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Plano do pré-candidato do Novo prevê privatização total de estatais, reforma administrativa e mudanças no STF para reestruturar a economia nacional
Em entrevista concedida ao canal My News, o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, defendeu o enxugamento da máquina pública. Para o político mineiro, essa reestruturação é o pilar central de sua plataforma econômica. Portanto, o foco principal do seu plano de governo é o ajuste fiscal. Além disso, o governador apontou que a redução de gastos estatais é indispensável para restabelecer a credibilidade do país.
Durante a sabatina, Zema afirmou que pretende vender todas as empresas estatais brasileiras. De acordo com ele, a administração pública costuma transformar corporações em instrumentos de loteamento político. Por essa razão, o governador usou seu mandato em Minas Gerais como exemplo de gestão. Assim, ele argumentou que o setor privado é o único capaz de gerir empreendimentos comerciais de forma eficiente.
Para que o país alcance a meta de 6% de juros ao ano, Zema delineou um pacote fiscal rigoroso. Nesse sentido, o plano engloba uma nova reforma da previdência ajustada ao aumento da longevidade. Igualmente, o candidato propõe uma reforma administrativa profunda em todos os entes federativos. Por fim, a estratégia inclui a revisão de programas sociais e a privatização em massa de ativos da União.
Além das pautas econômicas, Zema direcionou duras críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua visão, os ministros extrapolam suas prerrogativas institucionais e interferem no Poder Legislativo. Consequentemente, o governador condenou a conduta de magistrados envolvidos em polêmicas com entes privados. Por conta disso, ele declarou apoio a processos de impeachment no Senado para reestruturar a mais alta corte.
Apesar das pressões políticas, Zema descartou a possibilidade de disputar uma vaga no Senado Federal. Dessa forma, o político reafirmou que seu objetivo se restringe ao Poder Executivo devido ao seu perfil de gestor. Enquanto isso, o pré-candidato minimizou as pesquisas de intenção de voto atuais. Em suma, ele manteve uma postura firme quanto à sua corrida presidencial, confiando na decisão final do eleitorado.