Flávio Bolsonaro I Foto: Reprodução
Lula aparece em segundo, enquanto Augusto Cury tem a menor arrecadação entre os seis principais presidenciáveis
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera a arrecadação de doações eleitorais na corrida presidencial, com R$ 44,3 milhões captados até o momento. Em seguida, Lula (PT) soma R$ 35,9 milhões. Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 6,6 milhões, ocupa a terceira posição. Na sequência aparecem Romeu Zema (Novo), com R$ 3,4 milhões, Renan Santos (Missão), com R$ 1,3 milhão, e Augusto Cury (Avante), com R$ 317 mil.
Por outro lado, Cury apresenta a menor arrecadação entre os seis candidatos. Ele destinou R$ 250 mil do próprio patrimônio à campanha, valor que representa 78% do total recebido. Além disso, o Avante contribuiu com R$ 50 mil por meio do fundo eleitoral, enquanto pessoas físicas responderam por cerca de 5% da arrecadação. Já Renan Santos reúne R$ 1,3 milhão, sendo 92% desse valor proveniente de financiamento coletivo.
Enquanto isso, Flávio concentra a maior parte dos recursos no fundo eleitoral do PL. O partido destinou R$ 42 milhões à candidatura, enquanto outros doadores, como Erasmo Carlos Battistella e Fernando de Castro Marques, contribuíram com R$ 500 mil cada. Lula também depende fortemente dos recursos partidários: o PT destinou R$ 35 milhões à campanha pelo Fundo Especial, o equivalente a 97% da arrecadação do candidato.
Os dados do sistema Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somam cerca de R$ 92 milhões em doações para as seis candidaturas. Além disso, partidos e candidatos precisam apresentar a prestação parcial de contas à Justiça Eleitoral entre 9 e 13 de setembro, com a identificação dos doadores e dos valores recebidos. As campanhas, contudo, ainda podem arrecadar recursos até o dia da eleição, o que pode alterar o ranking nas próximas atualizações.