Senador Jorge Seif, em destaque, à frente da delegação brasileira em visita ao Museu da História do Partido Comunista da China, em Pequim.
CAMARADA SEIF
Senador Jorge Seif (PL-SC) esteve na sede, no museu e no comitê central do PCCh, elogiou o regime comunista e a “meritocracia” como mêtodo
Depois da relação para lá de conflituosa do governo de Jair Bolsonaro com a China, a ponto do ex-presidente associar o coronavírus a uma ‘produção’ bacteriológica chinesa, pela primeira vez um político bolsonarista e do PL aceitou e visitou aquele país a convite do Partido Comunista chinês, que tem o controle do governo.
Trata-se do senador Jorge Seif (PL-SC), que chefiou uma delegação brasileira de 20 pessoas que esteve na China entre 18 a 27 de maio agora. E com todas as despesas pagas, como passagem, hospedagem e alimentação. O senador foi e voltou de classe econômica.
Na extensa agenda entre Pequim, Xangai e outras localidades, Seif era anunciado como o primeiro parlamentar do PL a aceitar um convite dessa natureza, motivo de exaltação por parte das autoridades chinesas.
Entre os locais visitados, a escola do Comitê Central e o Museu da História do Partido Comunista, além de outros locais, como a fábrica de robôs humanoides de Hubei. No museu, o bolsonarista rsgistrou seu nome no livro de presenças.
Nas oportunidades que fez uso da palavra, Seif citou Flávio Bolsonaro, como o candidato da direita no Brasil, e sugeriu uma visita do filho de Bolsonaro à China, ideia bem absorvida pelos chineses. Mas falta combinar com o presidenciàvel.
À TV chinesa, Seif fez declarações elogiosas ao regime, que pôde conhecer melhor agora, e deu ênfase a “meritocracia”, como uma prática naquele país.
“Comecei a entender o sistema democrático de vocês. Nessa visita na sede (do partido) eu entendia um pouco e agora sei profundamente como funciona as tomadas de decisões, como o povo participa, a eleição indireta, a representação dos povos. Ficou muito mais claro o sistema democrático chinês”, declarou Seif à emissora chinesa. E completou:
“Sem dúvida, a meritocracia fez essa grande nação se tornar uma potência mundial. E que no Brasil, cada vez mais, possamos escolher nossos representantes pelo mérito, pela entrega e pela dedicação à população assim como as autoridades e a governança chinesa têm demonstrado”.
Esta não foi a primeira viagem de Seif a China, que já esteve no país com uma delegação do governo de Santa Catarina.