Foto: Tribuna do Norte
Eleições 2026
O salto expressivo nas denúncias em apenas cinco dias expõe a incapacidade dos candidatos de cumprirem as regras eleitorais básicas
A corrida eleitoral de 2026 começa marcada por um grave descumprimento das regras por parte das campanhas. Dados do aplicativo Pardal revelam um salto vertiginoso no número de denúncias de infrações. As ocorrências subiram de 1.103 para 3.468 em apenas cinco dias. Esse crescimento extraordinário expõe a insistência de candidatos em poluir cidades e violar a legislação vigente. As vias públicas concentram a maior parte dos abusos registrados até o momento. As propagandas irregulares nas ruas somam isoladamente 1.200 casos relatados pelos eleitores.
As disputas pelas vagas legislativas concentram o maior volume de ilegalidades na propaganda. Os candidatos ao cargo de deputado estadual acumulam 1.245 denúncias no sistema. Em seguida, as postulações para deputado federal somam 1.096 registros de infração. Partidos, coligações e federações também respondem por 447 alertas de desrespeito às normas. A busca desesperada por visibilidade nas bases eleitorais impulsiona esse cenário caótico. Candidatos ignoram os limites legais para obter vantagem indevida sobre os adversários.
A distribuição geográfica demonstra que grandes centros urbanos sofrem mais com os abusos eleitorais. O estado de São Paulo lidera o ranking nacional com 613 ocorrências registradas. A Bahia aparece na segunda posição ao contabilizar 309 denúncias no aplicativo. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco mantêm patamares elevados de queixas. A internet também virou espaço para propaganda irregular com 599 registros no país. Nem mesmo os bens públicos escaparam das infrações com 339 denúncias contabilizadas.
A enxurrada de denúncias coloca em cheque a postura preventiva dos comitês partidários. A população assume o papel de fiscal diante da ineficiência dos próprios candidatos. O aplicativo Pardal Móvel recebe os relatos acompanhados de provas digitais dos abusos. O sigilo do denunciante garante a continuidade das checagens pelo Tribunal Superior Eleitoral. Resta saber se as providências cabíveis contiverem o avanço do desrespeito às regras. O eleitor segue vigilante contra a poluição visual e a disputa desleal.