Vorcaro se queixa à PF sobre falta de oportunidade para fechar delação Imagens da PF, após prisão de Vorcaro, com cabelo raspado / Foto: Divulgação/PF caso master

Vorcaro se queixa à PF sobre falta de oportunidade para fechar delação

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Ex-banqueiro foi ouvido em audiência virtual após adiamento por queda de internet; defesa afirma que não houve qualquer ato irregular com ex-servidores do Banco Central

Depoimento do ex-banqueiro

O depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal durou quase quatro horas nesta sexta-feira (28). Ele falou de forma virtual diretamente da carceragem da Papudinha, no DF, onde segue preso. A oitiva ocorreu após o adiamento na quinta-feira por falha na internet. A Polícia Federal investiga se dois ex-servidores do Banco Central favoreceram o Banco Master em troca de propina. Este foi o primeiro interrogatório de Vorcaro desde a sua prisão em março. A oitiva aconteceu após a PF e a PGR rejeitarem duas propostas de delação do empresário.

Reclamação sobre delação e defesa de Vorcaro

Durante as declarações, Vorcaro manifestou incômodo com a falta de espaço para fechar um acordo de colaboração. A defesa do empresário destacou em nota que ele respondeu a todas as perguntas dos investigadores. Os advogados garantem que o cliente não praticou atos de corrupção com os funcionários do órgão regulador. Além disso, a equipe jurídica afirmou que o ex-banqueiro deseja prestar esclarecimentos mais amplos à Justiça. No entanto, ele exige a garantia de uma possibilidade real de colaboração.

As cinco perguntas que ficaram na mesa da Polícia Federal

Posicionamento de Belline Santana

As defesas dos ex-servidores do Banco Central citados no inquérito também negaram qualquer irregularidade. A defesa de Belline Santana afirmou que ele jamais favoreceu o Banco Master ou seus donos. Os advogados sustentam que o cliente nunca recebeu vantagens indevidas e tampouco vazou dados sigilosos. A equipe de Belline informou que presta todos os esclarecimentos às autoridades. O grupo confia na análise dos fatos com base nas funções do cargo que ele exercia no BC.

Defesa do ex-supervisor do BC

A defesa de Paulo Sérgio Neves de Souza declarou que o ex-supervisor atuou para combater fraudes no sistema. Os advogados afirmaram que a equipe dele identificou irregularidades no Fundo Bravo ainda em setembro de 2024. O grupo relatou o caso ao Ministério Público Federal em julho de 2025. Segundo a nota, Paulo Sérgio sempre atuou com o aval da Diretoria Colegiada. O ex-servidor buscou alternativas para proteger o Sistema Financeiro Nacional e reduzir custos para a sociedade.

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