Arquivos desemprego - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/desemprego/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 22 Nov 2023 15:13:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Desemprego cai de 8% para 7,7% no país no terceiro trimestre do ano https://canalmynews.com.br/brasil/desemprego-cai-de-8-para-77-no-pais-no-terceiro-trimestre-do-ano/ Wed, 22 Nov 2023 16:00:54 +0000 https://localhost:8000/?p=41370 Além de SP, apresentaram queda significativa Maranhão e Acre. Em 23 unidades da Federação, taxa manteve-se estatisticamente estável

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A queda na taxa de desemprego no país, de 8% no segundo trimestre para 7,7% no terceiro trimestre deste ano, foi puxada principalmente pelo recuo do indicador em São Paulo. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa no estado recuou de 7,8% para 7,1% no período.

“A queda no Brasil não foi um processo disseminado nos estados. A maior parte das unidades da Federação mostra tendência de redução na taxa de desocupação, mas apenas três estados registram queda estatisticamente significativa, principalmente por causa da redução da desocupação. E São Paulo tem uma importância dado o contingente do mercado de trabalho, o que influencia bastante a queda em nível nacional”, explica a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

Além de São Paulo, apresentaram queda significativa na taxa de desemprego os estados do Maranhão (de 8,8% para 6,7%) e Acre (de 9,3% para 6,2%).

Em 23 unidades da Federação, a taxa manteve-se estatisticamente estável. Apenas em Roraima houve crescimento da taxa de desemprego,, ao passar de 5,1% para 7,6%.

No terceiro trimestre deste ano, as maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia (13,3%), em Pernambuco (13,2%) e no Amapá (12,6%). As menores taxas ficaram com os estados de Rondônia (2,3%), Mato Grosso (2,4%) e Santa Catarina (3,6%).

Comparações
Na comparação por sexo, a taxa de desocupação no terceiro trimestre foi de 6,4% para os homens e de 9,3% para as mulheres. Em relação à cor ou raça, a taxa entre os brancos ficou em 5,9%, enquanto entre os pretos o indicador foi de 9,6% e entre os pardos, de 8,9%.

Considerando-se o nível de instrução, a maior taxa de desocupação ficou entre as pessoas com ensino médio incompleto (13,5%). Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 8,3%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (3,5%).

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Sebrae: pequenos negócios respondem por 8 em cada 10 empregos criados https://canalmynews.com.br/economia/sebrae-pequenos-negocios-respondem-por-8-em-cada-10-empregos-criados/ Mon, 05 Dec 2022 18:03:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34780 No acumulado de 2022, o país contabiliza 2,3 milhões de novos postos

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Levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequena Empresas (Sebrae) mostra que, em outubro, os pequenos negócios foram responsáveis por cerca de oito a cada dez novas vagas de trabalho criadas no país. O saldo positivo de empregos gerados por empresas de todo tipo porte no país, nesse período, foi de 159.454, sendo que os pequenos negócios respondem por 125.114 das contratações (78,5%).

“Pelo décimo mês consecutivo, as micro e pequenas empresas apresentaram saldo positivo na geração de empregos no país”, avaliou o Sebrae, por meio de nota.

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No acumulado de 2022, o país contabiliza 2,3 milhões de novos postos de trabalho – desses, 1,661 milhão (71,6%) por meio de micro e pequenas empresas. A participação de médias e grandes na geração de empregos é de 22%, com 513 mil contratações.

Setores
Entre os sete setores da economia analisados, as micro e pequenas empresas apresentaram saldo positivo em todos, enquanto médias e grandes empresas registraram saldo negativo na construção civil e na extrativa mineral. Na área de serviços, por exemplo, o saldo de contratações dos pequenos negócios foi de 60,2 mil, enquanto médias e grandes empresas aumentaram seus quadros em 29,1 mil novos contratados.

As contratações pelos pequenos negócios no comércio também foram bem superiores: quase cinco vezes mais do que a de médias e grandes – 39,1 mil contra 8,3 mil, respectivamente.

No acumulado de 2022, as micro e pequenas empresas do setor de serviços foram as que mais contrataram, com 850.781 novos empregos, além de 274.679 postos na construção civil e 262.143 no comércio.

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IBGE: desemprego segue em queda e chega a 8,3% em outubro https://canalmynews.com.br/economia/ibge-desemprego-segue-em-queda-e-chega-a-83-em-outubro/ Wed, 30 Nov 2022 15:09:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34749 Informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

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A taxa de desocupação, que mede o desemprego no país, foi de 8,3% no trimestre encerrado em outubro. Essa taxa representa queda de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (maio a julho), sendo a menor para o período desde 2014. Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, a queda foi de 3,8 p.p.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 99,7 milhões, aumento de 1% no trimestre, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. “Este momento de crescimento de ocupação já vem em curso desde o segundo semestre de 2021. Com a aproximação dos últimos meses do ano, período em que historicamente há aumento de geração de emprego, a tendência se mantém”, afirmou, em nota, a coordenadora da Pnad Adriana Beringuy.

Já a população desocupada alcançou 9 milhões de pessoas, o que representa recuo de 8,7% em comparação com o trimestre encerrado em julho. É o menor nível desde julho de 2015.

Em relação ao nível da ocupação, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, houve aumento de 0,4 p.p., chegando a 57,4%. “Já a taxa composta de subutilização caiu para 19,5%, uma queda de 1,4 p.p. no trimestre e 6,7 p.p. no confronto contra o mesmo trimestre do ano passado. A população subutilizada também caiu (6,7%) e chegou 22,7 milhões de pessoas”, diz o IBGE.

A Pnad Contínua para o trimestre encerrado em outubro também demonstra a tendência de crescimento para o número de empregados com carteira de trabalho assinada. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 2,3% (822 mil pessoas), chegando a 36,6 milhões.

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“Esse índice segue em alta há mais de um ano, o que mostra não apenas que o mercado de trabalho está em expansão numérica de ocupados, mas também apresentando algum crescimento na formalização da população ocupada”, avaliou Adriana Beringuy.

Rendimentos
O rendimento real habitual também cresceu. Houve aumento de 2,9% em relação ao trimestre anterior, chegando ao valor de R$ 2.754. Entre as posições, destaque para as altas no grupo de empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,4%, ou mais R$ 137) e conta própria (3,3%, ou mais R$ 69), além do empregado com carteira de trabalho assinada (3,1%, ou mais R$ 79).

Já entre os grupamentos, os maiores aumentos foram em transporte, armazenagem e correio (6,5%, ou mais R$ 163), agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,7%, ou mais R$ 100) e construção (5,5%, ou mais R$ 114).

A pesquisa aponta para o recorde da série histórica na massa de rendimento real habitual, que chegou a R$ 269,5 bilhões, crescimento de 4% no trimestre e 11,5% na comparação anual.

Também o número de empregados sem carteira assinada no setor privado bateu o recorde da série, chegando 13,4 milhões de pessoas, aumento de 2,3% (297 mil pessoas) contra o trimestre anterior e de 11,8% (1,4 milhão de pessoas) no ano.

“O número de empregados no setor público foi outro a bater o recorde da série histórica (12,3 milhões) crescendo 2,3% no trimestre e 10,4%. Já a taxa de informalidade foi 39,1% da população ocupada menor que o trimestre anterior, quando foi de 39,4%, e no mesmo período do ano passado, quando atingiu 40,7%. O número de trabalhadores informais chegou a 39 milhões”, informa o IBGE.

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Desemprego chega a 9,4% em abril, diz Ipea https://canalmynews.com.br/economia/taxa-de-desemprego-chega-a-94-em-abril-diz-ipea/ Sat, 25 Jun 2022 11:14:11 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=30614 Taxa é a menor registrada no país desde outubro de 2015

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A taxa de desemprego no Brasil chegou a 9,4% em abril deste ano, o menor patamar desde outubro de 2015, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na comparação com o mesmo mês de 2021, a taxa registrou queda de 4,9 pontos percentuais. Ao todo, o país tinha 11 milhões de desempregados em abril.

Segundo o Ipea, na outra ponta, a população ocupada em abril chegou a 97,8 milhões de trabalhadores, o maior patamar desde 2012. Em relação ao mesmo período do ano passado, a população ocupada aumentou 10,8% e, na comparação com março último, houve alta de 2,1%. De acordo com o Ipea, a análise dos dados mostra que a expansão da ocupação tem ocorrido de forma generalizada, envolvendo todas as regiões, todos os segmentos etários e educacionais e atingindo todos os setores da economia.

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O Ipea ressalta a recuperação nos setores que tiveram quedas mais intensas no auge da pandemia, devido às medidas de afastamento social. No primeiro trimestre deste ano, 6 dos 13 setores pesquisados apresentaram crescimento da ocupação superior a 10%, com destaque para os segmentos de alojamento e alimentação, com aumento de 32,5% na taxa de ocupação; serviços pessoais, com alta de 19,5%; e serviços domésticos, com crescimento de 19,4%.

Os dados mostram, no entanto, que ainda há uma série de desafios a serem superados no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo diante de uma melhora na taxa de desemprego, de uma recuperação mais forte do emprego formal, a maior parte das novas vagas está sendo gerada nos segmentos informais da economia. No último trimestre móvel, encerrado em abril de 2022, enquanto o montante de trabalhadores com carteira assinada avançou 11,6%, na comparação com 2021, o contingente de ocupados sem carteira cresceu 20,8%.

Desalento em queda

O país ainda tem aproximadamente 4,2 milhões de pessoas desalentadas. O desalento refere-se àquelas pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego por achar que não vão encontrar. O contingente registrado em abril é, no entanto, o menor já apontado desde setembro de 2017. A proporção de desalentados em relação à população fora da força de trabalho recuou de 5,1% para 3,7%, entre abril de 2021 e abril de 2022.

Já os trabalhadores que se declararam subocupados em abril eram 6,4 milhões, ou seja, 6,5% do total da ocupação. Os trabalhadores subocupados são aqueles que trabalham menos do que 40 horas semanais tendo disponibilidade e desejando trabalhar mais. Esses dados representam queda de 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2021.

O Ipea calculou as taxas com base na série trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para serem comparados, os dados foram dessazonalizados.

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IBGE: Rendimento dos brasileiros é o menor desde 2012 https://canalmynews.com.br/economia/ibge-rendimento-dos-brasileiros-e-o-menor-desde-2012/ Fri, 10 Jun 2022 17:26:41 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=29658 Fim do auxílio emergencial contribuiu para queda do rendimento dos brasileiros e escalada de desigualdade

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No segundo ano de pandemia, em 2021, o rendimento médio dos brasileiros caiu para o menor patamar registrado desde 2012. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2021 foi de R$ 1.353. Em 2012, primeiro ano da série histórica da pesquisa, esse rendimento era o equivalente a R$ 1.417. Em 2020, no primeiro ano de pandemia, era de R$ 1.454.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Rendimento de todas as fontes 2021, divulgados nesta sexta-feira (10). Esses valores referem-se a uma média de quanto recebe cada um dos brasileiros, por mês. Os valores de anos anteriores são atualizados pela inflação do período para que possam ser comparados. Esses rendimentos tratam-se de médias, o que significa que há grupos que ganham mais, grupos que ganham menos e ainda aqueles que não possuem rendimento.

A pesquisa mostra que, em média, os brasileiros estão recebendo menos e também que menos brasileiros possuem algum rendimento. O percentual de pessoas com rendimento na população do país caiu de 61% em 2020 para 59,8% em 2021, o mesmo percentual de 2012 e também o mais baixo da série histórica.

O IBGE considera no levantamento os rendimentos provenientes de trabalhos; de aposentadoria e pensão; de aluguel e arrendamento; de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; além de outros rendimentos.

Considerados apenas os brasileiros que possuem rendimento, a média mensal registrada em 2021 foi R$ 2.265, segundo o IBGE, a menor da série histórica. As menores médias desde 2012 entre as pessoas com rendimento também foram registradas em aposentadoria e pensão, com média de R$1.959 e em outros rendimentos (R$ 512).

Rendimentos de trabalhos

Entre 2020 e 2021, a participação do trabalho na composição do rendimento dos brasileiros aumentou de 72,8% para 75,3%. Mas, apesar do aumento da população ocupada, a massa do rendimento mensal real de todos os trabalhos caiu 3,1%, indo de R$ 223,6 bilhões para R$ 216,7 bilhões, no período.

“A pandemia afetou muito o mercado de trabalho em 2020 por causa do isolamento social que teve que ser feito para frear a pandemia. Então, o mercado de trabalho perdeu muita ocupação. O mercado de trabalho está retomando, mas o ritmo ainda está menor do que o de 2019”, diz a analista da pesquisa Alessandra Scalioni Brito.

Alessandra aponta ainda a inflação como um dos fatores que impactaram os rendimentos dos brasileiros, tanto provenientes do trabalho quanto de outras fontes, como aposentadorias, pensão alimentícia, entre outras. Em 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, foi de 10,06% – a maior taxa acumulada no ano desde 2015.

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Auxílio Emergencial

Enquanto a participação do trabalho aumentou, a participação de outros rendimentos encolheu. A pesquisa de 2021 mostra que o percentual de domicílios com alguém recebendo recursos de programas sociais, como o auxílio emergencial, caiu de 23,7% para 15,4%.

“Foi um benefício apenas emergencial. Agora que a gente está tirando ele, a gente está vendo que ele cumpriu o papel ali de não deixar a renda cair tanto em 2020, mas em 2021 essa queda veio e a desigualdade voltou para o padrão que estava. As rendas estão menores e tivemos a questão inflacionária. Então, estamos em situação pior em 2021 em termos de renda”, diz Alessandra.

De acordo com a pesquisa, a queda do rendimento mensal domiciliar per capita foi mais intensa entre as classes com menor rendimento. Em 2021, o rendimento médio do 1% da população que ganha mais era 38,4 vezes maior que o rendimento médio dos 50% que ganham menos. O rendimento médio mensal daqueles com maior renda era de R$ 15.940; já entre os que ganham menos, era de R$ 415.

No início da pandemia do novo coronavírus, em 2020, essa razão reduziu para 34,8 vezes, atingindo o menor valor desde 2015. Isso ocorreu, segundo o IBGE, sobretudo por conta de outros rendimentos, como o auxílio emergencial.

Desigualdade

A pesquisa aponta também as desigualdades de rendimento entre as regiões do Brasil. Em todas elas houve queda no rendimento médio mensal real domiciliar per capita entre 2020 e 2021. Enquanto na região Sudeste essa renda passou de R$ 1.742 para R$ 1.645 e na região Sul, de R$ 1.738 para R$ 1.656; na região Norte passou de R$ 966 para R$ 871 e na região Nordeste, de R$ 963 para R$ 843. Na região Centro-Oeste a variação foi de R$ 1.626 para R$ 1.534.

“O mercado de trabalho é mais informalizado no Norte e no Nordeste, então, a renda do trabalho ali tende a ter uma distribuição mais desigual. As regiões Norte e Nordeste tendem a receber mais benefícios de programas sociais e como houve essa mudança no auxílio emergencial, elas foram mais afetadas entre 2020 e 2021. Por isso tiveram esse aumento de desigualdade maior que em outras regiões”, diz Alessandra.

Segundo a pesquisa, a desigualdade, medida pelo Índice de Gini, considerando toda a população, aumentou entre 2020 e 2021, passando de 0,524 para 0,544. Considerada apenas a população ocupada, esse indicador ficou praticamente estável, variando de 0,500 para 0,499.

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um representa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

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Desemprego apresenta ligeira queda e atinge 12 milhões de brasileiros https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-apresenta-ligeira-queda-e-atinge-12-milhoes-de-brasileiros/ Thu, 31 Mar 2022 22:27:41 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27149 Falta de trabalho afeta 11,2% da população. Rendimento real é o mais baixo para um trimestre encerrado em fevereiro.

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A taxa de desemprego no Brasil apresentou leve queda no trimestre encerrado em fevereiro e ficou em 11,2% (baixa de 0,4% em relação ao trimestre anterior), com a falta de trabalho atingindo 12 milhões de brasileiros, conforme divulgou nesta quinta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – os dados compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

O resultado é brevemente melhor do que o esperado por analistas, que projetavam um índice de 11,4% em fevereiro, variando entre 11,3% e 11,8%.

Segundo avaliação da coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, “no trimestre encerrado em fevereiro, houve retração da população que buscava trabalho, o que já vinha acontecendo em trimestres anteriores. A diferença é que nesse trimestre não se observou um crescimento significativo da população ocupada”.

Taxa de desemprego no Brasil.

Taxa de desemprego no Brasil. Foto: Reprodução (MyNews)

Taxa de ocupados e renda mensal

O número de ocupados foi estimado em 95,2 milhões, permanecendo estável frente ao trimestre anterior. Desse modo, o nível de ocupação no Brasil se mantém em 55,2% da população, 3,3 pontos percentuais abaixo da máxima histórica verificada em 2013 (58,5%).

De acordo com o IBGE, a desaceleração no aumento do índice de ocupados pode estar amplamente relacionada ao encerramento de contratos de trabalhadores que, no final do ano anterior, foram admitidos de maneira temporária, evidenciando os padrões de sazonalidade.

Outro resultado aferido mostra que a renda média real está em R$ 2.511, configurando o menor rendimento já registrado em um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.

Renda média mensal brasileira

Renda média mensal brasileira. Foto: Reprodução (MyNews)

Destaques Pnad

Oito pontos da pesquisa demonstram a atual conjuntura brasileira frente ao mercado de trabalho. São eles:

 

  • A taxa de informalidade caiu para 40,2% da população ocupada, compreendendo 38,3 milhões de trabalhadores – queda de 0,4% em comparação com o trimestre anterior;
  • 12 milhões de desempregados – recuou de 3,1% em 3 meses e 19,5% em relação ao mesmo período do ano passado;
  • 4,7 milhões de desalentados (que desistiram de procurar trabalho);
  • População subutilizada estimada em 27,3 milhões de pessoas – queda de 6,3% frente ao trimestre anterior;
  • Subocupados por insuficiência de horas trabalhadas somam 6,6 milhões de pessoas – recuo de 12,5% em 3 meses;
  • Empregados com carteira de trabalho somam 34,6 milhões de pessoas – alta de 1,1% em comparação com o trimestre anterior;
  • Trabalhadores sem carteira assinada são 12,3 milhões de pessoas – número estável em 3 meses;
  • Trabalhadores por conta somam própria caiu somam 25,4 milhões de pessoas – baixa de 1,9% na comparação com o trimestre anterior.

 

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Os resultados da Pnad foram pauta do MyNews Investe desta quinta-feira (31). Confira:

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Teto furado era lindo https://canalmynews.com.br/paulo-totti/teto-furado-era-lindo/ Wed, 19 Jan 2022 17:15:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23058 A semana começou com duas boas razões para candidatos e eleitores refletirem acerca da pandemia resiliente e suas consequências sobre o Brasil, há séculos mergulhado na tragédia das desigualdades regionais, de renda, de raça, de gênero.

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A semana começou com duas boas razões para candidatos e eleitores refletirem acerca da pandemia resiliente e suas consequências sobre o Brasil, há séculos mergulhado na tragédia das desigualdades regionais, de renda, de raça, de gênero.

 

1) A Oxfam, organização internacional ligada ao chamado “mercado”, isenta de suspeitas de esquerdismo, revelou que um novo bilionário surgiu no mundo a cada 26 horas desde março de 2020, quando a Covid-19 começava a espalhar-se pelo planeta. Os 10 homens mais ricos do mundo dobraram suas fortunas durante o período, enquanto a renda de 99% da humanidade diminuiu.

 

2)O Brasil desapareceu do mapa global de investimentos produtivos desde 2016, publicou o Valor Econômico, em texto de Daniel Rittner. Nos três anos anteriores, o Brasil disputava com China e Estados Unidos posições de liderança como mercado atraente para investimentos não especulativos num horizonte de 12 meses. Hoje, segundo relato da empresa de consultoria e auditoria PwC (antiga Pricewaterhouse Coopers), é o 10º citado por executivos das maiores empresas mundiais quando lhes perguntam sobre os países em que pretendem aplicar seu dinheiro.

 

As duas notícias provocaram algum interesse no dia mesmo em que foram publicadas, repercutiram razoavelmente no dia seguinte e já na quarta-feira desapareciam dos jornais e Tvs, enquanto do outro lado do mundo ecoava uma inesperada manifestação de empresários: “Obriguem-nos a pagar mais impostos”. Ilustres políticos brasileiros e seus seguidores ocuparam-se de outros assuntos, dentre os quais elevar novamente para R$ 5,7 bilhões o Fundão eleitoral, pois R$ 4,9 bi é certamente muito pouco.

 

Este momento em que a campanha presidencial entra em banho-maria, no aguardo de que R$ 400 de Auxílio Brasil possam recuperar a ilusão perdida por milhões de eleitores, e o maior partido em criação, o União Brasil, saldo da liquidação dos capengas Dem e FSL, consiga no deserto de filiados um candidato para chamar de seu, seria propício para gente decente começar a pensar no Brasil e responder prontamente ao que, em plena crise sanitária, desemprego e fome, brasileiros ouvidos pelo Datafolha em todo o país ofereceram como caminho das soluções para quem lhes foi perguntar sobre o que fazer diante da desigualdade. Conhecedores sofridos das agruras que o Brasil enfrenta, 86% dos pesquisados afirmaram que o progresso está condicionado à redução da desigualdade entre pobres e ricos; 62% disseram que o acesso à saúde é uma das três principais prioridades para uma vida melhor, ao lado do “estudo” e da “fé religiosa”; 84% sugeriram aumentar os impostos de pessoas mais ricas para financiar políticas sociais; 67% concordaram que o fato de ser mulher impacta negativamente na renda obtida; 78% consideraram que a Justiça é mais dura com os negros; 76% disseram que a cor da pele influencia na contratação por empresas no Brasil; 62% apoiaram a manutenção, após a pandemia, do auxílio emergencial para as pessoas que hoje o recebem.

 

Entre os milhares de candidatos a presidente (sim, também, entre os presidenciáveis), governadores, senadores, deputados federais e estaduais há uma maioria que não sabe o que dizer para o eleitorado, mais preocupados estão com os privilégios do cargo. Pois bem, aí está um bom programa.

 

É o que o povo quer e, se atendido, assegurará não só a eleição de hoje como todas as futuras.

 

Quanto à perda do lugar antes ocupado pela economia brasileira perante o mundo, há também soluções rápidas e para as quais o país só precisa de independência e caráter, A primeira é abandonar as políticas que provoquem desemprego. Sem emprego não há sequer arrecadação que sustente a máquina de cobrar impostos, e se terá, a cada cinco anos, de provocar mais desemprego com nova, inútil, reforma da previdência. O restante se alcançará com concretas e reais medidas voltadas para o desenvolvimento. Esta é uma palavra de que se ouvirá muito falar neste ano e nos que se seguirem.

 

Acabar com a desigualdade é impossível, fazem coro Paulo Guedes, Henrique Meirelles e Affonso Pastore. Temos de cuidar do teto, proclamam.

 

Parecia impossível controlar a superinflação. E a dívida externa? Esta era considerada eterna. Alguns bravos, bem intencionados (e também inteligentes) brasileiros conseguiram controlá-las.

 

Pois agora é hora de acabar com as desigualdades. Pelo menos começar a mitigá-las, acabar com o maldito teto, que tem de ser furado todos os dias para, por exemplo, aumentar o salário de policiais. Teto furado só era lindo em 1935, na canção de Orestes Barbosa e Sílvio Caldas, “Chão de Estrelas”: A porta do barraco era sem trinco/ Mas a lua, furando o nosso zinco,/ Salpicava de estrelas nosso chão.”

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Mercado eleva projeção da inflação para 2022 e 2023 https://canalmynews.com.br/economia/mercado-eleva-projecao-da-inflacao-para-2022-e-2023/ Mon, 17 Jan 2022 23:39:14 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23022 Relatório do Banco Central aponta alta do IPCA nos próximos 24 meses, com resultados acima do centro da meta. Expectativa para o PIB também é revisada para cima

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Projeção da Inflação: Economistas e analistas do mercado elevaram a expectativa para a inflação em 2022 e 2023, conforme aponta o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central. O levantamento mostra que a estimativa para a alta do IPCA é de 5,09% neste ano e de 3,40% para o ano seguinte.

Ambos os resultados ficam acima do centro da meta, fixado em 3,5% (2022) e 3,25% (2023), com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

LEIA TAMBÉM: Como é calculada a inflação?

Já para o Produto Interno Bruto (PIB), a projeção de crescimento teve um reajuste de 0,01% para cima, fator que encerra a soma de todos os bens e serviços em 2022 na ordem de 0,29%. Em 2023, a expectativa é de um acréscimo maior, chegando a 1,75%.

Outro dado aferido na pesquisa é relativo à taxa básica de juros: a Selic deve encerrar o ano corrente em 11,75%, caindo para 8,0% no ano subsequente – atualmente, a alíquota está em 9,25%.

Inflação e desemprego

Na manhã desta segunda, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, após fechar 2021 em alta de 10,06%, maior nível desde 2015, a inflação sofrerá uma redução neste ano.

“Passamos ainda momentos difíceis pós-pandemia no tocante à economia, em especial. Mas o Brasil é o país que menos está sofrendo nessa questão perante o mundo, apesar de reconhecer a inflação, o aumento de muitos preços. Temos que lutar. Mas vamos continuar lutando contra o desemprego, pode ter certeza de que a inflação vai baixar este ano”, ponderou.

Durante a conferência, o chefe do Executivo voltou a responsabilizar governadores e prefeitos pelo aumento contínuo dos preços, uma vez que houve a adoção de medidas restritivas contra o avanço da covid-19.

“Como consequência da pandemia e da política do ‘fica em casa, a economia a gente vê depois’, tivemos inflação bastante alta nos alimentos e nos combustíveis. Isso aconteceu no mundo todo, mas no Brasil sofremos menos. […] A inflação no ano passado bateu 10%. 2014, 2015 também bateu 10%, sem qualquer coisa anormal, como, por exemplo, tivemos a pandemia. Peço a Deus que, realmente, o Brasil esteja caminhando para o fim da pandemia para nós voltarmos à nossa normalidade”, finalizou.

 

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A sombra de um gigante em água fresca https://canalmynews.com.br/voce-colunista/a-sombra-de-um-gigante-em-agua-fresca/ Mon, 22 Nov 2021 18:03:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-sombra-de-um-gigante-em-agua-fresca/ Entender esse encaixe de todos os acontecimentos em calma nas ruazinhas interioranas do Brasil de pedra não é nem para quem compõe esse cenário pré-Renascimento

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Aqui no interior, das tradições que retornam, a minha preferida é cadeira na calçada. Parece a dramaturgia de um vinil de Sá, Rodrix e Guarabyra nosso pós-país de agora. É de emocionar esse Brasil.

Os festivais de cultura popular já haviam sido mesmo dominados por burocratas da cultura, os coreógrafos de ciranda à solta e as peças interioranas vazias de gente e gente já salvas por editais, quem importa. Além do mais, não fosse o adolescente sertanejo universitário democratizando a autoestima de tantas pessoas a se arriscarem pelos bares a entreter o ambiente, tenho é medo de calcular o número de desempregados culturais.

Entender esse encaixe de todos os acontecimentos em calma nas ruazinhas interioranas do Brasil de pedra não é nem para quem compõe esse cenário pré-Renascimento: o olhar da mulher de sonhos em meia-idade de todo não acontecer, aceitando, pouco a pouco, o trânsito que lhe pertence, permitindo aos filhos continuar brincando após o ferimento.

As sinucas lotadas. As igrejas em fúria. A rendição das ruas ao espetáculo de si mesma, por mais que doa, é um fenômeno a ser apreciado, o público ocupa calçadas com antigas cadeiras de praia esgarçadas, lado a lado, posicionadas respeitosamente em direção à anfitriã da fachada. O ar de fora toma comboio de fuga, pois “- Ficar dentro de casa dá fome à toa”.

A constância no empurrar da bicicleta do senhor das roscas já não tão frescas me instiga, o desânimo que abafa o vendedor de picolé, seu agudo, quando alguém o chama é preciso gritar de novo, pois ele nem sempre acredita, e está quase sempre certo.

Entre tantos tons de miséria, a uniformizada revendedora de loterias não federais até entretém. Um instante de sonhos e fortuna logo reprimido por um sorriso incompleto, plateia é plateia, nem todas gostam de peças interativas.

Buscam algo pela rua os cães, dão inveja até certa idade, desviam de pedras com habilidade cênica, nos olhos dos moradores das calçadas uma curiosidade repentina volta a existir, um riso quase, um flerte por exercer, uma permissão ao macabro.

Um Brasil de ruas em que é chegar e assistir, sem vida, sem Lei Rouanet ou passaporte da vacina.


Quem é Gustavo Caldeira Ministério?

Gustavo Caldeira Ministério é teatrólogo

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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MTST faz manifestação em frente à mansão de Flávio Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/mtst-faz-manifestacao-em-frente-a-mansao-de-flavio-bolsonaro/ Sat, 23 Oct 2021 17:29:15 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mtst-faz-manifestacao-em-frente-a-mansao-de-flavio-bolsonaro/ Objetivo do MTST é chamar atenção para as crescentes taxas de fome, desemprego e inflação no país. Protesto acontece em área nobre de Brasília

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O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realiza uma manifestação, na manhã desta quinta-feira (30), em frente ao imóvel do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), no Lago Sul, região nobre de Brasília. Segundo representantes do ato, o objetivo é chamar a atenção para o aumento das taxas de fome, inflação e desemprego no Brasil.

Há cerca de 300 sem-teto no local. Munidos de cartazes e faixas, os militantes gritam palavras de ordem. “Enquanto o filho do [Jair] Bolsonaro está comprando, de forma no mínimo duvidosa, uma mansão de mais de R$ 6 milhões, o povo brasileiro está na fila do osso, está voltando a cozinhar à lenha por causa do preço do botijão de gás”, afirmou Guilherme Boulos, coordenador nacional do movimento.

Manifestantes do MTST fazem ato em frente ao imóvel de Flávio Bolsonaro.
Manifestantes do MTST fazem ato em frente ao imóvel de Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução (Redes Sociais)

A ação faz parte da campanha “Tá tudo caro, a culpa é do Bolsonaro!”, que teve início no dia 23 de setembro, quando o coletivo invadiu a Bolsa de Valores em São Paulo.

“É por isso que o MTST está fazendo essa manifestação, que dá sequência ao ato que o movimento já havia feito na Bolsa de Valores. A família Bolsonaro não pode ficar assistindo impune o povo morrer de fome enquanto se esconde em suas mansões. Nós não vamos parar”, complementou Boulos.

De acordo com a mais recente pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que cerca de 23,5% da população brasileira tenha vivenciado situações de insegurança alimentar moderada ou severa entre 2018 e 2020, percentual que representa um crescimento de 5,2% em relação ao último período aferido (2014 a 2016). O número aponta que 49,6 milhões de pessoas, incluindo crianças e adolescentes, deixaram de comer ou tiveram significativa redução na alimentação por falta de dinheiro.

Em estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), notificou-se que mais da metade dos brasileiros (116,8 milhões) já vivia com algum nível de risco alimentício em 2020.

Mansão de Flávio Bolsonaro fica em área nobre de Brasília

Adquirida por R$ 5,97 milhões, a mansão de Flávio Bolsonaro fica localizada no Setor de Mansões Dom Bosco, Lago Sul, área nobre da cidade, mais especificamente no Condomínio Ouro Branco, local sitiado por imóveis de luxo. Conforme consta na escritura, a residência possui 1.000 m² de área construída e 2.400 m² no total.

A construção tem piscina e paisagismo irrigado artificialmente. Os dois andares são revestidos por pisos de mármore carrara e crema marfil. Com quatro suítes amplas, uma delas com hidromassagem, a casa dispõe ainda de academia, spa com aquecimento solar, espaço gourmet e brinquedoteca.

O filho do presidente alega que os recursos para a compra da mansão vieram da venda de um imóvel e de recursos adquiridos comercialmente em uma loja chocolates. “Eu vendi um imóvel que eu tinha no Rio de Janeiro, eu vendi uma franquia que eu possuía também no Rio e dei entrada em uma casa aqui em Brasília. A maior parte está sendo financiada no banco”, afirmou o parlamentar na época. “Está tudo redondinho, dentro da lei”, finalizou.

Mansão de Flávio Bolsonaro, avaliada em cerca de R$ 6 milhões.
Mansão de Flávio Bolsonaro, avaliada em cerca de R$ 6 milhões. Foto: Reprodução (Redes Sociais)

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Avaliação negativa do governo Bolsonaro sobe para 48% https://canalmynews.com.br/politica/avaliacao-negativa-do-governo-bolsonaro-sobe-para-48/ Wed, 01 Sep 2021 16:04:35 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/avaliacao-negativa-do-governo-bolsonaro-sobe-para-48/ Para o CEO da Quaest, Felipe Nunes, “o cenário de deterioração da imagem do presidente corresponde ao cenário de deterioração da economia”

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A terceira edição da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (1°) mostra que a avaliação negativa do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) subiu de 44% para 48%, segundo levantamento feito entre os dias 26 e 29 de agosto, com duas mil pessoas entrevistadas. A avaliação positiva encolheu em comparação ao levantamento feito no mês de julho: de 26% para 24%. E a regular também: de 27% para 26%.

A pesquisa foi feita em 95 municípios brasileiros das cinco regiões do País, e também questionou sobre possíveis cenários para as eleições de 2022 e sobre a economia.

Felipe Nunes, CEO da Quaest, em entrevista ao programa 'Café do MyNews'.
Felipe Nunes, CEO da Quaest, em entrevista ao programa ‘Café do MyNews’. Foto: Reprodução (MyNews)

Em entrevista ao programa ‘Café do MyNews‘ desta quarta-feira, o CEO da Quaest e coordenador da pesquisa, Felipe Nunes, credita o cenário de deterioração da imagem do presidente Jair Bolsonaro à piora do cenário econômico brasileiro. “A incapacidade do governo de gerar uma percepção positiva sobre os resultados econômicos, isso afeta diretamente a avaliação do presidente, que neste momento, tem avaliação negativa superior em todos os extratos estudados nessa pesquisa. Homens e mulheres avaliam mal o presidente, de todas as regiões do País, inclusive entre os evangélicos”, ressalta Nunes.

Os estados do Nordeste, Sudeste e Sul foram os que apresentaram um maior aumento no índice de insatisfação do atual governo. Conforme os dados do levantamento, o Nordeste foi a região do país onde a rejeição a Bolsonaro atingiu o maior percentual: de 59% – acima dos 53% registrados em agosto. No Sudeste, a avaliação negativa passou de 42% em julho para 47% em agosto; e no Sul, de 36% para 39%.

Felipe Nunes cita o crescimento da rejeição de Bolsonaro no Sudeste, principalmente entre as classes média e alta, como uma novidade importante: “Quem segurou a queda do presidente no último mês foi a população do Centro-Oeste e com renda mais alta. Neste mês a gente começa a observar que setores que tradicionalmente estão com o presidente, grupos de renda alta e agora do Sudeste, aos poucos vão abandonando o presidente. Isso acontece num período em que ele ataca o Supremo, mantém a agenda do voto impresso ativa, e traz para o noticiário temas que não são relevantes pras pessoas”, explicou.

Avaliação do governo Jair Bolsonaro - setembro de 2021
Avaliação do governo Jair Bolsonaro – setembro de 2021. Foto: Reprodução (Genial/Quaest)

Com enfraquecimento da pandemia, preocupação é a economia

O levantamento mais recente da Genial/Quaest mostra outra realidade que surpreendeu diante dos resultados da pesquisa anterior: uma preocupação muito maior dos brasileiros com a economia. O principal problema para os entrevistados continua sendo a pandemia, com 28% das respostas. Mas hoje a economia aparece com 27%. Há um mês, a economia empatava com desemprego, em 16%, e a pandemia ficava no topo sozinha, com 36%.

Para 68% dos brasileiros, a economia piorou no último ano. 13% acredita que melhorou e 17% que ficou na mesma. Ainda assim, 44% dos entrevistados acreditam que vai melhorar, 20%, que vai ficar na mesma, e 32% que vai piorar.

Segundo Felipe Nunes, o avanço da vacinação fez com que as pessoas tivessem a percepção de que a saúde e a pandemia não são os principais problemas do País, e colocassem a economia no centro das atenções. Para ele, “o fim da pandemia não anima as pessoas, não transfere expectativa positiva e otimismo para o governo, que por outro lado faz as pessoas se preocuparem cada vez mais com a inflação, com o desemprego, com o crescimento econômico”.

Eleições 2022

A avaliação negativa do governo Bolsonaro também se reflete na pesquisa de intenção de voto para as eleições de 2022. O atual presidente da República perde em todos os cenários projetados, chegando a apenas 26% no primeiro turno.

Com Jair Bolsonaro, o ex-presidente Lula, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) na disputa, Lula aparece na liderança com 47% das intenções de voto, Bolsonaro com 26%. Ciro e Doria aparecem embolados com 8% e 6%, respectivamente.

Em um cenário com mais candidatos, incluídos o apresentador José Luiz Datena (PSL), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nenhum deles passa dos 7% e Lula aparece com 44% das intenções de votos e Bolsonaro, com 25%.

Bolsonaro só venceria em um eventual segundo turno se a disputa fosse com Rodrigo Pacheco. E, mesmo assim, com uma margem apertada, de 36% contra 33%. Em segundo turno entre Ciro Gomes e Bolsonaro, o pedetista tem 45% das intenções de voto contra 33% do atual presidente.

A pesquisa também perguntou quem os entrevistados preferiam que ganhasse em 2022: 45% responderam Lula, 23% Bolsonaro e 25% uma terceira via. A principal razão dos entrevistados pelo voto em Lula é a gestão, com 59% das respostas, seguida pela economia, com 12%. Em relação a Bolsonaro, 27% responderam que votam nele pela gestão e 25% dizem que são anti-PT.

Para o coordenador da pesquisa e o CEO da Quaest, é importante lembrar que “o eleitor de baixa renda é um eleitor pragmático, não é um eleitor ideológico, e ele vai votar com o bolso, acima de qualquer coisa”. E ressalta: “Tendo essa população uma percepção de que as coisas não estão indo bem, de que os preços não serão controlados, e de que a economia e a inflação são os principais problemas, isso gera uma tempestade perfeita contra o governo.”

A pesquisa completa da Genial/Quaest pode ser conferida neste link.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta quarta-feira (1º), que abordou a pesquisa Genial/Quaest.

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O Brasil e a fome https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/o-brasil-e-a-fome/ Sat, 28 Aug 2021 14:25:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-brasil-e-a-fome/ Milhões de brasileiros passam fome enquanto os preços disparam

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Mais de 10 milhões de brasileiros passam fome. Houve um aumento 3 milhões de pessoas em cinco anos. Dados do IBGE apontam que as famílias sem acesso à alimentação básica regular teriam que usar 85% a mais do que efetivamente gastam para comprar alimentos.

E o número de pessoas com fome certamente é maior. Isso porque a pesquisa do IBGE considera apenas pessoas com residência fixa, ou seja, exclui pessoas em situação de rua.

Moradores em situação de rua fazem fila para conseguir uma marmita em São Paulo. Foto: Jorge Araujo/Fotos Publicas

Do início da pandemia pra cá (só pra constar, a pandemia não acabou), a inflação disparou junto com o desemprego no Brasil.

São quase 15 milhões de brasileiros desempregados. O nível de ocupação caiu para 48,9%. Portanto, menos da metade da população que poderia trabalhar tem emprego. Já o nível de ocupação ficou em 48,9%. O IBGE destacou que este indicador está abaixo de 50% desde o trimestre terminado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no mercado de trabalho. Além disso, quase 35 milhões trabalham na informalidade.

O número de desempregados não inclui os 5,7 milhões de desalentados, pessoas que simplesmente desistiram de procurar emprego.

Com este cenário, a inflação acumulada nos últimos 12 meses está perto de 9%. O preço da carne subiu 34%, do arroz 40%, frango 20% e o óleo de soja 84%. Todos itens básicos para a alimentação. A cesta básica já custa mais da metade do valor do salário mínimo, de acordo com o Dieese.

Sem falar do aumento de outros elementos que influenciam no preço dos alimentos, como os combustíveis que subiram mais de 40% e a energia elétrica que disparou e aumentará ainda mais em setembro. A inflação acaba sendo mais impactante na renda das pessoas mais pobres.

Para o presidente Jair Bolsonaro, é “idiota” quem diz que precisa comprar feijão. Para o presidente, “tem que todo mundo comprar fuzil”. Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o preço na energia vai aumentar e “não adianta ficar sentado chorando”. A declaração foi feita após Guedes questionar qual seria o problema de “a energia vai ficar um pouco mais cara”.

O problema é a sobrevivência e a população precisa comer para sobreviver.

Um dos maiores exemplos a literatura está na obra “Vidas Secas”. O romance de Graciliano Ramos conta a história de uma família de retirantes nordestinos que fogem da seca. Quem leu, certamente não se esquece da cachorra baleia e de Fabiano, que se vê como um bicho.

“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.”

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A balada da arrasada dos pesquisadores brasileiros: desabafo de um mestrando prestes a defender https://canalmynews.com.br/voce-colunista/a-balada-da-arrasada-dos-pesquisadores-brasileiros-desabafo-de-um-mestrando-prestes-a-defender/ Thu, 05 Aug 2021 20:58:14 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-balada-da-arrasada-dos-pesquisadores-brasileiros-desabafo-de-um-mestrando-prestes-a-defender/ Viver a preocupação de finalizar a pesquisa e aquela referente a procurar um emprego é demasiado angustiante

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Eu, assim como outros colegas pós-graduandos, estou nos momentos finais da escrita da pesquisa de mestrado. Esta reta final tem um gosto agridoce de ansiedade e um gosto amargo de tristeza. Agridoce porque obviamente qualquer pesquisador fica feliz no momento da defesa, contudo, ao mesmo tempo vem a insegurança material propiciada pela falta da bolsa e a emergência de se arranjar um emprego. E é na procura do emprego que o agridoce fica amargo. Sou da área das Ciências Sociais, mas pelo o que vejo de relatos de colegas pesquisadores de outras áreas em grupos de Facebook e no recém lançado Quinta Chamada do MyNews percebo que nosso caso não é isolado.

Viver a preocupação de finalizar a pesquisa e aquela referente a procurar um emprego é demasiado angustiante. Hoje não é surpresa que a maioria dos professores e pesquisadores das ciências sociais formados nos anos 70 a 90 eram em sua maioria de classes mais abastadas. Afirmo isso com base no projeto “Memória das Ciências Sociais no Brasil” coordenado pelo antropólogo Celso de Castro da Fundação Getúlio Vargas. Para ser pesquisador nesse país com um mínimo de autonomia o ideal é ter um colchão de proteção financeira excelente. Além de tal colchão, o pesquisador em formação no Brasil tem que torcer para viver numa família que entenda como funciona a carreira acadêmica brasileira. O que eu vejo que é a minoria entre meus colegas de universidade. Ainda hoje fico embasbacado quando escuto “meu pai e minha mãe dão todo apoio e incentivo pra fazer mestrado”.

Uma das piores partes é que quando os pesquisadores reclamam sobre as condições de nosso trabalho no Brasil escutamos aquele lindo argumento “ahhh mas vocês têm bolsa e só pra estudar!” (isso antes dos agressivos cortes do governo obviamente). Os valores das bolsas são verdadeiras misérias. Seja de iniciação científica, projetos de extensão, mestrado e doutorado. O valor parece ainda mais irrisório quando pensamos na carga de trabalho do pesquisador brasileiro e a demanda de uma dedicação exclusiva para a pesquisa – mesmo que implícita. Atualmente muitas/os chefes de família estão ingressando na carreira acadêmica. A baixa remuneração dificulta a permanência dos discentes na graduação e na pós-graduação. Para além dos gastos para a própria subsistência tem o encargo com livros, materiais de pesquisa, viagens para pesquisa de campo, compra de equipamentos e insumos.

O ingresso na carreira docente também está um inferno. Seja no âmbito privado ou público. No âmbito público alguns concursos estão reproduzindo uma lógica empregatícia torpe. O recém lançado edital n°25/2021 da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO – para professor substituto está exigindo a titulação de doutorado com o salário de R$ 3.500,00. Não é raro os concursos de Institutos Federais fazerem a dobradinha de contratar um professor para dar duas disciplinas de humanidades -sociologia/filosofia ou geografia/história são as mais comuns. Fora o ingresso em algumas faculdades privadas.

Uma crítica indigesta, mas que se faz necessária, é que parte da culpa dessa precarização do trabalho docente e da qualidade de ensino nos podemos atribuir a gestão petista no executivo. Não por fomentarem programas de acesso ao ensino superior como o FIES ou o Prouni. Mas por deixarem construir um oligopólio educacional bem abaixo de seus narizes. Isso inclusive acabou prejudicando as próprias faculdades privadas menores e de qualidade que foram engolidas no processo. O vídeo do canal no Youtube GregNews do dia 29 de novembro de 2017 explica em maiores detalhes o ocorrido.

Quanto às empresas privadas que contratam cientistas ou pesquisadores, muitas pedem um tempo de 3 ou 5 anos de pesquisa. O ponto é, a pesquisa que realizamos na universidade de mestrado, doutorado, iniciação científica ou em grupos de extensão não conta como tempo de trabalho pesquisado. Como conseguir experiência se toda contratação exige uma experiência irreal para os padrões empregatícios do Brasil atual?

Moral da história. Quem segue na carreira acadêmica continua realmente porque ama. A gente tá nisso é por amor, por gosto. Porque pelo prestígio social, estabilidade financeira e laboral e apoio com certeza não é. Em suma, pode-se resumir a situação da pesquisa e do pesquisador no Brasil pela música Balada da Arrasada de Angela Ro Ro.


Quem é Marcos Paulo Magalhães de Figueiredo?

Marcos Paulo Magalhães de Figueiredo é professor de sociologia e antropólogo. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestrando em Antropologia pela mesma instituição.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews

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“Desemprego subiu de elevador e vai descer de escada”, diz pesquisador sobre situação do Brasil https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-subiu-elevador-vai-descer-escada/ Fri, 30 Jul 2021 21:36:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-subiu-elevador-vai-descer-escada/ País tem 14,8 milhões de desempregados, segundo IBGE. Para especialistas, recuperação deve ser lenta e crise pode gerar anos de efeitos negativos para mercado de trabalho

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O trimestre encerrado em maio fechou 14,6% da população desempregada no Brasil, segundo divulgou nesta sexta-feira (30) o IBGE. São 14,8 milhões de pessoas em busca de uma oportunidade de trabalho no país, de acordo com o Instituto. O resultado representa a segunda maior taxa de desemprego da série histórica, que começou em 2012. O recorde, de 14,7%, aconteceu nos trimestre encerrados em março e abril, refletindo os efeitos da pandemia.

O economista sênior da LCA Consultores e pesquisador do Ibre-FGV, Bráulio Borges, lembra que a situação de desemprego no país pré-pandemia já era preocupante, com taxa em torno de 11,5%. A avaliação dele é que, até o fim de 2021, a taxa esteja em cerca de 13% – ainda longe de um cenário de equilíbrio. “O desemprego subiu de elevador e vai subir de escada no caso brasileiro”, diz o economista. 

Ele explica que o cenário “estável” em relação ao desemprego no Brasil é de uma taxa de cerca de 9,5%, chamada taxa de desemprego de equilíbrio. Ele avalia que a recuperação desse cenário passa pelo estímulo a criação de vagas formais.

“É interessante você trabalhar, por meio de políticas públicas, para a geração de bons empregos, empregos que tenham certa estabilidade, previsibilidade e que tenham por trás uma rede de proteção social em caso de oscilações macroeconômicas”, avalia o pesquisador, em entrevista ao MyNews Investe.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, o Brasil perdeu 1,3 milhão de vagas com carteiras assinadas em um ano. A recuperação do trabalho desde então, de maneira geral, tem sido puxada pela informalidade, que encerrou o trimestre de maio em 40% – acima dos 39,6% da pesquisa anterior.

O nível de ocupação, de acordo com o instituto, ficou em 48,9%. O IBGE destaca que o nível está abaixo dos 50% há um ano, o que significa que menos da metade da população apta ao mercado de trabalho está ocupada.

Salários e emprego devem ser afetados por 9 anos

Mesmo com um cenário de controle da pandemia, a recuperação do emprego e dos salários no Brasil ainda pode levar quase uma década. Essa é a avaliação de um relatório divulgado na última terça-feira (20) pelo Banco Mundial. Segundo o documento, a crise econômica gerada pela pandemia deve provocar efeitos negativos nos empregos e salários por nove anos.

A avaliação do órgão é que “grandes sequelas” devem permanecer no países da América Latina, como efeito de redução dos índices de emprego formal. As cicatrizes desse período, segundo o relatório, devem ser mais intensas nos trabalhadores menos qualificados, sem ensino superior.

Joana Silva, economista sênior do Banco Mundial, explica que a capacidade de geração de emprego no país no pós-pandemia depende, além de programas sociais e de geração de emprego, da recuperação econômica.

“É muito importante endereçar fatores estruturais para que a economia e as empresas que são fortes e produtivas possam criar empregos”, diz ela, em entrevista do MyNews Investe. “O emprego é criado nas empresas portanto boas empresas é o que nós precisamos para que elas sejam fortes e vigorosas na América Latina e no Brasil”, completa.

A íntegra da mesa-redonda está disponível para os membros do Canal MyNews

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Taxa de desemprego não pode ser parâmetro para controlar a inflação https://canalmynews.com.br/economia/taxa-de-desemprego-nao-pode-ser-parametro-para-controlar-a-inflacao/ Fri, 30 Jul 2021 02:12:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/taxa-de-desemprego-nao-pode-ser-parametro-para-controlar-a-inflacao/ Falar em “taxa de desemprego de equilíbrio” num país onde número de desempregados alcançou 14,8 milhões de pessoas, é penalizar a população mais pobre

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Falar em “taxa de desemprego de equilíbrio” num país onde o percentual de desempregados alcançou a marca de 14,7% – ou 14,8 milhões de pessoas – é um parâmetro que tende a penalizar a população mais pobre. O percentual de desempregados no Brasil atualmente é o maior da série histórica, iniciada em 2012, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e é apenas um dos dados que mostram a vulnerabilidade da maioria dos trabalhadores brasileiros na atual conjuntura.

O assunto foi tema do Segunda Chamada e motivou um debate sobre a questão do trabalho informal. No Brasil, essa “taxa de desemprego de equilíbrio”, que não pressionaria o aumento da inflação, está calculada atualmente em 10%.

Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica.
Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica. Foto: Jeso Carneiro (Flickr).

“O que os analistas explicam é que a nossa inflação é influenciada por outros fatores, como a alta do dólar, um período de alta de commodities, a alta do preço da energia. Se a gente for botar outros fatores, a gente ainda está com os juros mais altos e nem assim consegue segurar a inflação. Essa não é a minha área, eu cubro mais política, mas é surreal achar que para um país estar equilibrado, a gente precisa de 10 milhões de pessoas desempregadas”, argumentou a jornalista Juliana Braga – pontuando que a justificativa de reduzir o custo do trabalho foi utilizada para realizar uma reforma trabalhista, com a promessa de criar mais empregos.

“Mas esses empregos não aconteceram. Aí falam: não, mas é porque teve crise política e aí não teve emprego. E a impressão que eu tenho é que a gente está o tempo todo justificando o fato de que a nossa economia não investe em educação, a gente não tem qualificação do profissional, da mão-de-obra, e a gente tem um sistema que penaliza quem está na base da pirâmide e parece que vai continuar penalizando, pelo visto”, acrescentou.

No Brasil, segundo a Pnad, a população ocupada é de 85,9 milhões de pessoas – o que significa que 48,5% das pessoas com idade para trabalhar estão ocupadas no país. O número de subocupados alcançou 33,3 milhões de pessoas, enquanto os que desistiram de procurar trabalho por estarem desalentados, ou desesperançados, somou 6 milhões de pessoas. A informalidade é a realidade de 34,2 milhões de pessoas no Brasil – que trabalham sem carteira assinada, sem CNPJ, ou sem remuneração.

Se a média geral de desemprego está em 14,2%, entre as mulheres ela sobe para 17,9%. Entre as pessoas pretas e pardas, o desemprego está em 19,1% – também um recorde na série histórica realizada desde 2012. Já entre a população jovem, com idade entre 18 e 24 anos, a taxa de desemprego alcança os 31%.

Jefferson Nascimento, advogado e coordenador da Oxfam Brasil, analisou como a reforma trabalhista de 2018 teve impacto no aumento da informalidade e como as mulheres foram as mais afetadas nesse processo. Se antes da pandemia falava-se na diminuição da taxa de desemprego e verificava-se que essa redução se dava pela criação de postos de trabalho informais, o advento da pandemia fez desaparecer justamente esse trabalho precarizado.

“Começou a pandemia e o que aconteceu? As primeiras pessoas a perder o emprego foram justamente as que estavam nesses postos de trabalho informais. E ainda tem mais uma coisa: as mulheres estão super representadas entre os trabalhadores informais. Então tem um duplo impacto, que já acontecia na reforma trabalhista: a gente vai reduzir os direitos, vai aumentar os empregos com pessoas com menos direitos, e quando vem uma crise, esses postos são muito voláteis e isso acaba fatalmente aumentando a desigualdade”, analisou Nascimento.

Assista à integra do Segunda Chamada. O programa vai ao ar todas as segundas-feiras, a partir das 20h30, no Canal MyNews.

Leia também – Órgão técnico da Câmara afirma que piso para o Fundo Eleitoral é de R$ 800 milhões

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Reflexos da pandemia no empreendedorismo de baixo impacto https://canalmynews.com.br/francisco-saboya/reflexos-pandemia-empreendedorismo/ Wed, 21 Jul 2021 23:14:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/reflexos-pandemia-empreendedorismo/ Um dos reflexos da pandemia do novo coronavírus no Brasil tem se dado no empreendedorismo de baixo impacto

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Dizia um amigo que, no torniquete, os números confessam qualquer coisa. Estatísticas requerem cautela no trato. Deveriam provocar mais reflexões do que afirmações conclusivas. O Brasil sempre se orgulhou de ser uma potência do empreendedorismo. Em certos momentos, chegou a ter a maior taxa de empreendedorismo do mundo. Hoje anda em 7º lugar.

Isso é calculado como a proporção de empreendedores, formais ou informais, sobre a população adulta na faixa de 18 a 64 anos que i. ou têm um negócio estabelecido (em operação há mais de 3,5 anos); ou ii. têm um negócio inicial, subdividido aqui em duas categorias: os nascentes (em processo de gestação ou criados há no máximo 3 meses); e os novos (até 3,5 anos). Em números absolutos, são 44 milhões de empreendedores no país. Em termos relativos, 31,6%.

A fonte usada é a pesquisa GEM – Global Entrepreneurship Monitor. É um trabalho realizado há 21 anos em mais de uma centena de países. Coisa séria, conduzida no Brasil pelo SEBRAE e pelo IBQP – Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade. A divulgação recente passou meio em branco pelos analistas. Mas é bom olhar alguns insights. Apenas para contextualizar, a pesquisa foi realizada no 2⁰ semestre do ano passado, o que dá autoridade aos números para falar sobre o que se passava no auge da 1ª onda da pandemia.

No geral, a taxa total de empreendedorismo caiu cerca de 20% em relação a 2019. Não é um movimento usual, especialmente em tempos de crise. Mas a retração econômica na pandemia foi particularmente impiedosa com os negócios estabelecidos há mais de 3,5 anos, eliminando cerca de metade deles. No outro lado da balança, cresceu enormemente aquela categoria de empreendimentos iniciais. Podemos afirmar que esse segmento segurou o tombo.

Hoje, eles representam 74% do total de empreendimentos do país, o maior índice de toda a série histórica do GEM e o dobro do que se observa em épocas de PIB em alta. A questão é que, dentro dessa categoria, mais da metade são os chamados empreendedores por necessidade. (Aliás, a principal razão para se empreender no Brasil é a falta de emprego, citada por 82% dos empreendedores em resposta múltipla).

Na pressa de cacarejar alguns índices, como a já falada taxa total de empreendedorismo, quase nunca nos damos conta de que o tipo de empreendedorismo brasileiro é no geral de baixo impacto econômico. Não inova, não exporta, na sua maioria não gera empregos, funcionando basicamente como alternativa de ocupação própria para quem empreende. Nessa linha de raciocínio, podemos considerar que o povo brasileiro empreende acima de tudo uma grande política social, talvez a maior d país, muito maior, por exemplo, do que o Bolsa Família, que alcança 14 milhões de lares.

Empreendendo por necessidade

Empurrados para o mercado por falta de opção no país do desemprego a 15% – e não por vocação ou vontade – milhões de pessoas abrem negócios sem nenhuma ou muito pouca qualificação para ir além da autossustentação. Esse esforço não é desprezível, em especial porque funciona como um amortecedor para as tensões sociais. Mas as chances de acerto do ponto de vista econômico são mínimas. A resultante é a realimentação do ciclo de empobrecimento e a ampliação das desigualdades sociais num mundo em que novas habilidades, inclusive empreendedoras, são requeridas a cada instante, impulsionadas pela revolução tecnológica em curso. Esse é o significado real do empreendedorismo por necessidade.

Historicamente, há uma relação direta entre crise econômica e crescimento desse tipo de empreendedorismo. Mas três outras características chamam atenção nesse cenário de pandemia. A primeira é um certo envelhecimento do contingente de novos empreendedores. Possivelmente tem relação com a já mencionada força da destruição dos negócios já estabelecidos, onde predominam pessoas mais maduras. Sem alternativa na crise, mudam de status, e vão se somar àqueles que começam do zero. Nos últimos três anos, a participação relativa dos empreendedores acima de 45 anos vai de 21% para 27,1%, enquanto a faixa de 18 até 34 anos decresce de 57% para 47,2%, alterando a proporção, em números redondos, de 1:3 para 1:2 entre os dois grupos etários.

Desigualdade de gênero

Outra mudança de perfil diz respeito a gênero. Quando se analisa a série de 20 anos de pesquisas, não se identifica um padrão de comportamento dentro do segmento de negócios iniciais. A participação de mulheres, tanto cai, como sobe, em momentos de declínio ou de expansão, gerando, na média dos últimos dez anos, uma divisão rigorosamente igualitária. Mas o fato é que as mulheres parecem ter sido mais penalizadas pela pandemia. Hoje, mulheres empreendedoras são apenas 45% do total, contra 55% de homens.

Informalidade, baixa escolaridade e desalento

Por último, a componente escolaridade. Nesse caso, independentemente da pandemia, vem acontecendo nos últimos anos uma mudança expressiva no padrão de formação daqueles que iniciam novos negócios. O fundamental incompleto, que por anos representava em torno de 25% do total, agora é inferior a 10%. Por outro lado, a escolaridade superior salta de 6%, em 2017, para 24%, em 2020.

Há muitas interrogações a serem respondidas com o intuito de conhecer esse novo perfil do empreendedorismo brasileiro. A pergunta central é: para onde estão indo os jovens, mulheres e pessoas de baixa escolaridade? Serão eles maioria no segmento de desalentados? Estarão acomodados com o auxílio emergencial e outros programas sociais de governo, como afirma o andar de cima? Estão alocados em ocupações informais, secundárias e mesmo dispensáveis, tão à margem do trabalho decente que sequer são enxergados por estudos como GEM?

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Quais são as 5 áreas com maior oferta de empregos no Brasil hoje? https://canalmynews.com.br/mais/quais-sao-as-5-areas-com-maior-oferta-de-empregos-no-brasil-hoje/ Tue, 29 Jun 2021 14:21:17 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/quais-sao-as-5-areas-com-maior-oferta-de-empregos-no-brasil-hoje/ Com o desemprego em alta, é importante saber quais segmentos do mercado apresentam mais possibilidades

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Não é fácil encontrar um emprego que corresponda aos seus interesses e habilidades, ainda mais com o desemprego no Brasil atingindo taxas recorde. De acordo com o IBGE, 14,8 milhões de pessoas estão em busca de um trabalho no país, o maior índice da série histórica iniciada em 2012. Além disso, 34 milhões de pessoas estão em vagas informais.

Nesse cenário, é importante saber quais são os setores da economia com mais ofertas de emprego. De acordo com levantamento da plataforma de empregos Jooble, os cinco setores com maior oferta de vagas no Brasil são: bancos, sistema hoteleiro, agricultura, petróleo e automóveis. Dentro destes segmentos, vamos destacar algumas colocações disponíveis.

No setor de automóveis, há vagas para entregador de peças, vendedor, gerente de loja de carros, mecânico e gerente de produção. É recomendável ter um curso superior, ou estar cursando, engenheira para trabalhar no setor.

No setor de agricultura, há vagas para especialista em agronomia, especialista em segurança agrícola e especialista em construção. Neste segmento, é recomendável uma especialização em agricultura, botânica ou biologia.

Já no setor de petróleo, as vagas são para frentista, operador de máquinas, técnico de máquinas e caixa. No segmento hoteleiro, as vagas são para coordenador de eventos, bartender, lavador de pratos, gerente de operação, limpeza e atendente.

No segmento dos bancos, há empregos para caixa, gerente de filial, consultor de relacionamento financeiro, diretor comercial e analista. Neste setor, é recomendável uma especialização em economia, marketing ou contabilidade.

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Infelicidade de brasileiros é a pior desde 2016 https://canalmynews.com.br/economia/infelicidade-de-brasileiros-e-a-pior-desde-2016/ Mon, 21 Jun 2021 19:47:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/infelicidade-de-brasileiros-e-a-pior-desde-2016/ Índice mede a relação das taxas de desemprego e inflação. Brasil é o segundo pior de ranking com 38 países

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O brasileiro está mais infeliz. Uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas fez essa medição. O índice de infelicidade ou de desconforto faz um paralelo entre as taxas de inflação e de desemprego.

No primeiro trimestre desse ano, o índice ficou em 19,83% – quanto maior for o número, pior é a condição econômica e mais infeliz está a população. O indicador é o mesmo que o registrado no terceiro trimestre de 2016, quando o Brasil enfrentava uma recessão, e é o pior em cinco anos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante pronunciamento sobre preço dos combustíveis e a política de reajustes adotada pela Petrobras. Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil).

O economista Daniel Duque da FGV/IBRE, que fez o levantamento, explicou que a inflação subiu pela alta das commodities e um câmbio desfavorável. Já o desemprego está alto e tende a piorar por causa do descontrole da pandemia e lentidão da vacinação.

 “A taxa de câmbio não caiu como costuma acontecer e sempre aconteceu quando a gente teve uma alta das commoditties. O Brasil exporta commoditties, alimentos principalmente, de modo que quando você tem uma alta dos preços das commoditties, você tem uma entrada de dólares muito grande, o que faz com que haja uma queda da taxa de câmbio. Só que dessa vez, isso não aconteceu. A gente teve uma alta acelerada das commodities e o real não apreciou. No caso do desemprego, a gente não tem uma situação da pandemia controlada e a vacinação está bastante lenta”, explicou.

O levantamento também compara o Brasil com outros países. No ranking que considera 38 países da OCDE, o Brasil aparece na segunda pior posição, atrás apenas da Turquia. O índice de felicidade é maior entre os cidadãos de Japão, Suíça e Eslovênia.

Considerando só a inflação, o Brasil é o quinto pior, atrás de Argentina, Turquia, Rússia e Arábia Saudita. No ranking de desemprego, a situação do Brasil é ainda pior, atrás apenas da Espanha.​

“Considerando países desenvolvidos, a situação bastante ligada à vacinação porque isso faz com que o emprego seja afetado. Enquanto os outros países estão tendo apreciações cambiais, você vê por exemplo o euro e a libra tendo aumentos em relação ao dólar. O mesmo acontece em outros países em desenvolvimento”, analisa o economista.

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“Campo democrático” precisa de união como a do final da ditadura para encerrar o “pesadelo” Bolsonaro, diz Giannetti https://canalmynews.com.br/mais/campo-democratico-precisa-de-uniao-como-a-do-final-da-ditadura-para-encerrar-o-pesadelo-bolsonaro-diz-giannetti/ Mon, 31 May 2021 13:57:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/campo-democratico-precisa-de-uniao-como-a-do-final-da-ditadura-para-encerrar-o-pesadelo-bolsonaro-diz-giannetti/ Economista avalia que Bolsonaro pratica “negacionismo ignorante e cruel” e é responsável por milhares de mortes

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Sem uma ampla reunião e união das forças progressistas, o Brasil corre o risco de enfrentar um “bolsonarismo revigorado pelas urnas” em 2022. Essa é análise de Eduardo Giannetti, economista que já lecionou na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade de Cambridge. O intelectual conversou com o MyNews sobre a atual conjuntura e a estrutura desigual do Brasil.

Eduardo Giannetti da Fonseca, economista, professor, autor e palestrante brasileiro.
Eduardo Giannetti da Fonseca, economista, professor, autor e palestrante brasileiro. Foto: Luiz Munhoz (Fronteiras do Pensamento).

“Se o campo democrático e progressista não se unir, ele vai, de novo, abrir o caminho e permitir a continuação desse pesadelo que seria um bolsonarismo revigorado pelas urnas, se nós não conseguirmos nos unir como nós nos unimos contra a ditadura, entendendo que nossas diferenças, embora legítimas, são secundárias diante do mal maior que nos depara, se nós não conseguirmos fazer esse movimento, nós corremos o seríssimo risco de aprofundar esse pesadelo. Eventualmente com a perda, inclusive, da liberdade, da ordem democrática no Brasil”, diz Giannetti.

Em sua avaliação, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é responsável por milhares de mortes com sua postura negacionista “ignorante e cruel”.

Giannetti avalia que o aumento do gasto público em 2020 apontou na direção correta e conseguiu atenuar o impacto da pandemia de covid-19. Em 2020, o PIB brasileiro encolheu 4,8% em relação a 2019. A queda foi menor do que a registrada em outros países da região, como Colômbia (-6,8%) e Argentina (-10%). Todavia, o economista avalia que o cenário atual indica que o “espaço fiscal” foi esgotado e que a recuperação não acontecerá no melhor dos ritmos.

“Vai demorar mais tempo para recuperar, no melhor cenário, ninguém acredita que nós vamos recuperar o PIB perdido no inicio da pandemia para cá ainda em 2021, só em 2022. Ao mesmo tempo, nós vemos outros países do mundo, especialmente Estados Unidos, União Europeia, China, sudeste asiático já, praticamente, recuperados e crescendo de forma bastante vigorosa, o que vai demorar bastante para acontecer no Brasil”.

Para os pobres, o Estado é “terrorista”

O Brasil, em 2021, tem uma desigualdade que lembra a França pré-revolucionária de 1789 e seu então rei Luís XVI. Giannetti crê que as remunerações acima do teto constitucional mostram que a legislação não é igual para todos.

De acordo com a Constituição Federal, a remuneração para cargos públicos não deve ser superior ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 39.293,32. A regra, todavia, é driblada por meio de adicionais e outros manobras jurídicas. Além desses “jeitinhos” já existentes, o Ministério da Economia do ministro Paulo Guedes editou portaria em maio deste ano para permitir vencimentos acima do teto constitucional. A alteração beneficia Bolsonaro, ministros do governo e um grupo seleto de servidores federais.

“Nós estamos muito longe de estar em um país em que existe a igualdade perante a lei, a igualdade de todos perante a lei, que é uma das grandes bandeiras e conquistas da Revolução Francesa. Existe uma enorme desigualdade no modo, por exemplo, como a justiça lida com pessoas de diferentes estratos e condição social. Nós temos grupos políticos que têm benefícios inimagináveis em um país pobre como o Brasil. Supersalários, acesso a foro privilegiado, regalias, e nada disso é discutido, nada disso é parte de um princípio mínimo de equidade na vida brasileira.”

Giannetti afirma que conversou com um contato na equipe econômica do Governo Federal para saber quanto era o gasto do setor público com salários acima do teto constitucional. O representante do governo, todavia, não tinha a resposta da pergunta. O economista diz que conseguiu essa informação com especialistas em gasto público, que estimaram em R$ 2,3 bilhões de reais por ano o custo com adicionais de salários acima do teto.

O intelectual destaca que enquanto para alguns o Estado fornece um supersalário, para outros ele é uma máquina de terror.

“O estado brasileiro, em grande medida, para as populações de baixa renda, é uma máquina repressora e de intimidação. Outro dia eu fui falar em uma live com jovens da periferia de São Paulo e eles me contaram como é que a polícia lida com um jovem na rua, um jovem pobre e, normalmente, de pele mais escura, o estado aparece para eles como uma máquina de intimidação e de terror, fora que o estado está ausente de grandes setores das periferias, especialmente no Rio de Janeiro, que foram dominadas por um estado paralelo que também é terrorista. Essa é a realidade que nós temos.”

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Desemprego bate recorde https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-bate-recorde/ Thu, 27 May 2021 23:37:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-bate-recorde/ Taxas de desocupação entre mulheres e negros é maior do que a média nacional

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O Brasil atingiu no primeiro trimestre do ano o desemprego recorde, com taxa de 14,7%. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, são 14,8 milhões de pessoas em busca de emprego no país, o maior número da série histórica, que começou em 2012.

A população desalentada também chegou a um patamar recorde, com 6 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego no país. A informalidade não mudou: 34 milhões de pessoas trabalhando de forma informal. A taxa da população ocupada recuou para 48,4% – ou seja, menos da metade das pessoas em idade para trabalhar está ocupada. No caso das mulheres, a taxa de desemprego atinge o recorde de 17,9%. Para os homens, é de 12,2%. O número sobe também para pretos: vai para 18%.

Para Juliana Inhaiz, professora de economia do Insper, a pandemia colabora para esses números. “Em momentos em que a pandemia diminui, o mercado de trabalho consegue evoluir com um pouco mais de facilidade. E quando a gente vê a pandemia se agravando, o mercado de trabalho acaba se ajustando e a gente vê menos circulação de pessoas, o que acaba gerando uma menor quantidade de pessoas empregadas. Mas precisamos tomar cuidado, porque isso não é automático. Demora um pouco para esse mercado se ajustar.”

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Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março https://canalmynews.com.br/economia/pequenos-negocios-sao-responsaveis-por-579-dos-empregos-gerados-em-marco/ Mon, 03 May 2021 19:31:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pequenos-negocios-sao-responsaveis-por-579-dos-empregos-gerados-em-marco/ Micro e pequenas empresas estão contratando mais do que companhias médias e grandes há 9 meses

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As micro e pequenas empresas (MPE) foram responsáveis por 57,9% dos empregos com carteira assinada gerados em março no Brasil, o que corresponde a quase 107 mil vagas. O resultado é superior aos postos de trabalho criados pelas empresas de médio e grande porte (MGE), que foi pouco mais de 67 mil. Os dados são de um levantamento feito pelo Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

No acumulado do ano, dos cerca de 837 mil empregos gerados no primeiro trimestre, 587 mil (70,1%) foram criados pelas micro e pequenas empresas, enquanto as médias e grandes empresas criaram 190 mil (22,7%). Já no saldo mensal médio, as MPE atingiram patamar superior a 195 mil novos postos de trabalho, enquanto as MGE tiveram um número aproximado de 63 mil. Ou seja, a cada novo posto de trabalho gerado por uma média e grande empresa, os micro e pequenos empreendimentos geram outros três novos postos de trabalho.

“Esse é o 9ª mês que as micro e pequenas empresas puxam a geração de empregos formais no Brasil. Não há dúvida que elas são o motor da nossa economia. Mesmo diante da sobrevida da pandemia, os resultados positivos sinalizam o quanto é importante a continuidade de medidas emergenciais que amparem o segmento”, destacou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março. Foto: Agência Brasília
Pequenos negócios são responsáveis por 57,9% dos empregos gerados em março. Foto: Agência Brasília

Desemprego na pandemia

Apesar do atual momento crítico da pandemia no Brasil, com o desemprego atingindo 14,4 milhões de brasileiros, o primeiro trimestre de 2021 apresenta um cenário mais favorável em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os meses de janeiro, fevereiro e março de 2020, as MPE foram responsáveis pela criação de quase 118 mil vagas, número considerado cinco vezes menor do que os coletados neste ano. Já as MGE tiveram um saldo negativo de um pouco mais de 94 mil novos empregos gerados, pois demitiram mais do que admitiram.

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Desemprego: Por que a taxa ainda deve subir em 2021? https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-por-que-a-taxa-deve-subir-em-2021/ Sat, 01 May 2021 00:12:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-por-que-a-taxa-deve-subir-em-2021/ Economista-chefe da Ativa explica porque desemprego deve continuar avançando em 2021

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O IBGE divulgou nesta sexta-feira (30) que o desemprego no Brasil atingiu a taxa de 14,4% no trimestre encerrado em faveiro, com 14,4 milhões de brasileiros a procura de trabalho — o maior número desde o início a série histórica, em 2012. 

Para o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, a taxa de desemprego no país ainda deve avançar ao longo de 2021. Ele explica que um dos efeitos da pandemia tem sido a redução da força de trabalho e do número de brasileiros em busca de emprego. 

“Com o avanço da vacina, a força de trabalho tende a avançar e as vagas  de emprego não devem seguir na mesma proporção, o que deve relevar um desemprego mais elevado”, afirma o economista, em entrevista ao Dinheiro Na Conta. 

Sanchez explica lembra que com a gravidade da pandemia, 6 milhões de pessoas estão em desalento – ou seja, não estão trabalhando e também não estão a procura de uma oportunidade de trabalho. A tava também atingiu um novo recorde, segundo o IBGE, de 5,6%. 

“A pandemia está impedindo essa pessoa de procurar emprego. Os desalentados estão em ascensão e a estatística não consegue revelar isso ainda”, afirma.  

Para os próximos meses deste ano, com avanço da vacinação e maior controle da pandemia, o analista da Ativa acredita que o Índice do IBGE possa refletir o aumento de pessoas em busca de trabalho. 

“Eu tenho usado um termo que é ’se revelar’. Como a gente está falando de uma pessoa que é desalentada por força maior ou uma pessoa com mão de obra subutilizada, existe um desemprego oculto na sociedade que vai se revelar conforme a pandemia for ficando para trás”, diz. 

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Desemprego atinge 14,4 milhões de brasileiros e registra maior número desde 2012 https://canalmynews.com.br/mais/desemprego-atinge-144-milhoes-de-brasileiros-e-registra-maior-numero-desde-2012/ Fri, 30 Apr 2021 18:27:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-atinge-144-milhoes-de-brasileiros-e-registra-maior-numero-desde-2012/ Taxa de ocupação manteve-se no patamar do trimestre anterior, enquanto percentual de carteiras assinadas regrediu

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O Brasil registrou 14,4 milhões de desempregados durante o trimestre encerrado em fevereiro de 2021 (dezembro, janeiro e fevereiro), índice recorde para a série histórica iniciada em 2012. O número representa uma alta de 2,9% ante o trimestre anterior, percentual referente a mais de 400 mil pessoas desocupadas – em relação ao mesmo período móvel do ano passado (11,6%), o aumento é de 2,7%.

Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica.
Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica. Foto: Jeso Carneiro (Flickr).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do estudo mostrou ainda que a taxa de ocupação (85,9 milhões de pessoas) manteve-se estável se comparada aos três meses anteriores, mas com baixa de 8,3% frente ao mesmo trimestre de 2020.

A porcentagem de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar chegou a 48,6%, permanecendo invariável perante o trimestre móvel anterior (48,6%) e recuando 5,9 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (54,5%).

Aferiu-se que a população subutilizada é composta por 32,6 milhões de pessoas (igual ao trimestre móvel anterior), e representa um crescimento de 21,9% (mais 5,9 milhões de pessoas) em relação a 2020. A parcela populacional fora da força de trabalho (76,4 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 15,9% (10,5 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Já a população desalentada (6,0 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, uma vez que se registrou um acréscimo de 26,8% ante o mesmo período de 2020. O percentual de desalentados na força de trabalho (5,6%) ficou estável perante o trimestre móvel anterior e subiu 1,4 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2020 (4,2%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada foi de 29,7 milhões de pessoas; queda de 11,7% (menos 3,9 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2020. O número de empregados sem carteira assinada (9,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e reduziu 15,9%.

A quantidade de trabalhadores autônomos (23,7 milhões) apresentou alta de 3,1% frente ao trimestre móvel anterior (mais 716 mil de pessoas) e caiu 3,4% ante o mesmo período de 2020 (menos 824 mil pessoas).

A taxa de informalidade foi de 39,6% da população ocupada, ou 34,0 milhões de trabalhadores informais. No início de 2020, a marca era de 40,6%.

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MyNews lança e-book especial sobre Desigualdades https://canalmynews.com.br/mais/mynews-lanca-e-book-desigualdades/ Thu, 08 Apr 2021 16:33:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mynews-lanca-e-book-desigualdades/ Com artigos de colaboradores do site e uma entrevista especial com o economista Thomas Piketty, material pode ser baixado gratuitamente

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Na semana em que uma nova rodada do auxílio emergencial começa a ser paga e a fome atinge 19 milhões de pessoas no país, 11 brasileiros estrearam no famoso ranking de bilionários da Forbes. A lista foi divulgada na terça-feira (6).

MyNews lança e-book especial sobre Desigualdades. MyNews lança e-book especial sobre Desigualdades
Fila para entrada em agência da Caixa, em Brasília. Pagamento da nova rodada do auxílio emergencial começõu nesta semana. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Esse é só um dos recortes que ajudam a elucidar as desigualdades presentes no Brasil — assunto sobre o qual, para a sócia-fundadora do MyNews, Mara Luquet, ficou ainda mais urgente de ser debatido por conta da pandemia de covid-19, que passa agora pelo pior momento.

“Para nós brasileiros, este é um tema que incomoda e entristece porque nos tira a perspectiva de vivermos num país mais justo e com oportunidades para todos”, destaca Luquet.

É pensando em avançar esse debate que o MyNews preparou um e-book especial sobre o tema desigualdades. Nele, constam artigos de colaboradores do Canal, como os colunistas Creomar de Souza e Natália Fernandes, e também uma entrevista especial feita com o economista francês Thomas Piketty.

MyNews lança e-book especial sobre Desigualdades
MyNews lança e-book especial sobre Desigualdades

A ideia, com a diversidade de perspectivas presente no material, é tentar fomentar a reflexão de como a desigualdade afeta a vida da pessoa nas mais diferentes áreas: do comportamento à economia, da tecnologia à política.

“É o começo de um debate que estará sempre presente no MyNews. Esperamos que goste e se junte a nós neste enfrentamento”, convida Luquet.

Como baixar o e-book?

Para baixar o material, o caminho é clicar aqui e preencher o formulário com o e-mail para o qual o e-book será enviado.

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Economista diz que desemprego pode passar de 15% https://canalmynews.com.br/economia/economista-diz-que-desemprego-pode-passar-de-15/ Wed, 17 Mar 2021 17:56:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/economista-diz-que-desemprego-pode-passar-de-15/ Índice da Miséria, calculado pela MB Associados, sobe no início do ano; economista-chefe da instituição prevê aumento do desemprego

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O Brasil atingiu o nível mais alto do índice de miséria desde setembro de 2016, próximo dos 20 pontos. o resultado foi calculado pela MB Associados e é composto pela soma da taxa de desemprego e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses. O cenário do desemprego aliado a alta da inflação, colaboraram para esse recorde. E a tendência é que esse resultado pressione ainda mais a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em fevereiro, o indicador ficou em 19,8%, considerando um IPCA acumulado em 12 meses de 5,2% e por uma taxa de desemprego com ajuste sazonal de 14,6%, estimada pela MB — o número mais recente divulgado pelo IBGE é o de dezembro.

“A gente considera a soma da taxa desemprego com a taxa de inflação. Ele dá um pouco de percepção do ponto de vista da sociedade em relação a economia. De como tá o bolso desse indivíduo no final. A taxa desemprego significando, eventualmente, perda de renda disponível”, explica Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. “Esse indicador está sinalizando, desde o ano passado, uma piora de percepção. E muito, provavelmente, a gente vai continuar vendo isso acontecer ao longo desse primeiro semestre. A taxa desemprego subiu muito, por conta da pandemia no ano passado e a taxa de inflação por conta desse choque de commodities, que vemos desde o final do ano passado. E, também, por conta da desorganização na produção industrial vemos uma pressão muito grande nos índices de preços em geral e um aceleração neste primeiro semestre”.

E a perspectiva para os meses restantes de 2021 não é nada positiva. “A taxa desemprego deve subir um pouco mais, podendo passar de 15% até junho e a taxa de inflação também. Especialmente depois dos últimos indicadores mensais, estamos vendo essa taxa caminhar para algo entre 7 e 8% no acumulado em 12 meses. São números bastante elevados. Então, a percepção da população é de que a situação na economia está frágil e de que ela está sendo afetada por isso tudo”, explica Sergio Vale.

Pesquisa XP/Ipespe, que foi divulgada na sexta-feira (12), também trouxe dados sobre a avaliação o governo de Jair Bolsonaro. Para a maioria dos entrevistados, 45%, o governo é ruim ou péssimo, uma alta em relação aos 35% do fim do ano passado. Para quem considera ótimo ou bom, o percentual caiu de 38% para 30%. Para 63% dos consultados a economia está no caminho errado e 61% veem como ruim ou péssima a gestão de Bolsonaro da pandemia.

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É momento para ser otimista? https://canalmynews.com.br/vilma-pinto/e-momento-para-ser-otimista/ Wed, 17 Mar 2021 13:58:48 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/e-momento-para-ser-otimista/ Dados econômicos de janeiro podem trazer um tom de otimismo em meio a um mar de notícias ruins

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Em janeiro, o cadastro geral de empregados e desempregados registrou um saldo positivo de 260,4 mil postos de trabalho. Isso significa que no período, houve um número maior de admissões (1,53 milhões) do que de demissões (1,27 milhões). Do saldo registrado no mês de janeiro, cerca de 32% ocorreu no setor de serviços e cerca de 34% nas indústrias de transformação.

Com a taxa de desemprego muito elevada, o recrudescimento da pandemia e as dificuldades de avançar no cronograma de vacinação, o resultado atual trouxe um tom de otimismo em meio a um mar de notícias ruins. Mas é importante duas ponderações acerca dos resultados divulgados. 

O primeiro é que as estatísticas de emprego formal do início do ano não deverão refletir a situação dos meses seguintes. Isso deve ocorrer, devido a recente intensificação das medidas de isolamento social, que provocou nova rodada de fechamento do comércio e serviços não essenciais e com consequentes impactos sobre o mercado de trabalho. 

Adicionalmente, é importante pontuar que, apesar de ter previsão de nova rodada do Auxílio Emergencial (AE) e do Benefício Emergencial de manutenção do emprego e da renda (Bem), o pacote de medidas fiscais para o ano de 2021 deverá ser muito mais enxuto que o observado em 2020.

O segundo diz respeito a dimensão setorial dos resultados de janeiro. O setor de serviços é o que mais emprega, de modo que 47% do estoque de empregos formais está concentrado neste segmento. Além disso, o setor de serviços também é o mais afetado pelos efeitos econômicos da pandemia, principalmente os serviços prestados às famílias. 

Segundo as expectativas de mercado do dia 12 de março, medida pelo relatório Focus do Banco Central, o setor de serviços deve registrar queda de 1,05% no primeiro trimestre deste ano. Ademais, a lentidão no processo de vacinação da população, somado ao aumento significativo do número de casos e de mortes por Covid-19 aumentam as incertezas para os meses seguintes.

Enfim, embora o resultado de janeiro tenha sido de saldo positivo, infelizmente, a análise do cenário prospectivo sinaliza em outra direção. Para evitar que haja uma piora no mercado de trabalho, na economia e que mais vidas percam a batalha para o vírus, é imperativo que o governo acelere o processo de vacinação da população.

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Mulher, pandemia e o (des)emprego https://canalmynews.com.br/vilma-pinto/mulher-pandemia-e-o-desemprego/ Wed, 10 Mar 2021 14:22:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mulher-pandemia-e-o-desemprego/ Aumento da taxa de desocupados foi fomentado pela pandemia, mas afetou principalmente as mulheres

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Anteontem foi comemorado o Dia Internacional da Mulher e hoje foram divulgados os dados de emprego do último trimestre de 2020. O dia 08 de março, é visto por muitos como um dia de homenagens e comemorações, mas para tantos outros também é momento para reflexão. Para refletir sobre este assunto e aproveitando os números recém-divulgados pelo IBGE sobre o mercado de trabalho, vou tentar explorar a questão da desigualdade de gênero no mercado de trabalho, neste período de pandemia.

Para atingir o objetivo proposto, e sem querer esgotar o assunto, é importante fazer uma análise prévia sobre como se comportou a economia em 2020 para, então, traçar seu paralelo com o mercado de trabalho e os diferentes impactos sobre os homens e as mulheres.

7,4 milhões de mulheres estavam desempregadas em 2020.
7,4 milhões de mulheres estavam desempregadas em 2020. Foto: Carol Garcia (GOVBA).

A pandemia afetou a atividade econômica de maneira desigual, conforme demonstrado na minha coluna de 16 de dezembro. O setor de serviços, principalmente aqueles serviços prestados às famílias, enfrentam dificuldades para retomada até hoje. As escolas fechadas e o home office trouxeram um desafio adicional no ano de 2020.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua), a taxa de desemprego em dezembro de 2020 foi de 13,9%, o que representa aumento de 3 pontos percentuais em relação ao observado em 2019 (11,0%). Quando decompomos os dados entre gênero feminino e masculino, vemos que a taxa de desemprego entre as mulheres foi de 16,4%, ao passo que o observado no gênero oposto foi de 11,9%.

Infelizmente, as discrepâncias entre as taxas de desemprego por gênero não é uma exclusividade da pandemia, de forma que é possível observar o mesmo fenômeno se comparado com anos anteriores. Contudo, quando olhamos para a população na força de trabalho vis-à-vis fora da força de trabalho, vemos que a pandemia acabou afetando ainda mais as mulheres.

A quantidade de pessoas ocupadas em 2020 foi de 86,1 milhões, o que representa uma queda de 8,4 milhões em relação a 2019. A quantidade de mulheres que mantiveram seus empregos (ocupadas) foi de 37,5 milhões, enquanto que este número entre homens foi de 48,7 milhões. Já a quantidade de mulheres desocupadas ficou em 7,4 milhões, enquanto que a quantidade de homens desempregados ficou em 6,6 milhões de pessoas.

Contudo, quando olhamos para a quantidade de pessoas fora da força de trabalho, os números saltam aos olhos. Isso porque houve uma saída desproporcional das mulheres do mercado de trabalho em 2020. Em 2020, a quantidade de mulheres fora da força de trabalho foi de 48,9 milhões (aumento de 6,6 milhões em relação a 2019), ao passo que a mesma medida entre os homens foi de 27,3 milhões, representando aumento de 4,2 milhões de pessoas em relação ao ano imediatamente anterior ao período analisado.

Gráfico 'Quantidade de mulheres fora da força de trabalho'.
Gráfico ‘Quantidade de mulheres fora da força de trabalho’. Reprodução MyNews.

Infelizmente, a pandemia contribuiu para agravar as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Estudo recente do IBGE sobre estatísticas de gênero, mostra que o nível de ocupação no mercado de trabalho é menor entre mulheres com crianças de até 3 anos frente àquelas que não tem. A pesquisa também mostrou que as mulheres que se dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens.

Assim, a dinâmica desigual da recuperação da atividade econômica – afetando majoritariamente os serviços prestados às famílias e a necessidade de conciliar, em muitos casos, o trabalho (home office ou não) e os cuidados dos filhos em período maior, que por conta da pandemia ficaram sem escola presencial – fez com que aumentasse muito a quantidade de mulheres fora da força de trabalho.

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Desemprego encerra 2020 em 14,1%, atingindo 14 milhões de brasileiros https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-encerra-2020-em-141-atingindo-14-milhoes-de-brasileiros/ Thu, 28 Jan 2021 14:32:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-encerra-2020-em-141-atingindo-14-milhoes-de-brasileiros/ Caracterizado como estável, o índice ainda reflete as consequências econômicas e sociais da pandemia

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A taxa de desemprego no Brasil teve a segunda queda seguida em 2020, encerrando o ano em 14,1%, percentual equivalente a 14 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Mensurado trimestralmente, o índice publicado é referente aos últimos meses de setembro, outubro e novembro. Apesar da ligeira melhora em relação às duas verificações anteriores (compreendendo o período de julho a outubro), a taxa foi a mais alta para esse trimestre desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

Desemprego em alta e geração de vagas de trabalho estão entre os grandes desafios de 2021
Desemprego em alta e fim do auxílio emergencial se apresentam como grandes desafios para 2021.
(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Fotos Públicas)

O atual cenário, ainda caracterizado pelos desdobramentos da pandemia, é de estabilidade (14,4%). Já em comparação direta com o mesmo trimestre de 2019, são 2,9 pontos percentuais a mais (11,2%) – cerca de 2,9 milhões de cidadãos inativos.

A pesquisa também apontou um aumento de 4,8% no total de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em novembro, chegando a 85,6 milhões. Em proporção aos três meses anteriores, são 3,9 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho. O nível de ocupação, assim, subiu para 48,6%.

Adriana Beringuy, analista da pesquisa, estabelece relações entre o crescimento do emprego e o retorno gradual dos serviços após a flexibilização das medidas restritivas, além da sazonalidade conferida no fim de ano, sobretudo nos setores comerciais.

De acordo com ela, “o crescimento da população ocupada é o maior de toda a série histórica. Isso mostra um avanço da ocupação após vários meses em que essa população esteve em queda. Essa expansão está ligada à volta das pessoas ao mercado que estavam fora por causa do isolamento social e ao aumento do processo de contratação do próprio período do ano, quando há uma tendência natural de crescimento da ocupação”.

Comércio em evidência

Segundo o IBGE, o comércio foi um dos grandes responsáveis pelo avanço positivo na taxa de ocupação, muito devido a maior intensidade de atividades, tendo em vista que mais de 854 mil pessoas passaram a operar no setor no período entre setembro e novembro.

“O comércio nesse trimestre, assim como no mesmo período do ano anterior, foi o setor que mais absorveu as pessoas na ocupação, causando reflexos positivos para o trabalho com carteira no setor privado que, após vários meses de queda, mostra uma reação”, afirmou Beringuy.

Na sequência de setores que puxaram a melhora, destacam-se a ‘Indústria Geral’ (empregando 465 mil pessoas), ‘Construção’ (mais 457 mil) e a ‘Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais’ (com mais 427 mil pessoas).

Também em relação ao trimestre anterior, o número de empregados informais, sem carteira assinada, no setor privado subiu 11,2%, (mais de 980 mil pessoas), chegando, na totalidade nacional, a 9,7 milhões de cidadãos. Em comparação com o mesmo trimestre de 2019, contudo, o percentual caiu para 17,6% (menos 2,1 milhões).

Já a população desalentada, correspondente àqueles que não buscaram trabalho, mas que gostariam de atuar e estão disponíveis, manteve-se estável se comparado ao trimestre anterior, atingiu o número de 5,7 milhões de pessoas. Porém, em relação ao mesmo trimestre de 2019, o aumento foi de 22,9%, equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas.

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Ano novo e os velhos desafios do emprego formal https://canalmynews.com.br/vilma-pinto/ano-novo-e-os-velhos-desafios-do-emprego-formal/ Thu, 31 Dec 2020 12:35:25 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ano-novo-e-os-velhos-desafios-do-emprego-formal/ Se antes da pandemia o mercado de trabalho já se encontrava em situação de fragilidade, hoje os desafios são maiores

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Na minha primeira coluna no Canal MyNews, trouxe uma análise sobre os beneficiários do auxílio emergencial – programa destinado aos indivíduos de baixa renda e trabalhadores informais.

Na minha última coluna do ano, vou fazer um balanço do benefício emergencial destinado aos trabalhadores formais, mostrando os resultados do programa e explicitando algumas questões relacionadas ao mercado de trabalho formal.

No rol de medidas adotadas pelo governo federal para mitigar os efeitos da crise sanitária, está o benefício emergencial de manutenção do emprego e da renda (BEm). O BEm foi criado em abril por meio da Medida Provisória n° 936, convertida na lei 14.020/2020.

Neste programa, os empregadores e os empregados podem firmar acordos para redução de jornada e de salário ou de suspensão do contrato de trabalho.

Nestes acordos, o governo federal paga um benefício aos trabalhadores de modo a complementar a renda perdida em função do acordo firmado e, em contrapartida, o empregador deverá manter o trabalhador empregado durante todo o tempo de vigência do acordo e por igual período depois que o acordo acabar.

Até o dia 22 de dezembro, já haviam sido celebrados 20,1 milhões de acordos, beneficiando 9,8 milhões de trabalhadores e 1,5 milhões de empregadores. O governo federal já gastou R$ 32,97 bilhões com o programa.

Desemprego em alta e geração de vagas de trabalho estão entre os grandes desafios de 2021
Desemprego em alta e fim do auxílio emergencial se apresentam como grandes desafios para 2021.
(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Fotos Públicas)

Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estoque de emprego formal até o mês de novembro foi de 39 milhões de empregados, o que representa uma queda de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

É fato que se não fosse o BEm o estoque do emprego formal teria sido bem menor, contudo, é preciso pensar no cenário prospectivo, visto que o BEm termina amanhã e após certo tempo, os empregos preservados pelo programa não estarão garantidos.

Segundo a edição de dezembro do boletim macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), o cenário econômico para 2021 ainda é muito desafiador. Eles projetam crescimento em torno de zero nos primeiros trimestres do ano e uma taxa de desemprego de 15,6% para 2021.

Se antes da pandemia o mercado de trabalho já se encontrava em situação de fragilidade, hoje os desafios são maiores. Os programas sociais implementados durante o ano de 2020 tem data para acabar, mas a pandemia ainda não. Assim, é preciso pensar em como recuperar a atividade econômica, de modo a evitar que o cenário traçado para o mercado de trabalho brasileiro seja menos danoso.  

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