Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Bloomerang News JORNAL MYNEWS

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Levantamento analisou 20 milhões de menções e aponta que críticas ao senador dominaram as redes após a ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros

A ameaça dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros gerou uma forte reação nas redes sociais. Dessa vez, o principal alvo das críticas foi o senador Flávio Bolsonaro. Segundo um levantamento da Ativaweb, apresentado pelo estrategista digital Alec Maracajá, cerca de 20 milhões de menções abordaram o tema. Além disso, a maior parte das publicações teve tom negativo para o parlamentar.

Os dados mostram que 78% das publicações criticaram Flávio Bolsonaro. Em contrapartida, apenas 11% demonstraram apoio ao senador. Outros 10% mantiveram posição neutra. A repercussão cresceu após a divulgação da recomendação do governo americano para ampliar tarifas sobre produtos brasileiros. No entanto, a medida ainda depende de uma decisão final do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Termos mais citados

Entre as expressões mais utilizadas pelos usuários apareceram “soberania”, “Tariflávio”, “Bolsonaster”, “Pix” e “Trump”. Segundo Maracajá, esses temas concentraram o maior volume de engajamento. Além disso, o apelido “Tariflávio” ganhou força entre críticos que associam o senador à aproximação entre setores do bolsonarismo e o governo americano.

O estudo também comparou os impactos das recentes viagens de Flávio Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos. Segundo a Ativaweb, Lula conseguiu capitalizar politicamente a repercussão do tarifaço. Já Flávio enfrentou desgaste após o anúncio das possíveis sanções comerciais. Ainda assim, o senador afirmou posteriormente que pediu ao governo americano que não aplicasse as tarifas sobre produtos brasileiros.

Tensão entre Brasil e Estados Unidos

A discussão acontece em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington. Nesta quarta-feira, Lula voltou a criticar o governo americano e a família Bolsonaro durante uma reunião ministerial. Além disso, o presidente classificou como “traição à pátria” qualquer tentativa de pressionar outro país contra interesses brasileiros. Enquanto isso, a repercussão nas redes mostra que o tema já ultrapassou o debate econômico. Dessa forma, o episódio se transformou em mais um capítulo da disputa política que antecede as eleições de 2026.

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