Arquivos EUA - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/eua/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 05 Nov 2024 22:06:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Como é o sistema eleitoral dos EUA, onde quem ganha no voto popular nem sempre leva? https://canalmynews.com.br/noticias/como-e-o-sistema-eleitoral-dos-eua-onde-quem-ganha-no-voto-popular-nem-sempre-leva/ Tue, 05 Nov 2024 16:28:01 +0000 https://localhost:8000/?p=48235 Ganha a eleição o candidato que tiver a maioria do colégio eleitoral, grupo de pessoas indicadas para nomear o presidente e vice-presidente

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Nos Estados Unidos, o candidato que vence no voto popular nem sempre é o que leva a eleição. Isso porque, diferentemente do Brasil, o sistema eleitoral dos EUA funciona por votação indireta. O eleitor americano vota, mas ganha o pleito o candidato que tiver a maioria do colégio eleitoral.

O “colégio eleitoral” consiste em um grupo de pessoas, os chamados “delegados”, indicadas para nomear o presidente e o vice-presidente. Cada estado tem um número de delegados proporcional ao tamanho de sua população.

Ao todo, o colégio eleitoral é formado por 538 delegados. Um candidato precisa do apoio de ao menos 270 delegados para ser eleito, o que se traduz em metade dos 538 (ou 269) mais um.

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Ao votar, os eleitores ordenam aos delegados que votem no candidato que escolheram. Em alguns estados, não há uma obrigatoriedade expressa nesse sentido, mas, na prática, esses delegados sempre votam no candidato que ganhou mais votos em seu estado.

Se um delegado votar contra a escolha presidencial de seu estado, é considerado “infiel”. Até hoje, nenhum resultado foi alterado por eleitores “infiéis”.

No sistema eleitoral americano, pode ocorrer de um candidato ter a maioria do voto popular nacionalmente, mas não ganhar a eleição. Isso já aconteceu cinco vezes desde que o sistema foi implantado, em 1787.

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A mais recente eleição em que isso aconteceu foi a de 2016, quando o republicano Donald Trump disputou a presidência com a democrata Hilary Clinton. Hilary ganhou no voto popular, com 65.844.610 votos, mas só obteve 232 votos no Colégio Eleitoral. Trump, por sua vez, conquistou 62.979.366 votos populares e 306 votos dos delegados dos estados.

Há estados em que os eleitores são tradicionalmente republicanos, como Mississipi, Alabama, Kansas e Idaho. De outro lado, há estados tradicionalmente democratas, a exemplo de Oregon, Michigan e Massachussets.

Existem ainda os chamados “swing states”, ou “estados-pêndulo”, que não têm um lado muito bem definido, a exemplo da Flórida. A Flórida é considerada um estado-chave para as eleições americanas, uma vez que é o terceiro mais populoso do país.

Entenda como funcionam as eleições nos Estados Unidos e veja as grandes diferenças com as do Brasil:

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Resultado das eleições definirá política externa dos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/noticias/resultado-das-eleicoes-definira-politica-externa-dos-estados-unidos/ Tue, 05 Nov 2024 12:45:47 +0000 https://localhost:8000/?p=48227 Influência dos EUA não se restringe às atuais áreas de conflito na Europa e no Oriente Médio; Brasil, América Latina e China também aguardam pelo desfecho da disputa

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Os reflexos da eleição que definirá, nesta terça-feira (5), quem será o futuro presidente dos Estados Unidos (EUA) vão muito além das fronteiras norte-americanas, tamanha influência que a maior potência militar do mundo tem no cenário externo.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que tal influência não se restringe às atuais áreas de conflito na Europa e no Oriente Médio. Brasil, América Latina e China também aguardam ansiosamente o desfecho da disputa entre a democrata Kamala Harris, atual vice-presidente dos EUA, e o republicano Donald Trump, que presidiu o de 2017 a 2021, para traçar, de forma mais precisa, seus planos estratégicos na relação com o próximo governante norte-americano.

O pesquisador do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA (Ineu) e professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Goulart Menezes, explica que, para o Brasil, efeitos mais significativos poderão ocorrer caso o vencedor das eleições seja o republicano.

Risco Trump

“Trump, se eleito, será um presidente de extrema direita que tenderá a reforçar laços e vínculos com a extrema direita de países latino-americanos. Algo preocupante, pois não ocorre há uns 15 anos, é o risco de ele promover, na região, candidaturas contrárias à democracia, tanto na América da Sul como na América Latina em geral”, disse à Agência Brasil o pesquisador, que tem doutorado em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP).

Professor do Departamento de História da UnB, Virgílio Caixeta Arraes avalia que, independentemente de quem vencer a eleição, a relação com o Brasil será a mesma: “teremos importância secundária para os EUA”, disse Arraes. “Com exceção de poucos países da América Latina e Caribe, como México, Venezuela, Colômbia ou Cuba, por motivos diferentes, a atenção de Washington para a região é menor que a de outras localidades do planeta, como o Oriente Médio ou o sudeste asiático.”

China

Para Goulart Menezes, do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA, é possível que os Estados Unidos façam maior pressão nos países portuários da América do Sul, a fim de dificultar a entrada de produtos chineses e, consequentemente, a ampliação da influência política chinesa na região.

A tendência é que, independentemente de quem for o vencedor, seja mantida a política de pressão sobre a China, disse o professor.

Nesse sentido, diante dos avanços da China na América Latina e, e especial, na América do Sul, os EUA têm considerado arriscada a presença daquela potência na região. Portanto tenderá a fazer pressão em países portuários como Brasil e Peru, na tentativa de afastar os chineses comercial e politicamente”, disse o pesquisador.

Retórica da segurança

Segundo Goulart Menezes, todas essas questões – econômica, comercial, política e até mesmo ambiental – resumem-se à mesma tese argumentativa, por parte dos norte-americanos: riscos à própria segurança.

“O tema que mais mobiliza os EUA ainda é o da segurança. Até porque eles costumam pegar temas que nada têm a ver com segurança e tratam de criar uma associação. É o caso, por exemplo, da migração e das drogas. Ao abordarem os temas dessa forma, os EUA sempre responsabilizam outros governos e, de alguma forma, dizem que implicam riscos à segurança do país”, argumentou Menezes.

“No caso da relação com o Brasil, que tem como tema chave de suas políticas a questão ambiental, esta também vira uma questão de segurança. Se o Trump vencer, retomará a retórica negacionista, associando a pauta ambiental à economia. Portanto, de segurança para os EUA. Veja bem: ele [Trump] não trata o tema ambiental como uma questão de sobrevivência ou de crise climática, mas como meio para aumentar o potencial econômico dos EUA”, acrescentou.

Na avaliação do historiador Caixeta Arraes, a China é uma pedra no sapato dos EUA. A forma de lidar com a situação, tanto da candidata democrata Kamala quanto do republicano Trump, é uma questão de intensidade a ser aplicada em cada situação a ser enfrentada.

“Com a China, apesar de os dois países vivenciarem meio século de aproximação, o quadro não é animador porque o avanço de Pequim no mercado internacional e na geopolítica regional incomodam Washington, haja vista aliados como Tóquio, ou Seul, ou Taipé, por exemplo”, disse o historiador.

“Contudo, nenhum dos dois partidos tem de fato política efetiva de contenção ao crescimento da China. Ora apela-se a direitos humanos, ora à questão ambiental, ou ainda a regras comerciais internacionais, ou então à tensão militar. A diferença entre os dois partidos é na calibragem dos componentes do poderio à disposição”, disse o historiador.

Guerras

Dois conflitos chamam de forma mais intensa a atenção na política externa estadunidense: o de Israel, parceiro estratégico dos EUA, contra a Palestina e contra o Líbano; e aquele entre Rússia e Ucrânia.

“No Oriente Médio, a política dos EUA é uma política de Estado. Não de governo. Portanto, não se alterará nenhuma linha geral, a despeito do partido político vencedor”, destacou Caixeta Arraes.

Opinião semelhante sobre o conflito no Oriente Médio tem Goulart Menezes. Segundo o pesquisador, com relação a esse conflito não há nenhuma diferença entre Republicanos e Democratas. “O apoio norte-americano a Israel é incondicional”, enfatizou.

“Em maio de 1948, Israel se declara Estado. Os Estados Unidos, de imediato, reconhecem. Desde então, os palestinos foram perdendo territórios. Não falo isso de um ponto de vista ideológico. Basta comparar os mapas da época e o de agora”, disse o professor.

Ele explicou que, atualmente, o que há de diferente é o fato de Israel viver um momento em que sua margem de autonomia em relação aos EUA está maior. “Israel sempre foi dependente de fornecimento de armas vindas dos EUA. Ao dar esse apoio, os EUA conseguiam direcionar certas ações de Israel. Atualmente, eles ainda têm alguma rédea, mas em parte, ela não tem mais efeito”, disse Menezes.

O pesquisador acrescentou que essa perda, ainda que sutil, de influência sobre as ações militares de seu parceiro estratégico é percebida, inclusive, em meio às ameaças dos EUA de suspender a ajuda em caso de ataque de Israel a civis palestinos e libaneses. “Vemos que, mesmo assim, as tropas israelenses continuam fazendo seus ataques, e que o apoio dos EUA no Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] se mantém”.

Menezes citou como exemplo o veto norte-americano à proposta de paz apresentada pelo Brasil para o conflito. “Foi uma proposta muito boa que, inclusive, recebeu sinal de apoio da Inglaterra e da França, ainda que na forma de abstenção. “O que vemos é os EUA continuando a enviar armas e dinheiro para apoio militar a Israel. Apoio este que se deve à relação histórica entre os dois países, bem como ao lobby israelense na política e nas eleições norte-americanas. Vale lembrar que é bem forte presença de judeus de diversas nacionalidades no sistema financeiro”, explicou Menezes.

Há, portanto, “certa pressão por meio do poder econômico”, acrescentou o professor, ao lembrar que, por outro lado, há também muitos judeus, tanto nos EUA como em outros países, com posicionamento crítico em relação à postura de Israel neste e em outros conflitos. “Essa pressão está cada vez maior nos EUA”.

Rússia x Ucrânia

Quanto à guerra entre Rússia e Ucrânia, as expectativas são diferentes entre republicanos e democratas. “Caso Trump retorne à Casa Branca, a política externa poderá mudar no Leste da Europa. O aspirante republicano disse que, caso vença, vai reduzir de maneira gradativa o socorro financeiro e militar e, por conseguinte, a inclinação política. Em caso de vitória da democrata, o apoio à Ucrânia mantém-se no mesmo patamar”, afirmou Caixeta Arraes.

Na avaliação de Menezes, caso Trump vença a disputa, a postura do republicano nesse conflito será oposta à dos democratas. “Ele já acenou com a retirada de apoio à Ucrânia. Não sabemos se ela será gradual ou abrupta, mas sabemos que, com isso, a guerra tomará outro curso.”

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Eleições nos EUA: às vezes, quem ganha não leva https://canalmynews.com.br/politica/eleicoes-nos-eua-as-vezes-quem-ganha-nao-leva/ Fri, 01 Nov 2024 15:03:12 +0000 https://localhost:8000/?p=48152 Sistema eleitoral do país, que funciona por votação indireta, permitiu a vitória de Donald Trump em 2016, embora Hillary Clinton tenha 'vencido' o voto popular

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O sistema eleitoral estadunidense funciona por votação indireta. Sem pormenorizar, cada unidade federativa tem um número de delegados fixado por lei antiga que compõem um colégio eleitoral. O candidato que conquistar a maioria do voto popular, dentro do Estado, leva o conjunto dos votos dos delegados. Contudo, o número de delegados não está em relação de proporcionalidade direta com a demografia contemporânea de cada Estado, sendo possível que um território muito populoso esteja, proporcionalmente, sub-representado no número de delegados.

Este sistema de eleição em duas fases não é exclusividade ianque, nem era incomum na época em que foi criado, há 235 anos, quando da promulgação da Constituição da jovem nação, ex-colônia britânica. O sistema foi pensado pelos “intocáveis” pais-fundadores para prevenir que o povo comum, vulnerável e pouco instruído, fosse levado a eleger demagogos e populistas à Presidência da República.

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O tiro saiu pela culatra e esse mesmo sistema permitiu que Donald Trump, um demagogo populista, para dizer o mínimo publicável, ocupasse o posto mais alto do executivo federal. Sua adversária em 2016, Hillary Clinton, apesar de ter “vencido” o voto popular, com a maioria indiscutível de células depositadas em seu nome, não “levou” a Presidência dos 50 Estados, justamente pelo desequilíbrio entre o número de votos individuais e eleitores colegiados.

Hoje, em 2024, Trump, megaempresário, ex-presidente não reeleito para segundo turno consecutivo e condenado pela Justiça estadunidense, segue elegível e disputa o Salão Oval pelo Partido Republicano. Sua adversária, pelo Partido Democrata, é Kamala Harris, atual vice-presidente do país, promotora de Justiça, que herdou o bastão do veteraníssimo Joe Biden.

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Enquanto esse último ainda estava concorrendo à reeleição, Trump sofreu um atentado e foi alvejado na orelha. A cena dele com punho fechado para o alto, conclamando a multidão: “Lutem! Lutem!”, levou muitos a darem por vencido o embate. O frágil Biden, dando sinais de senilidade, contra o mártir bilionário, quase um “Davi e Golias” invertido.

A renúncia de Biden à corrida presidencial e a comoção gerada pela confirmação de Harris como candidata mudaram o cenário da disputa. A democrata conseguiu, de imediato, aglutinar setores relutantes do partido dela e entre os independentes. Afinou o discurso para se comunicar com as maiorias de trabalhadores, abandonando a malfadada “pescaria em aquário”, ou “pregação aos convertidos”, pecado mortal do campo progressista lá (e cá).

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A desenvoltura dela nos debates conseguiu enfrentar a estratégia circense do republicano, que vinha se dando bem na veia da chacota, do moralismo e teorias conspiratórias. J. D. Vance, candidato a vice na chapa de Trump, também não tem agregado muito; ele foi escanteado pela campanha, já comparou, no passado, Trump a Hitler. “Casaca virada” nem sempre cai bem. Contudo, o certame está longe de resolvido. Será preciso “vender” aos Estados “neutros” a ideia de uma mulher negra como comandante-em-chefe. Tarefa dificílima.

Em matéria de política externa, num mundo tensionado por conflitos “quentes” e “frios”, Harris assume a postura beligerante dos seus predecessores democratas. A propaganda republicana, que pinta os progressistas como fracos, globalistas, entreguistas e moralmente degenerados, acirra muito a escalada nacionalista e militarista em administrações democratas. Kamala Harris também aposta numa fórmula cinematográfica “CIA versus KGB”, em busca de aprovação popular e demonstração de força. Têm muito a perder as soluções diplomáticas. Dado o histórico, a contagem de corpos, presumidos efeitos colaterais, só tende a aumentar.

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Estamos a pouquíssimos dias de 5 de novembro, data das eleições nos EUA. Manter a empolgação do público e romper a bolha progressista tem sido, até aqui, o grande desafio de Kamala Harris rumo à Casa Branca. Donald Trump, para além do voto conservador, já foi capaz de capturar, uma vez, o voto dos trabalhadores e de setores da sociedade que votavam nos Democratas há décadas. Basta repetir a dose.

O caminho de Trump, que parecia desobstruído com Biden, trocando Zelensky por Putin, foi embaralhado com a “frente-ampla” que cerca a Vice-Presidente. Frente reforçada pelo colega de chapa, o governador, soldado e coach (nesse caso, esportivo e, não, de empreendedorismo), Tim Walz, que é a imagem quintessencial do americano-médio, campeã de audiência. Todavia, como já se passou na história recente do Grande Irmão, que segue empunhando seu porrete, o Colégio Eleitoral poderá contradizer o voto popular. As democracias continuam na corda-bamba.

***Daniel é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É graduado, mestre e doutorando em História pela USP***

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Trump teria vencido a eleição ‘por W.O.’ caso Biden não tivesse desistido, diz Kotscho https://canalmynews.com.br/internacional/trump-teria-vencido-a-eleicao-por-w-o-caso-biden-nao-tivesse-desistido-diz-kotscho/ Mon, 22 Jul 2024 20:50:55 +0000 https://localhost:8000/?p=45124 Para o jornalista, democrata 'fez um bom governo', mas já não tem 'condições físicas nem mentais' para seguir na campanha, muito menos ser presidente por mais um mandato

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O ex-presidente e candidato republicano Donald Trump teria vencido a eleição “por W.O.” caso o presidente Joe Biden não tivesse tomado a decisão de desistir da corrida presidencial, afirmou o jornalista Ricardo Kotscho no programa Pergunte ao Kotscho, exibido pelo Canal MyNews nesta segunda-feira (22). Para ele, Biden “fez um bom governo”, mas já não tem “condições físicas nem mentais” para seguir na campanha, muito menos ser presidente por mais um mandato.

“Se agora ele já está assim, imagine daqui a quatro anos”, disse Kotscho, acrescentando que “a melhor coisa que poderia ter acontecido” foi a indicação de Joe Biden, que escolheu a vice-presidente Kamala Harris para substituí-lo na disputa. “Com uma trajetória fantástica, ela surge como um raio de esperança no cenário da eleição americana.”

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Kamala se define como progressista e é a principal voz do atual governo em defesa do aborto e dos direitos reprodutivos. Apesar disso, já adotou políticas criticadas pela esquerda. Para alguns, ela, advogada com longa carreira no judiciário do país, não agiu de forma suficientemente assertiva como procuradora em casos que contribuíram para prisões injustas de réus negros e pobres. Também é mal avaliada pelo campo progressista em relação a seus posicionamentos sobre maconha, pena de morte e a imigração.

Segundo o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio, que conversou com o MyNews no domingo (21), o fato de Kamala Harris ser mulher e negra talvez não seja o suficiente para derrotar Trump. Embora a questão simbólica inerente à campanha de Kamala seja um elemento importante para o Partido Democrata, é preciso pensar em outras estratégias para conquistar o eleitorado. Para ele, há o risco de os democratas baterem muito nessa tecla da questão simbólica e errarem a mão. Ele lembra que o eleitor não vota só pela questão simbólica, mas também, e principalmente, pela questão substantiva, em particular a questão econômica.

Assista abaixo ao Pergunte ao Kotscho desta segunda-feira (22):

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Análise: O fato de Kamala ser mulher e negra talvez não seja o suficiente para derrotar Trump https://canalmynews.com.br/internacional/analise-o-fato-de-kamala-ser-mulher-e-negra-talvez-nao-seja-o-suficiente-para-derrotar-trump/ Mon, 22 Jul 2024 19:15:11 +0000 https://localhost:8000/?p=45110 Para professor, embora a questão simbólica inerente à campanha da vice-presidente seja um elemento importante, é preciso pensar em outras estratégias para conquistar o eleitorado

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O fato de Kamala Harris ser mulher e negra talvez não seja o suficiente para fazê-la derrotar o ex-presidente e candidato republicano Donald Trump na eleição deste ano, afirmou ao MyNews o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio. Ele ressalta que, embora a questão simbólica inerente à campanha de Kamala seja um elemento importante para o Partido Democrata, é preciso pensar em outras estratégias para conquistar o eleitorado. A vice-presidente recebeu o apoio de Joe Biden para substituí-lo na corrida presidencial, após o presidente anunciar, no domingo (21), que desistiu de concorrer à Casa Branca.

“Os EUA elegaram Barack Obama. Hilary Clinton não foi eleita por muito pouco. Isso prova que o país está pronto para colocar na presidência alguém que não seja, necessariamente, um homem branco”, disse Poggio. “Mas há o risco de os democratas baterem muito nessa tecla da questão simbólica e errarem a mão. O eleitor não vota só pela questão simbólica, mas também, e principalmente, pela questão substantiva, em particular a questão econômica.”

Leia mais: Kamala Harris se diz honrada pelo apoio de Biden; leia pronunciamento completo

Segundo o professor de relações internacionais, enquanto Biden é visto como alguém mais experiente dentro do campo democrata, Kamala representa, em alguma medida, “o futuro do partido”, pelo fato de ser uma mulher mais jovem e filha de imigrantes. Ao mesmo tempo, enfrenta problemas de popularidade que precisam ser superados.

Kamala não teve um bom desempenho nas primárias democratas, perdendo em todos os estados. Ela chegou a ser bem avaliada em pesquisas de satisfação, mas por um breve período de tempo. Hoje, 51% dos americanos a desaprovam, enquanto 37% a aprovam, de acordo com um compilado de pesquisas do FiveThirtyEight.

A vice-presidente se define como progressista e é a principal voz do atual governo em defesa do aborto, mas já adotou posturas criticadas pela esquerda. Para alguns, ela, advogada com longa carreira no judiciário, não agiu de forma suficientemente assertiva como procuradora em casos que contribuíram para prisões injustas de réus negros e pobres. Também é mal avaliada pelo campo progressista em relação a seus posicionamentos sobre maconha, pena de morte e a imigração.

Veja desdobramentos da decisão de Joe Biden de abandonar a disputa pela Casa Branca:

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Saiba quem é Kamala Harris: filha de imigrantes e criticada por parte da esquerda https://canalmynews.com.br/internacional/filha-de-imigrantes-e-criticada-por-parte-da-esquerda-saiba-quem-e-kamala-harris/ Sun, 21 Jul 2024 23:25:48 +0000 https://localhost:8000/?p=45078 Vice-presidente dos Estados Unidos, que recebeu o apoio de Joe Biden para substituí-lo na disputa contra Donald Trump, foi a primeira mulher a ocupar o cargo no país

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A vice-presidente Kamala Harris, de 59 anos, que recebeu o apoio de Joe Biden para substituí-lo na disputa contra Donald Trump, foi a primeira mulher a a ocupar o cargo no país. Agora, pode ser a escolha do Partido Democrata para evitar que o candidato republicano, que lidera as pesquisas de intenção de voto, conquiste a presidência novamente. Ela é negra e filha de imigrantes (mãe indiana, pai jamaicano).

Kamala tem uma longa carreira no judiciário do país. Foi procuradora de São Francisco e do estado da Califórnia, onde também se elegeu senadora, em 2016. Nas eleições de 2020, era um dos nomes cotados para ser candidata à Presidência e liderou pesquisas internas dos democratas, mas desistiu após perder apoios importantes dentro do partido.

Leia mais: Biden desiste de candidatura à reeleição para presidente dos EUA

Segundo o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio, que conversou com o MyNews, enquanto Biden é visto como alguém mais experiente dentro do campo democrata, Kamala representa, em alguma medida, “o futuro do partido”, pelo fato de ser uma mulher mais jovem e filha de imigrantes. Ao mesmo tempo, enfrenta problemas de popularidade que precisam ser superados. Ela não teve um bom desempenho nas primárias democratas, perdendo em todos os estados. Chegou a ser bem avaliada em pesquisas de satisfação, mas por um breve período de tempo.

“Kamala não demonstrou ter uma habilidade política muito grande nesse processo das primárias democratas e, ao longo do mandato, também foi muito criticada”, afirmou Poggio, acrescentando que, hoje, o índice de rejeição dela é ainda maior que o de Biden. De acordo com um compilado de pesquisas do FiveThirtyEight, 51% dos americanos a desaprovam, enquanto 37% a aprovam.

Leia mais: Após desistência da reeleição de Biden, republicanos pedem que presidente renuncie

A vice-presidente se define como progressista e é a principal voz do atual governo em defesa do aborto, mas já adotou posturas criticadas pela esquerda. Para alguns, ela, advogada com longa carreira no judiciário, não agiu de forma suficientemente assertiva como procuradora em casos que contribuíram para prisões injustas de réus negros e pobres. Também é mal avaliada pelo campo progressista em relação a seus posicionamentos sobre maconha, pena de morte e a imigração.

Em 2014, já senadora, a provável candidata democrata se casou com o advogado Doug Emhoff e se tornou madrasta de Ella Emhoff, de 25 anos, e Cole Emhoff, de 30 anos. Ela não teve filhos.

Assista abaixo a análise completa:

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Análise: Atentado em comício desestabiliza corrida presidencial em benefício de Trump https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-atentado-em-comicio-desestabiliza-corrida-presidencial-em-beneficio-de-trump/ Sun, 14 Jul 2024 14:33:00 +0000 https://localhost:8000/?p=44733 Para estrategista de comunicação internacional, republicano, que levou um tiro de raspão na orelha direita, vai passar a explorar o acontecimento do ponto de vista da comunicação

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O atentado contra o ex-presidente Donald Trump, durante comício na Pensilvânia (EUA), no sábado (13), desestabiliza a corrida presidencial em benefício do republicano, afirmou ao MyNews neste domingo (14) o estrategista de comunicação internacional Ewandro Magalhães. Para ele, Trump, que levou um tiro de raspão na orelha direita e já está em casa após passar por avaliação médica, vai passar a explorar o acontecimento do ponto de vista da comunicação. Nas redes, circulam fotos, tiradas logo após o ocorrido, em que o presidenciável aparece com o punho erguido e o rosto ensanguentado diante da bandeira dos Estados Unidos.

“Não que essas imagens tenham sido produzidas com esse intuito, mas isso, de certa forma, o transforma, claro, na vítima que ele é, mas também em um mártir”, avalia Magalhães. “O atentado feriu o orgulho americano. Isso desequilibra muito a disputa a favor de alguém que começa a ser percebido como a parte mais fraca, como o underdog. Acho que, a partir de agora, ele vai fazer um grande festival em cima disso.”

Leia mais: Eleição de Trump seria péssima para o Brasil e para o mundo, analisa jornalista

Em vídeos divulgados nas últimas horas, é possível ouvir uma série de disparos enquanto Trump discursava no comício, o que provocou pânico na multidão. Jornalistas que estavam no local relataram que ouviram “uma série de fortes explosões ou estrondos” antes que agentes do Serviço Secreto corressem em direção a ele.

O atirador, identificado como Thomas Matthew Crooks, disparou vários tiros de uma posição elevada do telhado de um prédio, do lado de fora do comício, antes de ser morto pelas equipes de segurança. Além dele, uma pessoa da plateia morreu e outras duas ficaram feridas. Uma testemunha disse à BBC que viu um homem com uma arma rastejando em um telhado antes de os tiros serem disparados e que tentou alertar a polícia.

Assista abaixo à análise completa sobre o atentado contra Donald Trump:

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‘Se ele acha que está em condições, ótimo’, diz presidente Lula sobre candidatura de Joe Biden https://canalmynews.com.br/brasil/se-ele-acha-que-esta-em-condicoes-otimo-diz-presidente-lula-sobre-candidatura-de-joe-biden/ Mon, 01 Jul 2024 22:18:56 +0000 https://localhost:8000/?p=44324 Desempenho do democrata no primeiro debate eleitoral levantou dúvida se estaria apto a exercer um eventual segundo mandato

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (1º), que depende do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, analisar se deve ou não concorrer à reeleição no pleito de novembro deste ano. O desempenho do democrata no primeiro debate eleitoral, contra o ex-presidente Donald Trump, levantou dúvida se estaria apto a exercer um eventual segundo mandato. Aos 81 anos, Biden, o presidente mais velho da história do país americano, foi duramente criticado pela voz rouca e performance letárgica.

“Eu acho que o Biden tem um problema que ele está andando mais lentamente, ele está demorando mais para responder as coisas, possivelmente esteja pensando. Mas quem sabe da condição do Biden é o Biden”, disse Lula.

Leia mais: ‘Dia triste para a democracia’, diz Kotscho sobre decisão do Supremo de dar imunidade a Trump

“Se ele está bem, ele é candidato. Se ele acha que está em condições, ótimo. Mas se ele não está, é melhor eles tomarem uma decisão”, acrescentou o presidente, durante entrevista à Rádio Princesa, em Feira de Santana, na Bahia.

Para Lula, apesar de o debate ter exposto a fragilidade de Biden, o que foi “chato e desagradável”, também evidenciou que Trump é um “cidadão mentiroso”. Essa é a mesma opinião do estrategista de comunicação internacional Ewandro Magalhães, que participou do Segunda Chamada de sexta-feira (28). Para ele, enquanto Biden por vezes se atropela e esquece o que vai dizer, o outro se baseia em mentiras. A diferença é que, do ponto de vista da comunicação, um é muito mais eficiente do que o outro.

“Houve um candidato vencedor, mas não por mérito próprio. Ele venceu por W.O, por assim dizer, porque o outro praticamente não compareceu”, declarou.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de sexta-feira (28):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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‘Dia triste para a democracia’, diz Kotscho sobre decisão do Supremo de dar imunidade a Trump https://canalmynews.com.br/opiniao/dia-triste-para-a-democracia-diz-kotscho-sobre-decisao-do-supremo-de-dar-imunidade-a-trump/ Mon, 01 Jul 2024 21:10:53 +0000 https://localhost:8000/?p=44315 Com a determinação, republicano fica imune do processo em que é acusado de ter conspirado para reverter o resultado das eleições de 2020 e incentivado manifestantes a invadirem o Capitólio

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Hoje é um dia triste para a democracia. Foi o que afirmou o jornalista Ricardo Kotscho durante o programa Pergunte ao Kotscho, nesta segunda-feira (1º), ao comentar a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de conceder imunidade parcial ao ex-presidente Donald Trump nos processos criminais a que ele responde.

Por seis votos contra três, os juízes determinaram, pela primeira vez na história dos EUA, que ex-presidentes têm direito a solicitar imunidade absoluta na Justiça. Essa imunidade, no entanto, só pode ser aplicada nos casos em que o ex-presidente tenha cometido o crime enquanto estava no poder e em atos oficiais da presidência.

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Com a determinação, Trump fica imune do processo em que é acusado de ter conspirado para reverter o resultado das eleições de 2020 e incentivado manifestantes a invadirem o Capitólio (o Congresso dos EUA), em 6 de janeiro de 2021. Ele havia perdido as eleições para o atual presidente, Joe Biden, mas ainda estava na presidência. O caso voltará a tribunais da 2ª instância, que terão de julgar se Trump é imune em cada um dos processos relacionados ao episódio.

Segundo Kotscho, a decisão não surpreende, uma vez que a Suprema Corte é controlada por Trump. De nove juízes, seis são aliados do republicano e, desses seis, três são trumpistas radicais. Ainda assim, trata-se de uma situação grave.

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“A Justiça concedeu imunidade total ao Trump. Diz que é parcial, mas se você for ver a decisão, ele pode fazer o que quiser que não será nem julgado. Trump disse que esta foi uma grande vitória para a democracia, mas foi uma grande derrota. A lei não é igual para todos nos Estados Unidos”, afirma.

Para Kotscho, a decisão da Suprema Corte terá influência no mundo inteiro. Por aqui, diz, bolsonaristas já estariam usando as redes para questionar por que querem julgar Jair Bolsonaro, se até em uma potência mundial como os EUA um ex-presidente não pode ser julgado. Ele ressalta que, antigamente, o país americano era modelo de democracia para o mundo. Hoje, é o exato o oposto disso.

“Trump controla totalmente a Suprema Corte dos EUA. E, depois da eleição, caso seja eleito, ele mesmo se anistia. Então acabou. Não tem mais crime”, lamenta.

Assista ao Pergunte ao Kotscho desta segunda-feira (1º):

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“Existe um massacre acontecendo”, diz Padilha no programa Roda Viva https://canalmynews.com.br/politica/existe-um-massacre-acontecendo-diz-padilha-no-programa-roda-viva/ Tue, 20 Feb 2024 15:49:36 +0000 https://localhost:8000/?p=42462 Nesta segunda-feira (19), o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, falou sobre a declaração do presidente Lula a respeito do conflito na Faixa de Gaza - que se tornou uma crise diplomática

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No domingo 18 de fevereiro de 2024, numa coletiva de imprensa na Etiópia, o presidente Lula comparou as ações de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto, extermínio judeu feito pela Alemanha Nazista de Adolf Hitler. Ao responder à pergunta de jornalista sobre o governo brasileiro ser doador para a Agência da ONU de repasses para garantias de direitos humanitários após suspensão de outros países, disse que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus

A repercussão da fala foi imediata e rodou as manchetes do Brasil e do mundo de forma polêmica e, em geral, negativa. O governo de Israel tratou classificou Lula como “persona non grata”, uma repreensão grave no mundo da diplomacia e a conversa ocorre, tradicionalmente, a portas fechadas. O embaixador brasileiro em Israel e o Itamaraty foram surpreendidos, porém, com o aviso de que o encontro se daria com a presença da imprensa e no Museu do Holocausto.

Se instalou uma crise diplomática entre Brasil e Israel desde a fala do presidente Lula e a proporção que tomou o caso. A primeira dama e socióloga, Janja Lula, se pronunciou em sua rede social em defesa do presidente “a fala se referiu ao governo genocida e não ao povo judeu. Sejamos honestos nas análises”


O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também se pronunciou sobre a declaração no programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi ao ar nesta segunda. Padilha comentou todo o caso e também o pedido de impeachment contra Lula, protocolado por 90 parlamentares – sobre este afirmou que “não vai progredir”.

Ao fazer referência a Benjamin Netanyahu, afirmou que é ele o isolado em suas posições e que não se preocupa que a repercussão atrapalhe o lugar do Brasil na política internacional, pois “Netanyahu é passageiro” e as relações de solidariedade entre os países ultrapassam o primeiro-ministro. Reafirma também para os jornalistas da bancada o posicionamento do presidente Lula:

“Existe um massacre acontecendo e tem que acabar o mais rápido possível. Eu torço para que a posição nova dos Estados Unidos mobilize e acabe com qualquer tipo de obstáculo dentro da ONU para que a gente migre para o cessar-fogo o mais rápido possível”

O MyNews debateu o assunto no programa Segunda Chamada e abaixo você pode acessar o trecho já disponível – não deixe de comentar:

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Ditadura venezuelana usa estratégia nazista https://canalmynews.com.br/coluna-da-sylvia/ditadura-venezuelana-usa-estrategia-nazista/ Wed, 14 Feb 2024 16:31:51 +0000 https://localhost:8000/?p=42346 Regime utiliza o Sippenhaft, aplicado pelos alemães, ao deter opositores e vários de seus familiares

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Uma história terrível, e com inspiração na crueldade do regime nazista, está ocorrendo na Venezuela e mobilizando a comunidade internacional. Se trata da prisão, por parte da ditadura, da ativista de direitos humanos Rocío San Miguel, grande conhecedora dos assuntos militares do regime, uma fonte inestimável para jornalistas de vários países.

A referência ao nazismo vem por conta do recurso chamado de Sippenhaft, aplicado pelos alemães durante a época da Segunda Guerra e que consistia em castigar toda a família da pessoa-alvo. 

Primeiro, Rocío San Miguel foi detida no aeroporto de Maiquetia (Caracas), de onde faria uma viagem de férias com a filha, Miranda. Ficou desaparecida mais de três dias. O site Efecto Cocuyo (referência no valente jornalismo independente da Venezuela) foi o primeiro a revelar que San Miguel estava no Helicóide, edifício icônico de Caracas planejado e construído durante o “boom do petróleo” para ser um shopping, mas transformado pela ditadura chavista em prisão política. Alí estão mais de mil detidos por serem opositores, a maioria sem julgamento, segundo a ONG Provea. Esta obra arquitetônica única que se destaca no meio de Caracas acabou se transformando num dos principais centros de tortura do regime. 

San Miguel, 57, foi levada para lá no último dia 9 de fevereiro, pelo Sebin (Serviço de Inteligência do regime). A operação de Sippenhaft aconteceu nos dias seguintes, levando para o mesmo centro de detenção outros seis membros da família San Miguel, incluindo a filha Miranda, que mora em Madri, mas que tinha vindo passar férias com a mãe.

A filha telefonou para o pai ainda do aeroporto. Víctor Díaz Paruta, ex-marido de San Miguel foi buscar a filha no aeroporto. Daí, porém, ambos também foram levados pelo Sebin a um lugar indeterminado.

O governo dos EUA afirmou estar ““profundamente preocupado” pela detenção da ativista e diz acompanhar a situação com atenção. 

“Estamos atualizados quanto às informações sobre a detenção de Rocío San Miguel, e de seus familiares. Estamos profundamente preocupados por conta disso”, disse John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

Além de Miranda e seu pai, também foram presos o atual marido e dois irmãos da ativista, entre outras pessoas próximas a ela.

San Miguel é diretora da ONG Control Ciudadano, em que reune e publica informações sobre o universo militar do regime, que reconheceu publicamente ter detido a ativista sob a acusação de ser uma das pessoas que atuaram nos bastidores do suposto atentado contra Maduro, em 2018. 

San Miguel está sendo acusada de tentativa de matar o ditador, traição à pátria, conspiração e terrorismo. As demais pessoas da família estão presas sem acusações, por ora.

O caso de Rocío San Miguel joga por terra o já moribundo acordo de Barbados, em que a oposição e regime se haviam colocado de acordo com relação a eleições livres neste ano. Os EUA apoiam a ideia e tem alta expectativa com relação a esse pleito.

Porém, como já fez em 14 ocasiões, Maduro, depois de assinar acordos de compromisso de democratizar o país, faz de tudo para enterrá-los. Desta vez, já tomou diversas atitudes para matar o último tratado. A primeira delas foi considerar nula a eleição primária realizada pela oposição, e vencida por María Corina Machado, depois, reafirmou a inabilitação da mesma. Agora, coloca detrás das grades e sob ameaças de tortura, uma das mais importantes defensoras dos direitos humanos da Venezuela e vários membros de sua família. 

As eleições prometidas para este ano estão em risco, e mais distante ainda parece um retorno da Venezuela à democracia.

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EUA doam 400 câmeras para uniformes policiais ao Brasil https://canalmynews.com.br/brasil/eua-doam-400-cameras-para-uniformes-policiais-ao-brasil/ Thu, 09 Nov 2023 16:30:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41147 Donativo permitirá às forças de segurança pública brasileiras avaliar vantagens e inconvenientes do uso dos aparelhos

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O governo dos Estados Unidos está doando 400 câmeras corporais ao Brasil, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo a assessoria de imprensa da embaixada norte-americana, o donativo permitirá às forças de segurança pública brasileiras avaliar vantagens e inconvenientes do uso dos aparelhos, enquanto o país desenvolve seu próprio projeto nacional de emprego da tecnologia.

Também será doado um programa de computador (software) de gerenciamento das imagens e vão treinar servidores públicos para operar o sistema. De acordo com a embaixada, somados, câmeras, software e treinamento equivalem a uma transferência de aproximadamente US$ 1 milhão – pouco mais de R$ 4,86 milhões pelo câmbio desta terça-feira (8).

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Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que as câmeras já estão em território brasileiro, na embaixada, que está concluindo os últimos procedimentos burocráticos necessários à entrega dos equipamentos. A expectativa é que os aparelhos sejam liberados até o fim de dezembro.

PRF
Duzentas câmeras serão repassadas à Polícia Rodoviária Federal (PRF), que as empregará no chamado Projeto Estratégico Bodycams (do inglês, câmeras corporais). Desde março deste ano, a corporação vem realizando estudos e testes para acoplar as filmadoras no uniforme de parte de seu efetivo.

Segundo a PRF, o uso das câmeras corporais “visa ampliar e manter a segurança dos agentes rodoviários e das pessoas abordadas nas rodovias federais, aprimorando as práticas da instituição na prestação de serviços à sociedade”.

Em maio deste ano, durante evento para apresentar o projeto estratégico a jornalistas, o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, citou o episódio em que o sergipano Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, foi morto por asfixia, por policiais rodoviários federais, em Umbaúba (SE), um ano antes.

“Os fatos ocorridos foram traumáticos para nós [PRF] e isso desencadeou algumas recomendações, sobre orientação do próprio ministro da Justiça Flávio Dino”, disse Antônio Fernando sobre a importância das bodycams. “Entendemos o projeto das câmeras corporais como um passo fundamental para o futuro da PRF, por ser esse um instrumento de garantia, não só para a sociedade, mas, na visão da PRF, fundamental para a segurança do próprio policial.”

Consultada pela Agência Brasil, a PRF informou que, por conta da doação norte-americana, a equipe responsável pelo projeto estratégico pretende antecipar algumas das atividades que já estavam previstas para ocorrer no âmbito da preparação do processo licitatório para a futura compra de câmeras.

Ainda segundo a PRF, a gestão e o armazenamento das imagens registradas pelas 200 câmeras doadas por intermédio do Escritório de Assuntos de Aplicação da Lei Internacional de Narcóticos, do Departamento de Estado norte-americano, ficarão sob responsabilidade da empresa fornecedora dos equipamentos – cujo nome não foi confirmado. Já a instalação das câmeras nos uniformes, a coleta e o recebimento das imagens serão de responsabilidade da própria PRF.

Bahia
O Ministério da Justiça e Segurança Pública repassará as 200 câmeras ao governo da Bahia, que também já vinha tocando seu próprio projeto de compra e instalação de câmaras corporais nos uniformes de parte dos policiais estaduais.

Segundo a pasta, a entrega de parte da doação norte-americana à Secretaria da Segurança Pública da Bahia se dará por meio de um acordo de cooperação técnica, no âmbito do Projeto Nacional de Câmeras Corporais.

A elaboração do projeto nacional está a cargo das secretarias de Segurança Pública (Senasp) e de Acesso à Justiça (Saju), do ministério, com a participação de representantes da PRF. A proposta do ministério é estabelecer diretrizes a serem observadas pelas forças policiais e unidades federativas que adotarem a tecnologia.

Em junho de 2020, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu limites à realização de operações policiais em favelas da cidade do Rio de Janeiro durante a pandemia de covid-19. Um ano e meio depois, o plenário da Corte definiu o alcance da decisão liminar de Fachin, determinando, entre outros pontos, que o governo fluminense deveria apresentar, em até 90 dias, um plano visando à redução da letalidade policial e o controle de violações de direitos humanos.

Entre as medidas a serem adotadas estava a instalação, em até 180 dias, de equipamentos de GPS e de sistemas de gravação de áudio e vídeo nas viaturas policiais e nas fardas dos agentes de segurança – iniciativa que, já na época, estava prevista em lei estadual.

No mês passado, quando a morte de um miliciano desencadeou uma série de ataques a veículos, durante os quais criminosos incendiaram ao menos 35 ônibus na zona oeste do Rio de Janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, declarou que estender a decisão do STF para as forças de segurança federais era um “obstáculo momentaneamente intransponível” à atuação da Polícia Federal, da Força Nacional e da Força Nacional nas comunidades cariocas.

“Este é um obstáculo intransponível que não temos como atender, neste momento”, disse Dino, ao explicar que, devido a um questionamento do Ministério Público Federal (MPF), foi forçado a rever o plano de enviar a Força Nacional para auxiliar as polícias estaduais em ações nas favelas, concentrando a ação do efetivo da tropa federativa em áreas de competência federal.

Segundo Dino, a atual gestão federal está decidida a adquirir câmeras de vídeo para os uniformes policiais e só não o fez ainda porque o ministério ainda não decidiu qual tecnologia empregar. “Vamos comprá-las. Isso já está decidido desde o começo do governo. Uma missão nossa já foi à China, outra foi aos Estados Unidos, e fizemos, há cerca de 15 dias, uma reunião com todas as policias estaduais discutindo câmeras”, destacou Dino.

“Mas colocar a câmara no uniforme é a parte fácil do processo. O fundamental é saber para onde estas imagens irão? Quais os critérios normativos? Quais os critérios de análise destas imagens e, sobretudo, quais as ferramentas analisarão estas imagens? Porque, evidentemente, não há um policial [apto a analisar as imagens] para cada policial que está na rua. E se as filmagens ficarem em um arquivo morto, isso não fará nenhum sentido”, ponderou o ministro, defendendo uma resolução que se aplique a todo o país.

“Não posso pensar só nas nossas forças. Tenho que pensar de modo coordenado segundo a lógica do Sistema Único de Segurança Pública. As polícias estaduais estão sob autoridade dos governadores. Não adianta eu baixar uma portaria e dizer que a polícia estadual do Amapá vai cumpri-la, porque isso vai depender da decisão do governador”, finalizou o ministro.

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Trump se declara inocente de acusações em tribunal https://canalmynews.com.br/internacional/trump-se-declara-inocente-de-acusacoes-em-tribunal/ Wed, 05 Apr 2023 12:05:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36826 O ex-presidente dos EUA foi indiciado por subornar uma atriz pornô em meio às eleições

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O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou-se inocente, nesta terça-feira (04), de 34 acusações criminais pelas quais está sendo acusado.

Ele chegou ao tribunal de Manhattan, em Nova Iorque, para ser acusado formalmente por falsificação de registros comerciais. Na semana passada, Trump foi indiciado por subornar uma atriz de filmes pornográficos em meio às eleições presidenciais de 2016.

Ele se manifestou pelas redes sociais: “Indo para Lower Manhattan, o Tribunal. Parece tão SURREAL – UAU, eles vão ME PRENDER. Não acredito que isso está acontecendo na América.”, disse em postagens.

Donald Trump é o primeiro ex-presidente dos EUA a receber acusações criminais. Ele comandou os Estados Unidos de 2017 a 2021 e anunciou em novembro que tentará reconquistar a presidência em 2024. Trump é o candidato favorito para a indicação republicana.

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Pequeno grupo de apoiadores recebe Bolsonaro, canta o hino nacional e PM diz: “hoje não vai ter problema” https://canalmynews.com.br/politica/pequeno-grupo-de-apoiadores-recebe-bolsonaro-canta-o-hino-nacional-e-pm-diz-hoje-nao-vai-ter-problema/ Thu, 30 Mar 2023 15:13:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36727 O MyNews realizou a cobertura do desembarque do ex-presidente em Brasília e constatou a presença de apoiadores do ex-presidente nos arredores do aeroporto. Também houve registro de hostilização ao presidente Lula e a jornalistas

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Na manhã desta quinta-feira (30), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. O voo de Bolsonaro veio de Orlando, nos Estados Unidos, onde ele ficou durante três meses – após sair do Brasil dois dias antes de deixar a Presidência da República.

A expectativa dos apoiadores era de que o ex-presidente saísse pelo saguão de desembarque, mas devido aos processos de segurança da Polícia Federal, os agentes buscaram um caminho alternativo, o que deixou alguns bolsonaristas frustrados.

O sistema de segurança da Polícia Militar do Distrito Federal foi comandado pelo major Delatorres. “Começou à 0h de hoje. Já nos acessos ao aeroporto foram montados pontos de bloqueios. Então, as pessoas podem ficar seguras que hoje não vai ter problema”, disse Delatorres.

Ainda assim, haviam alguns apoiadores que chegaram antes mesmo do sol nascer na área de desembarque internacional do aeroporto. No local,  apertaram-se nas grades que delimitavam o espaço, com algumas bandeiras e cartazes de apoio a Bolsonaro. Além disso, cantaram o hino nacional e gritaram palavras de ordem. Na ocasião, jornalistas foram hostilizados.

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Segundo o jornalista Afonso Marangoni, correspondente do MyNews em Brasília, havia um volume pequeno de apoiadores e não forçaram nenhuma ação da polícia que estava no local. “Eles cantavam o hino nacional, gritavam “mito” e palavras de ordem contra o presidente Lula”, disse Marangoni.

Também houve registro de pessoas que se deslocaram de outros estados para Brasília para aguardar a chegada do ex-presidente. “Falei com alguns dos apoiadores. Conheci um casal que veio de Belo Horizonte até aqui só para ter a chance de conhecer Bolsonaro. Ou pessoas que são daqui de Brasília, mas dormiram no estacionamento para ficar mais perto do ex-presidente”, completou o jornalista.

Comunicado do partido
Em nota, a assessoria de comunicação do Partido Liberal (PL) disse que, do aeroporto, o ex-presidente seguiu para a sede do partido em Brasília, no Setor Hoteleiro Sul, onde foi recebido por Valdemar da Costa Neto, presidente do partido, pela ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, e o secretário de Relações Institucionais do PL, general Braga Neto. Ainda pela manhã, Bolsonaro falou em transmissão ao vivo pelas redes sociais sobre os ataques do dia 8 de janeiro.

Depoimento sobre as joias
Sobre o caso das joias e os presentes recebidos durante o mandato, o ex-presidente deve prestar depoimento na próxima quarta-feira (5). As investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral também investiga acusações feitas por Bolsonaro ao sistema de urnas eletrônicas.

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Bolsonaro retorna ao Brasil após três meses nos EUA e já tem depoimento marcado https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-retorna-ao-brasil-apos-tres-meses-nos-eua-e-ja-tem-depoimento-marcado/ Thu, 30 Mar 2023 12:35:30 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36715 O ex-presidente encontra-se, nesta manhã, reunido com aliados políticos na sede do PL

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou ao Brasil na manhã desta quinta-feira (30) após três meses nos Estados Unidos – para onde foi dois dias antes de encerrar o mandato.

O voo comercial chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 6h40 e, no saguão, o ex-presidente foi recebido por alguns apoiadores.

Um esquema especial de segurança pública foi montado para evitar aglomerações, tumultos e congestionamento de trânsito no Distrito Federal.

Bolsonaro já participa, nesta manhã, de um evento fechado junto ao PL, familiares e aliados. Na sua chegada ao local, o ex-presidente foi recepcionado pelo presidente do partido, Waldemar da Costa Neto, e por outros aliados políticos.

Bolsonaro deve prestar depoimento na próxima quarta-feira (5) para dar explicações sobre as joias e outros presentes recebidos durante o mandato. As investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União. O ex-presidente ainda é investigado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por acusações feitas contra o funcionamento do sistema de urnas eletrônicas.

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A farsa e a tragédia da guerra https://canalmynews.com.br/colunistas-convidados/a-farsa-e-a-tragedia-da-guerra/ Tue, 21 Mar 2023 14:07:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36484 A farsa, hoje totalmente admitida, foi construída para que parecesse que a guerra era inevitável, mais do que isso, necessária

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O título deste artigo é óbvio. Qual das guerras travadas pela humanidade não foi construída sobre uma farsa? Afinal, trata-se de um evento essencialmente elaborado para que homens matem outros homens, seus semelhantes. Qual das guerras não ajudou a instaurar tragédias? Homens são mortos, às vezes em números inimagináveis. Depois delas o processo de tentativa de reconstrução é, quase sempre, tão doloroso quanto o seu desenrolar.

Entretanto, quero me concentrar na conhecida frase do filósofo alemão Karl Marx (1818-1893): “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. Esta frase figura em uma de suas mais importantes obras: O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (São Paulo, Boitempo, 2011).
Há 20 anos, no dia 20/03/2003, estava em uma entrevista para o excelente jornalista Roberto Cabrini em uma emissora de TV, discutindo exatamente a possibilidade de uma guerra contra o Iraque. Já era noite avançada.

Quando estava saindo Cabrini me perguntou se acontecesse alguma coisa ele poderia me chamar, mesmo que fosse de madrugada. Eu concordei e me retirei. Quando cheguei em casa fui chamada para retornar: a Guerra do Iraque, com a invasão de seu território começara, mesmo sem o apoio da ONU. Assim, principalmente os EUA e a Inglaterra, através de seus próceres, respectivamente George Walker Bush e Tony Blair, deram início à farsa e à tragédia.

A farsa, hoje totalmente admitida, foi construída para que parecesse que a guerra era inevitável, mais do que isso, necessária. O Iraque, através de Saddam Hussein, possuiria armas de destruição em massa e seria, portanto, um perigo que precisava ser contido.

Os que viveram aqueles tempos hão de se lembrar do Secretário de Estado dos EUA, o respeitado – até aquela data – general reformado Colin Powell, em fevereiro de 2003, em um discurso na ONU, segurando um pequeno frasco em suas mãos – seria do tamanho usado para conter antraz – afirmando que o Iraque enganara os inspetores nucleares e as armas de destruição em massa existiriam. Farsa armada, construção do pretexto para a guerra. A guerra se desenrolou e as tais armas nunca foram encontradas. Não existiam, como cansara de afirmar o governo iraquiano.

O general teve tempo para se arrepender. Abandonou o partido republicano de Bush e, depois, apoiou Barak Obama. De nada adiantou, a tragédia já havia se instaurado.

As tropas estadunidenses só se retiraram do país em 2011 deixando um saldo de aproximadamente 200.000 mortos (cerca de 120.000 civis iraquianos) e muitas denúncias de atrocidades. São bastante conhecidas as denúncias de torturas de prisioneiros. As mais notórias foram as do presídio de Abu Ghraib, envolvendo abuso físico e sexual, tortura, estupro e assassinato.

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Tudo isso em nome da defesa da democracia. Além de proteger o mundo contra as armas de destruição em massa, os invasores também estariam livrando o povo do Iraque de um governo sanguinário e devolvendo o país à liberdade, detendo a opressão.

Depois de uma acirrada procura Saddam Hussein foi encontrado, preso, julgado e morto. Em frente às câmeras. A população mundial pode acompanhar sua morte, enforcado do mesmo modo como acompanhara as imagens de soldados americanos, quando da invasão, derrubando sua estátua em Bagdá.

Para acrescentar mais dramas a essa tragédia o país vivenciou, entre 2006 e 2008 uma guerra civil que opôs os três principais grupos do país: muçulmanos xiitas, muçulmanos sunitas e curdos. Além disso, entre 2014 e 2017, uma parte do território iraquiano foi ocupado pelo grupo do Estado Islâmico, com o corolário de violências conhecidas.
Eleições têm acontecido, mas sem que isso represente pacificação, desenvolvimento e, muito menos, melhoria das condições da população.

O riquíssimo país, um dos maiores produtores de petróleo, convive com a miséria e com o caos diário dos cortes de energia e das falhas no abastecimento.

20 anos depois é necessário que o mundo se debruce sobre essa tragédia sem fim. Ao lembrar essa data que nos afastemos, de uma vez por todas, das interferências externas em problemas internos. Se há uma solução para esses problemas somente a população local pode encontrá-la.

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Bolsonaro pode ser ouvido pela PF no exterior sobre inquérito dos atos golpistas https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-pode-ser-ouvido-pela-policia-federal-no-exterior-sobre-inquerito-dos-atos-golpistas/ Wed, 01 Mar 2023 12:41:39 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36161 Uma cooperação jurídica internacional seria necessária neste caso

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos desde dezembro do ano passado e sem previsão de retorno ao Brasil, pode ser obrigado a prestar depoimento até mesmo no exterior. A informação foi dada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante entrevista a jornalistas na tarde desta terça-feira (28).

Bolsonaro é investigado em diferentes inquéritos em andamento na Polícia Federal (PF), entre eles o que apura ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, e o que apura seu envolvimento como um dos possíveis autores intelectuais dos atos golpistas de 8 de janeiro.

“Há uma investigação em curso, e ele é um dos investigados formalmente e, é claro, que em algum momento ele vai ter que ser ouvido”, afirmou o ministro, após participar de evento no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Se ele não comparecer nos próximos meses, é claro que a Polícia Federal vai pedir providências. Pedir a quem? Ao Poder Judiciário, para que deflagre algum mecanismo de cooperação internacional, que é uma tendência que nós estamos defendendo. Não é algo adstrito a essa investigação”, acrescentou o ministro, em referência ao inquérito dos atos antidemocráticos.

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Segundo Dino, não há prazo para que uma medida como essa seja solicitada, e falou sobre a necessidade de “bom senso” por parte de Bolsonaro. “Nós esperamos que ele tenha”, salientou. “Não é algo que está colocado na ordem do dia, hoje ou amanhã, mas, no limite, seria possível alguma providência de cooperação jurídica internacional, uma carta rogatória, por exemplo, seria possível”, explicou.

Carta Rogatória é um instrumento jurídico para comunicação entre as Justiças de países diferentes. Quando há a necessidade de cumprimento de uma diligência do processo em outro país, incluindo, por exemplo, o depoimento de uma testemunha que está exterior, o governo envia uma Carta Rogatória para formalização do ato processual.

Civis e militares
O ministro da Justiça também comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de investigar e julgar tantos civis quantos militares suspeitos de envolvimento nos atos que resultaram na invasão da sede dos Três Poderes em 8 de janeiro. Com isso, agentes militares serão processados pela Justiça comum e não por tribunais militares.

“A decisão do [ministro do STF] Alexandre de Moraes vai na direção do que a Polícia Federal pediu, visando dar maior efetividade à investigação, na medida em que há o reconhecimento da conexão, ou seja, de que os fatos estão vinculados e que, por isso, o ideal é que a instrução e a investigação, tanto em relação a civis quanto a militares, se proceda de modo conjunto”, observou.

Na mesma decisão, Moraes também abriu investigação sobre a participação de membros das Forças Armadas e da Polícia Militar do Distrito Federal suspeitos de participação no movimento golpista. O ministro autorizou a abertura de processo do STF ao analisar um pedido da Polícia Federal para investigar a conduta de militares. Segundo a PF, existe a suspeita de participação e de omissão de militares do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e do Batalhão da Guarda Presidencial, baseada em depoimentos de policiais militares ouvidos pela quinta fase da Operação Lesa Pátria.

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Enviado dos EUA discute mudanças climáticas com autoridades do Brasil https://canalmynews.com.br/internacional/enviado-dos-eua-discute-mudancas-climaticas-com-autoridades-do-brasil/ Mon, 27 Feb 2023 12:23:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36135 Em Brasília, John Kerry retoma agenda proposta por Lula e Biden

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O assessor especial da Presidência dos Estados Unidos para o Clima, John Kerry, chegou a Brasília neste domingo (26). De acordo com a embaixada norte-americana no Brasil, a vinda dele confirma que a questão do clima e do meio ambiente é prioridade na relação bilateral entre os países.

Em nota, a embaixada destacou que a visita “vai dar continuidade ao Grupo de Trabalho de Mudanças Climáticas Brasil-EUA que os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, relançaram durante a reunião de 10 de fevereiro”, em Washington (EUA).

Na manhã desta segunda-feira (27), John Kerry tem reunião no Palácio do Itamaraty, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília, com a ministra do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A ministra substituta do MRE, Maria Laura da Rocha, também participa da agenda.

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Na pauta do encontro sobre a colaboração entre os países na mitigação das mudanças climáticas, estão previstas discussões sobre combate e reversão do desmatamento, aceleração na transição para a energia limpa e fortalecimento da bioeconomia e sustentabilidade.

O assessor norte-americano permanece no Brasil até terça-feira (28) e terá encontros com representantes do Congresso Nacional e com líderes da sociedade civil.

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Presidente Lula chega aos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/politica/presidente-lula-chega-aos-estados-unidos/ Fri, 10 Feb 2023 12:28:48 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35850 Chefe de Estado brasileiro vai se encontrar com o presidente estadunidense, Joe Biden

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva e da comitiva presidencial, chegou no início da noite desta quinta-feira (9) a Washington na primeira viagem do chefe de Estado do Brasil aos Estados Unidos. Lula vai se encontrar nesta sexta-feira (10) à tarde com o presidente dos EUA, Joe Biden.

A viagem marca a retomada das relações entre os dois países, que em 2024 vão completar 200 anos de diplomacia.

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Lula viaja nesta quinta para encontro com Joe Biden nos Estados Unidos

Antes do encontro com Biden, Lula também deve se encontrar com o senador democrata Bernie Sanders e com representantes da Federação Americana de Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO).

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a pauta do encontro com Biden terá três temas centrais: democracia, direitos humanos e meio ambiente. Os dois presidentes devem discutir como os dois países podem continuar trabalhando juntos para promover a inclusão e os valores democráticos na região e no mundo.

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Lula viaja nesta quinta para encontro com Joe Biden nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/politica/lula-viaja-nesta-quinta-para-encontro-com-joe-biden-nos-estados-unidos/ Thu, 09 Feb 2023 14:08:58 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35848 Presidente brasileiro será recebido na Casa Branca na sexta-feira

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a Washington, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (9), para sua primeira visita ao país após voltar à Presidência da República. O petista embarcou acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente), Anielle Franco (Igualdade Racial), do Assessor Especial embaixador Celso Amorim, do secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Econômico e Comércio, Marcio Elias Rosa, e do senador Jaques Wagner. Eles serão recebidos pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na Casa Branca, na sexta-feira (10).

A visita do presidente aos Estados Unidos, logo no início de seu mandato e a convite do presidente Biden, marca a retomada das relações entre os dois países, que em 2024 vão completar 200 anos de diplomacia. O encontro acontece em meio às tensões e desafios ligados à radicalização política e ao discurso de ódio no espaço virtual enfrentados de maneira semelhante pelos dois países.

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De acordo com o Palácio do Planalto, também estará no centro da agenda “a reativação do compromisso brasileiro com a conservação ambiental e a busca de um maior engajamento dos países desenvolvidos no cumprimento de seus compromissos de financiamento na área climática”.

Já na esfera econômica, “busca-se a dinamização de investimentos, em particular na transição energética e geração de energia limpa, e uma maior integração das cadeias produtivas. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil e principal destino de nossas exportações de produtos industrializados”.

Por fim, o Planalto acentuou que uma atenção especial será dada ao impulsionamento da agenda de direitos humanos, em particular em temas como o combate a fome e à pobreza em âmbito global, os direitos dos povos indígenas e o combate ao racismo, além da integração dos dois milhões de brasileiros que vivem nos Estados Unidos, nossa maior comunidade no exterior.

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Nasa descobre planeta localizado em zona habitável https://canalmynews.com.br/internacional/nasa-descobre-planeta-localizado-em-zona-habitavel/ Sat, 14 Jan 2023 19:02:24 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35422 É o segundo encontrado na mesma região espacial

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A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou a descoberta de um planeta com boas possibilidades de ser habitável. O TOI 700e foi localizado pelo satélite Transiting Exoplanet Survey (TESS) em uma área classificada como “zona habitável”, termo usado para regiões espaciais que reúnem condições de ter, em sua crosta, água no estado líquido.

A descoberta foi anunciada nesta semana pelo pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa Emily Gilbert, durante a 241ª reunião da American Astronomical Society, em Seattle, nos Estados Unidos.

Usando dados do TESS, os cientistas identificaram o planeta como “um mundo do tamanho da Terra, orbitando dentro da zona habitável de sua estrela”. Segundo a Nasa, o TOI 700e tem 95% do tamanho da Terra; provavelmente é rochoso; e leva 28 dias para orbitar a “pequena e fria estrela anã” TOI 700, localizada no centro do sistema, a cerca de 100 anos-luz, na constelação austral de Dorado.

Os astrônomos já haviam descoberto três planetas no mesmo sistema, chamados TOI 700 “b”, “c” e “d” – este último, a exemplo do “TOI 700e”, também está localizado na zona habitável. Ele foi descoberto em 2020 e tem aproximadamente o tamanho da Terra.

Segundo a Nasa, foi necessário um ano adicional de observações para o TESS concluir que há um segundo planeta nesta mesma zona habitável.

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Visita de Pelosi a Taiwan e morte do líder da Al Qaeda são destaques no noticiário internacional https://canalmynews.com.br/internacional/nancy-pelosi-a-taiwan-e-a-morte-do-lider-da-al-qaeda/ Wed, 03 Aug 2022 18:50:37 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32459 Alexandre Uehara, professor de Relações Internacionais, comenta no Almoço do MyNews os prinicipais fatos geopolíticos desta primeira semana de agosto

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Dois fatos importantes marcaram a geopolítica nesta primeira semana de agosto: a visita de Nancy Pelosi a Taiwan e a morte do líder da Al Qaeda. O professor de Relações Internacionais Alexandre Uehara esteve no Almoço do MyNews e conversou com a jornalista Myriam Clark sobre esses dois episódios.

A morte do líder da AlQaeda, ele diz, mostra que o tema do terrorismo e da segurança norte-americana ainda é importante, apesar de ter ficado em segundo plano no noticiário devido à Pandemia. “O atentado de 11 de setembro de 2001 marcou de fato não só os Estados Unidos, mas as relações internacionais como um todo”, diz o professor. E essa perseguição à Al Qaeda e seus líderes mostra o temor que ainda existe em relação ao terrorismo, segundo ele.

Sobre a visita de Nancy Pelosi a Taiwan, Uehara, diz que tem algumas questões importantes a ser considerada. “Ela é do partido Democrata e tem uma postura contra a China por tudo o que o país representa”, diz ele. A falta de democracia na China é uma constante no discurso político de Pelosi. Outra questão, diz o professor , é que Taiwan tem sofrido ameaças há algum tempo em relação à China de uma anexação. “Na verdade a China já considera que Taiwan é território chinês então para a China não há nenhuma discussão em relação a isso”, diz ele. Do lado norte-americano existe a percepção de que há um governo com autonomia em Taiwan, apesar de não ser reconhecido diplomaticamente. “A Nancy Pelosi então está buscando dar este suporte, registrar que os EUA continua aliado a Taiwan e que vai defender Taiwan, a democracia e a autonomia de Taiwan”, explica.

Uehara explica que a relação da China, Taiwan e EUA é uma relação bastante complexa. Logo depois do final da Segunda Guerra Mundial a China passou por um conflito interno, uma guerra civil entre comunistas e capitalistas. Nesse conflito, Mao Tsé-Tung acabou saindo vitorioso e Chiang Kai-Shek, que era o presidente do governo Nacional da República da China, fugiu da China continental e se exilou em Taiwan, juntamente com o governo.

Durante algum tempo até a década de 70, Taiwan era reconhecido, inclusive com assento na ONU, como o país que representava a China. Porém, os EUA já no período de Guerra Fria achou por bem se aproximar da China para tentar fragmentar o bloco comunista. Ao trazer a China para sua linha de influência, os EUA passaram a reconhecer Pequim como representante internacionalmente da China.  “Os EUA continuaram comprometidos com Taiwan em defesa da sua autonomia, mas reconhecendo Pequim como governo chinês”, explica Uehara.

 

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IBGE: termina hoje prazo de inscrição em concurso de recenseador https://canalmynews.com.br/brasil/ibge-termina-hoje-prazo-de-inscricao-em-concurso-de-recenseador/ Wed, 03 Aug 2022 15:28:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32451 Inscrição presencial para 15 mil vagas vai até 17h

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As inscrições para o concurso complementar que selecionará 15 mil recenseadores se encerram hoje (3). O objetivo deste novo processo seletivo é contratar profissionais para vagas não preenchidas em vários municípios brasileiros.

inscrição está sendo feita presencialmente, até as 17h, nos postos do IBGE, listados no anexo I do edital do concurso. A seleção será feita por meio da análise de títulos acadêmicos, conforme previsto no edital.

Os recenseadores são os profissionais que estão visitando domicílios para as entrevistas do Censo 2022, que começou nesta segunda-feira (1º). O trabalho é temporário e tem duração prevista de três meses, prazo que pode ser prorrogado caso haja necessidade.

A carga horária mínima semanal é de 25 horas. A remuneração é variável, de acordo com a produção do profissional, calculada por setor censitário, de unidades recenseadas (domicílios urbanos e/ou rurais), tipo de questionário (básico ou amostra), pessoas recenseadas e registro no controle da coleta de dados.

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EUA planeja redução do balanço patrimonial e considera acelerar alta dos juros https://canalmynews.com.br/economia/eua-planeja-reducao-do-balanco-patrimonial-e-considera-acelerar-alta-dos-juros/ Wed, 06 Apr 2022 22:53:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27321 Movimentações para mitigar os efeitos da inflação foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Banco Central estadunidense. Alta generalizada dos preços é a maior dos últimos 40 anos no país.

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Os membros do Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, concordaram em diminuir em US$ 60 bilhões a participação da autoridade monetária em Treasuries (títulos públicos), além de retirar US$ 35 bilhões em títulos lastreados em hipotecas (MBS). O planejamento inicial de redução do balanço patrimonial é para um período de três meses “ou ligeiramente maior”, de acordo com a ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto do Banco Central americano (Fomc) de 15 a 16 de março divulgada nesta quarta-feira (6) – os participantes também “concordaram no geral” que, estando a redução “bem encaminhada”, será apropriado considerar as vendas diretas de MBS.

A decisão acontece para evitar o encolhimento passivo, que ocorreria apenas quando os pagamentos das hipotecas fossem feitos, fator que levaria ao declínio mensal no estoque desses títulos “sob o teto mensal proposto”, permanecendo como “uma parcela considerável dos ativos do Federal Reserve por muitos anos”.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. Foto: AgnosticPreachersKid (Commons)

O Fed instaurou um programa de compra de títulos em 2020, visando mitigar o impacto econômico decorrente da pandemia, fenômeno que aumentou seu balanço. Atualmente, o Banco Central detém cerca de US$ 8,5 trilhões em Treasuries e MBS.

Fora essa operação, nenhuma decisão final foi tomada. No entanto, as autoridades relataram que fizeram “progressos substanciais” e poderiam “começar o processo de redução do tamanho do balanço patrimonial logo após a conclusão da reunião de política de 3 a 4 de maio”.

Alta dos juros

A ata indicou que grande parte dos dirigentes consideram uma possível alta de 0,5 ponto percentual nos juros já nas próximas reuniões, “principalmente se as pressões inflacionárias permanecerem elevadas ou intensificadas”.

Após a alta de 0,25 ponto na reunião de março, uma eventual aceleração da taxa básica vem ganhando força no mercado em meio à persistência da inflação (a maior dos últimos 40 anos).

“Muitos participantes observaram que – com a inflação bem acima do objetivo do Comitê, riscos inflacionários para cima e a taxa básica bem abaixo das estimativas de seu nível de longo prazo – eles teriam preferido um aumento de 50 pontos base (ou 0,5 ponto) no intervalo da meta”, informou o texto.

“Todos os participantes indicaram seu forte compromisso e determinação em tomar as medidas necessárias para restaurar a estabilidade de preços. […] Os integrantes do comitê julgaram que seria apropriado mudar rapidamente a postura da política monetária para uma postura neutra. Eles também observaram que, dependendo dos desenvolvimentos econômicos e financeiros, uma mudança para uma postura mais rígida poderia ser justificada”, complementou.

Além disso, os integrantes do Fed reconhecem que o conflito no Leste Europeu está causando dificuldades humanas e financeiras, e apontam que as implicações da guerra para a economia dos EUA ainda são muito incertas. Assim, no curto prazo, a melhor decisão é esperar os desdobramentos e compreender que o evento criou uma pressão adicional sobre a inflação.

Na última terça-feira (5), Lael Brainard, indicada pelo presidente dos EUA Joe Biden para ocupar a vice-presidência do Banco Central, disse em entrevista que “é fundamental baixar a inflação”, e que o Fed vai apertar “metodicamente” a política monetária.

“[A inflação] é tão prejudicial para as pessoas quanto estarem desempregadas. Aumentar os juros é necessário para garantir que as pessoas possam ir dormir à noite sem temerem que os preços estejam muito mais altos quando acordarem no dia seguinte”, finalizou Brainard.

 

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As operações adotadas pelo Fed e seus impactos no mercado brasileiro foram pautas do MyNews Investe desta quarta-feira. Confira:

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FED aumenta juros para combater inflação mais alta dos últimos 40 anos https://canalmynews.com.br/economia/fed-aumenta-juros-para-combater-inflacao-mais-alta-dos-ultimos-40-anos/ Thu, 17 Mar 2022 23:39:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26689 Autoridade monetária aumenta juros em 0,25 ponto percentual. Economia norte-americana está fortalecida e opera em patamares pré-pandemia.

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O Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, decidiu elevar os juros nacionais em 0,25 ponto percentual, para um intervalo entre 0,25% e 0,50% ao ano, finalizando a política monetária de enfrentamento à desaceleração econômica ocasionada pela pandemia.

A autoridade compreende, agora, as incertezas ocasionadas pelo conflito no Leste Europeu, fator de “pressão ascendente adicional sobre a inflação”, e se volta à necessidade de apertar o acesso ao crédito, visando o combate à alta generalizada dos preços (a mais alta dos últimos 40 anos).

O Fed projetou que, até o final do ano, a taxa básica deva se estabelecer no intervalo entre 1,75% e 2,00%, encarecendo os custos de empréstimos no país.

Histórico da oscilação dos juros nos EUA com indicadores de recessão.

Histórico da oscilação dos juros nos EUA com indicadores de recessão. Foto: Reprodução (MyNews)

O mercado financeiro reagiu positivamente à alta, avaliando que o Comitê Monetário mantém a cautela de evitar movimentações inesperados durante o processo de retirada dos estímulos financeiros (empregados a fim de reduzir os impactos causados pela crise sanitária).

Apesar da pressão, os EUA mostraram ter confiança em sua economia domésticas, apesar da conjuntura de incertezas. Jerome Powell, presidente do Banco Central norte-americano, afirmou não ver um risco elevado do país entrará em recessão “com a previsão de aumento da taxa de juros apresentada”. “A economia norte-americana é forte o suficiente para suportar esse aperto”, complementou.

Segundo o dirigente, três fenômenos aferidos na economia ianque garantem esse parecer: mercado de trabalho sólido; nível de poupança elevado; e um Banco Central com balanço forte.

Quanto à guerra entre Rússia e Ucrânia, Powell explicou que “deve haver algum efeito disso no PIB [Produto Interno Bruto] e também na inflação, que já está muito alta nos Estados Unidos, mas nada capaz de frear nosso plano de aumentar a taxa de juros neste ano”.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. Foto: AgnosticPreachersKid (Commons)

Luciano Costa, economista-chefe da Kilima Asset, explica que o Banco Central estadunidense acertou em mexer nos juros, tendo em vista que a esfera econômica doméstica está bem-organizada: “O Fed está inserido em cenário muito claro de uma economia que já atingiu o pleno emprego – a taxa de desemprego está abaixo dos 4%. Todos os indicadores sinalizam o quão aquecido está o mercado de trabalho, os próprios salários estão subindo em um ritmo de 5% a 6% ao ano, que vão virar os aumentos de custo. […] Fica muito claro que o Fed não precisa mais estimular a economia, que já retornou a patamares pré-pandemia”.

Quanto à possibilidade de os juros norte-americanos tirarem a liquidez do mercado de ações brasileiro e elevar as taxas de câmbio, Leo Kalim, Co-fundador e CFO da plataforma de gestão de investimentos Gorila, elucida que “quando olhamos para fluxos de moedas, o diferencial de juros é um fator muito importante. Hoje em dia o Brasil está tão descolado, com um spread de juros tão importante, que essas altas que vão acontecer nos EUA não vão ser muito relevantes para que esse diferencial de juros seja muito comprimido – ainda mais quando o Fed deixa tudo muito bem-sinalizado. Assim, acredito que essa movimentação não tende a ser uma detratora muito grande para o fluxo de investimento no Brasil”.

 

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A alta dos juros nos EUA e os impactos nos mercados financeiros foi pauta do programa MyNews Investe desta quinta-feira (17):

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Operando em queda, dólar rompe a barreira dos R$ 5,00 https://canalmynews.com.br/economia/operando-em-queda-dolar-rompe-a-barreira-dos-r-500/ Wed, 09 Mar 2022 23:08:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26326 Cenário macroeconômico deve fazer com que Banco Central norte-americano suba os juros acima das expectativas. Valorização das commodities impulsiona mercado brasileiro.

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A conflito no Leste Europeu já traz desdobramentos concretos à economia global. O maior deles diz respeito à principal matriz energética: nesta terça-feira (8), o barril do petróleo Brent, referência para o comércio mundial da commodity, chegou a romper os US$ 130, indo às máximas desde 2008.

As consequências, no entanto, não param por aí: a guerra entre Rússia e Ucrânia deve provocar uma inesperada revisão nos planos do Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) para os juros e desvalorizar ainda mais o dólar ante o real.

Diversos bancos e casas de análise já falam que o Fed, além de subir os juros norte-americanos na próxima reunião, em março, como já era esperado, irá impor cinco ou mais altas ao longo de 2022. E quanto ao câmbio, há projeções em que a moeda estadunidense, à vista, poderá cair ainda mais, atingido o patamar de R$ 4,80.

Variação do dólar em 2022.

Variação do dólar em 2022. Foto: Reprodução (MyNews)

Nesta quarta-feira (9), por um breve momento no pregão, os investidores brasileiros presenciaram um fato que não era visto desde julho de 2021: o dólar furou a bolha dos R$ 5,00 e atingiu a mínima do dia, registrando R$ 4,98 por volta das 11h – por fim, a variação foi de -0,84%, com a moeda cotada em R$ 5,01.

A operação em queda aconteceu em um dia marcado pela recuperação nos mercados externos após o tombo de terça, dia em que os EUA e o Reino Unido confirmaram a proibição da importação de petróleo e derivados provenientes da Rússia.

Mercado doméstico

De fevereiro para cá, o cenário não sofreu grandes alterações. A entrada de fluxo estrangeiros no mercado brasileiro e o panorama macroeconômico permanecem praticamente os mesmos, ainda favorecendo a queda do dólar.

A escalada do conflito, entretanto, beneficiou moedas de países exportadores de petróleo, metais, milho e trigo – entre outras commodities –, uma vez que os temores de interrupção das ofertas desses itens capitais impulsionaram os preços a máximas em vários anos.

Assim, apesar das oscilações provocadas pela guerra, desde dezembro do ano passado há um movimento de valorização da moeda brasileira, caracterizado por:

  • Ações baratas na Bolsa;
  • Real desvalorizado em relação ao dólar;
  • Taxa de juros alta (que vem atraindo investidores estrangeiros ao mercado financeiro doméstico).

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Aumento no fluxo estrangeiro mantém bolsa brasileira em alta https://canalmynews.com.br/economia/aumento-no-fluxo-estrangeiro-mantem-bolsa-brasileira-em-alta/ Fri, 18 Feb 2022 00:30:11 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24119 No início de 2022, aportes internacionais cravam a segunda melhor marca mensal da categoria nos últimos 10 anos. Movimentação impulsionou Ibovespa e ocasionou queda do dólar

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Em janeiro, o mercado financeiro brasileiro se surpreendeu positivamente: os investidores estrangeiros gastaram R$ 32,5 bilhões em compras de ações na nossa Bolsa, a B3, ocasionando o maior saldo mensal de capital externo dos últimos 12 meses. Tamanho fluxo impulsionou o Ibovespa a fechar o período no azul, anotando uma alta de 6,9%.

Neste ano, o superávit dos aportes internacionais feitos por investidores estrangeiros já ultrapassa a casa dos R$ 47,3 bilhões, segundo dados fornecidos pela B3. O resultado é 74% maior do que o volume acumulado de janeiro e fevereiro do ano passado, e representa a segunda melhor marca mensal da categoria nos últimos 10 anos. Além disso, o grupo completou 4 meses consecutivos de saldos positivos.

Fluxo estrangeiro mensal na B3.

Fluxo estrangeiro mensal na B3. Foto: Reprodução (MyNews)

Pode-se afirmar, então, que o fluxo estrangeiro tem sido o principal impulsionador dos ativos brasileiros em 2022, contribuindo até mesmo para um movimento expressivo de queda no dólar.

Esse movimento é explicado pelo fenômeno de alta na procura, por parte do investidor estrangeiro, por ações de “valor” (como é o caso das commodities e instituições financeiras), ao passo em que há uma desvalorização dos papéis de “crescimento” nos Estados Unidos (exemplificado pelas companhias de tecnologia), devido à iminente alteração na política taxa básica de juros estadunidense.

Frederico Padilha, economista e CPO da plataforma de gestão de investimento Gorila, explica que a conjuntura favoreceu o mercado doméstico do brasil, uma vez que, enquanto bancos centrais em todo o mundo ajustam suas taxas de juros para enfrentar uma inflação global gerada pela desorganização das cadeias de suprimentos durante a pandemia, investidores trocam ativos em suas carteiras numa tentativa de amenizar prejuízos e lucrar com oportunidades.

“Os investidores, procurando balancear a carteira para o ano, enxergaram nos países emergentes oportunidades em ativos fora do dólar, e o Brasil, com os juros subindo e o ‘Cap & Trade’ voltando, estava bem atrativo”, elucidou Padilha.

Contudo, o Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) já sinalizou que irá mexer na política monetária, fazendo com que os títulos prefixados do país se tornem mais lucrativos. “Caso haja um surto inflacionário muito alto, que obrigue o Federal Reserve a “agir de forma muito mais enérgica, aí certamente todos os mercados emergentes – e o Brasil é um deles – vão acabar sofrendo bastante”, complementou o economista.

 

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A entrevista completa com Frederico Padilha você assiste no MyNews Investe desta quinta-feira (17):

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Setor tech entra em queda nos EUA após ‘boom’ na pandemia https://canalmynews.com.br/economia/setor-tech-entra-em-queda-nos-eua-apos-boom-na-pandemia/ Thu, 10 Feb 2022 23:23:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23655 Ações de companhias de tecnologia foram as mais negociadas durante o auge da crise sanitária. No entanto, em janeiro de 2022 esses papéis foram os mais evitados pelos investidores

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Setor tech: Aclamadas durante o auge da pandemia, as ações de tecnologia foram as mais evitadas no início de 2022. A principal razão está na percepção dos investidores quanto ao fluxo de aumento de juros imposto por boa parte dos Banco Centrais ao redor do mundo, movimentação entendida como um dos principais riscos para os mercados.

Uma pesquisa realizada pelo Bank of America em janeiro mostrou que os mais robustos gestores de fundos reduziram suas posições overweight (aquelas com visão acima da média do mercado) para os níveis mais baixos desde dezembro de 2008, ano da crise econômica global.

Já um estudo conduzido pelo Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha, apontou que a imensa maioria dos entrevistados acredita que os papéis de tecnologia dos Estados Unidos estão em “território de bolha”, uma vez que os investidores permaneceram mais pessimistas frente aos movimentos agressivos de política monetária e rendimentos mais altos.

“A inflação acima do esperado continua a ser o motor predominante desses temores baixistas, mas sua contraparte, um Federal Reserve mais agressivo, atraiu muito mais preocupação dos entrevistados”, justificou a instituição alemã.

Setor tech tem queda nos EUA após boom na pandemia

Setor tech tem queda nos EUA após boom na pandemia. Foto: Reprodução (bfishadow/Flickr)

As empresas de tecnologia têm como característica necessitarem de níveis elevados de investimentos, para ganharem escala e participação de mercado. No entanto, em resposta à probabilidade de mais aumentos de juros neste ano, os investidores aumentaram suas posições em ações de bancos, commodities e indústrias, setores cíclicos que tendem a se beneficiar de taxas mais altas.

No acumulado de 2022, até o dia 27 de janeiro, a Bolsa americana Nasdaq, conhecida pela alta concentração de ações de tecnologia, recuava quase 15%. Só na terceira semana do mês a desvalorização foi de 7,5%, a maior para o intervalo desde o início da pandemia, em março de 2020.

Ulysses Reis, professor na Strong Business School, explica que o aceno para o aumento dos juros nos EUA é apenas uma das razões para o tombo. “O Fed estava com juros baixos, estava muito fácil para as empresas de tecnologia pegarem investimentos. […] Com o aumento da taxa de juros, essa tomada de crédito já não se torna tão interessante, e a economia começa a se reequilibrar”, falou.

“A pandemia fez com que toda a estrutura econômica de trabalho mudasse, as pessoas foram para o home office e houve muito investimento nessa área – tanto que ainda hoje temos a falta de chips e semicondutores, por exemplo, que foram desviados para a produção de computadores, notebooks, smartphones etc. Houve uma demanda muito forte sobre o setor tech, era muito fácil ganhar dinheiro nessa área… Hoje, a situação já começou a inverter”, complementou Reis.

Dessa maneira, a atual conjuntura do setor pode ser compreendida também como um regresso à normalidade, como era verificado no mercado pré-pandemia.

 

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Projeções para o setor tech, orientações de investimentos e a entrevista completa com o professor Ulysses Reis você confere no MyNews Investe desta quinta-feira:

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Conflito entre Rússia e Ucrânia pode impactar cadeia produtiva mundial https://canalmynews.com.br/economia/conflito-no-leste-europeu-pode-impactar-cadeia-produtiva-mundial/ Tue, 25 Jan 2022 22:21:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23211 A escalada de tensão no Leste Europeu projeta uma conjuntura de impacto direto na economia europeia, com futuros reflexos até mesmo no setor agro brasileiro

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O Exército russo está se preparando um conflito no Leste Europeu? Essa é a pergunta que está mexendo com o ânimo dos mercados internacionais nos últimos dias. Caso o embate venha à tona, a Europa seria a primeira a ser fortemente impactada, uma vez que é do território russo, e passando pelo ucraniano, que sai uma das principais fontes de abastecimento de gás do continente – vale ressaltar que esse cenário está se desenrolando em pleno inverno europeu, quando a demanda pelo gás é muito maior.

Como a Rússia é um dos maiores produtores de petróleo e gás do mundo, pode-se esperar uma disparada generalizada dos combustíveis. O barril do petróleo, hoje negociado próximo a US$ 90, deve ultrapassar US$ 100 na medida em que as tensões vão subindo. Por consequência, o frete, os alimentos e praticamente todos os produtos – industrializados ou não – serão afetados. Além da inflação, a já desorganizada cadeia de suprimentos também será impactada.

Últimas atualizações das movimentações no Leste Europeu.

Últimas atualizações das movimentações no Leste Europeu. Foto: Reprodução (MyNews)

Quanto ao Brasil, o reflexo de uma provável disparada dos preços não seria motivo de tanta preocupação caso o real não estivesse tão depreciado frente à moeda estadunidense. Como a inflação ultrapassa os dois dígitos e os juros estão em trajetória de alta, há pouca margem de manobra para amortecer o aumento repentino dos preços.

Fomentando essa crítica conjuntura, há também o fato de que a Rússia é uma das principais fabricantes mundiais de fertilizantes fosfatados, produtos amplamente utilizados pelos setores agrícolas brasileiros. Para se ter uma ideia, as importações de produtos e insumos russos totalizaram, em 2021, US$ 5,7 bilhões, dos quais a compra de adubos ou fertilizantes químicos representaram 62% das importações, segundo dados do Ministério da Economia.

Por outro lado, no acumulado do ano passado, as vendas de produtos brasileiros à Rússia totalizaram US$ 1,6 bilhão (dos quais a soja brasileira representa 22% do valor exportado).

Certamente, um conflito armado no Leste Europeu provocará uma enorme perturbação nas cadeias produtivas mundiais, fazendo com que a recuperação econômica no pós-pandemia seja ainda mais complexa.

 

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Criptomoedas: mercado digital, riscos e oportunidades de investimentos https://canalmynews.com.br/mynews-investe/criptomoedas-mercado-digital-riscos-e-oportunidades-de-investimentos/ Fri, 21 Jan 2022 17:39:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23152 Há mais de 12 anos no mercado, as moedas digitais extrapolaram o universo online e se sustentam como uma interessante alternativa de investimento

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Talvez você não tenha se dado conta, mas já se vão mais de 12 anos desde que as criptomoedas estão por aí, encabeçadas pelo Bitcoin. Entre os que amam e os que odeiam essa alternativa de investimentos e até de compras em alguns países, as criptomoedas vêm se sustentando e passando pela prova do tempo como algo que realmente veio pra ficar.

Atualmente, há um valor de mercado nas moedas digitais próximo a US$ 2,1 trilhões, envolvendo cerca de 15 mil criptoativos. As operações com moedas digitais, particularmente os Bitcoins, aumentaram de forma exponencial nos últimos 12 meses. Nos EUA, dezenas de bilhões de dólares circulam praticamente livres pela criptoesfera, onde atua o blockchain, uma espécie de livro contábil compartilhado e imutável que facilita o processo de registro de transações bem como o rastreamento de ativos em criptos.

Mas o “mundo cripto” já existia muito antes de se tornar conhecido. Com avanço tecnológico, as moedas digitais se tornaram realidade no mundo globalizado que vivemos. A ideia de não ter mais intermediários nas negociações, principalmente governamentais, como no sistema tradicional, alimentou muitos os fãs da tecnologia, porém era algo ainda restrito a pessoas que tinham, além de acesso, conhecimento sobre esse mundo. Com o passar dos anos e a popularização da internet, a distância entre aquele mundo, frequentado apenas por nerds e distante do cidadão comum, vem diminuindo.

Alexandro Piske, especialista no mercado financeiro e um dos responsáveis pelo Cryptogroup

Alexandro Piske, especialista no mercado financeiro e um dos responsáveis pelo Cryptogroup. Foto: Reprodução (Arquivo)

Colaborou muito para isso o interesse dos Estados Unidos pelas criptomoedas. A maior economia do mundo estimulou a aceitação das moedas digitais em grandes países, em vez de tentar combater. O que era visto por muitos como uma terra sem lei, é hoje aceito em todo o mundo e já faz parte e influencia a vida de bilhões de pessoas.

Até mesmo ao investidor comum, que pouco conhece esse mercado, hoje há opções de investimento em criptomoedas no Brasil, desde fundos até alternativas em instituições financeiras e grupos de investidores independentes.

Mas há riscos que precisam ser considerados pelos investidores. Entrar para esse mundo hoje exige cuidados, além de conhecer as características das moedas digitais, evitando fraudes ou perdas inesperadas. O mercado de criptomoedas é extremamente volátil, como a renda variável tradicional.

Com pouco mais de 12 anos em vigor, ainda se discute a regulamentação do ecossistema, o que dá margem a golpes. Importante sempre buscar instituições conhecidas que oferecem esses investimentos.

Por outro lado, há algumas vantagens importantes, como a oportunidade de internacionalizar a carteira de investimentos, pois o mercado de cripto ocorre em dólar. Além disso, em relação ao patrimônio acionário global, o mercado de criptos ainda tem bom potencial de crescimento.

O sistema financeiro tradicional e o mundo cripto coexistem atualmente de forma independente, mas são cada vez mais parte um do outro. A maior prova de que os nerds estavam certos (talvez não pela extinção do mundo analógico, mas sim pela disrupção tecnológica) é justamente a crescente aceitação de fundos, gestores e grandes instituições frente principalmente ao Bitcoin. Portanto, é bom o investidor estar preparado para um futuro cada vez mais dominado pelas moedas digitais.

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Quem é Alexandro Piske?

Alexandro Piske é especialista no mercado financeiro e um dos responsáveis pelo Cryptogroup, lançado pelo grupo SST, que reúne mais de 100 mil investidores independentes.

 

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Investimento em propriedades multifamily nos EUA é objetivo do Fundo IV, da CONTI Capital https://canalmynews.com.br/mynews-investe/investimento-propriedades-multifamily-eua-objetivo-fundo-iv-conti-capital/ Thu, 25 Nov 2021 20:04:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/investimento-propriedades-multifamily-eua-objetivo-fundo-iv-conti-capital/ A categoria de investimentos em propriedades multifamily existe há mais de 100 anos e conta com diversas unidades em uma só escritura, com objetivo de alugar

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Fundada em 2008, no Texas, a CONTI Capital é uma companhia especializada em investimentos imobiliários nos Estados Unidos e acumula mais de USD 1 bilhão sob gestão captados por meio de três fundos e investidores em mais de 15 países, incluindo o Brasil. E para atender os investidores brasileiros, a gestora conta com um time em São Paulo, além dos escritórios em Dallas e Miami, nos EUA.

Somos especialistas em investimentos em propriedades multifamily – categoria de moradia existente há mais de 100 anos e que conta com diversas unidades em uma só escritura, todas voltadas ao aluguel, e temos em nosso portfólio mais de 25 propriedades baseadas no Texas, totalizando mais de 8 mil apartamentos. Desde a fundação da gestora, nossos investimentos tiveram um retorno anualizado de 17,2%.

Com vasta experiência na indústria imobiliária, forte cultura empresarial e uma busca incansável por resultados, a CONTI Capital foi incluída no prestigiado ranking Inc.5000 2021, que contempla as 5 mil empresas de crescimento acelerado e track record comprovados nos EUA.

Mirando em investidores qualificados, profissionais, family offices, wealth managers e fundos institucionais, lançamos em setembro deste ano, o nosso quarto fundo privado: o Fundo IV. Diferente dos outros, a captação de US$ 150 milhões será também para a incorporação de novas propriedades que contemplam apartamentos ou propriedades single-family para locação. Estimamos que o retorno anualizado seja de 10% a 14% e o prazo de duração do fundo será de quatro a cinco anos.

Nossa tese de investimento é alinhada com estimativas baseadas em dados do Census e Apartment List Calculations, dos EUA, que afirma que um em cada quatro locatários gastam 50% ou mais de sua renda com locação de residências e apartamentos.

Outras tendências identificadas no mercado norte-americano são o declínio da aquisição da casa própria, escassez de moradia e crescimento constante da demanda por moradias de aluguel, sendo que desde 2010 o número de locatários nos EUA cresceu à razão de 800 mil pessoas por ano, com expectativa de uma demanda para a construção de mais 4,2 milhões de apartamentos até 2030.

Ao mesmo tempo, estamos com um olhar atento para a região do Sun Belt, uma faixa que compreende os estados do Texas, a Georgia, Arizona, Tennessee, Flórida e as Carolinas do Sul e Norte e que conta com um PIB agregado de mais de US$ 6 trilhões e população em franco crescimento, o que gera uma demanda muito interessante para negócios imobiliários.

Ao longo da pandemia observamos um movimento migratório para esta região, considerando que hoje os profissionais podem trabalhar de qualquer lugar e que as empresas podem contar com benefícios fiscais competitivos nesses estados. Além disso, oferecem um ambiente pró-negócios, mão de obra qualificada, menor custo de vida e infraestrutura estabelecida são outros atrativos da região.

Esses fatores, aliados à nossa experiência no mercado norte-americano, nos permitem analisar um pipeline de US$ 4,6 bilhões em ativos na região do Sun Belt, com ótimo potencial para investimento.


Quem é Carlos Vaz?

Carlos Vaz é CEO e fundador da CONTI Capital

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Para entender o golpe no Sudão https://canalmynews.com.br/voce-colunista/para-entender-golpe-no-sudao/ Wed, 24 Nov 2021 19:11:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/para-entender-golpe-no-sudao/ Após a queda de Omar Hassan al-Bashir, foi criado o Conselho Soberano do Sudão, com a proposta de formar um governo temporário. O golpe do último 25 de outubro interrompeu um delicado processo de transição democrática

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O golpe militar ocorrido no Sudão no último dia 25 de outubro não foi bem uma surpresa. Quando civis e militares formaram um governo conjunto para conduzir o país até as eleições democráticas de 2022, já era possível prever que essa relação não seria muito amorosa.

Em 2019, após a queda de Omar Hassan al-Bashir, foi criado o Conselho Soberano do Sudão. A proposta era formar um governo temporário, onde civis e militares tivessem representatividade durante o período de transição democrática. Formado por seis civis e cinco militares, o Conselho Soberano conduziria o país por 39 meses, até as eleições livres de 2022. O golpe militar de outubro interrompeu esse delicado processo de transição democrática no Sudão, país que viveu por trinta anos sob as mãos de ferro do ditador Omar al-Bashir.

Antecedentes do golpe

A formação do Conselho Soberano do Sudão não foi algo que ocorreu de forma amigável ou espontânea. Em 2019, em um contexto de grave crise econômica, manifestações civis pró-democracia tomaram as ruas do país exigindo a deposição de Omar al-Bashir.

Em abril daquele ano, uma junta militar prendeu al-Bashir e vários membros do governo. Os militares imediatamente suspenderam a constituição de 2005, declararam estado de emergência e se pronunciaram sobre a “necessidade” de permanecerem no poder por pelo menos dois anos.

Omar al-Bashir - ex-presidente do Sudão
O ex-presidente do Sudão, Omar al-Bashir, foi preso em abril de 2019 juntamente com vários membros do governo/Foto: Wikimedia Communs (04/01/2011)/Fotos Públicas

É nesse contexto de tensão entre sociedade civil e militares que surge a proposta de um governo conjunto de transição. O Conselho Soberano emerge da pressão popular, através dos protestos civis que já ocorriam há quatro meses em várias cidades do país. Em uma dessas manifestações, em junho de 2019, militares abriram fogo contra civis e mataram 87 pessoas em Cartum, capital do Sudão.

No plano internacional, os EUA se mostraram nitidamente a favor da criação de um governo temporário que não estivesse concentrado nas mãos de militares islâmicos. É preciso lembrar que o Sudão sempre esteve direta ou indiretamente engajado em conflitos regionais contrários aos interesses americanos, seja apoiando a causa palestina, seja servindo de abrigo para células da al-Qaeda e do Hamas. O interesse americano no país se mostrou claro com a mediação do acordo de paz entre Sudão e Israel em 2020, ainda no governo Trump.

Com a criação do governo conjunto de transição, duas figuras se tornaram peças centrais na política sudanesa. Do lado militar, Abdel Fattah al-Burhan, além de já ocupar o cargo de presidente do Sudão, tornou-se líder do recém-criado Conselho Soberano. De acordo com o Projeto de Declaração Constitucional de agosto de 2019, a presidência do conselho deveria ser ocupada por um militar nos primeiros 21 meses e por um civil nos 18 meses seguintes (totalizando os 39 meses para as eleições de 2022). Do lado civil, Abdalla Hamdok foi nomeado primeiro-ministro e tinha apoio dos EUA e da ONU.

Militares de volta ao poder no Sudão

Na manhã de 25 de outubro, tropas sudanesas prenderam o primeiro-ministro Abdalla Hamdok e vários integrantes civis do gabinete do governo. O sinal de internet foi cortado e houve bloqueios em diferentes pontos da capital para reduzir a circulação de manifestantes. Os militares também ocuparam o aeroporto e estações de rádio e TV.

Poucas horas após as primeiras ações, Abdel Fattah al-Burhan decretou estado de emergência e comunicou que as eleições previstas para 2022 só ocorreriam no ano seguinte. O general dissolveu o gabinete civil e extinguiu o Conselho Soberano Sudanês. Em um pronunciamento na TV, o militar afirmou que o governo civil representava “uma ameaça para os sonhos da juventude”.

As semanas seguintes foram marcadas pela violenta repressão contra os diversos protestos pró-democracia. Em 30 de outubro, 12 pessoas morreram e centenas ficaram feridas na imensa manifestação que reivindicava a volta do governo civil. Mais recentemente, em 13 de novembro, outras cinco pessoas morreram em um protesto no leste de Cartum.

Desde o golpe, mais de cem funcionários do governo civil foram detidos. Vários líderes políticos e ativistas pró-democracia também permanecem sob custódia. O primeiro-ministro Abdalla Hamdok ainda está em prisão domiciliar.

Plano Internacional

A aproximação do Sudão com os EUA, fruto do acordo de paz com Israel, tende a se deteriorar com os militares no poder. Da mesma forma, os principais órgãos internacionais se mostraram claramente contrários ao golpe, o que pode levar o Sudão a um isolamento não muito desejável em um contexto de grave crise política e econômica.

Segundo Raphael Padula, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), “o golpe jogou o Sudão para um cenário de isolamento do ponto de vista internacional, visto que o horizonte não democrático e o governo não reconhecido como legítimo pela comunidade internacional levam a sanções contra o país. Isso se revela nas pressões do Conselho de Segurança da ONU, nas retiradas de apoio econômico por parte dos EUA e do Banco Mundial e na suspensão da União Africana”.

O professor afirma ainda que “de forma geral, o episódio do Sudão pode ser visto como um caso comum entre nações africanas, ou seja, países de formação socio-estatal vulnerável e fragmentada combinada à presença de recursos naturais relevantes, o que impulsiona conflitos internos e atuações de atores externos, gerando um ambiente interno politicamente conflituoso e de subdesenvolvimento socioeconômico”.

Em entrevista à Associated Press, Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, condenou o golpe e as ações que se desenrolaram desde 25 de outubro: “Queremos a volta do governo de transição o mais rápido possível. Queremos a libertação do primeiro-ministro Hamdok e de todos os outros políticos e líderes que foram detidos”.

Por enquanto, não há indícios de que o governo de transição retornará. Depois de trinta anos de opressão, parece que a democracia vai esperar mais uma vez.


Quem é Victor Maurício Barbosa de Vasconcellos?

Victor Maurício Barbosa de Vasconcellos é professor de geografia há 14 anos, com mestrado em Geografia pela UFRJ.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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EUA pedem que cidadãos deixem área do aeroporto de Cabul https://canalmynews.com.br/mais/eua-pedem-que-cidadaos-deixem-area-do-aeroporto-de-cabul/ Sat, 28 Aug 2021 12:48:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/eua-pedem-que-cidadaos-deixem-area-do-aeroporto-de-cabul/ Pedido ocorre após americanos atacarem Estado Islâmico. Retirada das tropas continua

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Os Estados Unidos pediram aos cidadãos que deixem imediatamente a região do aeroporto de Cabul, no Afeganistão. Milhares de pessoas estão nos arredores, perto dos portões do aeroporto, única forma de sair do país.

A região foi alvo de um ataque terrorista de um braço do Estado Islâmico, deixando mais de 180 mortos. Entre as vítimas estão 13 militares americanos e combatentes do Talibã. O grupo extremista que tomou o poder no Afeganistão é rival do Estado Islâmico.

Militares norte-americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afesganistão
Militares norte-americanos estão ajudando a retirar pessoas do Afeganistão, após ataque à bomba assumido pelo Estado Islâmico/Foto: Força Aérea dos EUA/Sargento Daryn Murphy/Fotos Públicas

As tropas americanas estão em alerta para o risco de um novo ataque. A informação foi dada pelo general Frank Mckenzie, chefe das forças americanas no Oriente Médio.

Neste sábado (28), militares dos Estados Unidos atacaram a facção do Estado Islâmico no Afeganistão. As tropas americanas bombardearam o local onde um integrante do grupo estaria.

Mesmo com o atentado, a retaliação e o alerta de um novo ataque, os voos de retirada de estrangeiros e de afegãos que trabalharam com os americanos continuam. O prazo de retirada das tropa é 31 de agosto, terça-feira.

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Em tentativa de livrar crianças do Talibã, pais entregam filhos para militares dos EUA em Cabul https://canalmynews.com.br/mais/afeganistao-taliba-pais-entregam-filhos-para-militares-dos-eua/ Thu, 19 Aug 2021 21:52:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/afeganistao-taliba-pais-entregam-filhos-para-militares-dos-eua/ Após tomada de poder por grupo extremista, afegãos tentam fugir do país. Estados Unidos acusa Talibã de cercar aeroporto internacional e impedir saída dos cidadãos

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Depois que o grupo extremista Talibã cercou Cabul, capital do Afeganistão, e tomou o poder por intermédio da força paramilitar, milhares de afegãos se empenharam em tentativas de fuga, visando deixar o país a qualquer custo.

Nos últimos dias, inúmeros vídeos e fotos – recortes midiáticos de uma conjuntura envolta pelo terror – passaram a circular nas redes sociais, expondo para o mundo o desesperador esforço praticado pelos cidadãos.

Após as cenas de invasão aos aeroportos e de aviões abarrotados, novos trechos dessa dramática evasão são apresentados. Em meio a uma suplicante multidão, nos arredores do Aeroporto Internacional Hamid Karzai, na capital, mães e pais entregam seus filhos para militares estadunidenses e britânicos em uma tentativa de livrar as crianças daquela realidade.

Criança afegã sendo entrega a militar norte-americano em Cabul, capital do Afeganistão.
Criança afegã sendo entrega a militar norte-americano em Cabul, capital do Afeganistão. Foto: Reprodução (Rise to Peace)

As imagens registram pequenos afegãos sendo passados de mão em mão até chegarem ao encontro dos soldados dispostos em cima dos altos muros. Ben Wallace, secretário de Defesa da Grã-Bretanha, já havia alertado, no entanto, sobre a impossibilidade de remover menores desacompanhados dos pais.

Em entrevista à Reuters, na quinta-feira (18), Wallace afirmou que as Forças Armadas não podem “simplesmente levar um menor por conta própria. A criança foi levada porque a família também será levada. É muito, muito difícil para aqueles soldados, como mostram as filmagens, lidar com algumas pessoas desesperadas, muitas das quais estão apenas querendo deixar o país”.

Ao jornal britânico The Independent, um paraquedista do Exército do Reino Unido que preferiu não se identificar descreveu a condição das mães como angustiante. “Elas gritavam ‘salve meu bebê’ e jogaram os bebês em nós, alguns deles caíram no arame farpado. Foi horrível o que aconteceu. Ao final da noite, não havia nenhum homem entre nós que não estivesse chorando”, contou.

Pais entregam filhos a militares dos EUA em Cabul, capital do Afeganistão

Talibã cerca aeroporto

O governo dos Estados Unidos, acusou o Talibã nesta quinta-feira (19) de fixar postos de controle ao redor do aeroporto internacional de Cabul, impedindo assim a saída de afegãos que desejam deixar o país – os EUA já haviam solicitado passagem livre na área de voo.

Representantes do Talibã afirmaram à imprensa que o grupo está “cumprindo sua palavra” e “facilitando a passagem de saída segura não apenas para estrangeiros, mas também para afegãos”.

Somente dentro do perímetro correspondente ao aeroporto internacional foram registradas 12 mortes desde domingo (15), de acordo com autoridades do Talibã e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Segundo um membro do grupo extremista que preferiu não se identificar, as mortes foram causadas por tiros e durante tumultos. O Talibã pediu às pessoas que ainda estão aglomeradas em frente ao aeroporto para que retornem às suas casas caso não possuam o direito legal de viajar.

Apesar das promessas firmadas pelos insurgentes de não adotar nenhum tipo de represália, Wendy Sherman, subsecretária de Estado dos EUA, disse que “ao que parece estão [Talibã] impedindo a chegada ao aeroporto dos afegãos que desejam sair do país.” […] “Esperamos que permitam que todos os cidadãos americanos, todos os cidadãos de outros países e todos os afegãos que desejam partir o façam de forma segura e sem assédio”.

Membros do governo estadunidense, em consonância com o discurso do presidente Joe Biden, afirma que os EUA estão trabalhando para acelerar a evacuação, mas que, apesar dos esforços, não sabem informar quanto tempo a operação vai durar.

Imagens fortes: pessoas caem de avião ao tentarem fugir do Afeganistão após retomada do Talibã

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Regulador americano quer mais poder sobre mercado de criptomoedas https://canalmynews.com.br/mynews-investe/regulador-americano-criptomoedas/ Fri, 06 Aug 2021 22:22:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/regulador-americano-criptomoedas/ Para chefe de órgão regulador americano, mercado de criptomoedas é “Velho Oeste” de fraudes e riscos para investidores

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Um “Velho Oeste” repleto de fraudes e riscos para investidores. Foi assim que o presidente da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, Gary Gensler, definiu o mercado de criptomoedas, ao pedir que a agência tenha mais autoridade sobre o setor. Segundo ele, é preciso haver mais proteção para os investidores desse mercado “repleto de fraudes, golpes e abusos”.

Durante um fórum de segurança nos Estados Unidos, Gensler defendeu que o setor possa ser controlado ou regulamentado e pediu ajuda do Congresso Americano. “No momento, simplesmente não temos proteção suficiente para o investidor em criptomoeda”, disse ele, que é chefe do órgão de regulação dos mercados americanos. “Francamente, neste momento, é mais como o Velho Oeste”, acrescentou.

O chefe da SEC fez um apelo para que o Congresso dê ao órgão o poder de supervisão nas trocas de criptomoedas. Segundo ele “os tokens de ações, um token de valor estável lastreado em títulos, ou qualquer outro produto virtual” devem estar “sujeitos às leis de títulos”.

Quando criadas, as criptomoedas nasceram justamente com o intuito de serem moedas descentralizadas, sem o controle de um governo ou banco central, como acontece com as moedas tradicionais – dólar, real ou euro, por exemplo. O projeto, que começou o Bitcoin, indicava para um sistema que não se submetesse às regras de um país, mas sim dependesse de sua rede de pessoas investidoras.

Regulação de criptomoedas é vista como positiva para o mercado

Para o chefe da Comissão de Valores Mobiliários, a regulamentação é um caminho positivo para o mercado, além de necessário. “Se alguém quiser especular, essa é sua escolha, mas temos o papel de nação de proteger esses investidores contra fraudes ”, afirmou em entrevista recente à Bloomberg.

Em entrevista ao MyNews Investe, Rodrigo Batista, CEO da Digital.com, explica que o debate sobre a regulação do mercado de criptomoedas vem avançando nos últimos anos. “É uma discussão que já existe há alguns anos. Cada vez ela está mais aberta e mais pública. Antes era um debate que só as empresas eram convidadas a participar, em conversas a portas fechadas”, afirma ele, que foi fundador e é ex-socio do Mercado Bitcoin.

Veja o MyNews Investe, no Canal MyNews, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, sempre com pautas e convidados especiais

Segundo  Batista, a questão tem avançado à medida que o mercado das criptomoedas cresce e se torna mais conhecido – tanto do público e investidores, quanto dos reguladores. Para ele, a regulação é um passo inevitável. “É um passo natural esse [da regulação]. Já existem conversas não só nos EUA, mas também no BIS [Banco de Compensações Internacionais], que a gente costuma falar que é o ‘Banco Central dos bancos centrais’”, diz.

Ele pondera que, para funcionar, essa regulação deve ser feita de forma que não impeça a inovação no setor. “A gente tem hoje a internet no formato dela justamente porque tivemos uma regulação tranquila no ambiente da internet, com incentivo à inovação. A gente espera que seja alguma coisa nessa linha”, avalia ele.


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O Brasil Entre Gigantes https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/o-brasil-entre-gigantes/ Thu, 22 Jul 2021 21:12:15 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-brasil-entre-gigantes/ O tempo presente reserva um grande desafio para a diplomacia brasileira, a retomada de uma inserção internacional pragmática e descomprometida com interesses ideológicos de ocasião. Somente isto permitirá a retirada de vantagens comparativas do crescente embate entre os Estados Unidos e a China

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A disputa hegemônica no século XXI tem se acirrado e o seu principal campo de batalha é a tecnologia. O governo Biden já declarou a China como a adversária mais formidável pela liderança mundial, constituindo-se, na visão norte-americana, na principal ameaça à segurança e à prosperidade dos Estados Unidos. Os chineses estão sendo acusados de promover ataques cibernéticos, inclusive o que afetou a empresa Microsoft e usuários de seus produtos. O atual governo americano também proibiu investimentos em 59 empresas chinesas de alta tecnologia, tais como as maiores fabricantes de equipamentos de telecomunicações e de semicondutores.

O tempo presente reserva um grande desafio para a diplomacia brasileira, a retomada de uma inserção internacional pragmática e descomprometida com interesses ideológicos.
O tempo presente reserva um grande desafio para a diplomacia brasileira, a retomada de uma inserção internacional pragmática e descomprometida com interesses ideológicos. Foto: Reprodução (Flickr).

Nesta semana, o embaixador da China no Brasil, em entrevista a um órgão de imprensa brasileiro, acusou os EUA de praticarem “bullying” tecnológico. No entender do diplomata chinês, o governo americano vem usando da desculpa da segurança nacional para pressionar pelos seus interesses econômicos na disputa tecnológica mundial. Astuto como é, o embaixador não perdeu a oportunidade de recordar episódios de espionagem praticadas pelas agências de inteligência dos EUA, em particular os que tiveram como alvos autoridades brasileiras e de outros países “aliados”.

O analista Gideon Rachman, do Financial Times, publicou artigo interessante em que pergunta se a China realmente quer se tornar uma superpotência. Ele nota que, para a administração Biden, não há dúvida de que os chineses querem esse status e pretendem deslocar os EUA, inclusive de maneira agressiva, da posição de líderes mundiais. Mas Rachman também observa que há custos imensos em assumir uma posição de superpotência e que a China tem sido relutante em assumir certos ônus relacionados a manter presença e bases militares mundo afora, intervir em assuntos que não afetam diretamente seus interesses, bancar o policial do mundo, entre outros quesitos.

De fato, a retórica oficial do Partido Comunista Chinês tem sido a ascensão pacífica da China. O embaixador, na citada entrevista, ressalta que seu país não pretende exportar seus sistema e ideologia, busca convivência harmônica com o Ocidente e respeita a soberania dos parceiros. Claro que isso tudo tem de ser tomado com grão de sal, mas o fato é que os chineses costumam reservar a demonstração de força para o seu entorno, em questões que tocam diretamente a questão territorial e atiçam o nacionalismo chinês, como Taiwan, Hong Kong e as disputas que mantêm no Mar do Sul da China, inclusive com o Japão, além da disputa na fronteira com a Índia.

A China já é a segunda economia mundial e em breve será a primeira. Apesar disso, os EUA seguem sendo a primeira potência, porém com a sensação de declínio relativo. Do padrão de interação e do grau de animosidade entre EUA e China dependerão, em grande medida, os contornos de ordem internacional nas próximas décadas. Em geral, grandes mudanças no sistema internacional derivam de redistribuição de poder na esteira de conflitos armados, mas talvez hoje a disputa, sem excluir a dimensão militar e estratégica, tenha adquirido facetas distintas, com o predomínio da alta tecnologia, em particular “big data”, inteligência artificial, pesquisa quântica, 5G e Internet das coisas. Em todas essas, a China tem capacidade de disputar liderança.

Interessa ao Brasil que a disputa entre titãs não saia do terreno administrável e nem gere rupturas que possam desestruturar cadeias de valor inteiras, produzir desorganização econômica e impactar negativamente o comércio e a economia mundial, já abalados pela epidemia da covid-19. Ainda que o conflito não degenere em algo mais grave, tampouco interessa ao país ser forçado a optar por um dos lados. Com o aumento da tensão, porém, a manutenção de boas relações com ambos os parceiros vai exigir boa dose de pragmatismo e habilidade negociadora. Nada mais urgente, portanto, do que recuperar a boa e velha tradição da diplomacia universalista, vilipendiada nos últimos dois anos pela política externa ideológica que vinha sendo implementada.

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Por que o dólar saltou dos R$4,90 para R$5,25 em algumas semanas? https://canalmynews.com.br/mynews-investe/por-que-dolar-saltou/ Tue, 20 Jul 2021 21:08:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/por-que-dolar-saltou/ Temor sobre variante delta, risco político no Brasil e inflação nos EUA fizeram dólar voltar para o patamar dos R$5,20

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Depois de chegar ao menor valor em um ano, no dia 24 de junho, aos R$4,90, o dólar voltou a ter alta intensa no início desta semana. Os temores do mercado financeiro envolvendo a variante delta do novo coronavírus fizeram a moeda disparar 2,63% na segunda-feira (19), cotada a R$5,25 no fim do dia — o maior valor para fechamento desde 8 de julho.

O salto do câmbio aconteceu em menos de quatro semanas. Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, explica que o momento de baixa do dólar no fim de junho veio em meio a dados positivos sobre a economia americana e também com a queda de juros no Brasil.

“Aquele momento era de euforia. O mercado se animou com uma recuperação vinda dos Estados Unidos, um aumento da taxa de juros aqui  no Brasil e também a possibilidade da vacinação ser mais rápida no Brasil”, explica ela. Em junho, o Copom elevou para 4,25% a Selic, taxa básica de juros, e indicou a intenção de nova alta de juros nas próximas reuniões.

Fernanda explica que o tom nos mercados mudou com a incerteza em relação a uma alta de juros nos Estados Unidos para conter o avanço da inflação no país. “Com o aumento da taxa de juros nos EUA, a tendência é de uma redução da liquidez nos mercados emergentes”, diz ela.

Disparada do dólar

Além da mudança no cenário externo, a alta da moeda americana no início de julho veio também na esteira do risco político. No dia 6 de julho, o cenário negativo levou o dólar a subir 2,39%, aos R$5,20. O movimento fez o câmbio recuperar a perda acumulada de 4,81% em junho, no momento em que se intensificaram as denúncias contra o governo Bolsonaro sobre a compra de vacinas.

“Especificamente nos últimos dias surgiu também a variante delta, que tem um contágio muito mais rápido e que deixou o tom de cautela nos mercados. Um novo problema em relação ao coronavírus, com uma nova variante, exige novas medidas de restrição e por tanto há uma perspectiva de recuo da atividade econômica. Houve um estado de alerta geral e por tanto as taxas de câmbio de todos os países emergentes subiram”, explica Consorte.

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Setor de serviços, MP da Eletrobras, inflação nos EUA e SmartFit https://canalmynews.com.br/mynews-investe/setor-de-servicos-mp-da-eletrobras-inflacao-nos-eua-e-smartfit/ Tue, 13 Jul 2021 21:02:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/setor-de-servicos-mp-da-eletrobras-inflacao-nos-eua-e-smartfit/ Este é o quadro do MyNews Investe que apresenta um resumo diário com as principais informações do mercado financeiro

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Serviços se recuperam 

O IBGE divulgou hoje o resultado para o setor de serviços no mês de maio. O crescimento foi de 1,2% na comparação com abril. Com o resultado, os serviços voltaram ao nível pré-pandemia, em patamar 2% acima de fevereiro de 2020. Esse é setor que tem mais peso no resultado do PIB brasileira, representa pouco mais de 70% da atividade econômica no país e é o maior responsável pela geração de empregos. 

MP da Eletrobras sancionada  

Medida provisória autoriza privatização da Eletrobras
Medida provisória autoriza privatização da Eletrobras. Foto: Jeso Carneiro (Eletrobras).

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a medida provisória que abre caminho para a privatização da Eletrobras. O texto aprovado na Câmara foi visto como uma vitória para a agenda liberal do ministro Paulo Guedes. Daqui para frente, o governo deve enfrentar na Justiça ações de partidos opositores que contestam a privatização da empresa. 

SmartFit na Bolsa 

A SmartFit, maior rede de academias do país, levantou R$2,3 bilhões de reais em seu IPO, oferta inicial de ações. As ações da rede vão estrear na bolsa brasileira a R$23 e passam a ser negociadas nesta quarta-feira (14). O valor levantado segundo, a empresa, será usada para expansão da rede. 

Inflação nos EUA 

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos subiu 0,9% em junho em relação ao mês anterior. Na comparação anual, a alta foi de 5,4% – a maior alta desde 2008. Os números vieram acima do esperado pelos analistas do mercado. As informações sobre inflação nos EUA tem estado no radar dos investidores, com temor de que o FED (Banco Central Americano) antecipe a alta dos juros. Por enquanto, as autoridades do Federal Reserve indicam que o salto na inflação é temporário.

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Le Monde descreve Lava Jato como uma armadilha dos EUA https://canalmynews.com.br/politica/le-monde-descreve-lava-jato-como-uma-armadilha-dos-eua/ Mon, 12 Apr 2021 14:55:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/le-monde-descreve-lava-jato-como-uma-armadilha-dos-eua/ Jornal francês diz que Operação Lava Jato “serviu a muitos interesses, mas não à democracia”

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Chegou a vez de a imprensa francesa lançar os holofotes para o Brasil. Neste sábado (10), o jornal francês Le Monde destacou a Operação Lava Jato. A grande reportagem é assinada por Nicolas Bourcier e Gaspard Estrada, diretor-executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe (Opalc) da universidade Sciences Po, de Paris.

A publicação vem na sequência de artigos britânicos terem noticiado, nas últimas semanas, a atuação do governo brasileiro e o enfrentamento da pandemia. Textos como o do Financial Times, que evidenciaram a falta de sucesso do presidente Jair Bolsonaro. Desta vez os colegas franceses escolheram outro protagonista que não Bolsonaro: a Operação Lava Jato, que fica evidenciada pelo Le Monde como uma armadilha utilizada pelos Estados Unidos para interesses próprios.

A foto que abre a reportagem é uma imagem aérea de uma manifestação na Av. Paulista, com uma faixa que traz a frase “Congresso Corrupto”. O texto inicia já em tom de crítica e relata o julgamento do ex-juiz Sergio Moro: “Um magistrado julgado “tendencioso”, uma equipa de promotores cujos métodos às vezes eram ilegais, a intervenção dos Estados Unidos e, por fim, um escândalo retumbante: a Lava Jato serviu a muitos interesses, mas não à democracia. Meses de investigação, entrevistas e pesquisas foram necessários para Le Monde definir a cena nos bastidores.”

Le Monde descreve Lava Jato como uma armadilha dos EUA
Le Monde descrave Lava Jato como uma armadilha dos EUA. Foto: Lula Marques

Um raio X da situação da crise política recente e o agravamento das mortes causadas pela Covid-19 estão presentes no texto, que utiliza termos fortes para descrever o que acontece atualmente no Brasil.

“Algo está podre no Estado do Brasil. O país inteiro está sendo atingido por uma série de crises simultâneas, uma espécie de tempestade perfeita — recessão econômica, desastres ambientais, polarização política extrema, covid-19… e agora o naufrágio do sistema judicial. Outro trovão em um céu já pesado, mas cheio de esperança há sete anos, quando um jovem juiz chamado Sérgio Moro lançou, em 17 de março de 2014, uma vasta operação anticorrupção chamada Lava Jato, envolvendo a gigante do petróleo Petrobras, construtoras e um número expressivo de lideranças políticas.”

O texto faz uma análise cronológica e traz à tona o namoro entre a Justiça brasileira, representada pelo então juiz Sérgio Moro, e os serviços de inteligência e diplomacia norte-americanos. Os jornalistas franceses relembram a colaboração ativa entre Moro e as autoridades dos Estados Unidos no caso Banestado, quando então o magistrado é abordado para participar do Programa de Visitantes Internacionais do Departamento de Estado. “Ele aceita. Uma viagem foi organizada para os Estados Unidos em 2007, durante a qual ele fez uma série de contatos dentro do FBI, do DoJ [Departamento de Justiça] e do Departamento de Estado.”

A matéria segue trazendo investigações feitas pela imprensa como o The Intercept e a Agência Pública. Figuras como Lula e Bolsonaro não ficaram de fora da reportagem envolvente e detalhada. O convite para Moro assumir a cadeira de ministro de Justiça feita por Bolsonaro e que ganhou grande repercussão é um dos destaques. STF, Petrobras, Mensalão, Itamaraty, além de departamentos de governo do Estados Unidos, também receberam espaço no texto.

Sérgio Moro é a figura mais citada na matéria que encerra como o capítulo de uma novela que continua a ser escrita na vida real. “Ficamos sabendo que o ex-juizinho curitibano foi recrutado pelo escritório Alvarez & Marsal. Agência especializada em assessoria empresarial e contencioso com sede na capital federal, localizada na 15 Shet NW, em frente ao Tesouro dos Estados Unidos e a 200 metros da Casa Branca.”

*Atualizada às 11h55 de 12/04 para suprimir a palavra “Diplomatique” do primeiro parágrafo. Apesar de o assunto ter saído em ambas as publicações (Le Monde e Le Monde Diplomatique), a matéria se refere ao artigo do jornal Le Monde.

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Suprema Corte dos EUA libera acesso às declarações fiscais de Trump https://canalmynews.com.br/mais/suprema-corte-dos-eua-libera-acesso-as-declaracoes-fiscais-de-trump/ Tue, 23 Feb 2021 16:19:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/suprema-corte-dos-eua-libera-acesso-as-declaracoes-fiscais-de-trump/ Procuradoria de Nova York também vai ter acesso a registros feitos pelos contadores do ex-presidente

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A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou o procurador federal de Nova York, Cyrus Vance Jr, a obrigar Donald Trump a entregar todas as declarações fiscais necessárias para uma investigação de sonegação de impostos que também envolve pagamentos para comprar o silêncio de duas mulheres sobre supostos casos sexuais.

As mulheres em questão são a atriz pornô Stormy Daniels e a modelo Karen McDougal. O ex-presidente nega a sonegação e os casos sexuais.

Donald Trump, alvo de processo de impeachment nos EUA
Donald Trump, alvo de processo de impeachment nos EUA.
(Shealah Craighead/The White House)

Vance Jr pede acesso às declarações fiscais de Trump desde 2019, mas só agora o tribunal emitiu uma decisão. Antes, Trump dizia que essa investigação era uma caça às bruxas porque ele estava na Casa Branca. Desta vez, sem Twitter, ele ainda não se manifestou.

A decisão dos magistrados diz que os documentos não devem se tornar públicos, mesmo assim, são um passo importante na investigação. Além de ter acesso às declarações de impostos de Trump, os promotores terão acesso aos registros dos contadores do ex-presidente, documentos que podem ajudar a dar uma imagem mais completa de suas finanças.

Segundo o jornal The New York Times, quando os promotores de Nova York conseguirem examinar as declarações de impostos federais de Trump, vão descobrir um verdadeiro guia prático para ficar rico enquanto perde milhões de dólares e paga pouco ou nenhum imposto de renda.

No ano passado, o jornal divulgou que Trump pagou apenas 750 dólares de imposto nos anos 2016 e 2017. Além dessa investigação, Trump também enfrenta uma auditoria da receita federal e pode ter que pagar uma restituição de US$ 72 milhões.

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Senado dos EUA inicia processo de impeachment contra Trump https://canalmynews.com.br/mais/impeachment-donald-trump/ Wed, 10 Feb 2021 00:53:14 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/impeachment-donald-trump/ Acusado de “traição sem precedentes históricos”, republicano pode perder direitos políticos

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O Senado dos Estados Unidos deu início nesta terça-feira (9) ao julgamento do segundo processo de impeachment contra o ex-presidente Donald Trump. Apesar de seu mandato já ter sido concluído, o republicano pode ter os direitos políticos cassados caso seja condenado – o que impossibilitaria uma futura candidatura.

Em 2020, Trump já havia enfrentado um processo de impeachment, quando a Câmara o condenou por obstrução ao Congresso e abuso de poder. Na ocasião, que tramitou ao longo de três semanas, o então presidente acabou inocentado pelo Senado.

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
(Foto: Aubrey Gemignani)

Devido à mudança administrativa, o atual processo, segundo parlamentares, deve transcorrer com maior fluidez. Em um documento de 80 páginas, divulgado no dia 2, os promotores da ação solicitam o impedimento de Trump baseando-se na argumentação de que o político cometeu uma “traição sem precedentes históricos”, referente aos discursos de incitação aos apoiadores republicanos pouco antes da invasão do Capitólio, que terminou com cinco mortes.

No mesmo dia do ocorrido, a defensoria Trump emitiu um documento de 14 páginas, invocando o “direito de expressão” do ex-presidente. Dessa maneira, após a exposição argumentativa dos acusadores, os advogados de defesa poderão se pronunciar em uma espécie de réplica às denúncias.

Em um comunicado divulgado na quinta-feira (4), a defesa de Trump, em particular Jason Miller, conselheiro do ex-mandatário, afirmou que “o presidente não irá testemunhar em um processo inconstitucional”, e que o procedimento regente não passa de uma “manobra de relações públicas”.

Para que o impeachment seja aprovado, são necessários dois terços dos votos, ou seja, 67 senadores – uma conjuntura complicada, tendo em vista que 50 dos 100 assentos da casa são ocupados por republicanos.

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Biden apresenta plano de estímulos no valor de US$ 1,9 tri para a economia dos EUA https://canalmynews.com.br/economia/biden-apresenta-plano-de-estimulos-no-valor-de-us-19-tri-para-a-economia-dos-eua/ Fri, 15 Jan 2021 15:11:19 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biden-apresenta-plano-de-estimulos-no-valor-de-us-19-tri-para-a-economia-dos-eua/ Democrata propõe dobrar o salário mínimo, além de fornecer suporte às empresas afetadas pela pandemia

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Na noite desta quinta-feira (14), o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou detalhes do “Plano de Resgate Americano”, um pacote de estímulos econômicos no valor de US$ 1,9 trilhão (R$ 9,87 trilhões) para combater, simultaneamente, as crises na economia e na saúde durante a pandemia.

Sustentado pela concepção de que a recuperação econômica deve ocorrer em sincronia com a reabilitação do setor da saúde, o democrata colocou as empresas e as famílias como foco do programa.

Joe Bide, eleito presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, eleito presidente dos Estados Unidos.
(Foto: Flickr Casa Branca)

Em Delaware, Biden discursou acerca da reestruturação necessária do plano de auxílios vigente, afirmando que “um coro crescente de importantes economistas concorda que, neste momento de crise, com as taxas de juros em baixas históricas, não podemos nos permitir a inação”.

Completou o pronunciamento seguindo as diretrizes de união e progresso, principais pautas de sua campanha eleitoral: “Se investirmos agora, ousadamente, com inteligência e com foco inabalável nos trabalhadores e famílias americanos, fortaleceremos nossa economia, reduziremos a desigualdade e colocaremos as finanças de longo prazo de nossa nação em um curso mais sustentável.”

Ao contrário do que era previsto no acordo do último pacote ratificado pelo Congresso, os cheques para as famílias serão de US$ 2 mil (R$ 10.400) – amplia-se, assim, em US$ 1,4 mil os US$ 600 aprovados anteriormente. O auxílio desemprego semanal também foi alterado, saltando de US$ 300 (R$ 1.560) para US$ 400 (R$ 2.080), bem como o salário mínimo nacional, que aumentou de US$ 7,25 (R$37,76) por hora para US$ 15 (R$ 78).

Estabeleceu-se a distribuição igualitária entre as famílias e empresas, definida mediante os valores: US$ 415 bilhões para o combate direto à pandemia; US$ 1 trilhão em auxílio às famílias; US$ 440 bilhões para pequenas empresas e comunidades impactadas pela crise sanitária.

Mercado mais confiante

A economista chefe da LATAM / Coface, Patrícia Krause, explica que a medida será responsável por estabelecer certo “segurança para o mercado” estadunidense.

“Como a situação ainda está muito complicada em relação à Covid, mesmo que lá já tenha se iniciado a vacinação, não podemos garantir que [o pacote] seja suficiente, mas, por hora, traz um ânimo”, disse em participação no Morning Call desta sexta-feira (15).

Os valores anunciados surpreenderam até mesmo as expectativas democratas, que previam um estímulo de US$ 1,3 trilhão – em dezembro, uma proposta de US$ 900 bilhões havia sido rejeitada no Congresso.

“São mais de US$ 400 bilhões de dólares para a área da saúde, mais de US$ 400 bilhões também para as empresas (um estímulo importante para a manutenção delas) e US$ 1 trilhão para as famílias; certamente, o pacote dará um suporte para o consumo”, completou o presidente eleito.

De acordo com fontes próximas de Biden, o plano anunciado é a primeira parte de duas grandes iniciativas econômicas que o democrata visa implementar nos primeiros meses de sua administração. Ele toma posse oficialmente no próximo dia 20 de janeiro.

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