Arquivos IBGE - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/ibge/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 30 Dec 2024 17:27:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Taxa de desemprego em novembro atinge 6,1%, a menor desde 2012 https://canalmynews.com.br/economia/taxa-de-desemprego-em-novembro-atinge-61-a-menor-desde-2012/ Fri, 27 Dec 2024 13:40:54 +0000 https://localhost:8000/?p=49595 Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o menor índice da série histórica da PNAD Contínua

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O desemprego no Brasil registrou uma queda significativa no trimestre encerrado em novembro, atingindo 6,1%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o menor índice da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. A taxa representa uma redução de 0,5 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de junho a agosto (6,6%) e de 1,4 p.p. comparada ao mesmo período de 2023 (7,5%).

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Atualmente, cerca de 6,8 milhões de brasileiros estão em busca de emprego, o menor número desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014. No último trimestre, 510 mil pessoas deixaram a desocupação, enquanto a comparação anual aponta uma redução de 1,4 milhão no contingente de desempregados.

O índice atual está 8,8 pontos abaixo do recorde de 14,9%, registrado no trimestre encerrado em setembro de 2020, no auge da pandemia de covid-19. O número de pessoas desempregadas também caiu 55,6% em relação ao pico de 15,3 milhões, registrado no início de 2021.

Crescimento da ocupação

A população ocupada alcançou 103,9 milhões, estabelecendo um novo recorde no país. Desde o menor patamar da série histórica, registrado em agosto de 2020 (82,6 milhões), houve um crescimento de 25,8%, com a incorporação de 21,3 milhões de pessoas ao mercado de trabalho.

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O setor privado atingiu um marco histórico, com 53,5 milhões de trabalhadores empregados, dos quais 39,1 milhões possuem carteira assinada. No setor público, o contingente de trabalhadores chegou a 12,8 milhões. O nível de ocupação também foi recorde, com 58,8% da população em idade ativa empregada.

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, destacou a relevância do crescimento: “O ano de 2024 caminha para novos recordes no mercado de trabalho, impulsionado tanto pelo aumento no emprego formal quanto informal”.

Informalidade e atividades econômicas

A taxa de informalidade caiu ligeiramente, atingindo 38,7%, o equivalente a 40,3 milhões de trabalhadores. Em relação ao trimestre anterior (38,8%) e ao mesmo período de 2023 (39,2%), houve uma leve redução.

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O crescimento da ocupação foi impulsionado por setores como Indústria (2,4%, ou mais 309 mil trabalhadores), Construção (3,6%, ou mais 269 mil) e Administração Pública, Educação e Saúde (1,2%, ou mais 215 mil). Serviços Domésticos também apresentaram alta de 3%, com a criação de 174 mil vagas. No total, as atividades econômicas adicionaram 967 mil trabalhadores no trimestre.

Na comparação anual, sete dos dez setores pesquisados apresentaram crescimento, com destaque para o Comércio (3,6%, ou mais 692 mil pessoas) e Administração Pública e Saúde (4,4%, ou mais 790 mil). Já o setor agrícola teve retração de 4,4%, com a redução de 358 mil vagas.

Rendimentos e pesquisa

O rendimento real médio habitual foi de R$ 3.285, estável no trimestre, mas com crescimento de 3,4% no ano. A massa de rendimento atingiu o recorde de R$ 332,7 bilhões, um aumento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

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A PNAD Contínua, conduzida pelo IBGE, é considerada a principal pesquisa sobre força de trabalho no Brasil, cobrindo 211 mil domicílios em 3.500 municípios. A coleta presencial foi retomada em julho de 2021, após um período de entrevistas realizadas por telefone devido à pandemia.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (25):

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Percentual de pessoas em situação de pobreza cai para 31,6% em 2022 https://canalmynews.com.br/brasil/percentual-de-pessoas-em-situacao-de-pobreza-cai-para-316-em-2022/ Wed, 06 Dec 2023 13:53:45 +0000 https://localhost:8000/?p=41644 De 2021 a 2022, a extrema pobreza e a pobreza recuaram em todas as regiões, em especial no Norte e no Nordeste

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O percentual de pessoas em situação de pobreza caiu de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022, enquanto a proporção de pessoas em extrema pobreza caiu de 9% para 5,9%, neste período. Os dados estão na Síntese de Indicadores Sociais 2023: uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2022, havia 67,8 milhões de pessoas na pobreza e 12,7 milhões na extrema pobreza. Frente a 2021, esses contingentes recuaram 10,2 milhões e 6,5 milhões de pessoas, respectivamente.

De 2021 a 2022, a extrema pobreza e a pobreza recuaram em todas as regiões, em especial no Norte (-5,9 ponto percentual e -7,2 ponto percentual, respectivamente) e no Nordeste (-5,8 ponto percentual e -6,2 ponto percentual).

Em 2022, entre as pessoas com até 14 anos de idade, 49,1% eram pobres e 10%, extremamente pobres. Na população com 60 anos ou mais, 14,8% eram pobres e 2,3%, extremamente pobres.

Entre as pessoas de cor ou raça preta ou parda, 40% eram pobres em 2022, um patamar duas vezes superior à taxa da população branca (21%).

O arranjo domiciliar formado por mulheres pretas ou pardas, sem cônjuge e com filhos menores de 14 anos concentrou a maior incidência de pobreza: 72,2% dos moradores desses arranjos eram pobres e 22,6% eram extremamente pobres.

A participação dos programas sociais no rendimento domiciliar das pessoas em situação de extrema pobreza chegou a 67% em 2022. Já a renda do trabalho foi responsável por apenas 27,4% do rendimento deste grupo.

“Quando a análise considera a renda dos domicílios com os menores rendimentos, o peso dos benefícios de programas sociais se torna mais relevante, além de apresentar maior oscilação em anos recentes. Para aqueles domicílios com o rendimento domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo, a participação dos benefícios de programas sociais chegou a 44,3% do rendimento total em 2022, o que representou crescimento em relação a 2021, quando o peso desses benefícios foi 34,5%, mas manteve-se abaixo do verificado para 2020 (46,7%)”, diz o IBGE.

Entre os domicílios considerados pobres, os benefícios de programas sociais representavam 20,5% dos rendimentos e a renda do trabalho, 63,1%.

Os impactos da ausência hipotética dos programas sociais teriam elevado em 12% a proporção de pobres do país em 2022, que passaria de 31,6% para 35,4%. Já a extrema pobreza teria sido 80% maior em 2022, passando de 5,9% para 10,6% da população do país.

Caso não existissem programas sociais, o índice de Gini que mede a desigualdade na distribuição de renda, teria sido 5,5% maior, passando dos atuais 0,518 para 0,548. O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um significa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

Condições de moradia
A maior parte da população brasileira (64,6%) vive em domicílios próprios e já pagos. Esse percentual vem caindo desde o início da série, em 2016 (67,8%).

A condição de domicílio alugado aumentou, saindo de 17,3% em 2016 para 20,2% em 2022. Entre a população mais pobre, esse percentual foi 18,3%, 4,0 p.p acima de 2016. Entre os mais ricos, foi de 21% em 2022, 3,2 p.p. acima de 2016.

Em 2022, faltava documentação para 13,6% das pessoas que viviam em domicílios próprios, ou 9,6% do total da população. Essa proporção caiu 2 pontos percentuais ante 2019 (11,6%).

Entre a população mais pobre, 18,5% vivem em domicílios próprios sem documentação.

Ônus excessivo com aluguel atingia 23,3% da população residente em domicílios alugados (4,7% do total da população). Essa vulnerabilidade atinge mais à mulher sem cônjuge com filho de até 14 anos (14,2%), os arranjos unipessoais (9,6%) e a população mais pobre (9,7%).

Na população de menor rendimento, 13,8% sentiam insegurança em sua residência e 29,8%, em seu bairro. Entre a população com maior rendimento, esses percentuais eram 6,9% e 25,1%, respectivamente.

 

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Desemprego cai de 8% para 7,7% no país no terceiro trimestre do ano https://canalmynews.com.br/brasil/desemprego-cai-de-8-para-77-no-pais-no-terceiro-trimestre-do-ano/ Wed, 22 Nov 2023 16:00:54 +0000 https://localhost:8000/?p=41370 Além de SP, apresentaram queda significativa Maranhão e Acre. Em 23 unidades da Federação, taxa manteve-se estatisticamente estável

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A queda na taxa de desemprego no país, de 8% no segundo trimestre para 7,7% no terceiro trimestre deste ano, foi puxada principalmente pelo recuo do indicador em São Paulo. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa no estado recuou de 7,8% para 7,1% no período.

“A queda no Brasil não foi um processo disseminado nos estados. A maior parte das unidades da Federação mostra tendência de redução na taxa de desocupação, mas apenas três estados registram queda estatisticamente significativa, principalmente por causa da redução da desocupação. E São Paulo tem uma importância dado o contingente do mercado de trabalho, o que influencia bastante a queda em nível nacional”, explica a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.

Além de São Paulo, apresentaram queda significativa na taxa de desemprego os estados do Maranhão (de 8,8% para 6,7%) e Acre (de 9,3% para 6,2%).

Em 23 unidades da Federação, a taxa manteve-se estatisticamente estável. Apenas em Roraima houve crescimento da taxa de desemprego,, ao passar de 5,1% para 7,6%.

No terceiro trimestre deste ano, as maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia (13,3%), em Pernambuco (13,2%) e no Amapá (12,6%). As menores taxas ficaram com os estados de Rondônia (2,3%), Mato Grosso (2,4%) e Santa Catarina (3,6%).

Comparações
Na comparação por sexo, a taxa de desocupação no terceiro trimestre foi de 6,4% para os homens e de 9,3% para as mulheres. Em relação à cor ou raça, a taxa entre os brancos ficou em 5,9%, enquanto entre os pretos o indicador foi de 9,6% e entre os pardos, de 8,9%.

Considerando-se o nível de instrução, a maior taxa de desocupação ficou entre as pessoas com ensino médio incompleto (13,5%). Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 8,3%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (3,5%).

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De cada 100 brasileiros, 87 usavam internet em 2022, aponta IBGE https://canalmynews.com.br/brasil/de-cada-100-brasileiros-87-usavam-internet-em-2022-aponta-ibge/ Thu, 09 Nov 2023 17:30:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41151 Houve aumento mesmo na comparação com 2021, quando o percentual de usuários da rede mundial era de 84,7%

O post De cada 100 brasileiros, 87 usavam internet em 2022, aponta IBGE apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

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O uso da internet chegou a 87,2% da população brasileira em 2022, um aumento de 21,1 pontos percentuais em relação a 2016, usada por 66,1% da população. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação 2022 (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve aumento mesmo na comparação com 2021, quando o percentual de usuários da rede mundial era de 84,7%. O estudo considerou apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

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O crescimento no acesso à internet foi ainda maior entre as pessoas com 60 anos ou mais. Em 2022, eram 62,1% de usuários, índice superior aos 57,5% de 2021 e cerca de 2,5 vezes maior que os 24,7% de 2016. Ou seja, a parcela de idosos com acesso à rede passou de um quarto para dois terços da população.

“Tem havido uma expansão do uso da internet entre os idosos, ainda que seja o grupo etário com menor percentual de usuários”, disse o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes, destacando que a faixa etária com maior uso é de 20 a 29 anos de idade (96,1%).

Segundo o IBGE, esse aumento se deve a evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade.

O professor aposentado Celso Ribeiro, de 65 anos de idade, disse que a internet o permite ter o mundo em suas mãos. “A chegada do celular, com a sua multifuncionalidade e a sua tecnologia avançada, foi uma feliz coincidência com esse momento da minha vida, de aposentadoria. O celular me ajuda a superar o distanciamento físico decorrente das dificuldades de deslocamento no meio urbano. Tenho literalmente o mundo em minhas mãos e não me deixo virar um fóssil nas linguagens da juventude, porque o celular me coloca em contato com eles o tempo todo”.

Os domicílios com utilização de internet subiram de 90% em 2021 para 91,5% em 2022. Desses 68,9 milhões de residências com acesso à rede no ano passado, 14,3% tinham algum dispositivo inteligente acessado à internet, como câmeras, caixas de som, lâmpadas, ar-condicionado e geladeiras.

Os domicílios com banda larga móvel subiram de 79,2% para 81,2% de 2021 para 2022, enquanto aqueles com banda larga fixa passaram de 83,5% para 86,4%.

Na área rural, o acesso à rede mundial cresceu de 74,7% para 78,1% no período. Já na área urbana, o percentual passou de 92,3% para 93,5%.

Motivos
As razões mais citadas para não ter acesso à rede foram que nenhum morador sabia usar a tecnologia, sendo 34,8% na área urbana e 26,4% na rural; não havia necessidade, 28,5% nas cidades e 19,6% no campo, e serviço de acesso ser caro, 28% e 30,6%, na área urbana e rural, respectivamente. Na zona rural, destaca-se também o fato de que não havia serviço disponível na área (15,2%).

Os principais motivos para o uso da internet no Brasil são conversar por chamadas de voz ou vídeo (94,4%), enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens (92%) e assistir a vídeos (88,3%). Foram citados também o uso de redes sociais (83,6%), ouvir música, rádio e podcast (82,4%), ler jornais, notícias, revistas e livros (72,3%), acessar bancos e outras instituições financeiras (60,1%) e enviar ou receber e-mails (59,4%).

Segundo a Pnad, 93,4% dos usuários usavam internet todos os dias e apenas 0,7% usavam menos do que uma vez por semana, ou seja, havia semanas em que não usavam a internet.

A pesquisa também mostrou que havia disparidade entre estudantes de escolas particulares e de escolas públicas, em 2022. Enquanto os de escolas privadas, 98,4%, tinham acesso à internet, entre os estudantes da rede pública o percentual era 89,4%, ou seja, 9 pontos percentuais abaixo.

Entre os estudantes de escolas públicas, 26,7% usavam conexão gratuita em instituições de ensino ou bibliotecas para acessar a internet.

Televisão e rádio
A forma preferida de acesso à internet foi o celular (98,9%), seguida pela televisão (47,5%), computador (35,5%) e tablet (7,6%). O acesso por computador e tablet decaiu bastante em relação a 2016, quando os percentuais eram 63,2% e 16,4%, respectivamente.

A proporção de domicílios com televisão caiu de 95,5% em 2021 para 94,9% em 2022. Em 2016, essa taxa era de 97,2%.

“A pesquisa tem mostrado uma queda gradual, ainda que muito lenta. Isso pode refletir hábitos de consumo da população, hábitos de lazer, como as pessoas acessam vídeos. Isso pode refletir alguma mudança gradual de hábito”, explica Fontes. “Mas a pesquisa não investiga exatamente isso. A gente não pergunta por que não tem televisão”.

Dos lares com o aparelho, 43,4% tinham assinatura de serviços de streaming. Já os domicílios com rádio eram apenas 56,5% e aqueles com telefone fixo somaram 12,3%, bem abaixo dos 32,6% de 2016.

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RS, RJ e MG são os estados como maior percentual de população idosa https://canalmynews.com.br/brasil/rs-rj-e-mg-sao-os-estados-como-maior-percentual-de-populacao-idosa/ Fri, 27 Oct 2023 17:30:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40952 Estudo revela envelhecimento da população: o total de idosos com 65 anos ou mais saltou de 14.081.477 em 2010 para 22.169.101 em 2022

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O Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os estados do país com o maior percentual de população idosa. É o que apontam os números do Censo 2022. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (27) os dados sobre faixa etária. Eles revelam um envelhecimento da população: o total de idosos com 65 anos ou mais saltou de 14.081.477 em 2010 para 22.169.101 em 2022. O aumento é de 57,4%.

O IBGE vem divulgando os dados apurados no Censo 2022 de forma progressiva. Conforme as primeiras informações, apresentadas em junho, a população brasileira teve um salto de 12,3 milhões nos últimos 12 anos, alcançando um total de 203 milhões. Também já foram apresentados anteriormente recortes sobre indígenas e quilombolas.

Os novos dados mostram que as regiões do país com a maior proporção de idosos com 65 anos ou mais são o Sudeste (12,2%) e o Sul (12,1%). De outro lado, a população mais jovem, envolvendo crianças com até 14 anos, é mais expressiva no Norte (25,2% do total de moradores) e no Nordeste (25,2% do total de moradores).

No Rio Grande do Sul, 14,1% dos moradores têm 65 anos ou mais. É o estado com a maior proporção de população idosa. Também registra o menor percentual de crianças. A faixa etária até 14 anos representa 17,5% da população gaúcha. A idade mediana no estado é 38 anos, três a mais do que a idade mediana nacional.

Números próximos são registrados no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Os idosos representam 13,1% da população fluminense, enquanto as crianças são 17,8%. Entre os mineiros, 12,4% têm 65 anos ou mais, enquanto a fatia da faixa etária até 14 anos é de 18,1%.

Por outro lado, os três estados com a maior proporção de crianças são todos da Região Norte: Roraima (29,2%), Amazonas (27,3%) e Amapá (27%). Em todos esses estados, o percentual de idosos com 65 anos ou mais não chega a 6%. O Norte do país registra idade mediana de 29 anos. Em Roraima, chega a ser 26 anos, bem inferior aos 35 anos da mediana nacional.

De acordo com a pesquisadora do IBGE Izabel Guimarães, os estados da Região Norte iniciaram mais tardiamente o processo de redução da fecundidade que se observa no país. “Roraima particularmente tem na sua composição uma população indígena numerosa. As populações indígenas, principalmente aquelas que residem em terras indígenas, têm fecundidade maior. Além disso, há uma migração, principalmente da Venezuela, que tem efeito no número de nascimentos no estado”, explica.

Segundo Izabel, são principalmente os jovens que vêm ao país em busca de trabalho, incluindo mulheres em idade reprodutiva. Ela destaca que os dados específicos de migração e fecundidade do Censo 2022 serão divulgados em 2024.

Municípios
Os dados apresentados pelo IBGE também oferecem recorte por municípios. Observa-se que o envelhecimento populacional ocorre de forma mais intensa nas menores e nas maiores cidades. Esse fenômeno pode ser avaliado por meio do índice de envelhecimento. Ele indica quantas pessoas com 65 anos ou mais existem na comparação com cada grupo de 100 crianças até 14 anos.

O índice de envelhecimento é de 76,2 nas cidades com até 5 mil habitantes e de 63,9 naquelas com mais de 500 mil habitantes. “O que acontece nos municípios muito pequenos é a saída da população economicamente ativa, em idade reprodutiva. As pessoas se mudam para locais onde há maiores chances de empregos e melhores ofertas de serviço. Por sua vez, as cidades maiores são justamente aquelas em que a fecundidade tende a ser mais baixa”, observa Izabel Guimarães.

Nos municípios com volumes populacionais intermediários, o índice de envelhecimento é mais baixo. O menor patamar, 48,9, é observado nas cidades que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes.

Entre os dez municípios com o maior índice de envelhecimento, nove são do Rio Grande do Sul e um de São Paulo. Os três que ocupam o topo dessa lista são todos gaúchos e têm menos de 5 mil habitantes: Coqueiro Baixo (277,14), Santa Tereza (264,05) e Três Arroios (245,98).

O ranking dos menores índices de envelhecimento é liderado por nove municípios da Região Norte, sendo três de Roraima, dois do Acre, dois do Amazonas e dois do Pará. A liderança é de Umiratã (RR), com 5,40. A cidade, que tem grande número de habitantes indígenas, registra idade mediana de 15 anos. Ou seja, metade da população tem até 15 anos.

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Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,35%, aponta IBGE https://canalmynews.com.br/economia/previa-da-inflacao-oficial-de-setembro-fica-em-035-aponta-ibge/ Tue, 26 Sep 2023 16:51:18 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40037 IPCA-15 foi influenciado pela alta da gasolina

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A prévia da inflação oficial ficou em 0,35% em setembro, 0,07 ponto percentual acima da taxa de agosto, de 0,28%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), soma 3,74% ao longo deste ano e 5% nos últimos 12 meses. Em agosto, o acumulado de 12 meses ficou em 4,24%.

Tiveram alta em setembro seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. O aumento de 5,18% no preço da gasolina fez o item transporte ter o maior impacto no IPCA-15, representando 0,41 ponto percentual do resultado. O grupo habitação apresentou alta de 0,30%, uma desaceleração em relação ao mês anterior, de 1,08%.

Em saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,17%, o destaque foi a alta no item plano de saúde de 0,71%, devido aos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, com vigência retroativa a partir de julho. “Desse modo, no IPCA-15 de setembro foram apropriadas as frações mensais dos planos antigos relativas aos meses de julho, agosto e setembro”, explica o IBGE.

Alimentação em casa
A alimentação em casa ficou mais barata 1,25% pelo terceiro mês seguido, segundo a pesquisa do IBGE. O grupo alimentação e bebida teve uma retração de 0,77%. Entre os produtos que ajudaram a puxar os preços para baixo estão a batata-inglesa (-10,51%), cebola (-9,51%), feijão-carioca (-8,13%), leite longa vida (-3,45%), carnes (-2,73%) e frango em pedaços (-1,99%).

O IBGE divulgou também o IPCA-E, equivalente ao IPCA-15 acumulado no trimestre julho, agosto e setembro, que ficou em 0,56%.

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Inflação oficial sobe para 0,23% em agosto, diz IBGE https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-oficial-sobe-para-023-em-agosto-diz-ibge/ Tue, 12 Sep 2023 17:01:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39556 Principal impacto na inflação do mês veio do grupo habitação

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A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,23% em agosto deste ano, taxa superior ao 0,12% do mês anterior. O índice também é superior ao registrado em agosto do ano passado, quando havia sido observada uma deflação (queda de preços) de 0,36%.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxa de 3,23% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 4,61%, ainda dentro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano, que é de 1,75% a 4,75%.

O principal impacto na inflação de agosto veio do grupo habitação, que teve alta de 1,11% no mês, puxada principalmente pelo aumento do custo da energia elétrica de 4,59%.

Segundo o pesquisador do IBGE André Almeida, o aumento da tarifa de energia elétrica foi provocado, principalmente, pelo fim da incorporação do bônus de Itaipu, que havia tido saldo positivo em 2022. “[O saldo positivo de Itaipu] foi incorporado nas contas de luz de todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional em julho e não está mais presente em agosto”, afirma.

Também foram aplicados reajustes nas tarifas em Vitória (3,20%, a partir de 7 de agosto), Belém (9,40% a partir de 15 de agosto) e São Luís (10,43% a partir de 28 de agosto).

Além do grupo habitação, também tiveram impactos relevantes na taxa de inflação de agosto os grupos saúde e cuidados pessoais (0,58%) e transportes (0,34%). Na saúde, as altas vieram dos produtos para pele (4,50%) e dos perfumes (1,57%).

Já nos transportes, a alta foi puxada pelos preços do automóvel novo (1,71%), da gasolina (1,24%) e do óleo diesel subiu 8,54%.

Por outro lado, os alimentos continuaram apresentando queda (-0,85%), devido ao recuo de produtos como batata-inglesa (-12,92%), feijão-carioca (-8,27%), tomate (-7,91%), leite longa vida (-3,35%), frango em pedaços (-2,57%) e carnes (-1,90%).

Os demais grupos de despesa apresentaram as seguintes taxas: educação (0,69%), vestuário (0,54%), despesas pessoais (0,38%), artigos de residência (-0,04%) e comunicação (-0,09%).

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Economia Produção industrial cai 0,6% de junho para julho https://canalmynews.com.br/economia/economia-producao-industrial-cai-06-de-junho-para-julho/ Tue, 05 Sep 2023 15:00:24 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39348 Quinze das 25 atividades industriais pesquisadas apresentaram queda

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A produção industrial brasileira teve queda de 0,6% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. O dado é da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgado nesta terça-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com julho do ano passado, a queda chega a 1,1%. O setor também apresenta queda acumulada de 0,4% neste ano. No acumulado de 12 meses, a indústria apresenta estabilidade.

“Com esses resultados, o setor industrial se encontra 2,3% abaixo do patamar pré-pandemia, ou seja, fevereiro de 2020, e 18,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011”, destaca o pesquisador do IBGE André Macedo.

Quinze das 25 atividades industriais pesquisadas apresentaram queda na produção na passagem de junho para julho deste ano. Os principais recuos foram observados nos ramos de veículos automotores, reboques e carrocerias (-6,5%), indústrias extrativas (-1,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,1%) e máquinas e equipamentos (-5%).

Por outro lado, nove atividades tiveram alta na produção, com destaques para produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,2%), produtos alimentícios (0,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,7%).

Na análise das quatro grandes categorias econômicas da indústria, três tiveram queda de junho para julho: os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-7,4%),os bens de consumo duráveis (-4,1%) e os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (-0,6%). Apenas os bens de consumo semi e não duráveis tiveram aumento no período (1,5%).

Ritmo de produção
Neste ano, a produção industrial apresentou alta em apenas dois meses: março (1,1%) e maio (0,3%). Em junho, o setor apresentou estabilidade. Nos outros quatro meses, foram registradas quedas: -0,2% em janeiro, -0,3% em fevereiro e -0,7% em abril, além do -0,6% em julho. “O movimento do setor industrial nos últimos meses fica bem caracterizado por essa menor intensidade [do ritmo de produção]”, afirma Macedo.

Segundo ele, um dos principais motivos para esse desempenho de menor intensidade é a alta taxa de juros básicos no país. “O reflexo negativo de uma política monetária mais restritiva, com taxas de juros mais elevada, tem impacto importante sobre a evolução dessa produção industrial”, diz o pesquisador. “Ao longo do tempo, a gente vinha citando a inflação em patamares elevados e o mercado de trabalho com um número elevado de trabalhadores fora dele, mas esses fatores foram apresentando algum grau de melhora, mas a gente permanece com a taxa de juros em patamares mais elevados”.

Ele explica que um dos setores mais afetados por isso é a indústria de bens de consumo duráveis. “A dificuldade na concessão do crédito para a compra de bens de valores mais elevados, é claro, traz reflexos negativos sobre a produção. Não por acaso, um exemplo muito claro desse reflexo negativo é a parte de bens de consumo duráveis, segmento que está 22,6% abaixo do patamar pré-pandemia e 42,1% abaixo do seu ponto mais elevado na série histórica, que foi alcançado em março de 2011. Quando comparado com o patamar de dezembro último, o segmento está 7,4% abaixo”.

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Marcio Pochmann é confirmado novo presidente do IBGE https://canalmynews.com.br/brasil/marcio-pochmann-e-confirmado-novo-presidente-do-ibge/ Thu, 27 Jul 2023 10:01:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=38609 Economista presidiu Ipea e concorreu à prefeitura de Campinas

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O economista Marcio Pochmann teve o nome confirmado para presidir o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disse nesta quarta-feira (26) o ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta. Ele substituirá Cimar Azeredo, funcionário de carreira e ex-diretor de Pesquisas do Instituto, que presidia o órgão de forma interina desde 3 de janeiro.

“O Marcio Pochmann vai ser o novo presidente do IBGE e não tem nenhum ruído quanto a isso”, declarou Paulo Pimenta ao deixar o Palácio da Alvorada. O secretário de Comunicação Social reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de uma infiltração no quadril feita nesta quarta.

Figura histórica ligada ao PT, Pochmann presidiu o Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo (fundação do PT voltada a elaboração de estudos, debates e pesquisas). De 2007 a 2012, comandou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em 2012 e 2016, Pochmann disputou a prefeitura de Campinas (SP), mas perdeu as duas eleições. Em 2018, coordenou o programa econômico do então candidato à presidência da República pelo PT Fernando Haddad. No fim do ano passado, após a eleição de Lula, o economista fez parte da equipe de transição do governo, participando do grupo de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Membro da corrente de economistas ligada à Universidade de Campinas (Unicamp), caracterizada pela defesa do desenvolvimentismo econômico e da indústria nacional, Pochmann acumula pesquisas nas áreas de desenvolvimento, políticas públicas e relações de trabalho.

Interino

Nos quase sete meses em que ficou à frente do IBGE, o atual presidente, Cimar Azeredo, enfrentou desafios como a conclusão do Censo de 2022, prejudicado após sucessivos adiamentos. Com o apoio da ministra do Planejamento, Simone Tebet, Azeredo coordenou um mutirão que incluiu quase 16 milhões de brasileiros na contagem populacional.


 

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Rendimento domiciliar per capita se recupera em 2022, informa o IBGE https://canalmynews.com.br/economia/rendimento-domiciliar-per-capita-se-recupera-em-2022-informa-o-ibge/ Thu, 11 May 2023 13:22:32 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37639 Mercado de trabalho e Auxílio Brasil permitiram essa recuperação.

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Em 2022, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita chegou a R$ 1.586, com alta de 6,9% na comparação com o ano anterior, quando registrou o menor valor (R$ 1.484) da série histórica, iniciada em 2012. Com isso, a massa do rendimento mensal real domiciliar per capita subiu 7,7% ante 2021, chegando a R$ 339,6 bilhões.

No ano passado, a retomada do mercado de trabalho e a concessão do Auxílio Brasil permitiram uma recuperação nos rendimentos da população brasileira, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua: Rendimento de todas as fontes 2022, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores de rendimento médio mensal domiciliar per capita (R$ 1.096 e R$ 1.011, respectivamente), ao passo que as regiões Sul e Sudeste se mantiveram com os maiores rendimentos (R$ 1.927 e R$ 1.891, nesta ordem).

O percentual de pessoas com rendimento na população do país subiu de 59,8% em 2021 para 62,6% em 2022, maior proporção da série histórica. O rendimento de todos os trabalhos (R$ 2.659) caiu 2,1%, enquanto o rendimento de outras fontes (R$ 1.657) cresceu 12,1%.

Em 2022, a massa do rendimento mensal real de todos os trabalhos subiu 6,6%, em um ano, indo para R$ 253,1 bilhões. Segundo o IBGE, a recuperação ocorre após perdas de 5,6% em 2020 e de 3,2% em 2021, durante a pandemia de covid-19.

“Entre 2021 e 2022, caiu bastante (de 15,4% para 1,5%) a proporção de domicílios com algum beneficiário de outros programas sociais, o que inclui o Auxílio Emergencial, ao passo que aumentou (de 8,6% para 16,9%) a proporção de domicílios com algum beneficiário do Auxílio Brasil/Bolsa Família. Essas oscilações podem estar ligadas a migrações entre benefícios (quando fosse mais vantajoso) ou a eventuais dificuldades dos informantes em identificar corretamente qual benefício recebiam”, diz o IBGE.

Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita era diferenciado quando comparados os domicílios que recebiam ou não algum programa de transferência de renda, especialmente quando o benefício era do Programa Auxílio Brasil/Bolsa Família.

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O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Auxílio Brasil, em 2022, foi de R$ 533. Para os domicílios que recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC), este rendimento médio foi de R$ 900. Por sua vez, nos domicílios que recebiam outros programas sociais o rendimento médio foi de R$ 814.

Desigualdade
Em 2022, o rendimento médio do 1% da população que ganha mais (rendimento domiciliar per capita mensal de R$ 17.447) era 32,5 vezes maior que o rendimento médio dos 50% que ganham menos (R$ 537). Em 2021, essa razão era de 38,4 vezes.

A desigualdade de rendimentos diminuiu no conjunto da população e também na população ocupada: o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita caiu de 0,544 para 0,518 e o Gini do rendimento de todos os trabalhos caiu de 0,499 para 0,486, ambos os menores da série.

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um significa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

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Prévia da inflação oficial cai para 0,69% em março https://canalmynews.com.br/economia/previa-da-inflacao-oficial-cai-para-069-em-marco/ Fri, 24 Mar 2023 15:03:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36592 IPCA-15 acumula taxa de 2,01% no ano

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou variação de 0,69% em março deste ano. A taxa é inferior ao 0,76% de fevereiro deste ano e ao 0,95% de março do ano passado.

Segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxa de inflação de 2,01% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 5,36%, abaixo dos 5,63% acumulados até fevereiro.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços na prévia de março, com destaque para transportes, com taxa de inflação de 1,50%. O resultado foi influenciado, principalmente, pela alta de 5,76% da gasolina.

Depois dos transportes, os principais impactos vieram dos grupos saúde e cuidados pessoais (1,18%) e habitação (0,81%). No primeiro grupo, o principal impacto veio dos perfumes (5,88%), e em habitação, o maior responsável pela alta de preços foi a energia elétrica residencial (2,85%).

Alimentação e bebidas também registraram inflação (0,20%), mas com taxa menor que na prévia de fevereiro (0,39%). A queda do índice nesse grupo veio de itens como batata-inglesa (-13,14%), tomate (-6,34%), cebola (-12,13%), óleo de soja (-2,47%), contrafilé (-2,04%) e frango em pedaços (-1,94%).

Artigos de residência foi o único grupo de despesa com deflação (queda de preços): -0,18%. Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação na prévia de março: comunicação (0,75%), despesas pessoais (0,28%), vestuário (0,11%) e educação (0,08%).

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IBGE inicia última etapa do Censo 2022 na Terra Indígena Yanomami https://canalmynews.com.br/brasil/ibge-inicia-ultima-etapa-do-censo-2022-na-terra-indigena-yanomami/ Tue, 07 Mar 2023 02:27:32 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36257 Segundo o instituto, a operação deve durar 30 dias

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A parte da população yanomami que ainda não tinha recebido o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo 2022 começou a ser visitada nesta segunda-feira (6) em uma operação pontual de coleta de dados que vai finalizar o trabalho iniciado em agosto em outros territórios da etnia. O trabalho agora é em áreas de acesso complexo. Segundo o IBGE, a operação, que deve durar 30 dias em 169 aldeias em Roraima e três no Amazonas, foi montada em uma ação articulada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, junto aos ministérios da Saúde, da Defesa, da Justiça e Segurança Pública, dos Povos Indígenas e da Casa Civil, além do Estado-Maior das Forças Armadas.

De acordo com a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes, em agosto, a coleta na Terra Indígena Yanomami começou nas aldeias e comunidades onde havia acesso terrestre ou fluvial e até por caminhada. Em setembro, com cooperação da Funai, foi possível avançar com o uso de aeronaves de pequeno porte em locais que dependiam de “transporte aéreo em asas fixas”. “Hoje estamos com 50% das aldeias coletadas em toda a Terra Indígena Yanomami, ou seja, das 549 aldeias, a gente já completou o recenseamento em 150 aldeias do Amazonas e 211 aldeias de Roraima, com 16 aldeias em andamento do recenseamento no estado de Roraima”, informou à Agência Brasil.

De acordo com a coordenadora, estava sendo aguardada a chegada dos helicópteros por meio da ação interministerial que envolveu os ministérios do Planejamento, dos Povos Indígenas, da Justiça e Segurança Pública e da Defesa. “Com esse apoio, a PRF e a Polícia Federal vão operar as aeronaves, os helicópteros que vão permitir a gente terminar a coleta nas 172 aldeias que estão pendentes de finalização. Até o momento, nós já coletamos 21,6 mil pessoas indígenas residindo na Terra Yanomami. Cerca de 10 mil no Amazonas e mais de 11,5 mil em Roraima”, completou.

Em uma matéria publicada no site do IBGE, a ministra Simone Tebet destacou o simbolismo de terminar a coleta do Censo 2022 com povos originários. “O IBGE vai contar quantos yanomami nós somos. Sim, porque, historicamente, é de nós que estamos falando. Quão bonito é poder dizer que o censo brasileiro vai terminar onde tudo começou, com os povos indígenas, o povo Yanomami”, observou a ministra.

Ao todo estarão envolvidas 17 equipes compostas por recenseadores do IBGE, guias indicados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e intérpretes. Em alguns casos, poderá haver acompanhamento de agentes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Os recenseadores de atuação em terras indígenas passaram por um dia adicional de treinamento para reforçar a forma de abordagem das lideranças locais, que respondiam aos questionários aplicados nestes territórios.

“Todos os recenseadores que adentram a terra yanomami têm um treinamento específico de adaptação metodológica de algumas questões que precisam ser trabalhadas de forma diferenciada com apoio do guia institucional e do guia intérprete, em particular as perguntas sobre mortalidade, considerando que a etnia yanomami não nomeia as pessoas que faleceram. São algumas adaptações e questões que são alvo de treinamento específico para que os nossos agentes cheguem o mais preparados possível para essa interação com o povo indígena de recente contato, como é o caso da população yanomami”, revelou a coordenadora.

Marta Antunes lembrou que Censo Demográfico é a única pesquisa que vai a todos os lugares do território nacional brasileiro onde há pessoas residindo e, por isso, permite uma ampla cobertura do território nacional. No caso dos indígenas, vai coletar dados do total dessa população no país que reside dentro e fora das suas terras, de acordo com as etnias e as línguas indígenas faladas por esses povos. “É uma pesquisa muito importante porque nos dá o total populacional de cada grupo indígena no recorte territorial onde ele reside, dentro das terras, dentro das aldeias”, afirmou.

Segundo a coordenadora, os dados do censo serão divulgados por diferentes recortes territoriais da terra indígena, por unidade da federação e ainda os recortes habituais das divulgações censitárias por município, unidades da federação e Brasil. “Com a finalização do censo, vai ser possível dar o total da população dentro e fora das terras indígenas para esses recortes. Os demais dados sociais, demográficos, econômicos, de infraestrutura das aldeias e de acesso a saneamento nas aldeias sobre etnias e línguas serão alvo de um cronograma de divulgação adentrando os próximos anos 2023 e 2024 quando todos os dados estarão disponibilizados”, contou.

Ainda conforme a coordenadora, para iniciar o Censo 2022 nas terras indígenas, o IBGE precisou fazer um planejamento que começou em 2016 para a construção de uma cartografia censitária adequada à realidade dos povos indígenas, que incluiu informações da Funai, da delimitação das terras indígenas, para identificar dentro e fora das terras os grupamentos de domicílios com indígenas, utilizando uma série de registros administrativos. O trabalho contou ainda com informações do Censo 2010 e do Censo Agropecuário 2017. Além disso, uma inovação foi estabelecer um procedimento de consulta livre prévia esclarecida junto às lideranças das associações indígenas.

Outro avanço foi o novo questionário, que pela primeira vez tem abordagem em agrupamento indígena. “Esse questionário vai nos dizer a idade e o sexo das lideranças por aldeia, como estão os acessos a recursos naturais nessas aldeias tanto hídricos quanto de insumo para a alimentação, como em está a infraestrutura de educação, de saúde das aldeias, quais são os hábitos e práticas, se nas escolas tem ensino das matérias em língua indígena ou em português, ou bilíngue, se tem acesso à merenda escolar, se tem material didático, em relação à saúde a gente vai saber se tem o agente indígena de saúde e agente de saneamento visitando essas aldeias com regularidade e qual é a regularidade da visita da equipe multidisciplinar de saúde indígena”, detalhou.

Para a coordenadora, por ser um retrato dos povos indígenas, a pesquisa é muito importante para a definição de políticas públicas, principalmente em situações de emergência como é o caso atual dos yanomami. “As informações sobre quantos são, onde residem, quais as idades, divisão por sexo, isso é essencial para que todos os órgãos, todos os agentes que estão operando nessa grande articulação para resolver a situação dos yanomami, possam se organizar”, pontuou.

“Uma série de informações que são importantes para as políticas públicas, para o conhecimento da realidade e do modo de viver e das condições em que se encontram os povos indígenas brasileiros. A gente tem ainda todas as informações que 2010 já inovou com uma série de detalhamentos possíveis por etnias e língua indígena falada”, observou.

Apuração
Na terça-feira passada (28), o IBGE encerrou a cobertura da coleta domiciliar do Censo Demográfico. Segundo o instituto, ao todo, foram recenseadas 189.261.144 pessoas (91%), considerando a prévia da população divulgada em 28 de dezembro de 2022. A etapa de apuração dos dados começou no dia 1º de março e compreende os trabalhos de análise dos dados do censo, a serem realizados pelo Comitê de Fechamento do Censo (CFC). “Essas tarefas implicam alguns retornos a campo, ou seja, alguns domicílios ainda vão receber visitas de recenseadores ou supervisores. A divulgação dos primeiros resultados do Censo Demográfico está prevista para o final de abril”, informa o IBGE em seu site.

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IBGE: atenção primária a crianças no SUS precisa de aprimoramento https://canalmynews.com.br/brasil/ibge-atencao-primaria-a-criancas-no-sus-precisa-de-aprimoramento/ Thu, 22 Dec 2022 01:14:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35043 Pesquisa mostra que atenção primária ainda está aquém do necessário

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A Atenção Primária à Saúde (APS) a crianças, do Sistema Único de Saúde (SUS), ainda precisa de aprimoramento, de acordo com os responsáveis cujos filhos receberam algum atendimento este ano. Eles atribuíram notas aos serviços prestados, e as avaliações mostram que a APS ainda está aquém do considerado satisfatório. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Atenção Primária à Saúde 2022, divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O questionário foi aplicado, no segundo trimestre deste ano, aos responsáveis por crianças menores de 13 anos que tiveram ao menos um atendimento na unidade básica de saúde nos 12 meses anteriores à entrevista. Em escala de 0 a 10, a nota atribuída no Brasil foi 5,7. O escore é inferior a 6,6, considerado, na avaliação, o padrão mínimo de qualidade.

A pesquisa é uma versão adaptada e reduzida do chamado Instrumento de Avaliação da Atenção Primária à Saúde (do inglês Primary Care Assessment Tool – PCATool), também validado no Brasil pelo Ministério da Saúde, cuja metodologia vem sendo adotada por diversos países, o que permite a comparação internacional dos serviços.

A Atenção Primária à Saúde é considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) no país. Nessa primeira abordagem, as pessoas que buscam os serviços de saúde são cadastradas e acompanhadas. No Brasil, a Atenção Primária à Saúde é desenvolvida em todos os municípios, preferencialmente por equipes de saúde da família, formadas por pelo menos um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem.

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“Ter uma boa atenção primária à saúde traz benefícios gerais à sociedade e específicos ao sistema de saúde, seja na sua gestão, no seu custo, ou em outras frentes que envolvem o sistema de saúde”, diz a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

As notas variam conforme a localidade, mas nenhuma atingiu a estimativa igual ou superior a 6,6. A Região Sul obteve o maior escore geral, 6, e o Norte, o menor, 5,4. As demais regiões apresentaram escores gerais muito próximos: Nordeste e Centro-Oeste (5,7) e Sudeste (5,6). Já as unidades da Federação com valores iguais ou superiores a 6 foram o Paraná (6), Santa Catarina (6,1), Rio Grande do Sul (6,0), Mato Grosso (6,4) e o Distrito Federal (6,1).

Aperfeiçoamento
Outra avaliação divulgada foi o chamado Net Promoter Score (NPS), utilizado pelo setor de saúde no Brasil pelos planos privados de assistência à saúde e também mais recentemente, pelas unidades do SUS. O indicador também foi calculado a partir das respostas dadas pelos responsáveis pelas crianças. O NPS, que varia de -100 a +100, mostra quanto uma pessoa recomendaria ou não determinado serviço.

A Atenção Primária do SUS no Brasil obteve NPS 28, o que significa que esse serviço encontra-se em zona de aperfeiçoamento (de 0 a 50). O escore abaixo de 0 significa que o serviço está na zona crítica, acima, entre 51 e 75, a zona de qualidade, e entre 76 e 100, a zona de excelência. O que mais foi levado em conta para a atribuição das notas, de acordo com a pesquisa, foi a forma como os responsáveis pelas crianças foram recebidos nas unidades de saúde e o trabalho da equipe para a solução do problema.

Segundo Adriana, a pesquisa indica importante alcance do serviço da atenção primária à saúde infantil, uma vez que cerca de 83% das crianças na faixa etária considerada tiveram algum atendimento. “Os responsáveis por essas crianças avaliaram favoravelmente a prestação da atenção primária à saúde. O escore de 28 indica, entretanto, que esse serviço carece de aperfeiçoamento para seu melhor desempenho e satisfação dos usuários”, ressalta.

Perfil das crianças
A pesquisa mostra que, no Brasil, 28,4 milhões de crianças, o equivalente a cerca de 75%, fizeram uma consulta médica nos últimos 12 meses anteriores à data da entrevista. Essa proporção é menor na Região Norte (66,6%) e na Região Nordeste (71,8%). No Sudeste, chega a 79,3%. Além da consulta, no total, cerca de 31,5 milhões (82,9%) de crianças menores de 13 anos utilizaram algum serviço de APS nos últimos 12 meses anteriores à entrevista.

Os principais motivos para o atendimento médico foram: consulta de rotina, como revisão, check-up, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, que corresponderam a 39,1% dos atendimentos; problemas respiratórios ou de garganta, gripe, sinusite, amigdalite, faringite, asma, bronquite (30,9%); e outros motivos, como febre, diarreia, vômito ou outros problemas gastrointestinais; acidentes, fraturas, lesões, machucados; alergias e outros (30%). Essas crianças foram atendidas principalmente em Unidade Básica ou Unidade de Saúde da Família (46,1%).

De acordo com Adriana, como os dados se referem aos atendimentos feitos entre o segundo trimestre de 2021 e de 2022, a pandemia de covid-19 pode ter impactado o serviço. “A pandemia pode ter dificultado o acesso das crianças ao serviço de atenção primária no período de referência. Mesmo diante desse cenário, os dados indicam que o SUS permaneceu ofertando algum serviço de atenção primária para mais de 80% da população infantil do país”, diz.

Em relação ao perfil das crianças, os resultados mostram que há um equilíbrio entre crianças do sexo masculino (51,1%) e feminino (48,9%). A maioria é de crianças com até 6 anos (61,3%), seguidas pelo grupo de 7 a 12 anos (38,7%). A cor ou raça da criança informada pelo responsável foi predominantemente preta ou parda (59,7%), seguida da branca (39,4%). Entre os cuidadores, a maior parte (42,9%) não completou o ensino fundamental ou o ensino médio (40,1%). Apenas 17,1% têm nível superior completo.

Esta é a primeira vez que Pnad Contínua traz um módulo específico sobre atenção primária à saúde. O serviço passou a constar na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) em 2013 e, em 2019, foi avaliada na mesma pesquisa.

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Brasil bate recorde de pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza em 2021 https://canalmynews.com.br/brasil/brasil-bate-recorde-de-pessoas-em-situacao-de-pobreza-e-de-extrema-pobreza-em-2021/ Fri, 02 Dec 2022 14:26:17 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34764 Contingente abaixo da linha de pobreza cresce 22,7%

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O Brasil bateu o recorde de pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza em 2021. Ao todo, quase uma em cada três pessoas no país, o equivalente a 29,4% da população, estava em situação de pobreza até pelo menos o ano passado e quase uma a cada dez pessoas, 8,4% estava na pobreza extrema.

Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira 2022, divulgada hoje (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Segundo a publicação, o país tinha, até o ano passado, 62,5 milhões de pessoas em situação de pobreza, ou seja, com uma renda diária de menos de US$ 5,5 dólares por dia, e 17,9 milhões em situação de extrema pobreza, com renda diária de menos US$ 1,90 por dia, segundo os critérios do Banco Mundial. Tanto os números absolutos quanto as porcentagens são as maiores desde o início da série histórica, em 2012.

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Não apenas os números são recordes como o aumento entre 2020 e 2021, em meio a pandemia de covid-19, também é. Nesse período, o contingente abaixo da linha de pobreza cresceu 22,7%, o que significa mais 11,6 milhões de pessoas nessa situação, e o das pessoas na extrema pobreza aumentou 48,2%, ou mais 5,8 milhões.

As crianças e adolescentes com menos de 14 anos são as maiores vítimas da pobreza. Até o ano passado, 46,2% dessa população estava abaixo da linha da pobreza, o maior percentual da série, iniciada em 2012.

Desigualdade
A pobreza não atinge igualmente a todos os grupos sociais. A publicação mostra que a proporção de pretos e pardos, conforme a definição do IBGE, abaixo da linha de pobreza (37,7%), é praticamente o dobro da proporção de brancos (18,6%). Considerando as regiões do país, o Nordeste (48,7%) e o Norte (44,9%) tinham as maiores proporções de pessoas pobres na sua população.

Em 2021, o rendimento domiciliar por pessoa caiu para R$ 1.353, o menor nível desde 2012. e o Índice de Gini voltou a crescer e chegou a 0,544, segundo maior patamar da série.

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um significa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

Os 10% da população com os menores rendimentos tiveram a maior redução, perdendo em torno de um terço do rendimento entre 2020 e 2021. O mesmo grupo teve o dobro de perdas das demais classes de rendimento entre 2019 e 2021. No extremo oposto, os 10% mais ricos perderam, entre 2019 e 2021, 11,2% dos rendimentos e, entre 2020 e 2021, 4,5%.

Insegurança alimentar
A pesquisa SIS mostra, ainda, que aumentou a insegurança alimentar no país. Isso acontece quando as pessoas não têm acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficiente para sua sobrevivência.

O percentual de domicílios do país em situação de segurança alimentar caiu de 65,1%, em 2004, para 63,3% em 2018 e para 41,3% em 2021. Segundo a publicação, como o principal acesso a alimentos é realizado via mercado, a evolução da renda média e das condições do mercado de trabalho são fatores determinantes para a determinação do nível de segurança alimentar, dado que o ato de se alimentar depende, essencialmente, do poder aquisitivo da pessoa.

Segundo a SIS, a desvalorização do real, a inflação, o aumento do trabalho informal são também fatores que impactaram na segurança alimentar da população durante a pandemia.

 

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IBGE: desemprego segue em queda e chega a 8,3% em outubro https://canalmynews.com.br/economia/ibge-desemprego-segue-em-queda-e-chega-a-83-em-outubro/ Wed, 30 Nov 2022 15:09:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34749 Informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

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A taxa de desocupação, que mede o desemprego no país, foi de 8,3% no trimestre encerrado em outubro. Essa taxa representa queda de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (maio a julho), sendo a menor para o período desde 2014. Na comparação com o mesmo trimestre de 2021, a queda foi de 3,8 p.p.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 99,7 milhões, aumento de 1% no trimestre, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. “Este momento de crescimento de ocupação já vem em curso desde o segundo semestre de 2021. Com a aproximação dos últimos meses do ano, período em que historicamente há aumento de geração de emprego, a tendência se mantém”, afirmou, em nota, a coordenadora da Pnad Adriana Beringuy.

Já a população desocupada alcançou 9 milhões de pessoas, o que representa recuo de 8,7% em comparação com o trimestre encerrado em julho. É o menor nível desde julho de 2015.

Em relação ao nível da ocupação, ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, houve aumento de 0,4 p.p., chegando a 57,4%. “Já a taxa composta de subutilização caiu para 19,5%, uma queda de 1,4 p.p. no trimestre e 6,7 p.p. no confronto contra o mesmo trimestre do ano passado. A população subutilizada também caiu (6,7%) e chegou 22,7 milhões de pessoas”, diz o IBGE.

A Pnad Contínua para o trimestre encerrado em outubro também demonstra a tendência de crescimento para o número de empregados com carteira de trabalho assinada. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 2,3% (822 mil pessoas), chegando a 36,6 milhões.

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“Esse índice segue em alta há mais de um ano, o que mostra não apenas que o mercado de trabalho está em expansão numérica de ocupados, mas também apresentando algum crescimento na formalização da população ocupada”, avaliou Adriana Beringuy.

Rendimentos
O rendimento real habitual também cresceu. Houve aumento de 2,9% em relação ao trimestre anterior, chegando ao valor de R$ 2.754. Entre as posições, destaque para as altas no grupo de empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,4%, ou mais R$ 137) e conta própria (3,3%, ou mais R$ 69), além do empregado com carteira de trabalho assinada (3,1%, ou mais R$ 79).

Já entre os grupamentos, os maiores aumentos foram em transporte, armazenagem e correio (6,5%, ou mais R$ 163), agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,7%, ou mais R$ 100) e construção (5,5%, ou mais R$ 114).

A pesquisa aponta para o recorde da série histórica na massa de rendimento real habitual, que chegou a R$ 269,5 bilhões, crescimento de 4% no trimestre e 11,5% na comparação anual.

Também o número de empregados sem carteira assinada no setor privado bateu o recorde da série, chegando 13,4 milhões de pessoas, aumento de 2,3% (297 mil pessoas) contra o trimestre anterior e de 11,8% (1,4 milhão de pessoas) no ano.

“O número de empregados no setor público foi outro a bater o recorde da série histórica (12,3 milhões) crescendo 2,3% no trimestre e 10,4%. Já a taxa de informalidade foi 39,1% da população ocupada menor que o trimestre anterior, quando foi de 39,4%, e no mesmo período do ano passado, quando atingiu 40,7%. O número de trabalhadores informais chegou a 39 milhões”, informa o IBGE.

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Indústria recua em setembro em 12 locais pesquisados pelo IBGE https://canalmynews.com.br/economia/industria-recua-em-setembro-em-12-locais-pesquisados-pelo-ibge/ Tue, 08 Nov 2022 14:38:35 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34586 Maiores quedas foram em Santa Catarina e no Paraná

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A produção industrial recuou em 12 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de agosto para setembro de 2022. As maiores quedas foram observadas em Santa Catarina (-5,1%) e no Paraná (-4,3%), de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional divulgados hoje (8).

Também tiveram quedas maiores do que a média nacional (-0,7%), os estados do Pará (-3,7%), São Paulo (-3,3%), Goiás (-2,9%), Amazonas (-2,9%), Espírito Santo (-2,2%), Minas Gerais (-1,7%), Bahia (-1,3%) e Rio de Janeiro (-1,1%). As quedas menos intensas foram observadas em Mato Grosso (-0,4%) e no Rio Grande do Sul (-0,2%).

Apenas três locais tiveram altas: os estados do Ceará (3,7%) e Pernambuco (2%), além do Nordeste (0,6%), única região que tem seus dados consolidados divulgados pelo IBGE.

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Na comparação com setembro do ano passado, houve altas em oito dos 15 locais pesquisados, com destaques para Mato Grosso (37,5%) e Amazonas (13,7%). Quedas foram observadas em sete locais, sendo as maiores delas registradas no Espírito Santo (-14,7%) e Pará (-13,4%).

No acumulado do ano, houve altas em sete locais, sendo a maior delas em Mato Grosso (25,7%). Dos oito locais em queda, a principal perda foi registrada no Pará (-8,8%).

No acumulado de 12 meses, as altas atingiram apenas seis locais, com destaque mais uma vez para Mato Grosso (23,2%). Nove locais tiveram queda, sendo a maior delas no Pará (-8,4%).

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Volume de serviços avança 0,7% em agosto, segundo o IBGE https://canalmynews.com.br/economia/volume-de-servicos-avanca-07-em-agosto-segundo-o-ibge/ Fri, 14 Oct 2022 18:08:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34258 Alta foi puxada por atividades de informação e comunicação

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O volume de serviços prestados no país avançou 0,7% em agosto na comparação com julho. O resultado ocorre depois de crescimento de 1,3% no mês anterior e é a quarta alta consecutiva. O ganho acumulado no período é de 3,3%.

Com este desempenho, o setor opera 10,1% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Os dados que integram a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostram que o resultado ficou 0,9% abaixo do maior patamar da série histórica, registrado em novembro de 2014. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi divulgado hoje (14).

Na comparação com agosto do ano passado, o volume do setor de serviços registrou alta de 8%, sendo a décima oitava taxa positiva seguida desse indicador, na série sem ajuste sazonal. O acumulado do ano chegou a 8,4% e o acumulado nos últimos doze meses passou de 9,6% em julho para 8,9%.

Altas

Entre as cinco atividades pesquisadas, três seguiram o resultado positivo do índice geral: outros serviços, serviços prestados às famílias e atividades turísticas. Os destaques foram outros serviços (6,7%), que no mês anterior, apresentou queda de 5% no volume, e as atividades de informação e comunicação (0,6%).

“Esse resultado positivo vem após uma queda, o que não é incomum especialmente no setor de serviços financeiros auxiliares, que teve maior influência sobre esse avanço e também sobre a retração do mês anterior”, comentou o analista da pesquisa, Luiz Almeida.

Os serviços prestados às famílias cresceram 1%, o que representa o sexto mês consecutivo de avanço. Nesse período, o ganho acumulado é de 10,7%. Mesmo assim, o setor ainda está 4,8% abaixo do patamar pré-covid. De acordo com o pesquisador, isso pode ser explicado pelo fato do setor ter sido o mais afetado durante a pandemia.

“Com o retorno das atividades presenciais, a queda das restrições e a diminuição do desemprego, ele vem reduzindo as perdas, mas ainda não chegou ao nível de fevereiro de 2020. Durante a pandemia, o setor chegou a ficar cerca de 67% abaixo do seu patamar recorde, atingido em maio de 2014”, contou.

Ainda em agosto, o índice de atividades turísticas subiu 1,2%, sendo o segundo resultado positivo consecutivo. O setor opera 0,1% acima do patamar pré-pandemia. Minas Gerais (3,9%), São Paulo (0,6%) e Pernambuco (0,8%) foram os três dos 12 locais pesquisados para esse indicador que cresceram. As principais quedas foram no Rio Grande do Sul (-6,0%) e Santa Catarina (-6,0%).

Queda e estabilidade

Em sentido contrário, após três meses consecutivos de crescimento, os transportes recuaram 0,2% em agosto. “O setor de transportes tinha um aumento acumulado de 4% entre maio e julho e está 20% acima do nível pré-pandemia e 0,2% abaixo do ponto mais alto da série, que foi justamente no mês anterior. Essa leve queda parece mais uma acomodação do setor”, avaliou.

Já o segmento dos serviços profissionais, administrativos e complementares ficou estável e sem variação no mês de referência, após o recuo de 1,1% em julho.

Pesquisa

Conforme o IBGE, a PMS produz indicadores para o Brasil e para todas as unidades da Federação, “que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação”.

Edição: Denise Griesinger

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Quilombolas respondem pela primeira vez ao Censo Demográfico https://canalmynews.com.br/brasil/quilombolas-respondem-pela-primeira-vez-ao-censo-demografico/ Sun, 09 Oct 2022 14:51:49 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34174 "Fomos esquecidos por séculos", diz moradora de comunidade

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Em meio a uma densa área de Mata Atlântica, a garoa fina forma uma névoa. A temperatura é consideravelmente mais baixa do que nos bairros edificados do Rio de Janeiro. Ao redor de uma farta mesa de café da manhã enriquecida com produtos locais, as pessoas vão se aproximando. A equipe de recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inicia as primeiras entrevistas de uma jornada que iria até o meio da tarde.

No almoço, foi servida feijoada completa. Ao fim dos trabalhos, emocionada e com a voz embargada, Eulália Ferreira da Silva leu um texto com agradecimentos e homenagens.

Não era um dia qualquer. A visita inédita da equipe do IBGE foi vista como um momento histórico pelos moradores da comunidade quilombola da Pedra Bonita. A reportagem da Agência Brasil, que havia pedido autorização para acompanhar os trabalhos, também foi surpreendida com uma homenagem. Os quilombolas entregaram uma placa na qual agradeceram “pelo nobre trabalho de documentar a realização do primeiro recenseamento da história destas famílias, levando o conhecimento histórico que vincula a memória jornalística e a memória nacional”.

“Nos dados e registros oficiais, nós não existíamos em mais de 150 anos. Por isso, é uma data tão importante e histórica. Estamos sendo reconhecidos como cidadãos brasileiros”, disse Eulália, de 61 anos. “Fomos esquecidos por séculos. Não podem nos tornar invisíveis e esconder uma história que é notória e que a gente tem registro em fotos e documentos antigos.”

Moradores da comunidade quilombola de Pedra Bonita, no Alto da Boa Vista. Censo demográfico do IBGE identifica pela primeira vez a população e o território das comunidades quilombolas no Brasil.
Comunidade abriga cerca de 50 pessoas que vivem em 20 casas, algumas  muito degradadas – Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Comunidade Quilombola da Pedra Bonita está encravada em um dos quatro setores do Parque Nacional da Tijuca. Próximo dali, fica a rampa de voo livre, de onde turistas e adeptos de esportes radicais saltam de asa delta ou de parapente para apreciar uma visão única da capital fluminense antes de aterrissar na Praia de São Conrado. Embora esteja territorialmente dentro do Rio de Janeiro, a comunidade nunca havia recebido a visita de recenseadores.

O Brasil costuma realizar o Censo Demográfico de dez em dez anos. É a única pesquisa domiciliar que vai a todos os 5.570 municípios do país. O objetivo é oferecer um retrato da população e das condições domiciliares no país. As informações obtidas subsidiam a elaboração de políticas públicas e decisões relacionadas com a alocação de recursos financeiros. O censo, que deveria ter sido realizado em 2020, foi adiado duas vezes: primeiro, causa da pandemia de covid-19 e depois por dificuldades orçamentárias.

A operação censitária começou em junho deste ano. Os trabalhos, inicialmente com previsão de conclusão agora em outubro, estão atrasados: com 49% da população coberta, o IBGE agora estima que o censo se estenda até o início de dezembro.

A previsão é visitar 5.972 localidades quilombolas. É a primeira vez que esta população está sendo consultada. Na edição de 2010, o IBGE incluiu o registro de etnias indígenas.

Em todo o estado do Rio de Janeiro, 60 comunidades quilombolas devem receber os recenseadores. Há uma preparação específica para essa tarefa, diz Isabela Nery Lima, economista e analista censitária do IBGE que está encarregada da coordenação de coleta de informações dos povos tradicionais.

“Precisamos fazer tudo isso da forma menos invasiva possível. E por isso buscamos os líderes. Eles atuam como parceiros que ajudam a abrir as portas e também nos guiam pelo território para podermos entrevistar todos os moradores.” Isabela ressalta que é preciso respeitar a temporalidade dessas comunidades, o que, muitas vezes, exige mais de uma visita. Ela aponta outros empecilhos, como a ausência de moradores na hora da entrevista e a impossibilidade de contatá-los ou a dificuldade para marcar no sistema as moradias situadas em locais onde o sinal de GPS é ruim.

Para Isabela, a inclusão dos quilombolas no Censo Demográfico dá ao Brasil a oportunidade de conhecer sua própria diversidade, permitindo o melhor planejamento territorial e a criação de novas políticas públicas. Os dados coletados também subsidiam a elaboração de material didático, inclusive do próprio IBGE por meio do projeto IBGE Educa. “É o reconhecimento de pessoas que precisam fazer parte dos processos sociais, do processo político. É, na verdade, até uma forma de combater o apagamento histórico”, afirma a economista. Para ela, as informações coletadas ajudam a revelar as peculiaridades das comunidades e dinâmicas específicas de formação.

História

A história da comunidade quilombola da Pedra Bonita é um exemplo. Ali começaram a se reunir, a partir da década de 1860, não apenas ex-escravos negros, mas também indígenas e imigrantes portugueses pobres que aderiram à causa abolicionista. Ocupando três sítios, essas pessoas sustentavam-se com produção de hortaliças e frutas e com o cultivo de flores ornamentais. Estima-se que há mais de 2 mil árvores de camélia, flor que foi adotada como símbolo da Confederação Abolicionista, organização política que surgiu no Rio de Janeiro em 1883 e lutou pelo fim da escravidão.

Recenseadora do IBGE entrevista José Emilio Cordeiro, morador da comunidade quilombola de Pedra Bonita, no Alto da Boa Vista, região norte do Rio. Censo demográfico do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) identifica pela
Descendente de escravos e indígenas, José Emilio Cordeiro responde a recenseadora do IBGE – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Descendente de ex-escravos e de indígenas, Jose Emílio Cordeiro, de 53 anos, é hoje o presidente da Associação da População Tradicional e Quilombola da Pedra Bonita (Aquibonita), fundada pelos moradores da comunidade. Ele conta que seus primeiros parentes, assim como outras famílias, chegaram ao local quando o governo promoveu o reflorestamento da área entre 1860 e 1890.

“Muitos vieram trabalhar quase obrigados. Aqui era um local onde eles se escondiam porque todos, de uma certa forma, eram discriminados. E formaram essa comunidade que defende a floresta. Somos preservadores por natureza, não é por modismo. É a nossa origem. Cada plantinha, cada árvore aqui para nós tem a mão dos nossos ancestrais e tem um significado enorme.”

Jose Emílio destaca os desafios de quem mora no meio da floresta. Uma das dificuldades é o acesso restrito à energia elétrica, o que impede as famílias de ter, por exemplo, uma geladeira. Segundo ele, também é difícil o acesso a serviços públicos de saúde e educação. Durante a pandemia de covid-19, a vacinação de quilombolas foi considerada prioridade pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), mas nenhum agente esteve na comunidade da Pedra Bonita, e os moradores precisaram se deslocar até os postos mais próximos nos bairros do Alto da Boa Vista e de São Conrado e foram atendidos conforme o calendário da população em geral.

Da mesma forma, as crianças têm dificuldade para chegar à escola, apesar de ter havido melhorias ao longo do tempo. “Eu levava uma hora e meia andando a pé porque não tinha condução. Hoje até tem, mas é muito precária. Também já tem estrada, que não tinha até 20 anos atrás. Algumas famílias têm carro, mas não são todas”, diz Jose Emílio.

Em meio à pandemia de covid-19, com a adoção do ensino remoto, as dificuldades aumentaram. Guilherme, filho de Jose Emílio, conta que ia para partes mais altas da Pedra Bonita em busca de sinal de internet para conseguir acesso às aulas pelo celular.

Luta

O Parque Nacional da Tijuca foi criado em 1961 sem que a regularização fundiária da área ocupada pelas famílias. A comunidade chegou a ser ameaçada de despejo em diferentes momentos e, somente em junho do ano passado, foi reconhecida como remanescente quilombola, recebendo o certificado da Fundação Palmares, vinculada ao Ministério da Cidadania. O processo de titulação da terra tramita no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Eulália Ferreira, que viveu sempre ali, é uma guardiã da história oral da comunidade e conta como seu avô, que veio de Portugal, foi acolhido na área.

“Não tinha dinheiro, estava buscando uma vida nova e um parente dele que já estava aqui. A gente acredita que ele veio na época da Primeira Guerra Mundial. Talvez tenha vindo antes. Tem uma casa que a gente chama de Casa Grande e que hoje está em ruínas. Era o primeiro ponto de apoio para todo mundo que vinha aqui para Pedra Bonita. Ele morou lá, foi um homem sozinho por um tempo porque ainda não tinha dinheiro para trazer a vovó de Portugal”, lembra.

Segundo Eulália, uma regra adotada pelos moradores era que todos deveriam ser trabalhadores produtivos. No passado, além da floricultura, as famílias se sustentavam com a carvoaria e a criação de animais, o que foi posteriormente proibido pelo poder público com o argumento da preservação ambiental. Ainda há resquícios dos balões de carvão. De acordo com  Jose Emílio, medidas tomadas tornaram a existência da comunidade praticamente inviável. A falta de gado, por exemplo, afetava inclusive a produção agrícola já que não havia adubo.

“Muitos foram embora. Então, é uma luta constante para defender uma área cobiçada. Resistimos porque tem, para nós, valor emocional. Mas as pessoas querem tirar dinheiro daqui. Já houve, por exemplo, discussões para fazer um hotel aqui. E alguns ambientalistas são influenciados. Sabemos disso. Então, nos tornamos os guardiões disso aqui”. Ele lamenta inclusive episódios envolvendo agentes ambientais e critica a destruição de parte de uma trilha de pedras construída pelos primeiros moradores.

“É o próprio Estado agindo contra quem está no lugar e apagando a história. Lógico que os órgãos públicos são todos muito valiosos, e a gente precisa de todos aqui. Estamos muito felizes com a vinda do IBGE. mas também sabemos que as gestões mudam e há sempre influências externas nem sempre interessadas na preservação. Já teve administração do Parque Nacional que nos deu diploma e reconhecia nosso papel de guardião da floresta, mas também já teve gestor dizendo por aí que somos invasores. Sem dúvida, esse meio ambiente preservado se deve às nossas famílias. A gente sabe que tem leis que nos protegem, mas infelizmente precisamos lutar para aplicar e proteger a lei”, acrescenta.

Eulália Ferreira da Silva, referência religiosa local, no eapaço de culto da comunidade quilombola de Pedra Bonita, no Alto da Boa Vista, região norte do Rio. Censo demográfico do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) identifica
Eulália Ferreira da Silva, considerada guardiã da história oral da Comunidade de Pedra Bonita – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foi sobretudo pelo comércio da flor de camélia que muitas famílias conseguiram se manter ao longo do tempo. Vendiam nos cemitérios ou para comerciantes. Mais tarde, passaram a ser usadas na decoração de festas de casamento e hoje são bastante requisitadas. Além das cameleiras, muitas centenárias, também são exploradas comercialmente outras plantas ornamentais como a flor da pitanga, a areca e a dracena.

Os moradores da Comunidade da Pedra Bonita têm ainda uma produção agrícola diversificada que engloba, por exemplo, caqui, laranja e banana, além de hortaliças.

O turismo também gera alguma renda. Em alguns dias da semana, um café da manhã é preparado para montanhistas. Há também uma vendinha no local.

“A trilha da Pedra Bonita existe desde o Império e sempre foi respeitada pelos moradores. O visitante que vem é muito bem acolhido. É uma tradição familiar. A vovó já fazia broa no forno de pedra e servia café para os montanhistas”, conta Eulália.

Valor sentimental

Recenseadores do IBGE percorrem as trilhas da comunidade quilombola de Pedra Bonita, no Alto da Boa Vista. Censo demográfico do IBGE identifica pela primeira vez a população e o território das comunidades quilombolas no Brasil.
Recenseadores do IBGE percorrem trilhas da Comunidade Quilombola de Pedra Bonita  – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na comunidade quilombola da Pedra Bonita vivem cerca de 50 pessoas em 20 residências, algumas das quais consideravelmente degradadas. Segundo os moradores, agentes de fiscalização ambiental têm impedido reformas. Há ainda pessoas que, embora tenham se mudado e não residam mais na comunidade, mantêm os vínculos e também poderão ser recenseados como quilombolas.

“As pessoas não perdem a identidade porque saíram do território. Os quilombolas sofrem várias pressões políticas, sociais e econômicas que influenciam os deslocamentos. Então precisamos compreender que os quilombolas são plurais na sua organização e no encaminhamento de suas vidas”, diz Diego da Silva Grava, coordenador censitário do IBGE na área que engloba os bairros Lagoa, Jardim Botânico, Leblon e São Conrado, nos quais existem três comunidades quilombolas, incluindo a da Pedra Bonita.

Jose Emilio diz que o vínculo com a comunidade se reforça pelo valor sentimental e que os dados coletados pelo censo poderão ajudar a entendê-lo. “É uma vitória para todos os quilombos, mas, especificamente para nós, é uma grande vitória tendo em vista as ameaças externas que sofremos. Precisamos da ajuda do poder público. E o IBGE nos ajuda a mostrar essa terra, não pelo seu valor comercial, mas pelo valor sentimental. É a história dos nossos ancestrais e a história de toda essa vegetação.”

Para ele, a existência da comunidade tem sido “invisibilizada”. Ele manifesta incômodo com a ação de alguns guias turísticos que vendem trilhas que passam pelos caminhos de pedra construídos pelos seus ancestrais. “São muito bem acolhidos, mas eles informam nos sites que são trilhas que eram usadas por antigos moradores para levar benfeitorias até as feiras livres e os armazéns. Eles usam a nossa história para ganhar dinheiro e não dizem que nós estamos vivos. Eu andei muito de burrico nessas trilhas com meu pai. A estrada só foi construída em 1972″, recorda.

Edição: Nádia Franco

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IBGE: termina hoje prazo de inscrição em concurso de recenseador https://canalmynews.com.br/brasil/ibge-termina-hoje-prazo-de-inscricao-em-concurso-de-recenseador/ Wed, 03 Aug 2022 15:28:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32451 Inscrição presencial para 15 mil vagas vai até 17h

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As inscrições para o concurso complementar que selecionará 15 mil recenseadores se encerram hoje (3). O objetivo deste novo processo seletivo é contratar profissionais para vagas não preenchidas em vários municípios brasileiros.

inscrição está sendo feita presencialmente, até as 17h, nos postos do IBGE, listados no anexo I do edital do concurso. A seleção será feita por meio da análise de títulos acadêmicos, conforme previsto no edital.

Os recenseadores são os profissionais que estão visitando domicílios para as entrevistas do Censo 2022, que começou nesta segunda-feira (1º). O trabalho é temporário e tem duração prevista de três meses, prazo que pode ser prorrogado caso haja necessidade.

A carga horária mínima semanal é de 25 horas. A remuneração é variável, de acordo com a produção do profissional, calculada por setor censitário, de unidades recenseadas (domicílios urbanos e/ou rurais), tipo de questionário (básico ou amostra), pessoas recenseadas e registro no controle da coleta de dados.

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Municípios que inviabilizam o Brasil https://canalmynews.com.br/economia/municipios-que-inviabilizam-o-brasil/ Tue, 28 Jun 2022 12:36:31 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=30905 Cada novo município criado significa que um prefeito, um subprefeito e vários vereadores precisam ser eleitos.

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Segundo as últimas estatísticas divulgadas pelo IBGE, o Brasil contava com 5.568 municípios. 71% desses municípios foram criados após 1940. Mais de 1.000 municípios foram criados após a Constituição de 1988. Mas qual a importância econômica desse fenômeno da “multiplicação dos municípios”? A importância é simples de ser demonstrada: cada novo município significa que um prefeito, um subprefeito e vários vereadores precisam ser eleitos. O novo prefeito indicará vários secretários e esses, por sua vez, indicarão seus assessores. O mesmo farão os novos vereadores. Cada novo município tem que fazer concurso para preencher os cargos da burocracia municipal (que vai do porteiro da Câmara até o diretor de finanças). É necessário alugar ou comprar prédios para abrigar a prefeitura, secretarias e a câmara de vereadores. Muitas vezes o prefeito quer construir um cemitério municipal (doença conhecida como “Síndrome de Odorico Paraguaçu”). Automóveis são adquiridos para prefeito, vereadores e até mesmo secretários. Motoristas precisam ser contratados… A lista de gastos de cada novo município criado é gigantesca, enquanto as receitas próprias do município (em geral oriundas de IPTU e imposto sobre serviços) são minúsculas.

Então surge a pergunta: como se sustentam milhares de municípios inviáveis (ou seja, aqueles cujas receitas próprias não cobrem as próprias despesas)? Eles sobrevivem da renda que lhes é transferida pela União e os estados, com base em informações estatísticas. É uma espécie de mesada oficial.

Está mais do que na hora de o Brasil começar a reduzir o número de municípios. Aqueles que se são economicamente inviáveis deveriam ser reincorporados ao município de onde foram emancipados. E enquanto esses municípios inviáveis não forem extintos, ao menos os cargos eletivos não deveriam ser remunerados. Aliás, há muitas prefeituras ricas em países de primeiro mundo em que o prefeito e vereadores exercem seus cargos “pro bono”, ou seja, sem remuneração. Essa prática bem que poderia ser adotada no Brasil…

Esses municípios insustentáveis estão ajudando a inviabilizar o Brasil. Os recursos a eles destinados, ao invés de serem empregados em benefício da população, estão sendo malbaratados em uma burocracia desnecessária. Essa situação só atende aos interesses pessoais de políticos que parasitam a mesada oficial da União e dos estados.

*Cândido Prunes é advogado, pós graduado em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo e no programa executivo de Darden – Universidade de Viriginia, é autor de “Hayek no Brasil”.

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Desemprego apresenta ligeira queda e atinge 12 milhões de brasileiros https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-apresenta-ligeira-queda-e-atinge-12-milhoes-de-brasileiros/ Thu, 31 Mar 2022 22:27:41 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27149 Falta de trabalho afeta 11,2% da população. Rendimento real é o mais baixo para um trimestre encerrado em fevereiro.

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A taxa de desemprego no Brasil apresentou leve queda no trimestre encerrado em fevereiro e ficou em 11,2% (baixa de 0,4% em relação ao trimestre anterior), com a falta de trabalho atingindo 12 milhões de brasileiros, conforme divulgou nesta quinta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – os dados compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

O resultado é brevemente melhor do que o esperado por analistas, que projetavam um índice de 11,4% em fevereiro, variando entre 11,3% e 11,8%.

Segundo avaliação da coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, “no trimestre encerrado em fevereiro, houve retração da população que buscava trabalho, o que já vinha acontecendo em trimestres anteriores. A diferença é que nesse trimestre não se observou um crescimento significativo da população ocupada”.

Taxa de desemprego no Brasil.

Taxa de desemprego no Brasil. Foto: Reprodução (MyNews)

Taxa de ocupados e renda mensal

O número de ocupados foi estimado em 95,2 milhões, permanecendo estável frente ao trimestre anterior. Desse modo, o nível de ocupação no Brasil se mantém em 55,2% da população, 3,3 pontos percentuais abaixo da máxima histórica verificada em 2013 (58,5%).

De acordo com o IBGE, a desaceleração no aumento do índice de ocupados pode estar amplamente relacionada ao encerramento de contratos de trabalhadores que, no final do ano anterior, foram admitidos de maneira temporária, evidenciando os padrões de sazonalidade.

Outro resultado aferido mostra que a renda média real está em R$ 2.511, configurando o menor rendimento já registrado em um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.

Renda média mensal brasileira

Renda média mensal brasileira. Foto: Reprodução (MyNews)

Destaques Pnad

Oito pontos da pesquisa demonstram a atual conjuntura brasileira frente ao mercado de trabalho. São eles:

 

  • A taxa de informalidade caiu para 40,2% da população ocupada, compreendendo 38,3 milhões de trabalhadores – queda de 0,4% em comparação com o trimestre anterior;
  • 12 milhões de desempregados – recuou de 3,1% em 3 meses e 19,5% em relação ao mesmo período do ano passado;
  • 4,7 milhões de desalentados (que desistiram de procurar trabalho);
  • População subutilizada estimada em 27,3 milhões de pessoas – queda de 6,3% frente ao trimestre anterior;
  • Subocupados por insuficiência de horas trabalhadas somam 6,6 milhões de pessoas – recuo de 12,5% em 3 meses;
  • Empregados com carteira de trabalho somam 34,6 milhões de pessoas – alta de 1,1% em comparação com o trimestre anterior;
  • Trabalhadores sem carteira assinada são 12,3 milhões de pessoas – número estável em 3 meses;
  • Trabalhadores por conta somam própria caiu somam 25,4 milhões de pessoas – baixa de 1,9% na comparação com o trimestre anterior.

 

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Os resultados da Pnad foram pauta do MyNews Investe desta quinta-feira (31). Confira:

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PIB cresce 4,6% em 2021 e Brasil sai da recessão técnica https://canalmynews.com.br/economia/pib-cresce-46-em-2021-e-brasil-sai-da-recessao-tecnica/ Fri, 04 Mar 2022 21:59:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25440 Após fortes perdas devido a pandemia em 2020, economia nacional melhora e avança no final do ano passado. Mesmo com o resultado positivo, o país ainda apresenta dificuldades na retomada de determinados setores.

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 4,6% em 2021, fazendo com que o país saísse da recessão técnica (caracterizada por dois trimestres seguidos de retração) no 4º trimestre, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (4) – em valores correntes, o PIB atingiu a ordem dos R$ 8,7 trilhões no ano passado, maior taxa desde 2010, quando houve expansão de 7,5%.

Positivo, o resultado está em confluência com as projeções do mercado, que previa uma melhora considerável do índice após o tombo histórico de 3,9% em 2020 ocasionado pela crise sanitária. Em nota, o IBGE ressalta que “esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia”.

Retomada comercial reaquece economia brasileira.

Retomada comercial reaquece economia brasileira. Foto: Reprodução (Prefeitura de Campinas)

Já o PIB per capita alcançou R$ 40.688,1 em 2021, registrando um avanço real de 3,9% frente ao ano anterior. No entanto, apesar da melhora, o padrão pré-pandemia ainda não foi retomado.

A evolução econômica foi puxada, em especial, pela recuperação do setor de serviços, tendo em vista o avanço nacional da vacinação e a flexibilização das medidas restritivas que visam conter disseminação do coronavírus.

Recessão técnica é quando a economia de um país encolhe por seis meses seguidos. Quer dizer, quando o PIB é negativo em dois trimestres, consecutivos.

Fatores para o fim da recessão técnica

O crescimento foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que somados representam 90% do PIB nacional – ressalta-se que a agropecuária foi a única atividade que apresentou queda, justificada por problemas climáticos e o embargo chinês à carne bovina brasileira.

Quanto à demanda, o consumo das famílias escalou 3,6% enquanto o do governo subiu 2%. Já os investimentos avançaram fortes 17,2%, carregados pelos segmentos de máquinas e equipamentos e construção.

A balança de bens e serviços anotou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações. Como o país comprou mais do que vendeu, houve um déficit comercial nesse segmento. O setor externo por sua vez também impactou negativamente o resultado (-1%).

Em suma, os destaques do PIB em 2021 foram:

  • Investimentos: 17,2%
  • Importação: 12,4%
  • Construção civil: 9,7%
  • Exportação: 5,8%
  • Comércio: 5,5%
  • Serviços: 4,7%
  • Indústria: 4,5%
  • Consumo das famílias: 3,6%
  • Consumo do governo: 2%
  • Agropecuária: -0,2%

Recuperação incompleta

Mesmo com o crescimento do PIB em 2021, a tão aclamada retomada econômica ainda se mostra incompleta no Brasil, uma vez que apenas determinadas partes dos segmentos retornaram ao patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).

De acordo com o IBGE, o patamar de consumo das famílias no final de 2021 ainda ficou 1,3% abaixo do padrão pré-pandemia e o consumo do governo, 0,7% abaixo, por exemplo. As atividades de serviços com caráter mais presencial (dependentes da circulação de pessoas) e segmentos da indústria afetados pela desarticulação das cadeias produtivas e pela falta de insumos durante a pandemia também são casos concretos dessa objeção.

Além disso, o Brasil perdeu uma posição no ranking das maiores economias do mundo, caindo do 12º para o 13º lugar, conforme mostra levantamento publicado pela agência de classificação de risco Austin Rating. A instituição informou a desvalorização do real frente ao dólar pesou para que o país perdesse essa posição, mesmo com o crescimento da economia no ano passado.

Maiores economias do mundo (comparação entre 2020 e 2021)

Posição 2020 2021
Estados Unidos Estados Unidos
China China
Japão Japão
Alemanha Alemanha
Índia Reino Unido
França Índia
Reino Unido França
Itália Itália
Canadá Canadá
10º Coreia Coreia
11º Rússia Rússia
12º Brasil Austrália
13º Espanha Brasil
14º Austrália Espanha
15º México México

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Inflação chega a 10,74% no acumulado dos últimos 12 meses, a maior desde 2003 https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-chega-a-1074-no-acumulado-dos-ultimos-12-meses-a-maior-desde-2003/ Fri, 10 Dec 2021 20:38:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/inflacao-chega-a-1074-no-acumulado-dos-ultimos-12-meses-a-maior-desde-2003/ Segundo IBGE, mês de novembro registra aumento de 0,95%, mais alta variação para o período desde 2015. Setor de transportes ainda é o grande responsável pelo acréscimo nos preços

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no Brasil, ficou em 0,95% em novembro, 0,30 ponto percentual menor do que o verificado em outubro (1,25%). Apesar da queda, essa é a maior variação para o mês desde 2015, quando a alta contínuo dos preços foi de 1,01% – para efeito de comparação, em novembro do ano passado a variação mensal foi de 0,89%.

No acumulado de 12 meses, a inflação atinge o patamar de 10,74%, valor muito acima dos 3,75% estabelecidos como meta para o ano pelo Banco Central (BC) – a atual porcentagem é a maior para o período desde 2003. Já no acumulado de 2021, o IPCA concentra uma alta de 9,26%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e possuem como referência as famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

A vilã da inflação: gasolina

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta nos preços durante o mês de novembro. A maior variação (3,35%) e o maior impacto (0,72 ponto percentual) vieram dos “Transportes”, puxados principalmente pelos preços dos combustíveis, em especial da gasolina (7,38%).

Altas também foram registradas nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%).

Os resultados aferidos em cada um dos setores foram:

  • Transportes: 3,35%
  • Habitação: 1,03%
  • Artigos de residência: 1,03%
  • Vestuário: 0,95%
  • Despesas pessoais: 0,57%
  • Comunicação: 0,09%
  • Educação: 0,02%
  • Alimentação e bebidas: -0,04%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,57%

Somado o resultado de novembro, a gasolina passou a acumular, em 12 meses, um aumento de 50,78%, o etanol de 69,40% e o diesel, 49,56%.

Energia elétrica

Dentro do conjunto “Habitação”, a maior contribuição, com 0,06 ponto percentual, veio da energia elétrica (1,24%). Desde setembro, a bandeira tarifária de escassez hídrica está em vigor, fator que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

No gás de botijão nova alta, dessa vez na ordem de 2,12% — nos últimos 12 meses o item já subiu 38,88%.

Sobe e desce nos alimentos

O instituto de pesquisa destacou que no grupo de alimentação e bebidas houve queda no leite longa vida (-4,83%), no arroz (-3,58%) e nas carnes (-1,38%).

No entanto, foram verificadas altas nos preços da cebola (16,34%) e do café moído (6,87%). O açúcar refinado (3,23%), o frango em pedaços (2,24%) e o queijo (1,39%) continuam a subir.

Controle da inflação

Para tentar conter o aumento contínuo dos preços, o Banco Central já realizou sucessivos aumentos na taxa básica de juros (Selic), e sinalizou que irá manter a tendência.

Na última reunião de 2021, ocorrida na quarta-feira (8), a taxa subiu de 7,75% para 9,25% ao ano, maior patamar desde julho de 2017.

A intenção ao subir os juros é de encarecer o crédito e desestimular a produção e o consumo, fazendo com que, de maneira forçada, os preços caiam. O efeito colateral negativo, contudo, é que essa tática segura o crescimento econômico do país.

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Alta da energia e preço dos combustíveis pressionam prévia da inflação https://canalmynews.com.br/mynews-investe/energia-combustiveis-pressionam-inflacao/ Mon, 18 Oct 2021 13:44:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/energia-combustiveis-pressionam-inflacao/ IPCA-15 tem maior alta para o mês de julho desde 2004, com pressão dos preços da energia elétrica e dos combustíveis

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Considerado a prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15 teve alta de 0,72% em julho, segundo divulgou nesta sexta-feira (23) o IBGE. O resultado veio acima da expectativa dos analistas, que apostavam em uma alta de 0,64%, de acordo com sondagem da Reuters.

O indicador foi puxado principalmente pelo aumento de 4,79% da energia. O custo adicional para os brasileiros veio com a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que está em vigor. Em junho, o governo reajustou em 52% o valor adicional da bandeira tarifária, que passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh.

Conta de energia pesou na prévia da inflação no mês de julho, com a bandeira vermelha patamar 2 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Pesou nas contas das famílias neste início do mês também o preço dos combustíveis. Apesar de uma desaceleração no ritmo de alta, o aumento da  da gasolina de 0,50% acabou pesando no resultado do IPCA-15. Em 12 meses, o combustível já subiu 40,32%.

Além da energia e da gasolina, o resultado da prévia da inflação foi pressionado também pela alta nos preços do gás de botijão (3,69%) e do gás encanado (2,79%). O combo fez com que a inflação do grupo Habitação subisse 2,14%. 

Outro destaque na pesquisa foi o grupo de Transportes. A alta foi de 1,07%, com a disparada dos preços das passagens aéreas em 35,64%, diante do início de recuperação do movimento aéreo no país.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas dois tiveram queda: saúde e cuidados pessoais (-0,24%) e comunicação (-0,04%). O grupo de alimentação e bebidas teve alta de 0,49%, com destaque para as altas do leite longa vida (4,09%), do frango em pedaços (3,09%), das carnes (1,74%) e do pão francês (1,81%).

Impacto nos mais pobres 

Em entrevista ao MyNews Investe, a professora de finanças da FAAP, Virginia Prestes, destaca que a inflação afeta em especial a população mais pobre. “Principalmente porque a gente está falando da inflação de alimentos, no ano passado, e agora de custos de Habitação, que afeta todo mundo, mas em especial as pessoas de menor renda porque basicamente toda a renda é destinada aos custos de subsistência”, avalia.

MyNews Investe é um programa diário do Canal MyNews. O programa começa ao meio-dia, com apresentação de Juliana Causin e convidados

Com o resultado de julho, o IPCA-15 acumula alta de 8,59% em 12 meses. O nível de inflação eleva a pressão para a subida de juros pelo Banco Central, que trabalha com o teto da meta da inflação a 5,25%. “Se a inflação continuar acelerando a gente deve ver inclusive aumento das taxas de juros, inclusive além do que o mercado está esperando, que é em torno de 7% no fim do ano”, diz.


Leia também – Brasileiros vivem com saúde financeira ‘no limite’, aponta índice do Banco Central

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Varejo surpreende e cresce acima da expectativa, segundo IBGE https://canalmynews.com.br/economia/varejo-surpreende-cresce-acima-expectativa-ibge/ Fri, 10 Sep 2021 21:59:12 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/varejo-surpreende-cresce-acima-expectativa-ibge/ Pequeno crescimento de alguns setores se deve uma maior circulação de pessoas, alcançando patamar anterior à pandemia do novo coronavírus, aponta IBGE

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O IBGE divulgou nesta sexta-feira (10) os números do setor de varejo para o mês de julho. O varejo restrito, que inclui todos os bens de consumo, teve um crescimento de 1,2% na comparação com o mês de junho. Na comparação com julho do ano passado, o crescimento é de 5,7%. A expectativa do mercado era que o setor crescesse cerca de 0,6% no mês e 3,5% ao ano.

Esse crescimento foi impulsionado, principalmente, por dois fatores. O primeiro é o aumento da circulação de pessoas. Segundo o Índice Geral de Mobilidade, o país tem hoje o mesmo número de pessoas nas ruas do que tinha antes da pandemia. E se as pessoas estão circulando mais, elas estão consumindo mais, seja produtos ou serviços.

O segundo é a prorrogação das parcelas do Auxílio Emergencial até outubro, isso colabora para o aumento do poder de compra das famílias. Há ainda o fator vacinação, que pode permitir uma recuperação da massa salarial a partir da criação de vagas de emprego que foram fechadas no início da pandemia.

Segundo IBGE segmento de tecidos, vestuário e calçados cresceu 2,8%
IBGE apontou crescimento de 2,8% no segmento de “tecidos, vestuário e calçados”, refletindo aumento da mobilidade social/Foto: Pixabay

O varejo ampliado, aquele que, além dos bens de consumo, inclui automóveis e materiais de construção, teve um crescimento de 1,1% na comparação mensal e 7,1% na comparação anual. A expectativa do mercado, neste caso, era de um recuo de 0,6% no mês e crescimento de 4% ao ano. Neste ponto a surpresa é ainda maior, já que a crise no setor de automóveis começou antes da pandemia e a recuperação parece cada vez mais distante.

De acordo com análise publicada pelo BTG Pactual, a expectativa para os próximos meses é positiva para o varejo restrito pelos mesmos motivos que fizeram o índice crescer em agosto: o aumento da circulação, o auxílio emergencial e o avanço da vacinação.

Porém, o banco não tem o mermo otimismo para o varejo ampliado, já que “dados antecedentes apontam que o licenciamento de veículos segue com dificuldades e baixos estoques, levando o varejo ampliado a apresentar dados mais tímidos”.

Números anteriores foram revisados pelo IBGE

Parte do crescimento apresentado pelo varejo no mês de agosto é resultado da revisão dos números dos meses anteriores. No varejo restrito, o mês de junho foi revisado de -1,7%, na comparação mensal, para 0,9%. O mês de maio também sofreu um ajuste de 2,7% no mês para 1,3%. Apesar do crescimento menor em maio, o trimestre de maio a julho fechou com uma alta de 3,4%.

Os números do varejo ampliado também foram revisados, mas com diferenças menores. Em junho a queda passou de 2,3% para 2,1%. Em maio, o crescimento de 3,15% foi reduzido para 3%. No trimestre de maio a julho o varejo ampliado fechou com alta de 1,9%.

Crescimento em cinco, de oito atividades pesquisadas

No varejo restrito, cinco das oito atividades acompanhadas pelo IBGE apresentaram queda. O destaque positivo foi o segmento de “outros artigos de uso pessoal e doméstico”, que teve alta de 19,1%.

O segmento de “tecidos, vestuário e calçados” cresceu 2,8%, refletindo o aumento da mobilidade social. Quem também registrou crescimento foram os segmentos de “equipamentos e material para escritório, informática e comunicação” (0,6%), “hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” (0,2%) e “artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (0,1%).

Já os segmentos que recuaram no volume de vendas foram “livros, jornais, revistas e papelaria” (-5,2%), “móveis e eletrodomésticos” (-1,4%) e “combustíveis e lubrificantes (-0,3%). No comércio varejista ampliado, as vendas de veículos, motos, partes e peças subiram 18%, enquanto as de material de construção caíram 4,7%.

Varejo cresce em 20 das 27 unidades da federação

Na comparação dos números de julho de 2021 com julho de 2020, a variação das vendas do comércio varejista foi positiva em 20, das 27 unidades da Federação. O destaque vai para Rondônia, que registrou um crescimento de 35,8%. Em seguida estão o Piauí (25,5%) e o Mato Grosso do Sul (18,0%). Por outro lado, pressionando negativamente, os estados que registraram queda nas vendas foram Amazonas (-9,7%), Maranhão (-8,1%) e Ceará (-6,7%).

Se forem considerados os números do comércio varejista ampliado, 21 estados registraram alta. Nesse caso, o destaque é do Piauí, que cresceu 27,4%. Em seguida estão Mato Grosso do Sul (21,2%) e Rondônia (21,1%). Por outro lado, pressionando negativamente, estão Amazonas (-10,8%), Paraíba (-5,9%) e Maranhão (-5,1%).

Assista ao MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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IPCA fica em 0,87% em agosto – maior taxa de inflação para este mês desde 2000 https://canalmynews.com.br/mynews-investe/ipca-087-agosto-maior-inflacao-desde-2000/ Thu, 09 Sep 2021 21:49:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ipca-087-agosto-maior-inflacao-desde-2000/ Índice de inflação foi puxado principalmente pela alta no preço da gasolina, que acumula no ano 31,09% de reajuste

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (09) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice que mede a inflação no Brasil, referente ao mês de agosto, e ele veio acima da expectativa, ficando em 0,87%. A expectativa era que o índice ficasse em torno de 0,70%.

Puxado pelo aumento no preço da gasolina, a taxa foi a maior para um mês de agosto desde 2000. Com isso, temos visto a inflação acumulada em 12 meses ficando cada vez mais acima do teto previsto pelo governo para este ano, que era de 5,25%.

Mas não foi só a gasolina que influenciou em mais essa alta do IPCA. O preço dos alimentos continua subindo, assim como foram registradas altas nos setores de vestuário, artigos de residência e transporte.

Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março.
Reajuste no preço da gasolina e dos alimentos influenciaram aumento da inflação/Foto: Pedro França/Agência Senado

O MyNews Investe falou com analistas, para que eles falassem um pouco sobre os números divulgados pelo IBGE. Arnaldo Curvello, da Galápagos Wealth, disse que parece claro que a inflação passou para outro patamar e que estamos vendo o índice se aproximar de 2 dígitos.

Já o analista do BTG Pactual Wealth Management disse que para os próximos meses existe uma expectativa que indica que esses preços podem continuar subindo, pressionados pelo aumento da mobilidade social e pelo relaxamento das normas de restrição: as pessoas estão voltando para as ruas, consumindo mais, os preços estão subindo. Além disso, a falta de chuva pode provocar novos aumentos na energia elétrica, o que também pode pressionar a inflação.

Assista ao MyNews Investe de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews. Apresentação de Gabriela Lisbôa e Mara Luquet

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PIB cai 0,1% no 2º trimestre: por que a economia perdeu o fôlego? https://canalmynews.com.br/economia/pib-cai-2o-trimestre-por-que-economia-perdeu-folego/ Wed, 01 Sep 2021 23:24:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pib-cai-2o-trimestre-por-que-economia-perdeu-folego/ Resultado do PIB ficou abaixo das expectativas. Consumo das famílias estagnado e queda da indústria e do agronegócio pesaram

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O IBGE divulgou nesta terça-feira (1º) o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do país para o 2º trimestre de 2021. A queda foi 0,1% em relação aos três meses anteriores, interrompendo a sequência de três trimestres de recuperação da economia brasileira. O resultado mostra também a perda de fôlego da economia, que no primeiro trimestre do ano cresceu 1,2%.

Segundo o IBGE, a queda de 0,1% é considerada de estabilidade. Entre o mercado financeiro, os analistas projetam um resultado melhor para o período, de alta de 0,2%. A retração entre os meses de abril e junho veio como resultado principalmente da queda da agropecuária, de 2,8%. A indústria apresentou recuo de 0,2% e o setor de serviços teve leve recuperação, com avanço 0,7%.

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, atribuiu queda do PIB aos efeitos da pandemia do novo coronavírus (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o resultado foi reflexo do período mais “trágico” da pandemia, o que fez com que o desempenho econômico andasse de lado. “Foi o trimestre mais trágico, quando a pandemia abateu mais brasileiros, foi abril, maio e junho deste ano, com a segunda onda. Foi justamente quando entrou de novo o auxílio emergencial, a expansão dos programas de assistência”, disse o ministro.

“Nós mantivemos a responsabilidade fiscal de um lado e o compromisso da saúde dos brasileiros de outro lado”, acrescentou o ministro, em um almoço nesta terça-feira. Apesar do resultado, Guedes defendeu que a economia brasileira “voltou em V” e que o país “está crescendo novamente”.

Crise hídrica prejudica PIB, pois afeta setor agropecuário

Em entrevista ao MyNews Investe, o economista-chefe da Órama, Alexandre Espírito Santo, explica que a perda no setor agropecuário, que vinha apresentando resultados positivos nos trimestres anteriores, já é demonstrativa dos efeitos da crise hídrica no setor produtivo.

“O agronegócio infelizmente é muito sensível. O grande problema dessa falta de chuva é você ter, além do preço de energia e do efeito sob atividade, o impacto sobre o agronegócio, que precisa da água para irrigação”, acrescenta ele.

Do ponto de vista da demanda, o resultado do PIB mostrou também uma estagnação no consumo das famílias no período, apesar da melhora nas atividades de serviços, com o avanço da vacinação contra a covid-19. Segundo Espírito Santo, o consumo zero das famílias é reflexo principalmente do desemprego.

Essa é a avaliação feita também pela coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, na divulgação dos resultados. “Apesar dos programas de auxílio do governo, do aumento do crédito a pessoas físicas e da melhora no mercado de trabalho, a massa salarial real vem caindo, afetada negativamente pelo aumento da inflação. Os juros também começaram a subir. Isso impacta o consumo das famílias”, diz ela.

Outro ponto negativo para o resultado é o de investimentos, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, que teve queda de 3,6%. Para o economista da Órama, o movimento é resultado de um aperto das empresas em um cenário em que os custos inflacionários estão altos.

“O índice de preços ao atacado e ao produtor estão muito acima da inflação para o consumidor. O que isso mostra: os empresários estão tendo um aumento de custos, mas não estão conseguindo repassar esse aumento para o consumidor, então acabam achatando suas margens. Isso reflete nos investimentos porque se ele diminui sua margem, ele corta investimentos”, diz o economista.

Os custos também explicam a baixa da indústria, que tem sofrido também com a falta de insumos na cadeia produtiva. “A indústria de transformação é influenciada pelos efeitos da falta de insumos nas cadeias produtivas, como é o caso da indústria automotiva, que lida com a falta de componentes eletrônicos. É uma atividade que não está conseguindo atender a demanda. Já na atividade de energia elétrica houve aumento no custo de produção por conta da crise hídrica que fez aumentar o uso das termelétricas”, avaliou Rebeca Palis.

Diante do cenário, agravado pela crise hídrica, os economistas já têm piorado suas expectativas para o PIB em 2021 e 2022. “Nós estávamos trabalhando até ontem com previsão de PIB de 5,2% de para o ano de 2021. Nós revisamos para 5% de projeção de alta. Para 2022, nós já tínhamos revisado para baixo a projeção, para 1,8%, e infelizmente vamos precisar alterar também”, diz Espírito Santo.

Assista ao MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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Prévia do PIB indica ligeira alta para o trimestre https://canalmynews.com.br/mynews-investe/previa-pib-indica-ligeira-alta-trimestre/ Fri, 13 Aug 2021 22:59:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/previa-pib-indica-ligeira-alta-trimestre/ Índice divulgado pelo Banco Central foi impulsionado pela reabertura de parte da economia e pelo setor de serviços

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O índice de Atividade Econômica do Banco do Brasil (IBC-BR), considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), teve seu resultado divulgado nesta sexta-feira (13) e registrou uma alta de 1,14% em junho, em relação ao mês de maio. O resultado oficial será divulgado apenas em 1° de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado acima do esperado está relacionado à reabertura de parte da economia e também por ser impulsionado pelo setor de serviços. Na comparação mensal, a Bloomberg aponta alta de 0,5%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (junho/2020), a alta foi de 9,07%. A previsão para muitos analistas de instituições financeiras é que o PIB fique na casa dos 7,25% no final de 2021.

Para chegar nesse resultado, o IBC-BR leva em conta variáveis consideradas como bons indicadores de desempenho de setores da economia, agropecuária, indústria e serviços. Ele é divulgado mensalmente e que acaba sendo um indicador da temperatura de como anda a economia brasileira. O IBGE divulga resultados oficiais trimestralmente.


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“Desemprego subiu de elevador e vai descer de escada”, diz pesquisador sobre situação do Brasil https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-subiu-elevador-vai-descer-escada/ Fri, 30 Jul 2021 21:36:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-subiu-elevador-vai-descer-escada/ País tem 14,8 milhões de desempregados, segundo IBGE. Para especialistas, recuperação deve ser lenta e crise pode gerar anos de efeitos negativos para mercado de trabalho

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O trimestre encerrado em maio fechou 14,6% da população desempregada no Brasil, segundo divulgou nesta sexta-feira (30) o IBGE. São 14,8 milhões de pessoas em busca de uma oportunidade de trabalho no país, de acordo com o Instituto. O resultado representa a segunda maior taxa de desemprego da série histórica, que começou em 2012. O recorde, de 14,7%, aconteceu nos trimestre encerrados em março e abril, refletindo os efeitos da pandemia.

O economista sênior da LCA Consultores e pesquisador do Ibre-FGV, Bráulio Borges, lembra que a situação de desemprego no país pré-pandemia já era preocupante, com taxa em torno de 11,5%. A avaliação dele é que, até o fim de 2021, a taxa esteja em cerca de 13% – ainda longe de um cenário de equilíbrio. “O desemprego subiu de elevador e vai subir de escada no caso brasileiro”, diz o economista. 

Ele explica que o cenário “estável” em relação ao desemprego no Brasil é de uma taxa de cerca de 9,5%, chamada taxa de desemprego de equilíbrio. Ele avalia que a recuperação desse cenário passa pelo estímulo a criação de vagas formais.

“É interessante você trabalhar, por meio de políticas públicas, para a geração de bons empregos, empregos que tenham certa estabilidade, previsibilidade e que tenham por trás uma rede de proteção social em caso de oscilações macroeconômicas”, avalia o pesquisador, em entrevista ao MyNews Investe.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, o Brasil perdeu 1,3 milhão de vagas com carteiras assinadas em um ano. A recuperação do trabalho desde então, de maneira geral, tem sido puxada pela informalidade, que encerrou o trimestre de maio em 40% – acima dos 39,6% da pesquisa anterior.

O nível de ocupação, de acordo com o instituto, ficou em 48,9%. O IBGE destaca que o nível está abaixo dos 50% há um ano, o que significa que menos da metade da população apta ao mercado de trabalho está ocupada.

Salários e emprego devem ser afetados por 9 anos

Mesmo com um cenário de controle da pandemia, a recuperação do emprego e dos salários no Brasil ainda pode levar quase uma década. Essa é a avaliação de um relatório divulgado na última terça-feira (20) pelo Banco Mundial. Segundo o documento, a crise econômica gerada pela pandemia deve provocar efeitos negativos nos empregos e salários por nove anos.

A avaliação do órgão é que “grandes sequelas” devem permanecer no países da América Latina, como efeito de redução dos índices de emprego formal. As cicatrizes desse período, segundo o relatório, devem ser mais intensas nos trabalhadores menos qualificados, sem ensino superior.

Joana Silva, economista sênior do Banco Mundial, explica que a capacidade de geração de emprego no país no pós-pandemia depende, além de programas sociais e de geração de emprego, da recuperação econômica.

“É muito importante endereçar fatores estruturais para que a economia e as empresas que são fortes e produtivas possam criar empregos”, diz ela, em entrevista do MyNews Investe. “O emprego é criado nas empresas portanto boas empresas é o que nós precisamos para que elas sejam fortes e vigorosas na América Latina e no Brasil”, completa.

A íntegra da mesa-redonda está disponível para os membros do Canal MyNews

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Setor de serviços, MP da Eletrobras, inflação nos EUA e SmartFit https://canalmynews.com.br/mynews-investe/setor-de-servicos-mp-da-eletrobras-inflacao-nos-eua-e-smartfit/ Tue, 13 Jul 2021 21:02:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/setor-de-servicos-mp-da-eletrobras-inflacao-nos-eua-e-smartfit/ Este é o quadro do MyNews Investe que apresenta um resumo diário com as principais informações do mercado financeiro

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Serviços se recuperam 

O IBGE divulgou hoje o resultado para o setor de serviços no mês de maio. O crescimento foi de 1,2% na comparação com abril. Com o resultado, os serviços voltaram ao nível pré-pandemia, em patamar 2% acima de fevereiro de 2020. Esse é setor que tem mais peso no resultado do PIB brasileira, representa pouco mais de 70% da atividade econômica no país e é o maior responsável pela geração de empregos. 

MP da Eletrobras sancionada  

Medida provisória autoriza privatização da Eletrobras
Medida provisória autoriza privatização da Eletrobras. Foto: Jeso Carneiro (Eletrobras).

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a medida provisória que abre caminho para a privatização da Eletrobras. O texto aprovado na Câmara foi visto como uma vitória para a agenda liberal do ministro Paulo Guedes. Daqui para frente, o governo deve enfrentar na Justiça ações de partidos opositores que contestam a privatização da empresa. 

SmartFit na Bolsa 

A SmartFit, maior rede de academias do país, levantou R$2,3 bilhões de reais em seu IPO, oferta inicial de ações. As ações da rede vão estrear na bolsa brasileira a R$23 e passam a ser negociadas nesta quarta-feira (14). O valor levantado segundo, a empresa, será usada para expansão da rede. 

Inflação nos EUA 

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos subiu 0,9% em junho em relação ao mês anterior. Na comparação anual, a alta foi de 5,4% – a maior alta desde 2008. Os números vieram acima do esperado pelos analistas do mercado. As informações sobre inflação nos EUA tem estado no radar dos investidores, com temor de que o FED (Banco Central Americano) antecipe a alta dos juros. Por enquanto, as autoridades do Federal Reserve indicam que o salto na inflação é temporário.

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PIB brasileiro cresce 1,2% e retorna ao patamar pré-pandemia https://canalmynews.com.br/economia/pib-brasileiro-cresce-12-e-retorna-ao-patamar-pre-pandemia/ Tue, 01 Jun 2021 17:52:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pib-brasileiro-cresce-12-e-retorna-ao-patamar-pre-pandemia/ Dados divulgados pelo IBGE mostram que o primeiro trimestre do ano superou em 1% o mesmo período de 2020. Importação e agropecuária foram os principais setores responsáveis pela alta

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021, em comparação direta com o último trimestre do ano passado. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (1º) mostram que, depois dos recuos no primeiro (-2,2%) e no segundo (-9,2%) trimestres de 2020, a economia doméstica do Brasil está se recuperando, atestando o terceiro resultado favorável consecutivo.  

Alta no PIB do primeiro trimestre de 2021 é fomentada pela retomada econômica
Alta no PIB do primeiro trimestre de 2021 é fomentada pela retomada econômica. Foto: Roberto Parizotti.

O número apresentado demonstra que o PIB retornou ao patamar verificado no quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia – em relação aos três primeiros meses de 2020, a economia cresceu 1% no início desse ano. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, a soma ainda resulta em uma queda de 3,8% quando a referência é o período anterior.

Em 2020, freada pela pandemia, a reunião de todos os bens e serviços finais produzidos em território nacional registrou um tombo de 4,1% em comparação com o ano anterior, o maior recuo anual da série iniciada em 1996, fator que interrompeu uma sequência de três anos de crescimento.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,048 bilhões no primeiro trimestre deste ano. A expansão econômica foi conduzida, principalmente, pelos resultados positivos na importação (11,6%), agropecuária (5,7%), investimentos (4,6%), exportação (3,7%), na indústria (0,7%) e nos serviços (0,4%).

Nos serviços, que contribuem com 73% de todo o Produto Interno, o avanço foi salientado, especificamente, pelos setores de transporte, armazenagem e correio (3,6%), intermediação financeira e seguros (1,7%), informação e comunicação (1,4%), comércio (1,2%) e atividades imobiliárias (1%) – outros serviços ficaram estáveis (0,1%).

As variações negativas vieram da área de administração, saúde e educação pública (-0,6%), além do consumo familiar (-0,1%) e consumo do governo (-0,8%).

Mercado otimista

A expectativa do mercado financeiro, compreendida pelo Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central, é de que o PIB brasileiro finalize o ano de 2021 com um crescimento de 3,96%.

A projeção está acima da expectativa governamental, que projeta uma alta de 3,5%, conforme indicado pelo Boletim Macrofiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica), do Ministério da Economia.

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Desemprego bate recorde https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-bate-recorde/ Thu, 27 May 2021 23:37:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-bate-recorde/ Taxas de desocupação entre mulheres e negros é maior do que a média nacional

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O Brasil atingiu no primeiro trimestre do ano o desemprego recorde, com taxa de 14,7%. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, são 14,8 milhões de pessoas em busca de emprego no país, o maior número da série histórica, que começou em 2012.

A população desalentada também chegou a um patamar recorde, com 6 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego no país. A informalidade não mudou: 34 milhões de pessoas trabalhando de forma informal. A taxa da população ocupada recuou para 48,4% – ou seja, menos da metade das pessoas em idade para trabalhar está ocupada. No caso das mulheres, a taxa de desemprego atinge o recorde de 17,9%. Para os homens, é de 12,2%. O número sobe também para pretos: vai para 18%.

Para Juliana Inhaiz, professora de economia do Insper, a pandemia colabora para esses números. “Em momentos em que a pandemia diminui, o mercado de trabalho consegue evoluir com um pouco mais de facilidade. E quando a gente vê a pandemia se agravando, o mercado de trabalho acaba se ajustando e a gente vê menos circulação de pessoas, o que acaba gerando uma menor quantidade de pessoas empregadas. Mas precisamos tomar cuidado, porque isso não é automático. Demora um pouco para esse mercado se ajustar.”

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Desemprego atinge 14,4 milhões de brasileiros e registra maior número desde 2012 https://canalmynews.com.br/mais/desemprego-atinge-144-milhoes-de-brasileiros-e-registra-maior-numero-desde-2012/ Fri, 30 Apr 2021 18:27:20 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-atinge-144-milhoes-de-brasileiros-e-registra-maior-numero-desde-2012/ Taxa de ocupação manteve-se no patamar do trimestre anterior, enquanto percentual de carteiras assinadas regrediu

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O Brasil registrou 14,4 milhões de desempregados durante o trimestre encerrado em fevereiro de 2021 (dezembro, janeiro e fevereiro), índice recorde para a série histórica iniciada em 2012. O número representa uma alta de 2,9% ante o trimestre anterior, percentual referente a mais de 400 mil pessoas desocupadas – em relação ao mesmo período móvel do ano passado (11,6%), o aumento é de 2,7%.

Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica.
Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica. Foto: Jeso Carneiro (Flickr).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do estudo mostrou ainda que a taxa de ocupação (85,9 milhões de pessoas) manteve-se estável se comparada aos três meses anteriores, mas com baixa de 8,3% frente ao mesmo trimestre de 2020.

A porcentagem de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar chegou a 48,6%, permanecendo invariável perante o trimestre móvel anterior (48,6%) e recuando 5,9 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (54,5%).

Aferiu-se que a população subutilizada é composta por 32,6 milhões de pessoas (igual ao trimestre móvel anterior), e representa um crescimento de 21,9% (mais 5,9 milhões de pessoas) em relação a 2020. A parcela populacional fora da força de trabalho (76,4 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 15,9% (10,5 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Já a população desalentada (6,0 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, uma vez que se registrou um acréscimo de 26,8% ante o mesmo período de 2020. O percentual de desalentados na força de trabalho (5,6%) ficou estável perante o trimestre móvel anterior e subiu 1,4 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2020 (4,2%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada foi de 29,7 milhões de pessoas; queda de 11,7% (menos 3,9 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2020. O número de empregados sem carteira assinada (9,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e reduziu 15,9%.

A quantidade de trabalhadores autônomos (23,7 milhões) apresentou alta de 3,1% frente ao trimestre móvel anterior (mais 716 mil de pessoas) e caiu 3,4% ante o mesmo período de 2020 (menos 824 mil pessoas).

A taxa de informalidade foi de 39,6% da população ocupada, ou 34,0 milhões de trabalhadores informais. No início de 2020, a marca era de 40,6%.

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Censo foi realizado a cada década desde o Império, destaca pesquisador da FGV https://canalmynews.com.br/economia/censo-foi-realizado-a-cada-decada-desde-o-imperio-destaca-pesquisador-da-fgv/ Sat, 24 Apr 2021 00:34:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/censo-foi-realizado-a-cada-decada-desde-o-imperio-destaca-pesquisador-da-fgv/ Manoel Pires afirma que falta de dados deixa o Brasil sem ferramenta “extremamente importante”

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O cancelamento do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por decisão do Ministério da Economia terá impacto nas políticas públicas e mostra uma distância entre as prioridades do Orçamento Federal e as prioridades da sociedade, afirma o coordenador do Observatório de Política Fiscal do Fundação Getúlio Vargas (FGV) Manoel Pires.

O pesquisador diz que a falta da pesquisa implica em perda de qualidade das políticas sociais e de informações em campos como emprego e renda. Pires também destaca que o Fundo De Participação dos Municípios, o FPM, uma das principais fontes de receitas das prefeituras, é calculado com base em informações do Censo e a última edição da pesquisa ocorreu em 2010.

“O Censo é um instrumento importante de planejamento governamental, uma pesquisa feita de 10 em 10 anos desde a época do Império. Não ter Censo é uma notícia muito negativa”, analisa Manoel.

O Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que o Censo não será realizado por falto de recursos. Em março, Susana Guerra, até então presidente do IBGE, deixou o cargo após a pesquisa perder 95% de seu orçamento. O novo presidente do IBGE foi escolhido por Paulo Guedes e será o pesquisador Eduardo Luiz Gonçalves Rios Neto.

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Vendas do varejo crescem 0,6% em fevereiro, aponta IBGE https://canalmynews.com.br/economia/vendas-do-varejo-crescem-0-6-em-fevereiro-ibge/ Wed, 14 Apr 2021 16:02:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/vendas-do-varejo-crescem-0-6-em-fevereiro-ibge/ Aumento ocorre depois de dois meses de resultado negativo

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (13) que, depois de dois meses de resultado negativo, as vendas do varejo no Brasil cresceram 0,6% em fevereiro ante janeiro.

O aumento é comum nessa época, já que janeiro costuma ser mais fraco no comércio porque grande parte da população tem de arcar com despesas extras, como IPTU e IPVA.

Vendas do varejo crescem 0,6% em fevereiro, aponta IBGE
Comércio fechado na região central de São Paulo durante a fase vermelha da pandemia. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O volume de vendas cresceu em quatro das oito atividades pesquisadas pelo IBGE: livros, jornais, revistas e papelaria (15,4%), móveis e eletrodomésticos (9,3%), tecidos, vestuário e calçados (7,8%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).

Apesar da leve alta, desde dezembro, o varejo tem resultado negativo de 6,3%. O baque veio justamente quando o governo deixou de pagar o auxílio emergencial, no fim do ano passado. Fator que se somou ao alto índice de desemprego e ao recrudescimento da pandemia, que também fizeram com que o Índice de Confiança do Comércio (Icom) caísse.

Em março, o índice, que é medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve forte recuo e fechou o mês em 72 pontos — menor pontuação desde maio de 2020. Pesquisadores não descartam uma piora na confiança do setor.

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Desemprego bate recorde, aponta IBGE https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-bate-recorde-aponta-ibge/ Wed, 31 Mar 2021 21:06:02 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-bate-recorde-aponta-ibge/ Professora do Insper analisa dados e critica nova metodologia do ministério da Economia

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (31) que os números da taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro bateram 14,2%. No período, o total de brasileiros em busca de emprego era de 14,3 milhões. Segundo o IBGE, esse é o maior número de desempregados desde o início da série histórica em 2012.

Mesmo tendo batido recordes, a taxa se manteve estável em relação ao trimestre móvel encerrado em outubro e ainda traz resultados dos efeitos de crescimento do emprego nos últimos meses de 2020, quando o comércio e o setor de serviços contratam para as festas de fim de ano.

O Instituto ainda constatou outro recorde. Cerca de 5,9 milhões de pessoas desalentadas, que são aquelas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego.

“Estamos falando, por enquanto, de dados de janeiro. Mas devemos ter valores não muito agradáveis para o desemprego em fevereiro e quando fechar o mês de março, porque estamos enxergando um aumento da incerteza, a demora na vacinação, uma nova onda da Covid-19 que faz com que as pessoas voltem para suas casas e assim começa a desativar o setor produtivo”,avalia a professora de economia do Insper Juliana Inhasz, .

“Esse desemprego é muito fruto e reflexo do que acontece hoje na economia brasileira. Uma economia que tem risco, que não cresce, que não sabe quando vai conseguir, de fato, retomar sua trajetória de crescimento sustentável e que também não sabe quando vai conseguir fazer reformas para resolver o problema fiscal que é tão grave e tão evidente e que se agravou mais nos últimos tempos”.

CAGED

Em contrapartida aos números crescentes do desemprego, divulgados pelo IGBE, o Ministério da Economia divulgou na última terça-feira (30) os dados do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Segundo a pesquisa, foram criadas 401.639 vagas formais em fevereiro, o que foi motivo de comemoração do ministro Paulo Guedes. Mas, apesar de ser um número positivo, especialistas não enxergam motivos para comparações porque o método na coleta dos dados foi alterado em 2020 e o levantamento passou a usa uma metodologia diferente.

“Antes o CAGED contabilizava empregos formais, ou seja, aqueles com carteira assinada. Foram incluídos na pesquisa outras categorias que antes não faziam parte, como trabalhadores temporários, autônomos e estagiários, por exemplo. Ou seja, mudou a base de pessoas investigadas. Quando falamos em mais de 400 mil vagas criadas, neste último mês, na verdade o CAGED está sendo inflado por outras categorias que acabaram sendo consideradas, mas isso não é comparável aos períodos anteriores. É importante considerar que teve uma mudança”, analisa Inhasz. “Quando a gente coloca na ponta do lápis, o que são essas 401.639 vagas perto dos quase 15 milhões de brasileiros desempregados?”

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Após corte de 95% no orçamento do Censo, presidente do IBGE deixa o cargo https://canalmynews.com.br/politica/apos-corte-de-95-no-orcamento-do-censo-presidente-do-ibge-deixa-o-cargo/ Fri, 26 Mar 2021 22:31:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/apos-corte-de-95-no-orcamento-do-censo-presidente-do-ibge-deixa-o-cargo/ Susana Guerra havia sido indicada por Paulo Guedes e estava no cargo desde 2019

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Susana Cordeiro Guerra, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (26). Segundo nota oficial, os motivos que levaram ao pedido de demissão são pessoais e de família.

Suzana, que assumiu o cargo em fevereiro de 2019, escolhida pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, segue no IBGE até a transição para o novo presidente, que ainda não foi indicado.

Na reunião para aprovação do Orçamento 2021, o órgão sofreu um importante impacto. No texto, que ainda precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o Censo 2021 fica quase sem recursos, o que pode inviabilizar a pesquisa. Lembrando que em 2020 o Censo foi adiado por conta da pandemia de covid-19.

O orçamento pedido pelo IBGE para a realização do Censo era de R$ 3,4 bilhões. Com a pressão do Governo Federal, o instituto teve que reduzir para R$ 2 bilhões. Mas o orçamento aprovado destina menos de 5% do custo que foi acordado, ficando em R$ 71 milhões.

Antes de assumir a presidência do IBGE, Suzana foi economista do Banco Mundial e pesquisadora visitante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Prévia da inflação registra aumento de 0,93% em março, maior resultado desde 2015 https://canalmynews.com.br/economia/previa-da-inflacao-registra-aumento-de-093-em-marco-maior-resultado-desde-2015/ Thu, 25 Mar 2021 15:57:41 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/previa-da-inflacao-registra-aumento-de-093-em-marco-maior-resultado-desde-2015/ Em um ano, alta acumulada atinge 5,57%. Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou o índice

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (25) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), compreendido como uma prévia oficial da inflação nacional. Em março, o indicador atingiu 0,93%, o maior resultado para o mês desde 2015 (1,24%) e a mais elevada taxa mensal desde dezembro (1,06%).

Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março.
Com elevação de 11,18%, gasolina foi o item que mais pressionou a inflação em março. Foto: Pedro França (Agência Senado).

Em um ano, o IPCA-15 acumulou alta de 5,57%, ficando acima dos 4,57% registrados nos 12 meses anteriores e da meta inflacionária fixada para 2021 (3,75%). Mesmo com a elevada alta, o resultado se manteve dentro das projeções de analistas e instituições financeiras, que estimavam um crescimento entre 0,83% e 1,06%.

Com um acréscimo de 11,18% – após nove meses consecutivos de altas –, a gasolina foi o item que mais impactou a inflação em março. Sozinho, o combustível representa um amento percentual de 0,56 ponto no índice – etanol, óleo diesel e gás veicular aumentaram, respectivamente, 16,38%, 10,66% e 0,39%.

Dos nove grupos de produtos e serviços verificados pelo IBGE, oito tiveram alta no terceiro mês de 2021: Transportes (3,79%); Habitação (0,71%); Artigos de residência (0,55%); Saúde e cuidados pessoais (0,24%); Alimentação e bebidas (0,12%); Despesas pessoais (0,10%); Vestuário (0,03%); Comunicação (0,02%). A exceção foi o conjunto Educação, que retraiu 0,51%.

Dentre os produtos com maiores elevações, destacam-se o botijão de gás, que aumentou 4,60% e registrou o 10º mês consecutivo de alta, e as carnes, com aumento percentual de 1,72 ponto.

Contudo, apesar da alta de 0,12% em março, o grupo de alimentação e bebidas, dentro e fora do domicílio, vem sofrendo um efeito de desaceleração devido, principalmente, às quedas nos preços do tomate (-17,50%), da batata-inglesa (-16,20%), do leite longa vida (-4,50%) e do arroz (-1,65%).

Para realizar o cálculo, o Instituto coletou preços no período de 12 de fevereiro a 15 de março, comparando-os com o mesmo período entre janeiro e fevereiro deste ano. O indicador refere-se às famílias com rendimento mensal de um a 40 salários-mínimos e compreende as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

Todas as regiões aferidas apresentaram altas, sendo a maior em Belém (1,94%) e a menor no Rio (0,52%).

Prévia da inflação oficial - variação mensal.
Prévia da inflação oficial – variação mensal. Foto: Reprodução (MyNews).

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É momento para ser otimista? https://canalmynews.com.br/vilma-pinto/e-momento-para-ser-otimista/ Wed, 17 Mar 2021 13:58:48 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/e-momento-para-ser-otimista/ Dados econômicos de janeiro podem trazer um tom de otimismo em meio a um mar de notícias ruins

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Em janeiro, o cadastro geral de empregados e desempregados registrou um saldo positivo de 260,4 mil postos de trabalho. Isso significa que no período, houve um número maior de admissões (1,53 milhões) do que de demissões (1,27 milhões). Do saldo registrado no mês de janeiro, cerca de 32% ocorreu no setor de serviços e cerca de 34% nas indústrias de transformação.

Com a taxa de desemprego muito elevada, o recrudescimento da pandemia e as dificuldades de avançar no cronograma de vacinação, o resultado atual trouxe um tom de otimismo em meio a um mar de notícias ruins. Mas é importante duas ponderações acerca dos resultados divulgados. 

O primeiro é que as estatísticas de emprego formal do início do ano não deverão refletir a situação dos meses seguintes. Isso deve ocorrer, devido a recente intensificação das medidas de isolamento social, que provocou nova rodada de fechamento do comércio e serviços não essenciais e com consequentes impactos sobre o mercado de trabalho. 

Adicionalmente, é importante pontuar que, apesar de ter previsão de nova rodada do Auxílio Emergencial (AE) e do Benefício Emergencial de manutenção do emprego e da renda (Bem), o pacote de medidas fiscais para o ano de 2021 deverá ser muito mais enxuto que o observado em 2020.

O segundo diz respeito a dimensão setorial dos resultados de janeiro. O setor de serviços é o que mais emprega, de modo que 47% do estoque de empregos formais está concentrado neste segmento. Além disso, o setor de serviços também é o mais afetado pelos efeitos econômicos da pandemia, principalmente os serviços prestados às famílias. 

Segundo as expectativas de mercado do dia 12 de março, medida pelo relatório Focus do Banco Central, o setor de serviços deve registrar queda de 1,05% no primeiro trimestre deste ano. Ademais, a lentidão no processo de vacinação da população, somado ao aumento significativo do número de casos e de mortes por Covid-19 aumentam as incertezas para os meses seguintes.

Enfim, embora o resultado de janeiro tenha sido de saldo positivo, infelizmente, a análise do cenário prospectivo sinaliza em outra direção. Para evitar que haja uma piora no mercado de trabalho, na economia e que mais vidas percam a batalha para o vírus, é imperativo que o governo acelere o processo de vacinação da população.

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IBGE: Varejo registra retração de 0,2% em janeiro https://canalmynews.com.br/economia/ibge-varejo-registra-retracao-de-02-em-janeiro/ Fri, 12 Mar 2021 21:11:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ibge-varejo-registra-retracao-de-02-em-janeiro/ O setor de artigos de uso pessoal e doméstico escapou da queda e registrou aumento nas vendas

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados nesta sexta-feira (12) que mostram uma retração nas vendas do setor de comércio. Em todo o país, o volume de vendas do varejo restrito caiu 0,2% na passagem entre dezembro e janeiro. Essa foi a terceira queda consecutiva do indicador. Em novembro para dezembro, a diminuição foi de 6,2%. O movimento sofreu influência pela retração de 8,2% em tecidos, vestuário e calçados. No setor de móveis e eletrodomésticos, a perda foi de 5,9% e no de combustíveis e lubrificantes, 0,1%.

Os segmentos que tiveram alta em janeiro foram: outros artigos de uso pessoal e doméstico com 8,3%, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos com 2,6% e equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação com 2,2%.

O comércio varejista ampliado, que inclui materiais de construção, veículos e peças, caiu 2,1% em seu volume de vendas, de dezembro para janeiro. Veículos e peças puxaram a queda com -3,6%. Já os materiais de construção cresceram 0,3%.

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Inflação tem maior alta mensal em fevereiro desde 2016 https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-tem-maior-alta-mensal-em-fevereiro-desde-2016/ Thu, 11 Mar 2021 21:52:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/inflacao-tem-maior-alta-mensal-em-fevereiro-desde-2016/ Gasolina puxou subida no índice que mede os preços; alta atinge todas as regiões do Brasil pesquisadas pelo IBGE

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O Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (11) o resultado da inflação no mês de fevereiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é considerado o índice de inflação oficial no país, ficou em 0,86%, maior taxa para o mês desde 2016. A principal influência nessa nova alta da inflação é o preço mais alto da gasolina, que somou disparou 7,11% no mês de fevereiro.

Com esse resultado em fevereiro, a inflação acumulada em 12 meses é de 5,2% – patamar muito próximo do limite da meta do Banco Central, de 5,25%. Outras altas foram registradas. Oito dos nove grupos pesquisados pelo IBGE ficaram mais caros. A educação subiu 2,48% e os transportes, 2,28%. A inflação do grupo de alimentação e bebidas subiu 0,27%. Apesar do aumento, o indicador tem mostrado que a inflação dos alimentos vem perdendo força, subindo menos. O que pode ter contribuído para a desaceleração são as as quedas da batata-inglesa (-14,70%), do tomate (-8,55%), do leite longa vida (-3,30%), do óleo de soja (-3,15%) e do arroz (-1,52%). Por outro lado, os preços da cebola (15,59%) seguem em alta e as carnes, que haviam apresentado queda de 0,08% em janeiro, subiram 1,72% em fevereiro.

A alta nos preços atingiu todas as 16 regiões em que o IPCA é calculado pelo IBGE. A maior alta foi registrada em Fortaleza (1,48%), enquanto a subida mais branda aconteceu no Rio de Janeiro (0,38%).

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Mulher, pandemia e o (des)emprego https://canalmynews.com.br/vilma-pinto/mulher-pandemia-e-o-desemprego/ Wed, 10 Mar 2021 14:22:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mulher-pandemia-e-o-desemprego/ Aumento da taxa de desocupados foi fomentado pela pandemia, mas afetou principalmente as mulheres

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Anteontem foi comemorado o Dia Internacional da Mulher e hoje foram divulgados os dados de emprego do último trimestre de 2020. O dia 08 de março, é visto por muitos como um dia de homenagens e comemorações, mas para tantos outros também é momento para reflexão. Para refletir sobre este assunto e aproveitando os números recém-divulgados pelo IBGE sobre o mercado de trabalho, vou tentar explorar a questão da desigualdade de gênero no mercado de trabalho, neste período de pandemia.

Para atingir o objetivo proposto, e sem querer esgotar o assunto, é importante fazer uma análise prévia sobre como se comportou a economia em 2020 para, então, traçar seu paralelo com o mercado de trabalho e os diferentes impactos sobre os homens e as mulheres.

7,4 milhões de mulheres estavam desempregadas em 2020.
7,4 milhões de mulheres estavam desempregadas em 2020. Foto: Carol Garcia (GOVBA).

A pandemia afetou a atividade econômica de maneira desigual, conforme demonstrado na minha coluna de 16 de dezembro. O setor de serviços, principalmente aqueles serviços prestados às famílias, enfrentam dificuldades para retomada até hoje. As escolas fechadas e o home office trouxeram um desafio adicional no ano de 2020.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua), a taxa de desemprego em dezembro de 2020 foi de 13,9%, o que representa aumento de 3 pontos percentuais em relação ao observado em 2019 (11,0%). Quando decompomos os dados entre gênero feminino e masculino, vemos que a taxa de desemprego entre as mulheres foi de 16,4%, ao passo que o observado no gênero oposto foi de 11,9%.

Infelizmente, as discrepâncias entre as taxas de desemprego por gênero não é uma exclusividade da pandemia, de forma que é possível observar o mesmo fenômeno se comparado com anos anteriores. Contudo, quando olhamos para a população na força de trabalho vis-à-vis fora da força de trabalho, vemos que a pandemia acabou afetando ainda mais as mulheres.

A quantidade de pessoas ocupadas em 2020 foi de 86,1 milhões, o que representa uma queda de 8,4 milhões em relação a 2019. A quantidade de mulheres que mantiveram seus empregos (ocupadas) foi de 37,5 milhões, enquanto que este número entre homens foi de 48,7 milhões. Já a quantidade de mulheres desocupadas ficou em 7,4 milhões, enquanto que a quantidade de homens desempregados ficou em 6,6 milhões de pessoas.

Contudo, quando olhamos para a quantidade de pessoas fora da força de trabalho, os números saltam aos olhos. Isso porque houve uma saída desproporcional das mulheres do mercado de trabalho em 2020. Em 2020, a quantidade de mulheres fora da força de trabalho foi de 48,9 milhões (aumento de 6,6 milhões em relação a 2019), ao passo que a mesma medida entre os homens foi de 27,3 milhões, representando aumento de 4,2 milhões de pessoas em relação ao ano imediatamente anterior ao período analisado.

Gráfico 'Quantidade de mulheres fora da força de trabalho'.
Gráfico ‘Quantidade de mulheres fora da força de trabalho’. Reprodução MyNews.

Infelizmente, a pandemia contribuiu para agravar as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Estudo recente do IBGE sobre estatísticas de gênero, mostra que o nível de ocupação no mercado de trabalho é menor entre mulheres com crianças de até 3 anos frente àquelas que não tem. A pesquisa também mostrou que as mulheres que se dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens.

Assim, a dinâmica desigual da recuperação da atividade econômica – afetando majoritariamente os serviços prestados às famílias e a necessidade de conciliar, em muitos casos, o trabalho (home office ou não) e os cuidados dos filhos em período maior, que por conta da pandemia ficaram sem escola presencial – fez com que aumentasse muito a quantidade de mulheres fora da força de trabalho.

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Produtos alimentícios puxam recuperação da produção industrial em janeiro https://canalmynews.com.br/economia/produtos-alimenticios-puxam-recuperacao-da-producao-industrial-em-janeiro/ Fri, 05 Mar 2021 22:34:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/produtos-alimenticios-puxam-recuperacao-da-producao-industrial-em-janeiro/ Mesmo com nove meses seguidos de crescimento, produção ainda está abaixo de recorde 2011

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A produção industrial brasileira cresceu 0,4% em janeiro de 2021 na comparação com dezembro de 2020, afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com janeiro de 2020, o crescimento foi de 2%. É o 9º mês consecutivo de crescimento no setor – que conseguiu reverter a queda de 27,1% registrada em março e abril de 2020.

Mesmo com o crescimento sucessivo, a produção industrial brasileira ainda está 12,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

No resultado de janeiro de 2021, em comparação com dezembro de 2020, o setor de produtos alimentícios foi o que apresentou melhor resultado positivo: crescimento de 3,1%. Também registraram crescimento os setores industriais de produtos diversos (14,9%), de celulose, papel e produtos de papel (4,4%), móveis (3,6%), indústrias extrativas (1,5%) e reboques e carrocerias (1,0%).

Já o maior impacto negativo do período foi causado pela retração metalurgia (-13,9%). Outros setores em queda foram: outros equipamentos de transporte (-16,0%), produtos do fumo (-11,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-10,6%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-4,9%) e produtos têxteis (-2,5%).

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PIB despenca 4,1% em 2020 https://canalmynews.com.br/economia/pib-despenca-41-em-2020/ Wed, 03 Mar 2021 12:25:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pib-despenca-41-em-2020/ Tombo representa maior queda desde o início da série histórica do IBGE, em 1996

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O Produto Interno Bruto do Brasil caiu 4,1% em 2020. Os dados oficiais do PIB foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (3). Esta é a maior queda desde o início da série histórica do IBGE, que começou em 1996.

O tombo superou o resultado negativo registrado em 2015, quando a economia brasileira caiu 3,5%.

Entre os setores do PIB, a agropecuária foi o único item a registrar alta, que foi de 2%. Todos os demais sofreram quedas, destaque para indústria (-3,5%), serviços (-4,5%) e consumo das famílias (-5,5%).

O IBGE informou que a queda em 2020 é quase o equivalente às altas registradas entre 2017 e 2019.

“É o maior recuo anual da série iniciada em 1996. Essa queda interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o PIB acumulou alta de 4,6%”, informou o IBGE.

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Setor de serviços tem tombo recorde em 2020 https://canalmynews.com.br/economia/setor-de-servicos-tem-tombo-recorde-em-2020/ Thu, 11 Feb 2021 23:34:50 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/setor-de-servicos-tem-tombo-recorde-em-2020/ Queda foi de 7,8% no ano passado. Em dezembro, recuo foi 0,2% após seis altas consecutivas

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O IBGE divulgou que o setor de serviços despencou 7,8% em 2020. O resultado representa uma queda recorde, a maior desde o início da série histórica em 2012.

De acordo com o IBGE, em dezembro, o indicador voltou a cair depois de uma série de seis altas. A queda foi de 0,2%.

Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro
Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro.
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O setor de serviços é o que mais emprega no país, tem o maior peso no cálculo do PIB e foi o mais afetado pela pandemia. Além do setor de serviços, o IBGE também divulgou nos últimos dias os dados do comércio varejista, que também trouxe um resultado negativo para dezembro, que costuma ter um saldo positivo no setor.

Nessa semana, o IBGE divulgou outros resultados finais de 2020. O comércio fechou o ano com crescimento de 1,2%. Já a indústria sofreu um tombo de 4,5% enquanto o setor de turismo despencou 36,7%.

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Desemprego encerra 2020 em 14,1%, atingindo 14 milhões de brasileiros https://canalmynews.com.br/economia/desemprego-encerra-2020-em-141-atingindo-14-milhoes-de-brasileiros/ Thu, 28 Jan 2021 14:32:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desemprego-encerra-2020-em-141-atingindo-14-milhoes-de-brasileiros/ Caracterizado como estável, o índice ainda reflete as consequências econômicas e sociais da pandemia

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A taxa de desemprego no Brasil teve a segunda queda seguida em 2020, encerrando o ano em 14,1%, percentual equivalente a 14 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e compõem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Mensurado trimestralmente, o índice publicado é referente aos últimos meses de setembro, outubro e novembro. Apesar da ligeira melhora em relação às duas verificações anteriores (compreendendo o período de julho a outubro), a taxa foi a mais alta para esse trimestre desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

Desemprego em alta e geração de vagas de trabalho estão entre os grandes desafios de 2021
Desemprego em alta e fim do auxílio emergencial se apresentam como grandes desafios para 2021.
(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Fotos Públicas)

O atual cenário, ainda caracterizado pelos desdobramentos da pandemia, é de estabilidade (14,4%). Já em comparação direta com o mesmo trimestre de 2019, são 2,9 pontos percentuais a mais (11,2%) – cerca de 2,9 milhões de cidadãos inativos.

A pesquisa também apontou um aumento de 4,8% no total de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em novembro, chegando a 85,6 milhões. Em proporção aos três meses anteriores, são 3,9 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho. O nível de ocupação, assim, subiu para 48,6%.

Adriana Beringuy, analista da pesquisa, estabelece relações entre o crescimento do emprego e o retorno gradual dos serviços após a flexibilização das medidas restritivas, além da sazonalidade conferida no fim de ano, sobretudo nos setores comerciais.

De acordo com ela, “o crescimento da população ocupada é o maior de toda a série histórica. Isso mostra um avanço da ocupação após vários meses em que essa população esteve em queda. Essa expansão está ligada à volta das pessoas ao mercado que estavam fora por causa do isolamento social e ao aumento do processo de contratação do próprio período do ano, quando há uma tendência natural de crescimento da ocupação”.

Comércio em evidência

Segundo o IBGE, o comércio foi um dos grandes responsáveis pelo avanço positivo na taxa de ocupação, muito devido a maior intensidade de atividades, tendo em vista que mais de 854 mil pessoas passaram a operar no setor no período entre setembro e novembro.

“O comércio nesse trimestre, assim como no mesmo período do ano anterior, foi o setor que mais absorveu as pessoas na ocupação, causando reflexos positivos para o trabalho com carteira no setor privado que, após vários meses de queda, mostra uma reação”, afirmou Beringuy.

Na sequência de setores que puxaram a melhora, destacam-se a ‘Indústria Geral’ (empregando 465 mil pessoas), ‘Construção’ (mais 457 mil) e a ‘Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais’ (com mais 427 mil pessoas).

Também em relação ao trimestre anterior, o número de empregados informais, sem carteira assinada, no setor privado subiu 11,2%, (mais de 980 mil pessoas), chegando, na totalidade nacional, a 9,7 milhões de cidadãos. Em comparação com o mesmo trimestre de 2019, contudo, o percentual caiu para 17,6% (menos 2,1 milhões).

Já a população desalentada, correspondente àqueles que não buscaram trabalho, mas que gostariam de atuar e estão disponíveis, manteve-se estável se comparado ao trimestre anterior, atingiu o número de 5,7 milhões de pessoas. Porém, em relação ao mesmo trimestre de 2019, o aumento foi de 22,9%, equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas.

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Setor de serviços tem 5ª alta seguida em outubro, mas ritmo da retomada diminui https://canalmynews.com.br/economia/setor-de-servicos-tem-5a-alta-seguida-em-outubro-mas-ritmo-da-retomada-diminui/ Sat, 12 Dec 2020 01:07:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/setor-de-servicos-tem-5a-alta-seguida-em-outubro-mas-ritmo-da-retomada-diminui/ Setor de serviços é o que tem mais peso no resultado do PIB e também o que mais emprega no país

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (11) o balanço do setor de serviços, referente ao mês de outubro. Foi a quinta alta consecutiva, somando mais de 1,7%. Mas, apesar do avanço, ainda não foi suficiente para recuperar o patamar pré-pandemia e mostrou uma desaceleração do ritmo de reação.

O setor de serviços está hoje 6,1% abaixo do volume de fevereiro, último mês antes da crise da pandemia. Vale lembrar que ele é o que tem mais peso no resultado do PIB e também o que mais emprega no país. A queda acumulada do ano é de 8,7%.

Pagamento em cartão em restaurante de Brasília
Pagamento em cartão em restaurante em Brasília. Setor de serviços foi um dos mais afetados pela pandemia.
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Rodrigo Lobo Acalia, pesquisador responsável pela pesquisa, avalia que os brasileiros ainda estão segurando o consumo nesse setor, principalmente pelo risco de contágio pela Covid-19. E ressalta que muitas empresas ainda não voltaram com o atendimento presencial, o que acaba pesando no resultado. E para o fim do ano, o resultado deve ser de mais queda.

O economista e professor do Insper, Alexandre Chaia, em entrevista ao Dinheiro na Conta, disse que não tem uma expectativa muito forte para os resultados dos dois últimos meses de 2020.

“A expectativa é que continue crescendo, mas bem pouco. As pessoas ainda estão inseguras em fazer compras de Natal porque não sabem o que vai acontecer no ano que vem. Por conta dessa incerteza inconstitucional que o governo federal dá em relação as medidas de contenção, à vacina, o primeiro trimestre de 2021 ainda vai ser negativo. Então, a recuperação do setor de serviços deve se mostrar mais forte no segundo semestre do ano que vem”.

Dados do comércio

Já as vendas do comércio varejista cresceram 0,9% em outubro, na comparação com setembro, segundo dados do IBGE divulgados na quinta-feira (10). Em relação ao mesmo período de 2019, a alta foi de 8,3%, melhor resultado para o mês de outubro desde 2012.

O desempenho do setor tem sido impulsionado pela renda do auxílio emergencial, que aumentou o poder de compra na pandemia, pelos juros baixos e pela oferta de crédito.

Embora tenha obtido a  6ª alta mensal consecutiva, o setor terá como desafio, a partir de dezembro, continuar a crescer sem o programa de renda do governo federal e com o crescimento do desemprego no país. 

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