Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
papo de imóvel
Projetos avaliados pela prefeitura visam conectar a periferia ao metrô, mas enfrentam desafios financeiros
A Prefeitura de São Paulo estuda a implantação de dois sistemas de teleféricos como alternativa para o transporte de passageiros nas zonas Norte e Sul da capital. Ao todo, as propostas somam até 15 quilômetros de extensão. Além disso, o plano inclui 18 estações integradas ao metrô para reduzir o tempo de viagem.
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O projeto mais expressivo prevê um trecho na Brasilândia, Zona Norte, com 11,9 quilômetros, 13 estações e custo estimado em R$ 2,3 bilhões para conectar o bairro à futura estação da Linha 6-Laranja. Já na Zona Sul, a proposta abrange 3,3 quilômetros ligando o terminal Jabaquara ao Jardim São Savério, com orçamento previsto em R$ 650 milhões. Este segundo trajeto visa reduzir o tempo de viagem em até 70%.
Para embasar a iniciativa, especialistas observam o exemplo de Medellín, na Colômbia, onde o sistema funciona com sucesso desde 2004 em regiões montanhosas. Contudo, a realidade de São Paulo exige cautela. O histórico nacional inclui reveses como o teleférico do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, desativado desde 2016, reforçando os alertas sobre os elevados custos operacionais e de manutenção contínua.
Apesar dos estudos em andamento, nenhum dos projetos foi aprovado até o momento. Sem definição de fontes de financiamento, cronograma ou contratação de obras, as propostas permanecem no papel. Cabe à administração pública comprovar se o sistema aéreo conseguirá ser financeiramente sustentável e perfeitamente integrado à rede de transporte existente na cidade.