Arquivos Ciro Gomes - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/ciro-gomes/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 21 Jun 2024 21:28:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 ‘Estou leve’, diz Ciro Gomes após ser questionado se críticas a Lula refletem ressentimento pessoal https://canalmynews.com.br/noticias/estou-leve-diz-ciro-gomes-apos-ser-questionado-se-criticas-a-lula-refletem-ressentimento-pessoal/ Fri, 21 Jun 2024 20:29:50 +0000 https://localhost:8000/?p=44094 À jornalista Mara Luquet, ex-ministro da Fazenda afirmou que se livrou do 'peso' que ele mesmo se impôs ao longo dos anos para 'respeitar as hipocrisias'

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O ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PDT-CE) afirmou que suas críticas ao presidente Lula e seu rompimento com antigos aliados políticos não refletem ressentimento da parte dele. “Estou leve”, disse Ciro em entrevista exclusiva ao MyNews Entrevista na quinta-feira (20), depois de ser confrontado com uma pergunta feita por um internauta do canal.

“Pouco importa a qualidade do que eu falo, as contradições inexplicáveis do Lula e do PT, eu sempre serei acusado de qualquer coisa — inveja, ressentimento, raiva, ódio. E eu estou leve. Estou livre dos pesos que eu mesmo me impus ao longo dos anos para respeitar as hipocrisias”, declarou.

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Ciro afirmou que se sente traído por aqueles para quem ele governou — no Ceará, por exemplo, estado que virou referência em educação pública no Brasil depois de seu mandato como governador, entre 1991 e 1994. Até hoje, o Ceará apresenta o melhor resultado do Brasil no quesito educação, ao lado de São Paulo, com nota 5,5 no Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb) 2023. Além disso, 31 municípios cearenses estão entre os 50 melhores do país conforme o indicador.

“A educação do Ceará é a melhor do Brasil. Eu que fundei esse projeto. A gente que eu produzi me trai, e a culpa é da minha intransigência? Devo dizer agora que o Brasil está no rumo certo para não parecer rancoroso?”, disse Ciro.

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Durante a entrevista, Ciro afirmou ainda que o Brasil é hoje dominado por facções criminosas, problema que foi tratado com “omissão trágica” pelo presidente Lula e pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao longo dos últimos anos. Para ele, a segurança pública é o principal problema que os brasileiros enfrentam atualmente, em especial aqueles que moram nas periferias do país.

“Os ricos, que contam com segurança privada, moram em condomínios fechados e têm carros blindados, não têm ideia do que está acontecendo hoje. A população brasileira está dominada pelas facções criminosas. Este é um problema tão longevo que virou um domínio complexo. Houve uma omissão trágica do Lula e do PT, e não vou esperar que a direita resolva isso”, disse.

Assista abaixo à entrevista de Ciro Gomes ao MyNews Entrevista:

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Brasil é dominado por faccções criminosas e Lula teve omissão trágica nisso, diz Ciro Gomes https://canalmynews.com.br/noticias/brasil-e-dominado-por-facccoes-criminosas-e-lula-teve-omissao-tragica-nisso-diz-ciro-gomes/ Fri, 21 Jun 2024 17:58:58 +0000 https://localhost:8000/?p=44074 Em conversa com a jornalista Mara Luquet, ex-ministro defende que segurança pública é o principal problema que os brasileiros enfrentam hoje

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O ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PDT-CE) afirmou, em entrevista exclusiva ao MyNews Entrevista na quinta-feira (20), que o Brasil é hoje dominado por facções criminosas, problema que foi tratado com “omissão trágica” pelo presidente Lula e pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao longo dos últimos anos. Para ele, a segurança pública é o principal problema que os brasileiros enfrentam atualmente, em especial aqueles que moram nas periferias do país.

“Os ricos, que contam com segurança privada, moram em condomínios fechados e têm carros blindados, não têm ideia do que está acontecendo hoje. A população brasileira está dominada pelas facções criminosas. Este é um problema tão longevo que virou um domínio complexo. Houve uma omissão trágica do Lula e do PT, e não vou esperar que a direita resolva isso”, disse.

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Em segundo lugar no ranking dos maiores problemas do Brasil hoje, Ciro coloca a saúde. Para ele, o setor enfrenta um subfinanciamento “dramático” e um “anacronismo tecnológico”, além de contar com profissionais com “formação crítica”.

Em terceiro lugar, estaria a questão da empregabilidade e renda, uma vez que, nos últimos anos, mais e mais brasileiros têm se visto obrigados a migrar para a informalidade. Segundo dados do Instituto Nacional Brasileiro de Geografia (IBGE), de 2012, quando a série histórica sobre emprego do IBGE começou a ser feita, até 2023, houve aumento de 21,3% no trabalho informal. No primeiro trimestre de 2024, 38,9% da população ocupada no Brasil não trabalhava com carteira assinada.

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“Cerca de 40% dos trabalhadores brasileiros estão trabalhando sem qualquer proteção, com jornadas de 14 a 16 horas por dia. Descanso remunerado? Férias? Décimo terceiro? Eles não sabem o que é isso. Mas o que me deixa mais angustiado é saber que, daqui a 15 ou 20 anos, entre 60 e 70 milhões de brasileiros vão chegar à velhice sem nenhuma proteção”, afirmou.

Durante a entrevista, Ciro mencionou também o projeto de lei proposto pelo presidente Lula que prevê a regulamentação do trabalho de motorista de aplicativo para transporte de passageiro. Em abril, época em que o texto foi assinado, trabalhadores do setor organizaram um protesto nacional contra a proposta, alvo de uma série de críticas. Para o ex-ministro, esse movimento mostra que há hoje uma descrença na Previdência Social por parte dos trabalhadores brasileiros.

“Os caras não querem pagar nada para a Previdência porque eles não acreditam mais nela. Nas periferias das grandes cidades não existe mais aposentadoria. A exigência de idade mínima e tempo de contribuição não guarda coerência para a demografia dos pobres”, disse.

Assista abaixo à entrevista de Ciro Gomes ao MyNews Entrevista:

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Cid Gomes volta ao PSB após racha com o irmão Ciro Gomes e PDT https://canalmynews.com.br/politica/cid-gomes-volta-ao-psb-apos-racha-com-o-irmao-ciro-gomes-e-pdt/ Tue, 06 Feb 2024 03:51:29 +0000 https://localhost:8000/?p=42273 O senador Cid Gomes se filiou ao PSB neste domingo (4), após rompimento com o irmão Ciro Gomes e o PDT, partido que abrigava os dois

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Neste domingo o senador Cid Gomes deixou o PDT e retornou ao PSB, depois de mais de 10 anos fora da legenda. Não só levou consigo mais de 30 prefeitos e a ex-governadora Izolda Cela, mas também o irmão mais novo, prefeito de Sobral, Ivo Gomes.

O movimento foi avaliado pela imprensa e pelo meio político como um arremate da briga familiar com o irmão e ex-ministro Ciro Gomes e do atrito com o PDT, legenda que abrigava ambos. Um racha que teve seu início em 2022, publicamente, após o fim da aliança de anos entre PT e PDT no Ceará.

Naquele ano, Cid Gomes e Ciro Gomes, então candidato a presidente, entraram em dissenso quanto à candidatura de Izolda Cela para reeleição. Por decisão de Ciro, a então governadora não concorreu e decidiu deixar o partido para apoiar Elmano de Freitas, nome do PT na disputa. Elmano acabou eleito em 1° turno, com 54% dos votos e Ciro agoniou uma derrota nacional, com 3% dos votos.

Na ocasião, em entrevista como presidenciável na Record TV, Ciro disse que não fez campanha no Ceará por se sentir traído e afirmou que a “facada nas costas” ainda “dói”, mas sem dar nomes.

Em 2023 a briga chegou a um novo patamar por conta das possíveis alianças com o PT nas eleições municipais deste ano e, dois dias antes de Cid Gomes oficializar sua filiação ao PSB, o irmão Ciro Gomes afirmou que no Ceará há um grupo político de “Judas Iscariotes” e criticou o governo de Elmano de Freitas (PT).

O evento de filiação na capital cearense contou com a presença de inúmeras figuras do cenário político estadual e nacional. A solenidade foi aberta por Eudoro Santana, pai de Camilo Santana e presidente do PSB Ceará e entre os presentes estavam a vice-governadora do Ceará, Jade Romero (PT); o ministro do Empreendedorismo, o paulista Márcio França (PSB); o senador por Goiás, Jorge Kajuru (PSB); a senadora cearense Augusta Brito (PT); e o líder do governo federal na Câmara dos Deputados, o deputado José Guimarães (PT).

Quem também compareceu ao evento foi o vice-presidente Geraldo Alckmin que declarou estar feliz com os números de quase 30% em municípios do Estado do Ceará no PSB e reafirmou que o presidente Lula salvou a democracia brasileira.

No programa Segunda Chamada de 6 de fevereiro, segunda-feira, Afonso Marangoni e o comentarista político João Bosco Rabello recebem os jornalistas Genésio Araújo, do Portal Política Real, e João Paulo Biage, do jornal O Povo, para avaliar os significados simbólicos desse novo contexto na política nacional. Confira:

 

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O apoio do PDT no segundo turno das eleições presidenciais https://canalmynews.com.br/politica/o-apoio-do-pdt-no-segundo-turno-das-eleicoes-presidenciais/ Tue, 04 Oct 2022 17:34:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34074 Carlos Lupi, presidente do partido de Ciro Gomes, anunciou que o grupo está com Lula em nome da democracia

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Ciro Gomes – Foto: André Carvalho (CNI).

Desde que foi anunciado que o segundo turno das eleições seria entre Lula e Bolsonaro, parte do eleitorado ficou na expectativa sobre um possível apoio do PDT ao candidato petista. Na tarde desta terça-feira (04/10),  durante coletiva de imprensa, Carlos Lupi, presidente do partido de Ciro Gomes, tornou oficial a aliança com o PT para a eleição do dia 30 de outubro.

Para falar sobre esse e outros assuntos, Mara Luquet recebeu no Café do MyNews Alexandre Starnino, psicanalista e doutorando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Ao ser questionado sobre os conflitos entre ciristas e petistas nas redes sociais em relação ao voto útil, que se intensificou após o primeiro turno, Alexandre comentou: “O eleitor escolhe um candidato que atenda às suas demandas, ligados a movimentos familiares ou religiosos, mas também vem pelas vias de necessidades materiais. No entanto, é necessário analisar quais projetos irão atender a demandas populares.”

O psicanalista falou sobre os afetos políticos e sobre sua oposição com a racionalidade: “Vimos a campanha do Ciro como essa tentativa de compatibilizar os dois polos, tentando igualar o campo democrático e o campo da extrema-direita, o que incomodou muitos eleitores do PT. Esperamos que o ódio e o ressentimento não estejam presentes nesse segundo turno, o que exige muito diálogo de ambas as partes.”

 

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“Ciro Gomes é o único que não tem rabo preso”, diz Antonio Neto https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-e-o-unico-que-nao-tem-rabo-preso-diz-antonio-neto/ Wed, 28 Sep 2022 18:36:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33966 Candidato a deputado federal pelo PDT-SP falou sobre presidencialismo de coalizão e alianças com o Centrão

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Antonio Neto e Ciro Gomes – Foto: Reprodução/ Redes sociais

Filho de ferroviários ligados à luta dos trabalhadores, líder sindical, presidente do PDT em São Paulo, o candidato a deputado federal Antonio Neto esteve no Café do MyNews com Mara Luquet nesta quarta-feira (28/09).

Na contramão de outros políticos que defendem voto útil e alianças, ele se rotula como realista: “A presidente Dilma tinha 11 partidos na coalizão dela, e pra conseguir qualquer coisa precisava ir ao Congresso atrás de deputados. Não existe isso de presidencialismo de coalizão. Ou a gente tem um presidente que tenha estatura, condições de levar um projeto a sério, ou vai ficar essa chantagem eterna, como foi nos últimos governos”.

Leia também: Às vésperas do primeiro turno: Bolsonaro, Lula e o voto útil

Defensor de Ciro Gomes, ele não titubeia ao exaltar o candidato do PDT à presidência: “Ele é o único que tem um programa. Os outros estão à deriva e vão afundar o barco. O que está aí agora fica sendo chantageado e entregando a chave do cofre, entregando tudo ao Centrão para sobreviver. Dizem que não tem o que fazer. Claro que tem: é só ter um programa, um projeto. O Centrão só funciona porque o presidente tem rabo preso. Se não tiver rabo preso, filho ou familiares que roubam, dá certo sim. Ciro não tem rabo preso nenhum, é o único que não tem”, disse Neto.

Confira a entrevista completa do candidato no Café do MyNews:

 

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Ciro Gomes promete intensificar esforços federais contra o crime https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-promete-intensificar-esforcos-federais-contra-o-crime/ Mon, 12 Sep 2022 23:09:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33672 Candidato disse que vai propor uma nova lógica de atuação

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O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, prometeu hoje (12) que, se eleito, irá propor uma nova lógica de atuação para as forças de segurança pública, intensificando os esforços federais de combate às organizações criminosas.

“Quem tem sensibilidade com a agenda do povo tem que fazer alguma coisa na segurança pública”, disse Ciro ao participar, em São Paulo, de um evento organizado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).

Ex-governador do Ceará, o candidato trabalhista disse que as facções criminosas assumiram o controle de parte das principais cidades brasileiras. “Hoje, o grande crime são as facções criminosas, que estabeleceram o terror nas periferias de todas as cidades”, disse Ciro Gomes.

Ao criticar o montante de recursos orçamentários que a União destina à segurança pública, Ciro disse que as forças estaduais são incapazes de, isoladamente, fazer frente ao poder das organizações criminosas.

“Por que a polícia local não resolve o problema? Porque o policial é um trabalhador; tem renda de trabalhador e, portanto, a família dele vive nas periferias. Então, para sobreviver, ele tem que estabelecer um certo pacto de convivência com o [quadro de] terror que a facção estabeleceu [no local]”, disse Ciro, reconhecendo que, nesse contexto, “uma fração” dos agentes públicos acaba se corrompendo.

“Mas [o problema] não é este, e sim que [parte dos policiais] precise fazer este pacto [de convivência]”, disse.

“Só quem tem capacidade de enfrentar isso é uma instituição de fora, ou seja, o poder central [o governo federal]. Por isso, vou federalizar o enfrentamento [em todas as instâncias: Polícia Federal; Ministério Público Federal; Justiça Federal e penitenciárias federais. Passa a ser federal o enfrentamento do crime organizado, da facção criminosa, do narcotraficante, do contrabando de armas”, explicou Ciro Gomes.

“Para fazer isso, tenho que mudar o Orçamento e a lógica das polícias. O financiamento, [consigo] com a revogação do teto de gastos. E [a mudança da lógica] introduzindo tecnologia e inteligência de forma massiva [no sistema operacional]. Modernamente, não se faz segurança entrando em favelas atirando para todos os lados. É preciso monitorar a movimentação de dinheiro”, acrescentou Ciro.

“Assim [federalizando o combate ao crime organizado], eu vou na causa substantiva da violência. E a violência difusa, esta que assusta a classe média brasileira e todo mundo, o assalto, este não terá saída se não matarmos no nascedouro a grande fonte do crime, que são estas organizações criminosas”, disse o candidato.

Edição: Fernando Fraga

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“Ciro Gomes deixou claro que não está pronto para falar com o povo da favela”, diz advogado https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-deixou-claro-que-nao-esta-pronto-para-falar-com-o-povo-da-favela-diz-advogado/ Thu, 01 Sep 2022 18:38:07 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33454 Renato Azevedo, da presidência da Comissão de Igualdade Racial da OAB de Santos, criticou falas do candidato durante evento com empresários na Firjan

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Ciro Gomes – Foto: Divulgação

Na última quarta-feira (31), deu o que falar nas redes uma participação polêmica de Ciro Gomes em um encontro com empresários na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). Explicando sobre seu plano econômico, o candidato à presidência pelo PDT fez uma comparação sobre como seria fazê-lo na periferia: “na verdade é um comício, né!? Um comício para gente preparada, você imagina eu explicar isso na favela, isso é um serviço pesado.”

Para comentar sobre o assunto, Myrian Clark recebeu no Almoço do MyNews desta quinta-feira (01/09) o advogado Renato Azevedo, da presidência da Comissão de Igualdade Racial da OAB de Santos. “A fala de Ciro foi extremamente infeliz, porque subestima a inteligência do povo da favela, antes de tudo. É um grupo que já vive a exclusão social por parte dos políticos, em diversos segmentos. Ao declarar isso, Ciro mostra que não sabe como a periferia vive. Ele deixa claro que não está pronto para falar com o povo da favela, que é tão numeroso no Brasil inteiro”, declarou o advogado.

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Literatura de cordel faz críticas a Ciro Gomes, após fala sobre favela https://canalmynews.com.br/mais/literatura-de-cordel-faz-criticas-a-ciro-gomes-apos-fala-sobre-favela/ Thu, 01 Sep 2022 18:19:44 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33449 Morador da comunidade de Caixa D'Água, em Olinda, Caio do Cordel comentou participação de Ciro em evento da Firjan

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Literatura de cordel – Foto: Reprodução/Redes sociais

Com uma dose de cultura e ativismo político, Myrian Clark recebeu no Almoço do MyNews desta quinta-feira (01/09) o cordelista pernambucano Caio Cézar, conhecido como Caio do Cordel, para falar sobre as declarações do candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) em um evento da Firjan. Durante um encontro com empresários na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o candidato detalhou seu plano econômico e fez uma comparação sobre como seria fazê-lo na periferia: “na verdade é um comício, né!? Um comício para gente preparada, você imagina eu explicar isso na favela, isso é um serviço pesado.”

Caio é autor do livro “Cordéis de um Sobrevivente: Retratos da Favela em Versos de Cordel“, disponível nas redes sociais. Morador da comunidade de Caixa D’Água, em Olinda, ele fez suas críticas sobre o assunto:

“Ciro é narcisista e egocêntrico, o que deixa tudo pior, porque tem aqueles narcisistas que são símbolos para determinados grupos. Ele é narcisista e é só pra si. Ele é deslocado da realidade do povo, da periferia. Isso afasta ele da favela, dos grupos mais populares. E afastou qualquer possibilidade de ganhar pontos nessa eleição”, comentou o artista, que também é mestrando em Ciências Políticas pela UFPE.

No final, Caio ainda recitou um cordel com exclusividade para o Almoço do MyNews:

 

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“Ciro Gomes é ótimo para ser ministro, não presidente”, diz Ricardo Kotscho https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-e-otimo-para-ser-ministro-nao-presidente-diz-ricardo-kotscho/ Wed, 24 Aug 2022 20:23:43 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33254 Jornalista participou do Segunda Chamada e comentou a performance do candidato do PDT na sabatina do Jornal Nacional

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Ciro Gomes mais contido e light, foi como boa parte do público considerou o desempenho do candidato à presidência pelo PDT, na sabatina do Jornal Nacional desta terça-feira (23). Para o jornalista Ricardo Kotscho, é inegável que Ciro é um dos melhores quadros políticos do país, mas não para ser o chefe da nação. “Ele é um bom líder político regional, como foi no Ceará. Mas nacional nunca foi. Ele não consegue transmitir as ideias para o cotidiano das pessoas! É um grande teórico, mas na hora de colocar a teoria em prática, não consegue! Ele foi um ótimo ministro, mas pra presidente ele não tem algo que o Lula tem e que o Bolsonaro, de certa forma, também tem, que é uma ligação com as pessoas, um apelo popular”.

Kotscho participou do Segunda Chamada na edição especial para comentar a sabatina de Ciro Gomes, ao lado das também jornalistas Mara Luquet e Cristina Fibe, e da cientista política Deysi Cioccari. Jornalista há 57 anos, o ex-Secretário de Imprensa do governo Lula e colunista do portal UOL defende que a mídia tenha seu lado político, sem se desprender da realidade:

“O jornalista é crítico por natureza, faz parte da profissão. Acho importante deixar claro que nunca fui do PT. Trabalhei com o Lula em três campanhas e dois governos, mas nunca fui filiado porque não acho legal jornalista ser filiado, preso a um partido. Nunca escondi que votei no Lula, mas também faço minhas críticas, se necessário. Por outro lado, o que não acho legal é a neutralidade. Jornalista isento não existe, todo mundo tem suas preferências políticas. E a mídia pode e deve ter seu lado, mas não pode brigar com os fatos”.

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Pesquisa Genial Quaest: diminui a diferença entre Lula e Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/pesquisa-genial-quaest-diminui-a-diferenca-entre-lula-e-bolsonaro/ Wed, 06 Jul 2022 11:17:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31193 Segundo pesquisa, Lula tem 45%; Bolsonaro, 31%; e Ciro, 6%. A diferença entre Lula e Bolsonaro passou de 16 para 14 pontos.

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A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta_feira (6), mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança da corrida para a presidência, com 45% das intenções de voto. Em segundo lugar está o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 31%. A diferença entre os dois diminuiu desde a última pesquisa, divulgada em junho, passou de 16 para 14 pontos percentuais. No mês passado, Lula tinha 46% e Bolsonaro, 30%.

Entre os nomes pesquisados desde o último levantamento, um candidato a menos, o general Santos Cruz (Podemos).

No segundo turno, Lula lidera em todos os cenários.

Veja a pesquisa completa neste link.

Pesquisa Genial quaest

 

Pesquisa Genial quaest julho

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Presidente do Cidadania admite que a terceira via não tem candidato https://canalmynews.com.br/sara-goldschmidt/presidente-do-cidadania-admite-que-a-terceira-via-nao-tem-candidato/ Sat, 04 Jun 2022 18:38:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=29111 Em entrevista ao MyNews, Roberto Freire diz que partidos tem vários candidatos, mas não tem nenhum.

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O ex-deputado federal e ex-senador por Pernambuco Roberto Freire, presidente do Cidadania, afirmou em entrevista ao Canal MyNews que existem várias candidaturas da terceira via, mas concretamente não existe nenhuma. E que a única mais forte, a de Ciro Gomes (PDT), tem dificuldade de crescer porque o seu partido fez parte de uma base do governo Lula (PT).

Freire também relembrou que fazia um exercício com integrantes dos partidos, na tentativa de eleger um nome que melhor representasse a terceira via. “Eu juntava os nossos companheiros e dizia: se viesse alguém de um instituto de pesquisa fazer uma pesquisa com qualquer um de nós, muito provavelmente iria sair muitos indecisos, porque nós somos desse campo e estamos indecisos. Qual é o nosso candidato? Não tem. Você só tem sua preferência.”

Roberto Freire, presidente do Cidadania

Ex-deputado federal Roberto Freire afirma que Simone Tebet (MDB) é unanimidade no Cidadania. (Foto: Divulgação)

Mas o ex-deputado garante que o nome de Simone Tebet (MDB) é unanimidade no Cidadania, e que a senadora “promove a unidade desse grupo político que estamos chamando de centro democrático”. Segundo ele, a partir do momento em que o nome de Tebet foi anunciado como a alternativa à polarização Lula-Bolsonaro, é natural que as pessoas comecem a se interessar por ela, por conhecê-la melhor, e somente a partir daí poderá se ter um termômetro quanto ao crescimento ou não de sua candidatura.

O PSDB, no entanto, adiou o anúncio do apoio do partido à candidatura da senadora à presidência da República. Roberto Freire explica o porquê desse adiamento: “Neste momento há uma opção por uma candidatura estranha ao partido. Ou seja, numa coligação [MDB-PSDB], e sem ser o principal protagonista. E isso cria, e é legítimo, alguns setores que pensam e admitem que é fundamental ter um candidato próprio [do PSDB]. E estes líderes tem que ser ouvidos, e é nesse sentido que nós temos tido ainda um certo adiamento de uma decisão. Mas eu, pra ser mais enfático, eu quero dizer que não tenho dúvidas de que o PSDB vai decidir, tal como havia sido indicado em reunião na sede do Cidadania, pela indicação de Simone Tebet.”

Quando questionado sobre a possibilidade de Eduardo Leite voltar à cena, seja como cabeça de chapa, seja como vice, o presidente do Cidadania foi enfático: “Eduardo Leite não será candidato. O PSDB apoia a Simone ou será outro candidato, mas não será o Eduardo Leite.”

Roberto Freire também falou sobre o que considera um desastre para o Brasil numa eleição: a escolha de um candidato com base no ódio do outro. Mas admite que a indefinição com um nome da terceira via contribuiu e ainda contribui para que Lula e Bolsonaro se retroalimentem e ajam como se só houvesse dois postulantes ao Palácio do Planalto.

“Muitos dos que hoje dizem que votam em Lula, claramente já dizem: eu voto em Lula não é porque acho bom, é porque não voto em Bolsonaro de jeito nenhum. E do lado de Bolsonaro – isso inclusive no segundo turno de 2018 já funcionou -, funciona o antipetismo: aqueles que votam em Bolsonaro porque não votam em Lula de jeito nenhum. E o Brasil não pode caminhar para uma decisão em que as pessoas estão decidindo o futuro do presidente pela raiva de um ou de outro. Quem é menos ruim. Essa escolha é um desastre para o Brasil”, pondera o ex-deputado.

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Ciro Gomes é hostilizado em feira de agronegócio, tenta agredir uma pessoa e diz que reagiu ‘à altura’ https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-e-hostilizado-em-feira-de-agronegocio-tenta-agredir-uma-pessoa-e-diz-que-reagiu-a-altura/ Fri, 29 Apr 2022 14:37:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=28032 O presidenciável do PDT visitou a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) e foi insultado por bolsonaristas. Gomes afirma que sofreu xenofobia em feira de um setor que concentra forte apoio a Bolsonaro.

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O pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, foi hostilizado por participantes da Agrishow, a maior feira de agronegócio da América Latina, na quinta-feira (28) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O ex-ministro respondeu com palavrões às vaias, gritos de “mito”, xingamentos e agrediu um homem que se aproximou segurando um celular para gravação. 

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O homem, não identificado, encosta em Ciro Gomes e pergunta: “e o Bolsonaro, Cirão?”. A resposta do cearense é: “ladrão nazista”. “Que isso…”, diz o homem que participava da feira. Logo após, a conversa resulta na investida de Ciro Gomes, que desfere um soco no abdômen dele. 

O agronegócio é conhecido pelo forte apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a feira, o pedetista foi questionado por jornalistas se esperava ser hostilizado daquela forma, e ele respondeu: “um país que é governado por um bandido e ladrão tem que ter esse tipo de quadrilha, você está vendo quem está insultando quem”. 

Um dos vídeos foi compartilhado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que chamou Gomes de “Coroné Ciro”. “Quando você vai para o mundo real e descobre que os robôs existem, mas são seres humanos!”, tuitou o filho do presidente. Já o ex-secretário da cultura Mário Frias usou o termo “Cangaciro” para se referir ao cearense.

No fim do dia, a assessoria do pré-candidato publicou uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido através do Twitter. No pronunciamento se afirma que Ciro Gomes, além dos insultos verbais e xenófobos, sofreu tentativas de agressão e foi “forçado a agir com veemência”. 

Confira mais notícias desta sexta-feira (29) no Café do MyNews:

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Campanhas de Ciro Gomes e Lula buscam apoio de Anitta nas redes https://canalmynews.com.br/bruno-cavalcanti/campanhas-de-ciro-gomes-e-lula-buscam-apoio-de-anitta-nas-redes/ Tue, 19 Apr 2022 13:34:50 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27729 Cantora bloqueou o presidente Jair Bolsonaro após notar uso de sua imagem para engajamento online.

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As campanhas digitais de Ciro Gomes (PDT) e Lula (PT) têm tentado aproveitar do block de Anitta no perfil oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Twitter para capitanear o apoio da cantora nas redes sociais. 

No domingo (17) quando anunciou que havia bloqueado o candidato à reeleição, Anitta recebeu elogios de Ciro Gomes e da presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, e uma série de tweets viralizaram com a cobrança de que a artista não apenas inviabilizasse Bolsonaro em suas redes, mas para que se posicionasse a favor de algum candidato. Os nomes de Lula e Ciro Gomes têm sido os mais citados por seguidores da artista.

Ainda que não tenha havido uma abordagem direta da campanha de nenhum candidato, tanto os perfis de Ciro Gomes como o de apoiadores do ex-presidente Lula não têm poupado elogios à artista, que fez sucesso ao aparecer de verde e amarelo para sua apresentação no festival Coachella.

Artista acertou a tática

A decisão da cantora de não falar sobre o presidente para evitar o engajamento bolsonarista é vista como eficaz por especialistas em mídias sociais. Para Nathália Mendes Ribeiro, sócia da Agência Vírgula, Anitta percebeu que o perfil do presidente se beneficia de qualquer citação ao seu nome, seja boa ou ruim. “Hoje, quanto mais presença, constância e frequência digital o seu perfil consegue alcançar, maior o número de pessoas que falarão e mencionarão. É aquele ditado ‘falem bem, falem mal, mas falem de mim’”, explicou.

“O governo Bolsonaro foi vitorioso em 2018 justamente por se conectar com eleitores através das redes, criando uma proximidade com o usuário, fazendo com que surgissem identificações com aqueles que concordam ou não”, conceituou a jornalista, MBA em Marketing Digital.

Já o fundador da Dagaz Influencer, Raphael Dagaz, acredita em uma abordagem ainda mais rígida. “Na internet, e na era das redes sociais, qualquer bordão ou termo usado por pessoas de influência e importância no cenário político ou não, vai ser compreendido pela comunidade, e vai ser usado pelos opositores de qualquer forma. Citar os candidatos como inomináveis, ou dando qualquer apelido, não vai mudar isso. Mas posiciona o porta voz da mensagem quanto à sua opinião sobre aquilo. Acredito que o silêncio possa ser mais eficaz do que apelidos ou bordões”.

A dupla, contudo, concorda que a discussão já está estabelecida no campo digital, e dificilmente vai deixar de pautar as redes sociais. “Não existe mais o que é digital ou não digital. A vida de boa parte das pessoas é atravessada por conversas e diálogos que acontecem em todos os palcos, estejam as pessoas na internet ou não. Mas de alguma forma, ou criamos ou consumimos conteúdos online o tempo todo. A discussão política não apenas está, como deve estar onde as pessoas tenham mais oportunidade de questionar seus candidatos, dialogar em comunidade, e tomar decisões importantes à partir disso”, disse Dagaz.

“Cerca de 81% da população consome o digital, sendo assim, é inevitável não ter uma abordagem política no mundo virtual”, finalizou Ribeiro.

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Ciro Gomes promete convidar direção do Banco Central a se demitir https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-promete-convidar-direcao-do-banco-central-a-se-demitir/ Fri, 15 Apr 2022 09:30:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27629 "Eu vou acabar com o estatuto da autonomia tal qual como foi votado", disse pré-candidato, ao 'Manhattan Connection'. A direção do Banco Central não se manifestou.

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Ciro Gomes disse no Manhattan Connection desta quinta (14) que, se for eleito, pretende trocar as regras de autonomia do Banco Central. “No primeiro dia do meu governo, nós somos todos cavalheiros, a atual direção do Banco Central será convidada a se demitir”, disse o pré-candidato do PDT.

“Eu vou acabar com o estatuto da autonomia tal qual como foi votado [em 2021], substituindo por uma autonomia em linha com as melhores práticas internacionais – especialmente, para quem quiser saber como funciona a minha ideia, o Fed norte-americano”, disse Ciro.

Na proposta de Ciro Gomes, o Banco Central vai perseguir “a menor inflação a pleno emprego”, em vez de apenas metas de inflação como hoje, o que ele chama de “um absurdo incompleto, criminoso” em um país como o Brasil.

“O Banco Central não será respeitada a autononomia que está, porque será substituída, dentro dos seis primeiros meses [de governo] por uma nova autonomia”, acrescentou o pré-candidato.

A lei da autonomia do Banco Central entrou em vigor em fevereiro de 2021, depois de aprovada pelo Senado e pela Câmara.

Uma das novidades da lei foi a adoção de mandatos de quatro anos para presidente e diretores do Banco Central. Os mandatos ocorrem em ciclos não coincidentes com a gestão do presidente da República – exatamente para que um presidente tenha que conviver com dirigentes indicados pelo governo anterior.

Até o momento, a direção do Banco Central não se manifestou.

Assista ao Manhattan Connection desta quinta (14):

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Musical ‘Funny Girl’ que rendeu Oscar a Barbra Streisand ganha montagem no Brasil https://canalmynews.com.br/bruno-cavalcanti/musical-funny-girl-que-rendeu-oscar-a-barbra-streisand-ganha-montagem-no-brasil/ Tue, 05 Apr 2022 15:18:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27231 Funny Girl tem sua primeira produção no país entre o segundo semestre deste ano e o início de 2023. Orçamento previsto ultrapassa R$ 3 milhões.

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Musical que chegou aos palcos da Broadway em 1964 e alçou ao estrelato a cantora e atriz Barbra Streisand, Funny Girl ganha sua primeira montagem no Brasil entre o segundo semestre deste ano e o início de 2023. A produção será a primeira montagem do espetáculo no Brasil e marca a segunda investida da BARPHO Produções no mercado teatral.

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A produtora foi responsável pela montagem de Barnum – O Rei do Show, musical protagonizado por Murilo Rosa e Kiara Sasso e celebrado como um dos melhores espetáculos de 2021. Subtitulado A Garota Genial, o musical chegará ao Brasil na esteira do sucesso da montagem em cartaz na Broadway, estrelada por Beanie Feldstein, Ramin Karimloo e Jane Lynch.

A obra narra a trajetória da atriz da Broadway Fanny Brice (1891-1951), um dos principais nomes dos palcos norte americanos no início do século XX. A adaptação para os cinemas rendeu não apenas um Oscar à Barbra Streisand na categoria Melhor Atriz em Papel Principal, mas foi o primeiro registro de Don’t Rain on my Parade, um dos standards da música americana.

Ainda não há informações sobre o elenco, entretanto o diretor Gustavo Barchilon, responsável pela encenação de Barnum – O Rei do Show assina a direção da montagem. Aprovado para captar a verba de montagem via Lei de Incentivo à Cultura (Lei rouanet), o projeto tem orçamento previsto em R$ 3.138.004,48.

Política

Dono do JB é PDT

O dono do histórico diário carioca Jornal do Brasil, Omar Resende Peres Filho, anunciou sua filiação ao PDT de Ciro Gomes no domingo (3.) O empresário, que assumiu o jornal em 2017 e foi responsável pelo breve retorno da publicação à mídia impressa entre 2018 e 2019, já tem uma carreira política com pelo menos quatro candidaturas desde 1994.

Resende já foi filiado ao Partido Verde, quando concorreu à prefeitura de Juiz de Fora (MG) em 2008, ao PSL (Partido Social Liberal) quando concorreu à Câmara dos Deputados em 2010, e ao próprio PDT, por onde concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados e ao Senado, em 1994 e em 2006, respectivamente.

Em seu perfil oficial no Facebook, Peres Filho anunciou, em 28 de janeiro, apoio ao então presidenciável Ciro Gomes. Ainda não se sabe se o empresário concorrerá a um cargo público nestas eleições. Procurado para comentar o caso, o empresário não se manifestou até a publicação desta nota.

Artes cênicas

Clássico em Santo André

Falando em teatro, Sandra Corveloni encabeça a nova montagem de Zoológico de Vidro, clássico do dramaturgo norte americano Tennessee Williams (1911-1983) montado no Brasil em 1988 e em 2009, e estrelado, respectivamente, por Nicette Bruno (1933-2020) e Cássia Kis. Na obra, Corveloni dá vida a Amanda Wingfield, uma mãe obcecada pelo filho mais velho, Tom, e em busca de conseguir um bom casamento para a filha caçula, Laura.

Imagem de divulgação da peça Zoológico de Vidro. Foto: Bruna Massarelli

Escrita em tons autobiográficos, a obra lança um olhar para a própria família de Williams e sua relação conflituosa com a mãe e com sua irmã, internada ainda muito jovem em um sanatório. Sob a direção de Lavínia Pannunzio, a montagem chega ao palco do Sesc Santo André, em São Paulo, no dia 22 de abril e cumpre temporada até o dia 28 de maio.

O elenco é formado ainda por Guilherme Trindade, Thaís Müller e Bruno Rocha e o texto conta com a tradução da atriz, diretora e tradutora carioca Clara Carvalho. Em cena, Corveloni dará vida a uma das personagens mais clássicas da dramaturgia norte americana, vivida por nomes como Sally Field, Katharine Hepburn (1907-2003), Jessica Lange e Joanne Woodward, entre montagens na Broadway e adaptações para o cinema.

Noite paulistana

Crianças, não!

Celebrado como um dos bares mais conceituados da Santa Cecília, na zona central de São Paulo, o Miúda Bar vem recebendo uma série de críticas nas redes sociais após a acusação feita pela atriz e fotógrafa Marcelle Cerutti em seu perfil no Instagram de que foi impedida de entrar nas instalações do bar por estar acompanhada de seu filho menor de idade.

De acordo com o post de Cerutti, que viralizou na tarde desta segunda-feira (4), o evento era o aniversário de uma amiga ao ar livre, às 17h. “Cheguei no bar mais descolado da Santa Cecília para o aniversário de uma amiga e não pude entrar porque estava com meu filho. Aparentemente o bar que aceita todo mundo não aceita mães solo com seus filhos. Não era balada, não era noite, era um espaço aberto e eu só ia ficar um pouco. Miúda Bar me perdeu”, escreveu a atriz em seus stories.

Miúda Bar, localizado no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Foto: Reprodução (Instagram)

O post vem rendendo críticas ao espaço que, em nota publicada em seu perfil oficial do Instagram, declarou ter seguido a instrução de sua assessoria jurídica. 

“Considerando o que dispõe o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e as leis pertinentes a decisão parte principalmente da preocupação com a estrutura e programação que temos. Antes da expansão, menores de idade acompanhados pelos responsáveis frequentavam, pois não trabalhávamos com controle de entrada. Contudo, após a ampliação, passamos a ter mais movimento e receber uma agenda de atrações musicais e artísticas – o que faz com que haja fluxo intenso de pessoas. […] Nosso ambiente é feito para adultos, com programação cultural de cunho adulto e consequentemente para maiores de 18 anos.”, escreveu o bar nota. 

Jogo Rápido

É coisa nossa! A jazzista paulistana Eliane Elias levou para casa, na noite de domingo, seu segundo Grammy. A artista venceu a premiação mais importante do mercado da música norte americana com o álbum Mirror, Mirror, seu primeiro álbum gravado sem voz, apenas com o toque do piano em 27 anos. Este é o segundo Grammy que a pianista e cantora de 62 anos recebe. O primeiro foi em 2016, com o álbum Made in Brazil, lançado um ano antes.

A atriz Sylvia Bandeira prorrogou a temporada de seu espetáculo Charles Aznavour – Um Romance Inventado no palco do Teatro PetraGold, no Rio de Janeiro. Dividindo a cena com Mauricio Baduh e com roteiro formado por clássicos do repertório do francês Charles Aznavour (1924-2018), o espetáculo permanece em cartaz até o dia 17 de abril, com sessões aos sábados e domingos. A direção é de Daniel Dias da Silva e a direção musical de Liliane Secco.

Falando em Rio de Janeiro: Mel Lisboa e Marcello Airoldi estreiam no dia 08 de abril, no Teatro Firjan Sesi, Misery, versão teatral do clássico romance de Stephen King que chegou às telas do cinema em 1990 e rendeu um Oscar à Kathy Bates como Melhor Atriz. Lisboa dá vida ao papel que foi de Bates, uma mulher solitária que faz um famoso escritor de refém, enquanto Airoldi dá vida à personagem que foi vivida por Bruce Willis em 2015 na adaptação da obra para os palcos da Broadway. Foi o primeiro e único trabalho de Willis nos palcos de Nova York. A direção é de Eric Lenate.

Nada exagerado! Chegou às plataformas digitais na manhã de ontem, 04, o disco O Tempo não Pára – O Show Completo, que apresenta na íntegra o repertório da última turnê de Cazuza (1958-1990). O disco conta com sete músicas que não entraram na edição original do álbum, em 1989. O lançamento chega às redes através do projeto Reviva Cazuza, da Sociedade Viva Cazuza, de Lucinha Araújo. A gravação foi mixada e masterizada por Walter Costa e Ricardo Garcia, respectivamente.

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Pesquisa: Bolsonaro tem a maior rejeição entre pré-candidatos à presidência https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-tem-a-maior-rejeicao-entre-os-pre-candidatos-a-presidencia-diz-pesquisa/ Mon, 21 Mar 2022 18:47:23 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26784 De acordo com levantamento feito pelo Instituto FBS, atual presidente tem 59% de rejeição. Esse é o maior percentual entre os pré-candidatos.

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O Instituto FSB divulgou, nesta segunda-feira (21), uma pesquisa eleitoral encomendada pelo BTG Pactual que apontou Jair Bolsonaro (PL) como nome com a maior rejeição entre os pré-candidatos à presidência da República. De acordo com o levantamento, 59% dos entrevistados não votariam “de jeito nenhum” no atual chefe do Executivo Federal.

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No quesito “potencial de voto e rejeição” o ex-presidente Lula (PT) levou vantagem em relação aos possíveis concorrentes. Para 35%, o petista aparece como a única opção de voto; outros 22% apontam que poderiam votar nele e 41% o rejeitam.

Lula também liderou em todos os cenários de 1º e 2º turno, segundo o levantamento. O petista teve 43% das intenções de voto contra 29% de Bolsonaro, 9% de Ciro Gomes (PDT) e 8% de Sergio Moro (Podemos). Eduardo Leite (PSDB) e André Janones (Avante), somaram dois pontos percentuais. Já na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos pré-candidatos aos entrevistados, 38% citaram Lula e 27%, Bolsonaro. Ciro foi mencionado por 4% e Moro acumulou 3 pontos percentuais.

O ex-presidente Lula também levou vantagem em todos os cenários de segundo turno. Contra Bolsonaro o petista tem uma vantagem de 19 pontos percentuais (54% x 35 %).

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Pesquisa Ipespe: Lula tem 43% das intenções de voto contra 28% de Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/pesquisa-ipespe-lula-tem-43-das-intencoes-de-voto-contra-28-de-bolsonaro/ Fri, 11 Mar 2022 15:30:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26420 Levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (11) e apontou que petista manteve a liderança na intenção de votos em relação à pesquisa divulgada em fevereiro. Lula também manteve margem de 15 pontos percentuais à frente de Bolsonaro.

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O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) divulgou nesta sexta-feira (11) uma nova pesquisa que avalia as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2022. O levantamento apontou que Lula (PT) manteve uma vantagem de 15 pontos percentuais sobre Bolsonaro (PL) em relação à última pesquisa do instituto, divulgada no dia 25 de fevereiro.

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Enquanto o petista soma 43% das intenções de voto, o atual chefe do Executivo tem 28%, apresentando uma oscilação dentro da margem de erro em relação ao levantamento anterior feito pelo Ipespe.

Ciro Gomes (PDT) também apresentou uma variação positiva dentro da margem de erro, um ganho de um ponto percentual. Assim como Sergio Moro (Podemos), Ciro tem 8% das intenções de voto. João Doria (PSDB) (3%), Simone Tebet (MDB) (1%), Eduardo Leite (PSDB) (1%) e André Janones (Avante) (1%) também pontuaram na pesquisa.

De acordo com o instituto, 7% dos entrevistados disseram que votariam branco ou nulo e não escolheram nenhum dos candidatos. Outros 2% afirmaram não saber ou não desejar responder.

Nas simulações de segundo turno, Lula mantém ao menos 20 pontos de vantagem sobre seus principais adversários na corrida presidencial. O ex-presidente pernambucano tem 53% contra 33% de Bolsonaro; 51% contra 30% de Moro e 50% contra 25% de Ciro Gomes.

A pesquisa também aferiu a avaliação do presidente Jair Bolsonaro. Do total, 52% dos entrevistados avaliaram seu governo como ruim ou péssimo; 27% como ótimo ou bom e 20% como regular. O instituto ouviu mil entrevistados de todo o país entre os dias 7 e 9 de março de 2022. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou menos e o índice de confiança é de 95,5%.

A pesquisa também apontou a probabilidade de voto dos entrevistados de acordo com o gráfico abaixo:

Gráfico de probabilidade de voto apontado na pesquisa Ipespe desta sexta-feira (11). Foto: Reprodução (MyNews)

Na edição do Almoço do MyNews desta sexta-feira (11), especialistas comentaram sobre os números da pesquisa. Confira na íntegra:

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Ciro Gomes critica posicionamento de Bolsonaro sobre invasão russa https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-critica-posicionamento-de-bolsonaro-sobre-invasao-russa-a-ucrania-brasil-tem-um-canalha-na-presidencia/ Fri, 04 Mar 2022 16:21:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25420 Pré-candidato à presidência do Brasil em 2022 Ciro Gomes afirmou discordar do posicionamento do atual presidente Jair Bolsonaro sobre conflito no leste europeu. 'Brasil não tem que ter dubiedade, temos que censurar essa invasão', declarou pedetista.

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O ex-ministro e pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) critica a postura de Jair Bolsonaro (PL), atual chefe do Executivo Federal, em relação à invasão russa à Ucrânia. Em entrevista ao programa Cruzando Fronteiras, do Canal MyNews, nesta sexta-feira (4), Ciro classificou as investidas russas como “atos ilegais” e chamou Bolsonaro de “canalha” por ter adotado um posicionamento “dúbio” diante da crise no Leste Europeu.

“A invasão da Ucrânia é um ato ilegal, a carta das Nações Unidas foi rasgada. Portanto, o Brasil não tem que ter dubiedade, temos que censurar essa invasão”, afirmou o pedetista. Ele comentou sobre a declaração de Bolsonaro feita no domingo (27), quando o atual presidente da república afirmou que havia conversado por telefone com o presidente da Rússia Vladmir Putin.

Horas depois, o próprio Bolsonaro desmentiu a afirmação em seu Twitter, alegando que o último contato feito com Putin aconteceu na visita realizada à Moscou na terceira semana de fevereiro. “O Brasil tem um canalha na Presidência da República. Como um canalha diz em um momento grave que a humanidade está passando que passou duas horas ao telefone com o presidente Putin sem sequer ter falado com ele?”, declarou Ciro.

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O pré-candidato também falou sobre os possíveis impactos da guerra sobre a economia brasileira. Entre os “efeitos graves” citados por Ciro estão a alta no preço dos barris de petróleo e uma possível escassez no fornecimento de fertilizantes, visto que a Rússia é responsável por 23% das importações de produtos do gênero para o Brasil.

Na entrevista, o ex-ministro também criticou a atuação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no cenário geopolítico internacional. Citando as origens do bloco, Ciro afirmou que a Otan é uma “instituição anacrônica à luz da ordem nacional acertada no direito e na não violência”.

“Com a dissolução da União Soviética, o Pacto de Varsóvia morreu. Se esse pacto morreu e não há indicações de que a Rússia pretenda voltar ao teatro militar e dominar qualquer fração da Europa, qual o sentido da Otan estar avançando para comunidades que têm uma tradição histórica de convivência com a Rússia?”, questionou o pré-candidato.

Assista abaixo à entrevista na íntegra do Cruzando Fronteiras desta sexta-feira (4):

 

 

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Posição do Brasil sobre conflito na Ucrânia é incerta https://canalmynews.com.br/internacional/posicao-do-brasil-sobre-conflito-entre-russia-e-ucrania-e-incerta-aponta-cientista-politico/ Thu, 24 Feb 2022 16:56:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24591 Professor do curso de Ciência Política na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Lucas Rezende criticou posicionamento do governo federal. 'O Brasil mantém uma postura em cima do muro em um momento extremamente grave da política internacional'.

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A posição do Brasil frente ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, deflagrado na noite da quarta-feira (23), ainda é incerta. O governo federal tem mantido uma postura que poder ser considerada dúbia para a política internacional, apontou o cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Lucas Rezende.

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“O Brasil se coloca em cima do muro em um momento extremamente grave. […] Por mais que haja diversas questões que impactam na causa dessa invasão russa, a gente tem que lembrar que estão quebrando o status quo político que foi definido desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, afirmou em entrevista ao Almoço do MyNews desta quinta-feira (24).

O vice-presidente do Brasil Hamilton Mourão disse, ao chegar no Palácio do Planalto nesta quinta, que o país não está se mantendo neutro em relação ao conflito. “O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”, declarou o vice-presidente.

O presidente da república Jair Bolsonaro (PL), no entanto, não se pronunciou sobre a invasão, mesmo após participar de evento público no interior de São Paulo e discursar por cerca de 20 minutos.

Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “o governo brasileiro acompanha com preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia”.

O órgão também disse que o país é membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas e que permanece “engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias”.

Para o professor da UFMG a declaração ainda não é o bastante para definir um claro posicionamento do país frente ao conflito.

“Há duas posições divergentes atualmente no governo brasileiro. De um lado a nota do Itamaraty que fica em cima do muro e do outro Bolsonaro que foi até a Rússia, esteve próximo do presidente Putin e se solidarizou com ele. Até o momento eu imagino que nos bastidores estejam acontecendo muitas discussões sobre qual seria o posicionamento que o Brasil deveria ter”, disse Rezende.  

Presidente da República, Jair Bolsonaro acompanhado do Presidente da Federação Russa, Vladmir Putin durante declaração à Imprensa.

Presidente da República, Jair Bolsonaro acompanhado do Presidente da Federação Russa, Vladmir Putin durante declaração à Imprensa em fevereiro de 2022. Foto: Alan Santos (PR – Planalto)

Na terceira semana de fevereiro Bolsonaro esteve com Putin e chegou a insinuar que havia sido responsável por suposto recuo da Rússia nas fronteiras com o território ucraniano.

“O apoio que o presidente Bolsonaro deu ao Putin no momento em que ele estava prestes a quebrar a soberania de um outro estado e quebrar com as bases do direito internacional, isso tem consequêncioas. A gente viu a porta voz do governo Biden [dos EUA] dizendo que o Brasil está se aliando ao lado errado, por exemplo”, afirmou Rezende. 

Outras figuras políticas se pronunciaram

Os pré-candidatos às eleições de 2022 que figuram na frente das pesquisas de intenção de voto se pronunciaram sobre a invasão russa. Ciro Gomes (PDT) criticou o governo atual e disse que “no mundo atual não existe mais guerra distante e de consequências limitadas”. “Precisamos nos preparar, portanto, para os reflexos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Muito especialmente por termos um governo frágil, despreparado e perdido”, completou em sua conta do Twitter.

Na mesma rede social, o ex-juiz Sérgio Moro disse repudiar a violação da soberania da Ucrânia. “A paz sempre deve prevalecer”, escreveu.

Por meio de nota, a pré-candidata e atual senadora Simone Tebet disse que “o governo federal precisa deixar claro que nosso respeito é à soberania e aos princípios de não intervenção territorial, e que estaremos lutando por uma solução de paz, por meio do diálogo e da diplomacia”.

Confira a entrevista completa do cientista político Lu

cas Rezende na edição do Almoço do MyNews desta quinta-feira (24):

 

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Marina Silva diz que nunca falou sobre vice-presidência com Ciro Gomes https://canalmynews.com.br/politica/marina-silva-diz-que-nunca-falou-sobre-vice-presidencia-com-ciro-gomes/ Tue, 15 Feb 2022 19:11:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23966 Em entrevista ao MyNews, ex-ministra afirmou que conversas com o presidenciável do PDT são sobre propostas para o Brasil. Marina falou das possíveis alianças para 2022 e da possibilidade de se candidatar ao Senado.

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Interlocutores de Ciro Gomes (PDT) e eleitores fiéis do pedetista já afirmaram que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva seria a vice-presidente perfeita para a chapa de Ciro Gomes. Mas a líder da Rede Sustentabilidade, em entrevista ao MyNews, reforçou que não recebeu convite de Ciro nem conversa com ele pensando num lugar para si na disputa eleitoral. “Nunca falamos dessa história de vice. Falamos de ideias, de propostas para o Brasil”, afirmou. 

Marina Silva deu como exemplo a época em que foi candidata à vice-presidência com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos na cabeça da chapa, em 2014. Ela não tinha objetivos de entrar na eleição quando se aproximou de Campos. “Eu fui levando propostas, não foi para ser vice de Eduardo”, disse. Para a ex-ministra, os diálogos políticos e eleitorais não devem se pautar na importância de um nome. 

Foto que Ciro Gomes publicou com Marina Silva no aniversário dela, no dia 8 de fevereiro. Na ocasião, Ciro a chamou de “grande mulher e grande brasileira” e afirmou que são amigos. Foto: reprodução (Redes sociais)

A parceria do presidenciável pelo PDT com o marqueteiro João Santana já foi apontada como um impedimento para a construção da chapa Cirina. Em relação à Santana, Marina afirmou ter “ressalvas”, mas disse que não reduz Ciro Gomes a João Santana. O marqueteiro trabalhou na campanha Dilma-Temer de 2014 e assinou peças comunicacionais difamatórias sobre Marina Silva, o que a levou a romper relações com o Partido dos Trabalhadores.

Ainda sobre a vice-presidência, a acreana comentou sobre a possibilidade do ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) ser o vice do ex-presidente Lula (PT) na campanha eleitoral deste ano. Ela não vê problemas na aliança com Alckmin, mas afirmou que considera um pouco tarde. Marina acredita que antes da polarização com Bolsonaro, o PT perdeu tempo e oportunidades na polarização com o PSDB. Uma união com Alckmin, que para ela é um representante do legado do partido tucano, é um aceno tardio de Lula. 

Reaproximação com o PT 

Segundo Marina Silva, fazer uma autocrítica é reconhecer os erros e não repeti-los. E é isso que ela espera do PT para uma reaproximação com a sigla. Mas reforça: não é somente do PT que ela e o Brasil aguardam uma autocrítica e uma análise do que deu errado para impulsionar o crescimento do autoritarismo que resultou em Jair Bolsonaro (PL) na presidência. Ao longo da conversa, a ex-ministra evitou culpabilizar diretamente o Partido dos Trabalhadores ou algum de seus líderes. 

Isso também aconteceu quando o tema da corrupção entrou na conversa. Para ela, o problema é estrutural e não aconteceu somente dentro do PT e dos governos de Lula e Dilma. Marina lembrou que nomes e líderes de outros partidos também estiveram envolvidos na Operação Lava Jato e em escândalos de corrupção. Assim como o atual governo, conforme o que foi mostrado pela CPI da Pandemia. 

Dentro da Rede Sustentabilidade, há o debate sobre quem apoiar na disputa presidencial: Lula ou Ciro. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos principais nomes do partido, já se posicionou a favor de Lula e deve compor a equipe de campanha do ex-presidente.

Na entrevista desta terça, Marina Silva afirmou que o partido está avaliando como proceder e que a ex-senadora Heloísa Helena está cuidando das negociações. Helena já afirmou em entrevistas que Ciro Gomes foi o único que convidou a Rede para dialogar e o único com propostas concretas. 

Marina Silva e a alagoana Heloisa Helena, a quem Marina chama de “irmã”. Foto: reprodução (Redes sociais).

A questão do diálogo em detrimento de um nome forte na composição de uma chapa é um quesito importante para Marina Silva e para a Rede. Durante o Café do MyNews, ela reforçou que “a pátria é a construção de um povo, não de um salvador”. No entanto, a ex-ministra disse que os filiados ao partido têm a liberdade de escolher por conta própria qual candidato apoiar, como fez Randolfe Rodrigues.

A possibilidade de uma candidatura ao Senado

Marina Silva foi senadora por 16 anos e falou ao MyNews que não pensava, até então, em retornar ao Congresso. A sugestão de sair como senadora em 2022 é um debate, segundo ela, de dentro da Rede e também de fora. Ela afirma que existe sim uma discussão sobre a proposta, e que “em um momento oportuno, não tão distante, vou me manifestar”. 

Para conferir mais da entrevista, assista na íntegra no Café do MyNews:

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Privatização da Petrobras: o que pensam os candidatos à presidência? https://canalmynews.com.br/economia/privatizacao-da-petrobras-o-que-pensam-os-candidatos-a-presidencia/ Mon, 14 Feb 2022 23:52:12 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23862 Em ano de eleição, o debate acerca da possibilidade de repassar a petrolífera para o setor privado é reanimado. Da venda imediata à interferência na política de preços, os presidenciáveis se dividem quanto à privatização

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Ano eleitoral que se preze tem os principais candidatos à presidência manifestando suas posições em relação à privatização da Petrobras. Desde 1989, ano que marcou o retorno democrático brasileiro, não se passou nenhum pleito presidencial sem que o assunto entrasse na pauta de campanhas e debates.

Fundada pelo então presidente Getúlio Vargas em 1953, a Petrobras atravessou décadas sendo configurada como uma empresa exclusivamente estatal. Com o lançamento do IPO de PETR3 no ano 2000, chegou à Bolsa de Valores e se transformou, então, em uma companhia de economia mista.

Getúlio Vargas mostra a mão suja de petróleo

Getúlio Vargas mostra a mão suja de petróleo. Foto: Reprodução (Alesp)

No entanto, o fator que mais se modificou com o passar dos anos é a parcela de representantes públicos em posição de destaque defendendo que a petrolífera seja totalmente alienada à iniciativa privada.

Atualmente, o preço dos combustíveis, por exemplo, tem gerado fortes cobranças ao presidente Jair Bolsonaro (PL), devido ao impacto direto no bolso dos consumidores. A Petrobras – e não poderia ser diferente – é parte significativa desse cenário, tendo em vista que uma generosa fatia do preço dos derivados do petróleo, como a gasolina e o diesel, é destinada à companhia. Em meio a uma conjuntura mundial de elevação do barril de petróleo (que já ultrapassa a casa dos US$ 95 dólares, tanto o Brent como o WTI) e de caça ao dragão da inflação – e no Brasil acresce-se as eleições –, como é que se posicionam os principais nomes da política nacional que objetivam o mais alto cargo do Executivo quando o assunto é privatizar a Petrobras?

 

Jair Bolsonaro

Começamos pelo atual mandatário: Jair Bolsonaro (PL). O presidente já fez diversas afirmações diversas em relação à privatização da Petrobras, algumas um tanto quanto polêmicas…

Em 2018, ainda como pré-candidato, Bolsonaro confirmou a possibilidade de privatização da petrolífera, mas deixava claro que era “pessoalmente contra”. Na ocasião, disse entender a presença estratégica da empresa, o que fazia com que o então candidato não tivesse a intenção de privatizá-la: “esse é o sentimento meu”.

Ao longo do mandato, no entanto, o discurso tomou outra direção, e o desejo de repassar a Petrobras para a esfera privada ficou cada vez mais evidente – inclusive por intermédio da pasta econômica, chefiada por Paulo Guedes.

Em 2021, o presidente confirmou diversas vezes o objetivo, falando até mesmo sobre sua pretensão em revisar a política de preços da estatal.

Após os últimos aumentos no preço dos combustíveis, Bolsonaro afirmou que, “se pudesse, ficaria livre da Petrobras”.

 

Lula

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já afirmou e reafirmou que, caso eleito, pretende intervir na política de preços da Petrobras. Vale ressaltar que o denominado Preço de Paridade de Importação (PPI) foi instituído pela companhia em 2016, e prevê que os preços cobrados pela petroleira no mercado interno acompanhem as variações do mercado internacional, em dólar – inclusive, essa é uma das principais razões para o aumento dos combustíveis, já que a moeda estadunidense, assim como o barril de petróleo, está em alta.

Lula recentemente afirmou que, como promessa eleitoral, não manterá os preços vinculados ao mercado internacional.

“Nós não vamos manter o preço dolarizado. Eu acho que os acionistas de Nova York, os acionistas do Brasil, têm direito de receber dividendos quando a Petrobras der lucro, mas é importante que a gente saiba que a Petrobras tem que cuidar do povo brasileiro”, afirmou.

 

Ciro Gomes

Ciro Gomes (PDT) já criticou os lucros da Petrobras dizendo que os números positivos da estatal, devido seu passado cercado por escândalos de corrupção, eram como “um tapa na cara de cada brasileiro e uma apunhalada profunda no coração dos mais pobres”.

O pré-candidato, contudo, é contra uma possível privatização da estatal: “Temos, sim, que tomá-la de volta e colocá-la no seu verdadeiro rumo, que é o de gerar riqueza e bem-estar ao povo brasileiro”, confirmou à imprensa.

Em uma entrevista em 2018, quando questionado sobre uma possível privatização da Petrobras por parte do governo Bolsonaro, Ciro foi categórico ao dizer que a tomaria de volta “com as devidas indenizações”.

 

Sergio Moro

Na sequência temos Sergio Moro (Podemos). O ex-juiz já defendeu privatizar não só a Petrobras como de “todas as estatais”.

De acordo com uma reportagem veiculada pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’, Moro considera a petrolífera “uma empresa atrasada”, pois ainda vive da exploração de petróleo — segundo o candidato, a exploração deve ser abandonado em prol de fontes de energia limpa.

No ano passado, Moro havia dito à imprensa que não era possível “fazer uma afirmação categórica” a respeito dessa pauta, mas que não enxergava “nenhum problema” na possibilidade de privatização.

“Se do ponto de vista econômico fizer sentido a privatização da Petrobras, se isso gerar eficiência para a economia, a decisão tem que ser tomada”, avaliou.

 

João Doria

João Doria (PSDB), atual governador do estado de São Paulo, afirmou que, uma vez eleito, pretende privatizar a companhia “para que ela seja mais competitiva”.

Segundo ele, a ideia é dividir a empresa em três ou quatro partes para a privatização ocorrer de maneira mais fluida. Ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, Doria disse que o planejamento incluiria, ainda, a criação de um fundo de estabilização para o preço dos combustíveis.

“Haverá uma modelagem benfeita e profunda para garantir que a Petrobras possa cumprir um novo papel em sua história nas mãos da economia privada. Ela não terá o mesmo tamanho que tem hoje. Será fatiada”, explicou. Na oportunidade, o governador elucidou também o método: “As empresas que vencerem o leilão terão que mensalmente aportar recursos a um fundo de compensação que será um colchão a cada vez que tivermos aumentos mais expressivos no barril de petróleo no plano internacional”.

 

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No MyNews Investe desta segunda-feira (14), o jornalista Vitor Hugo Gonçalves abordou a pauta:

 

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Ciro Gomes está ‘perdido’ nas estratégias digitais, diz especialista https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-esta-perdido-nas-estrategias-digitais-de-campanha-afirma-especialista/ Mon, 14 Feb 2022 18:43:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23826 Especialista analisou as estratégias digitais dos presidenciáveis. Segundo Alexandre Inagaki, Sergio Moro encontra dificuldades em se tornar popular, enquanto Lula e Bolsonaro encontram desafios em mídias diferentes.

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No Café do MyNews desta segunda-feira (14), o especialista em estratégias digitais Alexandre Inagaki analisou as ações dos presidenciáveis nas redes sociais. Para ele, a atual estratégia do presidenciável Ciro Gomes (PDT) nas plataformas não é suficiente para conquistar eleitores e se consolidar como principal nome da terceira via.

Inagaki já trabalhou diretamente com o planejamento de estratégias digitais em campanhas presidenciais e comentou sobre os nomes que melhor pontuaram nas pesquisas de intenção de voto até o momento.

Com o marqueteiro João Santana na equipe, que foi responsável pela campanha Dilma-Temer de 2014, Ciro Gomes investe fortemente na construção de uma identidade digital e num contato próximo com os jovens. Nas redes sociais, Ciro tem opinado sobre pautas econômicas, políticas e sociais, mas também faz memes com adversários políticos. As cutucadas vão desde tweets simples até reacts de entrevistas dos oponentes. 

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Nas lives “Ciro Games”, programa fixo no seu canal do YouTube, Ciro traz uma estética gamer e outros conteúdos além dos reacts. Ele entrevista políticos, influencers e intelectuais e também transmite games que aproveita com a família. Na avaliação de Alexandre Inagaki, falta uma “linha mestra” na comunicação do pedetista para unir todos os nichos que ele visa alcançar.

“O desafio da campanha do Ciro é de fato se consolidar como uma terceira via. A gente ainda não viu, nas pesquisas mais recentes, algum candidato que tenha conseguido ultrapassar a barreira dos dois dígitos. E não vai ser com vídeo de react, com vídeo de gameplay, que isso vai acontecer”, afirmou Inagaki. 

Ciro Gomes em evento. Foto: José Cruz (Agência Brasil).

A escolha de João Santana também foi questionada pelo especialista. Segundo ele, Santana tem a capacidade de criar peças comunicacionais que se popularizam, mas o trabalho com redes sociais é diferente. Alexandre Inagaki também lembrou que o marqueteiro é colocado como o responsável por ataques difamatórios à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva na disputa de 2014. 

A contratação de Santana é vista como um impedimento para uma maior aproximação de Marina à chapa cirista. “Até que ponto vale realmente você investir um dinheiro – que está longe de ser pouco – em um marqueteiro que até atrapalha articulações políticas?”, questionou Inagaki. 

Terceira via nas redes 

O ex-ministro Sergio Moro (Podemos) aparece empatado com Ciro Gomes nas duas pesquisas eleitorais divulgadas na semana passada, Genial/Quaest e XP/Ipespe – 7% e 8%, respectivamente. Na presença digital, segundo o levantamento da Agência em Dados MAP, Moro sai na frente com 2% contra 0,53% de Ciro Gomes. Apesar disso, na avaliação de Alexandre Inagaki, também falta para Sergio Moro uma mensagem central – que não fique somente na pauta de combate à corrupção.

Moro chegou oficialmente ao páreo presidencial em novembro do ano passado. Desde então, existe um trabalho em torno da melhoria da imagem do ex-juiz da Lava Jato, não só na dicção e na forma como ele apresenta fisicamente, mas nas publicações das suas redes sociais. Inicialmente, Moro estava administrando seus perfis online por conta própria, mas desistiu depois de publicar um vídeo com uma edição amadora que se transformou num meme. 

Publicação de dezembro de 2021 viralizou pelo amadorismo e dificuldade na fala de Sergio Moro (Podemos).

No começo deste mês, o marqueteiro Pablo Nobel foi anunciado como o novo responsável pela campanha do lavajatista e, em entrevista à coluna Painel da Folha de S. Paulo, disse que o foco de Moro é filiar ex-bolsonaristas. Tornar o ex-juiz mais informal e próximo do povo também faz parte da estratégia da campanha.

Para Inagaki, falta a Moro uma maior proximidade com o ambiente digital. “Quando a gente fala em comunicação, e principalmente comunicação digital, você precisa estar imerso na linguagem digital. Você precisa entender que quando opta por seguir um perfil no Twitter, no Instagram, quer alguém que se comunique com você, alguém que poderia estar trocando ideia numa mesa de bar. Precisa ter uma linguagem mais objetiva e direta. Esse é um desafio que Moro vai precisar enfrentar para consolidar a candidatura”. 

O ex-ministro do governo Bolsonaro precisa enfrentar esse desafio em meio a uma corrida contra o tempo. Enquanto Lula, Bolsonaro e Ciro Gomes trabalham a presença nas redes há muito tempo, Moro chegou ao páreo recentemente. “Beleza, ok. Já entendemos que você é anticorrupção. Mas e a economia, por exemplo. O que você vai fazer para se diferenciar? […] Você precisa dar uma mensagem de esperança”, analisou Inagaki. 

Os desafios de Bolsonaro e Lula 

É inegável que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem uma forte base de apoio nas redes sociais. Toda comunicação dele é feita por ele e pelos filhos. Para a campanha deste ano, a ideia é que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) continue no comando da parte digital, enquanto o marqueteiro do Partido Liberal, Duda Lima, é cotado para fazer a campanha offline, mas até então tem resistido a assumir esse papel. 

A pesquisa Genial/Quaest da última semana mostrou que as pessoas que se informam sobre política através da televisão tendem a desaprovar mais o governo Bolsonaro, enquanto quem se informa pelas redes sociais, tende a desaprovar menos. O especialista Alexandre Inagaki lembrou que a consolidação de Bolsonaro nas redes sociais é fruto de um trabalho de anos. O mesmo não acontece com a imagem do presidente nas mídias tradicionais.

Diante disso, aparecer mais nesses meios offlines pode ajudar na popularidade do chefe do executivo? Inagaki respondeu que “comunicação é importante, mas não faz milagre”. O especialista acredita que essa rejeição na mídia tradicional vem do desgaste político de ações do próprio Bolsonaro, como ser contrário à vacinação. 

Presidente Jair Bolsonaro em live semanal. Foto: Reprodução (Redes sociais).

Enquanto isso, o ex-presidente Lula (PT) é o candidato preferido entre quem se informa pela televisão, segundo a Genial/Quaest. Já no digital, a próxima aposta do PT é a estratégia “Cada Celular um Comitê”, em que devem se criar núcleos digitais a partir do engajamento de filiados do partido. A ideia é a criação de comitês populares a partir do compartilhamento de informações que é possível através de um celular.

O especialista em estratégia digital comenta que o PT está mirando em nichos específicos, em especial, o dos eleitores evangélicos. Esse público é visto hoje como uma das bases de apoio de Bolsonaro, que tem alianças com lideranças evangélicas conhecidas pelo extremismo. 

Inagaki lembrou, ainda, que a essa altura tudo é estratégia. Ele comentou como os conteúdos online da socióloga Rosângela da Silva, Janja, noiva de Lula, aproximam o ex-presidente dos usuários das redes sociais.

“No caso da presença da Janja, é importante no sentido de humanizar o candidato, torná-lo mais próximo. Quando a gente fala em redes sociais, é aquilo: você não quer acompanhar um perfil muito engessado, que fale só sobre proposta de campanha, que mostre agenda. É preciso ter em mente que quando você tem um perfil no Instagram, no Twitter, você quer saber dos bastidores, dos extras do DVD, da vida pessoal”, afirmou o especialista.

A foto relacionada à política mais comentada em 2021 foi publicada por Janja. Na imagem, aparecem ela e Lula abraçados numa viagem ao Ceará. 

Assista à entrevista completa com Alexandre Inagaki

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Pesquisa Genial/Quaest: algumas considerações https://canalmynews.com.br/politica/pesquisa-genial-quaest-algumas-consideracoes/ Wed, 09 Feb 2022 23:11:07 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23608 Pesquisa divulgada nesta terça-feira entrevistou 2.000 pessoas e traz aspectos que merecem destaque para o cenário político eleitoral de 2022

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A pesquisa da Genial/Quaest divulgada em 09/02/22, cuja coleta foi realizada entre 03/02 a 06/02, com 2.000 entrevistas e com margem de erro de 2 pontos percentuais traz alguns aspectos que merecem destaque. Vejamos.

Em relação à avaliação do Governo Bolsonaro, temos que 51% consideram negativo, 25% consideram regular, 22% positivo e 2% não sabem ou não responderam. Em termos de região, a maior desaprovação, de 61%, é da Região Nordeste, seguido do Sul com 49%, Norte 48%, Sudeste 47% e Centro-Oeste com 42%. No quesito sexo, as mulheres (54%) desaprovam mais que os homens (48%). Questionados de como o presidente está lidando com determinados problemas, temos o seguinte: combate à corrupção (62% desaprovam e 36% aprovam); redução da violência/criminalidade (61% desaprovam e 35% aprovam); geração de novos empregos (63% desaprovam e 33% aprovam); combate à Covid (65% desaprovam e 32% aprovam) e combate à inflação (80% reprovam e 18% aprovam) – as somas não chegam aos 100%, pois, aqui, desconsiderei os percentuais dos que não sabem ou não responderam.

Pesquisa Quantitativa avalia cenário eleitoral. Fonte: Genial/Quaest

Avaliação do Governo do Presidente Bolsonaro. Fonte: Genial/Quaest

Os dados acima já são conhecidos de Bolsonaro e, especialmente, dos líderes do Centrão. A reprovação de seu governo é altíssima no Brasil todo, mas é maior no Nordeste e entre o eleitorado feminino. O Nordeste sempre foi espaço de maior aceitação e intenção de voto de Lula e, no caso, Bolsonaro buscará ações que lhe possibilitem diminuir sua rejeição. Em relação às mulheres, pesquisas para consumo interno dos partidos, demonstram que, especialmente, as mães reprovam as atitudes do presidente em relação à vacinação das crianças, cujos atrasos e desdém lhe renderam esses números. Além disso, na dimensão temática há 80% que desaprovam o combate à inflação e isso significa, ao menos neste momento, que a econômica terá mais peso e importância nesta eleição. O custo de vida, preço de alimentos, combustíveis, entre outros, mudou o humor do brasileiro e o cenário econômico deteriora os índices de Bolsonaro.

Nas intenções de voto de forma espontânea, na qual os respondentes não têm acesso aos nomes dos candidatos, temos que 48% estão indecisos, 28% votariam em Lula, 16% em Bolsonaro e 4% nos outros candidatos. Já quando temos as respostas estimuladas, com a visualização dos nomes dos candidatos, temos Lula com 46%, Bolsonaro 24%, Sérgio Moro com 8% e Ciro Gomes com 7%. Todos os cenários, acima, são para o primeiro turno. Há um aspecto positivo e outro negativo para os candidatos abaixo de Lula e Bolsonaro. É positivo que, na espontânea, há um universo de 48% de indecisos a serem conquistados, contudo, um ponto negativo é que 58% afirmam que sua escolha do candidato é definitiva e 40% de que podem mudar essa escolha caso algo aconteça.

Intenção de voto para Presidente | Espontânea

Intenção de voto para Presidente | Espontânea. Fonte: Genial/Quaest

Em qualquer dos cenários – espontânea ou estimulada – Lula encontra-se bem à frente de Bolsonaro. Lula está, direta ou indiretamente, nas disputas à presidência desde 1989. Perdeu para Collor, para FHC duas vezes, foi eleito duas vezes, fez Dilma sua sucessora duas vezes e levou, mesmo estando preso, Haddad ao segundo turno em 2018. O esforço do petista e sua estratégia, com Alckmin de vice e um aceno ao centro político, é para faturar a eleição de outubro no primeiro turno. Um sonho para os petistas, pois, no primeiro turno, foram derrotados duas vezes por FHC e, quando se sagraram vitoriosos, sempre foi no segundo turno.

Outros dados da pesquisa merecem destaque. Quando questionados como se informam sobre política, principalmente, os entrevistados afirmaram que pela televisão (51%), redes sociais e WhatsApp (24%) e sites e blogs (10%). Em relação a isso, a avaliação do Governo Bolsonaro tem elementos interessantes. Dos que se informam sobre política pela televisão, 59% são avaliações negativas; 24% regulares e 15% positivas. Já daqueles que se informam por meio das redes sociais, 43% de negativas, 25% de regulares e 31% de positivas. E, por último, os que se informam por sites, blogs e portais de notícias temos 52% de negativas, 17% de regulares e 30% de positivas.

Depreende-se, dos números acima, que, desde 2018, na campanha, Bolsonaro apresenta força nas redes sociais. Não à toa que, à época, enquanto adversários montavam suas equipes de campanha digitais, Bolsonaro, há tempos, já era chamado de mito. O presidencialismo de confrontação assumido por Bolsonaro, com ataques cotidianos a inimigos, reais e imaginários, internos e externos, cumpre seu papel de manter sua base de apoio coesa e, especialmente, nas redes sociais, cuja aprovação é melhor se cotejada aos que se informam pela televisão, com quase 60% de reprovação do atual governo.

Quem prefere que vença as eleições de 2022. Fonte: Genial/Quaest

Quem prefere que vença as eleições de 2022. Fonte: Genial/Quaest

Enfim, os números da Genial/Quaest apresentam, na intenção de voto, proximidade com outros institutos (Lula em primeiro, Bolsonaro em segundo e a “terceira via” ainda na casa de um dígito com Moro e Ciro). Entretanto, as novidades acerca dos temas (inflação, corrupção, violência e Covid) são importantes para a construção das estratégias discursivas e para os planos de governo dos candidatos. No que tange à fonte de informação política (televisão, redes sociais, WhatsApp, blogs) a situação de Bolsonaro é péssima para quem acompanha televisão, mas não é tão confortável quanto se imaginaria nas redes sociais. Aguardemos as próximas rodadas.


Quem é Rodrigo Augusto Prando?

Professor e Pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie, do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas. Graduado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia pela Unesp.

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Balcão de padaria https://canalmynews.com.br/voce-colunista/balcao-de-padaria/ Tue, 01 Feb 2022 17:49:37 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23349 Entender do que o povo fala e como o povo fala é essencial para ter um resultado positivo nas eleições de 2022

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Eu não sou uma pessoa de dar dicas, opiniões ou me meter na vida alheia sem ser convidado a  isso.

Mas, se me pedissem para dar um pitaco na vida eleitoral de alguns pretendentes ao cargo  máximo do Poder Executivo do Brasil, eu diria – Encostem o umbigo no balcão de algumas  padarias em várias cidades do país. Chegou em uma cidade, procure uma padaria e sozinho,  longe do séquito de puxa-sacos que vos acompanha, encostem no balcão e absorvam um  pouco da cultura e da falta de cultura popular. Pode ser boteco também.

Eu sou um frequentador de padarias, mercadinhos, filas de autarquias e um usuário do SUS e  percebo o quanto existe de distância entre os discursos dos candidatos e o pensamento do  povo. Por isso afirmo, sem encostar o umbigo e gastar um tempo tomando um café com leite,  comendo um pão na chapa e ouvir os comentários e as conversas daqueles que ali estão,  posso te dizer meu amigo, você não será eleito!

E não deve fazer isso apenas quando começar a campanha para presidente, para aparecer  naquelas fotos, que dão vergonha alheia, como figura popular no meio do povo. Se você ainda  não começou a fazer isso talvez ainda dê tempo, isso se você começar amanhã. Mas  provavelmente já é tarde.

Cito como exemplo os dois possíveis candidatos que estão em primeiro e segundo lugar nas  pesquisas, o ex-presidente Lula e o presidente Bolsonaro.

O primeiro, Lula, é o campeão de permanência em balcões de padarias, bares e afins.

Durante sua jornada como sindicalista fez graduação, pós, mestrado e doutorado na arte de  encostar o umbigo no balcão, ouvir e inclusive interagir com essa população formadora ou  deformadora de opinião que frequenta os mais diversos balcões espalhados pelo país. Seu  poder de escutar as opiniões de pessoas contrárias à sua pessoa e ao seu partido e transformá-las em eleitores fiéis foi habilmente treinado nos balcões das padarias e bares do ABC paulista.  Eu mesmo tive a oportunidade de almoçar certa vez em um restaurante de frango assado na  Vila Mariana, onde trabalhava, ao lado do ex-presidente. Na época ele havia perdido a eleição  para Fernando Collor e estava reunido com um grupo de pessoas do PT. Eu trabalhava em  agência de publicidade e a pessoa com quem eu estava conhecia um dos participantes do  grupo petista, que nos convidou para sentarmos com eles. Fiquei impressionado com o poder  de persuasão do ex-presidente Lula, o seu jeito simples de falar com qualquer pessoa e ser compreendido e admirado.

O atual presidente é outro frequentador de balcões. Certamente no Rio de Janeiro, onde  morava até ser eleito, frequentou balcões de padarias e botecos de comunidades achacadas  pela milícia. Continua usando essa tática pão com leite moça frequentando os balcões da  cidade satélite de Brasília, onde sai para passear de moto sem máscara e assim ganha a  simpatia daqueles que partilham sua companhia.

O ponto comum entre os dois, sem entrar no mérito do certo ou errado, é que eles sabem  ouvir o povo simples e estabelecer uma ligação com as pessoas, mesmo que depois não deem  a mínima para suas necessidades. Não é à toa que Bolsonaro mantém índices altos de aprovação, mesmo diante de tantas atrocidades que faz e que fez e Lula ainda é o pai dos  pobres.

 

Para ser eleito no Brasil tem que encostar a barriga em um balcão de padaria. Foto: Pixabay

 

Na minha modesta opinião de cidadão que acompanha as notícias e busca informações sobre  política e seus atores, Ciro Gomes é hoje o pré-candidato com maior conhecimento e  possibilidades de tirar o Brasil do buraco que está encalhado há algumas décadas e colocá-lo  para seguir viagem, mas de nada adianta mostrar esse conhecimento que ele tem na ponta da  língua em entrevistas e programas de TV e rádio se ele não consegue tocar o eleitor, o cidadão  que acorda as 5 da matina e para no balcão da padaria para tomar seu cafezinho. Por mais que  ele diga que vai taxar as grandes fortunas e cobrar imposto sobre os lucros dos mega empresários, ou que nos chame de“meu irmão brasileiro”, “meu povo sofrido”, ele não toca o  coração dessas pessoas e acaba ficando no limite dos 12%.

Quanto ao governador Dória, acho que não precisamos de maiores explicações. Quem aqui já  foi ao Qatar sabe do que estou falando. Ele passa a impressão de que está sempre apresentando um programa de TV. Aparentemente não existe com ele conversas casuais e se estiver tomando um café no balcão do boteco ele provavelmente vai querer demitir o chapeiro  e o atendente.

Moro é uma incógnita. Acredito que ele nem saiba que se serve média e pão na chapa nesses lugares. Aliás, ele vai perguntar: o que é média? Pão na chapa?

O candidato do Novo saiu para vomitar e já volta.

Lembro que FHC nunca foi um assíduo frequentador de balcões, deu uma enganada nos  tempos de professor de sociologia e teve o caminho aberto pelo ex-presidente Itamar Franco,  que o colocou como criador do Plano Real, que acabou com a inflação que arrasava nossas  vidas.

Dilma era a gerentona do governo Lula e teve o aval do botequeiro mor. Além de ter disputado  com o Serra, campeão de simpatia e com o Aécio, mauriceba com histórias duvidosas, para ser polido.

Enfim, ao invés de marqueteiros esses possíveis candidatos deviam fazer rotas de padarias e bares. Acordar cedo para um café na padoca perto do ponto do ônibus e depois no final da  tarde um rabo de galo nos botecos, antes de chegar em casa com a “mistura pra janta”.

Seria mais efetivo e muito mais barato para os cofres públicos.


Quem é Conrado Micke Moreno?

Conrado Micke Moreno é ilustrador e membro do Canal MyNews.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Os entraves para uma aliança entre Ciro Gomes e Marina Silva https://canalmynews.com.br/politica/os-entraves-para-uma-alianca-entre-ciro-gomes-e-marina-silva/ Thu, 13 Jan 2022 13:50:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=22923 Segundo O Globo, a dobradinha depende da definição sobre a federação partidária entre o PSOL e a Rede, e do marqueteiro João Santana

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A possibilidade de composição de uma chapa com Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) para as eleições presidenciais deste ano movimentou as redes sociais nos últimos dias, mas a dobradinha não depende somente do convite de um e a da aceitação de outro. Segundo o jornal O Globo, duas questões importantes precisam ser resolvidas antes de se amadurecer essa aliança.

 

A primeira delas é a formação de uma federação partidária entre a Rede Sustentabilidade, partido da ex-ministra Marina Silva, e o PSOL, do pré-candidato ao governo paulista Guilherme Boulos. A federação é uma espécie de casamento de longa duração: ajuda os partidos a vencerem a cláusula de barreira, mas amarra as duas legendas por bastante tempo. Dessa forma, se a união entre o PSOL e a Rede se concretizar, o partido de Boulos deve apoiar o ex-presidente Lula (PT) na corrida presidencial, o que inviabilizaria a chapa Ciro-Marina.

 

O segundo entrave chama-se João Santana, marqueteiro de Ciro Gomes, com o qual Marina Silva não tem uma relação muito harmoniosa desde 2014, quando foi candidata à presidência pelo PSB e Santana era o marqueteiro de Dilma Rousseff (PT).

 

Em um vídeo divulgado durante sua campanha, a ex-presidente falou sobre a proposta de Marina de promover a independência formal do Banco Central, mas a consequência era a retirada de comida da mesa dos trabalhadores.

 

Antes do vídeo, Marina chegou a ter chances de ir para o segundo turno, mas acabou a eleição em terceiro lugar.

Apesar do burburinho, ainda não houve sinalização de Ciro Gomes para compor uma chapa com Marina Silva. Reprodução/Twitter

 

Apesar de pedetistas fazerem elogios públicos à ex-ministra, inclusive o próprio presidente do partido, Carlos Lupi, Marina não chegou a ser convidada para compor uma chapa com Ciro Gomes. A presidente nacional da Rede, a ex-senadora Heloísa Helena, disse ao Globo que a prioridade agora é definir sobre a federação partidária.

 

Já aliados de Marina avaliam que se houver o convite de Ciro, ela e o pedetista precisarão conversar sobre a participação de João Santana na campanha. Carlos Lupi, entretanto, descarta a possibilidade de Ciro abandonar a parceria com Santana para abrir caminho para Marina Silva. Ele fala que é preciso “aparar as arestas” entre os dois.

 

Dentro da Rede também não há unanimidade sobre a união entre Ciro e Marina. O partido tende a deixar a militância livre para escolher o candidato à presidência da preferência de cada um.

 

Assista a íntegra do programa Café do MyNews desta quinta-feira (13).

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Pesquisa do IPEC aponta Lula na frente na disputa pela presidência https://canalmynews.com.br/politica/pesquisa-ipec-presidencia-dez-21/ Wed, 15 Dec 2021 21:30:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pesquisa-ipec-presidencia-dez-21/ A pesquisa também apontou grande rejeição ao governo Bolsonaro; desaprovação chega a 68%

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Nesta terça-feira (14), o Instituto de Pesquisas Cananéia, o Ipec, divulgou uma nova pesquisa de intenção de voto para presidência da República nas eleições de 2022. Nos dois cenários analisados pelo Ipec, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com ampla vantagem frente aos adversários e poderia vencer a eleição ainda no primeiro turno.

Num primeiro panorama, com todos os possíveis candidatos até o momento, Lula aparece com 48% dos votos e todos os outros juntos somam 38%. Veja abaixo:

PESQUISA IPEC – CENÁRIO 1

• Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 48%
• Jair Bolsonaro (PL) : 21%
• Sérgio Moro (Podemos): 6%
• Ciro Gomes (PDT): 5%
• André Janones (Avante): 2%
• João Dória (PSDB): 2%
• Cabo Daciolo (PMN-Brasil 35): 1%
• Simone Tebet (MDB): 1%
• Alessandro Vieira (Cidadania): 0%
• Felipe D’Ávila (Novo): 0%
• Leonardo Péricles (UP): 0%
• Rodrigo pacheco (PSD): 0%
• Brancos/Nulos: 9%
• Não sabem/Não responderam: 5%

No segundo cenário analisado, com apenas cinco concorrentes ao planalto, o petista aparece com 49% dos votos, enquanto os outros candidatos juntos novamente somam 38%.

PESQUISA IPEC – CENÁRIO 2

• Lula: 49%
• Bolsonaro: 22%
• Sergio Moro: 8%
• Ciro Gomes: 5%
• João Dória: 3%
• Brancos/Nulo: 9%
• Não sabe/não respondeu: 3%

Segundo o Ipec, as intenções de voto no ex-presidente Lula são mais expressivas entre os que avaliam a administração de Jair Bolsonaro como ruim ou péssima (68%); aqueles que moram no nordeste (63%); os que moram nas periferias das capitais (55%); e os católicos (54%).
Já o presidente Jair Bolsonaro tem maiores intenções de voto entre os que avaliam sua administração como ótimo ou boa (75%); os moradores da região norte/centro-oeste (29%) e sul (27%); e os evangélicos (33%), sendo que entre este público Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com Lula.

O Ipec também divulgou a avaliação do governo Bolsonaro, e apontou que 55% das pessoas ouvidas consideram a gestão dele ruim ou péssima. Sobre a sua forma de governar, 68% desaprova, e 70% não confia no presidente.

O levantamento do Instituto foi feito de 9 a 13 de dezembro e ouviu 2.002 pessoas em 144 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%. Diferença cresceu em relação a última pesquisa feita pela XP/Ipespe, em agosto desse ano.

 

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Ciro Gomes é alvo de operação da PF que investiga esquema de corrupção na Arena Castelão https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomesoperacao-da-pf-corrupcao/ Wed, 15 Dec 2021 15:36:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ciro-gomesoperacao-da-pf-corrupcao/ Além de Ciro Gomes, seu irmão Cid Gomes, que é senador pedetista pelo Ceará, também é suspeito de envolvimento em atos ilícitos

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (15) a Operação Colosseum, para desmontar um esquema de fraudes, exigências e pagamentos de propinas a agentes políticos e servidores públicos, por conta de processos de licitação para obras no estádio Castelão, em Fortaleza (CE), entre os anos de 2010 e 2013. Entre os alvos das buscas estão o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, e seus irmãos Lúcio Gomes e Cid Gomes, que é ex-governador do Ceará e atual senador do PDT pelo estado.

Cerca de oitenta policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 32ª vara da Justiça Federal, em domicílios investigados nas cidades de Fortaleza, Meruoca e Juazeiro do Norte, no Ceará, e em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e São Luís (MA). As buscas têm como objetivo apreender mídias digitais, aparelhos celulares e documentos.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2017, por conta de indícios de esquema criminoso envolvendo pagamentos de propinas para que uma empresa se beneficiasse no processo licitatório da Arena Castelão. E, depois, na fase de execução contratual, a mesma empresa recebesse valores do governo do Ceará ao longo da execução da obra e manutenção do estádio.

A PF apurou ainda indícios de pagamentos de 11 milhões de reais em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas.

Após o cumprimento dos mandados, as investigações devem continuar com a análise do material apreendido na operação e do fluxo financeiro dos suspeitos. Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, associação criminosa, e corrupção ativa e passiva.

O nome da operação remete em italiano ao estádio Coliseu, localizado em Roma, na Itália.

O que Diz Ciro Gomes

À jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, Ciro Gomes disse ter “absoluta certeza” de que a operação teve a influência do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eu tenho absoluta segurança de que é ordem de Bolsonaro, tal a violência e arbitrariedade”, afirmou ele à coluna.

Ainda de acordo com o presidenciável, a origem do inquérito é uma delação premiada de “uma pessoa que diz na própria delação que nunca falou comigo”. A operação contou com relatos de quatro executivos da Galvão Engenharia, que fecharam acordos de delação com a PF. A empreiteira participou de concorrência para reformar o estádio do Castelão, que sediou partidas da Copa do Mundo de 2014.

Nas redes sociais, Ciro escreveu: “Até esta manhã eu imaginava que vivíamos, mesmo com todas imperfeições, em um país democrático. Mas depois da Policia Federal subordinada a Bolsonaro, com ordem judicial abusiva de busca e apreensão, ter vindo a minha casa, não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade.”

Segundo Ciro, a operação “tão tardia e despropositada tem o objetivo claro de tentar criar danos” [à sua pré-candidatura à Presidência]. “O braço do estado policialesco de Bolsonaro, que trata opositores como inimigos a serem destruídos fisicamente, levanta-se novamente contra mim”, complementou ele.


 

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Pesquisa Genial: Moro ultrapassa Bolsonaro no segundo turno em 2022 https://canalmynews.com.br/politica/pesquisa-genial-moro-ultrapassa-bolsonaro-no-segundo-turno/ Wed, 08 Dec 2021 20:46:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/moro-ultrapassa-bolsonaro-no-segundo-turno/ De acordo com pesquisa Genial/Quaest, o ex-juiz aparece à frente de Bolsonaro, mas ainda na margem de erro; Lula lidera em todos os cenários

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Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8) mostra o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL) em um segundo turno em 2022. Moro aparece com 34% das intenções de voto e Bolsonaro com 31%. Levando em consideração a margem de erro de 2,2% para cima e para baixo, ambos se encontram em um empate técnico.

Neste cenário, 30% dos entrevistados afirmam que votarão nulo, branco, ou não votarão, e 4% se dizem indecisos. Na pesquisa anterior, em novembro, o embate entre os dois não foi testado.

A Genial Quaest ouviu 2.037 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 2 e 5 de dezembro. A coleta de dados foi feita por entrevistas face a face e a pesquisa apresenta 95% de grau de confiança.

O presidente aparece atrás em todos os cenários testados para o segundo turno. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) alcança 39% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro fica com 34%, com 23% de brancos, nulos e abstenções. Quando o embate é com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o petista ganharia com 55%, o atual presidente chega a 31% e apenas 11% declaram voto nulo, branco ou abstenção.

Lula também ganharia de Sergio Moro (53% x 29%) e de Ciro Gomes (54% x 21%).

No primeiro turno, o ex-presidente petista lidera em todos os cenários. No mais completo, Lula aparece com 46% das intenções de voto seguido por Bolsonaro (23%), Moro (10%), Ciro Gomes (5%), pelo governador de São Paulo, João Doria (5%), pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (1%) e pelo pré-candidato do Novo, Felipe D’Ávila (1%).

Avaliação de Bolsonaro melhora

A pesquisa também quis saber a avaliação do governo de Bolsonaro. O percentual dos que consideravam a gestão negativa caiu de 56% para 50%; 26% afirmaram ser regular (em novembro foi 22%), e 21% avaliaram como positiva, ante 19% em novembro.

O instituto perguntou por temas a opinião dos entrevistados sobre o governo. A pior avaliação foi em relação ao combate à inflação: 70% negativa, 15% regular e 12% positiva. Na sequência vem o combate das queimadas na Amazônia e a geração de novos empregos.

O desemprego, inclusive, passou a ser a maior preocupação dos brasileiros no que diz respeito à economia. Dos entrevistados, 18% afirmaram que a falta de vagas é o maior problema econômico do país. O tópico não liderava as preocupações desde agosto deste ano. Em segundo lugar, foi apontado o crescimento econômico (14%) e a inflação (9%).

Moro oficializa entrada na política

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro oficializou sua entrada na política no dia 10 de novembro, em ato de filiação ao Podemos. No discurso, Moro criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, culpou o presidente Jair Bolsonaro por um boicote à sua gestão no Ministério da Justiça e elegeu o combate à pobreza como o desafio do seu projeto.

LEIA TAMBÉM: Moro prega o fim da pobreza e diz que não fugirá da luta presidencial

O ex-juiz anunciou como medida prioritária do seu “projeto” a criação de uma Força-Tarefa de Erradicação da Pobreza para acabar de vez com a miséria. Para tanto, precisamos mais do que programas de transferência de renda como o Bolsa-Família ou o Auxílio-Brasil. Precisamos identificar o que cada pessoa necessita para sair da pobreza. Isso muitas vezes pode ser uma vaga no ensino, um tratamento de saúde ou uma oportunidade de trabalho. As pessoas querem trabalhar e gerar seu próprio sustento. Precisamos atender a essas carências com atenção específica”, detalhou.

A bandeira do combate à corrupção, pela qual Moro se notabilizou, não ficou de fora. Afirmou ter sido aconselhado a não tocar no assunto, mas, mesmo assim, fez referência a escândalos nos quais estiveram envolvidos Lula e Bolsonaro. “Chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar a população”, disse.

 

Moro agora procura alianças com partidos do Centrão para dar mais musculatura a seu projeto. Reuniu-se no final de semana com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) e deve encontrar-se nesta quarta-feira (8) com o governador de São Paulo, João Doria, vencedor das prévias do PSDB.

 

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Ciro Gomes concentra críticas em Moro e Bolsonaro durante entrevista https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-concentra-criticas-moro-bolsonaro-durante-entrevista/ Tue, 23 Nov 2021 22:02:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ciro-gomes-concentra-criticas-moro-bolsonaro-durante-entrevista/ Para Ciro Gomes, Brasil virou ‘pária internacional por conta da política ambiental do governo Bolsonaro. O ex-ministro não poupou críticas ao atual presidente e ao ex-ministro da Justiça, a quem considera um ‘corrupto’

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Entrevistado especial do Segunda Chamada deste dia 22, gravado diretamente de Portugal, o ex-ministro e pré-candidato à presidência da República Ciro Gomes (PDT) concentrou suas críticas ao ex-ministro da Justiça do Governo Bolsonaro e também pré-candidato à presidência nas eleições de 2022, Sérgio Moro (Podemos), e ao atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Para Ciro Gomes, o Brasil virou um “pária internacional” por conta da política ambiental do governo Bolsonaro e devido à crise econômica em que o país foi colocado. Além disso, Ciro criticou a postura de Bolsonaro diante da pandemia do Covid-19 e na condução de ações para alavancar a economia do país.

Ciro Gomes
O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), foi entrevistado por Mara Luquet, Antonio Tabet, Lucas Mendes e Caio Blinder no Segunda Chamada gravado diretamente de Portugal

“O Brasil virou um pária internacional nos assuntos que importam: o manejo da questão ambiental. Nós saímos de um lugar de protagonistas globais para o lugar de grande bandido e com um presidente que mente descaradamente sobre dados que são disponíveis globalmente, através de acesso por satélite. (…) E você tem todo um conjunto de variáveis que a propaganda interna não engana os grandes formuladores, a (revista) Economist, os editoriais dos jornais, aqueles que leem o Brasil. O Brasil vai muito mal economicamente, vai muito mal no manejo do território, as notícias da degradação social, de violência são substantivas”, afirmou o pedetista.

Para o ex-ministro e ex-governador do Ceará, existem também questões “adjetivas” que passam pela figura do presidente Jair Bolsnaro e por sua forma de governar. “Adjetivamente, você tem um presidente que é um bandido. Desculpa, as pessoas acham que muitas vezes eu uso palavras muito duras, mas é um bandido, é um marginal”, afirmou Ciro, ressaltando a condução da pandemia pelo governo federal.

“Se no Brasil tivesse morrido na pandemia a média de pessoas do mundo, teriam morrido menos 480 mil pessoas. Essas 480 mil pessoas acima da média morreram pela atitude assassina, genocida de Bolsonaro. E as instituições brasileiras estão colapsadas, ou subornadas. No caso, o presidente da Câmara e a maioria dos deputados viraram marginais de uma quadrilha de assaltantes. Orçamento secreto – o que é isso?”, questionou.

Ciro diz que só será presidente se conseguir confiança da população

Questionado sobre seu principal defeito, Ciro disse que “precisa ser mais transigente com a realidade política posta no Brasil”. Sobre quais as qualidades de seus adversários políticos, Lula, Bolsonaro e Moro, o pedetista disse que a viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Europa foi boa para o Brasil e que consegue elogiar Lula, ao contrário de Bolsonaro e Moro – a quem chamou de corrupto. Disse ainda que o desejo de ser presidente segue uma condição: “Eu só quero ser presidente da República se eu estabelecer uma relação de confiança com a massa da popular brasileira. Então eu vou falar a verdade, não me importa a consequência”.

“Lula pegou o salário mínimo valendo 120 dólares e entregou valendo 320 dólares. Lula pegou o crédito como proporção do PIB com 15% e entregou com 57%. (..) Moro e Bolsonaro não dá. Moro é um corrupto. O stablishment, o sistema, agora quer fazer do Moro à força. Eles não aprendem nada. O Moro é uma filial deplorável do Bolsonaro. Em qualquer lugar civilizado que você diz: um juiz julgou um político, tirou dele os direitos políticos e em seguida foi ser ministro do político que ganhou as eleições que aquele político não estava participando por uma sentença dele. Isto é de uma ladroeira, de uma corrupção”, argumentou Ciro Gomes, citando a definição de corrupção passiva no Código Penal (aceitar promessa de vantagem indevida) e lembrando que Bolsonaro revelou que se reuniu com Sérgio Moro antes das eleições de 2018 e ofereceu ao então juiz de primeira instância o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.

“Se isso não for vantagem indevida a qualificar corrupção passiva… temos agora o Supremo Tribunal Federal que diz que Moro é um juiz suspeito. Essa é a primeira dimensão. Quer ver outras? Nossa elite pirou. Moro destruiu a construção pesada brasileira – que não se faz. Vocês acompanharam a crise de 2008. Você manda prender as pessoas e salva as empresas e os trabalhos. Moro destruiu a Odebrecht e sabe onde ele trabalhava até ontem? Pra empresa norte-americana contratada para gerir a massa falida da Odebrecht. Tenha santa paciência! É um picareta!”, continuou.

Apesar de dizer que consegue elogiar o ex-presidente Lula, Ciro Gomes também fez críticas ao petista. “Lula faz uma aposta no ‘nacional-consumismo’. É o neoliberalismo, com a ideia vã, mentirosa, de dourar a pílula. Lula não mudou uma linha das instituições brasileiras. Quando terminou o período do mando do Lula, o Brasil tinha cinco pessoas concentrando a renda de 100 milhões de brasileiros mais pobres. A única mudança institucional [dos governos do PT] que Bolsonaro não destruiu foi a tomada de três pinos”, criticou Ciro Gomes.

Veja a íntegra da entrevista com Ciro Gomes ao Segunda Chamada no Canal MyNews.


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Toda previsão será castigada https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/toda-previsao-sera-castigada/ Thu, 11 Nov 2021 17:19:39 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/toda-previsao-sera-castigada/ O processo eleitoral se iniciou com precocidade. Isto posto, o impacto sobre os atores políticos e os eleitores leva a uma explosão de paixões e olhares que muitas vezes se perdem em emoções e tentativas de compreender um futuro incerto

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As eleições já começaram. Apesar do fato de que, formalmente, o processo eleitoral só terá seu pontapé inicial em 2022, é nítida a velocidade com que as articulações se constroem até aqui. E neste cenário marcado por uma enxurrada constante de pesquisas e especulações, todos aqueles que possuem a observação de cenários políticos como ofício são cotidianamente desafiados a construir ilações sobre o futuro. Em um mix de metodologia científica, diálogo com fontes e alguma parcimônia, o que se apresenta ao final do dia é a tentativa de oferecer à sociedade uma visão mais clara desta paisagem cada vez mais desafiadora.

Diante disto, é importante considerar o fato de que, com os dados que possuímos até aqui, alguns elementos se destacam. O primeiro deles é a prevalência de Bolsonaro e Lula como principais atores e antagonistas do processo. E aqui cabe lembrar duas questões importantes: a primeira é que desde que a reeleição foi aprovada nenhum presidente foi derrotado em sua campanha para segundo mandato. A segunda é que, desde a redemocratização, o líder das pesquisas um ano antes da eleição, não necessariamente foi o vencedor do pleito no ano seguinte.

O fato é que a fotografia do momento tem alimentado a transposição de alguns desejos pessoais em análise de cenário. E estes desejos, por sua vez, têm alimentado comportamentos que podem ser vistos com soberbos. Por exemplo, qual outro sentimento que não soberba explicaria o lançamento de uma nota do Partido dos Trabalhadores apoiando a forma autoritária como Daniel Ortega conduziu o processo eleitoral na Nicarágua? Ou, em termos de comparação, o que explica o fato de que Jair Bolsonaro tentará emplacar um discurso anticorrupção estando filiado ao Partido Liberal – cujo presidente foi o principal ator político do escândalo do mensalão?

Os principais candidatos e muitos de seus assessores parecem atuar de modo a fazer com que a eleição tenha apenas dois polos – Lula e Bolsonaro –, e a possibilidade mais alta é a de que ambos se digladiarão ao longo de 2022. Ao desconsiderarem a possibilidade de que outros possam de fato lhes criar problemas, parece até aqui cultivar-se uma lógica em que uma peça importante da equação é ignorada, o eleitor. As maquinações, reflexões e ilações construídas em pequenos grupos ou desmembradas em correntes de aplicativos parecem subestimar a capacidade dos cidadãos de acolherem novas ideias, propósitos e expectativas em termos da eleição vindoura.

Neste aspecto, chamaram atenção dois movimentos de atores ainda secundários na agenda eleitoral. De um lado, o ato de suspensão da campanha de Ciro Gomes – tratado de maneira jocosa por outros eleitores de esquerda – deu a este a possibilidade de ocupar espaço central no debate político por um exercício em algum sentido esquecido, que é a coerência. Ao parar sua atividade eleitoral para forçar uma mudança de comportamento da sua legenda, Ciro lançou luz sobre o quanto partidos e bancadas partidárias funcionam em tabuleiros distintos.

Em paralelo, Moro lançou sua candidatura com um discurso muito bem amarrado naquilo a que ele se propõe a ser, o antagonista das velhas elites políticas. Até aqui, Moro e Ciro, cada um a seu modo, tendem a ser atores muitíssimo importantes para o jogo eleitoral. Não necessariamente pela sua capacidade de construir agendas, mas pela possibilidade de causar constrangimentos para os dois protagonistas do pleito até este momento. De um lado, teremos Ciro, constantemente tentando levantar as incongruências de Lula e do PT. De outro, Moro tenderá a lançar sobre Bolsonaro a pecha de “traidor” do movimento de 2018.

Diante de um cenário marcado pela confluência de uma tempestade perfeita, a única previsão de fato acertada em termos de futuro é a de que o cenário está mais aberto do que os números das pesquisas eleitorais possam nos mostrar. Caberá, portanto, aos candidatos e aos interpretes do processo eleitoral, buscar a compreensão de quais tendências de fato se manifestarão de maneira robusta e continuada de agora até a realização do pleito em outubro de 2022.


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Rejeição ao governo Bolsonaro bate recorde e aprovação cai para 19% https://canalmynews.com.br/politica/rejeicao-governo-bolsonaro-bate-recorde-aprovacao-cai-para-19/ Wed, 10 Nov 2021 22:08:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/rejeicao-governo-bolsonaro-bate-recorde-aprovacao-cai-para-19/ Nova rodada da pesquisa Genial/Quaest mostra pior momento do governo Bolsonaro desde 2019. Levantamento aponta que candidatura de Sérgio Moro tira votos de Bolsonaro, apesar de ex-ministro da Justiça também ter rejeição elevada. Lula venceria no primeiro turno em qualquer cenário

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A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o governo Bolsonaro tem a pior avaliação. Em relação ao último levantamento, a reprovação ao governo passou de 43% para 56%, enquanto a aprovação variou de 20% para 19%. Entre os entrevistados, 69% acham que Jair Bolsonaro (sem partido) não merece ser reeleito, apontando uma queda de popularidade entre as pessoas que votaram nele nas eleições de 2018 – com queda de 52% para 39% entre os que consideram o seu governo positivo.

Pesquisa Genial/Quaest - Avaliação Governo Bolsonaro

A pesquisa foi feita entre 3 e 6 de novembro, com 2.063 pessoas, em 123 municípios. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro 3%, para mais ou para menos. Nesta rodada, a margem de
erro ficou em 2,2%.

Bolsonaro sanciona lei que flexibiliza improbidade administrativa.
Bolsonaro sanciona lei que flexibiliza improbidade administrativa. Foto: Marcos Corrêa (PR)

A condução da economia é o principal ponto de rejeição ao governo. Dos entrevistados, 48% acreditam que a economia é o principal problema do país. A economia piorou para 73%, enquanto 66% entendem que a diferença entre ricos e pobres aumentou. Também aparecem entre os principais problemas do país o desemprego (14%) e a inflação (11%). Os entrevistados citaram a fome/miséria como o principal problema social do Brasil.

Genial/Quaest - pesquisa economia

A avaliação do governo é majoritariamente negativa em todas as regiões do país. No Nordeste, 60% avaliam o governo como negativo; no Norte, esse percentual é de 59%; e nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, o percentual de que avaliam negativamente o governo Bolsonaro é de 54%. Já a avaliação positiva fica em 16% na Região Nordeste, 18% no Norte, 20% no Sudeste e no Centro-Oeste e 19% na Região Sul.

Entre os eleitores do gênero feminino, 59% reprovam o governo Jair Bolsonaro. Entre o gênero masculino, esse percentual é de 52%. A rejeição também é elevada em todas as faixas etárias: 61% (16 a 24 anos); 54% (25 a 34 anos); 55% (35 a 44 anos); 57% (45 a 59 anos e pessoas com mais de 60 anos). A avaliação do governo é majoritariamente negativa em todos os níveis de escolaridade, todas as faixas de renda e também entre as pessoas que se declararam católicas e evangélicas.

Lula venceria em 1º turno em todos os cenários se as eleições fossem hoje

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria eleito em primeiro turno nos dois cenários eleitorais apresentados pela pesquisa Genial/Quaest. No primeiro cenário, com João Dória como candidato do PSDB, Lula teria 48% dos votos; Bolsonaro (sem partido), 21%; Moro (Podemos), 8%; Ciro Gomes (PDT), 6%; Dória (PSDB), 2%; e Rodrigo Pacheco (Democratas), 1%. Brancos e nulos teriam 10% e indecisos seriam 4%.

No cenário 2, Lula teria 47% dos votos; Bolsonaro, 21%; Moro, 8%; Ciro Gomes, 7%; Eduardo Leite (PSDB), 1%; e Rodrigo Pacheco, 1%. O número de votos brancos e nulos e de eleitores indecisos seria o mesmo. Nos dois cenários, Lula teria mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.

Pesquisa Genial/Quaest - intenção de voto

Rejeição de Bolsonaro e Moro é alta – acima de 60%

Sérgio Moro
O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro (Podemos), é o nome com maior percentual de intenções de voto na chamada “terceira via”. Mesmo assim, rejeição ao seu nome chega a 60%/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro aparecer como o melhor nome da terceira via, o percentual de rejeição ao nome dele é alto, 61%. A pesquisa mostra que Moro disputa o mesmo eleitorado do atual presidente, Jair Bolsonaro.

No caso de ocorrer o segundo turno nas eleições de 2022, Lula teria 57% dos votos contra 27% de Bolsonaro. Contra Sério Moro, Lula mantém 57, e o ex-juiz fica com 22%. Na disputa com Ciro Gomes, Lula venceria com 53%, enquanto Ciro tem 20% das intenções de voto.

Genial/Quaest - intenção de voto 2º turno

Lula inicia viagem pela Europa nesta quinta (11)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para a Europa nesta quinta (11) – onde cumprirá uma agenda de encontros com lideranças políticas e sociais na Alemanha, Bélgica, França e Espanha. O primeiro destino é a Alemanha, onde Lula se reunirá com o ex-líder do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ex-presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz. O encontro acontecerá na capital, Berlim.

Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente Lula inicia viagem pela Europa nesta quinta (11). Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta (10), Lula venceria as eleições de 2022 em 1º turno/Foto: Ricardo Stuckert

Na Bélgica, Lula participa de um debate no Parlamento Europeu e se reúne com líderes social-democratas. Na França, o ex-presidente brasileiro se reunirá com a prefeita de Paris, anne Hidalgo, e participará de uma conferência sobre o Brasil no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po). Lula foi o primeiro líder latino-americano a receber o título de Doutor Honoris Causa da instituição, uma das mais respeitadas do mundo, em 2011.

No dia 17, Lula receberá o prêmio Coragem Política 2021, concedido pela revista Politique Internationale. A Espanha será a última parada do ex-presidente Lula nesta viagem à Europa. Ele participará de uma conferência e se reunirá com lideranças políticas.


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Ciro suspende pré-candidatura após bancada do PDT votar a favor da PEC dos Precatórios https://canalmynews.com.br/politica/ciro-suspende-pre-candidatura-apos-pdt-votar-a-favor-pec-dos-precatorios/ Tue, 09 Nov 2021 13:02:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ciro-suspende-pre-candidatura-apos-pdt-votar-a-favor-pec-dos-precatorios/ Após o fim da votação, os deputados do PDT se desentenderam e houve bate-boca entre os parlamentares que votaram a favor e contra a PEC dos Precatórios. Ciro se posicionou através do Twitter

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Com uma votação favorável em primeiro turno nesta quarta-feira (3), com um placar apertado de 312 votos a favor, 144 contrários e 57 abstenções, a PEC dos Precatórios pode viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 400 para o ano eleitoral de 2022. A PEC ainda precisa ser votada em segundo turno para ser aprovada. Na prática, o Auxílio Emergencial se transformará no Auxílio Brasil – com verba garantida até dezembro de 2022, através de uma manobra proporcionada pela PEC, que flexibiliza o teto de gastos.

Para aprovar a PEC eram necessários 308 votos, apenas quatro votos a menos do que a votação final alcançada em primeiro turno; e nesse placar foram decisivos os votos dos deputados federais do PDT e do PSB.

Plenário da Câmara dos Deputados
Votos do PDT e do PSB foram decisivos para a aprovação da PEC dos Precatórios em 1º turno. Votação dos destaques e do 2º turno deve acontecer na próxima semana/Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Dos 24 votos do PDT, apenas seis deputados votaram contra a PEC; enquanto no PSB, 10 dos 32 deputados votaram a favor da manobra que altera o teto de gastos. No PDT, o resultado foi alcançado através de um acordo entre o presidente da Câmara dos Deputados e a bancada trabalhista, de que seriam liberados 60% dos pagamentos das dívidas de precatórios com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Bancada do PDT se desentendeu após fim da votação e Ciro anunciou suspensão da pré-candidatura

Após o fim da votação, os deputados do PDT se desentenderam e houve bate-boca entre os parlamentares que votaram a favor e contra a PEC dos Precatórios. O posicionamento do PDT na votação motivou a insatisfação do presidenciável da legenda, Ciro Gomes, que anunciou nesta quinta (4), através de sua conta no Twitter, que está suspendendo sua pré-candidatura à presidência da República.

“Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios. É o que sinto neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios. A mim só me resta um caminho: deixar minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição”, disse o pedetista.

“Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo”, completou Ciro Gomes, sugerindo que a decisão do partido seja revista na votação em segundo turno, que deve acontecer apenas na próxima semana.

Na prática, com a aprovação da PEC, o governo Bolsonaro vai adiar o pagamento de precatórios (dívidas já reconhecidas pela Justiça) e realizar uma manobra no cálculo do teto de gastos para ter espaço no orçamento para pagar o Auxílio Brasil de R$ 400. Atualmente, o teto de gastos é corrigido pelo IPCA acumulado nos últimos 12 meses, até junho do ano anterior ao exercício fiscal. Pelo texto aprovado, esse reajuste vai considerar o ano fechado, de janeiro a dezembro.

O governo estima que a manobra libere R$ 91,6 bilhões no orçamento de 2022, sendo R$ 44,6 bilhões do limite para pagamento de dívidas judiciais do governo federal (precatórios) e R$ 47 bilhões da mudança no fator de correção do teto de gastos.

Além do Auxílio Brasil, os recursos serão usados para realizar ajuste de benefícios vinculados ao salário mínimo, despesas com a vacinação contra a Covid-19 e elevação de despesas obrigatórias.

Assista ao Café do MyNews, no Canal MyNews, De segunda a sexta, a partir das 8h30, com apresentação de Juliana Braga

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Centro-direita pede impeachment de Bolsonaro em atos esvaziados https://canalmynews.com.br/politica/atos-esvaziados-centro-direita-pede-impeachment-bolsonaro/ Mon, 18 Oct 2021 14:03:47 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/atos-esvaziados-centro-direita-pede-impeachment-bolsonaro/ Houve atos em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Recife, em Belo Horizonte, Salvador, São Luís, Vitória e Manaus. Inicialmente com o lema “Nem Lula nem Bolsonaro” – os organizadores mudaram o tom da manifestação na tentativa de atrair partidos e militância de esquerda

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Manifestações organizadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL), pelo Vem pra Rua e por partidos de centro-direita aconteceram neste domingo (12) em pelo menos oito capitais brasileiras pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Houve manifestações em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Recife, em Belo Horizonte, Salvador, São Luís, Vitória e Manaus. Inicialmente com o lema “Nem Lula nem Bolsonaro” – os organizadores mudaram o tom da manifestação na tentativa de atrair partidos e militância de esquerda – mas essa adesão não aconteceu de fato neste domingo. No Rio de Janeiro foi possível ver faixas com a frase com os manifestantes.

Na manifestação de hoje, além do MBL e do Vem pra Rua, participaram o Novo, o Livres e segmentos de alguns partidos como PDT, Cidadania, Rede, PCdoB, PSB e PV. No Recife, o ato reuniu cerca de 150 pessoas com concentração na Praça do Marco Zero, no Recife Antigo. O grupo começou a se reunir um pouco depois das 13h, com faixas e bandeiras que pediam o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Alguns militantes e integrantes do PDT levavam faixas e adesivos onde era possível ler “Ciro 2022”.

Liderandoo ato, o MBL Pernambuco e o Livres; participando do ato também estiveram integrantes da Juventude Socialista do PDT, alguns integrantes da Rede e das setoriais de Juventude e Diversidade do Cidadania. Por volta das 14h30, os manifestantes deram início a uma pequena caminhada, com gritos de guerra pedindo o impeachment de Bolsonaro e caminharam do Marco Zero até o início da Av. Rio Branco – num percurso de cerca de 500 metros.

  • Manifestação Fora Bolsonaro organizada pelo MBL no Recife
    Manifestação Fora Bolsonaro organizada pelo MBL no Recife reuniu partidos de centro-direita na Praça do Marco Zero/Foto: Juliana Cavalcanti/Site Canal MyNews

“A gente tinha a ideia de puxar o ‘Nem Lula nem Bolsonaro’, mas a partir do 7 de setembro a gente teve um encaminhamento. A gente viu as ameaças golpistas que vinham claramente do presidente da República; então a gente relembrou o ‘Diretas Já’ e está se juntando com um único propósito. Estamos no campo democrático e o que a gente quer é o impeachment do presidente da República”, afirmou Izaque Costa, coordenador-geral do MBL Pernambuco.

Segundo Costa, entre os motivos para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro está a negligência no combate à pandemia da Covid-19. “Houve uma negligência no combate à pandemia, com uma dicotomia entre economia e saúde. A economia foi cuidada e a saúde foi negligenciada. Meio milhão de pessoas morreram. A gente precisa fazer isso enquanto cidadão”, completou.

De acordo com o coordenador do MBL, por enquanto o movimento não tem um encaminhamento sobre as eleições de 2022 e a intenção do grupo é eleger o maior número de candidatos do MBL, mas ainda não foi tratado sobre quem o partido apoiará para a presidência da República.

Segundo o vice-presidente do PDT no Recife, Rafael Bezerra, a participação na manifestação deste domingo também apontou para a existência de um segmento da sociedade que quer se posicionar em relação a uma “falsa polarização que setores da sociedade querem colocar de que ou você vota em Bolsonaro, ou você vota em Lula”. “Todas essas forças aqui presentes, com a sociedade civil, apontam para a necessidade de construção de uma outra via, que não é a terceira. O PDT, além de fazer uma resistência contra essa ofensiva antidemocrática, também quer pautar a apresentação do plano nacional de desenvolvimento, que será apresentado todo dia 12 com propostas para a construção de um projeto organizado de Brasil”, disse Bezerra.

Integrante da executiva nacional e coordenador da Rede Sustentabilidade em Pernambuco, o ex-deputado estadual Roberto Leandro disse que participou do ato no Marco Zero devido à ameaça de golpe e por entender que, apesar das divergências políticas, existe uma luta comum pela democracia. “[o presidente] Não tem tomado posição de estado contra a pandemia e tem sido um aliado do vírus. Também tem mostrado claramente a intenção de um autogolpe, se apropriando dos símbolos nacionais, com ataques ao STF. Assim como participamos do Grito dos Excluídos, no último dia 7 de setembro, estamos aqui para pedir o impeachment de Bolsonaro. Deixando as divergências de lado para focar numa luta principal”, disse.

Manifestação em São Paulo teve políticos de diversos partidos e ‘pixulecos’ de Bolsonaro e Lula

Em São Paulo, segundo a Polícia Militar, o ato reuniu cerca de 6 mil pessoas na Av. Paulista. Compareceram alguns dos políticos que devem disputar as eleições à presidência da República no próximo ano, como Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Alessandro Vieira (Cidadania).

Também estiveram presentes políticos de partidos de diferentes correntes, como Tábata Amaral (sem partido) – até há pouco tempo filiada ao PDT, Joice Hasselmann (PSL), Athur do Val Mamãe Falei (Patriota) e Isa Penna (Psol).

Sem consenso sobre que lema adotar, depois de terem parcialmente abandonado a ideia de encampar a frase “Nem Lula nem Bolsonaro” no ato, o protesto em São Paulo teve ainda dois bonecos infláveis (pixulecos) de Bolsonaro (usando uma camisa de força) e de Lula (vestido como um presidiário). O MBL e o Vem pra Rua foram dois dos movimentos que apoiaram abertamente o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a eleição de Jair Bolsonaro.

José Márcio Camargo, economista chefe da Genial, avalia o cenário político e econômico para os próximos dias, em entrevista a Mara Luquet, no MyNews Entrevista

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Ato contra Bolsonaro em São Paulo reúne lideranças de vários partidos https://canalmynews.com.br/politica/ato-contra-bolsonaro-sao-paulo-reune-liderancas-varios-partidos/ Mon, 18 Oct 2021 14:01:30 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ato-contra-bolsonaro-sao-paulo-reune-liderancas-varios-partidos/ Manifestação contra Bolsonaro ocupou 10 quarteirões da Av. Paulista e reuniu lideranças de partidos de diversas correntes políticas. Haddad, Ciro e Boulos participaram

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A manifestação pelo Fora Bolsonaro na cidade de São Paulo reuniu diversas correntes políticas, inclusive partidos que já fizeram parte da base de apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Entre as lideranças de esquerda, participaram o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSol) – que disputaram a presidência da República nas eleições de 2018. Também estiveram na Av. Paulista lideranças do MDB, do PSDB, do DEM, Podemos, Cidadania, Podemos, Novo e também do PSL – partido pelo qual Bolsonaro se elegeu nas últimas eleições.

Protesto Fora Bolsonaro na Av. Paulista
Manifestação contra o governo Bolsonaro em São Paulo ocupou 10 quarteirões da Av. Paulista/Foto:: Beatriz Prates/Canal MyNews

Haddad, Ciro e Boulos defenderam as manifestações suprapartidárias pelo Fora Bolsonaro e adotaram um discuso de superação das divergências políticas neste momento em benefício de uma causa comum. Outra concordância entre as lideranças presentes no protesto em São Paulo foi a necessidade de pressionar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a dar andamento aos pedidos de impeachment protocolados na Casa. Existem mais de 130 pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro aguardando encaminhamento do presidente da Câmara dos Deputados.

Concentrados desde às 14h30, os manifestantes ocuparam 10 quarteirões da Av. Paulista e levaram para as ruas, além do “Fora Bolsonaro”, pedidos de vacinas para todos e protestos contra a política econômica do governo, contra a fome no país e contra a reforma administrativa, a PEC-32, que deve ser votada nos próximos dias no plenário da Câmara dos Deputados.

Ao todo, 21 partidos e diversos grupos políticos e representações da sociedade civil participaram dos atos em todo o país. Entre os partidos, estiveram presentes PT, PSol, PCB, PCdoB, PSB, PDT, Cidadania, PSDB, MDB, Podemos, Novo e PSL. Também apoiam os protestos as centrais sindicais, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e os movimentos Frente Brasil Popular, Direitos Já, Frente Povo Sem Medo, Coalizão Negra por Direitos e Acredito.

Além de São Paulo, houve manifestações pela manhã no Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Salvador (BA), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Teresina (PI), São Luís (MA), João Pessoa (PB), Belém (PA), Boa Vista (RR), Palmas (TO), Goiania (GO) e Campo Grande (MS). À tarde, houve protestos em Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio Branco (AC), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Natal (RN), Aracaju (SE), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).

Veja uma análise sobre os mil dias do governo Bolsonaro do cientista político Mathias Alencastro, no Canal MyNews

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Manifestações pelo “Fora Bolsonaro” acontecem em 251 cidades do Brasil e em 16 países https://canalmynews.com.br/politica/manifestacoes-fora-bolsonaro-acontecem-251-cidades-do-brasil-16-paises/ Sat, 02 Oct 2021 22:16:17 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/manifestacoes-fora-bolsonaro-acontecem-251-cidades-do-brasil-16-paises/ Ciro Gomes participou de manifestação no Rio de Janeiro. Ato Fora Bolsonaro acontece à tarde em São Paulo. No Recife, mais de 50 mil foram às ruas protestar

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Durante todo o dia acontecem pelo país manifestações que pedem a saída do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e melhores condições de vida para a população brasileira. Esta é a sexta vez desde maio deste ano que a Campanha Nacional pelo Fora Bolsonaro organiza protestos contra o governo.

Além da saída de Bolsonaro, os manifestantes pedem vacina para todas as pessoas e comida no prato. Desta vez, também foi grande a mobilização contra a PEC-32 – que implementa a reforma administrativa do serviço público e que tem previsão de ser votada na Câmara dos Deputados na próxima semana. A expectativa dos organizadores é que os atos sejam os maiores até agora, pois reúnem desta vez 21 partidos e diversas frentes políticas e representações da sociedade civil.

  • Protesto Fora Bolsonaro no Recife

Além dos partidos de esquerda – PT, PSol, PCB, PCdoB, PSB e PDT – também aderiram à manifestação o Cidadania, o PSDB, o MDB, o Podemos e o Novo, além de integrantes do PSL – legenda pela qual Jair Bolsonaro foi eleito em 2018. Também apoiam os protestos de hoje as centrais sindicais, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e os movimentos Frente Brasil Popular, Direitos Já, Frente Povo Sem Medo, Coalizão Negra por Direitos e Acredito.

Pela manhã, os protestos aconteceram no Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Salvador (BA), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Teresina (PI), São Luís (MA), João Pessoa (PB), Belém (PA), Boa Vista (RR), Palmas (TO), Goiania (GO) e Campo Grande (MS). À tarde acontecem manifestações em São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio Branco (AC), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Natal (RN), Aracaju (SE), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).

O presidenciável pelo PDT Ciro Gomes participou da manifestação no Rio de Janeiro e defendeu que haja pressão para que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) desengavete os pedidos de impeachment que já foram protocolados na Casa. Até agora, mais de 130 pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro aguardam tramitação no Congresso Nacional.

Recife tem o maior ato pelo Fora Bolsonaro deste ano

Na capital pernambucana, a manifestação dos partidos e movimentos sociais pelo Fora Bolsonaro teve concentração a partir das 9h e iniciou uma passeata às 10h30. Segundo os organizadores, mais de 50 mil pessoas participaram do ato que pediu vacina para todos, o impeachment do presidente Jair Bolsonaro e criticou o combate à pandemia do novo coronavírus e destacou as denúncias de corrupção que estão sendo reveladas pela CPI da Pandemia, no Senado Federal.

Manifestação Fora Bolsonaro Recife
Manifestantes no Centro do Recife pedem impeachment do presidente Jair Bolsonaro/Foto: Juliana Cavalcanti/Site Canal MyNews 02/10/21

O deputado federal Túlio Gadelha (PDT-PE) avaliou que os atos contra o governo Bolsonaro cresceram e já estão presentes em diversos setores da sociedade. Gadelha acredita que mesmo que não haja o impeachment do presidente, a tendência é que Bolsonaro seja derrotado nas urnas em 2022.

Deputado Federal Túlio Gadelha (PDT-PE)
Deputado Federal Túlio Gadelha (PDT-PE) participa do protesto pelo “Fora Bolsonaro” no Recife, em 2 de outubro de 2021/Foto: Juliana Cavalcanti/Site Canal MyNews

“Essa política genocida do governo tem causado mal à população em muitos níveis. É um despertar de consciência que a gente vê. A saída de Bolsonaro vai acontecer de uma forma ou de outra; ou pelo impeachment, ou em 2022, com as eleições. As pesquisas mostram um cenário de polarização, mas nada impede que uma terceira via que cresça nesse processo. A minha defesa é por unir o campo progressista contra Bolsonaro. De construir uma candidatura única das esquerdas, com PDT, PT, PSol, PCdoB, Rede, PV, com todos os partidos do campo progressista, para tirar Bolsonaro e voltar a construir um projeto de país progressista”, disse o deputado federal.

Integrante da coordenação do Comitê Fora Bolsonaro pelo Fórum de Mulheres de Pernambuco e pela ONG Gestos, a antropóloga Josineide Meneses ressaltou que o movimento pelo impeachment vem crescendo. “O desejo da rua precisa se converter em realidade. Dessa vez, com a junção de tantos partidos, entendemos que a expectativa seja maior”, disse, ressaltando que além das pautas conjuntas, o movimento de mulheres também decidiu panfletar pela descriminalização do aborto, com o lema “Nenhuma mulher deve ser maltratada, humilhada, ou morrer por abortar”. Além do Recife, aconteceram manifestações em diversas cidades do interior, como Araripina, Caruaru, Garanhuns, Belo Jardim, Petrolina, Igarassu, Arcoverde e Serra Talhada.

O vereador do Recife Ivan Moraes Filho (PSol) ressaltou que “cada vez mais gente, mais partidos e mais pessoas entendem que precisamos abreviar esse governo o máximo possível”. “Não vi o movimento Fora Bolsonaro regredir, só aumentar. É preciso tirar Bolsonaro do poder o mais brevemente possível, ou no mínimo fazer com que chegue enfraquecido à próxima eleição. A mesa está virando. Temos segurança de dizer que o bolsonarismo está com os dias contados”, analisou.

O escritor Marcelo Mário de Melo – ex-preso político durante a ditadura militar de 1964 – esteve presente ao protesto no centro do Recife juntamente com um grupo de militantes e ex-presos políticos da geração de 1968.

Marcelo Mário de Melo no Fora Bolsonaro no Recife
Escritor Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, participa de manifestação pelo “Fora Bolsonaro” no Recife, em 2 de outubro de 2021/Foto: Juliana Cavalcanti/Site Canal MyNews

“Bolsonaro representa as forças que deram o golpe em 1964 para impedir exatamente reformas sociais no Brasil. São essas mesmas forças que agora querem retroceder o país, com o golpe parlamentar de Dilma [Rousseff], com a reforma trabalhista, a reforma do INSS e agora querem empurrar a reforma administrativa e a tributária, reduzindo os direitos da população – principalmente das pessoas das periferias. A gente precisa reagir contra isso porque chega de retrocessos nesse país”, ponderou.

Veja uma análise sobre os mil dias do governo Bolsonaro no Canal MyNews

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Bolsonaro, Lula e uma 3ª via? Jogo para 2022 está em aberto, avalia José Márcio Camargo https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-lula-3a-via-2022-em-aberto-jose-marcio-camargo/ Mon, 13 Sep 2021 02:01:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-lula-3a-via-2022-em-aberto-jose-marcio-camargo/ Para Camargo, é difícil dizer neste momento que forças políticas chegarão com possibilidade real de disputar a presidência da República no ano que vem e se surgirá uma “terceira via” para disputar a preferência do eleitorado com Bolsonaro e Lula

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Em mais um dia de manifestações pelo país, dessa vez de movimentos e partidos de centro-direita contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido), o cenário de incertezas sobre o futuro do Brasil faz o período que falta para as eleições de 2022 ser encarado como um período em que tudo pode acontecer. Esta é a avaliação do economista José Márcio Camargo, chefe da Genial Investimentos Corretora de Valores, em conversa com Mara Luquet, ao MyNews Entrevista.

Para Camargo, é difícil dizer neste momento que forças políticas chegarão com possibilidade real de disputar a presidência da República no ano que vem e se surgirá uma “terceira via” para disputar a preferência do eleitorado com o atual presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que despontam até agora como protagonistas do jogo eleitoral em 2022.

“Nesse momento cada partido tem um candidato. PT, PSB, DEM – não vai ser fácil transformar esses desejos num candidato único. Cada um acha que tem condições de desbancar o Bolsonaro e muita coisa ainda vai acontecer. Vamos ter pelo menos dois candidatos – o ex-presidente Lula e o atual presidente Jair Bolsonaro e esse possível quarto elemento, pois considero que dificilmente Ciro Gomes (PDT) não será candidato”, avalia o economista, que considera que as manifestações de hoje, apesar de terem atraído poucas pessoas, são “um primeiro movimento”. “Provavelmente os organizadores esperavam mais comparecimento do público. É um processo que está começando agora e vamos ver como vai acabar”, pondera.

José Márcio diz que não existe neste momento uma figura pública que tenha uma liderança como a do deputado federal Ulisses Guimarães teve no movimento Diretas Já, durante a redemocratização do Brasil após 25 anos de Ditadura Militar. Para ele, uma figura que se mostrou de conciliação na situação atual foi o ex-presidente Michel Temer (MDB) – que ajudou Jair Bolsonaro a escrever uma nota em que baixa um pouco o tom e adota um discurso menos inflamado contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, o chefe da Genial não acredita que Temer seja uma possibilidade de candidatura à presidência nas próximas eleições, tanto pela idade avançada (81 anos), como pelas exigências que estão apresentadas para o pleito.

“Temer já foi presidente da República, o que significa que só faria sentido [ser candidato] se tivesse uma probabilidade de ser eleito. Teria que montar uma frente ampla, uma frente de apoio multipartidária ampla da esquerda e da direita, em busca da conciliação. Não vai ser fácil fazer isso; não é um processo simples. É extremamente difícil”, explica José Márcio Camargo.

Para ele, existe possibilidade de uma onda mobilizada pela pandemia e pelo momento posterior à vacinação e quem conseguir captar esse discurso poderá ter vantagem na conquista do eleitorado. Com a vacinação avançado, a possibilidade de a economia ter alguma recuperação existe e esse cenário deve interferir também nos rumos até a eleição.

“Bolsonaro me impressiona um pouco. Ele gera muita incerteza, cada dia fala uma coisa. É ruim pra ele e ruim para o Brasil. Muita incerteza significa menos investimento, mais desvalorização cambial, mais inflação e menos desenvolvimento no futuro. Na medida em que ele gera essa quantidade de incertezas, é péssimo para o governo dele. Eu me recuso a acreditar que isso não é uma estratégia. A gente não pode negar que ele ganhou uma eleição de uma forma impressionante. Identificou uma onda e surfou nela até a praia. Sempre tem uma onda; o problema é você captar a onda”, diz.

Pesquisas eleitorais apontam para polarização entre Lula e Bolsonaro

Segundo José Márcio Camargo, a Genial tem realizado desde o mês de junho pesquisas mensais sobre intenções de voto para presidente da República em 2022. Nesses levantamentos, na pesquisa espontânea, o ex-presidente Lula tem aparecido com cerca de 32% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro tem aproximadamente 28%.

“A diferença não é tão grande e não aparece mais ninguém. Tem mais 50% dos votos para serem conquistados. Existe uma demanda por um quarto elemento nesse processo, mas não tem ninguém, por enquanto. Pode ter? Pode, mas não tem”, explica, acrescentando que em nenhum dos cenários consultados nas pesquisas existe um terceiro colocado com mais de 10% das intenções de voto. “Não são candidatos capazes de ir ao segundo turno. Não são a oferta que a demanda está querendo”, diz.

Perguntado se este candidato poderia ser o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), Camargo acha pouco provável. Apesar de Lula também ter sido eleito pela primeira vez na quarta tentativa, Camargo pondera que Lula tinha um suporte institucional do PT, dos sindicatos, da CUT, que contribuiu para um processo de construção do projeto de governo e da candidatura.

“Já é a quarta vez que sairá candidato. Tem um perfil conhecido. Não vai conseguir mudar o perfil político e a agenda econômica dele; faz 30 anos que está aí. Acho muito difícil o ex-ministro Ciro Gomes capitalizar essa demanda”, pondera, acrescentando que apesar de ter um histórico de governador responsável do ponto de vista fiscal e de ter acompanhado de perto um projeto na área de educação para o Ceará, não são essas experiências que se destacam no discurso do pedetista.

“Ele não usa isso. Não é o grosso do discurso do ex-ministro Ciro Gomes e o eleitorado não o reconhece por causa disso. Ele tem alguns arroubos no discurso e isso é muito curioso. Tem um problema de aconselhamento político, assessoria”, diz o economista, para completar: “Ciro Gomes já esteve em diversos partidos, agora está no PDT, que é um partido com pouca estrutura. Acho difícil ele crescer, mas em política nada é impossível”.

Veja a íntegra da entrevista de Mara Luquet com o economista José Márcio Camargo, da Genial Investimentos Corretora de Valores, no Canal MyNews

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“Minha mãe dizia para eu não brigar”, afirma Lula sobre Ciro Gomes https://canalmynews.com.br/politica/lula-mae-dizia-para-eu-nao-brigar/ Tue, 24 Aug 2021 14:40:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/lula-mae-dizia-para-eu-nao-brigar/ Em busca de alianças para o segundo turno das eleições de 2022, o líder petista se reuniu nesta segunda-feira com adversários políticos na capital cearense

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua sua viagem pelo Nordeste, e nesta segunda-feira (23) esteve em Fortaleza (CE), onde se reuniu com os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Cid Gomes (PDT-CE), conhecidos adversários políticos do petista. A informação é do jornal ‘Folha de S.Paulo’.

A aproximação entre Lula e os congressistas não é em vão: caso ele vá para o segundo turno com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições à presidência do ano que vem, vai precisar de apoio de grupos adversários.

O ex-presidente Lula recebe a visita de Ciro Gomes no Hospital Sírio Libanês, em 2017, quando a ex-primeira-dama Marisa Letícia estava internada.
O ex-presidente Lula recebe a visita de Ciro Gomes no Hospital Sírio Libanês, em 2017, quando a ex-primeira-dama Marisa Letícia estava internada. Foto: Ricardo Stuckert (Instituto Lula)

O encontro com Tasso aconteceu no escritório político do tucano, que é pré-candidato à presidência pelo PSDB e disputará as prévias do partido, marcadas para novembro. Ao compartilhar uma foto em suas redes sociais, Lula classificou a conversa com Tasso como “um diálogo importante” para a democracia. E ainda: “os democratas deste país tem a responsabilidade e o desafio de resgatar a civilidade na política brasileira pelo bem do Brasil”.

Cid Gomes, irmão do presidenciável Ciro Gomes (PDT), recebeu o líder petista na sede do governo cearense, e manifestou a mesma preocupação de Lula sobre os “arroubos de Bolsonaro na direção de ataques à democracia”. O encontro também contou com a presença do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e da presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann.

Sobre Ciro Gomes, o ex-presidente disse compreender seus ataques, principalmente pelo fato de estar à frente das pesquisas de intenção de voto para as eleições à presidência em 2022. E admitiu estar aberto ao diálogo, caso Ciro queira conversar.

“Minha mãe me dizia para não brigar, por isso se um não quer, dois não brigam. Estou aberto a conversar com quem quiser falar comigo. Respeito muito o Ciro, mas entendo que meus adversários me critiquem. Se ele for na televisão e falar bem, eu ganho a eleição”, disse Lula.

Gleisi Hoffmann afirmou que, com as conversas com Tasso Jereissati e Cid Gomes, Lula cumpriu o seu propósito que era dialogar com o maior número possível de forças políticas no Ceará, incluindo adversários que estão “no campo democrático”.

“O presidente Lula tem dito que, seja quem for contra Bolsonaro, ele estará junto. Evidentemente que é natural que as forças do campo democrático tenham suas candidaturas. Mas temos a firme disposição de que, no 2º turno, a gente consiga unificar todas essas forças”, afirma.

Articulação local mira 2022

Com os irmãos Gomes, a conversa também passa por um acerto local, que vem dando certo nos últimos pleitos. O governador, Camilo Santana é do PT e aliado da família Gomes no Ceará. Ele, inclusive, foi quem intermediou o encontro porque quer reeditar essa parceria para as eleições de 2022. O PT abriria espaço para um candidato do PDT disputar o governo do Estado, e Camilo sairia candidato ao Senado. Há entendimento para isso, embora haja resistências ainda no PT.

No final da tarde desta segunda-feira (23), Lula ainda se reuniu com o ex-senador Eunício Oliveira (MDB) e outros líderes do MDB no Ceará. Nesta quarta-feira (24), sua agenda é em Salvador, último destino do petista no Nordeste.

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Rejeição a Bolsonaro cresce e Lula aumenta vantagem, aponta pesquisa XP/Ipespe https://canalmynews.com.br/politica/rejeicao-bolsonaro-cresce-lula-aumenta-vantagem-pesquisa-xp-ipespe/ Tue, 17 Aug 2021 23:30:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/rejeicao-bolsonaro-cresce-lula-aumenta-vantagem-pesquisa-xp-ipespe/ Vantagem de Lula aumentou para 16 pontos percentuais. Rejeição ao presidente Jair Bolsonaro alcança 61%

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A pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta terça-feira (17) mostra um crescimento das avaliações negativas do governo Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a intenção de voto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua em alta.

No cenário de primeiro turno, Lula (PT) tem 40% das intenções de voto. A vantagem subiu para 16 pontos percentuais para o segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que agora aparece com 24%.

Planalto tem se furtado a enviar as informações solicitadas pela CPI da Pandemia, inclusive pelo gabinete pessoal de Bolsonaro.
Planalto tem se furtado a enviar as informações solicitadas pela CPI da Pandemia, inclusive pelo gabinete pessoal de Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom (Ag. Brasil).

Na sequência estão Ciro Gomes (PDT), com 10%, e Sérgio Moro (sem partido), com 9%. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), têm 4% cada. Lula também lidera a pesquisa num segundo cenário, com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) no lugar de Eduardo Leite, com 5%; Datena (5%) e Rodrigo Pacheco (1%).

Nos cenários de segundo turno, Lula ampliou a vantagem e vence todos os demais candidatos. Contra Bolsonaro, a diferença subiu de 14 para 19 pontos percentuais (51% a 32%). O ex-presidente Lula também derrotaria Moro (49% a 34%), Ciro Gomes (49% a 31%) e Eduardo Leite (51% a 22%).

Já o presidente Jair Bolsonaro perde em todas as simulações de segundo turno. Além de Lula, a pesquisa questionou cenários: Bolsonaro (33%) X (35%) Eduardo Leite; Bolsonaro (34%) X (38%) Mandetta; Bolsonaro (32%) X (44%) Ciro Gomes; Bolsonaro (30%) X (36%) Moro; Bolsonaro (35%) X (37%) João Doria (PSDB).

Na pesquisa espontânea – quando não são oferecidas opções de voto para as pessoas escolherem – Lula aparece com 28% das intenções, enquanto Bolsonaro tem 22%.

61% dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto Lula tem 45% de rejeição

A pesquisa XP/Ipespe também mostrou uma alta rejeição de Jair Bolsonaro. O levantamento aponta que 61% disseram que não votariam de jeito nenhum no atual presidente, enquanto 23% declararam que votariam com certeza. No caso de Lula, a rejeição é de 45%, enquanto 38% votariam com certeza.

A pesquisa também mostrou um aumento da rejeição ao governo Bolsonaro. Enquanto 54% avaliam a gestão como ruim e péssima, 63% dizem reprovar a forma como Bolsonaro governa o Brasil. Apenas 23% consideram o governo bom ou ótimo – pior resultado desde o início da gestão.

O cientista político Antonio Lavareda explica que o quadro eleitoral do presidente Bolsonaro é muito difícil.

“Nós temos uma avaliação mais crítica da leitura pública do governo Bolsonaro desde o início do ano. Um governante precisa reverter, ou sinalizar uma capacidade de reversão, até o final do ano anterior à eleição. É muito difícil reverter quadros assim no ano eleitoral. Fazer isso em 2022 será muito difícil para o presidente. É possível reverter, mas não será fácil”, afirmou.

Foram realizadas mil entrevistas entre os dias 11 e 14 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Assista ao Jornal do MyNews, no Canal MyNews, de segunda a sexta, a partir das 18h40. Com apresentação de Hermínio Bernardo e Myrian Clark

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O Dilema de Ciro (e das evidências anedóticas) https://canalmynews.com.br/voce-colunista/o-dilema-de-ciro-e-das-evidencias-anedoticas/ Thu, 05 Aug 2021 20:55:39 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-dilema-de-ciro-e-das-evidencias-anedoticas/ Teria Ciro (em potencial) o 1/3 não tomado por Bolsonaro ou Lula?

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Membro recente do canal, pelo qual há tempos nutro admiração e dou minha audiência, resolvi me arriscar a traçar humildes comentários. Sendo este um primeiro texto (de uma série que espero não se encerrar aqui), declaro desde já que não tenho fontes senão minha própria visão sobre o que acontece no universo político – visão essa nem sempre original. Também não conheço o Antonio Tabet e a Mara Luquet, ou melhor, eu os conheço visualmente. O Tabet vi algumas vezes pelo bairro onde eu morava, aparentemente voltando de alguma academia. A Mara vi uma única vez, talvez tentando antecipar um voo em Congonhas. Desprovido de qualquer contato ou rabo preso, encerro estes tediosos prolegômenos. (Alguém ainda aí?)

Muito bem, a tese não é original. Costumo dizer que é terra mais batida que pequena área de goleiro de várzea, isso mesmo, lá onde nem grama nasce. É a tese dos três terços do eleitorado. É lugar-comum um economista dizer “suponha que” (se alguém não conhecer a piada do abridor de latas, por favor me avise). Pois bem, suponhamos que tenhamos eleições regulares em 2022, com os pré-candidatos ora postos. A despeito de um pequeno incômodo com o prefixo “pré”, pois todos nós sabemos quem serão os candidatos com quase certeza, sigamos na suposição. Temos então Bolsonaro, Lula, Ciro, Doria e aventureiros (desculpe, Huck, se você quisesse se candidatar com chances, já teria que ter descido do muro). Descontemos por ora o fator Doria, fenômeno de rejeição que vale um artigo próprio sobre o tema. Será então para Bolsonaro ou Lula ou Ciro que as pessoas irão apertar dois dígitos e confirmar (o botão verde). Se será impresso ou não o voto, os maiores sábios da terra plana poderão nos dizer em breve.

Eis que entram os três terços. Bolsonaro parece reter o seu 1/3 do eleitorado não importa o que diga, faça, omita ou desminta. Muitos de nós descobrimos atônitos que o bolsonarismo era muito mais do que um “Fora PT” ou “estou votando mais pelo Paulo Guedes”. Esse fenômeno cultural esteve latente durante um longo tempo e desabrochou em 2018. Não foi obra do acaso. Há intermináveis debates sobre a causa do bolsonarismo, mas muitos se esquecem de uma obviedade desconcertante: muita gente, simplesmente, concorda com o que ele diz. Não há manipulação ou fake news que dê conta de uma porção tão expressiva da população e do eleitorado. É sabido também que nem todos os que votaram em Bolsonaro em 2018 permanecem fiéis ao presidente-candidato. Muita gente diz: “queria que eu fizesse o quê? Votasse no PT?!”, mas hoje se arrepia pelas palavras e atitudes do presidente e não quer ser mais associada a ele. As grandes questões são: quanta gente e com que intensidade.

Vejamos agora Lula, aquele que de candidato três vezes derrotado se elegeu nos escombros de um apagão no setor elétrico (perdão, leitor/a que permaneceu até aqui, o paralelo foi irresistível) e nas esperanças de um futuro mais igualitário e de política limpa (em 2018 a chamaram de “nova política”). Lula tornou-se o líder da maior máquina política brasileira desde Getúlio Vargas, presidiu durante um período de bonança econômica e somente sentiu os efeitos de uma “marolinha” pós crise de 2008. Seu governo foi extremamente popular, contando com níveis recordes de aprovação mesmo em seus piores momentos. Sua obra teve um fim trágico no governo Dilma, que aprofundou as políticas expansionistas do período 2013-2016 e levou o país a uma espécie de catatonismo econômico do qual até hoje não nos recuperamos. O fim de Dilma, bem, prometo a quem até aqui chegou explorar em outra oportunidade. Mas o resultado sabemos: abriu-se a caixa de pandora brasileira. Progressos e infortúnios, Lula (ou quem quer que conte com seu apoio) conta com o seu 1/3 cativo. As pesquisas apontam para um número maior que esse, mas há de se descontar que ele é o nome mais conhecido como alternativa ao que está hoje posto e que muita gente antecipa logo no primeiro turno o que seria um voto estratégico de segundo turno.

E Ciro? E as evidências anedóticas? Antes de prosseguir, permitam-me esclarecer que evidências anedóticas são aquelas coletadas na base do “me disse fulano”, ou “fiquei sabendo que”. Não têm valor estatístico, mas servem para corroborar ou desmontar uma tese. Eu, sendo de classe média remediada, com contatos em círculos sociais mais altos que o meu ou mais baixos, acredito ter uma visão que extrapola (um pouco) minha própria bolha socioeconômica. Exemplo: em 2018, quando Bolsonaro era um candidato que ninguém levava a sério, comentei em um almoço de trabalho, furtivamente, o quanto aquela candidatura era “estranha”, fora daquilo que estávamos acostumados. Afora o erro de falar de política em um ambiente corporativo, foi um despertar. Um dos meus interlocutores respondeu: “e qual é o problema com ele?”. Eu devo ter arregalado os olhos e engolido seco. Eu lembro de ter desconversado, mas está aí uma evidência anedótica: eu percebi, por ter ouvido de alguém em alto e bom som, que um novo fenômeno estava surgindo. Não vou falar da vez em que eu tive um encontro em que a mulher dedicou uma boa meia hora me mostrando vídeos do Bolsonaro “mitando” na internet… Acho que todos os que não sabiam já entenderam o que é uma evidência anedótica.

E Ciro? Sim, chegamos a ele. Teria Ciro (em potencial) o 1/3 não tomado por Bolsonaro ou Lula? Vejamos. Ciro atualmente (junho de 2021) tem uma estratégia bifronte ou, para ser chique, do deus Janus: tem uma face para cada lado. Ele bate simultaneamente em Bolsonaro e em Lula, esperando arregimentar os arrependidos ou desgarrados de qualquer um dos lados. Ciro não é um desconhecido. Se não me falha a memória, esta será sua terceira candidatura à presidência. Em 2002, viu sua liderança derreter ao prometer no Jornal Nacional uma “auditoria” na dívida pública (como economista, nunca ouvi uma explicação plausível do que isso seria; julgo que seja um daqueles bordões insofismáveis da esquerda). Não satisfeito, teceu comentários, digamos, insensíveis, ao que seria o papel de sua esposa à época em sua campanha e administração. Não foi necessária uma campanha sistemática de desconstrução como aquela promovida por seu atual marketeiro à candidatura de Marina Silva em 2014. Ciro implodiu. Mas a política é um jogo muitas vezes duro, não há santos. E Ciro ressurgiu em 2018. Com um discurso centrado no “vou te tirar do SPC” e adotando uma postura mais “paz e amor” (postura que, diga-se, nunca foi o seu ponto forte). Era cotado nas pesquisas como o único candidato com chances de derrotar Bolsonaro em um segundo turno, por transitar em um espaço maior que a esquerda petista. O PT não abriu mão de sua hegemonia, talvez acreditando que venceria mesmo com todos os sortilégios enfrentados por Lula à época. Ciro, terceiro candidato mais bem votado, mais uma vez não se qualificou para o segundo turno, vendo a disputa ser dar entre “um cabo, um soldado e um jipe” e o “poste”.

Ciro Gomes ao lado do publicitário João Santana, responsável pelas ações de marketing e comunicação do PDT.
Ciro Gomes ao lado do publicitário João Santana, responsável pelas ações de marketing e comunicação do PDT. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

Passados 3 anos e alguns meses, Ciro tem sido a liderança política mais ativa a se propor como nome para 2022. Tal como o governador João Doria, cuja propositura e autopromoção encontram ouvidos moucos em parcela ensurdecedora do eleitorado. A rejeição a seu nome, repito, é fenômeno que merece estudo mais detalhado. Voltando a Ciro, teria ele chance de garantir o terço restante da população não fechado com Bolsonaro ou Lula? Vejamos, à luz de algumas evidências anedóticas. Este que vos escreve, em 2018, em corrida de táxi no Rio de Janeiro perguntou ao motorista: e você, em quem vai votar? Ao que o nobre condutor respondeu: “no Daciolo. É o único que fala a verdade”. Perfeitamente. E assim foi feito, tendo Daciolo recebido mais votos que o “’chama o Meirelles”. Evidência anedótica. Então, logo de saída, precisamos considerar o fenômeno Daciolo (ou seu upgrade versão 2022) mordendo votos daquele 1/3 que poderia ser de Ciro. O segundo fator a ser considerado é o voto “tudo menos o PT” arrependido. Temos aí uma divisão. Evidências anedóticas me mostram que há muita gente que hoje votaria em Ciro por considerarem repugnantes as falas e atos de Bolsonaro “comandante-em-chefe-e as-forças-armadas-e as polícias-são-minhas”. O problema é: em qual proporção? Não parecem suficientes, e as pesquisas de opinião assim o indicam, que um grande movimento de descolamento do bolsonarismo ocorreria e migraria seu voto para Ciro. Parte do que é sabido hoje sobre a operação que condenou Lula serviu, aos olhos de muitos, para reabilitar do PT. E uma condição de martírio nunca vai mal a um candidato, quando substanciada factualmente. Que o diga o atual presidente. Portanto, podemos admitir também que haverá reconversão ao petismo de eleitores mais ao centro político, mordendo mais uma lasca do 1/3 de Ciro. Haverá também aqueles antipetistas empedernidos, e evidências anedóticas já mostram isso em redes sociais, que dizem hoje “genocida”, mas “contra o PT, voto nele de novo por falta de opção”.

A polarização política é um fato e destrói a lógica “primeiro turno meu candidato, segundo turno o menos pior”. O voto estratégico se antecipa e logo no primeiro turno os contornos do segundo ficam nítidos. Nada do que foi dito favorece Ciro. Ele precisaria reunir os descontentes da centro-esquerda à centro-direita em um única coalizão. E mesmo assim seria um tarefa dificílima deslocar seja Bolsonaro, seja Lula, do segundo turno, ambos com eleitorados mais obstinadamente fiéis. Ciro tem apresentado um discurso coerente, embora ainda um pouco articulado demais para esses tempos simples, tem mantido a compostura e, consta, tem mantido um amplo espectro de diálogo político. Mas pergunta-se: é suficiente?

Eis o dilema de Ciro: ao bater em todos, não estaria ele alijando eleitores à direita e à esquerda ao invés de congrega-los em torno de seu nome? Compensará ser Janus?


Quem é Pedro Gouvêa?

Pedro Gouvêa é mezzo economista, mezzo advogado. Nada por inteiro, mas inteiramente independente no pensar. Estudou Ciências Econômicas na PUC-Rio com passagem pela FEA-USP e Direito no IBMEC-RJ.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews

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“Voto impresso é voltar pra época dos dinossauros”, diz Lula https://canalmynews.com.br/politica/voto-impresso-e-voltar-pra-epoca-dos-dinossauros-diz-lula/ Tue, 06 Jul 2021 21:40:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/voto-impresso-e-voltar-pra-epoca-dos-dinossauros-diz-lula/ Petista questiona bandeira de Bolsonaro e diz que presidente foi eleito com fake news e sem participar de debates

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O ex-presidente Lula (PT) criticou nesta terça-feira (6) o voto impresso, bandeira de Jair Bolsonaro (sem partido) que recentemente também ganhou o apoio de Ciro Gomes (PDT). O petista questionou a lisura das eleições de 2018.

“Voto impresso é voltar pra época dos dinossauros. Se fosse possível roubar na urna eletrônica, jamais um metalúrgico teria sido eleito presidente da República. Eleição roubada foi a do Bolsonaro, que foi eleito com fake news, sem participar de um único debate”, afirma Lula.

Bolsonaro repetidas vezes afirmou que as últimas eleições foram fraudadas, embora não tenha apresentado nenhuma prova para confirmar sua teoria. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que Bolsonaro deve apresentar provas da fraude que afirma ter ocorrido.

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“Acaba ficando barato para Bolsonaro”, diz Flávio Dino sobre demissão de Ricardo Salles https://canalmynews.com.br/politica/acaba-ficando-barato-para-bolsonaro-diz-flavio-dino-sobre-demissao-de-ricardo-salles/ Thu, 24 Jun 2021 16:57:56 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/acaba-ficando-barato-para-bolsonaro-diz-flavio-dino-sobre-demissao-de-ricardo-salles/ Governador do Maranhão analisa a saída do 16º ministro na gestão do atual presidente, fala se sua filiação ao PSB e das eleições de 2022

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A entrevista do governador Flávio Dino (PSB/MA) ao programa Café do MyNews desta quinta-feira (24) sucedeu uma sequência de denúncias e movimentações polêmicas envolvendo o governo federal. Os indícios de irregularidades na compra da Covaxin, a acusação de que o presidente Jair Bolsonaro sabia do valor superfaturado da vacina indiana, as declarações do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, e a exoneração do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. E Flávio Dino respondeu sobre todas elas, e mais um pouco.

Flávio Dino
Governador Flávio Dino diz que “o caminho mais provável” é sua candidatura ao Senado em 2022. Foto: Reprodução (Governo do Maranhão)

Sobre os indícios de corrupção no governo de Jair Bolsonaro, na aquisição da vacina Covaxin, o governador do Maranhão disse que “não há dúvida que é muito grave, seja a denúncia, seja a conduta do governo em relação a este fato”. E ressaltou que há várias denúncias de corrupção na gestão de Bolsonaro, desde que ele assumiu, “portanto é uma falácia dizer que não existe corrupção: existe sim, há muitos casos que estão sob investigação, inquéritos, ações, temos mais este agora”.

Quanto à conduta de Onyx Lorenzoni em relação à denúncia, Dino afirmou que “é absolutamente inusitada: investigar, ameaçar, coagir o denunciante. Isso pode, inclusive, configurar crime, seja sob ótica da legislação própria da CPI, também sob a perspectiva do chamado crime de obstrução à justiça”.

Ao ser questionado pela jornalista Juliana Braga sobre a saída do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, e se havia prejuízos para o Maranhão com a permanência de Salles na pasta, Flávio Dino disse esperar que a troca corrija “gravíssimos problemas”, como o “incentivo ao liberou geral” e o travamento do Fundo Amazônia.

E foi enfático sobre mais esta troca em um ministério do governo de Jair Bolsonaro, a 16ª desde o início de sua gestão, há dois anos e meio: “sempre temos que lembrar que o ministro é um auxiliar do presidente da República, então acaba ficando muito barato pro Bolsonaro. Ele coloca os ministros, os ministros fazem atos questionáveis, no mínimo, atos errados, e ele troca o ministro e diz ‘pronto, agora tá tudo resolvido!’. Não, não é assim. É preciso continuar a investigar e é preciso lembrar que todos esses desatinos, politicamente, têm um responsável, que é o presidente da República. Ele que escolhe o time, a equipe; aliás, ele faz questão de dizer isso” – ressaltou o governador.

Filiação ao PSB e eleições 2022

Flávio Dino ficou 15 anos no Partido Comunista do Brasil, o PCdoB, e nesta terça-feira (22), anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro, o PSB. Segundo o governador, sua saída foi motivada pela redução do número de partidos nos próximos anos no Brasil – pelo efeito da cláusula de desempenho e também pela proibição de coligações. “Nós teremos uma tendência à convergência tanto à direita quanto à esquerda, por conta desse regime legal. Então foi uma decisão muito lastreada, muito embasada, nesta vertente atual da política brasileira” – explicou Dino.

Sobre uma possível candidatura ao Executivo nas eleições de 2022, o governador afirmou que seu foco, no momento, é o Senado Federal. “O pouco tempo que eu me dedico à política hoje, à política eleitoral, eu venho visando mais a eleição ao Senado, que eu acho que é o caminho mais provável” – ponderou.

Flávio Dino defende que o PSB se alinhe com partidos do campo nacional popular em uma candidatura para a presidência da República em 2022, e afirma que “está otimista quanto a este alinhamento do PSB a esta visão mais frentista, mais unitária, no campo esquerda, centro-esquerda”. “Portanto eu, a princípio, não sou adepto dessa tese da chamada de terceira via” – conclui Dino.

Para o governador do Maranhão, o ex-ministro Ciro Gomes pode ser uma opção da esquerda para as próximas eleições. “Eu considero que o Ciro é uma pessoa de grande importância, tem a sua representatividade já aferida nas urnas em três candidaturas presidenciais, tem uma trajetória vitoriosa no estado do Ceará, e há, obviamente, sua vinculação ao PDT, que é uma corrente política tradicional no campo da luta dos trabalhadores, da luta popular” – finaliza Flávio Dino.

Íntegra do Café do MyNews desta quinta, comandado pela jornalista Juliana Braga, que entrevistou o governador do Maranhão, Flávio Dino.

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PT está de “braços cruzados” e faz “corpo mole” com impeachment de Bolsonaro, diz Ciro Gomes https://canalmynews.com.br/politica/impeachment-nao-decola-porque-pt-esta-de-bracos-cruzados-e-faz-corpo-mole-diz-ciro-gomes/ Tue, 15 Jun 2021 12:52:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/impeachment-nao-decola-porque-pt-esta-de-bracos-cruzados-e-faz-corpo-mole-diz-ciro-gomes/ Presidenciável do PDT avalia que Lula não se empenha na campanha pelo afastamento de Bolsonaro do poder

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Para Ciro Gomes (PDT), as condições jurídicas necessárias para o afastamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por impeachment estão dadas. O que falta, contudo, é o componente político. Em entrevista ao Segunda Chamada, o líder do PDT afirmou que derrotar Bolsonaro e seu projeto “genocida” e “fascista” deve ser a prioridade do Brasil.

“Esse processo político [impeachment] só vai acontecer se todas forças democráticas do Brasil levarem ao máximo a nossa pressão para tirar da inércia a Câmara Federal e, especialmente o seu presidente, como aconteceu nos outros episódios e isso não está feito porque o PT está de braços cruzados. Está fazendo corpo mole e o PT controla a CUT, o PT controla boa parte do movimento estudantil e por isso a sociedade civil brasileira está começando a reagir porque o PSOL saiu dessa linha de acomodação e nós estamos nela sozinhos há mais de um ano”, afirma Ciro.

O presidenciável ainda afirmou que já assinou três pedidos de impeachment de Bolsonaro e que Lula não assinou nenhum. Ciro avalia que Lula escolheu Bolsonaro como alvo, assim como Bolsonaro escolheu Lula como adversário preferencial.

“A roubalheira no país está acontecendo de braçada. Mas veja, o Lula não abre a boca sobre essas coisas, a grande mídia não diz um ‘a’. Ou se faz, faz uma notinha de rodapé”, avalia Ciro.

Ainda de acordo com o presidenciável do PDT, Lula é o “maior corruptor” da República e tem responsabilidade na fragilização de partidos como PSOL, PC do B e busca “subornar” quadros do próprio PDT. “Só quem pode ressuscitar o Bolsonaro é o Lula”, diz Ciro.

“A charada é essa: Lula escolheu o Bolsonaro e Bolsonaro escolheu Lula porque uma disputa despolitizada em que o Bolsonaro vai lembrar a roubalheira do período do lulopetismo e a raiz da crise econômica, falando rigorosamente a verdade, e o Lula vai explorar as boçalidades criminosas e genocidas do Bolsonaro. E o Brasil não vai ter ambiente para discutir as coisas. Não vou permitir que isso aconteça de maneira nenhuma, vou unir o povo brasileiro e ganhar essa eleição”, afirma Ciro.

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Desaprovação de Bolsonaro chega a 60% https://canalmynews.com.br/politica/desaprovacao-de-bolsonaro-chega-a-60/ Fri, 11 Jun 2021 22:40:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/desaprovacao-de-bolsonaro-chega-a-60/ Pesquisa da XP-Ipespe mostra que Lula ampliou vantagem contra Bolsonaro

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A popularidade do presidente Jair Bolsonaro caiu enquanto a vantagem do ex-presidente Lula aumentou na corrida presidencial de 2022. O cenário é apresentado pela pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (11). 

O governo Bolsonaro é desaprovado por 60% e aprovado por 34%. A avaliação negativa do presidente aumentou. 50% dos entrevistados dizem considerar o governo federal ruim ou péssimo. Em outubro de 2020, o número era de 31%.

Coletiva de imprensa com o Presidente da República Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes.
Coletiva de imprensa com o Presidente da República Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes. Foto: Marcos Corrêa (PR).

O sociólogo e pesquisador Maurício Garcia, responsável pela Conectar Pesquisa e Inteligência e do canal Pesquisa MG2, aponta a relação entre benefícios sociais e a aprovação do presidente.

“O governo percebeu essa correlação entre início do auxílio emergencial e a melhora da popularidade do presidente. Então, o auxílio que veio piorado nesse ano, é menor, é prioritário para o governo se manter com alguma chance. Ele [Bolsonaro] tem um núcleo sólido, mas não pode abusar dessa garantia”, afirmou.

2022

O ex-presidente Lula aumentou em três pontos percentuais a vantagem contra o presidente Bolsonaro em um eventual segundo turno nas eleições de 2022. A vantagem é de nove pontos, 45% de Lula contra 36% de Bolsonaro.

O presidente também perde para Ciro Gomes no segundo turno, mas em empate técnico: 41% contra 37%.

Na simulação de primeiro turno, Lula tem 32% das intenções de voto, quatro a mais que Bolsonaro. Como a margem de erro é de 3,2 pontos, eles estão tecnicamente empatados.

O ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro (sem partido) aparece em terceiro com 7% e Ciro Gomes (PDT) tem 6%. Outros citados na pesquisa foram: o apresentador de TV Luciano Huck (sem partido), com 4%; Luiz Henrique Mandetta (DEM) com 3%, o governador de São Paulo João Doria (PSDB) tem 3%, e Guilherme Boulos (PSOL) com 2%.

O levantamento foi feito entre os dias 7 e 10 deste mês, por telefone.

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Teto de gastos deve ser revogado, diz Ciro Gomes https://canalmynews.com.br/politica/teto-de-gastos-deve-ser-revogado-diz-ciro-gomes/ Mon, 17 May 2021 21:04:00 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/teto-de-gastos-deve-ser-revogado-diz-ciro-gomes/ Presidenciável do PDT revela conversa com leque de economistas e diz que teto de gastos é “loucura” sem precedentes

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Em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada nesta segunda-feira (17), Ciro Gomes (PDT) faz duras críticas ao ex-presidente Lula (PT), defende uma aliança de centro-esquerda para 2022 e diz que o teto de gastos é uma “loucura feita em cima da pernas por uma elite que não entende nada.”

O político do PDT afirma que estão aumentando as chances de ser o nome que desafiará Lula em um segundo turno nas próximas eleições e que está propondo uma aliança ao DEM. Para Ciro, Jair Bolsonaro (sem partido) não deve chegar ao segundo turno e o centrão deve abandonar o presidente.

“O que precisamos é de uma aliança de centro-esquerda. Precisamos recuperar o Estado e sua capacidade de investir, de planejar, coordenar. A minha proposta de reforma tributária você pode chamar de esquerda mas está em linha com as melhores práticas internacionais. Só o Brasil e a Estônia não cobram lucros e dividendos. Nos Estados Unidos, epicentro do capitalismo global, o imposto sobre as grandes heranças tem alíquota de 29%. No Brasil é 4%. Isso é esquerda?”, diz Ciro.

O presidenciável também diz que Lula busca “retomar o poder” e avalia que o “lulopetismo” foi responsável por arrebentar as contas públicas brasileiras. “Quem vai ter que se explicar agora é o Lula porque vou para cima dele. “Vamos derrotar Bolsonaro e vou propor mudança. Lula é parte central da corrupção. Lula é o maior corruptor da história moderna brasileira. E não aprendeu nada. Fica na lambança, prometendo a volta de um passado idílico que é mentira”, avalia.

Na área econômica, Ciro diz que sua equipe é liderada por Nelson Marconi, Mauro Benevides Filho e Paulo Rabello de Castro. Ele também diz ter conversas regulares com Bresser Pereira, Delfim Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo e, com menos frequência, com André Lara Rezende, Pérsio Arida e Armínio Fraga.

Para Ciro, o teto de gastos deve ser revogado.

“O ‘barata voa’ já está acontecendo. Bolsonaro acabou de fazer uma portaria arrebentando o teto de gastos, não só do governo federal, mas dos Estados. O orçamento de guerra é uma ficção contábil. A emenda da austeridade é outra ficção contábil.E teto de gastos foi para o beleléu no primeiro ano porque nunca foi praticável. Qual a literatura que sustenta, qual precedente que sustenta? Teto de gastos é aberração. Pode estabelecer com lei complementar, uma resolução do Senado que limite a dívida. Onde é que já se viu criar teto para 20 anos? As despesas obrigatórias estão crescendo 9% acima da inflação no governo Bolsonaro. O teto de gastos vai para onde? Para deprimir a taxa de investimento a zero. Isso tem um ‘trade off’ que acaba com a economia do país. Para manter a infraestrutura precisa gastar 2,5% do PIB, mas gastamos 0,75% com tudo. Tem que reconstitucionalizar o país e acabar com essa loucura, feita em cima da pernas por uma elite que não entende nada”, afirma Ciro ao Valor.

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De olho em 2022, Ciro elabora propostas para classe média https://canalmynews.com.br/juliana-braga/de-olho-em-2022-ciro-elabora-propostas-para-classe-media/ Sat, 15 May 2021 20:28:00 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/de-olho-em-2022-ciro-elabora-propostas-para-classe-media/ Pedetista tem reunido economistas que o apoiam e pensando em alternativas para o pós pandemia

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Estagnado nas pesquisas de intenção de votos e espremido entre dois polos, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) tem reunido o seu time de economistas pensando em propostas para 2022. Com o presidente Jair Bolsonaro favorito entre empresários e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando as pesquisas de intenção de voto, o cearense mira soluções para a classe média e, assim, se consolidar como uma terceira via.

Ciro Gomes, ex-ministro da Integração Nacional.
Ciro Gomes, ex-ministro da Integração Nacional. Foto: André Carvalho (CNI).

Uma das alternativas em análise é estender a isenção para o imposto de renda. O martelo não está batido porque essa é uma medida que gera impacto e, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, é necessário compensar as perdas. O grupo avalia qual seria a faixa de renda adequada e de onde poderiam sair os recursos para financiar a mudança.

O foco na classe média vem da percepção de que esses eleitores sofrem com os efeitos da pandemia do coronavírus, mas não são elegíveis para os programas de auxílio lançados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. A aposta é de que a retomada do poder de compra será um dos grandes temas das eleições no ano que vem.

O deputado federal Mauro Benevides e o professor da FGV Nelson Marconi são os dois economistas que auxiliam Ciro desde a campanha de 2018. Recentemente, o time ganhou o reforço do ex-presidente do BNDES, Paulo Rabello.

Recentemente, o ex-ministro também reforçou seu time da área de comunicação. Ciro contratou o marqueteiro João Santana para ajudá-lo com peças publicitárias.

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Lula é o único candidato que derrota Bolsonaro no segundo turno, indica pesquisa https://canalmynews.com.br/politica/lula-e-o-unico-candidato-que-derrota-bolsonaro-no-segundo-turno-indica-pesquisa/ Mon, 10 May 2021 23:40:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/lula-e-o-unico-candidato-que-derrota-bolsonaro-no-segundo-turno-indica-pesquisa/ Bolsonaro, todavia, teve aumento na intenção de voto e seria o vencedor do primeiro turno

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Levantamento do Atlas Político sobre as eleições presidenciais de 2022 mostra que Jair Bolsonaro (sem partido) é o político com mais intenções de voto no primeiro turno das eleições de 2022. A pesquisa foi realizada entre 6 e 9 de maio, com 3.828 respondentes. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No primeiro turno, os líderes de intenção de voto são: Bolsonaro (37%), Lula (33,2%), Ciro Gomes (5,7%), Sergio Moro (4,9%), Luiz Henrique Mandetta (3,4%), Luciano Huck (2,1%), Danilo Gentili (2,0%), João Doria (1,8%), João Amoêdo (1,5%), Marina Silva (1,3%), Eduardo Leite (1,1%), Tasso Jereissati (0,7%), Alexandre Kalil (0,6%), Michel Temer (0,2%). Os que não souberam responderam, ou votariam em branco ou nulo, somam 4,5%.

Em pesquisa anterior, em meados de março, Bolsonaro tinha 32,7% das intenções de voto, contra os 37% que tem hoje.

O presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom (Agência Brasil)

De acordo com o Atlas Político, “Bolsonaro tem uma fortaleza relativa entre homens, evangélicos e no Sul, Sudeste e Centro-oeste do país. Lula ganha entre jovens, católicos e no Nordeste”.

Em um eventual segundo turno, Lula venceria Bolsonaro com 45,7% das intenções de voto, contra 41% do atual presidente. Mandetta, Ciro e Fernando Haddad estão empatados dentro da margem de erro com Bolsonaro em um hipotético segundo turno.

Bolsonaro derrotaria os seguintes nomes no segundo turno: Marina Silva (36% contra 41,2%), Doria (34,8% contra 40,9%), Huck (29,4% contra 41,4%) e Moro (26% contra 38,1%).

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O último golpe de Ciro que doeu em Lula https://canalmynews.com.br/juliana-braga/o-ultimo-golpe-de-ciro-que-doeu-em-lula/ Wed, 28 Apr 2021 17:41:53 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-ultimo-golpe-de-ciro-que-doeu-em-lula/ Petistas minimizam a parceria entre Ciro Gomes e João Santana, mas a dobradinha incomodou Lula

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A parceria firmada entre o ex-ministro Ciro Gomes e o marqueteiro João Santana deixou um ex-aliado de ambos incomodado: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula gosta de Santana, gosta das produções dele e acredita que ele soube fazer uma avaliação muito precisa do partido e do cenário em 2002, quando Lula se elegeu pela primeira vez. Agora Santana está ajudando Ciro e já produziu algumas peças.

Ciro Gomes ao lado do publicitário João Santana, responsável pelas ações de marketing e comunicação do PDT.
Ciro Gomes ao lado do publicitário João Santana, responsável pelas ações de marketing e comunicação do PDT. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

Em entrevista ao Café do MyNews em maio, Ciro criticou a repaginação feita pelo marqueteiro no petista. Na época, Lula havia dado uma entrevista na qual censurava o temperamento do pedetista e o chamava de “professor de Deus”.  “É muito engraçado o Lula. O Lula passou anos com a carranca dele próprio e de repente contratou o marqueteiro, criou uma versão do Lulinha Paz e Amor e ele agora dá lição de moderação. Isso é ótimo”, rebateu Ciro à época.

João Santana foi o marqueteiro responsável pelas campanhas petistas presidenciais desde 2006. Em 2002, na época do “Lulinha Paz e Amor”, a campanha era coordenada por Duda Mendonça, mas João Santana integrava a equipe.

Petistas tentam minimizar o potencial da nova dobradinha. Um deles afirma que o ex-ministro terá dificuldade em criar a sua versão de Cirinho Paz e Amor e ter os mesmos resultados que Lula em 2002 por dois motivos. O primeiro é que, à época, o ex-presidente estava em uma trajetória ascendente nas pesquisas de intenção de voto e Ciro, hoje, está num platô. Outro motivo é o fato de Ciro não polarizar com ninguém. Lula ocupou o polo antagonista ao então presidente Fernando Henrique Cardoso. 

Ainda assim, interlocutores do ex-presidente destacam que a parceria entre Santana e Ciro não está firmada até as eleições de 2022. “É algo que o PDT gostaria de levar até lá. Mas quem sabe não rola um match com o PT de novo?”, brinca um aliado de Lula.

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Tasso Jereissati admite disputar prévias do PSDB para ser candidato a presidente https://canalmynews.com.br/politica/tasso-jereissati-admite-disputar-previas-do-psdb-para-ser-candidato-a-presidente/ Sun, 25 Apr 2021 22:27:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tasso-jereissati-admite-disputar-previas-do-psdb-para-ser-candidato-a-presidente/ Senador tucano diz que pode participar de disputa interna com João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio

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O senador Tasso Jereissati. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que pode participar das prévias para escolher o candidato a presidente da República de seu partido. O tucano acredita que existe um espaço entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Lula (PT).

“Está na hora do equilíbrio. Se dividir muito, ninguém vai ter (condições de chegar ao segundo turno). Se meu nome servir para unir, em algum momento, vamos trabalhar nessa direção”, disse Jereissati ao Estadão.

O governador de São Paulo, João Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio são nomes que podem disputar com Jereissati a candidatura do PSDB à presidência da República.

Falando sobre o clima político no Brasil, Jereissati destacou alguns nomes que na sua avaliação podem “furar a polarização”: Luiz Henrique Mandetta, Leite, Doria, Ciro Gomes e Luciano Huck.

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Ciro Gomes anuncia parceria com marqueteiro João Santana https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-anuncia-parceria-com-marqueteiro-joao-santana/ Sat, 24 Apr 2021 00:46:02 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ciro-gomes-anuncia-parceria-com-marqueteiro-joao-santana/ Publicitário foi responsável pelas campanhas de Lula, em 2006, e de Dilma Rousseff, em 2010 e em 2014; em 2016, foi preso por lavagem de dinheiro pela Lava Jato

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Terceiro colocado na disputa presidencial de 2018, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) anunciou na tarde desta quinta-feira (22) uma parceria com o marqueteiro João Santana, que passará a contribuir com a comunicação do partido a partir de agora.

Com ampla experiência em marketing político, Santana foi o responsável pelas campanhas de reeleição de Lula (PT), em 2006, e de Dilma Rousseff (PT), em 2010 e 2014.

Ciro Gomes anuncia parceria com marqueteiro João Santana. Foto: Redes sociais
Ciro Gomes anuncia parceria com marqueteiro João Santana. Foto: Redes sociais

Em foto divulgada nas redes sociais, Ciro Gomes, que é pré-candidato à eleição de 2022 pelo PDT, aparece ao lado do marqueteiro (ao centro da imagem) e do presidente do partido, Carlos Lupi.

“Reunião de trabalho com @CarlosLupiPDT, presidente do PDT, e com o publicitário João Santana, que nos ajuda a partir de agora na comunicação do partido”, escreveu Ciro na legenda.

Condenação pela Lava Jato

Santana foi preso em 2016 pela Operação Lava Jato e condenado, em 2017, a 8 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Fez um acordo de delação premiada e cumpriu três anos de prisão domiciliar em Salvador, na Bahia. Desde setembro de 2020, está em regime semiaberto.

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Bolsonaro e Lula são dois extremos e PT deveria abrir mão da cabeça de chapa, diz líder do PDT https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-e-lula-sao-dois-extremos-e-pt-deveria-abrir-mao-da-cabeca-de-chapa-diz-lider-do-pdt/ Mon, 19 Apr 2021 15:45:35 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-e-lula-sao-dois-extremos-e-pt-deveria-abrir-mao-da-cabeca-de-chapa-diz-lider-do-pdt/ Antonio Neto acredita que o ex-presidente deveria aceitar ser vice, mas vê cenário como improvável por “vaidade”

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O membro da Executiva Nacional do PDT Antonio Neto. Foto: Robson Cotait/Imprensa PDT
O membro da Executiva Nacional do PDT Antonio Neto. Foto: Robson Cotait/Imprensa PDT

Membro da Executiva Nacional do PDT e presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antonio Neto acredita que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e Lula (PT) são dois polos que se alimentam e precisam um do outro. Para ele, chegou o momento do PT aceitar o ocupar a vice-presidência, embora essa situação seja “quase impossível porque a vaidade não lhe permite isso”.

“Não tendo um, você juntaria todos contra o outro, mas quando você têm os dois, eles vão polarizar ao longo de todo esse tempo e fica naquele jogo que ocorreu, por exemplo, em 2018, quando foi feito todo um trabalho inclusive com a falácia da candidatura do Lula”, afirma Neto ao MyNews.

Um ex-presidente concorrendo como vice não é um cenário inédito na América Latina. Cristina Kirchner, presidente da Argentina entre 2007 e 2015, é a atual vice do presidente Alberto Fernández. O caso argentino já foi citado por Ciro Gomes (PDT), que disse que Lula poderia buscar inspiração em Cristina, que “deu um passo pra trás e ajudou a Argentina a se reconciliar”.

Em entrevista à rádio CBN, Lula afirmou que o PT pode abrir mão da cabeça, mas destacou que o candidato à presidência deve ser “quem tem maior possibilidade de ganhar as eleições”.

Neto afirma que o PDT é um partido de centro-esquerda e que busca unir “quem produz e quem trabalha” para alcançar a “paz social no Brasil”. Já Lula, afirma o líder trabalhista, está na esquerda e Bolsonaro, “bem lá para a direita”.

A saída, acredita Neto, é aglutinar forças de progressistas, conservadores e “capitalistas lúcidos” para frear o “genocida” Bolsonaro. “Como nós fizemos a transição da ditadura? Foi compondo com setores conservadores, senão não fazia transição”, afirma o líder do PDT.

Pandemia e economia

O integrante da Executiva Nacional do PDT também ressalta que a pandemia de covid-19 mostra a importância da participação do poder público na economia, mas o Brasil está “na contramão de toda história”. Neto destaca que as reformas econômicas dos últimos anos, como as mudanças trabalhistas e na previdência, pouparam o mercado financeiro.

“É um erro crasso de um capitalismo selvagem, um capitalismo burro porque você não tem capitalismo, que vive essencialmente de consumo, se você não tiver uma classe operária, um povo com poder de compra. Quando você abafa o poder de compra, reduz os direitos, você na verdade não está ajudando, está piorando”, diz.

O líder do PDT destaca o exemplo de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, que aposta em pacotes de resgate econômico na casa dos trilhões de dólares e defende a importância da sindicalização dos trabalhadores.

“A pandemia mostrou ao mundo a necessidade da intervenção estatal. Não é só lá [nos Estados Unidos], você vai ver como está na Inglaterra, você viu que depois que Boris Johnson foi acometido da covid-19 ele volta e entende o papel do serviço público na saúde”, diz Neto.

Primeiro-ministro britânico, Johnson foi internado na UTI com um quadro grave de covid-19 em abril de 2020. Após receber alta, o premiê afirmou que o sistema público de saúde salvou sua vida.

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