Comandante Farinazzo revela o que viu no Irã e faz alerta sobre Trump WASHINGTON, DC - JANUARY 20: President Donald Trump signs executive orders in the Oval Office on January 20, 2025 in Washington, DC. Trump takes office for his second term as the 47th president of the United States. (Photo by Anna Moneymaker/Getty Images)

Comandante Farinazzo revela o que viu no Irã e faz alerta sobre Trump

Tamanho do texto:

Após passar 15 dias no Irã, o comandante Carlos Farinazzo relata o que presenciou em áreas atingidas pela guerra, afirma que os ataques fortaleceram o apoio interno ao regime e alerta para os impactos do conflito sobre o petróleo e a economia global

Depois de passar 15 dias no Irã, o comandante Carlos Farinazzo voltou ao Brasil com um relato marcado por cenas de destruição e mortes de civis. Em entrevista ao MyNews, ele afirmou ter visitado cidades atingidas pelos bombardeios, como Teerã, Isfahan, Shiraz e Lamerd, onde encontrou bairros destruídos e conversou com moradores afetados pela guerra.

Além disso, Farinazzo contou que um dos episódios que mais o marcou foi o atendimento a uma criança de dois anos ferida durante um ataque. Ele também exibiu fragmentos de um míssil que, segundo seu relato, atingiu uma área civil. Na avaliação do comandante, os bombardeios espalharam medo entre a população local.

Ataques reforçaram apoio ao governo iraniano

Ao comentar a estratégia dos Estados Unidos, Farinazzo fez duras críticas ao presidente Donald Trump. Segundo ele, os ataques produziram um efeito contrário ao esperado. Em vez de enfraquecer o governo iraniano, fortaleceram o apoio de parte da população ao regime.

Durante a entrevista, o comandante afirmou que presenciou o funeral do aiatolá Ali Khamenei e descreveu uma grande mobilização popular, com milhões de pessoas nas ruas. Ainda de acordo com ele, até iranianos críticos ao governo passaram a rejeitar intervenções externas após os bombardeios.

Conflito pode elevar preços do petróleo

Na avaliação de Farinazzo, a continuidade da guerra tende a manter a pressão sobre o mercado internacional de energia. Ele destacou que o Estreito de Ormuz segue como um ponto estratégico e que qualquer escalada militar pode afetar o transporte de petróleo, gás e fertilizantes.

Além disso, o comandante afirmou que a instabilidade pode atingir diretamente consumidores em diversos países, inclusive nos Estados Unidos, por meio da alta dos combustíveis. Para ele, a ausência de uma estratégia clara por parte da Casa Branca aumenta a incerteza sobre os próximos desdobramentos do conflito.

Farinazzo faz alerta sobre os próximos passos

Por fim, Farinazzo afirmou considerar improvável uma invasão terrestre americana. No entanto, acredita que o conflito está longe do fim. Segundo ele, o tamanho do território iraniano, o apoio interno ao governo e as dificuldades logísticas tornam uma operação militar em larga escala extremamente complexa.

Ao encerrar a entrevista, o comandante disse que, além da destruição causada pela guerra, ficou impressionado com a receptividade da população iraniana. Assim, concluiu que o país vive um momento de forte mobilização nacional, enquanto o cenário internacional permanece cercado por incertezas.

Compartilhar:

Relacionados