A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master chegou ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. Os agentes encontraram cerca de R$ 500 mil em dólares e euros durante a operação. Além disso, a PF apura a suposta entrega de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador como vantagem indevida.
Segundo os investigadores, o imóvel teria ligação com o empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga. Ele aparece como uma das principais figuras do esquema investigado. Além disso, mensagens obtidas pela PF indicam uma relação próxima entre Wagner e integrantes da estrutura ligada ao Banco Master. O senador nega qualquer irregularidade e afirma que os valores encontrados têm origem legal.
Enquanto isso, o caso já provoca reações dentro do PT. O deputado Rogério Correia defendeu que Wagner deixe temporariamente a liderança do governo para se dedicar à própria defesa. Dessa forma, o partido evitaria que a investigação contaminasse a articulação política do Palácio do Planalto.
Agora, o avanço das apurações aumenta a pressão sobre o PT da Bahia e sobre aliados do presidente Lula. Embora a investigação não tenha o presidente como alvo, a proximidade histórica entre os dois amplia o impacto político do caso. Por isso, o escândalo do Banco Master pode ganhar ainda mais espaço no debate eleitoral de 2026.