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Corte de juros no Brasil e incertezas fiscais moldam os investimentos, enquanto analista alerta sobre riscos na marcação a mercado
Em entrevista ao Café do MyNews, Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, destacou que a semana econômica foi marcada pelas decisões de política monetária no Brasil e no exterior. Em linha com o esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros, enquanto o Banco Central norte-americano optou por um aperto monetário. Com a queda da inflação no Brasil, o mercado projeta um novo corte da Selic na reunião de novembro.
Ao mesmo tempo, as pesquisas eleitorais e as preocupações fiscais impactam os negócios. O governo anunciou a expansão de benefícios sociais com custo de R$ 6 bilhões. Esse aumento de gastos assustou os investidores e elevou a percepção do risco-país. Com isso, o cenário econômico pode exigir taxas de juros elevadas por mais tempo.
A volatilidade das pesquisas eleitorais gera dúvidas sobre ganhos rápidos no mercado de renda fixa. As intenções de voto afetam diretamente a curva de juros futuros. Contudo, Lima ressalta que a principal janela para especular com esses títulos já passou. Operar no curto prazo com base na política traz riscos altos para o pequeno investidor.
Apesar da oscilação, o patamar atual dos juros garante excelentes rendimentos no longo prazo. O analista recomenda a compra de títulos pré-fixados com foco no vencimento final. Essa estratégia trava taxas altas e oferece segurança ao investidor. Dessa forma, você protege seu patrimônio contra os ruídos do cenário político.