A Bolsa brasileira passou por uma correção nas últimas semanas, mas o câmbio seguiu em movimento favorável. O dólar encerrou a semana próximo de R$ 4,90, menor nível desde o início de 2024, em meio à volatilidade causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
Segundo a XP Investimentos, o Brasil tem sido visto como um “vencedor relativo” do choque do petróleo. Isso porque o país é exportador líquido da commodity. Com a alta das receitas externas, o real ganha força frente ao dólar, mesmo em um ambiente global de incerteza.
O movimento contrasta com o desempenho da Bolsa. O Ibovespa já recua cerca de 7% desde o pico registrado em meados de abril. Para a XP, a dinâmica positiva do câmbio também é sustentada pela rotação de fluxos internacionais para mercados emergentes.
A instituição revisou sua projeção para o dólar ao fim de 2026, de R$ 5,30 para R$ 5,00. Ao mesmo tempo, elevou a estimativa para o IPCA deste ano, de 5,1% para 5,3%, diante dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre energia e insumos. Com isso, a XP espera que a Selic chegue a 13,75% ao fim do ano, com cortes mais graduais.