Preço global dos alimentos dispara e guerra no Oriente Médio aumenta temor de inflação Colheitadeira. Colheita de trigo. Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Preço global dos alimentos dispara e guerra no Oriente Médio aumenta temor de inflação

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Conflito no Oriente Médio pressiona petróleo, fertilizantes e abastecimento global, enquanto ONU alerta para risco de nova onda inflacionária nos alimentos

O preço global dos alimentos voltou a subir e já preocupa economistas e organismos internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da FAO, informou que o índice mundial de preços atingiu o maior nível dos últimos três anos. O avanço é impulsionado principalmente pela escalada da guerra no Oriente Médio e pela pressão sobre o petróleo e os fertilizantes.

A alta já afeta produtos importantes do mercado internacional, como óleos vegetais, trigo e derivados agrícolas. O aumento do petróleo também pressiona custos de produção e transporte em diferentes países. Segundo o g1, uma tensão na região do Estreito de Ormuz preocupa porque cerca de um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passava pela área antes do agravamento do conflito.

Os óleos vegetais aparecem entre os itens que mais subiram nas últimas semanas. Além da guerra, o crescimento da demanda por biocombustíveis também contribui para a disparada dos preços. Já no caso do trigo, o mercado teme dificuldades no abastecimento global devido aos bloqueios logísticos e à redução da oferta de fertilizantes.

A situação piorou após novos confrontos envolvendo Irã e Estados Unidos. O governo iraniano acusou os americanos de violarem o cessar-fogo após ataques contra embarcações na região. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a trégua segue mantida, apesar dos episódios recentes. Com a instabilidade no Oriente Médio, o petróleo voltou a ultrapassar os US$ 100 por barril, aumentando o temor de uma nova onda global de inflação.

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