EUA atacam Irã, que reage com mísseis e drones contra bases americanas no Oriente Médio Bandeiras dos Estados Unidos e do Irã sobre área atingida por bombardeios. Foto: Metrópoles

EUA atacam Irã, que reage com mísseis e drones contra bases americanas no Oriente Médio

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Nova escalada militar derruba bolsas e eleva o preço do petróleo; Teerã acusa Washington de atingir uma festa de casamento, enquanto EUA e aliados relatam interceptações de ataques iranianos

Ataques aumentam tensão no Oriente Médio

Os Estados Unidos atacaram posições militares no sul do Irã nesta quarta-feira (2). A ofensiva ampliou o confronto entre Washington e Teerã. Segundo o Comando Central dos EUA, os alvos incluíram defesas aéreas, radares, estruturas marítimas e instalações de comunicação da Guarda Revolucionária Islâmica. Os ataques ocorreram perto do Estreito de Ormuz, uma importante rota para o transporte mundial de petróleo.

Irã responde contra bases americanas

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra posições que afirma serem dos Estados Unidos. Os ataques atingiram áreas no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait e no Iraque. Teerã afirmou que pretende expulsar as forças americanas da rede de bases mantida pelos EUA no Oriente Médio. Na Jordânia, autoridades disseram ter interceptado 10 dos 13 mísseis lançados contra o país. No Kuwait, um drone provocou danos em um complexo residencial, mas não deixou vítimas.

O Irã também acusou os Estados Unidos de atingir uma residência onde ocorria uma festa de casamento em Sirik, na costa do Estreito de Ormuz. Segundo autoridades iranianas, cinco pessoas, incluindo uma criança de quatro anos, morreram no ataque. Até 68 pessoas teriam ficado feridas. A Reuters informou que não conseguiu verificar o episódio de forma independente. Além disso, autoridades americanas ainda não haviam se pronunciado sobre a acusação.

Petróleo sobe e bolsas recuam

A nova escalada também afetou os mercados internacionais. Bolsas asiáticas e europeias recuaram após os ataques. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo voltaram a níveis não registrados desde julho. O temor é de que novos combates afetem o transporte de energia pelo Estreito de Ormuz. O confronto é o mais grave entre EUA e Irã desde julho. Na ocasião, o presidente americano Donald Trump interrompeu duas semanas de bombardeios contra o território iraniano.

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