Inconsciente coletivo

Sonhos da pandemia são reflexo da incerteza e desejo por volta ao normal, diz Sidarta Ribeiro

Neurocientista fala dos efeitos da pandemia em nosso sono e sonhos
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Muitas pessoas têm percebido uma piora no sono desde o começo da pandemia. Insônia, noites mal dormidas e sonhos estranhos. O neurocientista Sidarta Ribeiro falou sobre isso em entrevista ao Almoço do MyNews. Sidarta é vice-diretor do Instituto do Cérebro e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O neurocientista comenta que a pandemia está fazendo com que as pessoas estejam dormindo de modos diferentes, que as pessoas estão tendo muita ansiedade, insônia, sonhos com conteúdos negativos e isso tudo está relacionados ao sofrimento psíquico que a pandemia traz.

Quando perguntado sobre o conteúdo dos sonhos das pessoas, Sidarta fala que ele o sonho tem uma função de satisfação de desejo. “Os sonhos têm, muitas vezes, uma função compensatória, aquilo que o Freud chamou de ‘satisfação do desejo’. Isso tem a ver com nossos desejos e com os nossos medos. Então muitas pessoas têm sonhado que a pandemia acabou, que está tudo bem ou o contrário, com medo do contágio, medo da morte. Eu acho que o que está acontecendo nos sonhos é um reflexo do que vai acontecendo na vigília, que é uma grande incerteza e um desejo represado de que as coisas possam se normalizar”, afirma o neurocientista.

Ele completa falando que a pandemia nos coloca em uma situação de dilema, já que ficamos tristes ao lembrar de um passado melhor do que estamos vivendo, o que deixa as pessoas depressivas, e que pensar num futuro também é difícil por ser cheio de incertezas, já que não temos certeza nenhuma de quando isso irá acabar.

O neurocirurgião dá algumas dicas do que as pessoas podem fazer para diminuir a ansiedade. “Os trabalhos domésticos ajudam muito, então está muito ansioso, vale muito a pena dar uma varrida na casa, limpar bem os móveis na pandemia. Prepare sua comida, dê preferência à comida livre de agrotóxicos. Essa está sendo uma oportunidade que nem todo mundo está aproveitando, de uma reconexão com o presente”, avalia Ribeiro.

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