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ALMOÇO DO MYNEWS
Entenda as causas, a evolução rápida e os desafios do diagnóstico neurológico explicado pelo médico Alan Cronenberg Andrade no Almoço do MyNews
A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma enfermidade neurodegenerativa grave, extremamente rara e devastadora, afetando entre uma e duas pessoas por milhão de habitantes a cada ano. Essa frequência equivale a cerca de 40 a 80 diagnósticos anuais no Brasil, demonstrando a baixa incidência do problema no território nacional. Em entrevista concedida ao programa Almoço do MyNews, o neurologista Alan Cronenberg Andrade explicou detalhadamente que uma proteína anormal, chamada príon, surge de forma esporádica no cérebro e provoca essa severa alteração. Além disso, o especialista enfatizou prontamente que a condição neurológica não apresenta qualquer relação causal com o câncer de próstata enfrentado por Lito Souza anteriormente.
Diferente de outras demências de evolução lenta, a DCJ deteriora o sistema nervoso central com extrema rapidez, provocando declínio cognitivo e motor em menos de 12 meses. O avanço acelerado dos sintomas compromete drasticamente a autonomia do paciente em pouco tempo, exigindo suporte médico constante desde o momento dos primeiros sinais clínicos. A destruição veloz do tecido cerebral diferencia esse problema de diagnósticos mais conhecidos na neurologia, trazendo enorme complexidade para o manejo diário dos impactados pela enfermidade.
A medicina considera a Doença de Creutzfeldt-Jakob uma condição incurável, pois a literatura científica global nunca registrou sequer um caso oficial de reversão ou cura dessa enfermidade. Os cientistas ainda não descobriram formas efetivas de controle sobre o processo degenerativo, mantendo a busca por tratamentos capazes de deter a progressão dos príons no organismo. Atualmente, as equipes médicas utilizam exclusivamente intervenções paliativas, focando no alívio das dores, na redução do desconforto e na manutenção do bem-estar diário do doente.