Inadimplência em condomínios dispara no Brasil Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Foto: Malcoln Oliveira papo de imóvel

Inadimplência em condomínios dispara no Brasil

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Com alta nos custos e orçamento familiar pressionado, protestos por dívidas condominiais cresceram 569% em 2025

A inadimplência nas taxas de condomínio tornou-se um desafio crescente para moradores, síndicos e administradores do Brasil. Durante o Café do MyNews desta terça-feira (15), Mário Fernandes analisou essa crise no setor. A elevação dos custos com mão de obra, manutenção e contas básicas pressiona o caixa dos empreendimentos, que precisam manter serviços essenciais, como segurança e limpeza, mesmo com a redução da arrecadação.

De acordo com um levantamento realizado em cerca de 7.000 condomínios, o índice de inadimplência condominial atingiu 11,66% no segundo semestre de 2025, superando os 9,83% do mesmo período de 2024. O pico histórico do indicador ocorreu na primeira metade de 2025, quando alcançou 11,95%. Além disso, as projeções para 2026 apontam para a manutenção do não pagamento em patamares elevados, girando em torno de 11%.

Alta do boleto e explosão de protestos em cartórios

Além da alta inadimplência, o valor do boleto cobrado dos moradores também subiu. A taxa média passou de R$ 413 em 2022 para R$ 522 no fim de 2025. Assim, a alta nominal somou cerca de 26% em três anos; esse encarecimento faz com que a taxa de condomínio seja comparada a um segundo aluguel por muitas famílias.

Como consequência da falta de pagamento e do rombo nas contas, o volume de cobranças formais disparou nos cartórios. Em 2025, o número de protestos por dívidas de condomínio saltou de pouco mais de 15 mil registrados em 2024 para mais de 100 mil. Dessa forma, o país registrou um crescimento vertiginoso de 569% nas autuações.

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