Arquivos Donald Trump - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/donald-trump/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 11 Feb 2025 18:02:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Steve Bannon se declara culpado por desvio de verba do muro no México https://canalmynews.com.br/noticias/steve-bannon-se-declara-culpado-por-desvio-de-verba-do-muro-no-mexico/ Tue, 11 Feb 2025 18:02:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50801 Com a declaração, aliado de Trump evitou a pena de prisão e foi condenado a três anos de liberdade condicional por envolvimento na fraude contra doadores

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Steve Bannon, um dos principais aliados, conselheiro e ex-estrategista de Donald Trump, se declarou culpado por participar de um esquema de fraude para desviar fundos doados para a construção do muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

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De acordo com a acusação apresentada pelo Departamento de Justiça dos EUA, Bannon e outras três pessoas enganaram centenas de milhares de doadores do projeto “We Build the Wall” (“Nós construímos o muro”, na tradução literal), que arrecadou US$ 25 milhões (aproximadamente, R$ 144,45 milhões). Por outro lado, seu advogado afirmou que os fundos desviados jamais foram embolsados pelo ex-estrategista.

Inicialmente, Bannon afirmou ser inocente frente às acusações e seria julgado em março. Mas, agora, com a declaração de culpa, ele conseguiu evitar uma pena de prisão, sendo condenado a apenas três anos de liberdade condicional.

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O aliado de Trump chegou a ser preso em 2024 por não colaborar com as investigações sobre a invasão ao Capitólio em janeiro de 2021, mas foi solto em outubro, há uma semana das eleições que reelegeram o atual presidente. Steve Bannon é um dos principais nomes da direita nos EUA e exerceu um papel central durante o primeiro mandato de Trump.

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Assista abaixo ao MyNews Entrevista com a jornalista Camilla Lucena e o advogado tributarista Carlos Crosara sobre as tributações de Trump:

*Sob supervisão de Leonardo Cardoso

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Trump anuncia possível taxação de 25% sobre aço e alumínio https://canalmynews.com.br/noticias/trump-anuncia-possivel-taxacao-de-25-sobre-aco-e-aluminio/ Mon, 10 Feb 2025 18:15:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50780 Caso nova tributação seja adotada, Brasil poderá ser um dos principais países afetados pelas medidas protecionistas, junto como México e Canadá

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou no domingo (9) que apresentará nesta segunda-feira (10) novos planos tarifários para impor taxação de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio do país.

Segundo dados divulgados pelo G1, aproximadamente 25% do aço usado no país, além de metade do alumínio utilizado, é importado de países vizinhos, Canadá e México, e aliados na Ásia. Isto é, dependem dos mercado internacional para atender as demandas internas das industrias americanas.

A possibilidade de Trump impor novos tributos sobre esse materiais é um alerta para a economia brasileira, pois, de acordo com dados do governo, os norte-americanos compraram 18% de todas as exportações brasileiras de ferro fundido, ferro ou aço em 2023. Já em 2024, conforme os dados do Departamento de Comércio americano, o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, perdendo apenas para o Canadá.

Por meio das redes sociais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda que o Brasil só vai se posicionar depois que Trump tomar uma decisão oficial. O ministro aproveitou o momento para desmentir os boatos de que o governo brasileiro taxaria as empresas de tecnologia em retaliação.

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Entre 2018 e 2019, durante seu primeiro mandato, Trump também impôs tarifas de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre o alumínio. No entanto, isentou o Brasil, o Canadá, o México, a União e o Reino Unido da taxação.

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*Sob supervisão de Leonardo Cardoso

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Canadá volta atrás, faz acordo com EUA e tarifas são suspensas https://canalmynews.com.br/noticias/canada-volta-atras-faz-acordo-com-eua-e-tarifas-sao-suspensas/ Tue, 04 Feb 2025 18:25:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50626 Após Donald Trump assinar ordem para taxar produtos canadenses em 25%, Justin Trudeau prometeu impor impostos em retaliação

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O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeu, anunciou, nesta segunda-feira (3), que voltou atrás na decisão de taxar os produtos norte-americanos em retaliação às tarifas de 25% ordenadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, no final de semana.

Segundo Trudeau, assim como o México, o Canadá entrou em acordo com os EUA para suspender as tarifas comerciais entre os países por um mês.

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O primeiro-ministro afirmou ter tido “uma boa conversa” com Trump, destacando que o país está comprometido com a implantação de seu plano de fronteira com o país vizinho para “interromper o fluxo de fentanil” — opioide sintético responsável pela maior parte das overdoses nos EUA.

“Além disso, o Canadá está assumindo novos compromissos para nomear um ‘Czar do Fentanil’, nós vamos listar os cartéis como terroristas e
lançar uma Força-tarefa conjunta com os Estados Unidos para combater o crime organizado, o fentanil é a lavagem de dinheiro”, destacou Trudeau por meio de seu perfil oficial no X (antigo Twitter). “A proposta de imposição de tarifas comerciais ficará suspensa por 30 dias enquanto trabalhamos juntos.”

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Em seu perfil na rede Truth Social, Trump também, se manifestou sobre o acordo, dizendo que o Canadá concordou em garantir que ambos os países tenham, “uma fronteira norte segura”, e reforçou os esforços de seu governo para combater a droga que tem “inundado” seu país, “matando centenas de milhares de americanos “.

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Entenda como a inteligência artificial chinesa ameaça a hegemonia norte-americana:

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México e Estados Unidos firmam acordo para suspender tarifas por um mês https://canalmynews.com.br/noticias/mexico-e-estados-unidos-firmam-acordo-para-suspender-tarifas-por-um-mes/ Mon, 03 Feb 2025 21:29:41 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50612 Presidente mexicana concordou em reforçar a segurança na fronteira, enquanto os EUA se comprometeram a impedir o tráfico de armas

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Os Estados Unidos (EUA) e o México anunciaram nesta segunda-feira (3) um acordo para “pausar imediatamente”, por um mês, as tarifas impostas sobre os produtos mexicanos. No sábado (1º), o presidente Donald Trump assinou uma ordem para taxar em 25% os produtos mexicanos a partir de terça-feira (4).

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A negociação entre o empresário e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, foi definida pelo republicano como “uma conversa muito amigável”. Por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), Sheinbaum afirmou que o acordo foi realizado “com muito respeito” pela relação entre os dois países.

“Acabei de falar com a presidente Claudia Sheinbaum, do México. Foi uma conversa muito amigável em que ela concordou em fornecer imediatamente 10 mil soldados mexicanos na fronteira que separa o México e os Estados Unidos. Esses soldados serão especificamente designados para impedir o fluxo de fentanil e imigrantes ilegais para o nosso país”, afirmou Trump em seu perfil oficial na rede social Truth Social.

“Nós tivemos uma boa conversa com o presidente Trump, com muito respeito ao nosso relacionamento [com os EUA] e à nossa soberania; chegamos a uma série de acordos”, escreveu Sheinbaum.

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De acordo com ela, o México reforçará a segurança na fronteira – enviando 10 mil homens da Guarda Nacional -, com o objetivo de combater o tráfico de drogas, principalmente de fentanil (opioide sintético causador da maior parte das overdoses nos EUA nos últimos anos). Em contrapartida, o governo americano trabalhará para impedir o tráfico de armas de alta potência para o México.

Por fim, as tarifas comerciais entre os dois países ficarão suspensas por um mês e os governos dedicarão esforços conjuntos em duas frentes: saúde e comércio.

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Novas tarifas de Trump começam amanhã e mundo teme guerra comercial https://canalmynews.com.br/noticias/tarifas-trump-mundo-guerra-comercial/ Mon, 03 Feb 2025 18:25:28 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50580 Impostos de 10% sobre a China e de 25% sobre Canadá e México entram em vigor na terça- feira (4); em resposta, dólar opera em alta, chegando a R$ 5,90

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, decidiu taxar os três principais parceiros comerciais de seu país, China, Canadá e México. As tarifas de 10% sobre os produtos chineses e de 25% sobre importações do Canadá e do México — com exceção do petróleo canadense que será taxado em 10% — devem entrar em vigor na terça-feira (4).

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Em retaliação, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou, na noite de sábado (1º), imposição de tarifas de 25% sobre produtos norte-americanos, enquanto a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que estuda possíveis medidas, tarifárias e não tarifárias, para defender os interesses do país.

A China, por outro lado, acusou as novas tarifas de Trump de “violarem seriamente” as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), afirmando que contestará a taxação por meio da entidade. Mas, em comunicado publicado no domingo (2) pelo Ministério do Comércio chinês, pediu aos EUA que “se envolvam em um diálogo franco e fortaleçam a cooperação”.

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Diante de uma possível guerra comercial, o dólar operou em alta nesta segunda-feira (3), chegando a R$ 5,90, e as bolsas de valor no Brasil, Europa e Ásia encerraram em queda.

Segundo a BBC, os investidores se preparam para um período de turbulência no mercado internacional, que pode afetar os ganhos das grandes empresas e reduzir o crescimento econômico global.

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Entenda como a inteligência artificial chinesa ameaça a hegemonia norte-americana:

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Deportações em massa podem causar déficit de mão de obra nos EUA https://canalmynews.com.br/opiniao/deportacoes-em-massa-podem-causar-deficit-de-mao-de-obra-nos-eua/ Thu, 30 Jan 2025 20:59:39 +0000 https://localhost:8000/?p=50467 Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu retirar, de forma forçada, todos os milhões de imigrantes ilegais que vivem no país, até o fim do seu mandato

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De repente, em um dia, todos os imigrantes mexicanos desaparecem dos Estados Unidos (EUA). Uma família, sem sua empregada doméstica, se vê em meio ao caos ao perceber sua casa suja, com roupas encardidas e sem conseguir encontrar alimentos. Um fazendeiro fica sem ninguém para fazer a colheita. Funcionários desaparecem de um restaurante e não há quem limpe os carros no lava a jato. Esta é uma história fictícia do filme Um Dia sem Mexicanos, dirigido por Sergio Arau e levado às telas de cinema em 2004.

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A situação retratada por Arau é apenas uma ficção fantasiosa e absurda, mas demonstra como a sociedade norte-americana depende econômica e afetivamente dos imigrantes, provenientes não apenas de seu vizinho do sul, mas de vários outros países, inclusive latino-americanos.

Em sua campanha eleitoral para a Casa Branca, o presidente Donald Trump anunciou que, se fosse eleito, faria “a maior operação doméstica de deportações da história Americana”, retirando, de forma forçada, todos os milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA, até o fim do seu mandato.

Uma pesquisa divulgada em julho do ano passado, pelo Pew Research Center, mostrou que havia, cerca de 11 milhões de imigrantes não autorizados vivendo nos Estados Unidos, em 2022. Essa população oferecia, segundo a pesquisa, um contingente de 8,3 milhões de trabalhadores para a economia norte-americana.

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Os receios de que Trump possa colocar em prática suas promessas de campanha ganharam força depois que milhares de imigrantes foram detidos por agentes de imigração e deportados para seus países de origem, como México, Colômbia e Brasil, poucos dias depois de assumir a presidência norte-americana.

De acordo com pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, caso Trump decida deportar todos os imigrantes ilegais e tenha os recursos para isso, a situação pode gerar um enorme déficit de mão de obra que poderá causar impactos devastadores para a economia norte-americana.

Economia

“Se a gente considerar que a retórica do Trump será concretizada, o impacto para o americano comum seria absurdo. Várias indústrias seriam colocadas em caos, pelo menos no curto prazo, particularmente a indústria alimentícia, que é absolutamente dependente de mão de obra subempregada, de imigrante ilegal”, destaca o pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Thaddeus Gregory.

A professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) Carla Beni explica que os setores de coleta de frutas e de laticínios, por exemplo, seriam muito afetados. “A grande população que trabalha nas fazendas, executando toda essa produção, que trabalha numa escala muito maior do que o americano trabalharia, recebe menos porque não tem documentação. Ele não tem documentação e é explorado pelo empresário americano ou mesmo por um outro empresário imigrante que já está legalizado”.

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Gregory explica que esses empregos estão disponíveis para qualquer americano, mas “a maioria não quer trabalhar coletando tomates a 5 dólares por hora”. “Como eles [empresários] vão dar conta dessa enorme necessidade de mão de obra barata?”, ressalta.

Segundo ele, outro setor que deve sofrer com carência de mão de obra é o de serviços. “Particularmente, as pequenas empresas serão afetadas, como aquela empresa de jardinagem, que emprega seis ou sete salvadorenhos, que não sabe como está a situação de imigração deles porque [o empresário] não pergunta. E muitas dessas pequenas empresas ironicamente têm donos que são apoiadores de Trump. É a pequena burguesia americana, que será muito afetada”.

Um projeto de deportação em massa de imigrantes, provavelmente vai elevar o preço da mão de obra nos EUA, explica o professor de História da América Roberto Moll, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Consequentemente, isso elevará os preços e a inflação. Isso pode forçar o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, a elevar os juros. Em conjunto, neste cenário, provavelmente, as empresas sediadas nos EUA, principalmente em setores mais endógenos da economia, perderiam ainda mais competitividade”, afirma Moll.

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O medo da deportação, pelos imigrantes ilegais, pode também gerar um efeito aparentemente contraditório: uma exploração ainda maior dos trabalhadores que não sejam deportados. Com receio de demandar melhores salários e melhores condições de trabalho, essas pessoas podem ser submetidas a uma precarização ainda mais acentuada.

“Eles vão se sujeitar a trabalhos ainda mais degradantes e mais mal pagos para que não sejam denunciados para o governo pelo empregador. Então vão aceitar algumas condições ainda mais irregulares para eles. Sem dúvidas, esses imigrantes acabam sendo infelizmente uma reserva de mão de obra barata e a situação do que daquelas pessoas que ficam, né, que não são deportadas, pode ainda ficar pior”, explica o coordenador do Laboratório de Análise Política Mundial (Labmundo), Rubens Duarte.

Sociedade

As deportações em massa extrapolam o lado econômico. Mais de 4,4 milhões de crianças e adolescentes nascidos nos EUA vivem com um imigrante não autorizado, segundo o Pew Research Center. “A deportação em massa vai separar famílias em que um ou mais membros são imigrantes sem documentação de permanência”, explica Roberto Moll.

“Provavelmente um quarto da população americana é potencialmente afetada por essas decisões, com medo de que eles e seus entes amados podem ser deportados. Obviamente, haverá populações muito mais vulnerabilizadas por essa política do que outras. Então o verdadeiro número que será afetado, não sabemos”, afirma Thaddeus Gregory.

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O medo e a desconfiança, aliás, são alguns dos impactos de uma política de tolerância zero à imigração não autorizada. “Na verdade, aqui a gente entra numa outra problemática, que é rasgar o tecido social, porque você quebra a confiança. Esta política do Trump é uma política que estimula a denúncia. Então ela estimula que a pessoa ligue e denuncie o vizinho imigrante. Então você acaba causando um pânico gigantesco na população”, acrescenta Carla Beni.

Para Rubens Duarte, as deportações mostram um lado contraditório e hipócrita, uma vez que os Estados Unidos são uma nação cuja população é majoritariamente formada por imigrantes.

De acordo com a pesquisa do Pew Research Center, havia aproximadamente 48 milhões de estrangeiros vivendo nos EUA, em 2022, dos quais 77% estavam em situação legal, entre cidadãos naturalizados, residentes permanentes ou residentes temporários. A estimativa considera apenas aqueles nascidos fora dos EUA.

Segundo o Censo 2022 norte-americano, apenas 4,4 milhões de habitantes pertencem a povos que originalmente ocupavam os territórios dos Estados Unidos continental e do Havaí, antes da chegada dos europeus no século XV, ou seja, apenas 1,3% do total da população (331 milhões). O que significa que mais de 98% são imigrantes ou seus descendentes.

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“Esse país de imigrantes, que muitas vezes celebra o que eles chamam de melting pot, ou seja, um caldeirão cultural e étnico, agora fecham as portas, algemam as pessoas e expulsam do país. Claro que isso vai ter consequências na construção da identidade dos estadunidenses, em como eles se percebem e como o resto do mundo os percebe. Então, com certeza haverá um impacto muito grande na construção identitária dos estadunidenses daqui para frente”, diz Duarte.

Trump

Os especialistas afirmam, no entanto, que ainda não é possível dizer se a gestão de Donald Trump fará o que o presidente republicano prometeu em campanha. “Tudo depende de como a retórica de Trump será transformada em ações efetivas. A retórica dele é das mais terríveis possíveis. Se isso vai traduzir-se em um aumento real das deportações, a gente ainda tem que ver. É cedo demais para dizer alguma coisa”, destaca Thaddeus Gregory.

Para Roberto Moll, é preciso esperar os impactos que as políticas de deportação terão na economia e na sociedade norte-americanas para saber se Trump manterá uma linha-dura contra os imigrantes ou não. Segundo ele, se os efeitos forem nocivos para as empresas, esses empresários poderão pressionar o presidente a atenuar essas medidas.

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Por outro lado, a política de aprisionamento e deportação poderá movimentar a economia do setor de segurança e aumentar a insegurança dos trabalhadores, fazendo com que isso reduza o custo da mão de obra.

“Em todos esses cenários, Trump reforça a narrativa de que está cumprindo sua promessa de expulsar imigrantes. Essa estratégia é especialmente relevante para atender aos anseios dos trabalhadores brancos empobrecidos que aderiram à base trumpista, motivados pelo ressentimento e pelo discurso xenófobo, que culpa os imigrantes pelos problemas da classe média trabalhadora nos Estados Unidos”.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada que tratou das deportações em massa nos Estados Unidos:

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Presidente Lula diz que relação com Donald Trump será de reciprocidade https://canalmynews.com.br/noticias/presidente-lula-diz-que-relacao-com-donald-trump-sera-de-reciprocidade/ Thu, 30 Jan 2025 20:04:30 +0000 https://localhost:8000/?p=50463 Segundo o petista, independente de quem esteja è frente dos Estados Unidos, a relação será sempre de um Estado soberano com outro Estado soberano

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (30) que irá buscar estabelecer uma relação de respeito e reciprocidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tomou posse para um novo mandato na semana passada. A afirmação foi feita durante uma entrevista coletiva com jornalistas, no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Eu já governei o Brasil com presidente republicano, já governei com presidente democrata. E a minha relação é sempre a mesma, a relação é de um Estado soberano com outro Estado soberano. O Trump foi eleito para governar os Estados Unidos e eu fui eleito para governar o Brasil”, afirmou Lula.

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Caso o presidente dos EUA concretize declarações recentes de que poderia impor tarifas de exportação contra produtos de países como o Brasil, Lula destacou que a postura do governo será a de reciprocidade, com taxação inversa de produtos norte-americanos importados pelo Brasil. “Se ele taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos americanos. É simples, não tem nenhuma dificuldade”.

Lula ainda criticou a decisão do presidente dos EUA de retirar aportes financeiros à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a saída do Acordo de Paris, para conter o aquecimento global. “Regressão à civilização humana”, disse o presidente brasileiro. Ele ainda indicou que Trump deve respeitar a soberania de outros países, ao mencionar as controvérsias recentes entre o americano e os governos da Groenlândia e do Panamá.

Relação com o Congresso

Na seara doméstica, Lula foi questionado sobre a expectativa para as eleições nas novas mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que ocorrem neste fim de semana.

Na Câmara, até o momento, dois deputados se declararam oficialmente como candidatos. Hugo Motta (Republicanos-PB) é o grande favorito, com apoio de praticamente todas as bancadas, dos governistas à oposição, incluindo o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O deputado pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), também oficializou sua candidatura pela oposição de esquerda.

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No Senado, o favorito é Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele foi presidente da casa de 2019 a 2020 e conta com amplo apoio das principais bancadas para retornar ao cargo.

“O presidente da República não se mete nisso. O meu presidente do Senado é aquele que ganhar. E o da Câmara, é aquele que ganhar. Quem ganhar, eu vou respeitar e estabelecer uma nova relação. Já demos demonstração que não tem dificuldade de governar se você tiver muita disposição de muita conversa”, disse Lula.

O presidente reforçou que continuará apostando na articulação política que vem mantendo com o Congresso.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (29):

 

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Por que os Estados Unidos estão deportando em massa os imigrantes ilegais? https://canalmynews.com.br/noticias/por-que-os-estados-unidos-estao-deportando-em-massa-os-imigrantes-ilegais/ Mon, 27 Jan 2025 22:48:28 +0000 https://localhost:8000/?p=50411 Na sexta-feira (24), uma aeronave norte-americana com 88 brasileiros deportados pousou em Manaus; política de Trump causa tensão entre países

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Dias após a cerimônia de posse de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos (EUA), o governo deu início à deportação em massa de imigrantes ilegais. Na noite da última quinta-feira (23), a Casa Branca chegou a informar que 538 pessoas foram detidas e centenas foram deportadas.

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A retirada dos estrangeiros sem documentos do país era uma das promessas de campanha do empresário, que considera a contenção a imigração ilegal uma “emergência nacional”. Logo no primeiro dia de volta à Presidência, Trump assinou uma série de ordens executivas com o objetivo de impedir a entrada de imigrantes.

Dentre essas medidas, o republicano aprovou uma ordem executiva para negar a cidadania norte americana aos filhos dos imigrantes que residissem ilegalmente nos EUA. Entretanto, a decisão foi bloqueada temporariamente por ser “flagrantemente inconstitucional”, uma vez que a Constituição estadunidense garante o direito à cidadania às crianças nascidas no país.

Na última sexta-feira (24), uma aeronave norte-americana pousou em Manaus (AM) com 158 pessoas deportadas, sendo 88 brasileiros. Inicialmente, os imigrantes seriam levados até Belo Horizontes, mas, devido a problemas técnicos, o voo precisou fazer um pouso de emergência.

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Segundo relatos dos passageiros, a viagem foi realizada em péssimas condições. Além da aeronave ter apresentado problemas quando ainda estava nos EUA, os deportados estariam algemados desde quarta-feira (22) e as algemas só foram retiradas no Brasil, após intervenção da Polícia Federal. Os 88 brasileiros deportados foram levados até Minas Gerais em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Impacto internacional

Na mesma semana, Estados Unidos e Colômbia também protagonizaram momentos de tensão diplomática após o presidente colombiano, Gustavo Petro, proibir a entrada de aviões norte-americanos com deportados conterrâneos no espaço aéreo de seu país.

De acordo com Petro, os EUA não respeitaram os direitos dos colombianos deportados e, por isso, não aceitaria as aeronaves, que foram obrigadas a retornar à América do Norte.

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Em resposta, Trump anunciou a aplicação de uma série de sanções ao país sul-americano, como taxação de 25% sobre os produtos importados da Colômbia, revogação de vistos de autoridades e aliados do governo e inspeções rigorosas para entrada de cidadãos colombianos no país.

Gustavo Petro reagiu às penalidades de Trump, informando que aplicaria as mesmas tarifas ao produtos norte-americanos e que enviaria o avião presidencial para buscar seus cidadãos.

No entanto, no domingo (26), o governo dos EUA anunciou que iria interromper tanto a tarifação extra quanto as demais sanções; Petro, por outro lado, decidiu aceitar o voo com os colombianos deportados desde que os direitos de seus cidadãos fossem respeitados.

Como funciona o processo de deportação?

Segundo a legislação norte-americana, um estrangeiro pode ser compulsoriamente removido do país se tiver entrado de forma irregular em território estadunidense, cometido um crime, violado as leis de imigração ou estiver envolvido em atos criminosos capazes de ameaçar a “segurança pública”.

No caso dos imigrantes irregulares, o processo de deportação tem início com a identificação deste estrangeiro, que será detido e encaminhado para uma audiência perante um juiz da imigração. É neste momento que será constatada a irregularidade ou a existência de questões humanitárias que justifiquem sua permanência no país. Uma vez comprovada a irregularidade, o migrante será direcionado para um centro de custódia, onde aguardará a deportação.

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Os EUA, então, comunicam ao país de origem do estrangeiro sobre a irregularidade e questionam se o imigrante tem intenção de retornar. Vale ressaltar que o migrante não tem a obrigação de retornar ao país de origem, podendo escolher outra nação, que também será informada e questionada sobre a possibilidade de aceitar o estrangeiro – o país de origem tem obrigação de receber seus cidadãos deportados.

O imigrante irregular, depois de decidido seu destino, aguarda pelo momento do translado. É importante ressaltar que o transporte só é feito em grupo, com grande quantidade de pessoas a serem deportadas, por isso o processo pode demorar.

Como morar legalmente nos Estados Unidos?

Mas aqueles que tiverem interesse em se mudar legalmente para os EUA podem adquirir um guia completo e prático com explicações claras e dicas exclusivas de como realizar o sonho de viver na terra do Tio Sam sem complicações.

O guia “Como Morar Legalmente nos Estados Unidos” foi elaborado por Rodrigo Lins e já está a venda na loja do MyNews, com desconto exclusivo para membros.

Livro “Como Morar Legalmente nos Estados Unidos”, de Rodrigo Lins | Foto: Divulgação/MyNews

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de sexta-feira (24):

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Dólar cai para R$ 5,94 e fecha em menor nível desde o fim de novembro https://canalmynews.com.br/noticias/dolar-cai-para-r-594-e-fecha-em-menor-nivel-desde-o-fim-de-novembro/ Thu, 23 Jan 2025 17:34:54 +0000 https://localhost:8000/?p=50334 Moderação nas tarifas comerciais trouxe alívio ao mercado cambial, mas bolsa de valores não seguiu tendência positiva e registra sua primeira queda

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A moderação nas tarifas comerciais prometida pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxe alívio ao mercado cambial. O dólar recuou para abaixo de R$ 6, alcançando o nível mais baixo desde o final de novembro. Por outro lado, a bolsa de valores não seguiu a mesma tendência positiva e registrou sua primeira queda após três altas consecutivas.

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O dólar comercial encerrou n quarta-feira (22) vendido a R$ 5,946, com recuo de R$ 0,085 (-1,4%). A cotação caiu durante toda a sessão e passou a operar abaixo de R$ 6 a partir das 10h50. Na mínima do dia, por volta das 14h, chegou a R$ 5,91.

A moeda norte-americana está na menor cotação desde 27 de novembro. Em 2025, a divisa tem queda de 3,79%.

O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 122.972 pontos, com queda de 0,3%. O indicador alternou altas e baixas durante toda a sessão, mas consolidou a tendência de baixa perto do fim da tarde, puxado por mineradoras.

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Sem notícias relevantes na economia brasileira, o dólar foi influenciado pelo mercado internacional. A ausência de anúncios de elevação de tarifas comerciais para a América Latina pelo presidente Donald Trump beneficiou os países emergentes. O novo presidente norte-americano anunciou uma sobretaxa de 10% para os produtos da China e de 25% para os do México e do Canadá a partir de 1º de fevereiro.

Além da falta de menções à América Latina, os percentuais abaixo do esperado diminuíram as pressões sobre a inflação norte-americana. Isso diminui a necessidade de o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) congelar ou elevar os juros neste ano. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu tarifas mais altas sobre os produtos chineses.

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Taxas de juros menos altas em economias avançadas beneficiam países emergentes, como o Brasil. Isso porque os juros elevados da economia brasileira atraem capitais financeiros, reduzindo a pressão sobre o dólar e a bolsa.

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O discurso de posse de Trump: economia favorável nos EUA e sinal de alerta na política externa https://canalmynews.com.br/opiniao/o-discurso-de-posse-de-trump-economia-favoravel-nos-eua-e-sinal-de-alerta-na-politica-externa/ Tue, 21 Jan 2025 18:18:44 +0000 https://localhost:8000/?p=50293 Para Daniel Carvalho de Paula, política externa delineada por Trump reflete desejo de restaurar a influência e o poder dos Estados Unidos

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Ao assumir a presidência pela segunda vez, Donald Trump encontra os Estados Unidos (EUA) em um cenário incomum: um país com fundamentos econômicos sólidos e um panorama social mais estável do que o enfrentado por qualquer presidente recém-eleito desde George W. Bush, em 2001. O Dia da Posse não foi marcado pela presença de tropas americanas em conflitos no exterior, e dados indicam uma redução nos homicídios e na imigração ilegal pela fronteira sul, que agora está abaixo dos índices do final do mandato anterior de Trump. Além disso, os mercados de ações apresentaram o melhor desempenho em 25 anos, refletindo uma recuperação robusta e um crescimento estável.

Em termos econômicos, o país segue em boa trajetória. O desemprego atingiu níveis historicamente baixos, próximos aos índices pré-pandemia, enquanto os salários continuam em ascensão e o setor de empregos apresenta um crescimento consistente. A produção de energia doméstica e o setor manufatureiro também atingiram marcos importantes, com a criação de mais empregos do que nos últimos 20 anos. As mortes por overdose de drogas diminuíram pela primeira vez em anos, e a inflação, embora ainda superior aos níveis de quatro anos atrás, demonstra uma estabilidade relativa. Esse conjunto de indicadores aponta para uma economia forte, com uma recuperação mais acelerada do que outras grandes economias globais.

Entretanto, o foco de Trump, ao tomar posse, parece ser consolidar essa estabilidade interna e projetá-la para a política externa. No seu discurso inaugural, ele delineou uma visão de política externa focada em um nacionalismo assertivo, com uma ênfase na soberania e segurança nacional. Sua retórica reflete uma mudança decisiva para uma postura mais protecionista e isolacionista, colocando os interesses dos Estados Unidos acima da cooperação internacional.

Para a América Latina, Trump apresentou uma abordagem rígida, particularmente em relação à fronteira com o México, que ele declarou uma “emergência nacional”. O foco estará em interromper a imigração ilegal e reforçar a segurança da fronteira, com a reinstituição da política de “Permanecer no México” e o envio de tropas para garantir a proteção da região. Além disso, ele classificou os cartéis mexicanos como organizações terroristas, prometendo usar toda a força da aplicação da lei para enfrentar as gangues e redes criminosas associadas. Sua postura em relação ao Canal do Panamá também reflete um desejo de reverter o que considera erros do passado. Trump criticou a transferência do controle do canal para o Panamá, e sugeriu que os Estados Unidos deveriam retomar a administração do local, especialmente devido à crescente influência chinesa. Isso demonstra seu compromisso com a reafirmação da autoridade dos EUA sobre infraestruturas globais estratégicas e sua preocupação com a segurança e os interesses nacionais na região.

De maneira geral, a política externa delineada por Trump reflete um desejo de restaurar a influência e o poder dos EUA no Hemisfério Ocidental, muitas vezes em detrimento da cooperação diplomática e de acordos multilateralistas. A combinação de uma base econômica sólida e uma postura mais isolacionista promete marcar seu novo mandato, com um foco nítido na proteção dos interesses internos e no fortalecimento da posição do país no cenário global, principalmente nas relações com a América Latina.

*Daniel Carvalho de Paula é historiador e professor do curso de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de segunda-feira (20):

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Voto feminino nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/opiniao/voto-feminino-nos-estados-unidos/ Tue, 21 Jan 2025 17:39:50 +0000 https://localhost:8000/?p=50282 Para Maria De'Carli, embora tenha vivido uma lua de mel com o eleitorado, Kamala Harris perdeu as eleições por não se atentar aos verdadeiros interesses das mulheres

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Na segunda-feira (20), Donald Trump assumiu seu 2º mandato como 47º presidente dos Estados Unidos (EUA). Sua vitória foi avassaladora, desde 2004 nenhum candidato republicano havia vencido os colégios eleitorais (Trump levou 312 colégios eleitorais) e o voto popular (obteve 49,8% dos votos válidos). As eleições presidenciais de 2024 bateram recorde como o segundo maior pleito em termos de participação eleitoral, foram mais de 155 milhões de pessoas votando, o equivalente a 64% dos eleitores, isso é um marco considerável visto que o voto nos EUA é facultativo.

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Apesar da vitória incontestável, Trump assume o mandato numa nação extremamente dividida e polarizada, onde não há consenso com relação ao seu índice de aprovação. Um subgrupo que traz uma relação conturbada com o presidente, é o feminino.

A relação de Trump com as mulheres é bastante complexa. O presidente já deu algumas declarações bastante polêmicas e pejorativas com relação a este público; em 2024, porém, o republicano atingiu uma marca considerável no voto feminino, superando suas candidaturas anteriores. Afinal, o que explica isso?

Voto feminino EUA

Desde os anos 1980, as mulheres são maioria no eleitorado norte-americano, e, a partir de 1996, essas mulheres preferem votar em candidatos democratas. Em 2020, as mulheres foram cruciais para a vitória do Democrata Joe Biden, que conquistou 57% do voto feminino, porém, em 2024, apesar da candidata Democrata e então vice-presidente, Kamala Harris, ter ganhado a maioria do voto feminino — cerca de 54% — esses votos não foram suficientes para garantir a sua vitória.

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Fato é que o voto feminino não pode ser entendido de forma homogênea. As mulheres almejam coisas diferentes e partem de pontos de partidas diferentes. O voto feminino, sobretudo nos Estados Unidos, possui diferentes variáveis — como raça, extrato social e questões culturais —, e essas variáveis se sobrepõem ao fato de ser mulher. Analisar o voto feminino nas eleições norte-americanas do ano passado requer um olhar atento para entender as muitas camadas envolvendo as preferências eleitorais:

Harris triunfou entre as mulheres, será que com todas?

Apesar da Harris ter tido pelo menos 10% de vantagem com as mulheres, ela caiu frente aos seus antecessores: Biden teve uma vantagem de 15% com as mulheres versus Trump em 2020, e Clinton teve 13% de vantagem versus Trump em 2016.

Ao se analisar mais detalhadamente os fatores demográficos, Harris estourou com o eleitorado feminino negro, ela teve mais de 90% de preferência dessas mulheres, por quê? Porque essas mulheres são as principais vítimas quando o assunto é violência sexual e violência reprodutiva. Porém, Harris perdeu com as mulheres brancas, que, historicamente são mais conservadoras, defendem o status quo e tendem a preferir candidatos Republicanos.

Quais variáveis importam mais?

Seu gênero te define? A característica de ser mulher é extremamente importante para sua relação social e cultural com a sociedade, porém, as mulheres nos EUA não compartilham nenhum tipo de identidade de gênero coletiva. Na história eleitoral norte-americana, as mulheres não se juntam em torno de um candidato em comum. Portanto, prevalecem outras características e variáveis, e, nessas eleições de 2024, prevaleceu a economia — com o aumento de preços — e o medo da imigração sem controle.

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E Trump soube explorar as principais preocupações do público de maneira extremamente eficiente. Em diversas pesquisas, o então candidato Republicano era o melhor visto quando o assunto era economia. Na atual conjuntura econômica dos EUA, a inflação subiu por diversos fatores, e isso impactou o preço de insumos e itens básicos, assim como o preço de moradia. Em 2 anos, o preço do leito dobrou. Segundo sondagens, 3 a cada 10 eleitores acreditavam que a situação financeira de suas famílias estava piorando, e 9 a cada 10 eleitores disseram estar preocupados com os custos de vida.

Essa preocupação também foi grande entre as mulheres. Em uma sondagem feita pela Fundação Kaiser, o fator mais preocupante para o eleitorado feminino era a inflação, seguido de ameaças à democracia e a alta imigração, aborto ficou por último. Uma pesquisa feita pela Edison, mostrou que 31% do eleitorado feminino acreditava que a economia era o principal fator nas escolhas eleitorais, aborto ficou com 14%.

Harris não se atentou a entender o que o eleitorado queria e não soube explorar esses fatores, perdendo nas urnas por conta disso.

A candidata Democrata insistiu demais na tecla do aborto e nos direitos reprodutivos, pautas extremamente importantes, de fato, mas que não eram a principal preocupação do eleitorado e conversavam apenas com uma parte da população. Ela não soube furar bolhas.

Figura de Harris vs Figura de Trump

Ao ser nomeada candidata oficial à presidência pelos Democratas, Harris viveu uma lua de mel com o eleitorado, estourando nas pesquisas e obtendo apoio massivo de celebridades como Taylor Swift. Ela também ganhou o apelido de “Brat” gíria da Geração Z que significa “mulher descolada”. Apesar do sucesso com o público feminino e jovem, Harris foi pejorativamente chamada de “Cat Lady” por JD Vance — vice de Trump — que condenou massivamente as mulheres sem filhos, fazendo ataques indiretos a Harris.

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Essa é a figura que Harris representa, afinal, ela é uma mulher independente, que chegou ao topo pelo seu próprio esforço, ela é estudada, e não tem filhos. Sua figura é difícil de furar bolhas e romper preconceitos, não é todo mundo que conhece uma mulher como Harris, que dá para relacionar. A sociedade norte-americana é predominantemente conservadora, tendo o homem como figura central. Portanto, Harris já saiu perdendo nesse aspecto, ela não conseguiu furar a bolha do patriarcado e nem conseguiu se desvencilhar do preconceito invisível contra mulheres bem-sucedidas.

Apesar de Trump ter a figura machista associada ao seu personagem, todos nós temos um tio ou parente distante, ou até mesmo um marido, que dá para relacionar com o Trump. Existe um aspecto de afeto inconsciente de muitas mulheres para com a figura de Trump, e ele já saiu ganhando por isso.

Harris não foi a candidata perfeita, e muito menos Trump. Porém, houve erros de cálculos tremendos que foram cruciais para sua derrota. Fato é que o voto feminino na principal democracia do mundo não é um voto feminista, ele é um voto pragmático preocupado em resolver seu problema do momento, e o problema do momento é garantir o prato na mesa por um preço acessível.

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Assista abaixo à transmissão especial do MyNews da cerimônia de posse de Donald Trump:

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Presidente Lula deseja êxito a Donald Trump e pede avanço em parcerias https://canalmynews.com.br/noticias/presidente-lula-deseja-exito-a-donald-trump-e-pede-avanco-em-parcerias/ Mon, 20 Jan 2025 20:50:44 +0000 https://localhost:8000/?p=50264 Empresário retorna à Casa Branca como 45ª e 47 presidente dos Estados Unidos para assumir um segundo mandato de quatro anos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma nota oficial para parabenizar o presidente dos Estados Unidos, que assumiu o cargo nesta segunda-feira (20), em Washington, para um mandato de quatro anos. Donald Trump retorna à presidência dos EUA após ter exercido o cargo anteriormente entre 2017 e 2020.

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“Em nome do governo brasileiro, cumprimento o presidente Donald Trump pela sua posse. As relações entre o Brasil e os EUA são marcadas por uma trajetória de cooperação, fundamentada no respeito mútuo e em uma amizade histórica”, afirmou Lula. O presidente brasileiro ainda destacou as “fortes” relações bilaterais, em diferentes áreas, ofereceu a continuidade das parcerias e desejou êxito a Trump.

Nossos países nutrem fortes laços em diversas áreas, como o comércio, a ciência, a educação e a cultura. Estou certo de que podemos seguir avançando nessas e outras parcerias. Desejo ao presidente Trump um mandato exitoso, que contribua para a prosperidade e o bem-estar do povo dos Estados Unidos e um mundo mais justo e pacífico”, acrescentou.

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Mais cedo, ao abrir uma reunião ministerial em Brasília, Lula já havia citado a posse de Trump, dizendo da expectativa de manter boas relações com a administração Trump.

“Tem gente que fala que a eleição do Trump pode causar problemas para a democracia mundial. O Trump foi eleito para governar os Estados Unidos. Eu, como presidente do Brasil, torço para que ele faça uma gestão profícua, para que o povo brasileiro e o americano melhorem, e para que os americanos continuem a ser o parceiro histórico que é do Brasil”, disse.

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Assista abaixo à transmissão especial do MyNews que acompanhou a cerimônia de posse de Trump:

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Após posse de Trump, aplicativo de migração nos Estados Unidos sai do ar https://canalmynews.com.br/noticias/apos-posse-de-trump-aplicativo-de-migracao-nos-estados-unidos-sai-do-ar/ Mon, 20 Jan 2025 20:12:44 +0000 https://localhost:8000/?p=50265 Posteriormente, plataforma conhecida como CBP One permitia que quase 1 milhão de pessoas entrassem legalmente no país

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Donald Trump tomou posse como novo presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira (20). Em seu discurso, cheio de promessas, destacou a expulsão de imigrantes do país. Como resultado, o aplicativo para migrantes saiu do ar durante a manhã e o início da tarde.

Aliás, logo após o discurso na Casa Branca, o aplicativo deixou de estar disponível. Posteriormente, conhecido como CBP One, ele permitiu que quase 1 milhão de pessoas entrassem legalmente nos Estados Unidos, com direito a trabalho e moradia.

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No site da Customs and Border Protection, um aviso já informa que o aplicativo, usado para agendar consultas em oito portos de entrada da fronteira sudoeste, não está mais disponível. Além disso, as consultas previamente agendadas foram canceladas. Essa medida atende a uma das promessas mais destacadas por Trump durante toda sua campanha para retornar à presidência dos Estados Unidos.

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Todavia, apesar disso, Trump reafirmou o compromisso de reforçar, portanto, a segurança na fronteira, que começou a ser implementado logo após sua posse, na segunda-feira.

Trump fará novas medidas

“Declararei emergência nacional em nossa fronteira sul. Todas as entradas ilegais serão imediatamente interrompidas, e começaremos o processo de retorno de milhões e milhões de estrangeiros criminosos aos lugares de onde vieram”, declarou o novo presidente americano.

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Assista abaixo à transmissão especial do MyNews da cerimônia de posse de Donald Trump:

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Bolsonaro recorre e Moraes nega ida à posse de Trump mais uma vez https://canalmynews.com.br/noticias/bolsonaro-recorre-e-moraes-nega-ida-a-posse-de-trump-mais-uma-vez/ Fri, 17 Jan 2025 21:07:31 +0000 https://localhost:8000/?p=50231 Ex-presidente teve o passaporte apreendido em operação que investiga suposta organização criminosa suspeita de atuar para dar um golpe de Estado

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Após a negativa do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (16), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu da decisão que o impedia de viajar aos Estados Unidos para a posse de Donald Trump, haja. No entanto, a resposta do magistrado foi mais uma negativa.

“Mantenho a decisão que indeferiu os pedidos formulados por Jair Messias Bolsonaro por seus próprios fundamentos”, disse Moraes em sua decisão, proferida nesta sexta-feira (17).

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No recurso, os advogados do ex-presidente solicitaram devolução do passaporte, apreendido em fevereiro de 2024, alegando que o pedido de viagem é pontual, não se tratando de um pedido de revogação da decisão que reteve o documento. Mas a posição do ministro do STF diante do caso não mudou.

Moraes já havia considerado, na decisão publicada ontem, que os comportamentos recentes do ex-presidente indicam a possibilidade de tentativa de fuga do Brasil, para evitar uma eventual punição.

Bolsonaro queria viajar aos Estados Unidos entre os dias 17 e 22 de janeiro. Ele e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, alegam que houve convite formal ao ex-presidente, enviado por e-mail. Mas o e-mail, segundo Moraes, se tratava de um “endereço não identificado” e sem qualquer horário ou programação do evento a ser realizado. Mesmo sem uma comprovação do convite oficial, o ministro analisou o pedido de devolução do passaporte, negando-o.

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O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, já havia se manifestado nessa terça-feira (15) contrário ao pedido. Em parecer enviado ao Supremo, o chefe do Ministério Público Federal (MPF) sustenta que o ex-presidente não demonstrou a necessidade imprescindível nem o interesse público da viagem.

Bolsonaro teve o passaporte apreendido no âmbito da Operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal (PF), que investiga uma suposta organização criminosa suspeita de atuar para dar um golpe de Estado e abolir Estado Democrático de Direito no Brasil com o objetivo de obter vantagens de natureza política, mantendo o ex-presidente no poder.

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Entenda a crise interna dos EUA na posse de Trump:

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Entenda como as ameaças de Trump contra o Brics podem ser um tiro no pé https://canalmynews.com.br/noticias/entenda-como-as-ameacas-de-trump-contra-o-brics-pode-ser-um-tiro-no-pe/ Tue, 03 Dec 2024 20:51:27 +0000 https://localhost:8000/?p=49068 Presidente eleito dos EUA prometeu taxar produtos do bloco em 100% caso criem uma moeda para substituir o dólar nas transações entre os países membros

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O presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou no último sábado (30) que deve impor tarifa de 100% sobre os produtos importados dos países do Brics caso o bloco crie uma nova moeda ou invista em uma moeda já existente para substituir o dólar norte-americano.

“Exigimos que esses países se comprometam a não criar uma nova moeda do Brics, nem a apoiar qualquer outra moeda [..], caso contrário, eles sofrerão 100% de tarifas e deverão dizer adeus às vendas para a maravilhosa economia norte-americana”, declarou Trump em sua rede social, Truth Social.

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O desenvolvimento de um mecanismo de compensação das transações em moedas locais foi debatido durante a cúpula do grupo deste ano em Kazan, na Rússia, e é uma das prioridades do Brasil, que assume a presidência do bloco a partir de 2025.

Limites e possíveis consequências da estratégia de Trump

As declarações de Trump antes do retorno à Casa Branca reforçam as propostas protecionistas que o Republicano defendeu durante a campanha eleitoral. Também marca uma mudança política em relação ao primeiro mandato, quando o empresário adotou medidas para enfraquecer o dólar e impulsionar as exportações dos EUA.

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No entanto, as ameaças ao Brics pode prejudicar os laços com as economias emergentes e de rápido crescimento, que também são alguns dos principais parceiros comerciais do EUA, podendo desencadear retaliações.

Por outro lado, o aumento das tarifas sobre os produtos importados poderia aumentar a inflação a nível local e global, desacelerando o crescimento econômico.

O poder do dólar norte-americano

O dólar norte-americano é a moeda padrão circulante no merco internacional, usada principalmente na comercialização e negociação de commodities – como soja, petróleo e café -, além de ser considerada uma espécie de porto seguro dos investidores devido a sua estabilidade. Em entrevista à Agência Brasil, o professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), Gilberto Maringoni, destacou que que Trump se preocupa com a principal arma dos EUA para a dominação geopolítica que exerce no mundo.

“A perda do poder do dólar implica uma perda do poder dos Estados Unidos, do poder imperial sobre o mundo. Se a gente pensar que os Estados Unidos são uma potência militar, financeira e política que impõe o seu modo de vida através do cinema, da TV e de bens de consumo, a gente tem que perceber que o centro disso é a hegemonia que o país tem sobre a moeda padrão circulante no mundo inteiro, que é o dólar”, explicou. “Isso dá um poder imenso ao país porque ele pode fixar taxas de juros que serão as taxas de juros base das economias mundiais. Quando o FED [Banco Central dos EUA] mexe nas taxas de juros, isso impacta as taxas de juros no Brasil e outros países da periferia.”

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De forma imediata, as ameaças do presidente eleito nas redes sociais resultaram em um fortalecimento do dólar nos mercados financeiros na segunda-feira (2) e um enfraquecimento do ouro, bem com do yuan chinês, da rúpia indiana e o rand sul-africano.

O Brics e a ideia de uma moeda conjunta

O Brics é um bloco que reúne economias emergentes originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China em 2006. Alguns anos depois, em 2009, a África do Sul passou a integrar o grupo, completando o acrônimo que hoje identifica o bloco. Em 2024, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã ingressaram formalmente como membros plenos.

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Há mais de uma década, o Brics discute regularmente o plano de criar uma moeda conjunto para facilitar, principalmente, suas transações internas. No entanto, a proposta progrediu pouco.

Em outubro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que os esforços para a criação de meios de pagamento alternativos ao dólar avançassem. Mas, na segunda-feira (2), o governo sul-africano afirmou que não há planos de criar uma moeda própria do bloco, pois a discussão entre se concentram, na verdade, em ajudar o comércio interno do Brics usando as moedas nacionais dos países membros.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de segunda-feira (2):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Entenda os impactos econômicos do plano de deportação em massa de Trump https://canalmynews.com.br/noticias/entenda-os-impactos-economicos-do-plano-de-deportacao-em-massa-de-trump/ Tue, 12 Nov 2024 19:45:07 +0000 https://localhost:8000/?p=48459 Expulsão de 1 milhão de imigrantes irregulares a cada ano custaria o equivalente a R$ 5,54 trilhões aos cofres públicos dos EUA ao longo de uma década

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, é conhecido por seus posicionamentos machistas, racistas e xenófobos. Ao longo da campanha, ele fez discursos inflamados em que se posicionou contra a imigração ilegal, chegando a chamar esses estrangeiros de “animais”. Entre suas principais propostas para o próximo mandato, está a deportação em massa de pessoas sem visto no país.

A medida pode parecer animadora para a parcela mais conservadora do eleitorado americano, mas os dados mostram que ela terá um custo alto a longo prazo. Segundo cálculos do American Immigration Council, se a cada ano forem deportados aproximadamente 1 milhão de imigrantes ilegais, como prevê o vice-presidente eleito J.D. Vance, os EUA gastariam U$ 960 bilhões (cerca de R$ 5,54 trilhões) ao longo de uma década.

Uma operação de deportação em massa não é simples e demandaria uma série de custos para ser implementada. Entre eles, estão, por exemplo, a contratação de milhares de funcionários e agentes, inclusive nos tribunais de imigração, responsáveis pelas expulsões e pelas ações contrárias às decisões de importação; e a construção de campos de detenção de imigrantes.

Um levantamento da Pew Research Center, divulgado em setembro deste ano, mostrou que, em 2023, os imigrantes representavam 14,3% da população dos EUA, totalizando 47,8 milhões de pessoas. Em 2022, pelo menos 11 milhões de imigrantes estavam no país ilegalmente, seja porque cruzaram a fronteira cladestinamente, seja porque chegaram com um visto temporário e permaneceram nos EUA após o tempo permitido.

Grande parte desses imigrantes trabalham em indústrias de construção, agricultura e serviços essenciais para a sociedade, o que poderia trazer consequências mais profundas para a economia americana. Não menos importante, o governo deixaria de receber bilhões de dólares em impostos pagos por essa parcela da população, de acordo com o American Immigration Council.

As expectativas de uma possível grande onda migratória tensionam o governo canadense. O primeiro-ministro, Justin Trudeau, tem diminuído suas próprias metas de imigração, em uma tentativa de desacelerar o crescimento populacional para assegurar e fortalecer a infraestrutura e os serviços sociais essenciais.

Autoridades canadenses esperam um aumento na imigração irregular de pessoas que possam estar fugindo da nova política de deportação em massa, principalmente nas semanas que antecedem a posse de Trump, em 20 de janeiro de 2025. O Departamento de Imigração do Canadá já afirmou que seus sites registraram “um aumento no tráfego dos Estados Unidos”.

“Estamos em alerta máximo, […] com os olhos fixos na fronteira para ver o que vai acontecer”, disse Charles Poirier, porta-voz da Real Polícia Montada do Canadá.

Assista abaixo ao Segunda Chamada sobre possíveis desdobramentos da reeleição de Trump para a política internacional:

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Discussão sobre anistia no Brasil e nos EUA ganha força com a vitória de Trump https://canalmynews.com.br/noticias/discussao-sobre-anistia-para-golpistas-do-brasil-e-dos-eua-ganha-forca-com-a-vitoria-de-trump/ Mon, 11 Nov 2024 22:58:03 +0000 https://localhost:8000/?p=48431 Trumpistas que invadiram o Capitólio e bolsonaristas que depredaram os prédios dos Três Poderes esperam ser perdoados pelos crimes que cometeram

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A discussão sobre a anistia — tanto para os trumpistas que invadiram o Capitólio quanto para os bolsonaristas que depredaram os prédios dos Três Poderes — ganhou força nos últimos dias com a vitória eleitoral do republicano Donald Trump. Com o apoio de 312 delegados, Trump derrotou a democrata Kamala Harris nas urnas e voltará à Casa Branca depois de quatro anos, agora com mais legitimidade. Ele venceu também no voto popular, com 50,4% dos votos válidos.

Ao longo da campanha eleitoral, Trump afirmou por diversas vezes que se sentia “inclinado a perdoar” os envolvidos na invasão ao Capitólio, inclusive membros de grupo mais radicais, como os Proud Boys e os Oath Keepers. Em 6 de janeiro de 2021, milhares de apoiadores do republicano invadiram e depredaram o prédio, símbolo do poder político no país, em Washington, durante sessão conjunta do Congresso que confirmaria a vitória de Joe Biden.

As declarações de Trump sobre uma possível anistia deram esperanças aos acusados, que aproveitaram a oportunidade para pedir a suspensão de seus julgamentos e sentenças até a posse de Trump, em 20 de janeiro de 2025. Segundo o gabinete do procurador dos EUA para o Distrito de Columbia, ao todo, 1.532 pessoas são acusadas de envolvimento na invasão, que resultou na morte de cinco pessoas.

No Brasil, a história não foi diferente. Em 8 de janeiro de 2023, dias depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), golpistas invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes, em Brasília. Condenados e presos, agora pedem anistia pelos crimes que cometeram. Um Projeto de Lei (PL) que pedia concessão de perdão aos envolvidos no ataque chegou a tramitar no Congresso Nacional.

Em outubro, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), retirou de tramitação o PL e decidiu reiniciar os debates sobre o tema em uma nova comissão especial. A criação do grupo de trabalho ainda não foi oficializada e, por ora, a discussão segue em aberto.

Depois disso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ao Congresso negociar a concessão do perdão para si próprio e seus apoiadores. Ele chegou a fazer um apelo a Lula.

“Quero que alguém do PT seja o pai da anistia. Gostaria que o Lula tomasse a iniciativa de anistiar”, afirmou Bolsonaro em 29 de outubro. “Com todos os defeitos que ele tem, será que ele não tem coração também? Não sabe quem está preso? As pessoas humildes.”

Assista abaixo ao Segunda Chamada sobre a vitória de Donald Trump nas eleições deste ano:

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Trump conquistou votos da meia-idade, mas Kamala era preferida entre mulheres https://canalmynews.com.br/noticias/trump-votos-meia-idade-kamala-preferida-mulheres/ Fri, 08 Nov 2024 01:55:08 +0000 https://localhost:8000/?p=48343 Segundo levantamento realizado pela rede americana NBC, republicano levou 60% dos votos de homens brancos nos swing states ('estados-pêndulos')

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Se apenas mulheres votassem, o republicano Donald Trump com certeza teria perdido a eleição presidencial. É o que diz uma matéria publicada na quarta-feira (6) pela agência de notícias Associated Press (AP).

Segundo levantamento realizado pela rede americana NBC, enquanto Trump levou 60% dos votos de homens brancos nos Swing States (“estados-pêndulos”), a democrata Kamala Harris foi mais votada entre mulheres negras (91%) e latinas (60%).

Durante toda a disputa eleitoral, Trump focou no público masculino. Inclusive, validou comentários e piadas sexistas direcionadas a Kamala.

Enquanto fazia comício na cidade de Greensboro, na Carolina do Norte, por exemplo, Trump foi interrompido por um de seus apoiadores que afirmou que “ela [Kamala] trabalhava na esquina”. Trump riu da piada e afirmou que aquele lugar era “incrível”. Depois, acrescentou: “Apenas se lembrem que outra pessoa está dizendo isso, não eu”.

A AP chegou a dizer que a campanha era “centrada na hipermasculidade” e que Trump foi alertado por seus apoiadores de que esta postura poderia colocá-lo em desvantagem em relação ao eleitorado feminino. Mesmo assim, o republicano teve mais votos entre as mulheres brancas do que Kamala.

Em relação à comunidade LGBTQIA+, 86% dos eleitores que se identificaram como homossexuais, bissexuais ou transexuais votaram em Kamala, contra 13% de Trump. Entre os que afirmaram não fazer parte da comunidade, 53% escolheram apoiar o republicano.

De acordo com a NBC, Kamala foi a mais votada também entre os eleitores com idades entre 18 e 44 anos, os que se definiram como “liberais” e os que disseram ter concluído o ensino superior. Presidente eleito liderou entre protestantes e católicos, eleitores com mais de 45 anos e os que se definiram como “conservadores”.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (6):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Quais os possíveis impactos da eleição de Donald Trump para o Brasil? https://canalmynews.com.br/opiniao/impactos-eleicao-trump-brasil/ Fri, 08 Nov 2024 01:35:26 +0000 https://localhost:8000/?p=48338 Novo governo republicano deverá ser baseado em medidas econômicas protecionistas, fortalecimento da direita e descaso com as mudanças climáticas

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O republicano Donald Trump venceu a democrata Kamala Harris nas urnas e foi eleito presidente dos Estados Unidos na manhã de quarta-feira (6). A vitória dele foi cravada logo pela manhã, quando conquistou o apoio de 276 delegados — o mínimo necessário são 270. Diante do resultado, especialistas já começaram a traçar os possíveis efeitos da volta do republicano ao poder sobre o Brasil, em especial os impactos econômico, geopolítico e diplomático entre os países.

Entre as propostas de campanha de Trump, estão a deportação em massa de imigrantes ilegais, o aumento das tarifas sobre produtos importados. As medidas devem elevar a dívida pública, alimentar a inflação e reduzir a corrente de comércio global.

Políticas protecionistas

Segundo análise realizada e divulgada pela Ágora Assuntos Públicos, a perspectiva de um segundo mandato com políticas mais protecionistas pode impactar as relações comerciais entre o Brasil e os EUA.

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A iminente adoção de tarifas de importação mais elevadas sugere riscos para alguns setores brasileiros exportadores, em especial os que dependem da competitividade do mercado americano. Isso se deve ao fato de que as barreiras tarifárias devem limitar as vendas para os EUA. As taxações também pressionam a alta do dólar, favorecendo os produtores de commodities que recebem na moeda americana.

A expectativa de uma política econômica mais rígida por parte dos EUA, combinada a uma inflação global possivelmente ascendente, pode levar o Federal Reserve a adotar uma postura de elevação nas taxas de juros, causando uma provável desvalorização do real. Por isso, a recente vitória de Trump exige do governo brasileiro mais compromisso com a responsabilidade orçamentária.

Geopolítica e dinâmica da América Latina

Desde o início do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta restabelecer a posição de liderança do Brasil na América Latina. Agora, com a reeleição de Trump, Lula enfrentará novos desafios para se reafirmar como uma referência progressista e consolidar uma coalização regional.

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Com o impulsionamento de pautas conservadoras nos Estados Unidos, a extrema direita do Brasil espera aumento na pressão para anistiar envolvidos no 8 de janeiro e reverter a decisão que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível.

Conflito de interesses institucionais

Enquanto as instituições brasileiras têm se colocado de forma assertiva no enfrentamento de questões ligadas à desinformação e à regulação de plataformas digitais, a vitória de Trump encoraja figuras conservadoras e setores empresariais que contestam os sistemas jurídicos e regulatórios. Apoiado pelo bilionário sul-africano Elon Musk, o presidente eleito chegou a afirmar que vai “proteger a liberdade de expressão online”.

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Esse ponto de divergência entre os países pode se tornar mais um ponto de fricção entre a autoridade e soberania brasileira e figuras influentes do empresariado americano, que terão um papel fundamental no suporte à nova gestão trumpista.

Mudanças climáticas

A agenda de Trump destinada a estimular o uso de fontes de energia não renováveis representa um novo obstáculo aos interesses ambientais e energéticos do governo brasileiro.

De acordo com a análise da Ágora, o Brasil vem trabalhando para alavancar sua vantagem competitiva em relação às energias renováveis e reforçar seu papel nas discussões globais sobre meio ambiente e sustentabilidade. Entretanto, “com a volta de Trump à Casa Branca, é provável que o espaço para cooperação internacional em torno dessas pautas diminua”.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (6):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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‘Quando nós lutamos, nós vencemos’, diz Kamala em primeiro discurso após derrota https://canalmynews.com.br/noticias/quando-nos-lutamos-nos-vencemos-diz-kamala-em-primeiro-discurso-apos-derrota/ Wed, 06 Nov 2024 23:22:05 +0000 https://localhost:8000/?p=48307 Vice-presidente afirmou que a vitória de Trump não significa uma derrota permanente para os democratas e defendeu que o resultado não deve ser questionado

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A atual vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris (Democrata), discursou pela primeira vez, após a vitória de Donald Trump (Republicano), na tarde desta quarta-feira (6), horário local. Kamala, que recebeu mais de 67 milhões de votos e 226 deputados do colégio eleitoral, afirmou estar orgulhosa da forma como sua campanha disputou o pleito.

“Eu estou tão orgulhosa da corrida que disputamos e da forma como disputamos durante os mais de 107 dias de campanha”, afirmou aos apoiadores que acompanharam o discurso no campus da Universidade de Howard, em Washington, DC. “Durante a campanha, eu disse alguma vezes que ‘quando nós lutamos, nós vencemos’, mas a questão é que, às vezes, a luta é longa e isso não significa que não vamos ganhar. O importante é nunca desistir.”

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Adotando uma postura apaziguadora, Kamala defendeu que o resultado do pleito não deve ser questionado por seus apoiadores. Também afirmou que entrou em contato com o adversário e o parabenizou pela vitória.

“Eu sei que vocês estão experimentando uma mistura de sentimentos neste momento, mas nós devemos aceitar o resultado desta eleição. Hoje mais cedo, eu falei com o presidente eleito Trump e o parabenizei pela vitória. Também disse a ele que vamos ajudar sua equipe durante a troca de governos e trabalhar para uma transferência pacífica de poder.”

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Durante a fala, Kamala também prometeu que, embora a campanha tenha chegado ao fim, ela continuará lutando pelo direito das mulheres de terem autonomia sobre o próprio corpo, pela redução da violência armada nas ruas e nas escola, pela justiça e pela democracia.

Assista abaixo ao Segunda Chamada desta quarta-feira (6):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Como funciona a apuração nos EUA, onde os resultados podem levar semanas para sair? https://canalmynews.com.br/noticias/como-funciona-a-apuracao-nos-eua-onde-os-resultados-podem-levar-semanas-para-sair/ Tue, 05 Nov 2024 19:53:11 +0000 https://localhost:8000/?p=48243 Diferente do Brasil, onde os resultados são divulgados em poucas horas, lá, o processo pode levar muito mais tempo; pleito de 2000 demorou 36 dias para ser definido

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Os eleitores americanos vão às urnas nesta terça-feira (5) para escolher o próximo presidente dos Estados Unidos. Nas eleições deste ano, a democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump disputam uma das eleições mais acirradas de todos os tempos.

Segundo pesquisas de intenção de voto, os candidatos estão tecnicamente empatados. No último levantamento da ABC News, por exemplo, Kamala apareceu com 1% de vantagem em relação à Trump.

No total, são mais de 240 milhões de americanos aptos a votar. De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), mais de 57 milhões já votaram antecipadamente.

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Não existe um órgão central responsável por fiscalizar e padronizar as formas de votação. Cada estado pode definir suas próprias regras. Isso permite aos eleitores votar pelo correio ou presencialmente, por meio de cédulas de papel ou urnas eletrônicas.

Essa vasta gama de possibilidades, claro, interfere na agilidade da apuração. No Brasil, os resultados das eleições são apurados em poucas horas. Lá, esse tempo é muito maior, podendo levar dias e até mesmo semanas. A eleição de 2000, por exemplo, chegou a demorar 36 dias para ser apurada.

Há também outra questão a ser considerada. Em alguns lugares, os mesários, além de supervisionar o voto presencial, precisam checar as assinaturas e escanear as cédulas, o que também leva tempo e atrasa a apuração.

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A contagem dos votos é realizada por trabalhadores eleitorais locais. Esses podem ser voluntários, funcionários do governo ou temporários contratados. Todos os locais de apuração são supervisionados por equipes subordinadas dos departamentos eleitorais.

Os partidos políticos e os candidatos podem enviar observadores para monitorar os procedimentos e assegurar a transparência da votação, caso queiram. Em alguns casos, o público em geral também pode acompanhar a apuração.

A depender do tamanho do condado e da quantidade eleitores, os votos podem ser contados com a ajuda de máquinas eletrônicas de leitura ótica ou manualmente, o que também impacta na velocidade da apuração. Depois que os votos são certificados e a contagem é concluída, os resultados oficiais são confirmados por uma autoridade eleitoral do condado e, então, enviados ao estado.

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Em caso de empate, fica a cargo da Câmara dos Deputados escolher o presidente por meio de uma votação interna na qual cada estado tem direito a um voto. Entretanto, isso aconteceu apenas duas vezes em toda a história dos EUA, em 1800 e 1824.

Vale ressaltar que, nem sempre o candidato que ganha no voto popular é o que vence a eleição, pois os EUA adotam o sistema de votação indireto. Sai vitorioso do pleito quem tiver a maioria do colégio eleitoral.

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O “colégio eleitoral” consiste em um grupo de pessoas, os chamados “delegados”, indicadas para nomear o presidente e o vice-presidente. Cada estado tem um número de delegados proporcional ao tamanho de sua população.

Ao todo, o colégio eleitoral é formado por 538 delegados. Um candidato precisa do apoio de ao menos 270 delegados para ser eleito, o que se traduz em metade dos 538 (ou 269) mais um.

Assista abaixo ao Pergunte ao Kotscho de segunda-feira (4):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Steve Bannon deixa prisão a uma semana das eleições nos EUA https://canalmynews.com.br/noticias/steve-bannon-deixa-prisao-a-uma-semana-das-eleicoes-nos-eua/ Wed, 30 Oct 2024 23:13:07 +0000 https://localhost:8000/?p=48085 Em 2022, ex-conselheiro de Donald Trump foi condenado a quatro meses de prisão por se recusar a colaborar com investigações sobre o ataque ao Capitólio

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Steve Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca e conselheiro sênior do ex-presidente Donald Trump, deixou a prisão federal de Danbury, em Connecticut, na terça-feira (29), uma semana antes das eleições nos Estados Unidos. Ele foi condenado por se recusar a colaborar com as investigações sobre o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos, em janeiro de 2021. Após a soltura, Bannon afirmou em seu podcast “War Room” que o tempo na penitenciária o fortaleceu. “Estou mais energizado e mais focado do que nunca em toda minha vida”, disse.

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Considerado um dos maiores nomes da direita norte-americana e um dos principais apoiadores de Trump, Bannon foi condenado a quatro meses de prisão, em 2022, mas recorreu da sentença por dois anos até que foi preso em julho deste ano. No mesmo dia em que foi solto, disse em coletiva de imprensa que seu foco, neste momento, seria fazer com que os eleitores apoiassem a candidatura de Trump.

Antes de ser preso, Bannon prometeu que continuaria apoiando o ex-presidente e sua campanha mesmo atrás das grades. “Se eu tiver que fazer isso em uma prisão, eu faço em uma prisão. Não faz diferença”, disse, à época, à BBC. Enquanto cumpria a sentença, se autodenominava um “prisioneiro político”.

“Sou um prisioneiro político de Nancy Pelosi [membro da Câmara dos Representantes dos EUA e política filiada ao partido Democrata], sou um prisioneiro político de Merrick Garland [Procurador-Geral dos EUA], sou um prisioneiro político de Joe Bien [atual presidente e político filiado ao partido Democrata] e do corrupto establishment de Biden”, afirmou antes de ser preso.

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Além da condenação por obstrução de justiça, Bannon, que também é um ex-produtor de Hollywood, enfrenta acusações de lavagem de dinheiro, fraude e conspiração relacionadas à campanha “We Build the Wall”, que prometia construir um muro na fronteira entre os EUA e o México. De acordo com os promotores, Bannon disse aos doadores que todo o dinheiro arrecadado seria destinado ao projeto, mas, em vez disso, transferiu milhares de dólares para outros fundos por meio de laranjas. Ele se declarou inocente das acusações.

Veja mais:

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Análise: quem ganhou o debate presidencial para a eleição dos EUA? https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-quem-ganhou-o-debate-presidencial-para-a-eleicao-dos-eua/ Wed, 11 Sep 2024 05:16:40 +0000 https://localhost:8000/?p=46574 Especialistas que participaram da cobertura especial do MyNews, exibida logo após o término do evento, divergem da resposta

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Kamala Harris ou Donald Trump: quem ganhou o debate presidencial de terça-feira (10), o primeiro entre os dois candidatos e possivelmente o único até a eleição, em 5 de novembro? A resposta é uma questão de ponto de vista. Os especialistas que participaram da cobertura especial do MyNews, exibida logo após o término do debate, divergem do veredito.

Para o jornalista Lucas Mendes, apresentador do programa Manhattan Connection, não é possível cravar um vencedor. Ele acredita que Kamala se saiu melhor aos olhos de seus eleitores, assim como Trump se destacou entre aqueles que o apoiam. Apesar de não ter dado vitória a nenhum dos dois candidatos, ressaltou, em uma primeira análise, as mentiras contadas por Trump ao longo do debate, entre elas a de que imigrantes estariam comendo cachorros e gatos dos americanos na cidade de Springfield, em Ohio. Em evento inédito, o republicano foi desmentido ao vivo por essa declaração.

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O estrategista de comunicação internacional Ewandro Magalhães afirmou concordar com Mendes, acrescentando que o debate foi pouco efetivo no sentido de convencimento dos eleitores a votar em um ou outro candidato. Apesar disso, ressaltou que os democratas “tiveram a felicidade de ver uma candidata desempenhando com mais desenvoltura”, “de maneira eloquente e com assertividade”. No último debate presidencial, Trump enfrentou o presidente Joe Biden, que chegou a ter a saúde questionada pelo mau desempenho.

O jornalista e pesquisador Paulo Sotero, por sua vez, foi enfático ao cravar que Kamala foi a vencedora do debate. Para ele, a democrata apresentou-se bem e deixou clara sua agenda política, além de ter tido uma postura mais agressiva. Trump, por outro lado, teria deixado claro que não tem nada de novo a dizer e insistiria em repetir os mesmos “chavões” de sua campanha. Ele chamou a atenção também para o fato de que Kamala estendeu a mão para cumprimentar Trump no início do debate, o que teria deixado o adversário “desconsertado”.

Veja a análise de debate entre Kamala Harris e Donald Trump para a presidência dos EUA:

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Trump é desmentido em debate após dizer que imigrantes estão comendo cachorros https://canalmynews.com.br/noticias/trump-e-desmentido-em-debate-apos-dizer-que-imigrantes-estao-comendo-cachorros/ Wed, 11 Sep 2024 03:54:38 +0000 https://localhost:8000/?p=46562 Produção da ABC News entrou em contato com autoridades para checar a alegação e verificou que nenhum caso do tipo havia sido reportado

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O ex-presidente e candidato republicano Donald Trump foi desmentido ao vivo no debate presidencial da ABC News, na terça-feira (10), depois de afirmar que imigrantes de Springfield, em Ohio, estavam comendo cachorros e gatos das pessoas que moram na cidade. Durante a cobertura do debate realizada pelo MyNews logo após o término do debate, o jornalista Lucas Mendes, apresentador do programa Manhattan Connection, ressaltou que esta foi a primeira vez em que Trump foi desmentido ao vivo em um debate presidencial.

“Trump mentiu tanto e de maneira tão descarada que, se tivesse um medidor de mentiras, ele furava o teto. Era uma mentira em cima da outra”, disse Mendes, reforçando que as mentiras contadas na noite desta terça-feira não surgem como novidade, embora um fato inédito tenha ocorrido. “Pela primeira vez, um jornalista corrigiu Trump durante um debate.”

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O mediador da ABC News informou que a produção do debate entrou em contato com a prefeitura de Springfield para checar a alegação e verificou que nenhum caso do tipo havia sido reportado. Trump rebateu dizendo que havia assistido na televisão a pessoas contando que tiveram os cachorros roubados.

O debate, que foi o primeiro entre os dois candidatos, e possivelmente o único, abordou os principais temas da eleição americana, como economia, relações internacionais do país e políticas de aborto e imigração. Enquanto Kamala é filha de imigrantes (mãe indiana, pai jamaicana), Trump é defensor ferrenho de uma política anti-imigração. Ao longo de seu mandato como presidente, e mesmo depois que deixou o poder, fez diversas ofensas públicas aos imigrantes que residem nos EUA. No passado, chegou a chamá-los de “animais” e afirmou que a imigração “contamina o sangue norte-americano”.

No debate, Trump foi questionado pelo moderador como faria para cumprir a promessa de deportar milhões de imigrantes caso fosse eleito, mas não respondeu à pergunta. Em vez disso, seguiu direcionando ataques a estrangeiros e disse, sem apresentar provas, que a alta incidência de crimes nos EUA teria relação com o grande número de imigrantes vivendo no país. Em discursos, Trump falou sobre usar a Guarda Nacional ou as policias locais para encontrar imigrantes sem documentos.

Veja a análise de debate entre Kamala Harris e Donald Trump para a presidência dos EUA:

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Economia será tema central de debate decisivo entre Kamala Harris e Donald Trump https://canalmynews.com.br/outras-vozes/economia-sera-tema-central-de-debate-decisivo-entre-kamala-harris-e-donald-trump/ Tue, 10 Sep 2024 19:03:32 +0000 https://localhost:8000/?p=46554 Mais que políticas de aborto e imigração, eleitor americano quer saber como as propostas dos dois candidatos podem afetar o bolso nos próximos quatro anos

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O debate entre Kamala Harris e Donald Trump, que acontece nesta terça-feira (10), será um marco importante nas eleições dos Estados Unidos. Será possivelmente o único entre os dois candidatos, o que o torna ainda mais significativo. Embora temas como imigração e aborto sejam de grande relevância e devam aparecer no debate, é a economia que deve dominar as discussões.

It’s the economy, stupid” (“É a economia, idiota”), famoso slogan da campanha de Bill Clinton em 1992, ainda reverbera na sociedade americana e mostra uma nação que se preocupa com o que realmente deve se preocupar. Apesar das agressões por parte de um ou outro candidato, elas não são a regra. O eleitor tem outras preocupações. Kamala terá que defender o legado econômico da administração Biden, destacando conquistas como a criação de empregos e a redução da inflação, apesar das críticas ao aumento do custo de vida. Este será um ponto chave para seu discurso.

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A economia dos EUA enfrenta desafios complexos, desde a alta dos preços até as incertezas no mercado de trabalho. Kamala poderá argumentar que, sob o governo Biden, houve um esforço para estabilizar a economia após a pandemia, destacando a redução do desemprego e a recuperação gradual. O economista Paul Krugman sugere que as políticas fiscais e monetárias adotadas pelo governo Biden ajudaram a controlar a inflação, embora a percepção pública seja de que essas melhorias não foram amplamente distribuídas entre as diferentes classes sociais. Um desafio para Kamala, que precisa demonstrar ser uma liderança forte, principalmente dentro de seu partido.

Donald Trump, por outro lado, deve adotar um discurso focado em desregulamentação e cortes de impostos, uma abordagem que caracterizou seu primeiro mandato. Segundo o economista Joseph Stiglitz, embora essas políticas possam gerar crescimento econômico em curto prazo, elas também tendem a ampliar as desigualdades, favorecendo principalmente as grandes corporações. Trump provavelmente tentará atrair eleitores descontentes com o aumento dos custos de vida e os desafios econômicos imediatos, contrastando com o otimismo que Kamala buscará transmitir em relação ao futuro da economia americana.

Leia mais: Por que enfrentar Kamala é o pior cenário para Trump?

Além das divergências sobre o papel do governo na economia, imigração e aborto também devem ser tópicos de destaque no debate. Kamala criticará as políticas rígidas de imigração de Trump, enquanto ele deve argumentar que as fronteiras precisam de controle mais rigoroso. No que diz respeito ao aborto, ela se posicionará contra as tentativas de limitar o direito ao aborto, especialmente após a revogação da decisão Roe vs. Wade, enquanto o adversário buscará agradar o eleitorado conservador.

Entretanto, reitero, é o impacto econômico que deve definir o tom da campanha de ambos os candidatos. O público americano está profundamente preocupado com a inflação, o custo de vida e o futuro do mercado de trabalho.  Trump tentará capitalizar essas preocupações, apresentando-se como o candidato que pode revitalizar a economia com sua experiência empresarial. Kamala, por sua vez, terá que convencer os eleitores de que as políticas econômicas de Biden foram eficazes e que a continuidade do trabalho trará estabilidade e crescimento sustentável.

Portanto, o debate entre Kamala Harris e Donald Trump será uma oportunidade crucial para ambos definirem suas plataformas econômicas em um cenário de incerteza. Com a economia no centro das atenções, os candidatos precisarão abordar de maneira clara como pretendem enfrentar os desafios que afetam diretamente a vida dos eleitores. A performance de cada um no debate poderá moldar a narrativa das eleições e influenciar decisivamente a escolha dos eleitores indecisos. O bom sinal no meio disso tudo é que os eleitores, que estão ditando os caminhos do embate, querem ouvir sobre propostas.

Entenda a mudança de apoiadores de Trump para Kamala em campanha intensa:

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Por que enfrentar Kamala é o pior cenário para Trump? https://canalmynews.com.br/noticias/por-que-enfrentar-kamala-e-o-pior-cenario-para-trump/ Thu, 25 Jul 2024 22:28:50 +0000 https://localhost:8000/?p=45291 Segundo o jornalista Marcelo Madureira, Trump terá que adotar um novo discurso para se sobressair na disputa eleitoral

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Ter a vice-presidente Kamala Harris como adversária é o pior dos mundos para o candidato republicano e ex-presidente Donald Trump, afirmou o jornalista Marcelo Madureira durante participação no Segunda Chamada de quarta-feira (24). Para ele, Trump terá que elaborar uma nova estratégia para se aproximar do eleitorado dos Swing States, os chamados “estados pêndulos”, onde nenhum candidato tem maioria absoluta.

Nos dias que se seguiram ao atentado contra Trump na Pensilvânia (EUA), a imagem do republicano com punho em riste e a bandeira americana ao fundo cravou a vitória do ex-presidente. Mas a desistência do presidente Joe Biden e a indicação de Kamala para substituí-lo na disputa influenciou o rumo das eleições.

Para Madureira, Trump precisará adotar um discurso menos radical para cativar o voto dos eleitores mais moderados. Ao mesmo tempo, não poderá se afastar do trumpismo para continuar agradando os seguidores mais fiéis.

O jornalista acredita que Kamala tenha algumas vantagens. Como vice-presidente dos Estados Unidos, ela também é presidente do Senado, o que lhe permite ter uma grande articulação política dentro do Poder Legislativo. Além disso, tem um histórico praticamente impecável, seja como vice-presidente, seja como Procuradora-Geral da Califórnia. Segundo a nova pesquisa Reuters/Ipsos, a vice-presidente já aparece numericamente à frente com 44% das intenções de voto, contra 42% de Trump.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (24):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Análise: Kamala coloca Trump de volta no banco dos réus https://canalmynews.com.br/noticias/analise-kamala-coloca-trump-de-volta-no-banco-dos-reus/ Thu, 25 Jul 2024 20:06:01 +0000 https://localhost:8000/?p=45281 Para Matheus Leitão, a estratégia da democrata influencia o imaginário do eleitorado norte-americano

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A vice-presidente Kamala Harris coloca o ex-presidente e candidato republicano Donald Trump no banco dos réus ao dizer que conhecia o “tipo” de seu adversário desde antes de se tornar Procuradora-Geral da Califórnia. Foi o que afirmou o jornalista Matheus Leitão durante participação no Segunda Chamada de quarta-feira (24).

Nesta segunda-feira (22), a vice-presidente participou do primeiro comício eleitoral após a desistência de Joe Biden em Delaware (EUA). Durante o discurso, afirmou que precisou lidar com todo tipo de criminoso enquanto foi promotora de Justiça no Estado da Califórnia. Em referência a Trump, citou “predadores que abusavam de mulheres”, “fraudadores que roubavam consumidores” e “aqueles que quebravam as regras para ganhar no jogo”.

Segundo Leitão, Kamala usa as acusações criminais contra o republicano para desconstruir a narrativa, impulsionada por ele próprio, de que seja “predestinado a voltar à Presidência” após sobreviver ao atentado na Pensilvânia. O jornalista acredita que o fato de o ex-presidente ter escapado ferido, mas vivo, envolveu o imaginário dos eleitores. Por outro lado, Kamala também estaria jogando com a percepção dos americanos ao “encarnar a justiça” em um momento em que a criminalidade no país se tornou um dos assuntos mais importantes.

Para Leitão, Kamala, que já aparece numericamente à frente nas pesquisas, trouxe vigor para a campanha dos democratas. Segundo nova pesquisa Reuters/Ipsos, ela tem com 44% das intenções de voto, contra 42% de Trump. Esta é a primeira sondagem de intenção de voto nos EUA após a desistência de Biden à corrida presidencial.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (24):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Objetivo de Trump é destruir o Partido Republicano nos moldes postos e tomar a sigla para si, diz professor https://canalmynews.com.br/opiniao/objetivo-de-trump-e-destruir-o-partido-republicano-nos-moldes-postos-e-tomar-a-sigla-para-si-diz-professor/ Tue, 16 Jul 2024 22:56:55 +0000 https://localhost:8000/?p=44846 Para Carlos Gustavo Poggio, ex-presidente quer 'limpar' a burocracia norte-americana e manter no poder apenas pessoas leais a ele

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O objetivo de Donald Trump é destruir o Partido Republicano para transformá-lo em um “Partido Trumpista”, afirmou no Segunda Chamada de segunda-feira (15) o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio. J.D. Vance, vice-presidente do candidato republicano, já disse que Trump quer “limpar” a burocracia norte-americana e manter no poder apenas pessoas leais a ele.

Segundo Poggio, o plano de Trump teve início em 2016, quando o “trumpismo” dominou o partido, começando pela base até chegar ao topo. Com o passar do tempo, aqueles que eram críticos ao ex-presidente se converteram, morreram, se aposentaram ou perderam os cargos. “O Partido Republicano, que era o Grand Old Party, agora é o New Trump Party”, declarou.

Leia mais: Análise: ‘Trump escolheu alguém que represente o trumpismo, e não o Partido Republicano’

A escolha de J.D. Vance para vice-presidente da chapa de Trump demonstra essa mudança que se consolidou nos últimos anos, visto que o candidato republicano não optou por nenhum dos nomes que pudesse representar “a velha elite”. Para Poggio, sob o “trumpismo”, o Partido Republicano assumiu formas e características muito diferentes das que vigoraram no período que antecedeu o mandato do ex-presidente.

Leia mais: Saiba quem é J.D. Vance, vice de Trump que foi crítico do ex-presidente no passado

Apesar da força que ganhou dentro do Partido Republicano, Trump teve um mau desempenho nas eleições de meio de mandato em 2022 e, se perder agora, a narrativa em torno dele pode vir a mudar. Na avaliação do professor, “talvez o Partido Republicano acorde pelo fato de que vai continuar perdendo se se amarrar tão fortemente a Trump”.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de segunda-feira (15):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Atentado contra Trump reforça papel de vítima que republicano adota há tempos, diz advogado https://canalmynews.com.br/opiniao/atentado-contra-trump-reforca-papel-de-vitima-que-republicano-adota-ha-tempos-diz-advogado/ Mon, 15 Jul 2024 20:34:04 +0000 https://localhost:8000/?p=44764 Para Manuel Furriela, ataque contra o ex-presidente dos Estados Unidos corrobora narrativa de que opositores tentam impedir a candidatura do republicano

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O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump já trazia em seus discursos a narrativa de que tentavam impedir sua candidatura, por isso o atentado durante comício reforça o papel de vítima e beneficia o republicano. Foi o que afirmou ao MyNews Especial o advogado e professor de direito internacional Manuel Furriela. Trump discursava em Butler, cidade do estado da Pensilvânia, no último sábado (13), quando um disparo atingiu de raspão sua orelha direita.

Leia mais: Veja o que se sabe até agora sobre Thomas Matthew Crooks, suspeito de atirar em Trump

A imagem de Trump se reerguendo com o punho em riste, em um ato de resiliência antes de ser escoltado para fora do evento, na visão de Furriela, demonstra que o ataque “se encaixa muito bem nesse discurso [de perseguição]”. Para ele, o ex-presidente adota uma narrativa de vitimização, como se as ações judiciais movidas contra ele fossem uma forma de afastá-lo do poder.

Com o fim de seu mandato, em janeiro de 2021, Trump entrou para a história americana como o primeiro ex-presidente a se tornar réu. Ao todo, ele enfrenta 91 acusações em 4 processos criminais relacionados a fraudes financeiras. Nesta segunda-feira (15), uma juíza do estado da Flórida arquivou o processo em que o ex-presidente foi acusado de se apropriar de documentos sigilosos.

Leia mais: Lula diz que atentado a Trump ‘empobrece a democracia’

Segundo Furriela, o atual contexto político dos Estados Unidos é inédito. Pela primeira vez, a população precisará escolher entre um candidato com histórico judicial relevante e um candidato com idade avançada e lucidez comprometida. Agora, com o atentado contra Trump e os desdobramentos do ataque, o cenário se tornou ainda mais complexo.

Veja a análise completa:

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Lula diz que atentado a Trump ‘empobrece a democracia’ https://canalmynews.com.br/internacional/lula-diz-que-atentado-a-trump-empobrece-a-democracia/ Mon, 15 Jul 2024 20:11:50 +0000 https://localhost:8000/?p=44757 Presidente defende condenação de qualquer ação anti democrática

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (15), que o atentado contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “empobrece a democracia”. Ao chegar para agenda de trabalho no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Lula disse que é preciso condenar qualquer manifestação anti democrática, “seja pela direita, seja pela esquerda”.

“Ninguém tem o direito de atirar numa pessoa porque não concorda com ele politicamente”, disse.

No último sábado (13), Trump foi retirado por seguranças do palanque onde fazia um comício, em Butler, no estado da Pensilvânia. Ele concorre novamente à presidência dos Estados Unidos em um disputa acirrada contra o atual mandatário, Joe Biden, que tenta reeleição. Após sons de tiros, o candidato republicano se abaixou e levantou com sangue na orelha e no rosto.

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Ao ser questionado se o ataque fortalece a extrema-direita no país norte-americano e no mundo, Lula disse que “a certeza é que a democracia perde”.

“Os valores do diálogo, os valores do argumento, os valores de sentar em forma de uma mesa, da forma mais diplomática, para encontrar soluções para os problemas vão indo pelo ralo. Se tudo vai se encontrar na base da bordoada, na base da violência, na base do murro, na base da luta, na base do tiro, na base da faca, onde é que vai a democracia? Eu, como sou defensor da democracia, eu acho que nós temos que condenar”, acrescentou o presidente.

Ainda no sábado, Lula já havia se manifestado sobre o assunto, afirmando que o atentado foi um “ato inaceitável”. Diversos líderes mundiais também expressaram espanto, denunciaram a violência política e desejaram ao ex-presidente norte-americano uma rápida recuperação.

Além de Trump ferido, um apoiador do ex-presidente foi morto e dois outros ficaram feridos antes que os agentes do Serviço Secreto matassem a tiros o suspeito de 20 anos. O motivo do atentado ainda não foi esclarecido. O presidente Joe Biden condenou o ataque contra seu oponente, pedindo união aos cidadãos, e determinou uma revisão sobre a segurança no comício onde Trump foi ferido.

Assista também:

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Trump se declara inocente de acusações em tribunal https://canalmynews.com.br/internacional/trump-se-declara-inocente-de-acusacoes-em-tribunal/ Wed, 05 Apr 2023 12:05:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36826 O ex-presidente dos EUA foi indiciado por subornar uma atriz pornô em meio às eleições

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O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou-se inocente, nesta terça-feira (04), de 34 acusações criminais pelas quais está sendo acusado.

Ele chegou ao tribunal de Manhattan, em Nova Iorque, para ser acusado formalmente por falsificação de registros comerciais. Na semana passada, Trump foi indiciado por subornar uma atriz de filmes pornográficos em meio às eleições presidenciais de 2016.

Ele se manifestou pelas redes sociais: “Indo para Lower Manhattan, o Tribunal. Parece tão SURREAL – UAU, eles vão ME PRENDER. Não acredito que isso está acontecendo na América.”, disse em postagens.

Donald Trump é o primeiro ex-presidente dos EUA a receber acusações criminais. Ele comandou os Estados Unidos de 2017 a 2021 e anunciou em novembro que tentará reconquistar a presidência em 2024. Trump é o candidato favorito para a indicação republicana.

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Robôs são protagonistas nas redes de Bolsonaro, Trump e a nova direita https://canalmynews.com.br/politica/robos-sao-protagonistas-nas-redes-de-bolsonaro-trump-e-a-nova-direita/ Tue, 23 Aug 2022 21:05:08 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33231 Dalson Figueiredo, pesquisador da UFPE, explica seu estudo sobre os bots em período eleitoral

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Trump e Bolsonaro em aperto de mãos. Foto: Alan Santos (PR)

Robôs, bots e algoritmos: algumas ferramentas virtuais nunca estiveram tão em evidência nas rodas de conversa – nos chats do MyNews, por exemplo, sempre tem alguém reclamando da presença dos robôs digitais disparando mensagens automáticas sobre seus candidatos. E, sim, sempre tem uma presença gigantesca deles!

No Almoço do MyNews desta terça-feira (23), Myrian Clark recebeu Dalson Figueiredo, cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que realizou um estudo através da plataforma Open Science Framework (OSF), a respeito do protagonismo de robôs nas redes sociais dos candidatos à presidência da República, entre outros políticos.

“É um censo comum na área científica: não só Bolsonaro, mas também Donald Trump, nos Estados Unidos! Aliás, a nova direita, no geral, faz mais uso dessas ferramentas virtuais de mobilização de conteúdo. É muito forte, principalmente no viés de confirmação: a tendência das pessoas acreditarem mais em teses que confirmem suas crenças”, explicou o pesquisador. “É quando você não está aberto ao debate. Você quer confirmar aquilo em que você acredita e repelir aquilo que você duvida. É como se estivesse emulando o algoritmo de um robô”.

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Ludocracia: um ensaio sobre as verdadeiras regras do jogo do poder https://canalmynews.com.br/voce-colunista/ludocracia-um-ensaio-sobre-as-verdadeiras-regras-do-jogo-do-poder/ Mon, 15 Aug 2022 15:01:36 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33002 É óbvio que o povo é parte desse jogo, porém, se o povo não entende bem as regras do jogo, joga um jogo tão tendencioso quanto os jogos de um cassino com chances quase inexistentes de ganhar.  

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Diz a nossa constituição que todo o poder emana do povo.

Com quase 10 anos de pesquisa sobre gameologia eu diria que está quase certo, gramaticalmente, porém essa afirmação passa longe da realidade.

Todo o poder emana do Jogo. Essa sim é a verdade.

É óbvio que o povo é parte desse jogo, porém, se o povo não entende bem as regras do jogo, joga um jogo tão tendencioso quanto os jogos de um cassino com chances quase inexistentes de ganhar.

Quem entende bem isso vai dominar o jogo e foi exatamente o que fez o marketeiro de Donald Trump, Steve Bannon, aplicando a Teoria dos Jogos e o poder das redes sociais, memes e outros elementos simbólicos para criar e administrar narrativas que viabilizaram a ascensão da extrema direita mundial que colocou Bolsonaro na nossa presidência.

Deste modo, movimentando corretamente os dados sobre o povo, Steve Bannon e seus clientes da sua empresa Cambridge Analytica conseguiram pelo poder do meta-jogo fazer prevalecer a sua vontade sobre a do povo na democracia.

Nos Estados Unidos, com o sistema do voto colegiado, foi ainda mais fácil e explicativo: como os votos nos estados do interior tem mais peso dentro da contagem de colégios eleitorais, ele falou exatamente o que os estados do midwest americano queriam ouvir e conseguiu fazer sua vontade prevalecer sobre a maioria da população absoluta e das classes mais ricas e poderosas do país que moram nas costas leste e oeste. Novamente, usando o poder do meta-jogo, o jogo dentro do outro jogo, para ludibriar a democracia e usar suas regras contra a maioria do povo, exercendo o poder por maior domínio da ludocracia.

Ludo vem do latim e significa jogo, e cracia vem do grego kratos que significa poder, ou governo.

Além da experiência de Bannon que foi executivo e produtor de séries de Hollywood como Seinfeld, Trump também tem uma experiência particular com gamificação sendo dono de cassinos e criador de uma série sobre o mundo dos negócios chamada O Aprendiz, que já foi até exportada para o Brasil estrelando João Dória que foi governador de São Paulo e candidato à presidência pelo PSDB que depois desistiu.

No dito país do futebol a ludocracia é mais real do que em qualquer outro país.

Em Brasília, no Eixo Monumental, o maior de todos os monumentos é o Estádio Nacional Mané Garrincha e o mais caro estádio da Copa de 2014. Além de o segundo mais caro estádio do mundo perdendo apenas para Wembley, no Reino Unido, na época.

Enquanto o poder executivo, o legislativo e o judiciário, estão representados nos edifícios do congresso, do planalto e do STF, e o dito quarto poder se encontra representado na Torre de TV mais acima, e do outro lado da rua, o Mané Garrincha significando quem sabe o quinto poder ou quem sabe o poder zero? O poder fundacional da nossa civilização?

Me pergunto por que o Brasil e não a Inglaterra é o país do futebol, embora o inglês esteja no nome do esporte até hoje se eles só conseguiram ser campeões uma vez na história, mas globalizaram o esporte mais até do que globalizaram o império britânico.

Agora campeões mesmo eles são no jogo financeiro, por que a moeda deles, a Libra Esterlina, já chegou a valer quase R$7,94 em 2021, e está valendo R$6,29 hoje, apesar da guerra na Europa, do Brexit e da recente renúncia com escândalos sexuais do ex-primeiro ministro Boris Johnson, um dos políticos que só chegaram ao poder graças ao trabalho de Steve Bannon e sua empresa Cambridge Analytica.

Mas houve um período, entre 2009 e 2012, que a Libra esteve abaixo de R$3,00, quando inclusive, o Brasil teve um PIB nominal maior que o Reino Unido que tem um território muito menor e uma população que é menos de 1/3 da brasileira mas mesmo assim tem hoje um nível de renda per capita 3,21 x maior que a nossa em paridade de poder de compra segundo a estimativa mais recente do FMI. Tendo também um PIB (em paridade de poder de compra) maior que o brasileiro segundo o FMI. Esta diferença já foi de 2,63 x em 2010.

Ou seja, ao longo da última década e da repercussão das operações da Cambridge Analytica sobre o próprio Reino Unido e Brasil, os britânicos melhoraram 22% seu poder aquisitivo em relação ao Brasil, que piorou vertiginosamente. Entre estas repercussões estão a política do PPI adotada pela Petrobras como regra por exigência do mercado de futuros de gás e petróleo de Londres, para onde vai substancial parcela dos dividendos colossais que a Petrobras começou a pagar.

Com essa cooperação entre monarquia, bancos, bancos de dados e psicologia do jogo, os britânicos são hoje 3,21 x mais produtivos que os brasileiros que também acompanham o calendário de jogos de futebol mais lotado do mundo, onde os jogadores quase não tem tempo para descansar, algo já denunciado por alguns jornalistas do ramo. Como vimos, nem na pandemia a máquina do entretenimento esportivo poderia parar para proteção de vidas humanas.

Ainda assim, o poder do lúdico é tão fundacional que o presidente Lula fez da Copa do Mundo o vórtice do seu projeto de país bem inserido na globalização dizendo que “ninguém achava que o Brasil poderia sediar uma Copa do Mundo” mesmo quando o país já havia sim sediado a Copa nos anos 50, que perdemos para o Uruguai.

Há, quem sabe, algo simbólico de um grande estadista em levantar estádios como a identificação que os romanos tiveram com Julio Cesar e outros imperadores. Mas hoje vemos que a maioria dos estádios permanecem ociosos e já estão precisando de reformas e que não houve efetivamente nenhum projeto de desenvolvimento junto com a Copa e que tudo não passou de um carnaval fora de época com uma conta muito cara. Eu gosto de chamar este fenômeno histórico de “ludolulismo” e o país gerado desse projeto de “Neymárnia”. E não é que apenas 8 anos depois dessa experiência traumática estamos propensos a eleger mais uma vez o presidente que trouxe a Copa, que não deixou hospitais por que não se faz Copa do Mundo com hospitais segundo um outro fenômeno, após uma pandemia em que o Brasil foi o país que mais teve mortes no mundo proporcionalmente, agora está liderando as pesquisas sem que ninguém jamais lhe pergunte: vem cá Lula, como você avalia o legado da Copa? Surreal, porém nada mais que natural quando vemos o mundo pelas lentes da gameologia.
Ninguém quer lembrar da Copa e ninguém quer pensar nisso porque ninguém quer imaginar como seria a nossa vida sem o futebol. Ninguém quer perceber que uma atividade lúdica e inocente possa esconder um projeto sofisticado de poder e que nos faça mal. Mas está na nossa cara, e como cracudos seguimos consumindo por que o poder de ludibrio do lúdico permanece sempre maior.

Assim, o poder da ludocracia está além do povo por que penetra dentro da psicologia e dos instintos inconscientes das massas se aproveitando da propensão que o homem tem ao vício no jogo como tem ao vício no álcool e outras drogas. A dopamina é a droga do jogador e quando este jogador perde o controle do vício ele se transforma num ludopata. Nietzsche dizia que enquanto as psicopatologias são raras em indivíduos, nas massas, elas são a regra. Usando de elementos de game design as redes sociais viciaram uma geração inteira em aprovação e validação social e manipularam com essas máquinas e fabricação em massa de fake news a nossa política para depreciar a nossa moeda e desta forma manter a nossa posição de perdedor crônico do jogo financeiro. Jogo que é o verdadeiro talento dos britânicos, cujos banqueiros inventaram os primeiros fundos que Hedge.

O hedge funding foi a arte dos banqueiros que fez a grã-bretanha sobreviver a inúmeras crises, guerras e bloqueios de nações inimigas, se apoiando em um arquitetura equilibrada de apostas em vários mercados e segmentos para nunca sair financeiramente falido em nenhum cenário, mesmo que extremo.

Tal como um jogo de Poker, ela consiste simplesmente em tentar acumular uma carteira de ativos sinérgica e completa o suficiente para que você esteja pronto para a maioria dos cenários possíveis em torno de uma incerteza em aberto no horizonte. Os hedge funds, portanto, administram a incerteza. Mesmo que para isso seja necessário invadir e dominar países mais fracos, corromper políticos e orquestrar intervenções e golpes em países indefesos e traficar ópio para dentro de um império inimigo, pois é sempre por uma questão de garantia e sobrevivência do Reino Unido, que em última instância, tem uma rainha que tem imunidade para não responder por qualquer crime que seu serviço secreto cometa em seu pedido a pedido do sistema financeiro mundial que movimenta na City de Londres diariamente 25% da movimentação de capitais do planeta em mercados de câmbio e petróleo. Pois a maior parte do petróleo do mundo é comercializada pelos mares, e é daí que vem a tal licença para matar do 007.

Todas as outras bolsas do mundo são apenas franquias deste mesmo cassino que é o mercado de apostas cambiais que foi o segredo de sobrevivência da geograficamente limitada Grâ-bretanha e sua rainha de ouros. E não por acaso, os mesmos interessados na divisão e polarização política do Brasil são as elites de Londres e São Paulo, que se beneficiam deste negócio financeiro transnacional e que também apoiaram e ainda apoiam o Bolsonaro, não por que sejam necessariamente fascistas, xenofóbicas ou de direita. Mas por que com isso criam uma dinâmica de Good Cop e Bad Cop onde conseguem ter quase 100% de controle sobre os resultados de uma eleição.

Assim, “não importa quem vence o jogo, quem ganha sempre é a banca.” por que a banca faz hedging que é a estratégia dominante da Teoria dos Jogos. Ela aposta igualmente em todos os cavalos criando um portfólio de investimentos simétrico, estratégico e resiliente a vários tipos possíveis de cenários extremos, mantendo a classe política sob o seu controle e seus fundos protegidos de incertezas, ou se necessário, defendidos por forças estatais de defesa.

Deste modo, o Brasil é o hedge de São Paulo que é o hedge de Londres na América do Sul e somos a base que sustenta o status quo bacana britânico e pagamos royalties para Londres pelo nosso petróleo que investimos para descobrir e extrair. Mas além disso, a Petrobras está pagando dividendos duas vezes maiores que as demais petroleiras no mundo. A cada litro de gasolina que colocamos no nosso carro hoje, pagamos uma taxa cada vez maior para Londres que pagou preço de banana nas ações da companhia ao articular um impeachment promovido por pessoas que saíram às ruas com as camisas da CBF, enquanto o Rio de Janeiro recebia os jogos olímpicos. Mais uma vez ela, a Ludocracia.

Estamos sob as rédeas de Londres com a cumplicidade de São Paulo que faz hoje do país uma nova fazendona de escravidão financeira onde 4 em 5 famílias estão endividadas e São Paulo é a casa grande com pleno emprego e o resto do país, senzala, sem emprego, sem crédito e sem estrutura.

Já passamos por isso antes e superamos isso antes quando em 1930 Getúlio Vargas liderou uma rebelião dos demais estados da nação contra São Paulo e Minas e seu “Café com Leite”. Vargas colocou o país no rumo da industrialização com políticas industriais e trabalhistas, criou a indústria siderúrgica, a Petrobras e o BNDES. Um projeto de país que nem os militares ousaram desconstruir e que viu no impeachment de 2016 a sua morte e com ele o poder de compra do Real.

Sem um projeto de país atualizado estruturando o valor da nossa moeda, é improvável vermos o dólar abaixo de R$4 num eventual governo Lula, quando o mercado financeiro de Londres tem seu homem na jogada como vice-presidente. Mesmo Lula se dizendo o pai do pré-sal, é improvável que reverta sua privatização. E no cenário de um governo Lula sob ataque ou com saúde enfraquecida, numa conjuntura passando por instabilidades econômicas e políticas em atrito com a direita e com os militares, temos os ingredientes para uma bomba armada para instalar a próxima crise política e fazer o dólar ultrapassar os 6 reais num eventual governo Alkimin, garantindo mais uma década de estagnação para nós em benefício dos que entendem e sabem jogar o jogo do poder, de fato.

Pois como eu disse, todo poder emana do Jogo, e enquanto o povo não entender o jogo e jogar, será peça no jogo de outros jogadores que entendem e jogam o jogo como se suas vidas estivessem em jogo, por que eles sabem que estão. E nós, será que ainda não sabemos?

*Rodrigo Arantes é escritor, administrador, designer de jogos de escritório, empreendedor, entusiasta de movimentos de empreendedorismo startup e gamificação e fundador do Instituto #AJOGADA™ de Gameologia, que propõe o salto da burocracia para a ludocracia (administração baseada em jogos), pela substituição de documentos por tabuleiros colaborativos nos ambientes de trabalho e de educação.

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Mambembe e perigoso, Bolsonaro pode ir além de seu mestre Donald Trump https://canalmynews.com.br/paulo-totti/mambembe-e-perigoso-bolsonaro-pode-ir-alem-de-seu-mestre-donald-trump/ Fri, 18 Feb 2022 20:39:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24137 Ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto Barroso classificou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de 'reprodução mambembe' de Donald Trump.

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Ao despedir-se na quinta-feira (17) da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso classificou, sem citar-lhe o nome, o presidente Jair Bolsonaro (PL) de “reprodução mambembe” de Donald Trump. O apropriado perfil político e mental do ex-capitão seria perfeito se viesse acompanhado de mais um adjetivo: “perigoso”. Mambembe, segundo os dicionários, aplica-se a circos e indivíduos ruins, medíocres, inferiores, insignificantes, ordinários, reles. Atribuída a Bolsonaro, a qualificação chega a aproximar-se do atenuante, pois mais do que a ausência de caráter, o mambembe no caso poderia ter desculpável origem no ambiente familiar. Bolsonaro influencia seus filhos ou são os filhos que influenciam Bolsonaro?

“Perigoso”, que embute o “mentiroso” em seu significado, define o medíocre que é cópia fajuta do ídolo, mas adiciona a intenção de segui-lo e, por incrível que pareça, tem aparentemente mais poder para concretizar os malfeitos que ao mestre não foram permitidos. Bolsonaro se considera mais poderoso do que Trump. O perigoso é que isto pode ser sua única verdade.

Vejamos as coincidências. Bolsonaro e Trump (e também o execrável Viktor Orbán, da Hungria, como o Brasil soube esta semana) comungam de um deus raivoso, que odeia costumes modernos e condenaria ao inferno o papa Francisco; chamam de pátria amada a pátria que desconsidera como patrícios os cidadãos de seu próprio país, se forem pobres, gente que pensa e age diferente na política, na orientação sexual, na atividade cultural; ambos não se comovem com o sofrimento da família que não tem o que comer a não ser a migalha da mendicância e que não tem onde morar a não ser na encosta de um morro frágil, e, enfim, exaltam a liberdade revelada nas estatísticas do sistema que livra os brancos ricos da prisão e superlota os presídios de negros e brancos pobres.

Trump e Bolsonaro em aperto de mãos. Foto: Alan Santos (PR)

Trump e Bolsonaro mentem compulsivamente. Trump foi o presidente que mais mentiu durante o mandato. Fez “pelo menos uma afirmação falsa ou tendenciosa em 91 dos seus primeiros 99 dias de governo”, segundo The New York Times. The Washington Post contou 1.318 mentiras nos primeiros 263 dias na Casa Branca. O mesmo jornal publicou que, até novembro de 2020, três meses antes de encerrar o mandato, Trump “fez pelo menos 29.508 alegações enganosas ou falsas”.

No Brasil, os jornais não chegaram a detalhes da falácia presidencial, mas – exemplo recente – meia dúzia de mentiras foram ditas em dois dias de visita oficial a Moscou e a Budapest. Bolsonaro mente no exterior e no Brasil, nas lives transmitidas pelas TVs amigas e no cercadinho, ou curral, do Alvorada. Em Moscou foi além: considerou “coincidência ou não” a fake news divulgada pelos bolsonaristas de que a retirada de alguns soldados russos da fronteira com a Ucrânia se deveu à intermediação do presidente brasileiro. Na campanha eleitoral se dirá que Bolsonaro salvou o planeta da terceira guerra mundial.

LEIA TAMBÉM:

Presidente Jair Bolsonaro em live semanal. Foto: Reprodução (Redes sociais).

Como Trump a insistir sem provas que a vitória de Joe Biden foi uma fraude, Bolsonaro vem numa escalada de acusações ao processo eleitoral brasileiro, tachando-o de manipulado por seus inimigos – “o TSE já tem candidato”. A diferença é que, se Trump fracassou ao tentar o golpe na invasão do Capitólio, a 6 de janeiro de 2021, Bolsonaro pode tentar o mesmo após uma provável derrota a 2 de outubro – ou antes, se medrar antecipadamente a esperança de ganhar. Um de seus filhos já disse que bastam um jipe, um cabo e três soldados para fechar o STF. E o pai acrescentou que a democracia brasileira sobrevive porque as Forças Armadas fazem-nos essa concessão. Como concessão, pode ser suspensa ou cassada a qualquer momento.

A Marinha já demonstrou como se pode ocupar militarmente Brasília ao desfilar com tanques e blindados pela esplanada dos ministérios. A Força Aérea Brasileira (FAB), por enquanto, só ameaçou as janelas do STF com voos rasantes de seus caças. E o Exército, sob comando de um general picado pela mosca azul da vice-presidência, exigiu explicações sobre o processo eleitoral, como se a Constituição lhe desse direito a tal intromissão. Com isso, ensejou mais uma mentira televisa do presidente.

Os ministros Barroso e Edson Fachin, do alto de seus poderes morais, asseguraram que haverá eleições e que o resultado será respeitado. Que assim seja, pelo bem de nossa democracia. Mas permitam-me depositar cautela nesse otimismo.

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Manifestantes pró-Trump invadem Congresso dos EUA para impedir confirmação da vitória de Biden https://canalmynews.com.br/internacional/manifestantes-pro-trump-invadem-congresso-dos-eua-para-impedir-confirmacao-da-vitoria-de-biden/ Tue, 19 Oct 2021 20:11:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/manifestantes-pro-trump-invadem-congresso-dos-eua-para-impedir-confirmacao-da-vitoria-de-biden/ Biden chamou o ato de “ataque inédito” à democracia dos EUA

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Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA
Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.
(Foto: Redes sociais)

Atualizado às 19h51 em 6.jan.2021

Um grupo de apoiadores do ainda presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em confronto na tarde desta quarta-feira (6) com as forças de segurança que protegem o Congresso dos Estados Unidos e invadiu o local.

Conhecido como Capitólio, o edifício fica na capital, Washington. A invasão obrigou tanto a Câmara quanto o Senado a paralisarem a sessão que deveria confirmar a vitória do democrata Joe Biden.

A sessão desta quarta-feira no Congresso teria caráter protocolar, uma vez que a vitória de Biden já foi oficializada no último dia 14 de dezembro. Trump, no entanto, insiste em questionar a vitória do adversário democrata, fazendo acusações de fraudes sem qualquer tipo de prova, e atua como incentivador dos atos de seus apoiadores em Washington.

Os manifestantes romperam a segurança do local por volta das 14h30 do horário local (16h30 de Brasília), o que imediatamente levou a um toque de recolher na sede do Legislativo. Parlamentares foram retirados dos plenários e levados para salas de segurança dentro do Capitólio.

Biden x Trump

O presidente eleito, Joe Biden, se mostrou chocado e triste com o ocorrido no Capitólio

“Todos vocês estão assistindo o que eu estou assistindo. Nesse momento nossa democracia está sofrendo um ataque inédito. Um ataque como poucas vezes vimos, um ataque ao Estado de Direito. As cenas que vimos no Capitólio não representam o verdadeiro norte-americano”

Biden prossegue e cobra uma posicionamento de Trump: “O que vimos foi um pequeno número de extremistas. Isso não é protesto, é desordem, é caos. Peço ao Presidente Trump q vá a TV e peça um fim pra esse circo”.

Pouco após a fala de Biden, Trump divulgou um vídeo no qual pediu que os apoiadores voltassem para casa e em paz, mas voltou a afirmar — sem provas — que a eleição presidencial foi fraudada.

Republicanos também criticam

A sessão no Congresso era presidida pelo atual vice-presidente, Mike Pence, que foi cobrado pelo próprio Trump para não reconhecer a vitória de Biden. No entanto, Pence afirmou que respeitaria a Constituição americana e não acataria a interferência do republicano, o que foi visto por Trump como “falta de coragem”.

O próprio Pence afirmou que todos os envolvidos na invasão serão punidos e exigiu que os manifestantes deixem o Capitólio.

Representantes do Partido Republicano, como Ted Cruz e Marco Rubio, pedem que Trump faça os manifestantes saírem.

‘Foi tentativa de golpe’

“É algo que você não vê usualmente na democracia americana. Talvez o último momento em que ela estivesse ameaçada de fato tenha sido na Guerra Civil Americana (1861-1865)”, cita Lucas de Souza Martins, jornalista que faz mestrado em História americana na Universidade Estadual da Geórgia, em participação no Dinheiro na Conta desta quarta-feira.

Para o economista Otaviano Canuto, que também participou do programa e será professor na Universidade George Washington, na capital americana, o que aconteceu no Capitólio pode ser visto como uma tentativa de golpe.

“A tentativa parte da conversa telefônica com o secretário da Geórgia [no dia anterior]. Foi uma tentativa de subverter na marra a ordem legal. Isso foi um desejo, uma tentativa de golpe. O que também daria margem para a abertura de um processo legal.

Canuto também cita o episódio desta quarta como um exemplo de como terminam regimes populistas, como o do presidente Trump.

“Populistas promete soluções fáceis para problemas complexos. Foi assim que o Trump conseguiu se eleger, assim como outros. E frequentemente esses governos acabam mal”.

 

Vitória democrata na Geórgia

O corrido no Capitólio se dá no mesmo dia em que a imprensa dos Estados Unidos, a partir de suas projeções, apontou a vitória dos dois candidatos democratas na disputa pelo Senado no Estado da Geórgia.

Com o triunfo duplo, além de encerrar uma série de representantes do Partido Republicano pela Geórgia, marca o controle do Partido Democrata sobre as duas casas do Congresso — Senado e Câmara dos Deputados, o que deve facilitar a vida de Biden.

Um dos eleitos, o pastor Raphael Warnock, se tornou o primeiro negro a ocupar o cargo de senador pela Geórgia, Estado que tem um passado escravista e de tensões raciais.

Martins cita a eleição na Geórgia como um bom exemplo para o país. “Embora haja alguns grupos que promovam essa tentativa de golpe, a Geórgia mostra por meio do seu exemplo, com a eleição dos novos senadores, que há espaço para se fazer a democracia com mais pluralidade”.

Repercussão no Brasil

Políticos e autoridades brasileiras também usaram as redes sociais para se manifestar quanto aos acontecimentos em Washington.

Para o vice-presidente do PDT, Ciro Gomes, que disputou a eleição presidencial brasileira em 2018, Trump é um mau exemplo para o mundo, mas lembrou que o republicano é considerado um espelho para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A ligação de Trump com Bolsonaro também foi destacada pelo deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP), que chamou a invasão ao Congresso de pior ameaça já vivida pela “maior democracia do mundo”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou a invasão ao Capitólio como “ato de desespero de uma corrente democrática que perdeu as eleições”.

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Não se deve subestimar o Bolsonarismo https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/nao-se-deve-subestimar-o-bolsonarismo/ Thu, 14 Oct 2021 13:17:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/nao-se-deve-subestimar-o-bolsonarismo/ Em um ambiente político marcado por crise e uma eventual fragilidade do governo, a maior ilusão para aqueles que fazem oposição a Bolsonaro e seu projeto é a percepção de que isoladamente cada um pode derrotar o Presidente em sua reeleição

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O professor Dawisson Belém certa vez definiu que o Bolsonarismo é o Trumpismo com dois dias de atraso. Tal reflexão, fruto de observações empíricas e de uma métrica refinada, tornou possível compreender os impactos de Trump e de sua narrativa política sobre o jogo de forças eleitorais no Brasil em 2018. Porém, para além disto, o processo de emulação de uma forma de fazer política resultou em outra característica bastante particular do atual governo brasileiro, a campanha cotidiana.

Desde o seu primeiro dia de governo, Bolsonaro sempre buscou reproduzir de maneira tropicalizada o esforço construído por Trump de fazer cada ato de governo um ato de campanha. Na América, Trump se utilizava de redes sociais como o Twitter e o Facebook para alimentar seus seguidores com todo tipo de informação que tivesse a capacidade de gerar engajamento e repulsa aos rivais.

No Brasil, por sua vez, Bolsonaro, com ao auxílio prestimoso daqueles que estão em seu entorno, conseguiu criar algo mais eficaz; grupos de Telegram e WhatsApp que criaram um canal paralelo de comunicação entre o Presidente e seus seguidores. O envio constante de mensagens, vídeos e outras informações dão ao Chefe do Executivo a base de apoio e o respiro necessários para cumprir dois objetivos: sobreviver a quaisquer ações ou intenções de impeachment e manter-se minimamente competitivo em termos eleitorais.

Presidente Jair Bolsonaro utiliza grupos de mensagens como um canal paralelo de comunicação com seus apoiadores.
Presidente Jair Bolsonaro utiliza grupos de mensagens como um canal paralelo de comunicação com seus apoiadores. Foto: Reprodução (Redes Sociais)

O “nó górdio” para Bolsonaro, contudo, não está na manutenção dos votos de seus apoiadores, e sim na aquisição de votos entre aqueles que hoje avaliam o governo de forma negativa. Para estes, sobretudo aqueles que se declaram órfãos de uma terceira via, o Planalto aposta que o caminho é um mix entre entregas de agendas importantes em âmbito econômico e uma diminuição no tom do Presidente. Não se trata aqui de moderação, afinal, no terceiro ano de mandato já está claro que Bolsonaro não irá assumir nenhum tipo de comportamento com vernizes institucionais.

Diante desta constatação, surge uma pergunta: o que cabe ao núcleo de apoio do Presidente para atrair votos que hoje não estão em sua cesta? Basicamente, a construção de uma agenda mínima de resultados econômicos com um silêncio obsequioso do Presidente em temáticas importantes. Além disso, a peculiaridade do momento que o país atravessa mostra que é mais fácil a obtenção de resultados em agendas que diminuam o estresse econômico do que a realização de ações individuais do Chefe da República em evitar confrontos.

E a resposta a isto está ligada à lição apreendida pelos Bolsonaristas com ideólogos de Trump: a ideia de capturar o debate político custe o que custar. Diferentemente de outros políticos, a Bolsonaro não importa que se fale bem ou mal, o importante é que se fale dele. Esta capacidade de monopolizar o debate político dá ao Presidente e ao seu grupo a possibilidade de retirar voz, minutos, espaços e cliques de quaisquer adversários. E como isto tem sido feito de maneira eficaz até aqui, não importando o que se fala, se tem falado de Bolsonaro o tempo todo.

A resultante disto é que, ao mesmo tempo em que a rejeição ao Presidente é muito alta, a sua resiliência eleitoral não é desprezível. E diante de um cenário em que aqueles que apoiam Bolsonaro tendem a não mudar de opinião até o dia da eleição, a questão reside em saber se o Presidente terá a capacidade de reverter as avaliações negativas que recebe. E aqui, dois elementos são importantíssimos, o primeiro é a distância temporal do pior momento da pandemia para o momento da eleição.  E o segundo, a possibilidade de que, a partir de um avanço na vacinação, a economia apresente sinais de recuperação que entusiasmem aqueles que não querem um retorno do Partido dos Trabalhadores ao poder.

O fato, portanto, é que se de um lado não é possível menosprezar a rejeição que Bolsonaro sofre, de outro, não se deve deixar de lado o potencial de sua estratégia de comunicação via redes sociais de aumentar sua capacidade de angariar votos. E soma-se a isto o fato de que não se percebe entre os antagonistas do Presidente, até aqui, nenhum movimento concreto de construção de um compromisso mínimo em derrotar Bolsonaro. Os sonhos hegemônicos dos rivais são a melhor oportunidade do Presidente.

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Alexandre de Moraes prorroga dois inquéritos ligados a Jair Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/alexandre-de-moraes-prorroga-inqueritos-jair-bolsonaro/ Thu, 14 Oct 2021 13:07:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/alexandre-de-moraes-prorroga-inqueritos-jair-bolsonaro/ Investigações prorrogadas pelo ministro Alexandre de Moraes sobre a suposta interferência do presidente na PF e a atuação de milícia digital contra a democracia estão a cargo da Polícia Federal

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (11) prorrogar por 90 dias dois inquéritos ligados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido): o primeiro é sobre a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF); o segundo, sobre a existência de uma milícia digital que teria atuado contra a democracia e o Estado democrático de direito.

As duas investigações estão a cargo da Polícia Federal e, no caso da “milícia digital”, a delegada Denise Dias Rosas Ribeiro já havia pedido a prorrogação na semana passada. No caso da interferência do presidente Jair Bolsonaro na PF, o ministro Alexandre de Moraes tinha determinado, também na semana passada, que Bolsonaro fosse ouvido pela Polícia Federal em até 30 dias. As informações são do G1.

Ministro Alexandre de Moraes prorrogou por 90 dias inquéritos que investigam conduta do presidente Jair Bolsonaro/ Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A apuração sobre a milícia digital busca encontrar indícios e provas que apontam para a existência de uma organização criminosa que teria atuado contra a democracia, e que contaria com a participação de aliados do governo, como o influenciador Allan dos Santos. Há ainda a suspeita de que o governo dava dinheiro público para esses grupos.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o encontro de Allan dos Santos com o presidente Jair Bolsonaro e um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), durante a passagem da comitiva brasileira pelos Estados Unidos em setembro, também está na mira da Polícia Federal.

Na ocasião, o deputado e o blogueiro chegaram a visitar a rede de direita Gettr, fundada por Jason Miller, ex-porta-voz de Donald Trump. Jason estava no Brasil e foi ouvido pela Polícia Federal enquanto Eduardo Bolsonaro e Allan dos Santos estavam no escritório da Gettr. A PF apura se a relação com aliados do ex-presidente americano é só pelo uso dos métodos de Steve Bannon, ex-estrategista de Trump, ou se existe algum tipo de apoio financeiro entre os grupos.

Já o inquérito sobre a suposta interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal foi aberto depois que o ex-ministro Sérgio Moro, ao deixar o governo, acusou o presidente de tentar interferir na autonomia da corporação, solicitando relatórios de inteligência e pedindo trocas em seu comando.

Segundo Moro, Bolsonaro cobrou a troca do chefe da PF no Rio de Janeiro e exonerou o então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, indicado por Sérgio Moro. Bolsonaro nega as acusações.

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Negacionismo https://canalmynews.com.br/mais/negacionismo/ Thu, 19 Aug 2021 19:44:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/negacionismo/ O negacionismo oferece uma percepção imaginária de um mundo confuso, sem rumo. Na melhor das hipóteses, é um misto de dúvida e de credulidade, na pior, um oportunismo político com objetivo de ganhos de curto e médio prazo

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O termo negacionismo foi criado pelo historiador francês Henry Rousso, na década dos 80 do século passado. Inicialmente, negacionismo indicava a atitude de negação de um fato histórico como o extermínio dos judeus da Europa pelos nazistas. Os negacionistas visam não a rever ou reexaminar o fato histórico, mas falsear a história, a partir de motivações ideológicas.

Mais recentemente, o negacionismo, como a tentativa de revisar a história, a ciência e influir na política, ressurgiu com força na Europa, em especial na França e na Alemanha, e nos EUA, em particular com Donald Trump. Em 6 de novembro de 2012, já pensando em sua candidatura presidencial, Trump enviou um tweet sobre mudança do clima em que dizia que o conceito de aquecimento global foi criado pelos chineses para deixar as manufaturas americanas não competitivas. Da vacina à mudança do clima, do genocídio ao terraplanismo, chegou-se, na campanha presidencial e durante o governo de Trump, ao QAnon, movimento de extrema direita, negacionista total, que teve intensa participação na tentativa de invasão do Congresso em Washington, na mais séria ameaça à democracia nos EUA, desde a guerra civil em 1861. Fake News e teorias conspiratórias passaram a negar fatos comprovados e verdades estabelecidas pela ciência com objetivos políticos.

O negacionismo tenta negar as descobertas da ciência
O negacionismo é uma tentativa de revisar a história, a ciência e influenciar a política/Imagem: Pixabay

“O negacionismo vai além de um boato ou fake news pontual. É um sistema de crenças que, sistematicamente, nega o conhecimento objetivo, a crítica pertinente, as evidências empíricas, o argumento lógico, as premissas de um debate público racional, e tem uma rede organizada de desinformação. Essa atitude sistemática e articulada de negação para ocultar interesses político-ideológicos muitas vezes escusos, que tem sua origem nos debates do Holocausto, é inédita no Brasil”, observa muito apropriadamente Marcos Napolitano, professor da Universidade de São Paulo (USP).

O negacionismo oferece uma percepção imaginária de um mundo confuso, sem rumo, em que se vive em condições de opressão, desespero e privações, no qual nada tem de ser aceito sem questionamento e onde ninguém deve ser confiável. O negacionismo, na melhor das hipóteses, é um misto de dúvida e de credulidade, na pior, um oportunismo político com o objetivo de ganhos de curto e médio prazo.

No Brasil, o negacionismo, historicamente presente na discriminação racial e no tratamento das comunidades indígenas, chegou com força no governo Bolsonaro. Durante a pandemia do Covid-19, o governo atual levou o negacionismo a proporções nunca vistas, com a negação ou minimização da gravidade da doença, no boicote às medidas preventivas, na subnotificação dos dados epidemiológicos, na omissão de traçar estratégias nacionais de saúde, no incentivo a tratamentos terapêuticos sem validação científica e na tentativa de descredibilizar a vacina, entre outras políticas e atitudes. Em outras áreas, um ministro do governo não se cansava de repetir sua atitude negacionista no tocante ao globalismo, à mudança climática, ao terraplanismo, ao marxismo cultural.

Causas do negacionismo

Como explicar essa atitude de negação, cujo objetivo, no fundo, é levar o público à confusão, além de outros efeitos paralelos. Muitos são os elementos para se entender a extensão da contaminação e a rápida aceitação de parte significativa das pessoas, em muitos países. Sem entrar em detalhes, por serem autoexplicativos, podem ser mencionados o crescimento da desigualdade social, o aumento da pobreza, a concentração de renda de forma generalizada no mundo e o baixo nível educacional, explorados por políticos populistas e autoritários. Todos esses fatores criaram um sentimento de ceticismo, de simplificação exagerada das coisas, levando a conclusões inadequadas, vitimização, interpretação diferente de fatos não evidentemente conectados e o culto da mentira e da realidade alternativa. Trump, o principal promotor da difusão das “fake news”, encontrou seguidores em outros países, que ajudaram a espalhar mentiras e teorias conspiratórias por todo o globo, com as facilidades oferecidas pela mídia social.

Quais os efeitos e as consequências?

O negacionismo representa um risco muito alto, como ficou evidenciado nos EUA pelas políticas Trump em relação à pandemia, que tornou os EUA o país com mais mortes no mundo e, nos dias atuais, com os efeitos desastrosos para a saúde das crianças, com a recusa de governadores, nos Estados mais contaminados pela Covid 19, de aceitarem o uso de máscaras em lugares fechados e nas escolas. Ou no Brasil, pelas politicas negacionistas na saúde que levaram a um crescente número de mortes, superando os 560.000, e na área política, com a contestação à lisura das eleições, colocando-se em dúvida, sem qualquer evidência, a segurança das urnas eletrônicas.

Em geral, contudo, os efeitos do negacionismo são menos diretos e concretos, mas não menos deletérios. O negacionismo na mudança do clima não conseguiu destruir o consenso científico de que o que está ocorrendo é decorrência da atividade humana. O que o negacionismo conseguiu foi dar respaldo aos que se opõem a políticas mais radicais para a defesa do planeta, inclusive aqueles que criticam um acordo global, o que ajudou a tornar o desafio ainda mais difícil.

O negacionismo também pode criar um ambiente de ódio e de suspeita. No caso do holocausto, o que se deseja é apoiar a nostalgia do regime totalitário e a utopia eugenista de uma nação pura. A negação do genocídio não apenas é uma recusa de aceitação de fatos históricos, como também representa um ataque a aqueles que sobreviveram e a seus descendentes porque procura apresentar os judeus como mentirosos e reabilitar a reputação dos nazistas. A recusa da Turquia em admitir que o massacre dos armênios existiu em 1915 também é um ataque aos armênios de hoje e uma forma de intimidação a outras minorias na Turquia, que questionam seu status e seus direitos.

Outras formas de negacionismo podem ser menos explícitas, mas não deixam de representar um perigo ou ameaça à verdade. A negação da teoria darwiniana da evolução humana não tem nenhum efeito imediato ou prático, apenas ajuda a desacreditar a ciência, o que pode alimentar atitudes que vão contra políticas baseadas em evidências científicas. Mesmo os lunáticos negacionistas – aqueles que aceitam, por exemplo, as teorias do terraplanismo, isto é, que a terra é plana (lembram-se de Galileu na Idade Média?) – embora difíceis de serem levados a sério, ajudam a criar um ambiente no qual a política e o conhecimento científico e acadêmico são colocados em dúvida em nome de uma ampla suspeita de que nada é aquilo que parece ser.

Penetração do negacionismo

O negacionismo passou das áreas marginais para o centro do discurso público ajudado em parte por motivações políticas e em parte pelas novas tecnologias. Na medida em que a informação se tornou mais livre e acessível online e a pesquisa passou a ser aberta a todos pela internet, multiplicam-se as oportunidades para discutir e contestar as verdades, como aceitas até aqui. É difícil ignorar completamente essas vozes, que seriam consideradas normalmente malucas ou totalmente desfocadas. A profusão de vozes, a pluralidade de opiniões, os ruídos despertados pela controvérsia são suficientes para despertar dúvidas sobre aquilo que se deveria acreditar.

Não há como deixar de reconhecer que o negacionismo representa um perigo real. Alguns casos podem ser indicados como exemplos concretos de negacionismo causando dano efetivo. Na África do Sul, o presidente Mbeki, nos primeiros anos deste século, foi muito influenciado por negacionistas da AIDS, que recusavam aceitar a relação entre HIV e AIDS, chegando mesmo a negar a existência da AIDS, lançando dúvidas sobre a efetividade dos remédios antirretrovirais. Estima-se que a aceitação dessa visão equivocada e a relutância de Mbeki em implementar um programa nacional de tratamento usando antivirais tenha custado a vida de cerca de 330.000 pessoas.

Como combater no negacionismo?

A resposta mais comum ao negacionismo é a exposição da mentira. Assim como os negacionistas produzem uma crescente quantidade de artigos, websites, apresentações, vídeos e livros, os que combatem o negacionismo devem responder e estão respondendo na mesma moeda. As alegações negacionistas são refutadas sistematicamente, ponto por ponto, seriamente ou de maneira jocosa.

Há casos em que houve também respostas institucionais, com consequências legais para o negacionismo. Em alguns países, foram aprovadas leis contra o negacionismo. Na França, por exemplo, a legislação proíbe o negacionismo em relação ao holocausto. Nos EUA, a tentativa de ensinar a ciência da criação juntamente com a teoria da evolução encontrou forte resistência e os negacionistas foram impedidos de escrever em revistas acadêmicas e de fazer conferências.

Conclusão

O que surpreende é o número de pessoas que aceitam “face value” essa atitude negacionista e as realidades criadas pelas fake news e teorias conspiratórias. Essa reação nem sempre ajuda a desfazer uma campanha negacionista porque, para os negacionistas, a existência do negacionismo é uma vitória. O argumento central deles é o de que a verdade foi suprimida por seus inimigos. Continuar a existir a negação é um ato heroico, a vitória sobre as forças da verdade. O combate ao negacionismo, nas sociedades democráticas, não se faz por medidas legislativas, mas pelas respostas imediatas e por ações da sociedade civil que exponham a falsidade, a distorção das fake news e a recusa em aceitar as evidências, em muitos casos, para uso político.


Quem é Rubens Barbosa?

Rubens Barbosa é consultor de negócios, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP, presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica e da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). É membro do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional da USP, presidente emérito do Conselho Empresarial Brasil – Estados Unidos. Editor responsável da Revista Interesse Nacional. Foi Embaixador do Brasil em Londres, de janeiro de 1994 a junho de 1999, e em Washington, de junho de 1999 a Março de 2004.


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Mudança na Casa Branca https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/literatura-em-fatos-mudanca-na-casa-branca/ Mon, 29 Mar 2021 19:01:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/literatura-em-fatos-mudanca-na-casa-branca/ Só para membros:Biden assume a Presidência dos Estados Unidos com discurso pedindo união e em defesa da democracia

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Bolsonaro repete táticas de Trump e terceiriza responsabilidades, diz analista https://canalmynews.com.br/mais/bolsonaro-repete-taticas-de-trump-e-terceiriza-responsabilidades-diz-analista/ Fri, 12 Mar 2021 20:27:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-repete-taticas-de-trump-e-terceiriza-responsabilidades-diz-analista/ Professora de relações internacionais diz que Bolsonaro gera instabilidades e conflitos para governar

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Em transmissão nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) repete, mais uma vez, os movimentos do agora ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Essa é a avaliação da professora de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Denilde Holzhacker.

Bolsonaro afirmou que nunca se referiu à pandemia de covid-19 como uma “gripezinha”, criticou medidas de distanciamento social, leu a carta de um suposto suicida (o que contraria recomendações da Organização Mundial da Saúde) e classificou o ex-presidente Lula (PT) de “jumento”.

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente da República afirmou em 24 de março de 2020 que não precisaria se preocupar caso fosse contaminado pelo vírus pelo seu “histórico de atleta” e que essa condição garantiria que a enfermidade fosse apenas “uma gripezinha ou resfriadinho”.

Holzhacker destacou em entrevista ao Almoço do MyNews que Bolsonaro aplica sua “tática tradicional” de gerar instabilidades e conflitos. “É uma forma dele jogar os problemas e dificuldades para os governadores e prefeitos e tirar dele a responsabilidade”.

A analista ainda relembra as semelhanças no posicionamento do presidente brasileiro com o comportamento de Trump. “Tem uma semelhança no tom, de trazer esse cenário mais caótico sem nenhuma fundamentação porque ele fala ‘ah, eu tenho informações’, mas não diz quais”, avalia Holzhacker.

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Segurança do Capitólio é reforçada após ameaça https://canalmynews.com.br/mais/policia-do-capitolio-interrompe-sessao-da-camara-dos-eua-apos-alerta-de-ameaca/ Thu, 04 Mar 2021 15:13:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/policia-do-capitolio-interrompe-sessao-da-camara-dos-eua-apos-alerta-de-ameaca/ FBI e Departamento de Segurança Interna dos EUA rastrearam articulação de grupos extremistas contra Capitolio

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A sessão da Câmara dos Estados Unidos desta quinta-feira (4) foi interrompida e suspensa após a polícia do Capitólio emitir um alerta sobre possível ameaça ao local. O fato ocorreu dois meses depois que apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram a sede do Congresso, episódio que culminou na morte de cinco civis.

Por meio de um comunicado oficial, a equipe de segurança afirmou estar “ciente e preparada para qualquer ameaça potencial aos membros do Congresso ou ao complexo do Capitólio. Obtivemos relatórios de inteligência que mostra uma possível conspiração para violar o Capitólio por um grupo de milícia na quinta-feira, 4 de março”.

Soldados do Exército dos EUA realizam a segurança do Capitólio em Washington, D.C
Soldados do Exército dos EUA realizam a segurança do Capitólio em Washington, D.C. Foto: Staff Sgt. Lisa M. Sadler (Domínio Público).

Devido à ação, uma votação agendada para esta quinta foi remarcada para o próximo dia 10.

A conspiração mencionada pela polícia é consequência de uma teoria pró-Trump denominada QAnon. Por intermédio de conversas online rastreadas, o jornal ‘The New York Times’ apurou que os adeptos do conchavo acreditam que 4 de março é o dia em que o republicano retornaria ao poder e “renovaria sua cruzada contra os inimigos da América” – a data escolhida é referente ao dia da posse presidencial nos EUA até 1933.

Yogananda D. Pittman, chefe interina do corpo de segurança do Capitólio, comunicou aos parlamentares que ela havia recebido informações “preocupantes” sobre a possibilidade de ataques contra o Congresso e que as ameaças contra políticos haviam “disparado”.

Dados fornecidos pelo FBI e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA já alertavam sobre a aproximação e conversas entre extremistas, incluindo membros do movimento de milícia e grupo paramilitar Three Percenters, que vinham discutindo possíveis investidas contra o Capitólio nesta quinta.

QAnon e Trump redentor

Desenvolvida em 2017 na rede social 4chan, o QAnon é uma teoria da conspiração que acredita que Trump está envolvido em uma guerra secreta contra pedófilos adoradores de Satanás infiltrados no alto escalão do governo estadunidense, no setor empresarial e na imprensa. O ex-presidente, que já descreveu os integrantes como “pessoas que amam nosso país”, é visto pelo grupo como um verdadeiro redentor.

Os filiados creem que o combate chefiado por Trump levará a um dia de ajuste de contas, em que figuras notáveis, como a ex-candidata presidencial Hillary Clinton, serão detidas e executadas.

O movimento radical, entretanto, possui desdobramentos e divergências internas responsáveis por ramificar as linhas ideológicas e de atuação do clã. Dentre as semelhanças, destacam-se a disseminação de fake news e notícias descontextualizadas, associação de fatos históricos e numerologia.

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Trump anuncia possível recandidatura e alfineta governo Biden https://canalmynews.com.br/politica/ja-estao-com-saudade-trump-anuncia-possivel-recandidatura-e-alfineta-governo-biden/ Mon, 01 Mar 2021 15:54:49 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ja-estao-com-saudade-trump-anuncia-possivel-recandidatura-e-alfineta-governo-biden/ Ex-presidente ainda não admitiu derrota para Biden e disse que criação de um novo partido é fake news

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“Já estão com saudade?” Foi assim que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump iniciou o discurso neste domingo (28). Com uma hora de atraso, mas com casa cheia de apoiadores, este foi o primeiro pronunciamento público depois de deixar a Casa Branca no dia 20 de janeiro. Trump discursou no encerramento da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Orlando, no estado da Flórida.

“Na realidade, como sabem, acabam de perder a Casa Branca (…), mas quem sabe, quem sabe… posso decidir vencê-los pela terceira vez”, afirmou, em uma referência aos democratas. O ex-presidente ainda não assumiu a derrota nas urnas em 2020 para Joe Biden. A “vitória dos republicanos” foi citada durante várias vezes no discurso. Trump alfinetou o governo Biden, e disse que foi o primeiro mês mais desastroso de qualquer presidente da história moderna. 

Ex-presidente dos EUA Donald Trump discursa no CPAC 2021, maior evento conservador da América. Foto: Reprodu
Ex-presidente dos EUA Donald Trump discursa no CPAC 2021, maior evento conservador da América. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

Sobre os boatos de que ele fundaria um novo partido, Trump desmentiu e fez questão de enfatizar o poder do Partido Republicano. “Vou continuar a lutar do lado de vocês. Temos o Partido Republicano, que vai ser forte e unido como nunca antes. Não vou lançar um novo partido, isso foi uma notícia falsa”.

Sobre a possibilidade de se recandidatar a presidência dos EUA em 2024 Trump deu um spoiler do que os eleitores podem esperar dele. “Estou hoje perante vocês para declarar que a incrível viagem que começamos juntos… nunca houve uma viagem tão bem-sucedida, começamos juntos há quatro anos e isso está longe de acabar”, disse o ex-presidente.

Ainda durante o discurso, Trump atacou as políticas de imigração do atual presidente Joe Biden. Ele alegou que as mudanças políticas do novo governo desencadeiam uma nova crise na fronteira sul e criam uma crise de jovens migrantes. Disse ainda que Biden tem invertido as conquistas da administração republicana.

De acordo com o canal CNN, o ex-presidente liderou uma pesquisa aplicada aos participantes da conferência, que responderam quem eram os seus favoritos como candidatos presidenciais do Partido Republicano de 2024. No entanto, os resultados sugerem que há interesse por outros candidatos em potencial.

Foram realizadas duas pesquisas, uma com o nome de Trump e outra sem. Na primeira, 55% dos participantes disseram preferir o antigo presidente como favorito para 2024, outros 21% apontaram o governador da Flórida, Ron DeSantis, enquanto o governador da Dakota do Sul, Kristi Noem, foi o terceiro com 4%.

Na segunda pesquisa, sem o nome de Trump, DeSantis ficou muito à frente dos outros. Desta vez, 43% dos participantes do CPAC apoiaram DeSantis, um aliado próximo de Trump.

Além da reeleição e das acusações ao governo de Joe Biden, Trump também falou sobre tecnologia e pediu sanções para o Twitter, Google e Facebook. O ex-presidente defendeu que as gigantes tecnológicas devem ser sancionadas caso censurem personalidades republicanas.

“Todas as medidas de integridade eleitoral do mundo não significarão nada se não tivermos liberdade de expressão. Se os republicanos podem ser censurados por falarem a verdade e denunciar corrupção, não temos uma democracia, apenas a tirania da esquerda”, afirmou Trump, segundo o Business Insider.

O ex-presidente defendeu que as redes sociais devem ser responsabilizadas pelo conteúdo que é partilhado nas suas plataformas. Ele afirmou que chegou a hora de “desmantelar os monopólios das gigantes tecnológicas”.

Trump acusa empresas de tecnologia de censura sobre a remoção de suas contas pessoais do Facebook e do Twitter por violar as políticas das plataformas.

O que diz a Casa Branca

A Casa Branca de Biden deve ignorar o discurso de Trump. “O nosso foco com certeza não está no que o presidente Trump tem a dizer”, garantiu a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Os últimos dias de Donald Trump no poder ficaram marcados pela invasão de apoiantes ao Capitólio, no dia 6 de janeiro. Foi uma tentativa de impedir o Congresso de certificar a vitória eleitoral de Joe Biden.

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Donald Trump é absolvido pelo Senado em segundo processo de impeachment https://canalmynews.com.br/politica/trump-e-absolvido-em-segundo-processo-de-impeachment/ Sat, 13 Feb 2021 23:02:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/trump-e-absolvido-em-segundo-processo-de-impeachment/ Ex-presidente foi inocentado da acusação de ter incitado a invasão ao Capitólio no dia 6 de janeiro

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Por 57 votos a favor e 43 contra a condenação, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi absolvido pelo Senado neste sábado (13) no segundo processo de impeachment movido contra ele. Eram necessários 67 votos para a condenação. O republicado era acusado de ter incitado a invasão ao Capitólio por seus apoiadores, episódio que ocorreu em 6 de janeiro e culminou na morte de cinco pessoas.

Donald Trump é absolvido pelo Senado em segundo processo de impeachment
Donald Trump é absolvido pelo Senado em segundo processo de impeachment. Foto: Tia Dufour/Casa Branca

Diferentemente da votação de constitucionalidade do processo, para a concretização do impeachment seriam necessários dois terços (e não maioria simples) dos 100 votos do Senado americano — número que não foi atingido por 10 votos. 

O resultado era até esperado, visto que, atualmente, a Casa está dividida de forma igual: são 50 senadores democratas e 50 republicanos. Deles, votaram a favor do impeachment todos os democratas e mais sete republicanos. Mesmo com a segunda absolvição, é o maior número de deserções partidárias em processo de impeachment contra um presidente.

No julgamento do primeiro processo de impeachment contra o ex-mandatário americano, que aconteceu em fevereiro de 2020, apenas um senador republicano, Mitt Romney, havia ido contra o então presidente.

Trump segue com direitos políticos

Terceiro presidente americano a ser absolvido pelo Senado em um processo de impeachment aprovado pela Câmara, Trump segue agora com seus direitos políticos e poderá concorrer às próximas eleições nos Estados Unidos.

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Senado dos EUA inicia processo de impeachment contra Trump https://canalmynews.com.br/mais/impeachment-donald-trump/ Wed, 10 Feb 2021 00:53:14 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/impeachment-donald-trump/ Acusado de “traição sem precedentes históricos”, republicano pode perder direitos políticos

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O Senado dos Estados Unidos deu início nesta terça-feira (9) ao julgamento do segundo processo de impeachment contra o ex-presidente Donald Trump. Apesar de seu mandato já ter sido concluído, o republicano pode ter os direitos políticos cassados caso seja condenado – o que impossibilitaria uma futura candidatura.

Em 2020, Trump já havia enfrentado um processo de impeachment, quando a Câmara o condenou por obstrução ao Congresso e abuso de poder. Na ocasião, que tramitou ao longo de três semanas, o então presidente acabou inocentado pelo Senado.

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
(Foto: Aubrey Gemignani)

Devido à mudança administrativa, o atual processo, segundo parlamentares, deve transcorrer com maior fluidez. Em um documento de 80 páginas, divulgado no dia 2, os promotores da ação solicitam o impedimento de Trump baseando-se na argumentação de que o político cometeu uma “traição sem precedentes históricos”, referente aos discursos de incitação aos apoiadores republicanos pouco antes da invasão do Capitólio, que terminou com cinco mortes.

No mesmo dia do ocorrido, a defensoria Trump emitiu um documento de 14 páginas, invocando o “direito de expressão” do ex-presidente. Dessa maneira, após a exposição argumentativa dos acusadores, os advogados de defesa poderão se pronunciar em uma espécie de réplica às denúncias.

Em um comunicado divulgado na quinta-feira (4), a defesa de Trump, em particular Jason Miller, conselheiro do ex-mandatário, afirmou que “o presidente não irá testemunhar em um processo inconstitucional”, e que o procedimento regente não passa de uma “manobra de relações públicas”.

Para que o impeachment seja aprovado, são necessários dois terços dos votos, ou seja, 67 senadores – uma conjuntura complicada, tendo em vista que 50 dos 100 assentos da casa são ocupados por republicanos.

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Posse de Biden significa o fim do trumpismo? https://canalmynews.com.br/mais/posse-de-biden-significa-o-fim-do-trumpismo/ Wed, 20 Jan 2021 23:40:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/posse-de-biden-significa-o-fim-do-trumpismo/ Mais de 70% dos eleitores republicanos aceitaram a narrativa irresponsável e mentirosa de Trump

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Com a posse de Joe Biden na Presidência dos EUA, o extremismo populista de direita deixou de contar com importante plataforma para seguir sua cruzada contra o “globalismo”, a ciência e o meio ambiente. Trump sai mais do que chamuscado, tendo conseguido a inédita proeza de sofrer “impeachment” duas vezes, na segunda com apoio expressivo de políticos de seu próprio partido, que tentaram se afastar de um legado tóxico. Esse talvez não seja ainda o fim do trumpismo, afinal milhões votaram no candidato derrotado e a turba de elementos radicalizados mostrou que é capaz de causar estragos.

É por isso que qualquer juízo definitivo sobre o ocaso de Trump é prematuro. Internamente, a democracia americana, a mais longeva do mundo, mostrou que está fragilizada. As instituições acabaram funcionando, mas nunca a polarização foi tão extrema. Mais de 70% dos eleitores republicanos embarcaram na canoa furada da ideia de eleição fraudada, ou seja, aceitaram a narrativa irresponsável e mentirosa de Trump. Alguns desses eleitores começaram a sair de sua realidade paralela apenas quando as imagens de apoiadores do ex-presidente invadindo o Capitólio se tornaram fortes demais para serem ignoradas.

Trumpismo: Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão
Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão por apoiadores de Donald Trump, em 6 de janeiro.
(Foto: Redes sociais)

Se a saída de Trump não resolve tudo, qual é o futuro da democracia norte-americana? Tudo vai depender da capacidade do novo governo de estender pontes, apagar incêndios e mostrar, com resultados, que políticas baseadas em fatos, na racionalidade e na ciência são mais eficazes. Mais do que a legitimação pelo procedimento (o respeito às normas e rituais do Estado de Direito), a situação requer legitimação pelo resultado: a superação da crise econômica, o aumento do bem-estar da população e uma estratégia bem-sucedida para lidar com a pandemia. Se a sensação de segurança se enraizar e for atribuída a um governo que dialoga, negocia e não busca aniquilar adversários, então talvez o trumpismo se veja sem o terreno fértil para vicejar.

No cenário internacional, a mesma lógica se aplica com as devidas adaptações. A saída de cena de Trump enfraquece seus aliados incondicionais e subservientes. Alguns se deram conta disso rapidamente, raposas que são na arte da política. É o caso de Boris Johnson e Benjamin Netanyahu, que se apressaram em reconhecer a vitória de Biden e tecer loas à experiência e amizade tradicional do novo presidente com seus países. Com a lamentável exceção de nosso presidente e de seu chanceler trumpista, os líderes de tendência direitista já puxaram o freio de arrumação, buscando acomodação com a provável nova política externa dos EUA, que vai retomar participação na OMS, Acordo de Paris e órgãos de direitos humanos, além de recompor a Aliança Atlântica e reformular a estratégia para lidar com a China.

A valorização do multilateralismo pelos EUA (legitimação pelo procedimento via respeito aos ritos diplomáticos) é importante, porém insuficiente para debelar a ameaça populista à ordem mundial. É preciso também que essa nova atitude resulte em progresso concreto na prevenção de conflitos, criação de ambiente favorável ao comércio, construção de instrumentos adequados para enfrentar pandemias, fome, mudança do clima e crises humanitárias. Apenas assim as teorias conspiratórias perderão transitividade, dando lugar ao mundo real das relações de competição e cooperação, cuja administração racional pelos diversos países deve buscar o fortalecimento da paz e da prosperidade mundiais.


Quem é Creomar de Souza

Creomar de Souza é historiador, Mestre em Relações Internacionais e Doutorando em Política Comparada. Consultor de risco político e CEO da Dharma Politics, é também colunista fixo do MyNews

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O que se pode esperar do começo do governo de Joe Biden nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/mais/o-que-se-pode-esperar-do-comeco-do-governo-de-joe-biden-nos-estados-unidos/ Wed, 20 Jan 2021 21:14:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-que-se-pode-esperar-do-comeco-do-governo-de-joe-biden-nos-estados-unidos/ Não é exagero afirmar que hoje os Estados Unidos passam por um dos momentos mais delicados da sua história

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Joe Biden, que assume como presidente dos EUA, ao lado da vice, Kamala Harris
Joe Biden, que assume como presidente dos EUA, ao lado da vice, Kamala Harris.
(Foto: redes sociais)

Nesta quarta-feira (20) termina o pesadelo da administração Donald Trump nos Estados Unidos. Após uma tumultuada transição de poder, Joe Biden finalmente assume a Casa Branca, com controle da Câmara e do Senado. O que esperar do início desse novo governo norte-americano?

Antes de tudo, é um governo que demonstra consciência de que enfrentará desafios hercúleos. Não é exagero afirmar que hoje os Estados Unidos passam por um dos momentos mais delicados da sua história.

Biden terá que lidar com adversidades que se comparam a um misto dos desafios enfrentados por Abraham Lincoln em 1861 e Franklin Delano Roosevelt em 1933, ou seja, uma combinação de instabilidade institucional, embasada em profunda polarização na sociedade, e grave crise econômica – hoje produzida por uma catástrofe de saúde pública –, demandando urgente ação estatal em múltiplas frentes.

Isso sem contar, claro, as crescentes ameaças geopolíticas ao poder norte-americano no sistema internacional, com evidente destaque para a China, cada vez mais assertiva em seu entorno geográfico, e que vem apresentando progressiva penetração econômica global, com foco em setores estratégicos, como infraestrutura de transporte, energia e comunicações.

Biden terá muito a fazer, portanto. E tudo indica que, a partir de hoje, assistiremos a uma verdadeira blitz de ordens executivas e projetos de lei, não só revertendo radicalmente a direção das ações do governo federal norte-americano, mas também buscando enfrentar as diversas ameaças e crises do país.

Ainda no primeiro dia como como presidente, Biden deve assinar uma enxurrada de ordens executivas, determinando, entre outras coisas, o fim do banimento da entrada de cidadãos de um conjunto de países islâmicos nos EUA, a obrigatoriedade do uso de máscara em áreas sob jurisdição federal, e o retorno de Washington ao Acordo de Clima de Paris e à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ainda na primeira semana de governo assistiremos também a iniciativas importantes no campo legislativo, envolvendo desde proposta de regularização dos mais de 11 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA à apresentação de plano de ajuda econômica em resposta às disrupções provocadas pela pandemia. A ideia neste caso será não somente a de prover ajuda direta (e automática, a depender do estado da economia) a cidadãos de baixa renda, desempregados e a empresas em dificuldades, mas também a de garantir recursos a estados e municípios com o intuito de reabrir escolas com segurança, e viabilizar condições para aplicação de testes e vacinação em massa.

Sobre isso, inclusive, Biden utiliza-se fartamente do simbolismo rooseveltiano dos cem dias, prometendo, por meio da formação de um amplo corpo de profissionais federais de saúde pública, aplicar 100 milhões de doses de vacina nos seus cem primeiros dias de governo – o que, frente ao ritmo atual de vacinação nos Estados Unidos, seria um feito extraordinário.

A questão que fica é saber como o impeachment de Trump, que será julgado pelo Senado, impactará nessa ambiciosa agenda de Biden – lembrando que nos EUA, em contraste com o Brasil, ministros de Estado precisam ser confirmados pelo Senado. Ainda mais grave: dada a força do trumpismo, o impeachment do ex-presidente certamente tencionará ainda mais o clima político doméstico, já fortemente esgarçado desde as eleições presidenciais de novembro de 2020.

Biden precisará usar de toda a sua habilidade e pragmatismo políticos, construídos em mais de quatro décadas de carreira política em Washington, para desarmar as bombas do radicalismo de extrema-direita e da desconfiança dos eleitores trumpistas que o veem como ilegítimo.

Sem dúvida será uma dança longa e delicadíssima, mas que passará, acima de tudo, por uma resposta eficiente no combate à pandemia e, consequentemente, à crise econômica decorrente da emergência sanitária. Se fracassar nessa frente, Biden dificilmente conseguirá desatar o nó górdio de instabilidade, polarização e radicalismo da política norte-americana.


Quem é Felipe Loureiro

Felipe Loureiro é professor e coordenador do curso de Relações Internacionais da USP

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Trump banido e a mudança no papel das Big Techs https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/trump-banido-e-a-mudanca-no-papel-das-big-techs/ Fri, 15 Jan 2021 11:12:53 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/trump-banido-e-a-mudanca-no-papel-das-big-techs/ “À medida que cresce o papel destas empresas sobre a opinião pública, este setor compreende a importância de respostas mais precisas às novas necessidades sociais”

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Banimento de Donald Trump no Twitter levanta debate sobre papel da Big Techs quanto à mediação de discurso
Banimento de Donald Trump no Twitter levanta debate sobre papel da Big Techs quanto à mediação de discurso.
(Foto: Unsplash)

Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, teve seu perfil banido das redes sociais das maiores empresas de tecnologia do mundo. Todos voltaram os olhos para este acontecimento sem precedentes e a pergunta foi: quais são as implicações quando uma medida nesta proporção é adotada?

Ao banir uma figura pública com a representatividade e importância política de Donald Trump, as Big Techs atuaram de maneira histórica. Desta forma, à medida que cresce o papel destas empresas sobre a opinião pública, este setor compreende a importância de respostas mais precisas às novas necessidades sociais.

Anos parecem décadas quando analisamos o digital. Por isso, ainda que menos de 10 anos após o Twitter ter sido intitulado pelo alto-executivo Tony Wang como “a ala da liberdade de expressão do partido da liberdade de expressão” (the free-speech wing of the free-speech party), numa clara alusão à pouca interferência que possuía sobre os conteúdos postados, o discurso se ajustou poucos anos depois. 

Em 2021, Sinead McSweeney, vice-presidente da empresa para políticas públicas e comunicações na Europa, Oriente Médio e África, defendeu que “não é mais possível defender todos os discursos” (it is no longer possible to stand up for all speech). Indicando que tempos mudaram e também as empresas às pressões sociais a que são submetidas, assim vemos surgir um novo papel no que diz respeito à responsabilidade sobre o conteúdo veiculado em seus espaços.

As Big Techs navegam por grandes complexidades para encontrar o equilíbrio entre o aceitável e não aceitável em seus ambientes quando falamos de conteúdo. Não há consenso. Se por um lado são acusadas de moderar discursos de forma tendenciosa, por outro, são apontadas como falhas no controle da moderação de conteúdo.

Quando falamos de censura e liberdade de expressão é impossível se dissociar do impacto no campo social. Uma vez que estas plataformas são utilizadas por figuras públicas é um ponto de atenção que estes “juízes” pertençam apenas ao campo privado. Estamos falando de uma ação na esfera privada com grande interferência na vida pública. Por isso, é tão importante a presença de regulamentações para que seja mantida a coerência apesar dos diferentes vieses e contextos em que futuros casos se passem. 

No atual cenário parte-se da seguinte suposição: uma figura pública faz uso de uma plataforma privada para disseminar um assunto de interesse também público, com impacto social. Isso ocorre em diversos países, independentemente da visão política que ocupa o poder. Desta forma, a gestão da comunicação entre dois aspectos públicos ocorre apenas e unicamente por meio de uma tecnologia, como se fossem aspectos lineares e simples que seguem um modelo: público-privado-público.

Sabemos que a sociedade é muito mais complexa do que qualquer caminho linear. Somos rede. Atuamos em rede. Pensamos em rede. Por isso, deixar para que apenas uma parte do todo seja intermediário do fluxo que liga e desliga esta comunicação é falho, não pela política de uma empresa especificamente, mas pela ausência de discussão ampla que pode enriquecer qualquer tomada de decisão.

Os últimos acontecimentos no Capitólio aumentarão a cobrança por coerência e moderação de conteúdos em diferentes contextos e países. Como estes valores são distintos em cada lugar, as empresas precisarão manter firme a coerência para aguentar a pressão que serão submetidas. Além disso, por maior que seja o impacto que estas ações trarão a discursos de ódio, é importante ter claro que eles não deixarão de existir. Apenas vão migrar para estruturas que atualmente estão menos organizadas e com menor impacto, devendo voltar à cena em breve.

A ideologia de um discurso pode caminhar por quaisquer plataformas. Por isso, a regulamentação se mostra importante para que o ponto seja direcionado de maneira eficiente.

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Impeachment ou punição pela urna? Especialista comenta sobre cenários para Trump https://canalmynews.com.br/mais/impeachment-ou-punicao-pela-urna-especialista-comenta-sobre-cenarios-para-trump/ Fri, 15 Jan 2021 11:12:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/impeachment-ou-punicao-pela-urna-especialista-comenta-sobre-cenarios-para-trump/ Custo de manter Trump na política é maior que o de bani-lo, segundo professor da USP

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O presidente dos EUA, Donald Trump, que deixa a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro
O presidente dos EUA, Donald Trump, que deixa a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro.
(Foto: Shealah Craighead/Casa Branca)

A aprovação da abertura do processo de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a poucos dias antes do fim de seu mandato, trouxe à tona um novo debate sobre os destinos do republicano e seus efeitos futuros: impedi-lo de voltar à política ou deixar que as urnas deem seu recado em uma possível nova eleição.

Caso o impeachment seja aprovado pelo Senado americano, ainda sem data prevista e provavelmente já no governo de Joe Biden, Trump pode sofrer ainda uma punição adicional, que é a perda de seus direitos políticos,

Os defensores do banimento de Trump da política defendem que o republicano já causou danos demais à democracia e ao país. Outros, porém, argumentam que tal retirada à força da vida pública pode transformar o ainda presidente em uma espécie de mártir, fortalecendo seus seguidores mais extremos.

Felipe Loureiro, professor e coordenador do curso de Relações Internacionais na USP, se encaixa no primeiro grupo. Em participação no almoço do MyNews desta quinta-feira (14), ele disse que a gravidade dos atos antidemocráticos por parte de um presidente da República justificam a adoção de medidas duras contra Trump, inclusive que prevejam a impossibilidade de disputar novas eleições.

“Compreendo o argumento da vitimização e de mártir, mas o perigo à democracia de ter figuras como essa dentro do poder é muito maior. O custo de manter é maior do que torná-lo inelegível”, ponderou.

Loureiro ressalta que é preciso dar respostas contundentes aos atos ocorridos no Capitólio e aos ataques anteriores desferidos contra a democracia pelo republicano. Embora tenha suavizado o discurso nos últimos dias, Trump não fez qualquer retratação até o momento quanto às acusações sem provas de que a eleição presidencial tenha sido fraudada.

“Aqueles que se engajam em ações antidemocráticas não podem sair impunes. E não podemos ter o risco de uma figura como essa voltar ao cargo”, reforçou Loureiro, que lembrou o fato de Trump ter manifestado interesse de concorrer novamente à Casa Branca em 2024.

Impeachment e pendência para Biden

Com poucos dias para a posse de Biden e a retomada dos trabalhos pelo Senado somente após o democrata assumir, deve ficar para o novo Senado a tarefa de analisar o processo de impeachment.

Loureiro apontou que essa pendência torna ainda mais desafiador e complexo o cenário para o início de governo do democrata.

“Você vai ter um início de administração Biden tendo de lidar com uma pandemia gravíssima nos Estados Unidos, uma crise econômica e uma crise institucional talvez como nunca antes vista no país”, completou.

Para o impeachment ser consumado, é necessário o apoio de dois terços dos senadores (ou seja, 67 de 100 votos). Isso demanda que republicanos também apoiem o afastamento do correligionário.

Porém, caso o processo vá adiante, Trump fica sujeito a uma nova votação, desta vez decidida por maioria simples, que pode sacramentar a perda dos direitos políticos do republicano.

“Passando o impeachment, certamente a inelegibilidade virá”, afirmou Loureiro, levando em conta a predominância democrata no Senado. Embora a nova composição eleita em novembro tenha 50 democratas e 50 republicanos, o voto de Minerva cabe ao presidente da Casa, que é o vice-presidente em questão – no caso, a democrata Kamala Harris.

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Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump, que segue para o Senado https://canalmynews.com.br/mais/camara-dos-eua-aprova-impeachment-de-trump-que-segue-para-o-senado/ Wed, 13 Jan 2021 22:17:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/camara-dos-eua-aprova-impeachment-de-trump-que-segue-para-o-senado/ Votação pelos senadores ainda não tem data; presidente deve concluir o que resta de mandato, que acaba no dia 20

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Donald Trump, alvo de processo de impeachment nos EUA
Donald Trump, alvo de processo de impeachment nos EUA.
(Shealah Craighead/The White House)

Atualizado às 19h16 de 13.jan.2021

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos — o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil — aprovou o impeachment do presidente Donald Trump. A decisão agora precisa passar pelo Senado, mas ainda não há uma data definida para tal.

Por 231 votos a favor e 197 contra, os deputados decidiram pelo afastamento de Trump — sendo 221 representantes do Partido Democrata e mais dez do Partido Republicano, que abriga o ainda presidente. Há ainda uma abstenção democrata e quatro do lado republicano.

O processo agora segue para o Senado, onde precisará ser aprovado por maioria de dois terços (67 de 100 senadores). Trump só é obrigado a deixar a Presidência depois dessa outra votação, o que faz com o que o mais provável é que ele conclua o que resta de mandato.

O mandato do atual presidente dos EUA termina em 20 de janeiro, quando Joe Biden assume. Um forte esquema de segurança está sendo preparado para o evento, para evitar que aconteçam incidentes violentos, como os do Capitólio dias antes.

A origem do processo contra Trump

O processo de impeachment foi aberto a toque de caixa em razão da invasão ao Capitólio, local onde funcionam a Câmara e o Senado dos Estados Unidos, em Washington, no último dia 6 de janeiro. Inflamados por discurso do republicano, que insiste em não reconhecer a derrota para Joe Biden na eleição de novembro, apoiadores de Trump tentaram impedir à força a cerimônia no Congresso que certificou a vitória do democrata.

Cinco pessoas morreram durante o episódio. Horas depois da invasão, os parlamentares retomaram a sessão e ratificaram a vitória de Biden já na madrugada do dia seguinte.

Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA
Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.
(Foto: redes sociais)

Em pronunciamento sobre o processo de impeachment, o presidente afirmou estar sendo alvo de uma “caça às bruxas”. Ele não mostrou qualquer tipo de arrependimento por ter incitado seus seguidores a invadir o Capitólio

A aprovação do impeachment na Câmara era considerada esperada, uma vez que a Casa tem maioria democrata. Já o Senado tem maioria republicana — o que, em teoria, barraria o afastamento de Trump.

O envio do impeachment ao Senado ainda também poderá ser postergado para não tirar o foco do início do governo Biden. Há ainda quem defenda que o Legislativo dos EUA siga com o processo apenas após os cem primeiros dias da nova gestão.

Caso consumado, o impeachment prevê duas penas: a perda de mandato e a proibição de que o réu volte a ocupar cargos federais — este último depender ainda de uma votação por maioria simples, no Senado, após a condenação.

Se essa proibição ocorrer, Trump ficaria impedido de disputar novas eleições, como a próxima corrida presidencial — que deve ocorrer em 2024.

Processo anterior

Essa é a segunda vez que Trump se torna alvo de um processo de impeachment. Em 2019, ele foi acusado de reter uma ajuda militar de quase US$ 400 milhões (R$ 1,6 bilhão) para pressionar o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a investigar Joe Biden e seu filho Hunter, que fazia parte do conselho de uma empresa de gás ucraniana. O processo, aberto e aprovado pela Câmara, foi rejeitado pelo Senado em fevereiro de 2020.

O impacto negativo gerado pela invasão ao Congresso por apoiadores de Trump, no entanto, tem feito ate mesmo republicanos aliados de Trump repensar o posicionamento.

O envio do impeachment ao Senado também poderá ser postergado para não tirar o foco do início do governo Biden, e já há quem defenda que o Legislativo dos EUA siga com o processo apenas após os cem primeiros dias da nova gestão.

Próximos passos

Em participação no Dinheiro na Conta desta quarta-feira (13), a professora de Relações Internacionais da ESPM, Denilde Holzhacker, comentou o futuro do processo contra Trump.

“As acusações são diferentes e a força histórica dessa situação coloca novos desafios não só para o início do governo Biden como também para os republicanos”.

Um desses fatos históricos envolvidos é que nunca um presidente nos Estados Unidos teve um processo de impeachment consumado, o que pode levar a questionamentos jurídicos.

“A história está acontecendo, é tudo inédito”, ressalta a professora.

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Trump é sintoma de uma doença muito mais grave https://canalmynews.com.br/mais/trump-e-sintoma-de-uma-doenca-muito-mais-grave/ Wed, 13 Jan 2021 21:32:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/trump-e-sintoma-de-uma-doenca-muito-mais-grave/ Trump representa um grupo que se sente acuado pelos novos tempos e não quer se adequar a esse contexto

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
O presidente dos EUA, Donald Trump.
(Foto: Aubrey Gemignani)

Trump não é A doença, ele é UM sintoma, grave é verdade, da doença. Qual doença? O americano WASP (White, Anglo Saxion, Protestant) em geral, o Redneck em particular, estão se sentindo acuados pelos novos tempos. Se sentem acuados de fora para dentro e de dentro para fora.

De fora para dentro por causa da ascensão da China. Não se trata apenas do fato de que o PIB chinês há de superar o americano, mas também da possível superioridade em tecnologia no médio prazo.

É preciso lembrar que, no período 1945 até 1970, aproximadamente, os EUA detinham 50% do PIB do planeta! Transposta esta situação para os números de hoje, teríamos que, num PIB global de US$ 80 trilhões de dólares, os americanos teriam US$ 40 trilhões e não os US$ 21 trilhões que efetivamente têm. Isso com uma população de 350 milhões de habitantes diante de uma população global de 6 bilhões. Em resumo, não é somente um PIB maior, mas o tamanho do protagonismo que ele permitiu.

Também se sentem acuados de dentro para fora devido às transformações demográficas internas em curso. Os brancos caucasianos, na margem, são minoria dada a maior taxa de crescimento da população negra, latina e todo e qualquer grupo que NÃO seja ariano.

Esse sentimento de perda, seja de protagonismo no mundo, seja de protagonismo doméstico, faz do WASP típico um saudosista xenófobo. Makeup America great again ou America first apela para esse imaginário, esses tempos em que os EUA eram grandes e, atenção, apenas os EUA eram grandes. Para eles, a perda dessa condição de exclusividade é inaceitável. Daí as críticas a uma ordem multilateral, por exemplo.

Num mundo multilateral é forçoso reconhecer a importância, a grandeza do outro. Insuportável para os tacanhos. Trump é apenas um sintoma da doença porque sabe a retórica que cala fundo na alma dos recalcados, exatamente como a retórica do Adolfo repercutia na alma do alemão humilhado pela derrota na primeira guerra mundial e pelo Tratado de Versalhes.

Sim, aquela Alemanha que foi uma fábrica de gênios durante 200 anos , agora estava de joelhos e haveria de se recuperar baseada na supremacia ariana. Outros são os tempos, outros são os textos, mas as entrelinhas são iguais. E, como diria Dona Benta, “quem quiser que conte outra”.


*Jorge Cimino Jr é economista. O texto foi escrito três semanas antes da invasão ao Capitólio por apoiadores de Donald Trump, que incitou o ato

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