colunista Juliana Braga
Jornalista do MyNews
ECONOMIA

Militares pressionam por mais mudanças na equipe de Guedes

Estão na mira o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues, e o secretário de Orçamento, George Soares; Ministério do Planejamento pode ser recriado
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A ala militar do governo pressiona o presidente Jair Bolsonaro por mais mudanças na equipe de Paulo Guedes. Estão na mira o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues, e o o secretário de Orçamento Federal, George Alberto Soares. Na última sexta-feira (19), Bolsonaro anunciou a substituição do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna, diretor-geral da Itaipu Binacional.

Neste sábado (20), o presidente sinalizou que haverá mais mudanças no governo nesta semana. “Se a imprensa está preocupada com a troca de ontem, na semana que vem teremos mais. O que não falta para mim é coragem para decidir pensando no bem maior da nossa nação. O mais fácil é se acomodar, é se aproximar daqueles que não têm compromisso com a pátria”, afirmou durante formatura da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas.

As trocas na Economia serviriam para o presidente “pagar a conta do Centrão“, segundo um auxiliar palaciano. A sugestão da ala militar é recriar o Ministério do Planejamento e entregá-lo a Rogério Marinho. Com isso, abre-se espaço no Desenvolvimento Regional, cobiçado pelos parlamentares da nova base aliada de Bolsonaro.

De acordo com militares do governo, a demissão de Castello Branco foi um recado para o ministro da Economia, Paulo Guedes. Auxiliares palacianos das Forças Armadas tentam convencer Bolsonaro de que há pressa em apresentar resultados para chegar em 2022 fortalecido para a reeleição. A avaliação é de que a agenda de Guedes ainda não conseguiu gerar impactos positivos.

Uma reforma ministerial já estava prevista para depois do Carnaval. O presidente antecipou a nomeação do deputado João Roma (Republicanos-BA) no Ministério da Cidadania e de Onyx Lorenzoni no Secretaria Geral da Presidência. Bolsonaro ainda procura espaço para o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que articulou a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para sucedê-lo.

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