Flávio perde força, Lula amplia vantagem e Planalto já fala em vitória no 1º turno Foto: BBC

Flávio perde força, Lula amplia vantagem e Planalto já fala em vitória no 1º turno

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A nova pesquisa Genial/Quaest trouxe um cenário mais favorável para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro

No cenário de segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 37%. Assim, a diferença subiu de seis para oito pontos em relação ao levantamento anterior.

Além disso, outro indicador animou o governo. Pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação de Lula (48%) ficou acima da desaprovação (47%). Segundo aliados, programas como o Desenrola começam a influenciar positivamente a percepção dos eleitores.

Flávio perde espaço entre eleitores decisivos

Por outro lado, a pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro perdeu apoio entre os eleitores independentes e a direita não bolsonarista. Esse grupo foi decisivo nas últimas eleições e pode voltar a definir o resultado em 2026.

No entanto, esses votos não migraram diretamente para Lula. Em vez disso, muitos eleitores passaram a se declarar indecisos. Como consequência, a campanha de Flávio chega enfraquecida às convenções partidárias, período considerado estratégico para conquistar alianças e ampliar os palanques.

Sequência de desgastes pesa contra a candidatura

Entre os fatores apontados para a queda estão a repercussão do tarifaço, o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro e as notícias sobre a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a análise apresentada, esses episódios criaram uma “maré ruim” para a campanha. Entretanto, o levantamento mostra que boa parte da população ainda não tomou conhecimento de alguns desses casos. Por isso, o impacto político ainda pode mudar ao longo da campanha eleitoral.

Governo vê possibilidade inédita de vitória no primeiro turno

No primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto. Já Flávio Bolsonaro soma 28%. Enquanto isso, todos os demais candidatos, juntos, alcançam 42%.

Diante desse cenário, integrantes do Planalto passaram a considerar uma possibilidade inédita: a vitória de Lula ainda no primeiro turno. Porém, a própria análise faz uma ressalva. A campanha oficial ainda não começou. Debates, propaganda eleitoral e convenções podem alterar o quadro nos próximos meses.

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