Entenda como a radicalização enterrou a possibilidade de acordo de paz entre Palestina e Israel
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Especialista afirma que extremismo dos dois lados destruiu a confiança construída nos anos 1990 e inviabilizou qualquer perspectiva concreta de paz
As tentativas de acordo de paz entre israelenses e palestinos vivem uma crise profunda. Décadas de negociações fracassadas, atentados e guerras aumentaram a radicalização política e religiosa na região. O cenário piorou após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e a resposta militar de Israel em Gaza. Desde então, o espaço para diálogo entre os dois lados diminuiu ainda mais.
Em entrevista ao MyNews, o cientista político e professor de Relações Internacionais Samuel Feldberg afirmou que os Acordos de Oslo, assinados nos anos 1990, chegaram a criar esperança de convivência entre israelenses e palestinos. No entanto, segundo ele, atentados terroristas, o fortalecimento de grupos radicais e o assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin destruíram a confiança construída naquele período.
O especialista também avaliou que a Segunda Intifada, no início dos anos 2000, aprofundou o clima de hostilidade entre os lados. Para Feldberg, os ataques do Hamas em outubro de 2023 praticamente enterraram qualquer chance de retomada das negociações de paz no curto prazo. Ele afirmou ainda que hoje existe pouca abertura dentro de Israel para discutir concessões territoriais aos palestinos.
Enquanto isso, a guerra em Gaza segue ampliando divisões políticas e diplomáticas ao redor do mundo. Organizações internacionais pressionam por um cessar-fogo. Já governos ocidentais tentam equilibrar apoio a Israel, preocupações humanitárias e o medo de uma escalada regional envolvendo países como Irã, Líbano e Síria.