Brasil sente menos os efeitos da guerra, diz ministro da Fazenda Dario Durigan, Ministro da Fazenda. Foto: CBIC

Brasil sente menos os efeitos da guerra, diz ministro da Fazenda

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Secretário-executivo da Fazenda afirmou que o país tem mais resiliência diante da crise no Oriente Médio e destacou investimentos em biocombustíveis, fertilizantes e bioeconomia

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (25) que o Brasil é um dos países que menos sente os impactos da guerra no Oriente Médio. A declaração ocorreu durante o evento Eco Invest Brasil, em São Paulo, voltado para investimentos sustentáveis e transição ecológica.

Segundo Durigan, apesar da alta no preço dos combustíveis provocada pela tensão internacional, o país possui uma estrutura que reduz parte dos impactos da crise. Além disso, ele destacou que o Brasil mantém capacidade de adaptação em um cenário global mais instável.

“Exploramos óleo cru, mas importamos combustíveis, o que compensa os impactos e garante resiliência para o país passar por um momento difícil”, afirmou o secretário. Enquanto outras nações discutem possíveis medidas de racionamento energético, o governo brasileiro aposta em alternativas ligadas à inovação e à transição verde.

Além disso, Durigan reforçou que o foco do governo está em áreas consideradas estratégicas, como fertilizantes, biocombustíveis, minerais críticos e bioeconomia. Segundo ele, o objetivo é fortalecer cadeias produtivas essenciais para o crescimento econômico do país e ampliar a competitividade brasileira no cenário internacional.

Ao mesmo tempo, o secretário destacou a parceria entre setor público e iniciativa privada para ampliar investimentos sustentáveis. De acordo com ele, os recursos públicos ajudam a reduzir riscos e atraem capital privado para projetos ligados à transição ecológica.

Eco Invest Brasil aposta em Amazônia e energia limpa

O evento também marcou o lançamento do 5º leilão do programa Eco Invest Brasil e apresentou os resultados da quarta etapa da iniciativa. Desta vez, o governo direcionou o novo leilão para projetos de bioeconomia e turismo sustentável na Amazônia.

Além disso, o terceiro leilão concentrou investimentos em transição energética, incluindo combustível sustentável de aviação (SAF), baterias, veículos elétricos, biogás e biomassa. Segundo dados do Tesouro Nacional, cada R$ 1 de recurso público mobilizou cerca de R$ 4 em investimentos privados.

Por fim, painéis sobre inovação, integração entre universidades e indústria e desenvolvimento econômico sustentável também fizeram parte da programação. Segundo a CNN Brasil, o governo pretende transformar o programa em uma das principais vitrines da estratégia de transição ecológica do país.

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