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]]>E aí surge a pergunta inevitável: quem, afinal, manda na defesa brasileira? Com Múcio já tendo pedido para sair, fica o questionamento sobre quem de fato está disposto – e preparado – para resguardar os interesses do Brasil. Na bolsa de apostas para suceder Mucio estão dois generais, Edson Pujol e Santos Cruz, ambos já serviram ao governo Bolsonaro e pediram para sair porque se recusaram a entrar no jogo político do ex-presidente com as Forças Armadas e ataques ao sistema democrático. Há também um brigadeiro, Francisco Joseli Camelo, hoje ministro do Supremo Tribunal Militar, e que já serviu como piloto da ex-presidente Dilma e do próprio presidente Lula. Muitos civis também são alvos de especulação para o cargo, inclusive o vice-presidente Alckmin. E dessas apostas pode sair tudo, inclusive nada, porque o presidente Lula gostaria muito que Mucio permanecesse.
A mudança no Ministério da Defesa traz uma reflexão importante e uma coisa é fundamental: que o novo ministro consiga restabelecer a ordem institucional e dê continuidade ao trabalho que vem sendo feito. A saída do atual ministro é mais resultado do fogo amigo do que de problemas em sua gestão. Mucio está cansado da artilharia petista e prefere desfrutar de sua aposentadoria em Recife. Não julgo. Entendo bem.
Fosse o escolhido um militar da reserva com perfil de bom entendimento político e liderança militar, seria uma marca fortíssima de valorização institucional, de reforço do profissionalismo, reforçaria a imagem da instituição militar internamente e também junto à sociedade, isolaria e desarmaria os radicais extremistas da direita e da esquerda. Acontece que o comportamento dos generais Braga Neto e Paulo Sérgio como ministros da Defesa foi muito politizado e “bolsonarizado”; isso queimou a chance de militares no Ministério da Defesa.
Por isso, há o sentimento de que o presidente tenha preferência por um civil. Tem gente muito bem preparada, mesmo que seja um nome do PT, dependendo do perfil, será aceito normalmente. O próprio Aldo Rebelo, que sempre foi comunista, foi um ministro da Defesa com ótima aceitação. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin seria um sinal de prestígio para os militares.
O problema é que, como disse Ricardo Cappelli, ex-ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional da presidência, tem setores da esquerda que acham que é possível ter um país livre, altivo e soberano sem as Forças Armadas. “Tem uma parte da esquerda financiada por ONGs bilionárias que querem atacar a soberania do nosso país. Eu defendo as Forças Armadas, defendo o Exército brasileiro, não há registro no mundo de país livre e soberano sem Forças Armadas fortes”, disse Cappelli recentemente no programa Segunda Chamada no canal MyNews. A íntegra está aqui. e o trecho você conferi aqui.
É bom ficar de olho no discurso de posse do novo ministro da Defesa. Seria interessante ele contemplar alguns pontos como:
O ex-presidente Bolsonaro explorou a imagem militar, o posto de capitão (da reserva) arrastou as Forças Armadas, principalmente o Exército, para o jogo político, de forma totalmente inconsequente. Ninguém fez tanto mal aos militares como Jair Messias Bolsonaro.
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]]>O post Secretário de administração de Teresina (PI) revela quanto custa um voto apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Houve um tempo em que, para conquistar eleitores, era necessário mostrar serviço, nem que fosse favores como óculos, tratamento de dentes ou o asfalto na rua. Esse tempo ficou no passado — e, por mais críticas que tenhamos a essas práticas, elas hoje parecem lúdicas se comparadas ao arcabouço político atual.
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Lustosa relata que a nova geração de políticos está sancionando cada vez mais essa prática de compra de votos. O pagamento tem que ser em dinheiro vivo. Não se aceita pix. Afinal trata-se de um flagrante crime eleitoral e é melhor que não fiquem rastros.
“Os esquemas são muito profissionais, há planilhas, cadastros e a quebra é bem pequena”, explicou o secretário. “Ou seja, uma vez feito o pagamento, o eleitor vota como o combinado. Pagamento, aliás, que deve ser feito antes que ele vá até a urna eletrônica. A operação é toda construída por meio de planilhas a partir de lideranças políticas e suas áreas de influência.”
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Lustosa, que já foi vice prefeito de Teresina, afirma que esta mudança no arcabouço eleitoral tem afastado políticos e atraído grupos organizados economicamente, muitas vezes nada republicanos, mas com somas vultosas, que cada vez mais é o que está determinando a ocupação dos postos no legislativo e executivo por todo o país. Segundo ele, a última eleição foi a mais cara da história.
A situação chega ao ponto dos políticos que pagam por cada voto não sentirem necessidade sequer de fazer comícios, visitar eleitores ou prestarem contas depois de eleitos. “Nossa democracia está sob risco”, disse Lustosa.
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]]>O post Pela primeira vez, Fazenda divulga lista de empresas que recebem benefício fiscal; veja apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>A lista (clique neste link para acessar), traz em detalhe o quanto cada companhia recebeu em benefício. A divulgação ocorre em meio a pressões pelo corte de R$ 50 bilhões para possibilitar o ajuste fiscal esperado pelo mercado.
Leia mais: Saiba o que é PERSE, benefício fiscal utilizado por influenciadores
“Tá fácil. É menos de 10% dos benefícios que os mais ricos recebem”, escreveu o presidente da Agência de Desenvolvimento da Indústria (ABDI) Ricardo Capelli em post nas redes sociais que alimentou o debate sobre ajustes de contas. “Dá pra cortar fácil, ou melhor, tenho certeza que, comprometidos com o equilíbrio fiscal, eles mesmos irão se apresentar.”
546 BILHÕES em benefícios fiscais para os mais ricos. O “mercado” pede um corte de 50 BI. Tá fácil. É menos de 10% dos benefícios que os mais ricos recebem. Dá pra cortar fácil, ou melhor, tenho certeza que, comprometidos com o equilíbrio fiscal, eles mesmos irão se apresentar.
— Ricardo Cappelli (@RicardoCappelli) November 16, 2024
Leia mais: ‘Ricardo Cappelli rebate argumento de que Brasil tem ‘alto risco fiscal’: ‘Não existe isso’
O Congresso Nacional aprovou este ano uma lei que eliminará, até 2028, as chamadas desonerações, que causaram nos últimos dez anos um prejuízo de mais de R$ 200 bilhões à arrecadação federal. Pela lei, os privilégios fiscais que favorecem 17 setores da economia começam a ser reduzidos gradualmente a partir de 2025, e serão extintos em três anos.
A transparência com relação aos benefícios fiscais concedidos a empresas joga luz sobre o orçamento federal num momento em que o ajuste fiscal está no foco das discussões, e com forte pressão de agentes econômicos para que o governo promova os cortes.
Setores da sociedade civil argumentam que esses cortes não podem recair sobre recursos destinados à educação, saúde e à criação de políticas públicas voltadas aos mais vulneráveis, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
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]]>O post Os cinco passos para ter a aposentadoria dos sonhos; pegue um papel e anote apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Há algumas certezas que vão lhe ajudar bastante nesta caminhada e algumas incertezas para as quais você deve se preparar e, principalmente, se proteger.
Já. É melhor começar cedo do que tarde. Mas é melhor começar tarde do que nunca.
Todos podem. Na verdade todos devem montar uma estratégia para se aposentar mesmo que isso não signifique parar de trabalhar, mas sim conquistar a independência financeira.
Pouco. Mas sempre. É melhor investir pouco e sempre do que se programar para fazer aplicações altas e ter que interromper ou mesmo resgatar no meio do caminho.
Porque no século do aumento da expectativa de vida você vai viver muito e precisará se planejar para viver bem e realizar seus sonhos.
Este é o seguro mais barato. Tão simples assim. É o primeiro pilar que você deve começar a construir pensando no seu futuro e está aberta a todos. Por isso a importância de ver qual a sua situação e como regularizar sua vida como segurado do INSS. Mesmo que você não tenha um trabalho formal ou não trabalhe pode e deve contribuir para a previdência. Ser um segurado da previdência oficial tem benefícios além da aposentadoria. Veja aqui em qual categoria de contribuinte você deve se cadastrar. https://www.gov.br/pt-br/servicos/realizar-inscricao-no-inss
Por que então fazer previdência complementar? Porque a previdência social tem um teto de benefício, hoje de cerca de R$7 mil mensais. Ou seja, você precisará recorrer à previdência privada para complementar sua renda para manter seu padrão de vida quando se aposentar se sua receita estiver acima do teto. Além disso, você só conseguirá usufruir dos benefícios fiscais dos planos de previdência complementar se estiver contribuindo para a previdência oficial.
O plano de previdência é um jeito de você levar seu dinheiro para o futuro. Parte do imposto que você pagaria volta para você. Mas para isso dar certo você precisa fazer algumas contas. Qual o indicado para você?
A decisão tem a ver com a sua declaração de Imposto de Renda.
Então primeiro descubra qual o formato de declaração do IR faz mais sentido para você: a completa ou a simplificada.
Vá no site da Receita e simule. www.receita.fazenda.gov.br
Simule este valor que você pretende aplicar como se fosse uma despesa que pode ser descontada da base tributável. Porque na prática é assim que irá funcionar e veja agora o que a Receita irá lhe indicar, se a declaração simples ou completa.
Se o sistema indicar declaração simples, então o indicado é o VGBL
Se o indicado for a declaração completa, então a recomendação é que você aplique num PGBL
Este é o primeiro passo para escolher seu plano porque o ganho fiscal é um fermento poderoso para engordar suas aplicações. No PGBL você pode usar até 12% sobre sua base tributável para abater do IR. É o principal ponto de sedução desses veículos de investimento.
Mas e se você tiver mais do que 12% da renda para investir?
Bem, neste caso o valor além dos 12% deve ser direcionado ao VGBL. Mesmo sem dar o mesmo benefício, o VGBL tem outras características que seduzem fiscalmente, a principal delas é a ausência do come-cotas, o imposto cobrado regularmente dos fundos de investimentos tradicionais.
Não se surpreenda se descobrir que vinha fazendo o tipo errado de declaração durante todos esses anos. Esse erro é muito comum.
Você já regularizou sua previdência oficial e já traçou seu perfil fiscal. Bem, chegou o momento de escolher seu plano de previdência privada. Nesta fase o processo é muito parecido com os mesmos critérios que você utiliza para escolher um fundo de investimento.
1- Escolha o gestor – veja histórico de credibilidade e de performance das carteiras que administra. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, mas pode lhe dar uma ideia de consistência da performance, em especial em momentos de crise.
2- Você poderá escolher uma carteira concentrada em renda fixa ou ter fatias em renda variável ou até mesmo no exterior,
3- Avalie os custos. São dois: taxa de performance e taxa de administração. Atenção a este ponto. Hoje há muita concorrência no mercado e você poderá encontrar ofertas bem competitivas. Lembre-se, o custo sai da sua carteira. É você quem paga o gestor por meio dessas duas taxas.
Planejar os resgates de seu plano de previdência é tão importante quanto montar uma estratégia para investir. Isso porque o planejamento evitará que você pague impostos além do necessário. São dois os tipos de tributação:
Tributação progressiva – a alíquota aumenta conforme aumenta o volume do resgate que você vai fazer. Ela obedece a tabela do Imposto de Renda e é ideal para quem tem muita despesa para abater no ajuste anual do IR. Serve para quem vai resgatar aos poucos e têm muita despesa com saúde, por exemplo.
Outro exemplo, o dinheiro que você aplica em nome do seu filho para pagar a universidade no futuro. Ele vai resgatar aos poucos para pagar a mensalidade e provavelmente não estará trabalhando ou, se estiver, como estagiário deverá estar na faixa de isenção da tabela do IR.
Tributação regressiva – a alíquota reduz com o passar do tempo. Ideal para quem vai retirar o dinheiro depois de mais de quatro anos de aplicação e vai fazer um saque único ou não tem despesas para abater.
Depois de passar pela previdência oficial e pelos planos de previdência você pode começar então a navegar no oceano de investimentos que podem complementar sua renda e nele você encontrará imóveis, títulos de renda fixa, ações e os chamados investimentos alternativos, por que não?
A previdência oficial é o começo porque é a mais barata e generosa, mas tem um teto
Os planos de previdência são fundamentais por causa dos benefícios fiscais
E a carteira própria, qual a vantagem?
A diversificação. Estudos no Brasil e no exterior hoje e no passado mostram e confirmam que diversificação é um santo remédio para diluir riscos e oportunidades.
Algo importante de se observar para que a diversificação seja eficiente é que na carteira os ativos tenham uma correlação negativa, ou seja, quando o preço de um cai o outro sobre. Um caso clássico são ações e dólar. A moeda estrangeira, ter uma fatia dela na carteira, protege é um “hedge” como se diz no jargão financeiro porque quando a bolsa cai, o dólar sobe.
O brasileiro tem uma paixão atávica por imóveis. Eles são uma alternativa para a aposentadoria? Certamente. No entanto observe que uma carteira concentrada em imóveis tem um risco enorme e que muitas vezes o investidor não percebe.
Veja, se você conta com o aluguel do imóvel para complementar sua aposentaria terá problemas se ele ficar vago por um tempo prolongado. Este é apenas um dos riscos de investir em imóveis.
Mas mesmo para imóveis há diversas alternativas e os fundos imobiliários são muitos indicados neste caso. No entanto, também evite concentração excessiva.
Esses são os cinco passos para iniciar uma estratégia para se aposentar do jeito que você quiser
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]]>Muita atenção para este ponto, o cálculo do benefício. Quanto mais contribuiu e por mais tempo, maior a chance do valor do benefício estar próximo ao teto. Aqui você terá que tomar uma decisão importante. Poderá abrir mão de parte do benefício em troca de se aposentar mais cedo. Vale a pena? Só você tem esta resposta.
Será necessário avaliar financeiramente se é melhor ficar mais cinco ou dez anos, por exemplo, contribuindo e sem receber o benefício para alcançar um valor maior. Não é uma conta trivial porque levará em conta o tempo que você espera ficar recebendo o benefício, ou seja, seu tempo de vida. Você vai ficar 5 anos sem receber em troca de um benefício 20% maior por quanto tempo? Isso mesmo, no cálculo você tem que estimar sua própria expectativa de vida.
A incerteza é o ingrediente mais difícil no planejamento da previdência. É preciso aprender a lidar com ela e, principalmente, incorporá-la ao cálculo. Ainda vamos falar muito sobre este tema por aqui.
Na previdência complementar não há teto nem idade mínima estabelecida para o início do recebimento do benefício. Está tudo em suas mãos e basicamente o cálculo leva duas variáveis: tempo e dinheiro, quanto mais tiver de um menos precisará do outro.
Mas de volta ao INSS, que é o Regime Geral da Previdência Social e onde está a grande parte dos trabalhadores. Quais são as regras para se aposentar hoje?
As regras para a aposentadoria no Brasil podem variar conforme a categoria do trabalhador e as mudanças nas legislações ao longo do tempo. Abaixo estão as diretrizes gerais de aposentadoria para diferentes tipos de segurados, considerando a reforma da Previdência Social de 2019, a qual trouxe várias alterações:
Para quem já estava no sistema antes da reforma:
Homens: 35 anos de contribuição.
Mulheres: 30 anos de contribuição.
Para quem ingressou após a reforma (ou seja, não tinha direito adquirido):
Regra de Transição: Sistema de pontos (soma da idade e tempo de contribuição). Para 2024, é necessário somar 100 pontos (idade + tempo de contribuição). A cada ano, o número de pontos aumenta em 1 ponto até atingir 105 pontos em 2028.
Homens: 65 anos de idade, com 15 anos de contribuição.
Mulheres: 62 anos de idade, com 15 anos de contribuição.
Para atividades consideradas insalubres ou perigosas:
Homens: 15, 20 ou 25 anos de contribuição, dependendo da atividade.
Mulheres: 15, 20 ou 25 anos de contribuição, dependendo da atividade.
Para trabalhadores rurais:
Homens e Mulheres: 60 anos de idade para homens e 55 anos de idade para mulheres, com um mínimo de 15 anos de atividade rural.
Para segurados que não podem mais trabalhar devido a condições de saúde:
É necessário ter pelo menos 12 contribuições e a comprovação da incapacidade para o trabalho.
Para dependentes de segurados que faleceram:
A pensão por morte é concedida aos dependentes do segurado falecido, desde que atendidos os requisitos de carência e qualidade de segurado.
Tempo de Contribuição: Para a maioria das modalidades, é necessário comprovar o tempo de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Regras de Transição: Para quem estava prestes a se aposentar antes da reforma, existem regras específicas de transição que podem oferecer condições mais vantajosas.
É importante lembrar que as regras podem mudar e é sempre bom consultar o INSS ou um especialista em Previdência Social para obter informações atualizadas e detalhadas sobre o caso específico.
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]]>O post Se preocupa com a aposentadoria? Veja a melhor estratégia apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Sinto, contudo, a ausência de uma preocupação que pode por a perder todo o esforço despendido em anos de economias para a aposentadoria.
O fato é que pensar em aposentadoria é muito mais do que juntar dinheiro. Uma estratégia de aposentadoria para ter sucesso deve ter um acompanhamento regular ainda que estejamos falando de investimento de longo prazo. Na verdade justamente por isso.
Deve-se evitar a armadilha, criada pelo cérebro, de que investimentos de longo prazo não carecem do olhar atento do dia-a-dia. Portanto, pensar no longo prazo não significa descuidar de sua carteira hoje e só revisitá-la às vésperas da aposentadoria.
Por outro lado, não quero dizer que você deva ficar “pulando” de um investimento para outro a cada solavanco do mercado. O que quero frisar é que você deve sempre estar atento à qualidade dos ativos que compõem sua carteira, quem a está gerindo e como os ativos são contabilizados. Tudo isto para evitar surpresas desagradáveis no futuro.
São pontos importantes que, para minha surpresa, muitos investidores relegam a um segundo plano ou, simplesmente, ignoram. As pessoas parecem estar mais interessadas em saber que aplicação está em alta no momento imediato a acompanhar com olhar atento seus investimentos.
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]]>O post Como construir seu patrimônio para a aposentadoria apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Por que então fazer previdência complementar? Porque a previdência social tem um teto de benefício, hoje de R$ 7.786,00 mensais. Ou seja, você precisará recorrer à previdência privada para complementar sua renda para manter seu padrão de vida se sua renda for maior do que o teto.
Um trabalho do especialista em políticas públicas e gestão governamental Felipe Peixoto analisou as vantagens econômicas da previdência oficial frente às alternativas no mercado de previdência privada.
O estudo mostra a vantagem econômica da mulher que se aposenta por idade, na condição de contribuinte individual, aos 60 anos e trinta de contribuição. “Nesta idade, ela tem a expectativa de viver mais 273 meses (ou até os 82,8 anos) e, em apenas 8 anos e 2 meses após o recebimento da aposentadoria, ela, em tese, recuperaria toda a sua contribuição previdenciária realizada por 30 anos”, diz o estudo.
Portanto, enquanto a previdência oficial oferece uma base sólida e acessível para todos, a previdência complementar se torna crucial para garantir uma aposentadoria confortável e alinhada com seus objetivos financeiros pessoais. Investir em previdência privada é uma forma de assegurar que, mesmo com o teto do INSS, você possa manter seu padrão de vida e enfrentar imprevistos com mais tranquilidade. A combinação dessas duas formas de previdência permite um planejamento mais robusto e eficaz para o futuro.
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]]>O post Teremos uma reforma da previdência em 2024? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>E como se pode afirmar isto com tanta certeza? Porque isto não é uma questão de fé, é uma questão matemática. Através da matemática atuarial e de informações a respeito da população – como faixa etária e expectativa de vida – é possível afirmar, com certeza, que o sistema previdenciário chegará logo ao esgotamento de sua capacidade de pagar benefícios
Por que é tão difícil fazer estas mudanças? Porque isto mexe com expectativas de direito das pessoas. Expectativas que são maiores para aqueles que estão prestes a se aposentar segundo as regras atuais. E, claro, porque não faz muito tempo você acompanhou uma grande reforma. Não foi suficiente? Não.
A nova reforma que já está em gestação deve focar na idade mínima, que provavelmente passará para 67 anos e na igualdade de gêneros. Ou seja, não haverá diferença na idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres. Hoje a idade mínima é de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Mas veja, esta é uma tendência mundial e deve ocorrer em algum momento no Brasil. No entanto, não há nada de concreto no Congresso neste sentido.
Infelizmente, não há outra saída, os representantes dos trabalhadores terão que se sentar à mesa de negociação com o governo, não importa que governo esteja de plantão, e chegar aos termos dessa inevitável reforma, que, com toda certeza, não será a última já que a expectativa de vida dos brasileiros não vai parar de crescer. E isto também não é uma questão de fé, mas de ciência.
A reforma da previdência está ocorrendo em todo o mundo. Nota-se uma tendência de os governos em garantir apenas o mínimo de benefícios, ou seja só o suficiente para a subsistência do trabalhador aposentado.
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]]>O post Saiba como é se aposentar hoje em dia apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Você acha mesmo que aos 60 e poucos anos alguém quer “vestir o pijama”? Dê uma olhada nos oitentões deste milênio rebolando no palco (Mike Jagger, o mais emblemático), atuando em novelas, teatro e muitos anônimos desfilando por aí com energia suficiente para aposentar de vez a expressão “vestir o pijama” como sinônimo de aposentadoria.
A conquista do aumento da expectativa de vida pela humanidade impõe uma série de desafios e o maior deles é conseguir manter-se independente por um tempo muito maior do que se pensava a princípio. Segundo estudiosos do tema, a expectativa dos “baby boomers” americanos (aqueles que nasceram entre 1945 e 1964) chega a 104 anos de idade.
As gerações seguintes podem ir até mais longe. Mas para que esta história tenha um final feliz é fundamental ter planejamento. Você precisa chegar ao futuro bem não apenas financeiramente, mas também física e mentalmente. E o caminho mais seguro é começar a se preparar desde cedo para se aposentar
Não se engane, este será o seu maior desafio, chegar bem ao futuro para conseguir desfrutar o tempo de vida a mais que conquistou e economizar os custos com saúde, este será o maior peso no seu orçamento depois de aposentado. E se assim é, nada melhor do que fazer do presente um aliado na conquista deste objetivo.
O aposentado do segundo milênio não precisará e, na verdade nem será possível para ele, parar de trabalhar. Manter-se produtivo será imperativo. Aos 60 anos de idade ele será apenas um jovem senhor com muitos desafios pela frente.
No entanto, a forma como você vai trabalhar é que vai mudar e muito. Se mantiver a rotina estressante e exaustiva dos seus 40 anos de idade poderá comprometer sua saúde. Se conseguir se planejar para a nova aposentadoria, você chegará ao futuro com o grande conforto de fazer apenas o que gosta e no ritmo que achar adequado.
“Somos os ativistas dos anos 60, a geração da bossa nova, dos Beatles, da luta contra a ditadura, da revolução sexual, que reinventou a adolescência e descobriu que reivindicar é preciso. Por isso, não vamos envelhecer calados e passivos, podem escrever.”
A declaração é do médico Alexandre Kalache, ex-diretor do Programa de Envelhecimento Ativo da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele comandou por treze anos o Programa de Envelhecimento Ativo da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em dezembro de 2007, se aposentou, aos 62 anos, idade que empurra alguém compulsoriamente para a aposentadoria na OMS. Mas Kalache, um representante legítimo dos “baby boomers”, a turma do pós-guerra, ouviu Beatles e Rolling Stones, e não consegue “vestir o pijama” e sossegar.
Pilotou um projeto de parceria públicoprivada (PPP) para o Rio de Janeiro para criar o International Centre for Policy on Ageing (Centro Internacional para Políticas Relacionadas ao Envelhecimento), entre várias outras frentes que abriu e vem derrubando muitos mitos sobre o envelhecimento.
Ancoramos, juntos com a jornalista Mariza Tavares, o programa 50+ na rádio CBN, onde entrevistamos muitos especialistas sobre o tema e aposentados inquietos.
A mensagem principal da OMS está centrada no “envelhecimento ativo”, que é definido como o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, de modo a aumentar a qualidade de vida à medida que envelhecemos. “Bem, fiel a essa ideologia do “envelhecimento ativo”, por mim preconizada há tantos anos, agora tenho a oportunidade de colocá-la em prática”, disse ele no momento de sua aposentadoria. Sem dúvida envelhecer é a melhor de duas opções que temos e, se assim é, o ideal é chegar bem ao futuro. Com disposição e em plena atividade física e intelectual. Se isso vale para nós individualmente, que dirá para a sociedade.
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]]>O post Entenda o que é previdência apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Ser previdente significa estar preparado para diferentes fases e objetivos da vida, como comprar uma casa ou alcançar metas de médio e longo prazo, ter seguros que o ampare em caso de doenças e muitos outros exemplos. E há benefícios fiscais e seguro social que vão formar esta rede de proteção para você e sua família.
A previdência é o veículo que vai levar seu dinheiro para o futuro e oferece diversos benefícios fiscais que podem contribuir para engordar esses recursos ao longo do tempo. Aproveitar essas vantagens pode ajudar a tornar seu planejamento financeiro mais eficiente e vantajoso, garantindo que você esteja preparado para o futuro em várias dimensões.
Previdência é uma instituição que se divide em previdência social e previdência privada. A previdência social oferece um arcabouço de garantias para momentos em que você não puder trabalhar, seja ao se aposentar, durante a gravidez ou em caso de acidentes. Esse sistema fornece o suporte e a segurança necessários nesses períodos.
Já a previdência privada complementa a aposentadoria, mas não só isso. Os planos de previdência privada são formas eficientes para a realização de investimentos de médio e longo prazo justamente por contarem com um arcabouço de vantagens fiscais. Traduzindo, conseguem fazer com que o dinheiro que iria alimentar o leão da Receita Federal, engorde a sua carteira. E o que é importante, tudo perfeitamente legal.
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]]>O post Saiba o que é Previdência Social apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Mas a previdência social não está falida? Você provavelmente já ouviu este questionamento. A resposta é não. A previdência social não está falida e por isso ela tem passado por diversas reformas, para ajustar seu arcabouço de forma a ser manter solvente e apta a arcar com a aposentadoria dos trabalhadores que estão no Regime Geral de Previdência Social.
Além do Regime Geral, há regimes previdenciários especiais, ou regime próprio, que regulam a aposentadoria dos funcionários públicos, civis, federais, estaduais, distritais, municipais e congressistas.
A Previdência Social é um dos pilares fundamentais do sistema de seguridade social de qualquer país e garantir sua solvência é imprescindível para que qualquer economia funcione e não coloque em risco a aposentadoria de seus cidadãos.
Ao contrário do que dizem por aí, a previdência social no Brasil ainda é muito generosa. Já foi mais, é bem verdade, mas o retorno que você tem por cada real investido no pagamento de sua previdência social ainda é maior do que você teria se buscasse no setor privado.
Outro ponto relevante é que a previdência social não garante apenas a aposentadoria. No Brasil, ela garante proteção econômica aos cidadãos em situações de vulnerabilidade como invalidez, e morte. Também assegura proteção financeira quando o trabalhador ou trabalhadora está incapacitado de trabalhar por acidente, por exemplo.
O sistema previdenciário brasileiro é baseado no princípio da repartição simples. Isso significa que as contribuições dos trabalhadores e empregadores são utilizadas para pagar os benefícios dos segurados que estão em situação de necessidade no momento. Essa estrutura é financiada por meio de contribuições obrigatórias de trabalhadores, empregadores e, em alguns casos, do próprio governo.
Existem diferentes tipos de contribuintes na Previdência Social, cada um com suas particularidades e contribuições específicas:
Empregados: São aqueles que trabalham sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As contribuições são descontadas diretamente na folha de pagamento.
Contribuintes Individuais: Trabalhadores autônomos, profissionais liberais e empresários que contribuem de forma independente.
Empregadores: Empresas e pessoas jurídicas que devem realizar a contribuição sobre a folha de pagamento de seus empregados.
Segurados Especiais: Agricultores familiares, pescadores artesanais e outros trabalhadores que atuam em regime de economia familiar.
Aposentadoria: Benefício concedido quando o trabalhador atinge a idade mínima ou o tempo de contribuição necessário. Existem diferentes tipos de aposentadoria, como a por tempo de contribuição, a por idade e a especial.
Auxílio-Doença: Benefício pago ao trabalhador que está temporariamente incapaz de exercer suas atividades profissionais devido a uma doença ou acidente.
Pensão por Morte: Benefício destinado aos dependentes do segurado que veio a falecer. Essa pensão garante um suporte financeiro para a família do segurado falecido.
Auxílio-Reclusão: Benefício pago aos dependentes do segurado que está preso em regime fechado e que contribuía regularmente para a Previdência.
Salário-Maternidade: Benefício concedido às seguradas que acabam de ter um filho, garantindo uma compensação financeira durante o período de licença maternidade.
Os segurados podem acompanhar sua situação previdenciária e solicitar benefícios através do portal Meu INSS, um serviço online que facilita o acesso a informações e serviços relacionados à Previdência Social. Além disso, é possível agendar atendimentos em agências do INSS para questões mais complexas.
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]]>O post Você acha realmente que alugar imóvel é melhor do que comprar casa própria? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Nos anos 90, a partir do Plano Real, que usou e abusou da taxa de juro estratosférica para manter a âncora cambial que dava sustentação ao principal plano de estabilização monetária do pais, esta era uma verdade absoluta. Comprar imóvel não estava valendo a pena. Era possível ganhar mais com aplicações conservadoras que pagavam juros exorbitantes. E esta verdade foi sendo repetida anos a fio e tornou-se uma verdade absoluta na internet.
Mas, as simplificações que ajudam muito na hora de viralizar nas redes, escondem detalhes que fazem muita diferença na hora de você montar sua carteira de investimentos.
Então vamos voltar ao exemplo dos imóveis.
Em relação aquela época temos hoje três diferenças:
1) a taxa de juros real (acima da inflação) é mais baixa;
2) os preço dos imóveis, também em termos reais, são mais altos
3) o prazo máximo de financiamento saltou de 15 anos para 35 anos.
Esses três parâmetros fazem muita diferença naquele cálculo “compra do imóvel versus aplicação financeira”, a favor do imóvel.
No segundo semestre dos anos 90 chegamos a ter uma taxa de juro básica (selic) de 4% ao mês. Poucas coisas batiam os juros, observe o gráfico abaixo com a taxa real desde o Plano Real.
Hoje é preciso fazer contas. Esse cenário mudou completamente. As taxas de juros em queda obrigam que você corra riscos para buscar uma rentabilidade maior para seus investimentos.
Juros em queda também provocam um impacto no mercado imobiliário. Veja o gráfico abaixo a brutal valorização dos imóveis em períodos em que a taxa de juro estava em patamares muito baixos, em especial durante o governo de Dilma Rousseff. Mesmo com a alta na taxa básica nos anos posteriores elas não chegaram aos níveis dos anos 90 e início dos anos 2000.
E, como você pode observar no gráfico abaixo, o valor dos imóveis permanece em patamares mais altos do que o observado nos anos 90.
Índice Fipe Zap – deflator IPCA
Em suma, com imóveis mais valorizados os aluguéis tendem a subir também. Dois movimentos, pois, que jogam muita água no chopp do “alugar é melhor do que comprar”.
Por fim, os financiamentos. Com financiamentos mais longos e taxas de juros mais baixas as prestações se acomodam mais fácil no orçamento do que muito aluguel.
Portanto, cuidado com as simplificações. Busque informações, faça contas e veja o que lhe dá mais tranquilidade. Porque ao final das contas o melhor investimento é aquele que o deixa mais perto de suas metas e o deixa dormir tranquilo. Então me diga: você acha realmente que alugar imóvel é melhor do que comprar casa própria?
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]]>O post “Sou comunista, mas não sou doido” apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Lara Resende e Maringoni não se deixam empolgar com notícias como a subida do Brasil no ranking de maiores economias ou aprovação de arcabouço fiscal, só para citar dois exemplos que são alvos de festejos. Por não serem doidos sabem que estamos cada vez mais distante de conseguir resgatar o orçamento público brasileiro sequestrado ao longo das últimas décadas pelo corporativismo, seja ele de sindicatos (de patrões e de empregados), do judiciário, do funcionalismo e de emendas parlamentares de políticos.
O debate brasileiro para esta questão importantíssima que é o bom uso do meu, do seu, do nosso dinheirinho tão duramente conquistado com o suor do nosso trabalho, o dinheiro público, aquele que chega no caixa do governo por meio dos impostos, não avança e o dinheiro para políticas públicas e investimento se esvai numa velocidade assustadora.
Faltam ideias. Há muitas notícias que têm o papel de animar, mas pouca coisa prática que alimente um crescimento sustentável que nos tire da pobreza. A subida no ranking das maiores economias, por exemplo. O Brasil, vimos recentemente, saiu da 11ª economia para a 9ª economia mundial e deve chegar a 8ª posição até 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Mas o que isto significa de fato? O Brasil continua a ter uma baixa inserção internacional. Somos a 25ª economia em importação de produtos e a 26ª em exportação de produtos, apesar do nosso tamanho. Apenas 1,5% de todas as startups são no Brasil. “A exportação que significa 40% do PIB brasileiro é representada apenas por um grupo de cinco a seis produtos. Existe uma oportunidade enorme de avançar nesses indicadores”, diz Cláudio Garcia, professor da New York University e titular da coluna Conexão Global aqui no MyNews (veja aqui mais informações sobre a inserção brasileira no mundo )
São muitas oportunidades. Mas onde está o planejamento? O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esforça-se para entregar ao mercado financeiro as métricas de rigor fiscal que fazem a bolsa, os juros e o câmbio, subir e descer conforme seus avanços ou retrocessos. Para tentar juntar esse objetivo liberal ao perfil de esquerda do governo que quer, e precisa, gastar, envia-se ao Congresso medidas para aumentar a arrecadação e fazer esta conta fechar. Para conquistar a boa vontade dos deputados e senadores, mesmo os de oposição, o governo abre a carteira das emendas parlamentares.
Assim, o dinheiro público irriga projetos que dão votos, mas não são catalisadores de crescimento.
Uma reforma política, portanto, seria necessária para por fim à orgia com recursos públicos, mas parece utópica, não se discute. “Afinal a proposta teria que ser aprovada pelos mesmos deputados e senadores que se beneficiam com as atuais regras. Veja coluna Conversas dom Cid aqui
O professor Raul Velloso, reconhecido estudioso em contas públicas, tem alertado para a falência em sucessivos governos de promover o desenvolvimento brasileiro de longo prazo. A média anual do crescimento do PIB brasileiro de 2014 a 2022 segundo estudo de Velloso, foi negativa em 0,6%. Se aumentarmos o período de analise podemos enxergar nos gráficos os chamados voos da galinha brasileira (veja a entrevista na íntegra aqui )
Velloso é enfático, sem investimento em infraestrutura não há como crescer. Os investimentos públicos no setor desabaram nas últimas décadas. E o investimento do setor privado no mesmo período mantém-se estagnado ao redor de 1% do PIB.
“Devemos ter um trimestre ainda com o impulso do crescimento do ano passado, mas a partir daí, sem investimentos de monta é possível que tenhamos uma desaceleração. O governo conta com uma chuva de PPIs para alavancar a economia e algum efeito que os precatórios possam ter. Tenho dúvidas”, diz Maringoni.
Em suma, uma proposta de políticas públicas para a próxima década, cujo objetivo é a formulação de uma estratégia de retomada do crescimento, sustentável e socialmente inclusiva, deve partir da constatação de que as políticas públicas são responsabilidade do Estado. Sem governo e Estado competentes não há como formular e implementar políticas públicas. Como diz estudo coordenado por Lara Resende no Cebri (veja a íntegra aqui)
“O Brasil precisa de um Estado inteligente com programas ambiciosos de crescimento poderia estar crescendo de 7 a 8% ao ano” , diz Lara Resende. “ A repetição de dogmas e falta de ideias da esquerda e da direita é uma vergonha”, acrescenta.
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]]>O post Como mais de 1 milhão virou menos de 900 mil em dois anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>A razão da perda, conta a colunista, foi a concentração dos investimentos em títulos do governo do Reino Unido num período em que as taxas tiveram sucessivas altas. Mas como teve uma perda tão forte? Justamente por isso. No período de alta nas taxas a carteira estava concentrada em títulos que embutiam taxas mais baixas.
Mas a coluna do FT é sobre os chamados fundos “lifestyling” que vão concentrando automaticamente suas aplicações em títulos de renda fixa conforme se aproxima sua aposentadoria, em geral num período de seis a dez anos.
No Brasil há os fundos conhecidos como ciclo de vida que adotam um expediente semelhante. Ou seja, vão reduzindo a fatia de aplicações de maior risco conforme se aproxima a aposentadoria.
O meu ponto é: no longo prazo investimentos conservadores podem provocar perdas assustadoras se você não estiver atento ao que acontece com seus recursos. Histórias como essa, de como mais de 1 milhão virou menos de 900 mil, são mais comuns do que você imagina.
Aqui como lá não é recomendável que você simplesmente faça uma aplicação e esqueça. Por mais conservadora que ela seja embute riscos e no longo prazo podem se revelar devastadores.
Daí a importância de se manter informado. Mas atenção, estar informado não é sinônimo de procurar “dicas” para ficar milionário. As “dicas” em geral são armadilhas financeiras.
Estar informado é saber de fontes confiáveis o que está acontecendo na economia, como esta posicionada a sua carteira de investimentos e acompanhar se os seus rendimentos o estão deixando mais próximo do seu objetivo. Ou seja, acompanhar o noticiário e conversar regularmente com seu gestor.
Observe que no caso narrado pela colunista, o investidor britânico ficou dois anos sem procurar saber o que estava ocorrendo com sua carteira. A íntegra da coluna está aqui .
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]]>O post Morre o historiador José Murilo de Carvalho aos 83 anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Numa entrevista ao canal MyNews ainda durante o governo Bolsonaro, José Murilo de Carvalho falou sobre sua preocupação em relação a forte desigualdade brasileira e da eleição do ex-presidente.
“O problema maior do que Bolsonaro é o fato dele ter sido eleito. Isto é o que me deixa intrigado. O fato de que uma pessoa dessa tenha sido eleito com o voto de milhões de pessoas isso realmente me intriga”, disse José Murilo de Carvalho numa entrevista que você pode acessar na íntegra aqui:
Para ele, a eleição de Bolsonaro é consequência dos baixos índices de escolaridade do País e a desigualdade. “O voto do pobre é sempre muito racional, ele está preocupado em colocar comida na mesa, então é um círculo vicioso”, disse.
Na entrevista Murilo de Carvalho fez uma análise da desigualdade brasileira e diz que ela coloca em risco a República. “O País está se transformando num país inviável, um país que tenha um nível de vida razoável para toda população, um nível de renda média”, disse ele.
Ele acreditava que na sucessão de Fernando Henrique para Lula o país teria rompido esse círculo vicioso e estaria caminhando para fazer políticas sociais dentro da democracia, dentro da liberdade. “Antes toda a política social foi da ditadura de Vargas e parte delas também dos militares, e com Lula e FHC estavamos fazendo política social dentro de um regime de liberdade democrática”.
Murilo de Carvalho mostrou-se preocupadíssimo em como o País irá incorporar à sociedade esses milhões que recebem auxílio. “Incorporar esses milhões de brasileiros que sifgnificam um quarto da população. Simplesmente distribuindo bolsa me parece inviável. Estou pensando em daqui trinta anos como será esse país. Tenho dúvidas de que realmente consigamos incorporar essas massas da população”.
Ele chamou atenção para as políticas públicas em relação à distribuição de renda que são sempre de natureza clientelista e não promovem redistribuição de renda. “O Estado distribui a renda, mas não tira o dinheiro dos mais ricos para os mais pobres que para mim é uma definição de uma política de esquerda e não simplesmente distribuir, que é uma coisa paternalista. Mas ninguém consegue passar leis que façam que a distribuição de renda seja maior. Isso tem a ver com impostos”.
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]]>O post O gerente ocupado e o risco para sua empresa apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Agenda Empreendedores MyNews
1- Como enxergar as finanças da empresa – consultorias, CFO ?
2- Como maximizar o valor da sua empresa por meio de três decisões fundamentais: investimentos, financiamentos e dividendos.
3- Onde encontrar crédito barato: BNDES e agências regionais de desenvolvimento?
4- Quais as informações da empresa que geralmente ajudam na aprovação dos empréstimos (histórico de faturamento, projeções de resultado, vincular garantias e conta corrente etc.)?
5- Quando e onde encontrar um sócio: investidor anjo, private equity etc.
6- Como encontrar o gerente que te escute – (os bancos de nicho)
7- A forma correta de reestruturação da dívida e o arcabouço jurídico que nos protege.
8- Como sobreviver a crises econômicas
9- Como montar equipes
10- Inovação e tecnologia
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]]>O post O melhor investimento é… apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Primeira observação importante: como jornalista econômica eu simplesmente não posso fazer recomendação de investimentos. Aliás, desconfie de todo aquele que fizer sem ter as credenciais para tanto, ou seja, ser certificado.
Feita a ressalva, vamos falar sobre princípios básicos de investimentos que devem ser comuns a qualquer investidor:
1- Dinheiro de curto prazo tem que ficar em aplicações conservadoras como fundos DI ou papéis do Tesouro de curto prazo, o Tesouro Selic. Não importa se a expectativa para a Bolsa é de alta no próximo ano. O dinheiro que você precisará resgatar no prazo de menos de um ano não pode correr riscos. Aliás, o ideal é que você deixe longe de mercados de risco o dinheiro que você tem data para resgatar.
2- Os fundos PGBL e VGBL são indicados para aplicações de médio e longo prazo, ou seja, acima de três ou quatro anos. Além disso, preste atenção ao seu perfil fiscal. O maior atrativo deste investimento são os ganhos fiscais, a economia que você faz com Imposto de Renda.
3- Só entre na Bolsa depois de conhecer os conceitos desse mercado. Há muita informação disponível hoje. Visite o site da B3 e, principalmente, o da CVM que é o xerife do mercado de capitais.
4- Quem nunca investiu na Bolsa deve começar aos poucos. Invista uma quantia pequena e depois vá aumentando conforme for se sentido mais confortável com esse mercado.
5- Quanto mais idade você tiver, menor deve ser a sua parcela de investimento na Bolsa.
6- Todo investidor deve ter uma carteira diversificada e isso vale inclusive para imóveis. Carteiras concentradas em imóveis exibem um risco muito alto.
7- Dinheiro para a aposentadoria tem que, necessariamente, buscar ganhos reais, ou seja acima da inflação. Títulos do Tesouro IPCA+ são muito recomendados justamente porque protegem da inflação. Outra recomendação para aplicações de médio e longo prazo é contemplar uma parcela em ações, pois é um dinheiro de longo prazo e o mercado de ações é muito indicado para esse perfil de investimento.
8- Nunca faça aplicações em mercados que você não conhece os riscos.
9- Nunca assuma riscos para os quais não está preparado.
10- Nunca aplique o seu dinheiro em “dicas”. Fuja dos modismos e de gente que diz que você ficará milionário em pouco tempo.
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]]>O post Tesouro Direto terá título para aposentadoria apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Valle, um dos criadores do programa que abriu a oportunidade para pequenos investidores comprarem títulos do governo diretamente, explica que o novo título é mais uma ferramenta de educação financeira. “Apesar de ter uma indústria de previdência complementar bem desenvolvida no Brasil, sempre é bom incentivar a população a ter seu INSS mais uma previdência complementar”, diz Valle. O título é uma alternativa principalmente para investidores de baixa renda porque fundos de previdência costumam ter taxas de administração mais altas para pequenas quantias. No Tesouro Direto não há incidência desta taxa e mesmo pequenos investidores têm acesso aos mesmos juros pagos a grandes quantias.
LEIA TAMBÉM: Títulos de renda fixa, o que são e como investir
O projeto prevê que o título tenha um período de acumulação que será escolhido pelo investidor na hora da compra. Depois deste período haverá então um pagamento de renda mensal de acordo com o total acumulado pelo investidor. “Vou comprando este título durante minha vida de trabalho e depois de um certo tempo que eu vou definir, começo a ter um rendimento mensal”, explica Valle.
Os títulos mais recomendados para acumular para a aposentadoria, segundo analistas de mercado, é o IPCA+ porque é uma proteção contra inflação, o maior risco numa aplicação de longo prazo. Este título, contudo, não prevê o pagamento de juros mensais.
“O ideal é que todo brasileiro desde o primeiro dia de trabalho já comece a guardar para a aposentadoria”, diz Valle.
A entrevista completa você pode conferir no vídeo a seguir.
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]]>O post Inflação no perigoso terreno de dois dígitos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Era um tempo em que o salário chegava a aumentar 80% num único mês e mesmo assim não dava para nada. Não dava, principalmente, para fazer planos.
Para as famílias era cruel. Para jovens que davam seus primeiros passos no mercado de trabalho não era fácil. O país estava entrando no perigoso terreno da hiperinflação.
Eu cresci com a inflação. Na minha adolescência lembro bem do meu avô estocando alimentos não perecíveis em casa. Na casa dos meus avós havia um armário imenso e ficou na minha memória aquela sequência de latas e mais latas de alimentos, pacotes de arroz e feijão.
“Para que tanta comida se era só ele minha avó que viviam naquela casa?”, quis saber certa vez. “Porque semana que vem estarão mais caros e no próximo mês mais caros ainda”, respondeu meu avô.
LEIA MAIS: Como é calculada a inflação
Meu avô estocava comida em casa para se proteger da inflação. Também em casa, muito bem guardado, estava o dinheiro de suas economias. Porque havia tantas incertezas nos longos anos de inflação que não tinha como confiar nos bancos, no governo, em ninguém, ele dizia.
Antes de morrer minha avó me deu de presente a caixinha com as economias do meu avô. Para mim um tesouro, a recordação do meu herói. Mas se dinheiro em casa perde valor em economias estáveis, com hiperinflação o dinheiro vira muito rápido apenas peça de decoração. Certa vez, revirando as papeladas da minha avó depois de sua morte achei algumas apólices de seguro que meu avô comprou com tanto zelo para proteger a família. Não valiam mais nada. Comprar seguros em épocas de inflação fora de controle é um péssimo negócio.
Nessa jornada pela memória, lembrei do dia que resgatei o saldo da caderneta de poupança que o meu avô abriu para mim quando nasci. Saquei o dinheiro quando fiz 19 anos de idade. Coloquei na carteira e a noite quando voltava para casa o pneu do meu carro furou. Paguei a troca pelo pneu novo com o dinheiro que por quase duas décadas meu avô depositou mensalmente na poupança. E não sobrou nenhum centavo.
Contei essa história tão pessoal porque o País de Jair Bolsonaro entre tantos retrocessos fez mais este, caminharmos perigosamente no terreno de inflação de dois dígitos. Era essa a coluna.
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]]>O post O mercado e as pesquisas eleitorais apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Esta pergunta está tomando mais tempo do mercado do que os cálculos de juros. Afinal, já há um consenso de que o aperto monetário vai além do que era esperado incialmente.
Assim, a especulação corre solta sobre as pesquisas eleitorais.
Uma teoria surgiu amparada nos resultados das duas pesquisas mais recentes, uma da Genial/Quaest e outra do BTG/FSB (veja as tabelas comparativas aqui)
Os dados por região mostram que nessas duas pesquisas Lula abre vantagem em relação à pesquisa anterior dos mesmos institutos. No caso GENIAL/QUAEST a virada do Lula é na região sul (surpresa que havia aparecido no DATAFOLHA). Em entrevista ao MyNews Eleições o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, comentou sobre esta retomada de Lula no Estado, veja o video da entrevista abaixo.
No caso da pesquisa do BTG/FSB a virada acontece nas regiões norte e centro oeste.
Quem se dedicou a estudar as últimas pesquisas acredita que a pesquisa do IPESPE iria corroborar essas viradas regionais, deixando claro uma tendência. Ao perceber isso a XP pode ter optado por não “assumir” a tendência.
Vale lembrar, que dois ou três meses atrás já tinha saído uma notícia sobre um racha interno na XP com a divulgação de pesquisas dando vantagem para Lula.
Antônio Lavareda, do Ipespe, em entrevista recente diz que a XP não conhecia o resultado da pesquisa cuja divulgação foi suspensa.
Mas o mercado não está tão certo assim.
Bem, mas o que se convencionou chamar de mercado? E por que seu interesse nas pesquisas?
Corretoras e bancos encomendam as pesquisas para saber para que lado o vento sopra e se preparar. E por que divulgam? Para prestar um serviço aos clientes. Ocorre que nas últimas pesquisas os clientes estão cada vez mais reclamando dos resultados.
Todo mundo usa essa expressão, o mercado em alta, o mercado em baixa, o mercado está nervoso, o mercado reagiu com alta, com baixa. Mas afinal que é o mercado?
É muito simples. O mercado é um conjunto de homens e mulheres que são pagos para ganhar dinheiro.
São pagos para ganhar dinheiro para outros, que é basicamente a administração de recursos de terceiros, como os gestores de fundos de investimentos, por exemplo, ou fundos de pensão.
Ou são pagos para ganhar dinheiro numa tesouraria, que também é chamado de recursos próprios, de uma empresa, de um banco.
Qual é o comportamento desses homens e dessas mulheres? 90% dessas pessoas segundo o espectro político é de direita.
Então quando chega na época eleitoral é muito natural que as simpatias se dirijam, no espectro político, para os candidatos que estão mais à direita, de centro direita.
Propriedade privada é sagrada, não se pode romper contratos, não se pode tributar fortunas, o estado deve ter um peso reduzido na economia.
Mas ocorre um fenômeno. Esse mercado no qual esses homens e essas mulheres trabalham é estupidamente competitivo, concorrencial, em que sentido? Todos têm um algoz. O algoz se chama ranking de fundos, de carteiras.
E diz o seguinte: se você não é bom o suficiente para estar entre os primeiros simplesmente é mediocre, mesmo que seu resultado tenha batido a média do mercado.
Por isso, o mercado quer informações o quanto antes para se posicionar com vantagens frente a seus concorrentes.
O que isso significa em termos comportamentais? Significa que esse mercado tem um viès ideológico sim, e aqui não estamos fazendo nenhum juízo de valor, mas ele tem uma dinâmica concorrencial que diz: eu tenho que ganhar dinheiro, independentemente da minha preferência ideológica.
Foi assim, por exemplo, na primeira eleição de Lula. Em quem o mercado votou em 2002, maciçamente, não 100%, mas a grande maioria? No Serra. Mas quem ganha? O Lula. Momentos de indefinição e o Ibovespa chega a bater 8.300 pontos.
Quem é o primeiro nome que o Lula anuncia? Meirelles para o Banco Central.
Nas mesas de câmbio, juros e bolsa ninguém acreditava. Um olhava para o outro e se perguntavam: o Meirelles? E o Meirelles aceitou? E vai assumir? de 8.300 pontos a Bolsa vai a 11 mil pontos. E continua subindo nos cinco anos seguintes.
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]]>O post Retorno com dividendos bate os juros apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>“Porque ao travar seu ganho na renda fixa você pode estar perdendo a oportunidade de ganhos ainda maiores”, diz Rogério Braga, sócio fundador e gestor de multimercados da Quantitas Gestão de Recursos.
Dê uma olha na tabela e você terá a exata medida do que Braga está falando. O que são 13% de ganho no ano se você tem a perspectiva de um retorno apenas com dividendos (dividend yield) de 30% num ano! É o projeto para a Petrobras, por exemplo. Mas não só ela apresenta a perspectiva de retornos atraentes com dividendos. Insisto. Olhe a tabela com cuidado e você verá como o mundo dos ganhos com dividendos está aquecido.
Dividendos é sua parte no lucro. Mesmo que você tenha apenas uma ação da Petrobras, para continuarmos no nosso exemplo, você já terá direito a receber proporcionalmente uma fatia desses ganhos. E por que os dividendos estão tão altos? Porque as ações estão baratas dada as incertezas da economia brasileira, mas algumas empresas projetam lucros muito atraentes. De novo o caso da Petrobras que está lucrando bastante com a alta do combustível. O dividend yield é a razão entre o dividendo esperado e o valor de mercado da empresa. O valor de mercado de algumas empresas está muito baixo.
Agora vem a melhor parte. Você compra a ação, tem direito a receber os dividendos e ainda pode colher frutos no futuro se as ações da empresa se valorizar.
Veja a entrevista completa com o Rogério Braga no MyNews Investe e se quiser mais informações sobre os fundos que ele administra, você pode obter nos seguintes links:
– Fundo Quantitas FIC FIM Mallorca (multimercado multiestratégia)
– Fundo Quantitas FIA Montecristo (ações)
– Fundo Quantitas FIM Galápagos (multimercado)
– Fundo Quantitas FIM Maldivas LS (long short de ações)
– Fundo Quantitas FIM Arbitragem (multimercado)
No MyNews Investe desta semana, MaraLuquet conversou com Rogério Braga, sócio fundador da Quantitas Investimentos, sobre o retorno de dividendos. Confira:
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]]>O post Investidor volta ao reino da renda fixa apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Veja na tabela a tradição brasileira de pagar juros reais positivos e em muitos anos com um retorno bastante sedutor se comparado ao que ocorre em economias estabilizadas.
Mas esses dois últimos anos anos foram atípicos por conta da pandemia do Coronavirus. A brutal queda na atividade econômica por todo o planeta exigiu que os governos afrouxassem suas políticas monetárias, ou seja, reduzissem as taxas de juro e injetassem dinheiro na economia.
Esse tempo parece ter ficado para trás. No Brasil, a alta persistente da inflação faz com que o Banco Central, agora com autonomia, mantenha a trajetória de alta nas taxas e sem pressa para interromper o ciclo.
Esse cenário tem levado os investidores a resgatar suas aplicações em fundos de ações e voltarem para o tradicional caminho da renda fixa, mais conservadora e agora de volta aos juros muito atraentes.
Na indústria de fundos esse movimento já era visível desde o início do ano. Mas maio mostrou que os investidores estão optando por outros instrumentos de renda fixa, como títulos do Tesouro Direto e CDBs, por exemplo.
LEIA TAMBÉM: Criptomoedas: mercado digital, riscos e oportunidades de investimentos
Mais de 45 bilhões de reais saíram dos fundos de investimento em maio. No ano, a captação liquida (aplicações menos resgates) está negativa em 12 bilhões e apenas duas categorias apresentam até agora uma captação positiva no acumulado de 2022: renda fixa, com uma captação líquida positiva de 98 bilhões de reais e os fundos cambiais, com ganho modesto de patrimônio no período de 650 milhões.
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]]>O post Alckmin é chamado de futuro vice-presidente na Uninove apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>LEIA TAMBÉM: Lula é “o maior líder popular” do Brasil, diz Alckmin
A comunicação oficial deixou feliz os alunos que já escolheram o pré-candidato do PT, Luis Inácio Lula da Silva. Mas incomodou fortemente outros alunos e também professores que optaram por outras candidaturas. A confusão está instalada, principalmente porque, como diz o aviso, a presença é obrigatória.
O MyNews tentou falar com a Universidade para esclarecer se o e-mail que chama Alckmin de futuro vice-presidente é um sinal de que a Universidade já está declarando seu apoio oficial ao ex-presidente ou se esta é uma manifestação pessoal do professor. Mas até agora não houve resposta.
O Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil, diz que não tem posição oficial para nenhum candidato.
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]]>O post Precisamos falar sobre o PIB apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O comemorado 1% de crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano em relação ao ano anterior que foi divulgado hoje tem um gosto amargo porque só reforça a ideia de que estamos em maus lençóis. A taxa é insignificante para trazer fôlego a uma economia que patib=na há quase uma década. O País precisa urgentemente de um plano de resgate. “O próximo presidente precisa anunciar um Plano Nacional de Infraestrutura”, diz Velloso.
Segundo ele, só o investimento em infraestrutura é capaz de fazer o País experimentar uma retomada econômica consistente e com produtividade.. “Sem infraestrutura não tem PIB”. diz ele. E o grande drama brasileiro é que o País trocou investimento por gastos correntes em especial com a previdência do setor público. “O problema é muito grande e será necessário equalizar a dívida previdenciária para voltar a investir em infraestrutura. Aqui você pode ver os dados do estudo do economista Raul Velloso: PIB Infraestrutura
O Brasil nas últimas três décadas não consegue apresentar um crescimento sustentado e experimenta o que os economistas chamam de voo da galinha. Ou seja, crescimentos em curto período seguido de recessão ou taxas muito baixas que levam a média do crescimento a patamares muito baixos. Ele diz que de 1995 a 2003 a taxa média de crescimento do PIB ao ano é de 2,3%. O período seguinte de 2003 a 2014 a taxa média de crescimento anual do PIB é de 3,9% e de 2014 a 2022 não houve crescimento, a taxa foi negativa em 0,6.
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]]>O post Vem encrenca por aí apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O reajuste de passagens tem um poder de fazer tremer governos aqui e além.
Ou você já esqueceu os protestos “Não é por 20 centavos” em 2013 no Brasil, reflexo do aumento nas passagens de ônibus?
Só mais um exemplo? Os protestos de 2019 em Santiago, no Chile, quando o governo anunciou um aumento na passagem do metrô equivalente também a 20 centavos de real.
Segundo o economista Luis Eduardo Assis, por enquanto as prefeituras estão bancando o subsídio maior para os ônibus. “E acho que há menos ônibus nas ruas também”, diz Assis. Mas as prefeituras não conseguirão segurar o reajuste das passagens por muito tempo.
“Os caminhoneiros também podem tumultuar, mas o custo do frete subiu, 26% nos últimos 12 meses. É menos do que o diesel, mas dá um alívio”.
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]]>O post Madalena da Silva viveu meio século em regime análogo à escravidão apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O caso ainda está sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia, mas Madalena relata ter chegado à casa da família aos 8 anos de idade, já Sônia, a ex-patroa, diz que ela teria começado a trabalhar com 16 anos. Isso não descaracteriza o horror da história.
Preste atenção aos números:
com 8 anos começou a trabalhar,
aos 62 anos foi resgatada,
há 80 anos foi criada a CLT.
Na campanha eleitoral fala-se muito em reformar a reforma trabalhista do então presidente Michel Temer, mas a verdade é que a legislação antes e depois de Temer não foi suficiente para proteger Madalena. É preciso aplicar a lei.
O que a história de Madalena mostra é que o Brasil precisa de reformas profundas. Reformas políticas, sociais, culturais e econômicas.
A proposta de reforma trabalhista de Temer acenava com geração de empregos, deixando a carga mais leve para que o capital pudesse investir na produção. Na prática, a reforma aliviou o fardo trabalhista cortando a remuneração do fator trabalho, a criação de vagas não se confirmou e o arcabouço de proteção se deteriorou.
Madalena Santiago da Silva. Foto: Ministério Público do Trabalho da Bahia (Divulgação)
Quantas Madalenas ainda precisam ser resgatadas? Ou você realmente acha que este é um caso isolado? Senhores candidatos ao executivo e ao legislativo, o que vocês propõem para conseguirmos eliminar a escravidão no Brasil?
A pequena Madalena chegou à casa da família do cidadão de bem em Salvador para ser escrava. E nenhum vizinho, amigo ou parente estranhou o fato dessa criança estar servindo aos patrões sem perspectiva de futuro, sem proteção, sem sequer salário.
Não acredito em salvadores da pátria, o mito da ação pessoal como motor da história. Mas, como reconhecem os professores Pedro Paulo Zahiuth Bastos e Pedro Cezar Dutra Fonseca, organizadores do livro “A Era Vargas”, em certas circunstâncias históricas, sobretudo em momentos de crise profunda do modelo econômico, social e político de um país, a ação política assume papel crucial para encaminhar soluções emergenciais e rotas estratégicas para o desenvolvimento nacional.
Nessas conjunturas, o papel de estadista é fundamental para delinear linhas de ação e liderar forças políticas em direção a novos rumos.
Encontrar um estadista não é uma tarefa simples, mas é possível. Agora ainda mais relevante é fazer bom uso da oportunidade que temos este ano de contratar gente competente no legislativo e executivo, com diagnóstico e prescrições que consiga tratar este país tão doente.
O post Madalena da Silva viveu meio século em regime análogo à escravidão apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O post O melhor correspondente no MyNews, não tem preço apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Não, ele tinha tomado a decisão correta. A decisão de um repórter raiz e experiente que sabe exatamente onde está a notícia. Tive uma vontade louca de me juntar a ele nessa missão. Afinal, também sou jornalista raiz e não deixaria passar uma oportunidade como esta.
Estrear o Manhattan Connection com o Lucas Mendes no cenário do maior conflito europeu depois da Segunda Guerra Mundial não tem preço. Um dos mais experientes correspondentes estrangeiros exclusivo para o MyNews. Nem fiz as contas de quanto tudo isso iria custar. Decidi que iríamos em frente.
O competente time da Associated Press foi fundamental e alertou: coletes e capacetes são indispensáveis.
A primeira dificuldade foi adquirir esses equipamentos de proteção. Em 30 anos de jornalismo, nunca precisei usá-los já que meu campo de batalha é cobrir finanças. No Brasil, não havia como os adquirir e os transportar. Na Europa, estão em falta devido à demanda causada pela guerra. Foram adquiridos nos Estados Unidos, onde não houve empecilhos para comprar e transportar coletes e capacetes. O Lucas embarcou de Nova York para Varsóvia levando 3 coletes que pesavam cerca de 23 kg cada um!
A jovem equipe que o acompanharia seria: Cezar Fernandez, 23 anos, cinegrafista e Gabriela Lisboa, 39, diretora do MyNews. Quando comuniquei aos dois que Lucas estava indo para a Ucrânia, imediatamente se prontificaram a acompanhá-lo. Embora apreensivos, estavam empolgados. Para eles, seria a primeira experiência num teatro de guerra. Acabei não me juntando a eles, pois conclui que seria mais útil organizar a operação da base, em Nova York. Minha missão seria zelar pela segurança e saúde de todos e coordenar, junto com a Myriam Clark, a produção do programa, que seria transmitido ao vivo, em meio a sirenes de alerta de ataques de bombas.
Sem falsa modéstia, o primeiro Manhattan Connection no MyNews ficou maravilhoso. O Lucas imprimiu toda sua sensibilidade, revelando, com um olhar humanista, um país em conflito e um povo perplexo com a brutalidade da guerra.
Encantou-me, em particular, a interação entre o experiente repórter e o jovem cinegrafista. Cezar registra alguns momentos de descontração da equipe durante a viagem, como quando pergunta ao Lucas o que fazia com o travesseiro do hotel em que haviam se hospedado, em Varsóvia: “É uma lembrança?” Lucas explica: “este travesseiro aqui, eu trouxe de lembrança do hotel; deixei uma notinha e dez dólares. Por dez dólares você compra 5 desses aqui. Nunca vi um lugar tão barato.” Uma explicação sobre taxa de câmbio tão simples que faz qualquer um entender a desvalorização do zloty, a moeda polonesa, frente ao dólar americano.
Apesar do clima de tensão da guerra, o repórter manteve seu toque suave ao conversar com aquela população tão sofrida.
Não criamos o MyNews para competir com a mídia tradicional, nem haveria como fazê-lo. Ele foi criado com o propósito de complementar a cobertura feita pela grande imprensa, com outros olhares, outros sabores, outros atores. Com gente que conhece o ofício de longa data. A cereja do bolo, que faz toda a diferença. Agora, Lucas Mendes é MyNews. Se você não viu, vale a pena ver a estreia do Manhattan Connection abaixo:
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]]>O post Bolsa, juros e o fraco desempenho da previdência apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Veja nesta tabela que mesmo fundos de previdência com ganhos nominais perderam para a inflação. Observe que quanto maior a fatia de renda variável, pior a performance da carteira. Na tabela, os fundos estão divididos em grupos de 15%, 30% e 49% da carteira em ações.
LEIA TAMBÉM: Previdência complementar também é assunto para servidores públicos
A tabela inclui os principais fundos do mercado. Para uma melhor análise você poderá comparar a rentabilidade de 2021 com a acumulada nos últimos três anos. Observe também a volatilidade (oscilação) da carteira. Quanto maior a volatilidade maior a exposição ao risco.
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]]>O post Ganhos com ações do Agronegócio devem bater os juros apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>A resiliência do agronegócio brasileiro, visto como o motor da economia do país, tem sido premiada pelos investidores. Ações de empresas do setor acumularam rentabilidade de dois dígitos na Bolsa, com JBS e Marfrig atingindo altas espetaculares no período acima dos 70% no ano passado.
Um relatório recente da Genial Investimentos recomenda três empresas que devem bater as taxas de juro. São elas: SLC Agrícola (SLCE3), Brasil Agro (AGRO3) e Boa Safra Sementes (SOJA3).
A íntegra do relatório está aqui.
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]]>O post São Paulo perderá sua capacidade de investir em três anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Em entrevista ao MyNews, Velloso afirma que são poucos os estados que estão conseguindo aumentar ou até mesmo manter seus investimentos. Dessa forma, os governadores eleitos, ou reeleitos, em 2022 terão pela frente o enorme desafio de descobrir novas fontes de recursos para investir, sob o risco de verem seus estados estagnados, a exemplo da União, que tem sua capacidade de investir reduzida a cada ano.
Na entrevista, Velloso revela que, durante conversa ocorrida em novembro de 2018, o então indicado a futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, confessou não ser afeito ao investimento público para o País. Hoje, prestes a entrar no quarto ano à frente do ministério, ainda sonha com os bilhões em investimentos privados que, até agora, não se materializaram. Para Velloso, no entanto, isto não é surpresa, uma vez que, em sua opinião, o investimento privado só se realiza quando há contrapartida do setor público. Em sua opinião, o Estado tem que ser a locomotiva deste processo.
A boa notícia, segundo ele, é que, se houver planejamento, os recursos aparecem.
“A única maneira de arrumar dinheiro para investir é arrumando a previdência dos servidores dos estados. É o que estou sugerindo e acompanhando no estado do Piauí”, diz Velloso. Ao contrário de São Paulo, nos próximos três anos, o estado do Piauí aumentará seus investimentos para cerca de R$ 1 bilhão ao ano. “Está sendo feito um trabalho de reorganização, de reestruturação da previdência, que nós teríamos que fazer em todos os estados e principais municípios. Isso impediria que os investimentos virassem pó; zerassem em poucos anos”, acrescenta.
Segundo Velloso, os fundos de previdência de estados e de municípios, somados, já dispõem de R$ 200 bilhões em recursos aplicados. “Esse dinheiro poderia estar sendo investido em projetos em parcerias com o setor privado, mas está sendo aplicado em títulos federais, rendendo Selic que, até pouco tempo, rendia 2% ao ano”, diz ele.
Num cenário de carência de investimentos, nada mais adequado que utilizar parte deste dinheiro, estacionado em títulos públicos de curto prazo do Tesouro Nacional, para esta nobre finalidade. Com isto todos sairiam ganhando, inclusive os próprios servidores, que veriam aumentar a rentabilidade dos recursos destinados às suas aposentadorias e pensões.
Tais recursos, utilizados em parceria com a iniciativa privada, tornariam possíveis investimentos em infraestrutura nos estados, alavancando, dessa forma, o crescimento econômico. Mas, como enfatiza Velloso, falta planejamento.
Veja a entrevista na íntegra:
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]]>O post De: Moro@Brasil.com.br para: Guedes@fazenda.gov.br apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Coleciono colunas de Elio Gaspari com trocas de e-mails de quem já partiu desta para a melhor dando conselhos aos que ainda se encontram neste mundo e que passam por situações difíceis.
O Sérgio Moro está vivinho da Silva, mas, assistindo à fritura de Paulo Guedes, imaginei como seria um e-mail do ex-ministro para o ainda ministro.
Deixo bem claro que nunca falei com o ex-ministro Moro.
De: moro@Brasil.com.br
Para: Guedes@fazenda.gov.br
Prezado colega, peço-lhe permissão para partilhar algumas experiências que vivi quando ainda éramos vizinhos na Esplanada dos Ministérios.
Como você bem sabe, não há espaço para ingênuos nesses 2 km de poder. E, creia, quanto mais se adia o momento da saída mais chamuscadas ficam a reputação e a saúde.
Diferentemente de mim, você fez fortuna no mítico mercado financeiro. O que facilita bastante as coisas. Já poderia, até mesmo, curtir uma tranquila e luxuosa aposentadoria. Afinal, não é mais um garoto.
Eu sei, dinheiro não é tudo. Mas admira sua submissão ao poder. Tanto sofrimento em nome de um declarado patriotismo que, ao que tudo indica, não o levará ao seu target. Ao contrário, corre o risco de o colocar na história como cúmplice de atrocidades econômicas e de outras de diferentes naturezas. Afinal, hoje o País tem políticas equivocadas, para dizer o mínimo, em matéria de: saúde, meio ambiente, educação, ciência, cultura. Tornou-se um pária na comunidade das nações.
Neste governo cada um tem seu próprio teto. O do Mandetta foi a cloroquina; o meu foi a interferência na Polícia Federal. Isto para ser simplório.
Foi sofrido ver minha reputação se esvaindo e eu preciso dela para sobreviver, ao contrário de você.
Mas mesmo não precisando da reputação, não espere ser o último para apagar a luz. Apúrate compañero! Depois, levanta, sacode a poeira, dá volta por cima.
PS: o Mandetta aproveita para mandar lembranças e diz que: “Um homem público pode perder tudo, menos a coerência e a dignidade. Preserve-as”. E neste caso as aspas são necessárias porque não se trata de ficção.
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]]>O post Juntos nesta jornada apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Em 1998, fui convidada por Otávio Frias, o querido e saudoso Sr. Frias, para criar um caderno semanal para a Folha de São Paulo que ajudasse os leitores a entender mais sobre finanças pessoais. Visionário que era, Sr. Frias sabia que, com a estabilidade monetária conquistada em 1994, os brasileiros passariam a demandar mais informações para, finalmente, planejar seus investimentos.
Criamos então o Folhainvest, o primeiro caderno puramente dedicado à educação financeira e finanças pessoais da grande mídia. Naquele quarto ano após o Plano Real, a inflação anual (IPCA) rondava os 5%, no entanto, a taxa Selic anual era de 25,25%, fazendo do Brasil o reino da renda fixa por muitos anos.
Também fiz parte do time de jornalistas que criou o jornal Valor Econômico em 2000, onde idealizei e me tornei a editora do caderno Eu&Investimentos.
Durante todo este período cobrindo finanças pessoais, vivenciei várias crises financeiras: a crise do México em 1995; a asiática, em 1997; a russa, em 1999; a da desvalorização do real, em 1999; a da transição do governo FHC para o governo Lula em 2002. Também atravessei tempos de prosperidade como a evolução positiva do índice Ibovespa de 2003 a junho de 2008, quando foi atingido pelos reflexos da crise do subprime.
Enfim, vivi e cobri tempos de crises e de euforias do mercado nestes 30 anos de jornalismo econômico. Aprendi que é preciso ter moderação nos momentos de euforia e cautela, sangue-frio, nos de crise, quando costumam surgir boas oportunidades de negócios.
Mas, você deve estar se perguntando: aonde a Mara quer chegar com toda esta conversa? Meu objetivo é alertá-lo que a redução da taxa de juros, além de despertar a busca por mais rentabilidade em mercados de maior risco, fez surgir uma infinidade de “conselheiros” de investimentos como nunca se viu.
O escudo para não cair em falsas promessas de enriquecimento fácil é informação de qualidade, independente, confiável. Essas três décadas de cobertura do mercado financeiro me mostraram que muitos desses “gurus” ou “magos” das finanças não sobrevivem ao primeiro chacoalhar do mercado. Agora mesmo, nesta crise produzida pela pandemia de covid-19, vi muitos “gênios” das finanças desaparecerem da mídia simplesmente porque não sabiam o que dizer.
No MyNews criei agora o MyNews Investe que estreia nesta semana. Aqui você vai encontrar jornalistas profissionais comprometidos em buscar fontes confiáveis para levar a você informações sobre o mercado financeiro a fim de facilitar suas escolhas. Você vai ficar sabendo quem é quem no mercado financeiro: quem pode gerir carteiras; quem fiscaliza; quem pode indicar investimentos, os riscos, as oportunidades e como fazer com que sua carteira de investimento seja bem-sucedida. Ouvindo sempre as fontes mais confiáveis do mercado.
Neste mundo pós-pandemia, serão muitos os desafios, mas também as oportunidades. Novos mercados, novos comportamentos, novos problemas, novas soluções. Certamente, estaremos juntos nesta jornada.
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]]>O post Esta é uma história real, a história de Arthur, o grafista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O mundo é dividido entre grafistas e fundamentalistas. Trata-se, é claro, de uma licença poética. O mundo, infelizmente ou felizmente, é bem mais complexo.
Resumidamente, os fundamentalistas fazem suas previsões baseados em dados macroeconômicos, em balanços de empresas, enquanto que os grafistas, como já era de se supor, têm os gráficos de índices – como do dólar, do ibovespa, dos preços de commodities etc – como seus oráculos.
Arthur é grafista, aprendeu os mistérios dessa ciência/arte com o pai, que, em 1999, época do fim da âncora cambial, fez uma operação muito bem sucedida com o dólar. Ganhou um bom dinheiro que o ajudou a comprar o sítio dos seus sonhos.
Já Arthur aproveitou muito bem a chance que teve com a disparada do dólar. Realizou um ganho de 40%, apostando as economias amealhadas em 10 anos de trabalho.
Arthur é jovem e talentoso. Aos vinte anos, formado em economia e em direito, já ganhava um bom salário. Hoje, aos trinta, cursa o doutorado e lambe sua primeira cria recém-nascida, uma linda menininha.
Arthur está empregado, estuda de graça numa renomada instituição pública, conhece alguns caminhos do mercado financeiro, mas quer deixar o País. Por quê?
Mesmo sendo grafista – e, por isso, tende a não dar tanta importância à macroeconomia – não aguenta mais a política e os políticos. Quando pensa no futuro do Brasil, não consegue enxergar soluções a curto ou médio prazos.
Diante do espetáculo proporcionado pelos 511 deputados durante a votação na Câmara pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma, eu, que sempre incentivei jovens como Arthur a ficar e participar da retomada do País (#XÔCRISE) fiquei ainda com menos argumentos.
Este é o maior dano que os políticos estão causando à economia do País: tirar a perspectiva de jovens brasileiros. A economia se move pela esperança e ela está nas malas desses moços e moças prestes a embarcar para entregar o talento e a energia a outras paragens. Aí está o maior prejuízo.
Por isso precisamos urgentemente de uma reforma política.
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]]>O post Livro tenta humanizar executivo Carlos Ghosn apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Acusado de crimes financeiros, Ghosn foi preso no dia 19 de novembro de 2018 ao aterrissar em Tóquio, a bordo de um avião privado. “Naquele momento, senti a fulgurante impressão de passar de Tudo a Nada”, diz ele no primeiro capítulo.
Ghosn nega as acusações que lhe são atribuídas e avalia que a origem delas pode estar na evolução dos rumos que a Aliança Renault-Nissan tomou nos últimos anos. Segundo ele, desde que o presidente francês Emmanuel Macron ascendeu ao poder, quis apresentar a Nissan como uma filial da Renault, empresa na qual o Estado francês detém 19,7% das ações. Ghosn sempre foi contrário a este posicionamento. No seu entender, a Aliança Renault-Nissan só daria certo se os japoneses se sentissem bem nela. “Seria um erro confiscar-lhes sua identidade, sua autonomia. Os japoneses precisavam formar com a Renault um grande grupo industrial onde pudessem se reconhecer nele”, afirma Ghosn que, em 1999, foi enviado ao Japão com a missão de reerguer a montadora que estava à beira da falência. Seu plano de recuperação da Nissan obteve tamanho sucesso que ele virou herói nacional, personagem até de história em quadrinhos.
Porém, explica, a partir de 2015, o descontentamento dos japoneses em relação a Aliança tornou-se cada vez maior, principalmente pelo fato de verem 43% de seus lucros serem contabilizados pela Renault devido à divisão acionária entre as duas empresas e, além disso, sem direito a voto.
Na tentativa de encontrar um equilíbrio entre o desejo de fusão vindo do Estado francês e o de autonomia por parte da Nissan, Ghosn conta que propôs criar uma holding da Aliança (inclusive com a Mitsubishi que já tinha sido adquirida pelo grupo), que garantisse autonomia operacional das três empresas. “Este parecia ser um bom compromisso”, avalia. Mas esta não foi a interpretação da Nissan.
Segundo Ghosn, as pressões dos políticos franceses se intensificaram para que ele concretizasse a fusão e esta atitude fez crescer ainda mais entre os japoneses seu tradicional espírito nacionalista. O impasse aconteceu no início de 2018. Com aposentadoria prevista para junho, foi pressionado pelo Estado francês a estender seu contrato por mais quatro anos, de forma a garantir a irreversibilidade da Aliança. Ghosn diz que hesitou, mas acabou por ceder. “Acredito que foi nesse momento que eu perdi a confiança dos japoneses”, avalia. Quatro meses depois, em novembro daquele mesmo ano, ele seria preso em Tóquio. O desenrolar desses acontecimentos é o que descreve no livro.
Ghosn conta que ao desembarcar em Tóquio naquele 19 de novembro foi imediatamente mantido em isolamento, sem direito a advogado ou a fazer um único telefonema. Poucas horas depois foi transferido para a prisão de Kosuge, onde ficou por 130 dias em uma cela sem aquecimento, em um momento que a temperatura girava em torno de 15 graus centígrados. “O frio esvazia a cabeça, congela os pensamentos, desumaniza você”, escreve. Ele revela que sua cela tinha seis metros quadrados e a luz permanecia acesa ininterruptamente; dormia no chão, sobre um tatame sem travesseiro e podia tomar dois banhos frios por semana. Sua rotina incluía longos interrogatórios diários que se estendiam muitas vezes até às dez horas da noite. “É um sistema desumano e cruel”, avalia.
Somente quatro meses depois de preso, após pagar uma fiança de um bilhão de ienes -pelo dólar da época, algo em torno de R$ 35 milhões-, ele conseguiria autorização para aguardar a data do julgamento em liberdade vigiada. Ficou um total de 14 meses em prisão domiciliar, até realizar a fuga cinematográfica de 30 de dezembro de 2019.
Ele explica que no sistema judicial japonês não existe a presunção de inocência. O réu é considerado culpado até que consiga provar o contrário. ”Se você não confessa, fica preso indefinidamente”, revela Ghosn, acrescentando que 99,4% dos acusados no Japão são declarados culpados. Diz que decidiu deixar o Japão quando viu que não teria chances de um julgamento imparcial.
Sobre sua fuga espetacular para Beirute revela muito pouco porque, segundo ele, não quer comprometer as pessoas envolvidas. Ele e a esposa Carole vivem hoje no Líbano, de onde não podem sair, pois seus nomes constam da lista vermelha de procurados pela Interpol.
O livro “Juntos, sempre”, que sai em português pela editora Intrínseca, tem linguagem direta, sem rodeios nem meias palavras, bem ao estilo de seu autor. Foi escrito conjuntamente por Carlos Ghosn e sua esposa. Intitulados com seus nomes Carole e Carlos, os capítulos se alternam entre um e outro para contar a visão da história de cada um: ele, na condição de prisioneiro, descreve suas dificuldades às voltas com a justiça japonesa; ela, para defender o marido, narra suas tratativas com diferentes interlocutores como autoridades, advogados, políticos, imprensa, ONGs e até mesmo a Organização das Nações Unidas.
Nessa alternância de narrativas, pontuam constantemente na obra conversas pessoais e trocas de correspondência afetiva entre os dois, plenas de juras de amor que poderiam ser mais sintéticas. Elas revelam, no entanto, o outro objetivo da obra que é o de humanizar a figura de Carlos Ghosn.
Conhecido no meio corporativo como um executivo ousado, frio, sem empatia pelo próximo, temido e admirado, mas não amado, o Ghosn que emerge das páginas de “Juntos, sempre” é o de um homem capaz de escrever declarações de amor eterno a sua esposa como: “Penso em você a cada minuto, a cada hora, você é a luz do meu coração, minha razão de viver. ”
À par carregar nas tintas do sentimentalismo, vale a leitura de “Juntos, sempre”, pelos bastidores do que acontece no mundo das grandes corporações e pelas denúncias que faz, pois elas vão além do caso individual de Carlos Ghosn.
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]]>O post Atuar em startup não traz estabilidade, mas representa uma grande oportunidade apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
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]]>O post Obrigada, povo do MyNews apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O que era um sonho se tornou realidade e completou, nesta semana, três anos com carinha de 30, como diz a nossa campanha de aniversário. Carinha de 30 porque nesse pouco tempo de vida passou a ser reconhecido, no Brasil e no exterior, por sua qualidade técnica e editorial.
Comecei falando da minha idade porque muita gente ainda acha que inovação é coisa só de gente jovem. Nada contra os jovens. Pelo contrário. Hoje, no MyNews, temos uma turma de profissionais ainda na casa dos vinte e poucos anos tão competente e comprometida que nos dá a certeza de que nunca deixará a peteca cair.
Mas foi a turma dos 40+ que entrou em campo para fazer o sonho acontecer. Isto, lá no começo, quando confidenciei a Antônio Tabet meu desejo de fazer, no jornalismo, o que ele e a turma do Porta dos Fundos fizeram no humor: um canal independente e sustentável.
Na ocasião, esse time sênior trabalhava em grandes empresas. Apesar de estarem na zona de conforto, ansiavam por um desafio. Jornalistas puro sangue que enxergaram a oportunidade de participar de um projeto que usasse e abusasse da inovação tecnológica e que tivesse compromisso com a pluralidade de ideias. Esta combinação vencedora nos trouxe até aqui e continuará a pautar nosso trabalho.
Hoje, minha função no canal está mais voltada a viabilizar projetos da nossa equipe. E, depois de passar por esta experiência de três anos, posso afirmar: empreender no Brasil é difícil. Mas não impossível e isto só nos faz mais felizes, ao ver um sonho se realizar apesar das pedras no meio do caminho.
Certamente, minha maior ventura foi reunir uma equipe competente, comprometida, corajosa, disposta a fazer o impossível acontecer a cada dia. Sem dúvida, essa turma é o maior patrimônio do MyNews.
Eles são a garantia de que este não é o canal da Mara e do Tabet, mas sim o MyNews, um canal de jornalismo independente, com jornalistas profissionais, cuja missão é levar informações e análises da melhor qualidade à nossa audiência, com pluralidade e diversidade.
Neste ano que antecede uma das eleições mais esperadas de todos os tempos, o MyNews se orgulha em promover o debate sério e responsável de ideias, não importando a corrente de pensamento, porque acredita ser este o desejo dos quase meio milhão de inscritos e dos muitos que a eles se juntarão neste seu quarto ano de vida.
Obrigada, povo do MyNews!
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]]>O post O que te faz confiar em alguém? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Por exemplo, fazer planos com alguém que se ama implica confiança para comprar, vender, investir. “Confiança é a segurança baseada em nossas esperanças”, segundo o dicionário de sinônimos de Antenor Nascentes. Então, a esperança no futuro com o ser amado está baseada na confiança mútua.
O tema confiança em economia movimentou minha timeline no Twitter na semana passada. “Há anos ou décadas não percebemos que, no mundo atual, a confiança virou um fator de produção”, tuitou o senador Cristovam Buarque. Flávio Reis respondeu: “Confiança é a base do tecido social! Sua ausência deixa o tecido esgarçado, frágil, susceptível às rupturas”.
No entanto, no (des)governo de Bolsonaro, falta confiança até mesmo entre os seus apoiadores. Por isso, ainda que tenha 51% de aprovação entre os empresários, o presidente não consegue fazê-los investir no País.
Creio que nem mesmo o alto endividamento público interno, de per si, seria capaz de afastar de tal forma os investidores. O problema é, sim, falta de confiança. Confiança na gestão pública federal que não consegue lidar com os desafios brasileiros.
Por outro lado, há muitas oportunidades associadas a governos estaduais que estão sendo aproveitadas por investidores atentos. São projetos de infraestrutura, de tecnologia e assim por diante. Para mostrar tudo isto, criamos a série “Olhar para o Futuro”, aqui mesmo, no site do Mynews.
Seria bom o que Governo Federal se inspirasse nos exemplos que serão mostrados.
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]]>O post É hora de falar de impeachment? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Foi no Segunda Chamada do dia 21 de janeiro, programa da grade do MyNews que vai ao ar toda segunda-feira, que a deputada Janaina Paschoal, apoiadora do presidente Jair Bolsonsaro, reconheceu que está se formando um “caldo de cultura para o impeachment do presidente”.
E o caldo engrossou ao longo da semana que se seguiu, até chegarem as pesquisas de opinião que mostraram que o apoio ao presidente está caindo.
Nada que se pareça com o que aconteceu com Collor e Dilma, os dois presidentes impedidos de completar seus mandatos por responderem a processos de impeachment no Parlamento que chegaram a ter menos de 10% de popularidade às vésperas do início do processo. O mesmo Datafolha mostra que pesquisa feita nos dias 20 e 21 de janeiro indicou que apenas 42% defendem o impedimento do presidente.
Mas a verdade é que a possibilidade de um processo de impeachment entrou para o radar dos estrategistas de investimentos, porque se há uma coisa que impacta os preços dos ativos – juros, câmbio e ações, só para ficar no trivial – é mudança de governo.
“Não haverá impeachment. Para o centrão, quanto mais acuado estiver Bolsonaro mais fácil será arrancar cargos e sinecuras”, avalia Jorge Cimino, um dos mais experientes gestores de investimentos do país e que vivenciou os processos anteriores de impedimentos de presidentes.
Não está sozinho entre os estrategistas de investimentos. Eles começam a colocar a possibilidade em seus cálculos, mas não acreditam que haja força suficiente para o impeachment de Bolsonaro. Por quê?
Porque impeachment é um processo político com algum pretexto jurídico. “Não vejo entre os atores políticos interesse em mergulhar num processo desse”, diz ele. “Pense: O Congresso tem interesse nisso? Os empresários têm interesse nisso? Tem povo nas ruas? A grande imprensa tem interesse nisso? As Forças Armadas têm interesse nisso?”.
O Datafolha mostrou que 71% dos empresários são contra o impedimento do presidente. E, você sabe, “Money talks”.
Além disso, há uma corrente que acredita que a classe política teme mais Mourão no poder que Bolsonaro. O Presidente tem se mostrado um desequilibrado na presidência. Na verdade, isto não deveria ser surpresa dada sua atuação na Câmara dos Deputados. Já Mourão é um general de 4 estrelas, reacionário, mais perigoso que Bolsonaro na avaliação de alguns. Desde o início do governo já se falava que Mourão era a “apólice de seguro contra um processo de impeachment”. Segundo esta corrente, mesmo para políticos da esquerda, o movimento de impeachment seria direcionado, na verdade, para enfraquecer e desgastar Bolsonaro até 2022 e não para tirá-lo já da presidência.
A conclusão a que se chega é que o movimento pró-impeachment ocorre num espectro social difuso, sem poder efetivo de influência econômica ou política. Uma parcela da sociedade exausta com as sandices de Bolsonaro, com seu total despreparo para enfrentar emergências como a pandemia, por exemplo.
Ironicamente, a pandemia, que tanto desgaste lhe causa, também o protege, pois impede potenciais manifestações populares de oposição ao seu (des)governo.
Aparentemente, nos partidos de esquerda, não reverbera a tese de usar o impeachment de Bolsonaro apenas para desgastá-lo até 2022. Segundo Guilherme Boulos, “esta tática parte do (João) Doria e do (Rodrigo) Maia. Falar em impeachment para desgastar o Bolsonaro, mas não levar adiante porque para eles interessa tê-lo no extremo e fazer o discurso de dois extremos. Porque é só isso que permite um cara como Doria se apresentar como moderado ou como centro ou qualquer coisa assim”.
Boulos – que, depois da eleição para prefeito de São Paulo, firmou-se como um nome a ser ouvido na formação de uma eventual frente de esquerda – lembra que “Mourão, por mais que seja mais estrategista que Bolsonaro, não tem um décimo do apelo popular do Presidente”. E reconhece: “há limitações para o avanço do impeachment tanto no número de parlamentares favoráveis quanto na dificuldade de ir para a rua pela gravidade da segunda onda da pandemia”.
E ele tem sua razão. Pode-se adicionar a este quadro o fato de que Bolsonaro conseguiu incorporar os sentimentos e valores dos policiais civis e militares e até de milicianos, alimentado por uma perspectiva belicista. O conjunto desses valores encontra uma encarnação, uma liderança, uma expressão política em Bolsonaro. Essas reflexões foram feitas por Luís Eduardo Soares, ex-secretário nacional de segurança, no programa Diálogos do canal MyNews, que vai ao ar às quartas-feiras.
Ainda é cedo para cravar quais serão os candidatos à presidência em 2022. Mas as conversas têm que começar já para que surjam um ou dois nomes competitivos. Um processo análogo ao que resultou na escolha de Tancredo Neves em 1984. Em que pese aquela eleição ter sido indireta, a analogia fica por conta da construção da aliança para derrotar Paulo Maluf (um querubim se comparado à Bolsonaro).
E, por fim, pergunto: que papel caberia a Lula na eleição presidencial de 2022? Permitiria que o PT fizesse parte de uma composição de partidos de esquerda? É difícil crer nessa hipótese, uma vez que o PT ainda aparenta adorar Lula Pai, Lula Filho, Lula Espírito Santo. Por sinal, Bolsonaro conta com isto.
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]]>O post Um par de horas de boa conversa apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Tive o privilégio de conduzir este último #Diálogos, do MyNews, que contou com a presença desses ilustres convidados.
Durante a gravação do programa, que irá ao ar às 21 horas dessa quarta-feira (23), uma troca de ideias sobre as possíveis futuras diretrizes para o Brasil e depois uma gostosa conversa em uma live com membros do canal, que puderam interagir comigo e com os entrevistados fazendo perguntas.
Confesso que fiquei feliz com o resultado. Como uma das idealizadoras do MyNews, este #Diálogos me fez sentir orgulho de estamos conseguindo criar mais uma alternativa para as pessoas se informarem e terem oportunidade de conhecer novos pensamentos. Concordando ou não, é importante conhecer ideias inovadoras das mais diversas áreas do conhecimento.
Nas mídias tradicionais, não haveria espaço para um programa tão longo. Os canais de TV, por exemplo, costumam ter uma grade com espaço limitado. Por outro lado, graças às estruturas parrudas de que dispõem, nos proporcionam a cobertura das notícias do dia a dia.
A internet abriu novos caminhos para o jornalismo complementar o que já existia. Não estamos aqui para concorrer com as mídias tradicionais, mas para ir além, oferecendo mais espaço e tempo para novas ideias.
Hoje, no Brasil, já há uma variedade de canais de vídeos, de podcasts, sites. No MyNews, temos tudo isto junto e misturado.
Existem canais com perfil editorial mais à esquerda, outros mais à direita. Nós, do MyNews, estamos interessados na pluralidade de ideias. Cobrimos política, economia, com foco na análise. Procuramos traduzir e fazer uma curadoria das notícias que a grande mídia cobre. Abrimos nossas portas para jornalistas de todas as mídias. Temos como objetivo maior estimular o diálogo democrático e construtivo.
O post Um par de horas de boa conversa apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O post Enquanto uns choram, outros vendem lenços. O Ceará está vendendo lenços apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Neste momento que o Brasil atravessa, em que a pandemia volta a recrudescer e em que indústrias importantes anunciam o fechamento de unidades, mais que nunca, é preciso um olhar otimista focando o que está dando certo e o que de bom está sendo feito e planejado no país.
Por isso, o MyNews inicia nesta sexta-feira (15) uma série de reportagens para divulgar obras, projetos e planos que estão sendo desenvolvidos de norte a sul do país tanto pelo setor privado quanto pelas unidades da federação, independentemente de linhas ideológicas ou políticas a que seus representantes sejam identificados.
Esta primeira reportagem trata do que está acontecendo no Ceará em termos de obras, projetos e planos.
Neste começo de ano, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), tem uma agenda carregada. Precisa ir a Seattle, nos EUA, finalizar um acordo que trará, para seu Estado, investimentos da Amazon. Brevemente, deve: anunciar um investimento da australiana Energix, para a construção de uma usina de produção de hidrogênio verde; assinar um protocolo entre a Universidade do Ceará e a Federação das Indústrias do Ceará para criar um hub de produção de energia renovável e anunciar o aumento da capacidade do cabeamento de fibra óptica, já existente, que liga Marseille, na França, à Fortaleza, passando por Espanha e Portugal — um investimento do Google em parceria com o Estado.
A ambição do Estado é se tornar um grande polo de implantação de data centers e de produção de energia renovável. O Estado também tem dado grande ênfase ao investimento em infraestrutura e logística. Um de seus maiores orgulhos, nesta área, é o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, composto por área industrial, porto e Zona de Processamento de Exportação (ZPE). O Complexo, criado como empresa de economia mista, hoje, conta com 30% de participação do Porto de Roterdã, da Holanda.
O Ceará tem feito esforços no sentido de ajustar seus custos às suas receitas. Neste sentido, foi um dos primeiros a fazer a reforma da previdência dos servidores e a rever a política de subsídios fiscais. Ultimamente, efetuou reformas para diminuir o número de secretarias; modernizou a máquina pública por meio da informatização dos serviços e implementou melhorias no ambiente regulatório para facilitar a abertura de novos negócios.
A preocupação com a política fiscal nasceu no governo de Tasso Jereissati (PSDB), nos anos 1990, e não foi interrompida pelos governos que o sucederam, inclusive o atual, de Camilo Santana (PT). A responsabilidade fiscal passou a ser uma questão de política de Estado, não de governo. “O mercado percebe o Ceará como um ambiente estável para fazer negócios porque os empresários valorizam essa continuidade nas políticas públicas”, diz o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Francisco de Queiroz de Maia Junior.
Em 2019, o governo cearense apresentou uma taxa de investimento sobre a receita corrente líquida de 10,59%: boa se comparada à média nacional, mas não tão boa quando comparada ao próprio histórico do Ceará (veja tabela). Daí a decisão de se efetuar mais reformas.
A participação do Estado no fomento de investimentos não o exime da responsabilidade de manter as contas públicas em ordem. Por isso, os investimentos são decididos pelo Comitê de Desenvolvimento Econômico. Ele nasceu informalmente no governo de Tasso Jereissati como comitê fiscal, foi formalizado alguns anos depois e agora foi transformado em Conselho de Desenvolvimento Econômico, ampliando suas atribuições na decisão de gastos e subsídios para que o Estado cumpra o papel de indutor de investimento — mas sem perder de vista a responsabilidade fiscal.
“A questão fiscal é básica para atração de investimentos. É assim que o mercado percebe a eficiência da gestão”, salienta Maia Junior. Segundo ele, a responsabilidade fiscal não pode ser uma barreira aos investimentos; é necessário equilibrar essa equação, controlar os gastos de perto para que sejam catalizadores de desenvolvimento econômico e não fontes de privilégios.
Dessa forma, o Comitê de Desenvolvimento Econômico dá os limites financeiros da execução orçamentária e promove os esforços necessários, tanto do lado da receita como da despesa, para atrair investimentos. “Reduzir a interferência do governo e agir na atividade apenas para incentivar, simplificar e facilitar relações e processos”, é assim que Maia Junior resume o papel do Estado para incentivar o desenvolvimento econômico do Ceará.
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]]>O post Se não há oxigênio, não há nada apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Sofri muito com bronquite na adolescência. Não poder respirar é um horror. Eu morria de medo quando sentia que a crise estava se avizinhando porque era uma dor horrorosa não conseguir respirar. Vivi anos assim, até voltar para a natação, ficar adulta e há muitos anos não tive mais nenhuma outra crise.
Nos últimos dias estou revivendo isso intensamente, pensando nessas pessoas em Manaus sem oxigênio. Pensando que poderia ser comigo porque afinal tive Covid.
Respirar é o começo de tudo. Se não há oxigênio, não há nada. Não há vida, não há esperança, não há planos, não há amor, não há futuro, não há nada nada nada.
O que está acontecendo em Manaus pode se espalhar rapidamente para o País e é reflexo da falta de oxigênio na gestão pública, na economia, na Democracia brasileira.
Estamos todos asfixiando.
“Temíamos o caminho da Venezuela, mas a tomada do Estado por políticos e militares corruptos associados às milícias e com o apoio cínico de parte do empresariado, é mais parecido com o caso do México”, diz o economista André Lara Resende.
O projeto de lei que dá autonomia às polícias nos Estados corrobora com a visão de Lara Resende. É um perigo e se você quiser mais detalhes veja a série de entrevistas que estamos fazendo no canal MyNews com especialistas em segurança pública.
Nesta série, um dos entrevistados foi o general Santos Cruz que alertou o perigo da inércia do judiciário em responsabilizar o presidente Bolsonaro na sua narrativa de fraude nas eleições. Se ele diz que houve fraude, diz o general, ele precisa provar. Caso contrário, vai deflagrar uma onda de violência que põe em risco a democracia brasileira, alerta o general.
O grande problema no Brasil é que ainda vivemos a guerra iniciada na última década entre o nós e eles. Se você se contrapõe ao governo Bolsonaro é petista. E se faz críticas ao PT é gado bolsonarista. Diante disso, muitos preferem não se posicionar. E as instituições se acomodam com notas de repúdio e deixam de lado ações concretas para responsabilizar o presidente com medo de elevar o tom.
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]]>O post Precisamos falar sobre o jornalismo independente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O jornalismo independente, feito com cuidado, precisão e credibilidade, pode ser rentável sim.
As novas tecnologias de informática têm se mostrado aliadas dos jornalistas, ao contrário do temor inicial de que elas chegaram para destruir nossa profissão.
As novas ferramentas tecnológicas e a internet possibilitaram o florescimento de vários projetos de jornalismo independente. Ao lado das fintechs, das healthtechs, das bigtechs, enfim, de tantas empresas de diferentes áreas que se beneficiaram com as novas tecnologias, estão as newstechs. Nós acreditamos muito nessa nova área do jornalismo profissional e não estamos sós.
Há cerca de dois anos, conheci o Mediapart, um canal francês criado por jornalistas que deixaram a redação do Le Monde para empreender no meio digital. Contaram com aporte inicial de investidores e, passados três anos, a operação já apresentava lucro. Hoje, depois de uma década de resultados crescentes, chegou a um lucro líquido de mais de 2 milhões de euros. Os investidores iniciais do Mediapart venderam suas participações depois de cinco anos com retorno de 20% ao ano em euros! Você encontra aqui uma entrevista com o fundador do Mediapart, Edwy Plenel.
Num mundo de taxas de juro negativas, não falta oferta de dinheiro para projetos que remunerem melhor o capital. No Brasil, onde a taxa básica de juro ronda os 2% anuais, não é diferente.
Investidores brasileiros, mal-acostumados com retornos de dois dígitos em aplicações no mercado financeiro, estão atrás de bons negócios. Por que não investir em uma empresa jornalística como fizeram investidores europeus no Mediapart?
Aqui, já há diversas experiências bem-sucedidas, mas que ainda se encontram no começo da jornada. Para darem saltos, vão precisar de mais aportes de investidores. E não vejo nada de errado nisso. Acordos de acionistas bem elaborados são escudos eficientes para manter a independência editorial, impedindo a interferência dos investidores.
Mas, para sermos bem sucedidos, precisamos desmitificar esse pensamento arraigado de que o jornalismo não pode ser uma atividade rentável. Esta é uma barreira ao jornalismo independente que deve ser vencida de uma vez por todas.
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]]>O post 2021, o primeiro ano do resto de nossas vidas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Isolada neste quarto, com febre e dor de cabeça, acordo cada manhã com medo de não conseguir respirar normalmente. É difícil aceitar que tenha sido infectada pelo coronavírus apesar de todos os cuidados que tomei durante meses de pandemia.
No conforto de minha casa e contando com a assistência de parentes e amigos, penso nos menos afortunados que, desemparados, lutam contra esta doença traiçoeira. Solidariedade é a palavra que não me sai da mente.
Tenho às mãos o último livro de Leonardo Boff: “Covid-19: a Mãe Terra contra-ataca a Humanidade”.
“…descobrimos a força do mundo espiritual como dimensão antropológica de nosso Profundo, lá onde se elaboram os grandes sonhos, colocam-se as questões derradeiras sobre o sentido de nossa vida e onde sentimos que deve existir uma Energia amorosa e poderosa, sempre presente, que subjaz a tudo o que existe, que sustenta o céu estrelado e nossa própria vida, sobre a qual não temos todo o controle”
Nessa minha luta individual, refletir sobre a mensagem de advertência e, ao mesmo tempo, de esperança que, em seu livro, Boff lança para todos os povos é imperativo.
Chegamos a 2021, buscando desesperadamente um novo modelo econômico. A crise sanitária de 2020 foi o ápice do esgotamento dos modelos que experimentamos nos últimos dois séculos.
Esta busca está ocorrendo por todo o planeta, com governantes, economistas, pesquisadores debruçados em estudos e reflexões, resignados, tentando construir um novo paradigma civilizacional.
O novo coronavírus transcende o liberalismo, o comunismo, o socialismo ou qualquer outra experiência que tenhamos vivido até aqui.
No Brasil, a profundidade desta transformação está sendo ofuscada pelos embates políticos ideológicos ainda ancorados em premissas que já expiraram. Estão num permanente confronto entre ideias e modelos envelhecidos, desatualizados que já não atendem as novas demandas.
Um debate preso a dogmas tanto à esquerda quanto à direita. Assim não avançamos na construção do novo pensamento econômico.
A espiritualidade, a cooperação, a empatia e a solidariedade despontam como os pilares da nova ordem econômica ainda que não esteja claro a forma que ganharão neste arcabouço.
Não confunda espiritualidade com religiosidade. A espiritualidade é anterior à religião e está presente mesmo se você não frequenta cultos e celebrações de qualquer credo.
A cooperação pode ser observada na relevância que o cooperativismo financeiro ganhou na vida de muitas famílias e pequenos negócios durante a travessia dos meses de lockdown em 2020.
Muitos brasileiros tiveram sua primeira experiência cooperativa durante a pandemia e descobriram que sim, é possível ter um sistema financeiro mais justo e participativo para todos.
Já empatia e solidariedade ficaram estampadas no debate sobre desigualdade, renda básica e necessidade de um sistema mais inclusivo para que a engrenagem econômica funcione de modo a permitir que haja oportunidade para todos, alimente o crescimento econômico e o sistema tributário regule minimamente a distribuição da riqueza. Só assim as democracias estarão livres de ameaças populistas tanto à esquerda como à direita.
O problema é que enquanto o mundo se vacina e caminha para a construção de um novo contrato social, o Brasil ainda enfrenta uma polarização política que faz com que o vírus encontre trânsito livre como em nenhum outro lugar do planeta. O Brasil está se revelando o lugar mais acolhedor para o Sars Covid 2.
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]]>De Gênesis até 2020, ano que será conhecido como quase o fim dos tempos, muita coisa mudou, mas a força da palavra permanece.
Ainda mais para um jornalista, que usa a palavra como matéria-prima do seu trabalho. Amamos, cuidamos da palavra. As escolhemos com precisão, pois é através delas que transmitimos notícias, análises, com o rigor e a responsabilidade que você merece.
De Gutenberg aos dias atuais, os desafios para levar informação de qualidade às pessoas são os mesmos. As novas tecnologias empregadas para disseminar a informação não são rivais das existentes há anos. Ao contrário, são complementares.
O MyNews é um exemplo de plataforma de comunicação, que usa novas tecnologias, desenvolvido por jornalistas independentes com ampla experiência na imprensa tradicional e que têm um grande apego pela informação de boa qualidade.
Sou originária do jornalismo impresso. Passei pelas redações de importantes jornais onde tive o privilégio de conviver com grandes mestres como Matias Molina, Celso Pinto, Mário Watanabe, dentre outros. Celso é uma das perdas a serem debitadas a este soturno ano de 2020. Lembro que uma das atribuições do Celso como editor-chefe da Gazeta Mercantil era também zelar pelo rigor do horário de fechamento do jornal para não atrasar a impressão na gráfica. Engraçado, hoje isto me soa tão antigo quanto ficha de orelhão.
Nós, repórteres, sempre nos atrasávamos na luta diária para fazer com que toda a apuração coubesse no espaço reservado à matéria. Celso andava pela redação para nos alertar do horário e dizia: “coloca seu telefone na matéria para o leitor te ligar e você poder contar o restante”.
Pois bem, atualmente, nossa apuração – com análises, atualizações, interação com o leitor – não se limita a uma única mídia. O que para Celso era chiste, hoje, é realidade.
O MyNews nasceu e está crescendo nesse novo ecossistema. Nosso time é treinado para lidar com a inovação e usar a tecnologia como aliada; sem restrições. A notícia, a análise, se complementam e chegam até você nas mais diversas mídias.
O site do MyNews é mais um meio que disponibilizamos para você se informar. Espero que aprove.
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