Janja repudia ataques de Renan Santos em debate Foto: Metrópoles jornal do mynews

Janja repudia ataques de Renan Santos em debate

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Primeira-dama classifica falas do candidato como misoginia, enquanto adversário nega discriminação e alega crítica política

A primeira-dama Janja Lula da Silva enviou uma nota à Band. Ela também acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE). Essa reação ocorreu após o candidato Renan Santos (Missão) citá-la no debate presidencial. Durante o evento, Renan criticou a ausência de Lula. Ele afirmou que o presidente estaria “ou bêbado ou com a Janja”. Além disso, ele disse que o rival encontraria companhias melhores se estivesse presente. Em resposta, Janja declarou que sofreu ataques pessoais. Por isso, ela ressaltou que essas agressões configuram misoginia e não podem ser normalizadas.

Renan Santos nega discriminação em vídeo

Por outro lado, Renan Santos publicou um vídeo nas redes sociais para se defender. Ele negou qualquer teor de ódio contra as mulheres. Portanto, o candidato sustentou que sua fala representa apenas uma contestação política. Segundo ele, enquadrar essa declaração como violência de gênero pode criminalizar o debate público. Além disso, o postulante comentou um vídeo antigo de 2017 que voltou a circular. Ele admitiu o erro e classificou suas falas passadas como uma “piada infeliz”.

Representação jurídica avança no MPE

Enquanto isso, a disputa avançou para a esfera jurídica. O candidato ao governo da Paraíba Olímpio Rocha (PSol) apresentou uma representação ao MPE. Ele pediu a apuração de possível injúria eleitoral. A peça baseia-se no artigo 243 do Código Eleitoral. Esse texto veda a propaganda que deprecie a condição da mulher. Dessa forma, o órgão ministerial deve analisar o caso em breve. Assim, os promotores vão decidir se abrem uma investigação formal.

Congresso acelera projeto contra misoginia

Por fim, o caso coincide com o avanço de discussões no Congresso Nacional. Os deputados analisam o Projeto de Lei 896/2023. O Senado já aprovou o texto, que tipifica crimes de misoginia no Código Penal. Recentemente, a Câmara aprovou o regime de urgência para essa matéria. Consequentemente, o tema ganhou prioridade de votação. Esse cenário reflete a crescente atenção sobre a conduta dos candidatos em relação às mulheres.

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