão, mas defendeu a legalidade e a robustez técnica do levantamento. O instituto também destacou que segue critérios científicos e metodológicos registrados junto à Justiça Eleitoral. Especialistas ouvidos pelo MyNews alertam que a medida pode abrir um precedente delicado para futuras disputas envolvendo pesquisas e campanhas eleitorais.

Além da controvérsia jurídica, o episódio acontece em um momento de fragilidade da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Pesquisas recentes indicaram queda de desempenho após a repercussão do caso Vorcaro, enquanto outros nomes da direita tentam ganhar espaço na corrida presidencial. Com o julgamento do tema previsto para análise do colegiado do TSE, o debate sobre liberdade de pesquisa e influência eleitoral deve continuar nos próximos dias.

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