Arquivos Joe Biden - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/joe-biden/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 22 Nov 2024 22:29:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersônico e diz que foi aviso ao Ocidente https://canalmynews.com.br/noticias/russia-ataca-ucrania-com-missil-hipersonico-e-diz-que-foi-aviso-ao-ocidente/ Fri, 22 Nov 2024 22:29:22 +0000 https://localhost:8000/?p=48844 Novo armamento seria resposta a ataque ucraniano com mísseis estadunidenses; no domingo (17), Biden autorizou o uso de armas de longo alcance contra a Rússia

O post Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersônico e diz que foi aviso ao Ocidente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente da Rússia, Vladmir Putin, confirmou na quinta-feira (21) que sua forças atingiram a cidade ucraniana de Dnipro com um novo míssil balístico hipersônico de médio alcance. Durante pronunciamento televisionado à nação, o presidente russo declarou que armamento foi apelidado de “Orenchnik” e que tinha como alvo um complexo militar-industrial ucraniano. Nesta sexta-feira (21), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o míssil foi projetado como uma mensagem para o Ocidente.

Leia mais: Pacote de corte de gastos será anunciado até terça-feira, diz Haddad

“A principal mensagem é que as decisões e ações imprudentes dos país ocidentais que produzem mísseis, fornecendo-os à Ucrânia e, posteriormente, participando de ataques ao território russo, não podem ficar sem uma reação”, disse Peskov durante coletiva com jornalistas em Moscou. “O lado russo demonstrou claramente suas capacidades, e os contornos de outras ações de retaliação, caso nossas preocupações não sejam levadas em conta, foram claramente delineados.”

A declaração do porta-voz foi uma referência ao primeiro ataque ucraniano com mísseis de longo alcance fabricados nos Estados Unidos e com mísseis de cruzeiro britânicos, realizado na terça-feira (19). Dias antes dos lançamentos, no domingo (17), o presidente norte-americano Joe Biden autorizou o uso dos projéteis. Há meses o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pedia o levantamento da restrição.

Leia mais: Julgamento de Bolsonaro e demais indiciados pode ocorrer em 2025

Frente aos ataques, Stáphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, afirmou que o conflito se encaminha para uma “nova escalada preocupante”. Em encontro com a imprensa na quinta-feira (21), Dujarric pediu para que os países envolvidos adotassem “medidas urgentes rumo à desescalada” e reforçou o apelo do secretário-geral, Antônio Guterres, por um fim da guerra dentro dos termos do direito internacional.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de sexta-feira (22):

O post Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersônico e diz que foi aviso ao Ocidente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Análise: Postura de Kamala Harris sobre a guerra em Gaza pode ser determinante na eleição https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-postura-de-kamala-harris-sobre-a-guerra-em-gaza-pode-ser-determinante-na-eleicao/ Thu, 22 Aug 2024 19:08:49 +0000 https://localhost:8000/?p=46052 Michigan, estado que ajudou a eleger Trump em 2016, é o estado com a maior população de origem árabe nos Estados Unidos

O post Análise: Postura de Kamala Harris sobre a guerra em Gaza pode ser determinante na eleição apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A postura da democrata Kamala Harris, candidata à presidência dos Estados Unidos, sobre a guerra na Faixa de Gaza, pode ser determinante para decidir a eleição, avaliou o jornalista Andrew Fishman, fundador do Intercept Brasil, durante participação no Segunda Chamada de quarta-feira (21). Na eleição de 2016, três estados americanos — Pensilvânia, Michigan e Wisconsin — inesperadamente votaram a favor de Donald Trump e deram vitória ao ex-presidente, com cerca de 80 mil votos. Michigan é o estado com a maior população de origem árabe nos EUA e, por isso, pode ser decisivo para definir o próximo presidente.

“Os membros da campanha de Kamala vêm dizendo que ela está lutando muito para que se alcance um cessar-fogo em Gaza, mas este não é o caso. É uma mentira. Ela não está diretamente envolvida nessas negociações”, disse Fishman, ressaltando que o desafio dos jornalistas, hoje, é “extrair o que a democrata representa”, uma vez que ela tem evitado dar entrevistas e estabelecer posicionamentos claros.

Leia mais: Por que enfrentar Kamala é o pior cenário para Trump?

“Os democratas estão dizendo há dez meses que estão empenhados nas negociações, mas nada acontece. Israel exige que o Hamas entregue tudo e assuma que perdeu a guerra. Isso não é cessar-fogo, é uma vitória absoluta”, acrescentou.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre negociações para um cessar-fogo e a libertação dos reféns em Gaza. Kamala também se juntou à conversa, que aconteceu em um momento crítico. No início desta semana, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, declarou, em Israel, que esta pode ser a última oportunidade para um acordo.

Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, o Exército de Israel matou mais de 40 mil pessoas em Gaza, incluindo mais de 16 mil crianças, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Ministério de Saúde do Hamas. A cada hora, 15 pessoas, entre elas seis crianças, são mortas no enclave. No mesmo período, 35 pessoas são feridas, 42 bombas são lançadas e 12 edifícios são destruídos.

Veja o que disse Obama sobre Kamala Harris e por que ela está atraindo até republicanos:

O post Análise: Postura de Kamala Harris sobre a guerra em Gaza pode ser determinante na eleição apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Democratas arrecadam o equivalente a R$ 452,5 milhões após desistência de Joe Biden https://canalmynews.com.br/noticias/democratas-arrecadam-mais-apos-desistencia-de-joe-biden/ Tue, 23 Jul 2024 21:18:03 +0000 https://localhost:8000/?p=45153 Doadores que haviam parado de contribuir para o financiamento da campanha, em razão do estado de saúde do presidente, demonstraram que pretendem retomar apoio

O post Democratas arrecadam o equivalente a R$ 452,5 milhões após desistência de Joe Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Partido Democrata arrecadou mais de US$ 81 milhões (R$ 452,5 milhões) nas 24 horas seguintes à retirada da candidatura do presidente Joe Biden, que pretendia disputar a reeleição. De acordo com o jornal americano The New York Times, a quantia representa a maior contribuição online feita aos democratas desde 2020.

Até o fim da tarde desta terça-feira (23), os democratas acumulavam mais de US$ 100 milhões (R$ 558,8) em doações, segundo a BBC. A plataforma responsável por reunir as doações, a ActBlue, afirmou que mais de 888 mil pessoas doaram quantias de até US$ 200 (aproximadamente R$ 1.117) cada.

Leia mais: Kamala Harris se diz honrada pelo apoio de Biden; leia pronunciamento completo

Para o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense (UFF), que participou do Segunda Chamada de segunda-feira (22), esta arrecadação é de extrema importância, pois o Partido Democrata gasta cerca de US$ 30 milhões (R$ 167,6 milhões) por semana apenas para veicular campanhas na televisão. “É assim que funcionam as eleições nos Estados Unidos, com muito dinheiro de doações”, disse.

Leia mais: Trump culpa imigrantes por crimes, mas quem tentou assassiná-lo foi um homem branco, diz professor

A quantia arrecadada demonstra a retomada do entusiasmo dos eleitores democratas frente à possibilidade de Kamala liderar a chapa do partido. Desde o mau desempenho de Joe Biden no debate contra Trump, no final de junho, as doações estavam estagnadas. Apoiadores manifestavam preocupação com a capacidade do presidente de seguir na campanha.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de segunda-feira (22):

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

O post Democratas arrecadam o equivalente a R$ 452,5 milhões após desistência de Joe Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Biden visitará Israel na quarta-feira, diz secretário de Estado https://canalmynews.com.br/internacional/biden-visitara-israel-na-quarta-feira-diz-secretario-de-estado/ Tue, 17 Oct 2023 09:34:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40590 Presidente dos EUA reafirmará direito do país se defender

O post Biden visitará Israel na quarta-feira, diz secretário de Estado apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitará Israel na quarta-feira para se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Conforme anunciou o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, nesta segunda-feira (16), Biden deixará claro que Israel tem o direito de se defender.

Biden reafirmará sua solidariedade a Israel enquanto o país se prepara para uma ofensiva terrestre contra os militantes do Hamas em Gaza, disse Blinken após longas conversas com Netanyahu.

Negociações
O secretário de Estado norte-americano manteve mais de seis horas de conversas com o gabinete de guerra de Netanyahu sobre o desdobramento da crise humanitária em Gaza. A reunião incluiu uma parada para os dois se abrigarem em um bunker após alerta para ataques aéreos.

Inesperadamente longa, a conversa estendeu-se até altas horas da madrugada de terça-feira (horário local), interrompida por sirenes enquanto o sistema de defesa antimísseis israelense Domo de Ferro interceptava foguetes do Hamas, ao mesmo tempo em que o Exército de Israel permanecia de prontidão para um possível ataque por terra a Gaza.

Blinken estava no quinto dia consecutivo de diplomacia ininterrupta na região, voltando a Israel após visitar seis países árabes em quatro dias.

O post Biden visitará Israel na quarta-feira, diz secretário de Estado apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Enviado dos EUA discute mudanças climáticas com autoridades do Brasil https://canalmynews.com.br/internacional/enviado-dos-eua-discute-mudancas-climaticas-com-autoridades-do-brasil/ Mon, 27 Feb 2023 12:23:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36135 Em Brasília, John Kerry retoma agenda proposta por Lula e Biden

O post Enviado dos EUA discute mudanças climáticas com autoridades do Brasil apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O assessor especial da Presidência dos Estados Unidos para o Clima, John Kerry, chegou a Brasília neste domingo (26). De acordo com a embaixada norte-americana no Brasil, a vinda dele confirma que a questão do clima e do meio ambiente é prioridade na relação bilateral entre os países.

Em nota, a embaixada destacou que a visita “vai dar continuidade ao Grupo de Trabalho de Mudanças Climáticas Brasil-EUA que os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, relançaram durante a reunião de 10 de fevereiro”, em Washington (EUA).

Na manhã desta segunda-feira (27), John Kerry tem reunião no Palácio do Itamaraty, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília, com a ministra do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A ministra substituta do MRE, Maria Laura da Rocha, também participa da agenda.

Leia também:
Clima Internacional

Na pauta do encontro sobre a colaboração entre os países na mitigação das mudanças climáticas, estão previstas discussões sobre combate e reversão do desmatamento, aceleração na transição para a energia limpa e fortalecimento da bioeconomia e sustentabilidade.

O assessor norte-americano permanece no Brasil até terça-feira (28) e terá encontros com representantes do Congresso Nacional e com líderes da sociedade civil.

O post Enviado dos EUA discute mudanças climáticas com autoridades do Brasil apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Presidente Lula chega aos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/politica/presidente-lula-chega-aos-estados-unidos/ Fri, 10 Feb 2023 12:28:48 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35850 Chefe de Estado brasileiro vai se encontrar com o presidente estadunidense, Joe Biden

O post Presidente Lula chega aos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva e da comitiva presidencial, chegou no início da noite desta quinta-feira (9) a Washington na primeira viagem do chefe de Estado do Brasil aos Estados Unidos. Lula vai se encontrar nesta sexta-feira (10) à tarde com o presidente dos EUA, Joe Biden.

A viagem marca a retomada das relações entre os dois países, que em 2024 vão completar 200 anos de diplomacia.

Leia também:
Lula viaja nesta quinta para encontro com Joe Biden nos Estados Unidos

Antes do encontro com Biden, Lula também deve se encontrar com o senador democrata Bernie Sanders e com representantes da Federação Americana de Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO).

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a pauta do encontro com Biden terá três temas centrais: democracia, direitos humanos e meio ambiente. Os dois presidentes devem discutir como os dois países podem continuar trabalhando juntos para promover a inclusão e os valores democráticos na região e no mundo.

O post Presidente Lula chega aos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Lula viaja nesta quinta para encontro com Joe Biden nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/politica/lula-viaja-nesta-quinta-para-encontro-com-joe-biden-nos-estados-unidos/ Thu, 09 Feb 2023 14:08:58 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35848 Presidente brasileiro será recebido na Casa Branca na sexta-feira

O post Lula viaja nesta quinta para encontro com Joe Biden nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a Washington, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (9), para sua primeira visita ao país após voltar à Presidência da República. O petista embarcou acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente), Anielle Franco (Igualdade Racial), do Assessor Especial embaixador Celso Amorim, do secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Econômico e Comércio, Marcio Elias Rosa, e do senador Jaques Wagner. Eles serão recebidos pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na Casa Branca, na sexta-feira (10).

A visita do presidente aos Estados Unidos, logo no início de seu mandato e a convite do presidente Biden, marca a retomada das relações entre os dois países, que em 2024 vão completar 200 anos de diplomacia. O encontro acontece em meio às tensões e desafios ligados à radicalização política e ao discurso de ódio no espaço virtual enfrentados de maneira semelhante pelos dois países.

Leia também:
Lula se reúne nesta segunda com governadores do país

De acordo com o Palácio do Planalto, também estará no centro da agenda “a reativação do compromisso brasileiro com a conservação ambiental e a busca de um maior engajamento dos países desenvolvidos no cumprimento de seus compromissos de financiamento na área climática”.

Já na esfera econômica, “busca-se a dinamização de investimentos, em particular na transição energética e geração de energia limpa, e uma maior integração das cadeias produtivas. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil e principal destino de nossas exportações de produtos industrializados”.

Por fim, o Planalto acentuou que uma atenção especial será dada ao impulsionamento da agenda de direitos humanos, em particular em temas como o combate a fome e à pobreza em âmbito global, os direitos dos povos indígenas e o combate ao racismo, além da integração dos dois milhões de brasileiros que vivem nos Estados Unidos, nossa maior comunidade no exterior.

O post Lula viaja nesta quinta para encontro com Joe Biden nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Zelensky pede que Biden declare Rússia como patrocinadora de terrorismo https://canalmynews.com.br/internacional/zelensky-pede-a-biden-para-declarar-russia-estado-patrocinador-de-terrorismo/ Sat, 16 Apr 2022 14:56:36 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27671 Medida poderia afetar outros países que fazem negócios com a Rússia.

O post Zelensky pede que Biden declare Rússia como patrocinadora de terrorismo apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu a Joe Biden para designar a Rússia como estado patrocinador do terrorismo, uma das sanções mais poderosas do governo americano.

A informação foi divulgada pelo Washington Post nesta sexta (15).

O pedido de Zelensky foi feito em telefonema recente concentrado na resposta multifacetada do Ocidente à invasão russa.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal americano, Biden não assumiu compromissos específicos durante o telefonema, mas disse a Zelensky estar disposto a explorar uma série de propostas para exercer maior pressão sobre Moscou.

Designar a Rússia como patrocinadora de terrorismo poderia impor penalidades econômicas sobre vários países que fazem negócios com a Rússia, congelar ativos de Moscou nos Estados Unidos (incluindo imóveis) e proibir uma variedade de exportações com usos comerciais e militares.

O post Zelensky pede que Biden declare Rússia como patrocinadora de terrorismo apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
EUA planeja redução do balanço patrimonial e considera acelerar alta dos juros https://canalmynews.com.br/economia/eua-planeja-reducao-do-balanco-patrimonial-e-considera-acelerar-alta-dos-juros/ Wed, 06 Apr 2022 22:53:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27321 Movimentações para mitigar os efeitos da inflação foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Banco Central estadunidense. Alta generalizada dos preços é a maior dos últimos 40 anos no país.

O post EUA planeja redução do balanço patrimonial e considera acelerar alta dos juros apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Os membros do Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, concordaram em diminuir em US$ 60 bilhões a participação da autoridade monetária em Treasuries (títulos públicos), além de retirar US$ 35 bilhões em títulos lastreados em hipotecas (MBS). O planejamento inicial de redução do balanço patrimonial é para um período de três meses “ou ligeiramente maior”, de acordo com a ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto do Banco Central americano (Fomc) de 15 a 16 de março divulgada nesta quarta-feira (6) – os participantes também “concordaram no geral” que, estando a redução “bem encaminhada”, será apropriado considerar as vendas diretas de MBS.

A decisão acontece para evitar o encolhimento passivo, que ocorreria apenas quando os pagamentos das hipotecas fossem feitos, fator que levaria ao declínio mensal no estoque desses títulos “sob o teto mensal proposto”, permanecendo como “uma parcela considerável dos ativos do Federal Reserve por muitos anos”.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. Foto: AgnosticPreachersKid (Commons)

O Fed instaurou um programa de compra de títulos em 2020, visando mitigar o impacto econômico decorrente da pandemia, fenômeno que aumentou seu balanço. Atualmente, o Banco Central detém cerca de US$ 8,5 trilhões em Treasuries e MBS.

Fora essa operação, nenhuma decisão final foi tomada. No entanto, as autoridades relataram que fizeram “progressos substanciais” e poderiam “começar o processo de redução do tamanho do balanço patrimonial logo após a conclusão da reunião de política de 3 a 4 de maio”.

Alta dos juros

A ata indicou que grande parte dos dirigentes consideram uma possível alta de 0,5 ponto percentual nos juros já nas próximas reuniões, “principalmente se as pressões inflacionárias permanecerem elevadas ou intensificadas”.

Após a alta de 0,25 ponto na reunião de março, uma eventual aceleração da taxa básica vem ganhando força no mercado em meio à persistência da inflação (a maior dos últimos 40 anos).

“Muitos participantes observaram que – com a inflação bem acima do objetivo do Comitê, riscos inflacionários para cima e a taxa básica bem abaixo das estimativas de seu nível de longo prazo – eles teriam preferido um aumento de 50 pontos base (ou 0,5 ponto) no intervalo da meta”, informou o texto.

“Todos os participantes indicaram seu forte compromisso e determinação em tomar as medidas necessárias para restaurar a estabilidade de preços. […] Os integrantes do comitê julgaram que seria apropriado mudar rapidamente a postura da política monetária para uma postura neutra. Eles também observaram que, dependendo dos desenvolvimentos econômicos e financeiros, uma mudança para uma postura mais rígida poderia ser justificada”, complementou.

Além disso, os integrantes do Fed reconhecem que o conflito no Leste Europeu está causando dificuldades humanas e financeiras, e apontam que as implicações da guerra para a economia dos EUA ainda são muito incertas. Assim, no curto prazo, a melhor decisão é esperar os desdobramentos e compreender que o evento criou uma pressão adicional sobre a inflação.

Na última terça-feira (5), Lael Brainard, indicada pelo presidente dos EUA Joe Biden para ocupar a vice-presidência do Banco Central, disse em entrevista que “é fundamental baixar a inflação”, e que o Fed vai apertar “metodicamente” a política monetária.

“[A inflação] é tão prejudicial para as pessoas quanto estarem desempregadas. Aumentar os juros é necessário para garantir que as pessoas possam ir dormir à noite sem temerem que os preços estejam muito mais altos quando acordarem no dia seguinte”, finalizou Brainard.

 

___

 

As operações adotadas pelo Fed e seus impactos no mercado brasileiro foram pautas do MyNews Investe desta quarta-feira. Confira:

O post EUA planeja redução do balanço patrimonial e considera acelerar alta dos juros apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Estados Unidos anuncia sanções econômicas para Rússia devido invasão à Ucrânia https://canalmynews.com.br/internacional/estados-unidos-anuncia-sancoes-economicas-para-russia-devido-invasao-a-ucrania/ Thu, 24 Feb 2022 20:57:45 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24691 Presidente norte-americano Joe Biden, em pronunciamento coletivo feito nesta quinta-feira (24), declarou que Rússia sofrerá 'a maior sanção econômica da história'.

O post Estados Unidos anuncia sanções econômicas para Rússia devido invasão à Ucrânia apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou, em pronunciamento coletivo realizado nesta quinta-feira (24), o que classificou como “a maior sanção econômica da história” contra a Rússia. Os EUA e os outros países do G7 devem aplicar restrições ao país em resposta à invasão feita à Ucrânia. O anúncio aconteceu após reunião virtual com representantes do grupo de territórios mais industrializados do mundo, composto pelos EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido.

“Temos um trilhão de bens congelados, um terço dos bancos russos serão cortados do sistema financeiro. […] Sempre expusemos os planos e falsos pretextos da Rússia. Putin é o agressor, Putin escolheu essa guerra e agora ele e seu país sofrerão as consequências”, declarou o norte-americano durante o pronunciamento feito na Casa Branca, em Washington.

As principais sanções anunciadas por Biden foram:

  • Limitação de negócios feitos em dólares, euros, libras e ienes para a Rússia, em uma tentativa de barrar o país de fazer transações com a economia global;
  • Limitação da capacidade de financiamento das forças armadas russas;
  • Prejudicar a capacidade do país russo de competição na economia de alta tecnologia pelos próximos anos;
  • Sanções contra bancos da Rússia que detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos;
  • Bloqueio dos ativos de quatro grandes bancos russos, o que significa que todos os valores que eles têm nos EUA serão congelados.

De acordo com Biden, soldados americanos devem ser enviados para Alemanha e Polônia. No entanto, ele afirmou que a intenção não é que os militares participem do conflito, mas sim protejam os aliados da Organização do tratado do Atlântico Norte (Otan), da qual os dois países fazem parte e os Estados Unidos são líder. A Ucrânia não faz parte da aliança, que estabelece que caso um dos países integrantes seja invadido, todos os outros devem contra-atacar.

“Nossas forças não estão, e não estarão, engajadas no conflito com a Rússia na Ucrânia. — Nossas forças não estão indo à Europa para lutar na Ucrânia, mas para defender nossos aliados da Otan e reassegurar nossos aliados no Leste. Vamos defender cada milímetro dos territórios da Otan. Vamos aumentar a capacidade da Otan para defesa coletiva”, declarou.

Razões do conflito

Ainda no fim de 2021, tropas russas começaram a ocupar territórios próximos à fronteira ucraniana. Na época, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que não havia intenção de invadir o país vizinho. No entanto, na segunda-feira (21) Putin reconheceu as regiões de Donetsk e Luhansk como repúblicas independentes da Ucrânia e também autorizou o envio de militares russos para áreas separatistas do país ucraniano.

As causas do conflito são múltiplas, mas o interesse da Ucrânia em fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar internacional liderada pelos Estados Unidos e composta por 30 países, é apontada por especialistas como uma das principais. Além disso, desde 2014 a Ucrânia sofre com embates separatistas entre as áreas de Donetsk e Luhansk e o resto do país.

Confira mais sobre a crise mundial no Almoço do MyNews desta quinta-feira (24):

 

O post Estados Unidos anuncia sanções econômicas para Rússia devido invasão à Ucrânia apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Manifestantes pró-Trump invadem Congresso dos EUA para impedir confirmação da vitória de Biden https://canalmynews.com.br/internacional/manifestantes-pro-trump-invadem-congresso-dos-eua-para-impedir-confirmacao-da-vitoria-de-biden/ Tue, 19 Oct 2021 20:11:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/manifestantes-pro-trump-invadem-congresso-dos-eua-para-impedir-confirmacao-da-vitoria-de-biden/ Biden chamou o ato de “ataque inédito” à democracia dos EUA

O post Manifestantes pró-Trump invadem Congresso dos EUA para impedir confirmação da vitória de Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA
Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.
(Foto: Redes sociais)

Atualizado às 19h51 em 6.jan.2021

Um grupo de apoiadores do ainda presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em confronto na tarde desta quarta-feira (6) com as forças de segurança que protegem o Congresso dos Estados Unidos e invadiu o local.

Conhecido como Capitólio, o edifício fica na capital, Washington. A invasão obrigou tanto a Câmara quanto o Senado a paralisarem a sessão que deveria confirmar a vitória do democrata Joe Biden.

A sessão desta quarta-feira no Congresso teria caráter protocolar, uma vez que a vitória de Biden já foi oficializada no último dia 14 de dezembro. Trump, no entanto, insiste em questionar a vitória do adversário democrata, fazendo acusações de fraudes sem qualquer tipo de prova, e atua como incentivador dos atos de seus apoiadores em Washington.

Os manifestantes romperam a segurança do local por volta das 14h30 do horário local (16h30 de Brasília), o que imediatamente levou a um toque de recolher na sede do Legislativo. Parlamentares foram retirados dos plenários e levados para salas de segurança dentro do Capitólio.

Biden x Trump

O presidente eleito, Joe Biden, se mostrou chocado e triste com o ocorrido no Capitólio

“Todos vocês estão assistindo o que eu estou assistindo. Nesse momento nossa democracia está sofrendo um ataque inédito. Um ataque como poucas vezes vimos, um ataque ao Estado de Direito. As cenas que vimos no Capitólio não representam o verdadeiro norte-americano”

Biden prossegue e cobra uma posicionamento de Trump: “O que vimos foi um pequeno número de extremistas. Isso não é protesto, é desordem, é caos. Peço ao Presidente Trump q vá a TV e peça um fim pra esse circo”.

Pouco após a fala de Biden, Trump divulgou um vídeo no qual pediu que os apoiadores voltassem para casa e em paz, mas voltou a afirmar — sem provas — que a eleição presidencial foi fraudada.

Republicanos também criticam

A sessão no Congresso era presidida pelo atual vice-presidente, Mike Pence, que foi cobrado pelo próprio Trump para não reconhecer a vitória de Biden. No entanto, Pence afirmou que respeitaria a Constituição americana e não acataria a interferência do republicano, o que foi visto por Trump como “falta de coragem”.

O próprio Pence afirmou que todos os envolvidos na invasão serão punidos e exigiu que os manifestantes deixem o Capitólio.

Representantes do Partido Republicano, como Ted Cruz e Marco Rubio, pedem que Trump faça os manifestantes saírem.

‘Foi tentativa de golpe’

“É algo que você não vê usualmente na democracia americana. Talvez o último momento em que ela estivesse ameaçada de fato tenha sido na Guerra Civil Americana (1861-1865)”, cita Lucas de Souza Martins, jornalista que faz mestrado em História americana na Universidade Estadual da Geórgia, em participação no Dinheiro na Conta desta quarta-feira.

Para o economista Otaviano Canuto, que também participou do programa e será professor na Universidade George Washington, na capital americana, o que aconteceu no Capitólio pode ser visto como uma tentativa de golpe.

“A tentativa parte da conversa telefônica com o secretário da Geórgia [no dia anterior]. Foi uma tentativa de subverter na marra a ordem legal. Isso foi um desejo, uma tentativa de golpe. O que também daria margem para a abertura de um processo legal.

Canuto também cita o episódio desta quarta como um exemplo de como terminam regimes populistas, como o do presidente Trump.

“Populistas promete soluções fáceis para problemas complexos. Foi assim que o Trump conseguiu se eleger, assim como outros. E frequentemente esses governos acabam mal”.

 

Vitória democrata na Geórgia

O corrido no Capitólio se dá no mesmo dia em que a imprensa dos Estados Unidos, a partir de suas projeções, apontou a vitória dos dois candidatos democratas na disputa pelo Senado no Estado da Geórgia.

Com o triunfo duplo, além de encerrar uma série de representantes do Partido Republicano pela Geórgia, marca o controle do Partido Democrata sobre as duas casas do Congresso — Senado e Câmara dos Deputados, o que deve facilitar a vida de Biden.

Um dos eleitos, o pastor Raphael Warnock, se tornou o primeiro negro a ocupar o cargo de senador pela Geórgia, Estado que tem um passado escravista e de tensões raciais.

Martins cita a eleição na Geórgia como um bom exemplo para o país. “Embora haja alguns grupos que promovam essa tentativa de golpe, a Geórgia mostra por meio do seu exemplo, com a eleição dos novos senadores, que há espaço para se fazer a democracia com mais pluralidade”.

Repercussão no Brasil

Políticos e autoridades brasileiras também usaram as redes sociais para se manifestar quanto aos acontecimentos em Washington.

Para o vice-presidente do PDT, Ciro Gomes, que disputou a eleição presidencial brasileira em 2018, Trump é um mau exemplo para o mundo, mas lembrou que o republicano é considerado um espelho para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A ligação de Trump com Bolsonaro também foi destacada pelo deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP), que chamou a invasão ao Congresso de pior ameaça já vivida pela “maior democracia do mundo”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou a invasão ao Capitólio como “ato de desespero de uma corrente democrática que perdeu as eleições”.

O post Manifestantes pró-Trump invadem Congresso dos EUA para impedir confirmação da vitória de Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Biden reúne líderes para debater meio ambiente e Bolsonaro fica de fora https://canalmynews.com.br/mais/biden-reune-lideres-debater-meio-ambiente-bolsonaro-fica-fora/ Fri, 17 Sep 2021 22:04:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biden-reune-lideres-debater-meio-ambiente-bolsonaro-fica-fora/ Reunião ocorre antes da COP26. Joe Biden se reuniu com representantes de vários países. Entre latinos, México e Argentina participaram, Brasil não

O post Biden reúne líderes para debater meio ambiente e Bolsonaro fica de fora apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reuniu virtualmente nesta sexta-feira (17) com líderes mundiais para debater as mudanças climáticas. O evento foi batizado de Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima, MEF na sigla em inglês, e não contou com a participação de representantes do Brasil.

Jair Bolsonaro escuta o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante a Cúpula do Clima. Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas.
Jair Bolsonaro escuta o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante a Cúpula do Clima. Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas.

O objetivo do encontro é iniciar as discussões para a COP26, a conferência sobre mudanças climáticas da ONU. O encontro acontece entre 1º e 12 de novembro em Glasgow, na Escócia.

Entre os participantes da reunião liderada por Biden estão o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, representantes da União Europeia, Grã-Bretanha, Bangladesh, Indonésia e Coreia do Sul. Da América Latina, representantes de Argentina e México estiveram presentes. O Brasil não participou do evento. Líderes da China e da Rússia também ficaram de fora.

No discurso, Biden pediu aos líderes mundiais para reduzir as emissões de metano. Estados Unidos e União Europeia concordaram em cortar as emissões do gás em um terço até o final desta década.

Assista ao Jornal do MyNews, de segunda a sexta, a partir das 18h40, no Canal MyNews. Apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo

O post Biden reúne líderes para debater meio ambiente e Bolsonaro fica de fora apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
FBI libera primeiro documento sobre 11 de setembro https://canalmynews.com.br/mais/fbi-libera-documento-sobre-11-de-setembro/ Mon, 13 Sep 2021 20:23:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fbi-libera-documento-sobre-11-de-setembro/ Investigação não encontrou relação entre governo da Arábia Saudita e terroristas responsáveis pelo sequestro dos aviões no 11 de setembro de 2001

O post FBI libera primeiro documento sobre 11 de setembro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Vinte anos depois do ataque de 11 de setembro, o FBI divulgou o primeiro lote de documentos relacionados à investigação do atentado terrorista ao World Trade Center. No sábado (11), cerimônias lembraram os 20 anos do ataque e homenagearam as vítimas.

A investigação focou em um cidadão saudita suspeito de oferecer apoio logístico a dois sequestradores dos aviões, mas não apontou ligação com o governo e autoridades da Arábia Saudita.

Presidente Joe Biden e ex-presidente Barack Obama em homenagem às vítimas do 11 de setembro. Foto: Darren McGee – Gabinete do Governador.

Dos 19 terroristas que cometeram o ataque, 15 eram sauditas, além do líder da Al-Qaeda Osama bin Laden.

De acordo com a investigação, não existe qualquer evidência de que o governo saudita estava ligado ou tinha conhecimento do ataque. Há anos existe a especulação sobre a relação de autoridades da Arábia Saudita com os cidadãos sauditas envolvidos no atentado.

Esse é o primeiro documento publicado e a expectativa é de que outros sejam liberados pelo FBI. Esse já era um pedido dos parentes das vítimas e da própria embaixada saudita em Washington.

A liberação dos documentos foi determinada por uma ordem executiva assinada pelo presidente Joe Biden na semana passada. Os presidentes anteriores – George Bush, Barack Obama e Donald Trump – negaram a divulgação alegando ameaça à segurança nacional.

Assista ao Jornal do MyNews, no Canal MyNews, de segunda a sexta, com apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo

O post FBI libera primeiro documento sobre 11 de setembro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Biden defende retirada de tropas do Afeganistão https://canalmynews.com.br/mais/biden-defende-retirada-tropas-afeganistao/ Tue, 17 Aug 2021 02:57:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biden-defende-retirada-tropas-afeganistao/ Presidente dos EUA, Joe Biden, diz que foi surpreendido pelo avanço do Talibã e culpou governo afegão, que não ofereceu resistência

O post Biden defende retirada de tropas do Afeganistão apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu a decisão de retirar os militares norte-americanos do Afeganistão. Em um pronunciamento nesta segunda (15), Biden reconheceu que o governo dos Estados Unidos foi surpreendido pelo avanço do Talibã.

O grupo extremista tomou a capital, Cabul, e retomou o poder depois de 20 anos. O presidente afegão, Ashraf Ghani, fugiu do país diante do avanço do Talibã.

Biden defendeu a saída das tropas e culpou o próprio governo afegão, que não ofereceu resistência.

Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA.
Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA. Foto: Gage Skidmore (Domínio Público).

“Eu apoio totalmente minha decisão. Depois de 20 anos, aprendi da maneira mais difícil que nunca era um bom momento para retirar as forças americanas. É por isso que ainda estamos lá. Estávamos cientes dos riscos, planejamos para cada contingência. Mas, eu sempre prometi ao povo americano que serei franco com você. A verdade é que isso se desenrolou mais rápido do que havíamos previsto”, declarou Biden.

O presidente dos Estados Unidos disse que o país não pode participar e morrer em uma guerra que o próprio Afeganistão não está disposto a lutar.

Nesta segunda-feira, centenas de pessoas invadiram a pista do Aeroporto Internacional de Cabul, na tentativa de entrar em aviões e fugir do país. Vídeos mostram pessoas tentando forçar a entrada nas aeronaves e se pendurando em um avião que estava se preparando para decolar. De acordo com agências internacionais, ao menos cinco pessoas morreram no tumulto.

O professor de Relações Internacionais do UniCuritiba e pesquisador do GEPOM (Grupo de Estudo e Pesquisa em Oriente Médio), Andrew Traumann, considera que a guerra do Afeganistão foi um fracasso.

“Foi um fracasso especialmente na questão do treinamento das forças afegãs. Apesar dos gastos, o treinamento feito não foi eficiente. O Afeganistão é um país que tem uma série de problemas estruturais, um dos mais pobres do mundo. Então, não adianta você ter as melhores armas, os melhores mísseis, se o pessoal não está capacitado para usar”, afirmou.

O professor explicou que Biden tem sido fortemente criticado pela situação e que a derrota será uma marca da gestão Biden. Ele também comparou o desfecho com a guerra do Vietnã.

Assista à íntegra do Jornal do MyNews, no Canal MyNews, com apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo

O post Biden defende retirada de tropas do Afeganistão apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Biden moderou seu tom com a Rússia, diz professor da USP https://canalmynews.com.br/mais/biden-moderou-seu-tom-com-a-russia-diz-professor-da-usp/ Wed, 16 Jun 2021 21:04:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biden-moderou-seu-tom-com-a-russia-diz-professor-da-usp/ Felipe Loureiro destaca que encontro entre o presidente dos EUA e Vladimir Putin pode aparar arestas na relação entre as duas potências nucleares

O post Biden moderou seu tom com a Rússia, diz professor da USP apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Na manhã desta quarta-feira (16), os presidentes Joe Biden dos Estados Unidos e Vladimir Putin da Rússia se encontraram em Genebra. O professor de Relações Internacionais da USP Felipe Loureiro comentou esse encontro em entrevista ao MyNews. Para ele, as relações entre os países estavam um tanto quanto distantes.

“As relações entre Estados Unidos e Rússia estão num patamar eu diria bastante baixo, ou seja, muito frio e com várias tensões em vários âmbitos, o episódio que o presidente Biden chamou o presidente Putin de assassino em abril, há dois meses, fez com que o embaixador da Rússia retornasse para Rússia e o governo da Rússia pedisse que embaixador norte-americano também voltasse para consultas em Washington, no linguajar diplomático, o retorno de embaixadores é um primeiro passo e um sinal muito importante de que as relações entre os países estão bastante tensas”, argumenta Loureiro.

Mas, o professor também percebe uma mudança na atitude de Biden, no encontro do G7, com as sete maiores economias do mundo ocidental, e também junto à OTAN, com os aliados norte-americanos da Organização para o Tratado do Atlântico Norte. O presidente dos EUA tem mostrado um tom mais moderado em relação a Putin.

“Ele [Biden] vem fazendo declarações mais moderadas, dizendo que Putin é um adversário de valor, que os Estados Unidos vão colocar as cartas na mesa sobre o que de fato a Rússia precisa mudar da sua atitude, então houve uma moderação do tom do presidente Biden recentemente, apesar de continuar batendo na tecla de que algumas atitudes da Rússia são inaceitáveis e precisam ser alteradas”, analisa o especialista em relações internacionais.

Loureiro comenta que a porta-voz da Casa Branca deixou claro que um dos objetivos principais deste encontro é garantir a previsibilidade das relações entre Estados Unidos e Rússia. “Ninguém imagina que os dois vão sair de lá melhores amigos, mas é fundamental que a relação entre dois países tão poderosos, especialmente no caso dos Estados Unidos e a Rússia que vem participando de temas que incomodam, interesses norte-americanos e que na visão de Washington, podem gerar instabilidade internacional. É muito importante que existam canais de comunicação, que existam regras e previsibilidade nessa relação bilateral, para que crises futuras acabem não escalando e gerando tensões em instabilidades no sistema internacional”.

O post Biden moderou seu tom com a Rússia, diz professor da USP apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Cessar-fogo entre Israel e Hamas entra em vigor https://canalmynews.com.br/mais/cessar-fogo-entre-israel-e-hamas-entra-em-vigor/ Fri, 21 May 2021 12:45:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cessar-fogo-entre-israel-e-hamas-entra-em-vigor/ Em 11 dias, conflito deixou ao menos 244 mortos, sendo 232 palestinos e 12 israelenses

O post Cessar-fogo entre Israel e Hamas entra em vigor apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor nesta sexta-feira (21). O acordo foi mediado pelo Egito após 11 dias de conflito.

Palestinos vão às ruas para comemorar o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Palestinos vão às ruas para comemorar o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

A interrupção dos ataques entrou em vigor às 2h da manhã no horário local – no horário de Brasília, 20h de quinta-feira.

O Hamas já havia aceitado o cessar-fogo, mas o governo de Israel resistia enquanto os bombardeios continuavam.

Na noite de quinta-feira (20), o governo de Israel divulgou um comunicado anunciando que aceitava o cessar-fogo, mas fala que a paz pode ser temporária.

“A ala política enfatiza que a realidade concreta determinará a continuação da campanha”, afirma o comunicado.

Pressão internacional

Havia pressão da comunidade internacional por esse cessar-fogo. Além do Egito, a União Europeia também pedia o acordo. A França chegou a divulgar uma resolução da ONU em que cobrava uma pressão maior dos Estados Unidos nas negociações. O governo francês apoiou o acordo proposto pelo Egito, que também teve a participação da Jordânia.

Os Estados Unidos são aliados de longa data de Israel. Segundo a Casa Branca, o presidente Joe Biden teve várias conversas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enquanto o governo do Egito mantinha contato com o Hamas.

Em 11 dias, pelo menos 244 pessoas morreram, sendo 232 na Faixa de Gaza e 12 em Israel.

O post Cessar-fogo entre Israel e Hamas entra em vigor apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Matriarcado Harris: biógrafo de Kamala explica papel e influência da mãe da vice-presidente dos EUA https://canalmynews.com.br/politica/o-matriarcado-harris-biografo-de-kamala-explica-papel-e-influencia-da-mae-da-vice-presidente-dos-eua/ Mon, 10 May 2021 14:58:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-matriarcado-harris-biografo-de-kamala-explica-papel-e-influencia-da-mae-da-vice-presidente-dos-eua/ Shyamala Harris nasceu na Índia sob domínio colonial britânico, foi acadêmica, mãe solo e figura central para Kamala

O post O Matriarcado Harris: biógrafo de Kamala explica papel e influência da mãe da vice-presidente dos EUA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Vice-presidente Kamala Harris faz comentários ao pessoal do Departamento de Defesa, com o presidente Joe Biden e o secretário de Defesa Lloyd J. Austin III, o Pentágono, Washington, D.C., 10 de fevereiro de 2021. (Foto do DoD por Lisa Ferdinando/ Fotos Públicas)
(Foto: Departamento de Defesa dos Estados Unidos / Fotos Públicas)

Na mitologia hindu, Devi é a deusa-mãe, uma matadora de demônios e, ao mesmo tempo, representação da energia feminina e da beleza. Quando a imigrante indiana Shyamala Gopalan Harris teve sua primeira filha, em 1964, ela a batizou Kamala Devi Harris e afirmou anos depois: “uma cultura que adora deusas produz mulheres fortes”.

Shyamala deixou a Índia para fazer pós-graduação na Universidade da Califórnia em Berkeley, aos 19 anos, em 1959. Estudiosa do câncer de mama, ela conheceu nos Estados Unidos o economista heterodoxo e imigrante jamaicano Donald Harris. Os dois foram casados 8 anos e tiveram duas filhas: Kamala e Maya Harris.

“Essa mulher estava fazendo isso sozinha e eu acredito que ela foi um exemplo para suas filhas. Kamala, em toda minha experiência, raramente deixa de mencionar sua mãe em todos os discursos importantes que ela dá. Ela raramente faz referências ao seu pai”, diz Dan Morain, jornalista com mais de 40 anos de experiência e autor da biografia “Kamala Harris – Uma Vida Americana”.

Apesar da união formal com Donald, Morain destaca que Shyamala foi a responsável pela criação e formação das filhas. A imigrante indiana levava Kamala para reuniões do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos e em eventos de centros culturais negros que contavam com a presença de nomes como a cantora Nina Simone, a poeta Maya Angelou e Shirley Chisholm, congressista de Nova York que foi a primeira candidata presidencial negra do país.

Primeiras eleições

Kamala entrou no Judiciário como procuradora-geral adjunta do Condado de Alameda, na década de 1990, época em que também teve um relacionamento com Willie Brown, então presidente da Assembleia do Estado da Califórnia e veterano da política local. No livro, Morain afirma que no período Kamala aparecia mais nas colunas sociais dos jornais do que em reportagens sobre seu papel como procuradora.

O relacionamento com Brown terminou logo após o veterano do Partido Democrata ser eleito prefeito de San Fransisco, em 1995, e Kamala disputou sua primeira eleição em 2002, quando concorreu, e venceu, a corrida pelo cargo de procuradora da cidade e do condado de São Francisco.

Logo nos primeiros meses no cargo, ela enfrentou um batismo de fogo. O policial Isaac Espinoza foi morto em serviço e a recém-empossada procuradora foi pressionada pelas forças policiais da região a pedir a pena de morte para o assassino. Opositora da pena capital, Kamala manteve sua posição e não cedeu à pressão que veio até mesmo da senadora democrata Dianne Feinstein.

Ainda assim, Kamala foi criticada por grupos de direitos humanos por promover uma lei estadual que prendeu pais de filhos que não frequentavam a escola e ignorar uma pergunta sobre a legalização da maconha, em 2010.

Morain destaca que Kamala conseguiu “navegar” o cenário político da Califórnia com pragmatismo e ascendeu nos cargos do Judiciário. Em 2010, foi eleita como Procuradora-geral da Califórnia, sendo a primeira mulher e a primeira negra no cargo. Logo após ser reeleita como Procuradora-geral da Califórnia, concorreu e conseguiu uma vaga no Senado dos Estados Unidos.

O jornalista veterano avalia que Kamala conseguiu mais liberdade para expressar suas opiniões após deixar o Judiciário e que escolhe com cuidado as disputas que compra.

“Ela nem sempre evita uma briga. Há certas brigas que ela assume, mas sobre a pena de morte, ela é uma oponente moral da pena de morte, ela pensa que é fundamentalmente injusto, ela acredita que é racista, que as pessoas recebem condenações injustas e são enviadas para o corredor da morte. Ela não acredita que o Estado deva matar em nome do povo. Quando ela estava disputando a eleição para procuradora do distrito de São Francisco, ela deixou claro que nunca apresentaria um caso de pena de morte e se manteve fiel a isso”, diz o jornalista ao MyNews.

Vice-presidente dos Estados Unidos

Kamala esteve longe de ter um desempenho eleitoral de destaque durante as prévias do Partido Democrata que escolheram o nome que tentaria tirar da Casa Branca o então presidente Donald Trump. As prévias democratas escolheram Joe Biden, mas então algo mudou na política do país.

Em 25 de maio de 2020, o policial branco Derek Chauvin sufucou o homem negro George Floyd, disparando uma onda de protestos que varreu o país. Morain afirma que a política dos Estados Unidos e o Partido Democrata mudaram após o episódio.

“Tornou-se quase imperativo que ele escolhesse uma mulher negra para o trabalho, existem apenas algumas que seriam qualificáveis. E, dentre elas, Kamala Harris era a única que tinha participado de uma disputa estadual, ela ganhou disputas estaduais no maior estado dos EUA, Califórnia, ela venceu três vezes, ela foi examinada por jornalistas, ela concorreu ao cargo de presidente, ela não concorreu bem, mas concorreu, então ela foi examinada por adversários políticos, por pesquisadores da oposição, ela tornou-se a opção mais lógica”, diz o jornalista.

Joe Biden e Kamala Harris. Foto: Twitter Kamala Harris / Fotos Públicas
Joe Biden e Kamala Harris. Foto: Twitter Kamala Harris / Fotos Públicas

Kamala será presidente em 2024?

Biden é o presidente mais velho da história da Casa Branca, com 78 anos. Kamala, por sua vez, tem 56 anos. Morain destaca que isso não significa, contudo, que a filha mais velha de Shyamala será o nome principal da chapa do Partido Democrata nas próximas eleições presidenciais.

“Eu sei que Biden gostaria de ser presidente há muito tempo e se ele puder concorrer em 2024, se sua saúde permitir, ele irá concorrer em 2024, é meu palpite. Dito disso, ela será candidata a presidente, não tenho dúvidas de que ela será candidata quando Joe Biden tiver terminado. Ela não fará nada para tirá-lo do caminho de qualquer maneira, seu trabalho, e ela entende completamente, é ser a melhor vice-presidente que ela pode ser. E o sucesso dela depende do sucesso dele, se ele for um presidente de sucesso, então ela terá uma melhor chance de se tornar presidente”, diz Morain.

O post O Matriarcado Harris: biógrafo de Kamala explica papel e influência da mãe da vice-presidente dos EUA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Mudanças climáticas são oportunidade de investimento, diz professor da UFRJ https://canalmynews.com.br/economia/mudancas-climaticas-sao-oportunidade-de-investimento-diz-professor-da-ufrj/ Fri, 23 Apr 2021 17:28:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudancas-climaticas-sao-oportunidade-de-investimento-diz-professor-da-ufrj/ Em discurso na Cúpula do Clima, o presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu empregos de energia limpa

O post Mudanças climáticas são oportunidade de investimento, diz professor da UFRJ apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Líderes mundiais renovaram as promessas em relação às metas climáticas na Cúpula do Clima, aberta na quinta-feira (22) pelo presidente dos Estados Unidos Joe Biden. Ele foi o responsável pelo anúncio de uma das metas mais ambiciosas do encontro virtual: cortar até 50% das emissões de gases que causam o efeito estufa até 2030 e deu caráter de urgência ao combate ao aquecimento global. Biden afirmou que o momento é “imperativo” em termos morais e econômicos.

No âmbito econômico, Biden lançou um pacote trilionário de infraestrutura, que se passar por aprovação do Legislativo irá modernizar a cadeia produtiva dos EUA ao criar novos postos de trabalho em campos de energia limpa. Sobre o Brasil, Biden disse que o país está na “vanguarda” do enfrentamento ao aquecimento global. Jair Bolsonaro (sem partido), em sua participação, destacou a meta de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030, a antecipação da meta de neutralidade climática em 10 anos, para 2050, e pediu compensação financeira pelos serviços ambientais no país.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a Cúpula do Clima.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a Cúpula do Clima.

Para Celso Lemme, especialista em finanças e sustentabilidade e professor do Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as discussões em torno das questões climáticas são importantes, também, para a retomada da economia mundial.

“Os sinais que nós estamos tendo das questões climáticas e as questões de carbono são indutores de necessidade de mudanças, que puxam investimentos em vários setores. Se nós olharmos a questão climática como um grande indutor, é perfeitamente conciliável e desejável essa articulação, entre um caminho de uma economia de baixo carbono e a retomada econômica”.

O post Mudanças climáticas são oportunidade de investimento, diz professor da UFRJ apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
“Boas notícias do Brasil na Cúpula são do passado”, avalia ex-ministra do Meio Ambiente https://canalmynews.com.br/economia/boas-noticias-do-brasil-na-cupula-sao-do-passado-avalia-ex-ministra-do-meio-ambiente/ Fri, 23 Apr 2021 00:06:17 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/boas-noticias-do-brasil-na-cupula-sao-do-passado-avalia-ex-ministra-do-meio-ambiente/ Para Izabella Teixeira, encontro de líderes marca novo momento para o mundo, enquanto Brasil apresenta metas pouco ambiciosas e “perde grande oportunidade”

O post “Boas notícias do Brasil na Cúpula são do passado”, avalia ex-ministra do Meio Ambiente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Além da falta de credibilidade com o mundo, o Brasil mostra metas pouco ambiciosas para o clima e perde a oportunidade de estar na liderança do enfrentamento às mudanças climáticas. Essa é a avaliação da ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, sobre a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente americano Joe Biden.

Apesar de tom mais diplomático, Bolsonaro “mudou a forma e não o conteúdo”, segundo Teixeira. Para ela, a meta apresentada pelo Brasil de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 é pouco ambiciosa, em momento em que o mundo vive corrida para adoção de compromissos ambientais.

“Discurso foi mais diplomático, mas o conteúdo não revela nada de ambição e nem permite que o Brasil volte a estar no clube que a gente chama dos países líderes do enfrentamento da mudança climática”, diz ela em entrevista do Dinheiro Na Conta. No encontro, Bolsonaro também antecipou para 2050 a meta de tornar o país neutro em carbono.

“Não adianta colocar só a ambição de 2050 para neutralização de carbono quando o mundo todo estiver neutralizado em 2050”, critica a bióloga, que teve papel chave nas negociações climáticas de 2015 na ONU. Para a ex-ministra dos governos Lula e Dilma, as “boas notícias apresentadas pelo Brasil são do passado”.

Teixeira acredita que encontro organizado por Joe Biden inaugura um momento que as principais economias e lideranças do mundo apresentam mais ambição para combate às mudanças climáticas, enquanto o Brasil perde protagonismo

“Hoje começou uma nova corrida no mundo para mitigar e para zerar a emissão de carbono. Todo mundo fez isso. O único que não apresentou ambição nova foi o Brasil”, avalia Teixeira. “O Brasil perdeu uma grande chance. Estamos no tempo de rastrear a boiada, e não de passar a boiada”, afirma. 

O post “Boas notícias do Brasil na Cúpula são do passado”, avalia ex-ministra do Meio Ambiente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Biodiversidade brasileira não garante vanguarda ambiental, diz analista https://canalmynews.com.br/politica/biodiversidade-brasileira-nao-garante-vanguarda-ambiental-diz-analista/ Thu, 22 Apr 2021 21:47:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biodiversidade-brasileira-nao-garante-vanguarda-ambiental-diz-analista/ Professor da USP questiona afirmação de Bolsonaro na Cúpula do Clima sobre o papel do Brasil

O post Biodiversidade brasileira não garante vanguarda ambiental, diz analista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Ao contrário do que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na Cúpula do Clima nesta quinta-feira (22), o Brasil não está na vanguarda do enfrentamento às mudanças climáticas. A avaliação é do professor da Universidade de São Paulo (USP) Felipe Loureiro em entrevista ao Almoço do MyNews.

No evento com 40 países, Bolsonaro ignorou os recordes de desmatamento e os incêndios no Pantanal e na Amazônia. Também não abordou o recente afastamento do superintendente da Polícia Federal no Amazonas, que acusa o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O fato de o Brasil ter de fato uma biodiversidade gigantesca e não ser um grande emissor de carbono em comparação com as grandes potências globais, como China e Estados Unidos e mesmo pensando na União Europeia, isso não significa que o Brasil está na vanguarda no que se refere ao meio ambiente, a ter posições responsáveis com relação ao tema. Um exemplo é o caso da Amazônia, com redução de verbas para órgãos de fiscalização como Ibama e ICMBio, entre outros aspectos, e uma a taxa de desmatamento da Amazônia que mostra claramente o quanto o Brasil está bem longe dessa posição que o presidente Bolsonaro colocou de vanguarda mundial”, analisa o professor.

Segundo Loureiro, o primeiro elemento importante da reunião é a demonstração de que os Estados Unidos, agora sob a liderança do presidente Joe Biden, querem liderar o sistema internacional no tópico das mudanças climáticas. Tanto que o governo Biden já anunciou metas audaciosas de redução de emissão de carbono até 2030 e a promessa de a economia norte-americana zerar suas emissões de carbono até 2050.

O antecessor de Biden, Donald Trump, retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, iniciativa diplomática para enfrentar a emergência climática. Para Trump, o aquecimento global é um “boato”.

Jair Bolsonaro escuta o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante a Cúpula do Clima. Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas.
Jair Bolsonaro escuta o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante a Cúpula do Clima. Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas.

“O efeito prático disso [Biden convocar a Cúpula do Clima] é a ideia de estimular outros países do mundo a também anunciar metas mais audaciosas, antes da Conferência Climática da ONU, que vai acontecer em novembro em Glasgow, a ideia é fazer com que outros países, Grã-Bretanha, países da União Europeia, a própria China, Índia e evidentemente o Brasil, pudessem estar estimulados a anunciar metas ainda mais audaciosas, para que a gente pudesse o quanto antes melhorar a situação tão dramática que envolve o aquecimento global nos dias de hoje”, explica o especialista em relações internacionais.

Em 2019, surgiu um embate entre Brasil, Noruega e Alemanha, que financiam o Fundo Amazônia. O governo mudou a composição dos conselhos que regulamentam o Fundo Amazônia e os países que financiam a iniciativa congelaram a transferência de recursos para o programa de conservação da floresta.

“O Fundo Amazônia de fato tem recursos de quase US$ 3 bilhões parados. A partir do momento em que o governo Bolsonaro mudou a composição do Fundo e começou a flexibilizar e enfraquecer os órgãos de fiscalização no que se refere ao desmatamento da Amazônia, a Noruega e Alemanha protestaram e começaram a criar maiores dificuldades para liberação desses recursos. Mas é muito evidente que se você tiver uma situação de retorno ao que existia antes de 2019 e garantia de independência para que esses conselhos possam de fato trabalhar, não há dúvida de que a gente vai ter dinheiro e há recursos disponíveis”, argumenta Loureiro.

O post Biodiversidade brasileira não garante vanguarda ambiental, diz analista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Caso George Floyd: marco histórico aconteceu, e agora? https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/caso-george-floyd-marco-historico-aconteceu-e-agora/ Wed, 21 Apr 2021 22:29:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/caso-george-floyd-marco-historico-aconteceu-e-agora/ Governo dos EUA abre investigação federal sobre atuação da polícia de Minneapolis. Anúncio foi feito após condenação de Derek Chauvin

O post Caso George Floyd: marco histórico aconteceu, e agora? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

You are unauthorized to view this page.

O post Caso George Floyd: marco histórico aconteceu, e agora? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Novo ataque a tiros deixa 9 mortos nos EUA https://canalmynews.com.br/mais/novo-ataque-a-tiros-deixa-9-mortos-nos-eua/ Fri, 16 Apr 2021 13:43:00 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/novo-ataque-a-tiros-deixa-9-mortos-nos-eua/ Outras 6 pessoas ficaram feridas no ataque. Uma série de tiroteios foi registrada no último mês

O post Novo ataque a tiros deixa 9 mortos nos EUA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Um homem matou oito pessoas após abrir fogo em um prédio da empresa de entregas FedEx nos Estados Unidos. O atirador se matou na sequência, quando os policiais chegaram ao local. O caso aconteceu por volta das 23h desta quinta-feira (15) na cidade de Indianápolis, no Estado de Indiana.

A identidade do atirador e a motivação ainda não foram reveladas pelas autoridades. Outras seis pessoas ficaram feridas. A polícia informou que cinco vítimas precisaram ser hospitalizadas, uma delas em estado grave

Equipes policiais e de resgate cercaram o local logo após o incidente.
Equipes policiais e de resgate cercaram o local logo após o incidente. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

Uma testemunha contou a uma TV local que o homem estava com um rifle na mão e gritava coisas que não conseguiu compreender.

Este é o sexto caso semelhante em menos de um mês. No total, 36 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. O presidente Joe Biden classificou a situação como epidemia.

Na última semana, Biden anunciou uma série de medidas para controlar o acesso a armas de fogo.

“A violência armada neste país é uma epidemia. Vou repetir: a violência armada neste país é uma epidemia e é um constrangimento internacional”, declarou.

Na manhã desta sexta-feira (16), a FedEx publicou uma nota de pesar em sua conta oficial no Twitter. Na mensagem, a companhia diz estar “profundamente pasma e triste pela perda de membros da equipe devido ao trágico tiroteio”, além de categorizar o episódio como “um ato de violência sem sentido”. A empresa afirma ainda que irá contribuir com a investigação do caso.

Casos Recentes

Há três semanas, no Colorado, um criminoso abriu fogo num supermercado e matou dez pessoas. Há exatamente um mês, um homem atacou três casas de massagem na Geórgia, deixando oito mortos. Quase todas as vítimas eram mulheres asiáticas, o que gerou um debate sobre racismo e preconceito. Há duas semanas, um tiroteio deixou quatro mortos na Califórnia, com uma criança entre as vítimas.

Na semana passada, o ex-jogador de futebol americano Phillip Adams matou cinco pessoas e se matou na sequência na Carolina do Sul. Ele matou o médico Robert Lesslie, a esposa, dois netos do médico e um homem que trabalhava na casa. A polícia investiga a motivação do crime.

O post Novo ataque a tiros deixa 9 mortos nos EUA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Ignorar mudanças climáticas significa ficar de escanteio no mundo, diz coordenadora do Greenpeace https://canalmynews.com.br/mais/ignorar-mudancas-climaticas-significa-ficar-de-escanteio-no-mundo-diz-coordenadora-do-greenpeace/ Thu, 15 Apr 2021 20:34:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ignorar-mudancas-climaticas-significa-ficar-de-escanteio-no-mundo-diz-coordenadora-do-greenpeace/ Fabiana Alves destaca que o clima é pauta das relações internacionais e de acordos comerciais

O post Ignorar mudanças climáticas significa ficar de escanteio no mundo, diz coordenadora do Greenpeace apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

You are unauthorized to view this page.

O post Ignorar mudanças climáticas significa ficar de escanteio no mundo, diz coordenadora do Greenpeace apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Armas em discussão nos EUA e no Brasil https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/armas-em-discussao-nos-eua-e-no-brasil/ Thu, 15 Apr 2021 13:11:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/armas-em-discussao-nos-eua-e-no-brasil/ Enquanto os EUA discutem restringir o acesso a armas de fogo, o governo Bolsonaro tenta liberar, mas esbarra na Justiça

O post Armas em discussão nos EUA e no Brasil apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

You are unauthorized to view this page.

O post Armas em discussão nos EUA e no Brasil apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A luta pela justiça racial nos EUA https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/literatura-em-fatos-a-luta-pela-justica-racial-nos-eua/ Mon, 29 Mar 2021 19:02:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/literatura-em-fatos-a-luta-pela-justica-racial-nos-eua/ ´Só para membros: Geórgia elege o primeiro senador negro da história. Raphael Warnock é pastor da mesma igreja de Martin Luther King

O post A luta pela justiça racial nos EUA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

You are unauthorized to view this page.

O post A luta pela justiça racial nos EUA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Guerra comercial entre EUA e China continuará com Biden https://canalmynews.com.br/vip/guerra-comercial-entre-eua-e-china-continuara-com-biden/ Thu, 25 Mar 2021 21:01:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/guerra-comercial-entre-eua-e-china-continuara-com-biden/ No MyNews Traduz desta semana, o tema é as relações internacionais da China com o mundo

O post Guerra comercial entre EUA e China continuará com Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

You are unauthorized to view this page.

O post Guerra comercial entre EUA e China continuará com Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Lula pede vacinas a Biden em entrevista internacional https://canalmynews.com.br/politica/lula-pede-vacinas-a-biden-em-entrevista-internacional/ Thu, 18 Mar 2021 12:40:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/lula-pede-vacinas-a-biden-em-entrevista-internacional/ Ex-presidente pediu reunião do G20 para debater vacinas aos países mais pobres

O post Lula pede vacinas a Biden em entrevista internacional apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O ex-presidente Lula pediu ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, uma reunião emergencial do G20 – grupo dos 20 países mais desenvolvidos – para discutir a distribuição de vacinas para o Brasil e países mais pobres.

A declaração foi feita numa entrevista à CNN dos Estados unidos. Lula disse que não confia no governo de Jair Bolsonaro para liderar esse esforço internacional pela vacinação. Ele ainda disse que não pediria ao ex-presidente Donald Trump e elogiou Biden.

Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante live de coletiva de imprensa (10/03).
Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante live de coletiva de imprensa (10/03). Foto: Reprodução (Redes Sociais).

“Eu estou sabendo que os Estados Unidos têm vacinas extras e que não vão usar toda essa vacina. E essa vacina, quem sabe, poderia ser doada ao Brasil, ou a outros países, ainda mais pobres, que não poderiam pagar”, disse Lula.

O ex-presidente acrescentou:

“Uma sugestão que eu gostaria de fazer ao presidente Biden por meio do seu programa é que é muito importante chamar uma reunião do G20 urgentemente. É importante convocar os principais líderes do mundo e colocar na mesa uma questão: vacina, vacina e vacina.”

Na entrevista à jornalista Christiane Amanpour, Lula também ressaltou que quer concorrer nas eleições do ano que vem.

“Se quando chegar o momento de disputar as eleições, se o meu partido e os outros partidos aliados entenderem que eu posso ser o candidato, e se eu estiver bem de saúde, eu asseguro que eu não vou negar o convite.”

O post Lula pede vacinas a Biden em entrevista internacional apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Bolsonaro repete táticas de Trump e terceiriza responsabilidades, diz analista https://canalmynews.com.br/mais/bolsonaro-repete-taticas-de-trump-e-terceiriza-responsabilidades-diz-analista/ Fri, 12 Mar 2021 20:27:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-repete-taticas-de-trump-e-terceiriza-responsabilidades-diz-analista/ Professora de relações internacionais diz que Bolsonaro gera instabilidades e conflitos para governar

O post Bolsonaro repete táticas de Trump e terceiriza responsabilidades, diz analista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Em transmissão nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) repete, mais uma vez, os movimentos do agora ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Essa é a avaliação da professora de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Denilde Holzhacker.

Bolsonaro afirmou que nunca se referiu à pandemia de covid-19 como uma “gripezinha”, criticou medidas de distanciamento social, leu a carta de um suposto suicida (o que contraria recomendações da Organização Mundial da Saúde) e classificou o ex-presidente Lula (PT) de “jumento”.

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente da República afirmou em 24 de março de 2020 que não precisaria se preocupar caso fosse contaminado pelo vírus pelo seu “histórico de atleta” e que essa condição garantiria que a enfermidade fosse apenas “uma gripezinha ou resfriadinho”.

Holzhacker destacou em entrevista ao Almoço do MyNews que Bolsonaro aplica sua “tática tradicional” de gerar instabilidades e conflitos. “É uma forma dele jogar os problemas e dificuldades para os governadores e prefeitos e tirar dele a responsabilidade”.

A analista ainda relembra as semelhanças no posicionamento do presidente brasileiro com o comportamento de Trump. “Tem uma semelhança no tom, de trazer esse cenário mais caótico sem nenhuma fundamentação porque ele fala ‘ah, eu tenho informações’, mas não diz quais”, avalia Holzhacker.

O post Bolsonaro repete táticas de Trump e terceiriza responsabilidades, diz analista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Injeção histórica: Câmara dos EUA aprova pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão https://canalmynews.com.br/mais/injecao-historica-camara-dos-eua-aprova-pacote-de-estimulo-de-us-19-trilhao/ Wed, 10 Mar 2021 22:13:55 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/injecao-historica-camara-dos-eua-aprova-pacote-de-estimulo-de-us-19-trilhao/ Projeto ainda precisa de sanção presidencial; discussão sobre aumento do salário mínimo ficou de fora

O post Injeção histórica: Câmara dos EUA aprova pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, teve sua primeira vitória legislativa nesta quarta-feira (10). A Câmara dos Representantes aprovou a versão final do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão proposto pelo governo federal.

O pacote de estímulo econômico havia sido aprovada no final de fevereiro pelo Câmara, mas sofreu alterações no Senado e voltou para ser analisada pelos deputados. Foram 220 votos favoráveis e 211 contra. Um membro do Partido Democrata, o mesmo de Biden, votou contra e nenhum republicado votou a favor.

A lei inclui US$ 350 bilhões em ajuda financeira para os governos estaduais e locais, pagamentos de USS$ 1,4 mil para indivíduos que ganham até US$ 75 mil por ano, extensão dos benefício de auxílio-desemprego de US$ 300 por semana, além de US$ 130 bilhões para escolas e US$ 14 bilhões para aceleração da distribuição de vacinas contara a covid-19.

A proposta de aumento de salário mínimo do país, de US$ 7,25 para US$ 15 por hora, foi retirada da discussão. Segundo a Casa Branca, Biden deve sancionar a lei na próxima sexta-feira.

O post Injeção histórica: Câmara dos EUA aprova pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
EUA voltam oficialmente ao Acordo de Paris https://canalmynews.com.br/mais/eua-voltam-oficialmente-ao-acordo-de-paris/ Fri, 19 Feb 2021 15:00:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/eua-voltam-oficialmente-ao-acordo-de-paris/ Retorno era promessa de campanha de Biden. Enviado especial do Clima, John Kerry, ajudou a negociar acordo em 2015.

O post EUA voltam oficialmente ao Acordo de Paris apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Os Estados Unidos retornaram oficialmente ao Acordo do Clima de Paris.

Na posse, o presidente Joe Biden assinou uma ordem executiva com essa determinação. Oficialmente, a adesão entra em vigor 30 dias após o anúncio, o que aconteceu nesta sexta-feira (19).

Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA.
Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA. Foto: Gage Skidmore (Domínio Público).

A medida era uma promessa de campanha de Biden. O enviado especial do Clima do governo americano, John Kerry, vai oficializar a volta dos Estados Unidos ao acordo em uma cerimônia com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O próprio Kerry negociou o acordo em 2015 durante o governo de Barack Obama. O Acordo do Clima de Paris foi assinado por 195 países e prevê esforços para conter o aquecimento global, com meta de que o aumento seja menor que 2º C até o fim do século.

A questão ambiental é um dos pontos colocados por Biden como prioridade para o mandato dele. O presidente americano convocou uma cúpula do clima para o dia 22 de abril.

O post EUA voltam oficialmente ao Acordo de Paris apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Biden anuncia sanções a Mianmar após golpe militar https://canalmynews.com.br/mais/biden-anuncia-sancoes-a-mianmar-apos-golpe-militar/ Wed, 10 Feb 2021 22:09:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biden-anuncia-sancoes-a-mianmar-apos-golpe-militar/ Presidente americano pediu a libertação dos presos políticos e que as Forças Armadas de Mianmar deixem o poder

O post Biden anuncia sanções a Mianmar após golpe militar apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou sanções a Mianmar. O país asiático sofreu um golpe militar na semana passada.

Biden afirmou que a Casa Branca vai identificar os participantes do movimento golpista e impor controles às exportações americanas a Mianmar.

Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA.
Democrata Joe Biden, presidente eleito dos EUA. Foto: Gage Skidmore (Domínio Público).

O presidente americano também declarou que vai pedir a libertação das lideranças políticas presas e que as Forças Armadas de Mianmar deixem o poder.

“Enquanto os protestos aumentam, a violência contra aqueles lutando por seus direitos democráticos é inaceitável e vamos continuar chamando atenção para isso. O povo de Mianmar está fazendo sua voz ser ouvida e o mundo está assistindo”, declarou Biden.

Golpe

Mianmar vivia uma democracia desde 2011, depois de governado por militares por 50 anos. O principal partido do país é a Liga Nacional pela Democracia, que conquistou mais de 80% dos cargos em disputa nas eleições parlamentares de novembro de 2020.

Nobel da Paz Daw Aung San Suu Kyi. Foto: redes sociais
Nobel da Paz Daw Aung San Suu Kyi. Foto: redes sociais

Os parlamentares eleitos iriam aprovar um novo governo, mas o resultado desagradou os militares que alegaram fraude e irregularidades no processo eleitoral. Como resultado, cercaram os prédios do Parlamento, fecharam as entradas da capital do país, Naipidau, e prenderam líderes do partido e lideranças civis.

Uma das pessoas presas foi Daw Aung San Suu Kyi, uma figura controversa. Ela ganhou um Nobel da Paz em 1991 por causa da luta pela democratização de Mianmar, mas também é acusada de apoiar a perseguição à minoria muçulmana que vive no país, os Rohingyas – Mianmar é um país de maioria budista. Ela é acusada, inclusive, de se aliar aos militares para perseguir essa minoria e promover uma limpeza étnica.

San Suu Kyi foi presa porque além de presidente da NDL, o partido vencedor das eleições, era conselheira de estado. O cargo foi criado especialmente para ela, já que, por ter sido casada com um estrangeiro e ter filhos estrangeiros, não poderia assumir o cargo de primeira- ministra. San Suu Kyi foi deposta pelos militares e chegou a pedir que a população não aceite o golpe, mas as principais cidades estão sem internet e telefone.

O post Biden anuncia sanções a Mianmar após golpe militar apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Biden toma posse como presidente dos Estados Unidos; veja as primeiras medidas https://canalmynews.com.br/mais/biden-toma-posse-como-presidente-dos-estados-unidos-veja-as-primeiras-medidas/ Thu, 21 Jan 2021 22:13:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biden-toma-posse-como-presidente-dos-estados-unidos-veja-as-primeiras-medidas/ Em seus primeiros atos de governo, Biden revogou uma série de ações de seu antecessor, Donald Trump

O post Biden toma posse como presidente dos Estados Unidos; veja as primeiras medidas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Duas semanas após o Capitólio ser invadido em uma tentativa de barrar a confirmação da vitória de Joe Biden na eleição de novembro passado, o local foi palco da posse do democrata nesta quarta-feira (20) como o 46º presidente dos Estados Unidos.

O evento contou com forte esquema de segurança, composto por 25 mil homens da Guarda Nacional, mobilizados para evitar incidentes como os de 6 de janeiro. No lugar do público, vetado em razão da pandemia, foram colocadas 200 mil bandeiras no gramado em frente ao Congresso dos EUA.

Entre as poucas pessoas autorizadas a participar da cerimônia estiveram todos os ex-presidentes ainda vivos. As exceções foram Jimmy Carter, em razão da idade avançada, e o próprio Trump. O republicano, aliás, quebrou uma tradição e se tornou o primeiro presidente em 152 anos a não acompanhar a cerimônia de posse de seu sucessor.

Joe Bide, eleito presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, atual presidente dos Estados Unidos.
(Foto: Flickr Casa Branca)

Primeiras medidas

Em seus primeiros atos de governo, Biden revogou uma série de ações de seu antecessor, Donald Trump. Algumas delas foram antecipadas antes mesmo do democrata entrar oficialmente na Casa Branca como presidente. Veja abaixo as principais:

  • retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris;
  • interrupção da construção do muro na fronteira com o México;
  • suspensão da deportação de imigrantes por cem dias
  • fim da proibição da entrada de cidadãos de países muçulmanos nos Estados Unidos;
  • fim dos processo de saída dos Estados Unidos da OMS (Organização Mundial de Saúde)
  • adesão do país ao Covax, consórcio global de vacinas contra a Covid-19
  • uso obrigatório de máscaras em todas as instalações federais
  • revogação do plano de excluir dos censos do país aqueles que não são considerados cidadãos americanos
  • exigência que todas as agências federais tornem a equidade racial um fator central em seu trabalho

Boa impressão inicial e pressa

O economista Otaviano Canuto, membro sênior do Policy Center for the New South e ex-diretor-executivo e ex-vice presidente do Banco Mundial, enxerga em Biden o início de um novo governo pela aprovação de medidas robustas na economia, logo nos primeiros dois anos de gestão. Ele se refere à criação de um novo pacote de estímulos à economia, da ordem de US$ 1,9 trilhão

É marcante a preocupação de Biden de começar a mil“, avalia.

No entanto, Canuto vê nesse ritmo acelerado como o fato de Biden ter diante si uma “corrida contra o tempo”. Isso porque além da crise econômica há o desafio de controlar a pandemia do novo coronavírus. Com 408 mil mortos, os Estados Unidos são os país mais afetado pelo vírus no mundo, já superando as baixas que o país teve na Segunda Guerra Mundial (405.399).

“Sem combater o vírus, você não tem a recuperação dos serviços e a economia também não decola.  O último trimestre do ano passado já mostrou isso”.

A boa impressão sobre Biden e a pressa em implementar medidas também é destacada por Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.

“Biden tem uma pressa, especialmente por conta da pandemia, de resolver pendências que podem ser sanadas por meio de decretos e focar nos próximos dias em medidas relacionadas à economia e ao combate à pandemia”, observou. “Biden dá um sinal positivo de que ele vai de fato tentar colocar e buscar o que ele acha mais relevante para economia americana, que é resolver a questão das vacinas o mais rápido possível e retomar a atividade americana”, complementou.

O post Biden toma posse como presidente dos Estados Unidos; veja as primeiras medidas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Posse de Biden significa o fim do trumpismo? https://canalmynews.com.br/mais/posse-de-biden-significa-o-fim-do-trumpismo/ Wed, 20 Jan 2021 23:40:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/posse-de-biden-significa-o-fim-do-trumpismo/ Mais de 70% dos eleitores republicanos aceitaram a narrativa irresponsável e mentirosa de Trump

O post Posse de Biden significa o fim do trumpismo? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Com a posse de Joe Biden na Presidência dos EUA, o extremismo populista de direita deixou de contar com importante plataforma para seguir sua cruzada contra o “globalismo”, a ciência e o meio ambiente. Trump sai mais do que chamuscado, tendo conseguido a inédita proeza de sofrer “impeachment” duas vezes, na segunda com apoio expressivo de políticos de seu próprio partido, que tentaram se afastar de um legado tóxico. Esse talvez não seja ainda o fim do trumpismo, afinal milhões votaram no candidato derrotado e a turba de elementos radicalizados mostrou que é capaz de causar estragos.

É por isso que qualquer juízo definitivo sobre o ocaso de Trump é prematuro. Internamente, a democracia americana, a mais longeva do mundo, mostrou que está fragilizada. As instituições acabaram funcionando, mas nunca a polarização foi tão extrema. Mais de 70% dos eleitores republicanos embarcaram na canoa furada da ideia de eleição fraudada, ou seja, aceitaram a narrativa irresponsável e mentirosa de Trump. Alguns desses eleitores começaram a sair de sua realidade paralela apenas quando as imagens de apoiadores do ex-presidente invadindo o Capitólio se tornaram fortes demais para serem ignoradas.

Trumpismo: Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão
Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão por apoiadores de Donald Trump, em 6 de janeiro.
(Foto: Redes sociais)

Se a saída de Trump não resolve tudo, qual é o futuro da democracia norte-americana? Tudo vai depender da capacidade do novo governo de estender pontes, apagar incêndios e mostrar, com resultados, que políticas baseadas em fatos, na racionalidade e na ciência são mais eficazes. Mais do que a legitimação pelo procedimento (o respeito às normas e rituais do Estado de Direito), a situação requer legitimação pelo resultado: a superação da crise econômica, o aumento do bem-estar da população e uma estratégia bem-sucedida para lidar com a pandemia. Se a sensação de segurança se enraizar e for atribuída a um governo que dialoga, negocia e não busca aniquilar adversários, então talvez o trumpismo se veja sem o terreno fértil para vicejar.

No cenário internacional, a mesma lógica se aplica com as devidas adaptações. A saída de cena de Trump enfraquece seus aliados incondicionais e subservientes. Alguns se deram conta disso rapidamente, raposas que são na arte da política. É o caso de Boris Johnson e Benjamin Netanyahu, que se apressaram em reconhecer a vitória de Biden e tecer loas à experiência e amizade tradicional do novo presidente com seus países. Com a lamentável exceção de nosso presidente e de seu chanceler trumpista, os líderes de tendência direitista já puxaram o freio de arrumação, buscando acomodação com a provável nova política externa dos EUA, que vai retomar participação na OMS, Acordo de Paris e órgãos de direitos humanos, além de recompor a Aliança Atlântica e reformular a estratégia para lidar com a China.

A valorização do multilateralismo pelos EUA (legitimação pelo procedimento via respeito aos ritos diplomáticos) é importante, porém insuficiente para debelar a ameaça populista à ordem mundial. É preciso também que essa nova atitude resulte em progresso concreto na prevenção de conflitos, criação de ambiente favorável ao comércio, construção de instrumentos adequados para enfrentar pandemias, fome, mudança do clima e crises humanitárias. Apenas assim as teorias conspiratórias perderão transitividade, dando lugar ao mundo real das relações de competição e cooperação, cuja administração racional pelos diversos países deve buscar o fortalecimento da paz e da prosperidade mundiais.


Quem é Creomar de Souza

Creomar de Souza é historiador, Mestre em Relações Internacionais e Doutorando em Política Comparada. Consultor de risco político e CEO da Dharma Politics, é também colunista fixo do MyNews

O post Posse de Biden significa o fim do trumpismo? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O que se pode esperar do começo do governo de Joe Biden nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/mais/o-que-se-pode-esperar-do-comeco-do-governo-de-joe-biden-nos-estados-unidos/ Wed, 20 Jan 2021 21:14:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-que-se-pode-esperar-do-comeco-do-governo-de-joe-biden-nos-estados-unidos/ Não é exagero afirmar que hoje os Estados Unidos passam por um dos momentos mais delicados da sua história

O post O que se pode esperar do começo do governo de Joe Biden nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Joe Biden, que assume como presidente dos EUA, ao lado da vice, Kamala Harris
Joe Biden, que assume como presidente dos EUA, ao lado da vice, Kamala Harris.
(Foto: redes sociais)

Nesta quarta-feira (20) termina o pesadelo da administração Donald Trump nos Estados Unidos. Após uma tumultuada transição de poder, Joe Biden finalmente assume a Casa Branca, com controle da Câmara e do Senado. O que esperar do início desse novo governo norte-americano?

Antes de tudo, é um governo que demonstra consciência de que enfrentará desafios hercúleos. Não é exagero afirmar que hoje os Estados Unidos passam por um dos momentos mais delicados da sua história.

Biden terá que lidar com adversidades que se comparam a um misto dos desafios enfrentados por Abraham Lincoln em 1861 e Franklin Delano Roosevelt em 1933, ou seja, uma combinação de instabilidade institucional, embasada em profunda polarização na sociedade, e grave crise econômica – hoje produzida por uma catástrofe de saúde pública –, demandando urgente ação estatal em múltiplas frentes.

Isso sem contar, claro, as crescentes ameaças geopolíticas ao poder norte-americano no sistema internacional, com evidente destaque para a China, cada vez mais assertiva em seu entorno geográfico, e que vem apresentando progressiva penetração econômica global, com foco em setores estratégicos, como infraestrutura de transporte, energia e comunicações.

Biden terá muito a fazer, portanto. E tudo indica que, a partir de hoje, assistiremos a uma verdadeira blitz de ordens executivas e projetos de lei, não só revertendo radicalmente a direção das ações do governo federal norte-americano, mas também buscando enfrentar as diversas ameaças e crises do país.

Ainda no primeiro dia como como presidente, Biden deve assinar uma enxurrada de ordens executivas, determinando, entre outras coisas, o fim do banimento da entrada de cidadãos de um conjunto de países islâmicos nos EUA, a obrigatoriedade do uso de máscara em áreas sob jurisdição federal, e o retorno de Washington ao Acordo de Clima de Paris e à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ainda na primeira semana de governo assistiremos também a iniciativas importantes no campo legislativo, envolvendo desde proposta de regularização dos mais de 11 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA à apresentação de plano de ajuda econômica em resposta às disrupções provocadas pela pandemia. A ideia neste caso será não somente a de prover ajuda direta (e automática, a depender do estado da economia) a cidadãos de baixa renda, desempregados e a empresas em dificuldades, mas também a de garantir recursos a estados e municípios com o intuito de reabrir escolas com segurança, e viabilizar condições para aplicação de testes e vacinação em massa.

Sobre isso, inclusive, Biden utiliza-se fartamente do simbolismo rooseveltiano dos cem dias, prometendo, por meio da formação de um amplo corpo de profissionais federais de saúde pública, aplicar 100 milhões de doses de vacina nos seus cem primeiros dias de governo – o que, frente ao ritmo atual de vacinação nos Estados Unidos, seria um feito extraordinário.

A questão que fica é saber como o impeachment de Trump, que será julgado pelo Senado, impactará nessa ambiciosa agenda de Biden – lembrando que nos EUA, em contraste com o Brasil, ministros de Estado precisam ser confirmados pelo Senado. Ainda mais grave: dada a força do trumpismo, o impeachment do ex-presidente certamente tencionará ainda mais o clima político doméstico, já fortemente esgarçado desde as eleições presidenciais de novembro de 2020.

Biden precisará usar de toda a sua habilidade e pragmatismo políticos, construídos em mais de quatro décadas de carreira política em Washington, para desarmar as bombas do radicalismo de extrema-direita e da desconfiança dos eleitores trumpistas que o veem como ilegítimo.

Sem dúvida será uma dança longa e delicadíssima, mas que passará, acima de tudo, por uma resposta eficiente no combate à pandemia e, consequentemente, à crise econômica decorrente da emergência sanitária. Se fracassar nessa frente, Biden dificilmente conseguirá desatar o nó górdio de instabilidade, polarização e radicalismo da política norte-americana.


Quem é Felipe Loureiro

Felipe Loureiro é professor e coordenador do curso de Relações Internacionais da USP

O post O que se pode esperar do começo do governo de Joe Biden nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Biden apresenta plano de estímulos no valor de US$ 1,9 tri para a economia dos EUA https://canalmynews.com.br/economia/biden-apresenta-plano-de-estimulos-no-valor-de-us-19-tri-para-a-economia-dos-eua/ Fri, 15 Jan 2021 15:11:19 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/biden-apresenta-plano-de-estimulos-no-valor-de-us-19-tri-para-a-economia-dos-eua/ Democrata propõe dobrar o salário mínimo, além de fornecer suporte às empresas afetadas pela pandemia

O post Biden apresenta plano de estímulos no valor de US$ 1,9 tri para a economia dos EUA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Na noite desta quinta-feira (14), o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou detalhes do “Plano de Resgate Americano”, um pacote de estímulos econômicos no valor de US$ 1,9 trilhão (R$ 9,87 trilhões) para combater, simultaneamente, as crises na economia e na saúde durante a pandemia.

Sustentado pela concepção de que a recuperação econômica deve ocorrer em sincronia com a reabilitação do setor da saúde, o democrata colocou as empresas e as famílias como foco do programa.

Joe Bide, eleito presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, eleito presidente dos Estados Unidos.
(Foto: Flickr Casa Branca)

Em Delaware, Biden discursou acerca da reestruturação necessária do plano de auxílios vigente, afirmando que “um coro crescente de importantes economistas concorda que, neste momento de crise, com as taxas de juros em baixas históricas, não podemos nos permitir a inação”.

Completou o pronunciamento seguindo as diretrizes de união e progresso, principais pautas de sua campanha eleitoral: “Se investirmos agora, ousadamente, com inteligência e com foco inabalável nos trabalhadores e famílias americanos, fortaleceremos nossa economia, reduziremos a desigualdade e colocaremos as finanças de longo prazo de nossa nação em um curso mais sustentável.”

Ao contrário do que era previsto no acordo do último pacote ratificado pelo Congresso, os cheques para as famílias serão de US$ 2 mil (R$ 10.400) – amplia-se, assim, em US$ 1,4 mil os US$ 600 aprovados anteriormente. O auxílio desemprego semanal também foi alterado, saltando de US$ 300 (R$ 1.560) para US$ 400 (R$ 2.080), bem como o salário mínimo nacional, que aumentou de US$ 7,25 (R$37,76) por hora para US$ 15 (R$ 78).

Estabeleceu-se a distribuição igualitária entre as famílias e empresas, definida mediante os valores: US$ 415 bilhões para o combate direto à pandemia; US$ 1 trilhão em auxílio às famílias; US$ 440 bilhões para pequenas empresas e comunidades impactadas pela crise sanitária.

Mercado mais confiante

A economista chefe da LATAM / Coface, Patrícia Krause, explica que a medida será responsável por estabelecer certo “segurança para o mercado” estadunidense.

“Como a situação ainda está muito complicada em relação à Covid, mesmo que lá já tenha se iniciado a vacinação, não podemos garantir que [o pacote] seja suficiente, mas, por hora, traz um ânimo”, disse em participação no Morning Call desta sexta-feira (15).

Os valores anunciados surpreenderam até mesmo as expectativas democratas, que previam um estímulo de US$ 1,3 trilhão – em dezembro, uma proposta de US$ 900 bilhões havia sido rejeitada no Congresso.

“São mais de US$ 400 bilhões de dólares para a área da saúde, mais de US$ 400 bilhões também para as empresas (um estímulo importante para a manutenção delas) e US$ 1 trilhão para as famílias; certamente, o pacote dará um suporte para o consumo”, completou o presidente eleito.

De acordo com fontes próximas de Biden, o plano anunciado é a primeira parte de duas grandes iniciativas econômicas que o democrata visa implementar nos primeiros meses de sua administração. Ele toma posse oficialmente no próximo dia 20 de janeiro.

O post Biden apresenta plano de estímulos no valor de US$ 1,9 tri para a economia dos EUA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Após invasão por apoiadores de Trump, Congresso dos EUA certifica vitória de Joe Biden https://canalmynews.com.br/mais/apos-invasao-por-apoiadores-de-trump-congresso-dos-eua-certifica-vitoria-de-joe-biden/ Thu, 07 Jan 2021 11:26:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/apos-invasao-por-apoiadores-de-trump-congresso-dos-eua-certifica-vitoria-de-joe-biden/ Com a ratificação, o democrata tomará posse como presidente no próximo dia 20 de janeiro

O post Após invasão por apoiadores de Trump, Congresso dos EUA certifica vitória de Joe Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Joe Bide, eleito presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, eleito presidente dos Estados Unidos.
(Foto: Flickr Casa Branca)

O Congresso dos EUA ratificou na madrugada desta quinta-feira (7) o nome de Joe Biden como próximo presidente do país. A sessão teve início na tarde anterior, mas foi paralisada por horas em razão da invasão do Capitólio, edifício onde funciona o Congresso, em Washington, por apoiadores do ainda presidente Donald Trump.

A confirmação dos votos do Colégio Eleitoral pelo Congresso era a última etapa processual antes da posse de Biden. Com a ratificação, o democrata tomará posse como presidente no próximo dia 20 de janeiro, enquanto Kamala Harris assumirá como vice.

A invasão ocorreu na tarde de quarta, enquanto ocorria a sessão de ratificação do nome de Biden, após discurso do próprio Trump, que continua a fazer acusações sem fundamento de que a eleição na qual saiu derrotado foi fraudada. Ele conclamou apoiadores a irem até à frente do Capitólio. Foi esse grupo que pouco depois invadiu o edifício, depredou gabinetes de parlamentares e enfrentou forças de segurança.

Quatro pessoas morreram durante a invasão, enquanto 14 policiais ficaram feridos e 52 pessoas foram detidas em razão de desrespeito ao toque de recolher imposto pela Prefeitura de Washington em resposta à invasão ao Capitólio.

Biden x Trump

Em discurso poucas horas após a invasão, Biden se disse “chocado e triste” com o ocorrido no Capitólio e cobrou posição de Trump.

“Todos vocês estão assistindo o que eu estou assistindo. Nesse momento nossa democracia está sofrendo um ataque inédito. Um ataque como poucas vezes vimos, um ataque ao Estado de Direito. As cenas que vimos no Capitólio não representam o verdadeiro norte-americano. O que vimos foi um pequeno número de extremistas. Isso não é protesto, é desordem, é caos. Peço ao Presidente Trump q vá a TV e peça um fim pra esse circo”.

Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA
Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.
(Foto: redes sociais)

O posicionamento de Trump veio pouco depois, por meio de rede social. Ele pediu que os apoiadores “voltassem para casa e em paz”, mas voltou a afirmar — sem provas — que a eleição presidencial foi fraudada.

A sessão no Congresso foi retomada já durante a noite

Já nesta quinta-feira, o republicano deu a entender que desistiu de tentar reverter a derrota na eleição de novembro e disse que “haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro”, o dia em que ele deverá deixar a Casa Branca.

Impeachment à vista?

O comportamento do presidente antes, durante e depois da invasão ao Congresso levou alguns membros do gabinete federal e integrantes do Partido Republicano a discutirem a possibilidade de removê-lo da Casa Branca antes mesmo do final do mandato, em 20 de janeiro, com base na 25ª Emenda à Constituição.

Trump chegou a pressionar seu vice-presidente, Mike Pence, que presidiu a sessão, a não aceitar os votos dos delegados, impedindo assim a ratificação de Biden. Pence, no entanto, disse que cumpriria com a Constituição e ignorou Trump. O ainda presidente, por sua vez, retrucou e disse que “faltou coragem a Pence”.

O post Após invasão por apoiadores de Trump, Congresso dos EUA certifica vitória de Joe Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Como a eleição para senador na Geórgia vai influenciar no governo de Joe Biden https://canalmynews.com.br/mais/como-a-eleicao-para-senador-na-georgia-vai-influenciar-no-governo-de-joe-biden/ Sat, 26 Dec 2020 19:19:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-a-eleicao-para-senador-na-georgia-vai-influenciar-no-governo-de-joe-biden/ O segundo turno da eleição está marcado para 5 de janeiro

O post Como a eleição para senador na Geórgia vai influenciar no governo de Joe Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Joe Biden e Kamala Harris. Foto: redes sociais

Duas vagas para o Senado dos Estados Unidos ainda estão em disputa na Geórgia e serão fundamentais para o governo de Joe Biden. Atualmente, os republicanos estão com 50 cadeiras e os democratas com 48. Se o partido do presidente eleito conseguir que seus dois candidatos vençam, também ficará com 50 assentos na Casa. Com empate, o voto de minerva será da vice-presidente eleita, Kamala Harris. “Veja que, com 50 a 50, ele (Joe Biden) não pode ter nenhum tipo de dissidência. Ele vai ter que ter seu partido bastante unido em torno das pautas dele”, explicou o professor de relações internacionais da Faap Carlos Gustavo Poggio no programa Vou Te Contar, do canal MyNews.  

Joe Biden vai tomar posse no dia 20 de janeiro. O professor Carlos Poggio avalia que ele poderá ter dificuldades para avançar com suas propostas internamente. “Os democratas saem dessas eleições de 2020 com uma maioria mais apertada do que aquela que eles entraram. Ele vai ter de negociar com republicanos e no Congresso também terá de negociar com a ala mais à esquerda do partido Democrata que não é muito afeita a muitas pautas do Joe Biden”, diz.

Na relação com o Brasil, o meio ambiente pode ser uma questão de maior pressão por parte do governo Biden. “Se com a China Biden vai trazer à tona a questão dos direitos humanos, na questão com o Brasil vai aparecer a questão do meio ambiente”, afirma Poggio. “A nossa única incógnita é qual vai ser a reação do governo brasileiro”.

Poggio também avalia que a administração de Donald Trump ficou caracterizada pelo comportamento do atual presidente. A derrota o faz perder força, mas o professor ressalta que ele se tornou líder de um movimento, o trumpismo. “A gente não sabe exatamente qual vai ser a força desse movimento com o Trump fora da Casa Branca. Então essa é uma questão importante que a gente vai examinar também ao longo do ano de 2021”.

O post Como a eleição para senador na Geórgia vai influenciar no governo de Joe Biden apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Vem aí a terceira década do XXI: o que esperar sob Joe Biden? https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/vem-ai-a-terceira-decada-do-xxi-o-que-esperar-sob-joe-biden/ Thu, 17 Dec 2020 10:10:46 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/vem-ai-a-terceira-decada-do-xxi-o-que-esperar-sob-joe-biden/ Contornos futuros da atual ordem internacional dependerão da dinâmica do relacionamento entre EUA e China

O post Vem aí a terceira década do XXI: o que esperar sob Joe Biden? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Em breve iniciaremos a terceira década do século XXI com muitos imponderáveis no horizonte, mas com pelo menos uma certeza. A ordem internacional erigida no pós-Segunda-Guerra Mundial passa por momento de transição e seus contornos futuros dependerão fundamentalmente da dinâmica do relacionamento entre EUA e China.

A ordem internacional liberal – baseada nas Nações Unidas, no sistema de Bretton Woods e na busca de um regime de comércio multilateral (o GATT inicialmente e depois a OMC), apesar de suas imperfeições, garantiu crescimento econômico extraordinário em alguns quadrantes (o sucesso da China e dos ex-tigres asiáticos estão aí para não me deixar mentir), uma paz relativa (apesar de conflitos diversos, uma nova guerra mundial foi evitada) e algum alívio ao sofrimento dos mais vulneráveis (doença, fome e guerras causaram crises humanitárias, mas a situação teria sido pior sem a ONU, o ACNUR, a OMS, o Programa Mundial de Alimentos, o UNICEF, entre outras instituições multilaterais).

Relações entre Estados Unidos e China
Dinâmica das relações entre Estados Unidos e China influencia todo o mundo.
(Foto: Pixabay)

A Guerra Fria acabou gerando paralisia do sistema de segurança coletiva da ONU, já que tanto a URSS quanto os EUA possuíam poder de veto no Conselho de Segurança. Com o fim da URSS, houve um momento passageiro de euforia, quando alguns acreditaram que havíamos chegado ao “fim da história” com a superação da disputa entre modelos ideológicos concorrentes. Foi o momento de supremacia incontestável da democracia liberal, com os EUA à frente do pelotão na condição de superpotência sem par.

Não demorou para que conflitos provocados pelo nacionalismo exacerbado e o fundamentalismo religioso passassem a contradizer, na prática, a bela e também ingênua teoria do fim da história. Não obstante, vários países conseguiram utilizar as regras erigidas no pós-guerra a seu favor, navegando os mares da globalização com maestria, enquanto outros se viram alijados da prosperidade ou tiveram de amargar reorganização de cadeias de valor que deixou rastro de desemprego estrutural, setores industriais ultrapassados e segmentos populacionais desamparados.

Nesse cenário, a China teve um crescimento estrondoso, enquanto os EUA, sem perder seu dinamismo na inovação e na alta tecnologia, viram o emprego da manufatura tradicional minguar, gerando ressentimento em amplos setores do eleitorado. Trump surfou nesse sentimento, prometendo trazer empregos de volta e reeditando uma mentalidade de nova guerra fria em relação ao gigante asiático. Nesse sentido, Trump foi um sintoma, mais do que a causa das tensões da globalização. Contrariamente à rivalidade com a URSS, porém, há hoje uma interdependência econômica entre EUA e China que não havia naquele período.

A julgar pelo consenso bipartidário nos EUA, a China continuará sendo vista como ameaça à liderança política, tecnológica e militar norte-americana. A questão que se coloca é se Biden, ao reconhecer o alto grau de imbricação entre as duas economias, vai buscar uma repactuação relativamente pacífica da relação ou acabará empurrado para o confronto com a China, a exemplo do que promoveu ativamente seu antecessor.

Desse padrão de relacionamento dependerá não apenas os contornos da ordem internacional que se avizinha, mas também as condições estruturais para a formulação da estratégia de inserção internacional do Brasil.

Joe Bide, eleito presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, eleito presidente dos Estados Unidos.
(Foto: Flickr Casa Branca)

O post Vem aí a terceira década do XXI: o que esperar sob Joe Biden? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
38 dias depois, Bolsonaro cumprimenta Biden por vitória nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/politica/38-dias-depois-bolsonaro-cumprimenta-biden-por-vitoria-nos-estados-unidos/ Wed, 16 Dec 2020 12:02:35 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/38-dias-depois-bolsonaro-cumprimenta-biden-por-vitoria-nos-estados-unidos/ Mandatário brasileiro foi um dos últimos chefes de Estado a cumprimentar o democrata

O post 38 dias depois, Bolsonaro cumprimenta Biden por vitória nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Nos Estados Unidos não existe nada parecido com o TRE, o Tribunal Regional Eleitoral, que centraliza a contagem de votos e divulga os resultados. Isso é feito pela imprensa, que reúne as apurações estaduais e divulga a projeção que deve ser confirmada mais tarde pelo colégio eleitoral. Nas eleições deste ano, a imprensa local projetou a vitória do democrata Joe Biden no dia 7 de novembro. Nesta terça-feira (15), 38 dias depois, Jair Bolsonaro finalmente cumprimentou o presidente eleito pela vitória.

Bolsonaro foi um dos últimos chefes de Estado a cumprimentar Biden.

De acordo com uma nota publicada pelo Ministério das Relações Exteriores, Bolsonaro enviou uma mensagem a Biden para parabenizar pela vitória. O presidente brasileiro também se manifestou pelo Twitter, onde se colocou à disposição para trabalhar junto com o próximo ocupante da Casa Branca por uma aliança Brasil-EUA, pela defesa da soberania, da democracia e da liberdade.

Colégio eleitoral

O cumprimento de Bolsonaro aconteceu somente depois que o Colégio Eleitoral ratificou a vitória do candidato democrata. Os delegados confirmaram as projeções que haviam apontado a vitória de Biden com 306 votos, contra 232 do republicano Donald Trump, que tentava a reeleição.

Esse resultado vai ser promulgado pelo Congresso norte-americano no dia 6 de janeiro. Biden deve assumir o cargo de presidente dos Estados Unidos no dia 20 do mesmo mês.

Biden será o 46º presidente dos Estados Unidos e terá a senadora da Califórnia Kamala Harris como vice.

Trump, por outro lado, ainda não reconheceu a derrota e alega que houve fraude, embora não apresente nenhuma prova para embasar as acusações. O republicano era considerado um modelo por Bolsonaro, que a partir de janeiro perde essa referência externa.

O presidente Jair Bolsonaro, que parabenizou Joe Biden pela vitória na eleição nos EUA mais de um mês após o pleito
O presidente Jair Bolsonaro, que parabenizou Joe Biden pela vitória na eleição nos EUA mais de um mês após o pleito.
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Falta um

Bolsonaro não foi o único. Outros chefes de Estado também esperaram o resultado do Colégio Eleitoral para cumprimentar Joe Biden.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou um telegrama para Biden para desejar sucesso. Putin disse que está convencido de que Moscou e Washington podem, apesar de suas divergências, resolver numerosos problemas e desafios no mundo.

O presidente do México, López Obrador, enviou uma carta onde diz que que reconhece os esforços do democrata em favor dos imigrantes e prometeu trabalhar ao lado de Biden para que juntos consigam promover o desenvolvimento regional.

Até o momento, o único líder que ainda não se manifestou é o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-Un. 

O post 38 dias depois, Bolsonaro cumprimenta Biden por vitória nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Vitória de Joe Biden é oficializada pelo Colégio Eleitoral nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/mais/vitoria-de-joe-biden-e-oficializada-nos-estados-unidos/ Tue, 15 Dec 2020 12:25:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/vitoria-de-joe-biden-e-oficializada-nos-estados-unidos/ Candidato democrata venceu a eleição de 3 de novembro, impedindo a reeleição de Donald Trump

O post Vitória de Joe Biden é oficializada pelo Colégio Eleitoral nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A reunião do Colégio Eleitoral dos Estados Unidos, na última segunda-feira (14), ratificou a vitória do candidato democrata Joe Biden na eleição presidencial.

Nos Estados Unidos, a eleição é indireta. No dia 3 de novembro, os americanos foram às urnas e escolheram os delegados que representam proporcionalmente a população de cada estado. E estes delegados se reuniram para votar nos candidatos à Presidência. A votação desta segunda é apenas uma burocracia.

A reunião, no entanto, chama a atenção porque o candidato à reeleição, o republicano Donald Trump, ainda não reconheceu a derrota e alega que houve fraude sem apresentar nenhuma prova.

O colégio eleitoral confirmou as projeções que haviam apontado a vitória do candidato democrata. Biden recebeu o voto de 306 delegados, contra 232 de Trump. A diferença é a mesma de 2016, quando Trump venceu a democrata Hillary Clinton.

Agora, oficialmente, Biden foi escolhido presidente. O resultado será promulgado pelo Congresso americano no dia 6 de janeiro. Biden assume como 46º presidente dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro, tendo a senadora da Califórnia Kamala Harris como vice-presidente.

Joe Biden, presidente eleito dos EUA, ao lado da vice, Kamala Harris
Joe Biden, presidente eleito dos EUA, ao lado da vice, Kamala Harris.
(Foto: RS/Fotos Públicas)

Morning Call

A confirmação da eleição de Biden foi assunto da edição desta terça-feira (15) do Morning Call, que contou com a participação de Dan Kawa, sócio e CIO da TAG Investimentos.

Segundo Kawa, o mercado já esperava por essa confirmação. Ele diz ainda que o foco agora se volta para a eleição que vai definir se o Senado nos Estados Unidos terá maioria de democratas ou de republicanos. Ainda há vagas a serem definidas por parte do estado da Geórgia.

“O que o mercado vem precificando ao longo das últimas semanas é exatamente um ambiente político de maior previsibilidade, no sentido em que Biden tende a ser um pouco mais racional e menos impulsivo em suas ações, nem deve trazer grandes surpresas econômicas e geopolíticas. Um cenário mais positivo e construtivo do que tínhamos anteriormente.

O post Vitória de Joe Biden é oficializada pelo Colégio Eleitoral nos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Seria inteligente o Brasil voltar a ter protagonismo internacional em relação ao meio ambiente https://canalmynews.com.br/mais/seria-inteligente-o-brasil-voltar-a-ter-protagonismo-internacional-em-relacao-ao-meio-ambiente/ Sat, 12 Dec 2020 14:46:23 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/seria-inteligente-o-brasil-voltar-a-ter-protagonismo-internacional-em-relacao-ao-meio-ambiente/ Brasil tem posição histórica de referência em meio ambiente e precisa fazer esse resgate, pensando em longo prazo

O post Seria inteligente o Brasil voltar a ter protagonismo internacional em relação ao meio ambiente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Meio Ambiente é tema essencial na agenda brasileira. Tem sido assim historicamente. Pioneiro em criar uma estrutura governamental para sistematizar o setor e detentor de uma das mais importantes biodiversidades do mundo, o Brasil é um player relevante nesta matéria, servindo de referência ao longo dos anos em política ambiental por diversos governos.

Internacionalmente o país se tornou interlocutor respeitado no assunto logo depois de sediar a Rio 92, conferência internacional das Nações Unidas, que recebeu dezenas de chefes de Estado e de governo, assim como lideranças ambientais e ONGs para amplo debate sobre os rumos da questão ambiental. A partir daquele momento, o Brasil, que retomava sua democracia, adquiria legitimidade real para tratar do tema. 

Fato é que a imagem internacional do Brasil dialogou de forma profícua com a questão ambiental ao longo dos anos, passando a um entrelaçamento natural. Tanto na esfera multilateral, como nas relações bilaterais, a agenda ambiental integrou-se em nossa política externa como tema relevante e estratégico. Isto significa, em outras palavras, que a percepção internacional do Brasil passou a transitar também por este assunto. 

Também conhecida como Eco-92 ou Rio-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ocorreu em junho 1992 no Rio de Janeiro.
Também conhecida como Eco-92 ou Rio-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ocorreu em junho 1992 no Rio de Janeiro.
(Foto: Michos Tzovaras/UN)

Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos, é um político que trafega nestes dois campos. É alguém reconhecido pela habilidade internacional, com presença marcante no Comitê de Relações Exteriores durante os 36 anos em que serviu no Senado. Além disso encontrou nas matérias relacionadas com o meio ambiente uma agenda que pautou sua passagem pelo Parlamento e depois pela Casa Branca, no cargo de vice-presidente. 

Isto significa que, neste novo momento político, nossa aproximação com Washington naturalmente passará pelos assuntos ambientais. Nossa diplomacia possui habilidade de sobra para lidar com esta mudança de agenda e fazer com que a relação profícua de cooperação e parceria que se estabeleceu em outras frentes, permaneça em sintonia também nesta questão. 

Para isso, Bolsonaro precisará agir de forma prudente e sensata, trazendo a agenda ambiental para perto dos interesses internacionais do Brasil. Uma política de enfrentamento em questões ambientais pode acarretar prejuízos internacionais e uma revisão da postura brasileira torna-se essencial para evitar que o país se isole neste debate e possa abrir portas estratégicas na arena externa.

O novo governo em Washington pode incentivar o Brasil a retomar parcerias de sucesso na área de meio ambiente, uma extensão inteligente de uma parceria que já está em curso entre os dois países. Além disso, o Fundo Amazônia, financiado por Alemanha e Noruega, é apenas um dos exemplos de muitas iniciativas que podem ser resgatadas, assim como a relevância do país em fóruns como a Cúpula do Clima, reunião das Nações Unidas onde o Brasil não será ouvido este ano em razão da beligerância presidencial com o tema.

No entanto, onde muitos enxergam crise, sempre existe oportunidade. O Brasil, que aprofundou sua relação com Washington nos últimos anos, é detentor de um ativo fundamental para o governo que chega na Casa Branca. Ao negociar de forma propositiva, existe real possibilidade de colhermos excelentes resultados. Podemos discutir uma agenda ambiental, fortalecendo nossa posição histórica de referência neste tema e construir pontes para a discussão de uma série de assuntos estratégicos.

Assim como no período pós-Rio-92, seria inteligente voltar a liderar esta agenda como o mais importante player internacional em política ambiental. Uma estratégia de longo prazo com benefícios políticos e sociais, além dos reflexos positivos diretos na imagem internacional do Brasil.


Márcio Coimbra é coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília. É também cientista político e mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos

O post Seria inteligente o Brasil voltar a ter protagonismo internacional em relação ao meio ambiente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>